Renata Chamberlain Franco
Estraçalhada. É como eu me sentia. Toda hora todo dia. Devia ganhar o oscar por enganar os outros tão bem. Minhas risadas vinham seguidas de lágrimas discretas. Meus sorrisos decaiam mais rápido do que o normal. Ninguém nunca reparava, ninguém nunca ligava. E se notavam me julgavam. É triste viver em um lugar onde ninguém se importa ou se preocupa. Cercada de mentirosos. Talvez eu exagere, mas faltava tanto para mim. Não me refiro a dinheiro, roupas da moda e essas coisas superficiais. Me faltava pessoas, pessoas que reparassem que eu não estava bem, pessoas que secassem minhas lagrimas antes delas caírem. Me faltava aqueles para chamar de amigos. E me faltava mais ainda, alguém que me fizesse sentir.
Eu nunca fui garoto, mas ser garota é tão mais difícil. Não me refiro a TPM nem cólica. Me refiro no geral. Ser menina é tão mais complicado. As pessoas parecem cobrar sempre mais da gente. Nós temos sempre que estar bonitas e impecáveis. Temos que entender as coisas antes mesmo de nos explicarem. Ser garota é tão complicado. Um dia talvez eu converse com um garoto para saber se é tão diferente assim. Mas até lá eu só vou desejando ter nascido garoto ao invés de garota.
Ela era só uma garota, só mais uma garota em todo o mundo. Com os seus próprios problemas estúpidos em sua cabeça. Com seus próprios sonhos, suas próprias ambições, e aquele leve desejo de mudar o mundo. Ela era só mais uma garota no mundo. Mas quem dera que existissem mais garotas como aquela. Daquelas de uma maneira sutilmente especial.
Ela amou como nunca havia amado ninguém. Mas era um amor confuso, confuso para ela. Esse alguém não a correspondia. E ela descontou toda a sua dor em álcool, maconha e cigarro. Mas ela sabia que essa era uma falsa felicidade. Ela só queria matar o que estava dentro dela.
E aquela sensação voltou
O medo a dominou
Já não consegue disfarçar
As lagrimas não param de rolar.
Seu coração bate aceleradamente
Deis que o viu rapidamente
Em sonhos já não frequentes
Gotas de sangue escorrem
Pingos no escuro morrem
O beijo que nunca experimentou
E o abraço no qual um dia afundou
Ninguém entende está sozinha
Mas sua alma já caminha
Não se arrependerá
Pois no fim o encontrará.
Ela está vazia por dentro, não tem vontade de nada. Debaixo dos lençóis brancos ela fica, a mente dispersa. Ouvindo as musicas que na sua mente já está cravada. Ela bebe sem ter sede. Ela come sem apetite. Ela não vive, não quer viver.
Ela cresceu, amadureceu, aprendeu e viveu. Ela não é mais a garotinha apaixonada, aquela que você fazia o que bem entendia. Ela agora é uma mulher, forte o suficiente para não deixar que você veja suas lagrimas. Para não deixar que você saiba quem ela é. Ela é a mulher que você dizia que ela devia ser. Só que agora ela é a mulher que você nunca vai ter.
Sabe o que me falta? Me falta pessoas inteligentes. Pessoas que falem difícil. Pessoas que saibam ter uma conversa interessante. Pessoas diferentes. Que conheçam vários assuntos. E tenham uma opinião bem formulada e com argumentos para defendê-las. Me falta pessoas que consigam conversar por horas, e que consigam me fazer querer aprender mais. Pessoas que me encham de conhecimento. Pessoas assim. Falta para o mundo mais pessoas assim.
E se eu fumasse você me diria para parar? E se eu ficasse bêbeda, você não deixaria eu fazer besteiras? E se eu caísse, você me faria rir de mim mesmo? E se eu estivesse com medo, você me protegeria? E se eu estivesse sozinha, você me faria companhia? E se eu pulasse, você me seguraria? E se eu quisesse morrer, você me mostraria por que vale a pena viver? E se eu te quisesse, você ia me querer de volta?
Enrolada no meu cobertor, com a luz fraca da janela, eu penso em tudo que eu queria fazer, mas não faço. Não é por que sou covarde. Mas não vejo sentido em lutar por uma causa perdida. Então eu fecho meus olhos e imagino uma mentira. Pois é tão mais fácil viver em um mundo de sonhos do que encarar a realidade. Eu sei que mesmo que eu deseje com todas as minhas forças eles nunca serão mais do que sonhos. Sei que sou orgulhosa demais para admitir o que sinto. E é por isso, que em apenas momentos assim, com a luz fraca da janela que eu consigo aceitar, que sou só mais uma tola apaixonada.
Eu tinha tanta raiva das garotas que diziam estar apaixonadas por todo mundo que encontrava no caminho. Aquela falsa paixão, elas nem ao menos gostavam. Elas me obrigavam a gostar de alguém também, era proibido dizer que não gostava. Que nenhum garoto fazia meu coração acelerar, que ninguém me fazia suspirar, e que não pensava em ninguém a noite. Mas hoje eu as invejo. Pois hoje eu vejo que amar tantos ao mesmo tempo ao contrario de amar apenas um, não dói.
Ela saiu com o seu vestido mais bonito, seu cabelo amarrado em um coque malfeito e uma sapatilha. Decidiu que ia sair sem destino, deixar que seus pés a guiassem. Pelo menos um dia ela não ia mentir para si mesmo, não sorriria se não tivesse vontade, e não seguraria lagrimas quando chegassem. Só queria se sentir leve, como não se sentia a tanto tempo. Queria poder sentir o vento em seu rosto, ouvir o canto dos passarinhos, queria ficar cansada com motivo. Queria ser quem sempre quis ser. Por um dia enquanto caminhava pela cidade, ouvindo as pessoas falando, e observando crianças brincando. Se emocionar com pessoas que encontra-se no caminho. E chorar ao por do sol como nunca havia chorado antes. Atrair olhares alheios, sem se importar com os desconhecidos. Ela só queria soltar lagrimas que segurava a tanto tempo, para assim poder sorrir novamente.
Eu queria que a vida fosse simples como um clipe de uma música romântica, daquelas que mesmo que seja triste de tudo certo. Naqueles que o cantor consegue a garota, daqueles que termina sempre com um beijo, seja na chuva, no por do sol ou em um salão de festas. Daqueles clipes que mostram uma vida toda em três minutos. Que mostram brigas seguidas por pazes. Eu queria que tudo fosse simples como uma canção boba de amor. Mas uma canção boba de amor é apenas uma canção boba de amor.
Se um dia eu arrumar coragem para enviar esta carta, irei passar a limpo para que fique legível. E talvez, só talvez eu seja direta. Não consuma as linhas deste papel com palavras sem nexo como faço agora. Talvez, só talvez eu não enrole para chegar ao ponto como faço com as outras. Talvez, só talvez eu consiga dizer o que tenho para dizer. Talvez, só talvez eu admita que enrole tanto, pois assim é mais fácil escrever. Talvez, só talvez eu pense que você se enjoara de tantos “talvez” e não termine de ler essa carta. Então talvez, só talvez você não saiba dos meus verdadeiros sentimentos por você. E talvez, só talvez eu consiga seguir em frente. Então talvez, só talvez eu desista de acreditar que você vá gostar de mim. E talvez, só talvez eu pare de passar noites imaginando. E talvez, só talvez eu consiga escrever uma carta descente. E talvez só talvez eu lhe entregue. E talvez, só talvez você vá sorrir. Talvez só talvez.
Mas agora que terminei, percebo que não irei te entregar. Então esse “talvez” continuara um talvez, em meio a tantos outros. Guardado em uma gaveta que talvez, só talvez você descubra que existe.
As pessoas precisam sentir-se vivas, elas precisam amar, elas precisam sorrir, precisam correr. Oh Deus elas precisam sentir. Sentir seu coração batendo rápido, sua respiração acelerada, sentir o vento batendo em sua pele. Sentir o corpo arrepiando, sentir o calor quando há frio. Sentir o cheiro sutil de um perfume, sentir o gosto de uma barra de chocolate. Sentir o sorriso brotar após as lagrimas. Precisam de alguém para lembra-las que há um mundo lá fora. Lembra-las do céu, do sol, da lua e das estrelas. Lembra-las que elas não são meros robôs, que não são apenas pessoas. Elas são únicas e não apenas pele e osso. Lembra-las de que existe uma alma dentro delas. Lembra-las de que nada é errado se não fez alguém sofrer. Lembra-las de que se pode tentar novamente. Mas as pessoas parecem só querer lembra-los dos erros. Por que ninguém as lembra de sentir, de viver? Por que deixam coisas simples serem esquecidas? Por que o ser humano não se permite viver?
O quarto está vazio, a cortina da janela dança com o vento, e a luz da lua é a única coisa que a ilumina. Ela se sente sufocada pelas lembranças daquele lugar, o lugar que aquilo costumava ser. Agora só ha poeira caindo lentamente para enterrar o que um dia aquilo representou. Mas ainda tem o mesmo cheiro, a mistura dos cheiros deles. O perfume forte dele, com o suave do dela. Ela sussurra seu nome para o vento, a espera de que ele o traga de volta, ou pelo menos o seu cheiro. Traga a sua presença. Mas ela está sozinha agora, olhando para o passado, secando suas lagrimas em seu velho casaco e aquele perfume parece tão distante. Raiva, solidão, amor, tristeza, é tanto para uma garota. Aos seus pés está a carta que ela passou lendo pelas ultimas horas. Com a tinta já borrada por causa de suas lagrimas, mas o adeus continua cravado em sua mente.
James.
Já lhe digo que essa carta é diferente das outras. Oh Deus. Não sei como começar. Bom, você sabe que é o meu melhor amigo. Eu lhe conheço com a palma da mão. Sei traduzir os seus sorrisos e os seus olhares. Sei quando está mentindo, e sei que sou as poucas para quem você diz a verdade. Eu sei que sou sua melhor amiga também. Mas esse é o problema. Eu não quero ser mais só amiga. Eu sou fraca demais para suportar você falando das outras garotas, beijando as outras garotas. Eu tento fugir disso, mas você sempre vai atrais de mim, para me abraçar e me consolar sem nem ao menos saber que é por sua causa que eu estou assim. Não, não é sua culpa. Foi o meu coração que confundiu as coisas, e eu sinto muito por tudo isso. Nunca quis deixar de ser sua melhor amiga, mas não posso continuar com isso. Eu sinto muito por não te amar só como amigo.
Julie.
Julie
Eu li a sua carta. Você disse que me conhece muito bem, todavia colocou esse bilhete no meu caderno de matemática, e você sabe que eu nunca uso aquele caderno. Eu te conheço melhor do que você pensa, sei até que você abriu um sorriso na linha anterior, mas foi rapidamente substituído por uma vontade de chorar. Você não é fraca como costuma pensar é forte e ira segurar as lágrimas. Minha pequena, você conhece todas as minhas manias, é a única que entende essa minha mania sem sentido de falar “bonito”. Menina você é a causa dos meus sorrisos, o único motivo de eu ainda frequentar esses lugares. Você sabe o tanto que odeio aquele bar que você sempre vai com as suas amigas? E aquele restaurante, Julie eu te amo, mas você tem um mau gosto imenso. Já devia ter percebido. Só você consegue gostar daquela comida horrível, e de um garoto idiota como eu. Linda do jeito que você é poderia ter o garoto que quisesse, por que raios tu foi se apaixonar por mim? Por favor, não comece a chorar agora. Não quero ter que ir ai seca-las, quero ir ai para te abraçar, levantar no colo e beija-la como nunca beijei nenhuma outra garota. Pois pequena, tu é meu oxigênio, meu H²O, meus devaneios, meus desejos. Você é a única que eu já amei. Então prometa que você não vai se afastar de mim, pois eu não deixaria mesmo.
Ps: Obrigado por não me amar só como amigo.
James
Então está feito. Não pode ser desfeito.
A noite passou, o amanhã chegou.
Não posso fugir só me resta prosseguir.
Você continua lá, eu apenas não irei voltar.
Essa é a decisão que tomei e dane-se se eu errei.
Errar me amadurece, pois só assim se cresce.
E se arrependimento sentir, procurarei por ti.
Deixe-me aqui sonhando, não pergunte por onde ando
Acabar me fez chorar, mas continuar só ia me machucar.
Eu queria estar dentro de uma canção do Renato Russo, e acreditar que o sol vai voltar amanhã. Queria estar em uma música dos Engenheiros do Hawaii, e sonhar com a um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones. Ou talvez ouvir os próprios Beatles e saber que terá alguém para segurar a minha mão. Oh Deus como eu queria estar em uma canção do Bon Jovi e saber que ele estará lá para mim. E depois ao som de Caetano Veloso fingir que sou linda. E torcer para Ana Carolina tocar no radio e me dizer em qual rua minha vida vai encostar na tua. E quando finalmente escutar Cassia Eller voltar para o meu mundo lembrando que para sempre, sempre acaba.
Quando tudo parece estar desmoronando, a primeira opção é a música, é ela que acolhe todas as nossas lagrimas, é ela que diz o que sentimos, nos lembra o que fingimos querer esquecer, diz o que queremos dizer. É a música que nos salva nos momentos de agonia, é a música que expressa o que não podemos. E ela que nos distrai para o resto do mundo, é ela só ela, apenas ela.
Minha garota, minha menina. Tu eis tão jovem para sofrer está desilusão. Não quero te dar está noticia, é difícil para mim, mas não vai acabar. Terais outras. Isto é bom, pois de tanto doer um dia não dói mais. E de repente vai sentir algo novo, algo diferente de tudo o que já sentistes antes. E isto minha flor, sera o certo. Te juro. Então chores, mas não desistas.
E engraçado pensar em quantas pessoas interessantes têm no mundo. Mais engraçado é você nunca encontrar nenhuma. Parece que as pessoas diferentes estão sempre se escondendo. Elas já devem ter percebido que as outras pessoas são desinteressantes demais para a presença delas. Pelo menos é o que eu acho. Já que nunca encontro nenhuma pelo meu caminho, talvez eu procure muito mal ou apenas porque sou míope e elas passam despercebidas pelo meu radar. Uma vez li em algum lugar cujo não me lembro no momento, que pessoas interessantes não saem de casa. Ha controvérsias. Talvez seja um exagero, mas de certa forma faz um pouco de sentido. Pois quando finalmente conheci pessoas interessantes, estávamos todos em casa. Cada um na frente de seu computador.
É estranho pensar que o computador aproxima tanto as pessoas. Mas estranho ainda é criarmos laços com pessoas que nunca nem vimos na vida. Pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes. Pessoas que nos fazem rir, e de certa forma transmitem sentimentos por meras palavras digitadas. A verdade é que nunca sabemos como a pessoa realmente está se sentindo por trás da tela. Podem estar chorando, porém ainda sim, iram digitar risadas. Contudo, confesso que todas as vezes que conversei com tais pessoas não consegui ficar triste. Não importa. Longe ou perto, pessoas que mal sabia qual era o nome verdadeiro, ou que aparência tinham, cada uma delas me fez soltar as mais sinceras gargalhadas. E impediram de cair as mais tristes lagrimas.
Pessoas tão inteligentes, ao mesmo tempo tão engraçadas. Aqueles tipos que mantêm uma conversa com argumentos e em diferentes momentos falam besteiras que não acabam mais. Passei tantas madrugadas conversando, tantas horas se passaram e tantos assuntos opinados. Confesso que foi uma ótima época. E em certos momentos sinto falta disso. É tão triste pensar que acabou. Um dia como outro qualquer paramos de entrar no mesmo e velho lugar que guarda tantos diálogos. Fomos substituídos por outras pessoas, que devo admitir não tive vontade de me aproximar.
E de repente os assuntos acabam e entre alguns nem assunto há. Não os vejo. Outros, ainda faço questão de incomodar. Ainda terão que me aturar.
Mas enfim, mesmo que muitos se esqueçam de mim, e eu talvez me esqueça deles. Sempre haverá aqueles momentos que cada palavra saltará pela minha mente e a nostalgia me corroera. E ficarei feliz, de pelo menos por um tempo, um curto e ao mesmo tempo longo tempo, eu encontrei, encontrei as pessoas interessantes que tanto procurava. E elas ainda estarão em minha memória mesmo que em certas ocasiões eu não me lembre.
E é a todas essas pessoas que eu dedico esse texto.
O que é a amor? Esse sentimento de qual falam tanto? Em minha opinião é apenas um sentimento superestimado do qual as musicas falam tanto. Que os livros citam tanto e que os filmes mostram tanto. Acho que o amor foi feito para amedrontar as pessoas. Quem nunca ouviu a frase “ninguém vive sem amor” por culpa dessa frase tantas pessoas são infelizes. Alias ninguém quer viver sozinho, quer virar uma velha cheia de gatos, infeliz e pirada. Ninguém quer virar aquele velho amargurado que grita com as crianças que pisam no seu quintal. Talvez o amor exista, mas seja tão incompreendido quanto um alienígena nos filmes do Spielberg. Talvez o amor não seja como as comedias românticas, as músicas pops, e os contos de fadas. Alias quem disse que os contos de fadas são bonitos. Quem disse que a branca de neve e a bela adormecida acordaram com um beijo de amor verdadeiro. Bom isso quem disse foi a Disney, mas os livros contam outra coisa. Afinal por que raios eu estou falando sobre isso? Obviamente porque é mais fácil discutir sobre como a tv mentiu para a gente do que definir o amor em palavras. A ciência diz que é quando os seu batimentos aceleram, começamos a transpirar e enrubescer. Bom você pode sentir a mesma coisa fugindo de um assassino, ou quando é humilhado perante uma grande quantidade de pessoas. Já os livros e poesias falam sobre alguma coisa a ver com borboletas na barriga. Eu prefiro imaginar que nada mais é do que o sentimento de plena confiança, plena certeza de que mesmo que ambos ferrem com tudo, você ainda se jogaria na frente de uma bala para salvar a outra pessoa. Para mim amor é isso, é ajudar a esconder um corpo, é doar um órgão vital, engolir o próprio ego. Amor é assistir um filme idiota só para não contrariar a outra pessoa. Amor é pausar um episodio da sua serie favorita para escutar o que a outra pessoa está dizendo. Amor é ficar feliz mesmo quando a pessoa consegue uma coisa que você queria tanto e não conseguiu Amor para mim é uma metáfora entre montanhas, areias movediças e naves espaciais. Uma metáfora muito complicada de se explicar. Amor não tem a ver com idade e sim com maturidade. Amor é mais do que se casar e envelhecer juntos. Amor é antes de tudo amizade, é por isso que não acredito no amor dos contos de fadas, mas eu acredito no amor da vida real, o amor da vida virtual. Mas que sou eu para definir o que é o amor? Para contrariar tantos poetas, escritores, compositores e roteiristas famosos? Sou apenas uma adolescente com uma opinião diferente sobre um sentimento que pode nem existir, pode ser apenas uma doença psicológica como tantas outras. Mas uma doença que todos procuram desesperadamente.
Nostalgia. Nostalgia, eu acho que é essa a palavra. Não. Nostalgia é a palavra. Por algum motivo que ainda é uma incógnita para mim, nostalgia é a palavra que me move. Realmente, minha inspiração sempre passeia ao seu lado, e na maior parte do tempo vai e não volta mais. E quando volta, ah quando volta. Traz-me lembranças que já estavam até empoeiradas de tão esquecidas. E eu não sei se rio se choro ou se escrevo. E escrevo. Tudo em minha cabeça, e se não passar logo para um papel ficarão tão empoeirada quando as lembranças. Nostalgia, esse sentimento tão, tão, tão bipolar. Que me faz sorrir e ter vontade de chorar, com a diferença de frações de segundos. A nostalgia que você e alguém sentem quando relembram de coisas que vivenciaram e tão diferente da nostalgia de coisas que surgem de repente, e doem. Doem, pois não voltam, nem elas nem as pessoas a quem elas também pertencem. É, é essa a nostalgia que me inspira.
