Nathália Calih

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Você não me conheceu por inteiro, mas dá pra tirar um sumo disso: me apego fácil e me desgosto com uma velocidade assustadora.
Olha cara, nem que eu te amasse, nem que te desejasse (improvável), nem que eu te olhasse denovo, como quem te quer, como no começo daquela brincadeira toda.Nem que eu acreditasse no meu sentimento. Nem com isso, Não.

Esqueça essa historia de mínimos detalhes, eu sempre digo que o importante é a maneira como acaba e desde que não seja em “e eles viveram felizes para sempre”, eu gosto.

E de todas as coisas mágicas da vida o seu amor é o que mais se aproxima do utópico, da sensação de sonho, de voltar pra casa, de uma coberta quente, você tem o cheiro arrebatador de uma loja de doces. Não sei como vai ser se, por um deslize, eu arrancar uma flor.

Datado de 23 de Março

Eu não tô te pedindo pra casar comigo,
Não é um pedido de amor,três filhos e um casa com varanda.
Eu to querendo só que venha.
Faz tanto tempo que eu não sinto nada, nem amor, nem dor, nem sentimento algum.
Eu não quero um amor!
Daqueles de verdade, daqueles que dói com força.
Eu só tô pedindo que você venha,
Escute doze versos,
Me abrace.
E depois vá embora.
Vem,
Vem,
Vem que a poeira tá levando tudo por dentro,
Sapateando e comendo o meu coração.

Acho graça no seu derramar de dor.
Na queda das continhas daquela pulseira que tinhamos como símbolo, como amuleto (eu não acredito nessas coisas),
No caso que não tava adequado,
Nos meus amigos que me querem por inteiro,
Não digo que te amei , a palavra em si, perdeu o sentido.
Não digo que não tentei, nem que não dei crédito e devido valor, nem que não amei, vai parecer que eu não quis nada.
Eu sumi, eu sei, você foi meu ano todo, meu início, meu affair.

Seu draminha de fim de tarde, as longas conversas de madrugada. Sua imitações incríveis, seu lábio inferior que me lembra o quanto eu queria e quero.
Não te amo mais. Quero-te. Isso já me basta.
Já satisfaz. Já diminui.
Dói.
Ilumina. Me derruba, me intriga.
Sim, eu tenho um amor,dos grandes, daqueles que vão e voltam.
Dos que não soltam, não me envorgonho, aliás admito:
NÃO sou correspondida. E amo. A ordem não importa.
Nós nunca vamos nos unir, não mais.
Alívio.

Por que meus amores vem e vão?
Por que abandono e sou abandonada com frequência?
Essas coisas voltam?
Te somam, te gloriam?
Te diminuem?
Eu queria amar, uma vez sequer.
Ser amada, ou pelo menos iludida,
sofro por não ter do que sofrer.
Por não ser eu, por estar em formação.
Por saber tudo sobre a vida e não saber viver.
Eu queria um espaço no seu mundo aquarela, ou num cantinho bicolor, pelo menos.
Me aceita, que eu vou aonde você for.

Sim, sou humana.
Por incrível que pareça.
Não quero ser, gosto do abstrato, do insano, de mim.
Me amo e amo ainda mais o que provavelmente serei.
Daqui a um ano, duas horas, daqui a uma conversa.
Mudar, crescer, evoluir, expandir, não importa a palavra, afinal, ela sempre vai ter meu sobrenome em seguida.

Que tipo estranho de garota eu seria se não fosse confusa, feliz e forte? Se não esperasse rosas e demonstrações públicas de afeto?

Tenho milhões de mulheres em mim.

Torço por cada uma delas:
Pela menina que tem medo do escuro,
Pela garota de poucos amigos, porém amigos.
Pela mulher que serei, pela carreira dela.
Pelos seus filhos, pra que chore, que se emocione,
que seja fraca e boba as vezes.
Que ria de si mesma.
Que tire fotos ousadas e extravagantes.
Que se sinta menina, moça e mulher.
Que eu possa me lembrar de mim, como alguém feliz, que não tenha a menor noção do que virá no futuro.

Assim é dificil, coração! Cê demora a voltar e eu fico aqui empoeirando. Esperando, cantando aquela balada só nossa. E você trabalha, trabalha, trabalha, onde já se viu? Como pode ser feliz sem mim? Como eu feliz, posso estar se você não vem?

Tenho AMORES, AMOREEEEEEEEEEES!
MUUUUITOS DELES.
Pra sempre. Pra durar.
Pra me divertir, dar prazer, durar, sempre, AMOR.
É isso não é? Pra... SEMPRE?

Tenho medo de não dar tempo, de não dar certo de não poder sair de casa, de perder a hora, de dormir demais.
Medo de parecer muito dramatica e de não ser o bem querer de alguém, de quando você voltar eu ter mudado muito, ou mesmo de você voltar. Medo que ela vá embora ou que ela não vá. Que perca contato e só sobre uma vaga lembrança, de não poder ir, de não cortar a fita, de não inaugurar nada. Medo de não ter minha sementinha, da dor nos olhos que a claridade me causa, de precisar pegar um bronze, de ter frieira, de parecer muito boba. Tenho medo do escuro, de altura, de elevador, medo de parecer uma idiota em ir a um rodízio e ficar com vergonha por não comer carne. De enganar alguém, de machucar alguém.
Talvez isso tenha se tornado sídrome do pânico.


Eu, apenas,
Tenho medo de não dar tempo.

É bom te olhar enquanto você dorme, te ver brilhar.
Brilhaaaar, brilhar.
Ser tua confidente, sorrir. Essas coisas.
Respirar perto de você e sentir o cheiro dos seus cabelos acompanhado de uma brisa no fim da tarde. Inspirar fundo, abrir os olhos e pensar, Deus, que sonho lindo que eu tive.
Expirar.

Estou com tanto medo que não consigo respirar. Sem mais, é só o que tenho a dizer.

Eu acho isso normal.

Já aceitei o tipo de pessoa que me tornei, só é dificil saber o que ,exatamente, sou agora.
Eu sei o que eu quero, sei também que o tal quero não quer. Tudo bem pra mim, na verdade, um grande PREMIO pra mim! Eu desisti de um possivel amor de verdade, por conta desse sentimento, de outros casinhos, de alguns namoros, de novos conhecidos, de pessoas que poderiam estar em fotografias me fazendo sorrir, por alguém que não dá a minima pra o que eu sinto, que finge, que se isola, que não quer ser feliz de nenhuma forma, um inconformado, alguém que não procura um belo futuro, mesmo tendo a vida toda pela frente. Que não sorri de verdade, que viajou querendo ficar, que voltou e já não fazia tanta diferença. Quando tento abstrair a coisa só piora, eu tenho magoado pessoas Geniais! Amigos, parentes. Tenho fugido de tudo. Amor faz uma falta danada.

Voltei a fazer origamis. :$ Sem alguém já não tem tanta graça, mas tsurus me lembram liberdade. ~

Certo dia, estando com o olhar fixo num açucareiro sentada na mesa da cozinha, esperando um café, mamãe me disse: "o amor não é para todos, principalmente os fracos." Então eu entendi.

Eu prometi que acreditaria em sentimentos, que amaria até me ferir e todas as vezes que fosse necessário me machucar, sangrar. Céus! Será mesmo que minha alma gêmea é o enfermeiro do meu bairro?

Amizade não tem nada haver com ver uma pessoa todos os dias da sua vida desde a quarta série, tem haver com entrar na vida de uma pessoa e não se deixar sair. Confiar. Essas coisas. O verdadeiro amigo, você encontra depois de anos sem se ver, ele passa por você na rua, te cumprimenta, depois comenta com alguém ao seu lado: Aquele lá, é meu amigo.

. Você entrelaça sua mão na minha, me beija na rua, passa a mão na minha nuca, me beija na lua, faz cafunés nas tardes de sábado, me beija na escola, me apresenta aos seus pais, me beija e me enrola, me dança, me desenha, me, você . Mim. Eu me pergunto, quantas vidas serão necessárias para que eu me sacie por completo?.

Controle o seu veneno benzinho... Haverá gente bem pior que eu.

Fim de noite bohemio.

- Num bar beirando a avenida, pessoas ecléticas, pessoas bonitas, pessoas estranhas, pessoas.
Assunto sério, engraçado, irônico , beirando a malícia. Sorrisos mil, gargalhadas infinitas, um comeu morreu, os dez por cento do garçom e eu de tanto vai-vem de carros beirando beber um copinho de chopp.

Cansei, do ódio desse cara, das mágoas que ele já me causou, do nojo que tenho de mim quando lembro que o primeiro olhar foi meu.
Cansei, de tentar melhorar a minha vida, cansei de ver tudo calada, cansei de ter o mundo me olhando como se eu fosse uma vadia por conta dele, tô esgotada. Tô estourando, mas perdendo a linha devagar, lembrando que eu vou embora disso aqui, que vou levar quem importa.
Lembro-me do início e das frases duras da minha mãe.
- Não comece...
- Começou errado termina errado.
- Você pediu, agora aguenta.
- Isso não vai dar certo.

Ela NUNCA errou, eu SEMPRE soube. Ela me disse até como seria se no final das contas ele se apaixonasse e eu o deixasse. - o inferno que a minha vida iria se tornar.

As coisas estavam indo bem, eu... Eu sei lá, eu tava dando certo com... Comigo, é que eu não sei o que acontece, eu não costumo esperar muitas coisas das pessoas, por isso é dificil me iludir, mas o que se deve esperar é que elas sejam ao menos VERDADEIRAS. As coisas tem se tornado complicadas, os rumos estão mudando, amores ficando por lá, amores voltando de loonge, gente que eu achei que já tinha esquecido do nosso tempo antigo, das nossas saídas, dos carnavais, da balada.
Tenho uma ansia cultural incrível e um incrível papo de velha.
Poucas pessoas me encantam e poucas tem paciência comiigo. O que faço com meu tempo livre? Penso no amor, na distância, nessa aliança, num bebê. No futuro e oro. Oro por que só Deus viu, só Deus.

Tô meio perdida no tempo.


Na vida, nas emoções, sei quem quero, quem amo, quem desejo, ou mesmo O QUE desejo. Mas as vezes as coisas parecem meio distantes. É como acordar com a casa vazia, quando ninguém te avisou que ia sair, sabe? Fica aquele silêncio, um resquício de medo, então você levanta, faz xixi, abre a geladeira e fecha. Vai até a sala, se esparrama no sofá enquanto liga a TV já sabendo que nada de interessante vai passar por lá. Eu não sei, acho que deve haver algum problema com o meu cérebro. Não estou adequada a isso tudo, sou fora de prumo, de rota, de foco. Fora de mim.
Eu nunca tive a sensação de ter o meu coração batendo fora do meu corpo e ele nunca foi tão longe. Às vezes é lindo sonhar com o reencontro, fazer planos, mas aí relógio vai tiquetaqueando na minha cabeça está-acabado-está-acabado-está-acabado com uma frequência irritante. E você se vê fraco, parece não ser tão atraente se o amor não está por perto. Tomar banho já não tem a mesma graça, se maquiar um tanto menos, o perfume é necessário, mas é borrifado mecânicamente, tanto que depois, já na rua, você pensa: meu Deus, eu pus perfume?
Sair sem ter pra quê. Comprar pão e espiar pela prateleira se você está do outro lado, fazer cara de frustração ao constatar que não.
Não saber a Razão de estar momentaneamente bem. Não saber, momentaneamente, se a Razão está bem. Ahh, que nostalgia medonha! Que tristeza avassaladora! Quisera eu fugir, pra Natal, Sul do Equador, ahh Espírito Santo. Ajude-me. Alguém por favor está me ouvindo? Alguém! Se estiver manda um veleiro, que eu tô no meio do mar, num barquinho branco e vermelho. O tempo ta começando a fechar. Tem alguém aí em cima?? Alguém! Eu tô no fundo de um poço. Se tiver alguém aí, por favor, joga uma corda, uma caçamba, uma escada, dá um calço, que já são cinco e meia. E tá frio, mais por dentro do que por fora. Tá escuro, e eu só durmo de luz acesa.

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