Mariana Romariz
Alguns textos não precisam de título
Eu nunca soube a hora de fazer nada, não sabia quando estava certa ou quando estava errada. Fui aprendendo aos poucos o tempo que as coisas podem ter, e quais pessoas ter na minha vida. Eu nunca soube o que fazer pra te ter e ainda sim implorava e, implorava feito criança mimada, chorava, gritava. Gritava uma dor tão grande de querer ser amada, e então amava e amava. E você me amou, me ensinou, me segurou. E sempre me segura pela cintura e me olha do alto com aquele sorriso lindo gozando da minha cara por eu quase não alcançar seu rosto com a diferença de altura. E das vezes que você me disse 'eu te amo', me lembro de um dia que vai ficar guardado aqui, quando aos prantos abraçamos um ao outro e dissemos, e foi o abraço mais sincero que eu já recebi e eu nunca quis tanto alguém. Me desespero quando você vai embora, sinto tanta falta, como se faltasse uma parte de mim, e uma parte grande, insubstituivel. Ninguém deve ter noção da intensidade dessa coisa toda que a gente sente, porque eu acho que nem nós mesmos entendemos, a gente simplesmente sente e sabe que ama e, sabe que quer um ao outro. E quer muito. Não importa quantas horas vão ter meu dia chato, meus cursos, meus pais brigando comigo ou meu irmão pequeno enchendo o saco, me conforta saber que ao final da semana você vai estar aqui do meu lado.
Eles querem que eu seja o que eles não foram, enquanto eu só quero que eles me deixem em paz. Paz, meus pais. Só quero paz.
Sozinha não...
Vivo lendo por aí, em Blogger, Tumblr, Orkut, frases de MSN: Auto-suficiente. Vejamos então, o que é ser auto-suficiente? Sempre quis entender essa história de não precisar de ninguém, porque a grande verdade é que a gente precisa das pessoas sim! Eu preciso do meu amigo, da minha amiga, do meu namorado, da minha família e estou certa de que não sou a única. Ninguém, digo-ninguém- é feliz sozinho.
Todo mundo precisa de uma discussão as vezes, gritar com alguém ou para alguém. Todo mundo precisa de uns beijos e amassos, carinho, prazer. E sozinho não dá! Sozinho é muito triste! Sem essa de ser forte e não precisar de ninguém! Somos seres humanos e vivemos em sociedade e precisamos um do outro. Precisamos do ódio daquela garota que tem inveja do nosso cabelo, da outra que acha nossa roupa estranha, do amor do namorado, precisamos até da desaprovação dos nossos pais. Mas precisamos acima de tudo sentir. Sentir um ao outro, sentir tudo!
Abro a boca e falo: Eu não me basto! Porque sem meus pais eu não sou nada, e sem meus amigos, namorado. Eu preciso das pessoas que eu amo e eu preciso da desaprovação pra perceber quem eu sou de verdade. Sou forte, mas não sou sozinha e não quero ser. Eu quero ser feliz e pra ser feliz é preciso fazer alguém feliz, e sozinha, não dá!
Carta para o namorado
Francis,
Faltam-me palavras para escrever bonito, mas não me falta alma e coração para dizer o que estou sentindo. Te sinto em mim, profundo, como tatuagem marcada na pele em volta de todo o meu corpo, me abraçando e me acariciando. Sinto intensamente, incansável amor. Meu super-herói que salva todos os meus dias chatos, que faz a minha vida cada vez mais feliz e interessante. Obrigada por fazer parte da minha vida, por me amar e por me deixar amar você. O homem da minha vida, meu amor, o mais bonito, singelo. Eu amo você e te quero pra sempre em mim!
Eu mergulhei em lágrimas de novo, ele simplesmente não confia em mim, e dói, dói... Eu passo os dias pensando nele, e todos os planos que eu faço em minha mente as vezes parecem distante quando ele me trata tão indiferente. E eu faria tantas coisas pra ele acreditar em mim, mas nada que eu faço basta. Eu faria da minha vida um big brother com câmeras 24 horas por dia e não sairia de casa e não faria nada além de me dedicar a ele o tempo todo. Porque eu amo tanto, e quero tanto e me machuco tanto. Implorando que ele me queira, que ele me olhe, que ele confie. Que ele veja que eu respiro ele o tempo todo, que eu vejo ele toda hora em minha mente e que a única coisa que eu tenho medo esses dias é que ele não perceba o quanto eu não posso viver sem ele.
A guerra
Mais uma vez alguém tentava empurrar a princesa do alto de seu castelo, era eu feliz de repente levando um baque, daqueles que com toda certeza demoram a passar. E eu começo a pensar em tudo de novo, se eu estou certa, se eu vou chegar lá. É uma estrada tão feia essa pela qual eu venho passando, eu vi pessoas caírem, se jogarem e derrubarem umas as outras. Eu penso sempre, não quero derrubar ninguém, quero apenas caminhar e chegar em um lugar mais bonito. Eu preciso disso. Eu preciso ver o lado bom de todos esses empecilhos e eu preciso perder esse medo que ronda a minha cabeça 24 horas por dia, eu preciso vencer o medo de te perder, porque se eu tiver medo eu vou perder. Eu despida de armaduras me lanço a guerra, se eu morro ou não, quem decide é você.
Fui me tornando tão sensível aos poucos e só agora percebo o dramalhão pronto que me tornei. Enquanto tudo o que acontece deveria me deixar forte eu simplesmente me deixo levar por lágrimas, isso não está certo não. Engraçado pensar em como já fui de "ferro" e em quantas vezes ouvi amigos dizerem "você não tem coração?" e eu dizia que não. Mas eu tenho um coração e ele bate aqui bem forte. Depois de tanto me chamarem de fria, sem coração ou coisas do tipo, acabei aprendendo a me deixar conhecer as emoções. Doeu e doeu muito amar e, me deixar amar de verdade e, ainda dói das vezes que sismo que algo não está certo. Eu devo me culpar por estar sentindo o que eu nunca senti? Ou eu devo simplesmente sentir? A vida dá umas pancadas na minha cabeça as vezes e eu acordo e daí depois de uns tempos pego no sono de novo e foi assim agora. É, eu acordei, vivamos mais dos sentimentos de verdade sem medo de se machucar, foquemos mais no que importa e menos no que não faz diferença. A vida importa, o amor importa e além disso nada mais faz falta. A vida é pra sentir.
Recordo-me daquele domingo, coração pesado de um sábado ruim. Eu queria dizer-te tanta coisa naquele dia e me limitei a apenas te abraçar e pedir em pensamento - gosta de mim? gosta de mim só um pouquinho - acho mais que implorei do que pedi, e você gostou. Não sei ao certo o quanto eu imploro carinho, nem o quanto eu tenho medo de ficar sozinha, dormir sozinha, chorar sozinha. Não sei porque se tanto imploro carinho me deixo ser sozinha. Me pego lembrando de quantas pessoas eu cativei sem querer, e das pessoas que eu sempre quis cativar e não consegui. Me pego com medo de mais uma vez não conseguir ser suficiente, me pego querendo ser muito, embora o que eu sinta já seja tanto. Me pego querendo ser tua e, que sejas meu, embora saiba que a alma é livre, e que ninguém é de ninguém, me pego sendo tão tua.
Não sei se escrever me faz realmente bem, mas desde que aprendi o faço. Nunca soube usar as palavras em seu lugar correto e todas as situações que me pareceram difíceis eu piorei com meus textos. Eu não sei escrever sobre coisas boas, nem pra dizer que gosto, só escrevo coisa triste e não me agrada. Eu não gosto dos meus textos, eu não gosto do fato de sempre falar as coisas da forma errada. Mas eu queria que por um dia alguém entendesse as coisas da forma que eu entendo. Um dia. Eu só queria que insistissem mais em tudo que eu tenho por dentro.
Agora
As estrelas estão caindo, mas o céu continua lindo...
E eu nunca pensei que poderia ser assim
Talvez um tempo atrás eu pudesse planejar o que fazer
Agora eu vejo tudo acontecer
E não a nada nem ninguém para deter.
Os planos não servem de nada,
Deixe-me apenas ser.
Os dias tão pequenos e iguais são longos
E eu tenho uma saudade aqui.
Dos dias que eu quis fugir...
Esse mês não houve nenhum,
Nenhum que eu não quisesse apenas fugir pra você.
E eu sou assim meio música,
Meio lenta com uns solavancos repentinos,
Eu sou escrita, leitura, verdade e fantasia
E eu sou tudo que digo sem dizer.
Entenda-me bem quando digo e repito:
Eu gosto muito e, de verdade, de você!
Como que por mágica havia uma sintonia, algo nunca visto antes.
[T]empo [P]ropício para [M]atar
A verdade é que eu sou chata demais, estressada demais e tô sempre de saco cheio de tudo. E eu escrevo. Escrevo todo dia o quanto a vida me desgasta, o quanto eu quero mais, o quanto eu canso. Detesto me fazer de vítima, não me faço não, tenho o meu direito de mostrar indignação, impaciência e nem por isso devo ser taxada de coitadinha. Não sou coitadinha.
Eu tenho malícia, eu tenho malícia o suficiente pra saber como o mundo acontece. E o mundo é sujo, e eu sou suja e você é sujo. Todo mundo tem um lado mal, banal. No fundo todo mundo é igual e cada um encara os fatos de uma forma diferente.
E eu sou chata, sabe porque eu sou chata? Eu sou chata porque não gosto que brinquem com as minhas verdades, não gosto que me enganem, não gosto que me firam.
E eu sou estressada, e eu grito, e eu choro, me desespero, é um direito meu.
E eu tô sempre de saco cheio porque eu tô cansada do igual, eu tô cansada de menosprezo. Tô cansada de ser tratada como um cachorrinho que você bate e ele late, daí você faz um carinho e ele balança um rabinho sem a mínima raiva.
Não sou uma cadelinha bonitinha não, você me bate e eu te bato. Comigo é toma lá dá cá.
E eu tenho vontade de sair socando tudo, descendo o pau em todo mundo.
Minha vontade é de parar o mundo. Só eu ando, só eu mexo.
Eu sou a dona do mundo, eu sou dona de todo mundo e eu quero matar todo mundo.
Meu ódio por pessoas frouxas
Eu canso de preencher silêncios e tentar decifrar o que eu deveria ouvir, ninguém pode me falar, ninguém tem coragem, nem habilidade. Eu assusto? Tudo bem, então me assuste também. Venha a mim com emoção, me pegue, me abale, me derrube. Mas acima de tudo diga! Você me quer? Então diga! Diga o que eu nunca teria vergonha, eu te quero! Eu digo, eu peço, eu imploro. Fale! Dê-me mais de intensidade, por favor, eu preciso disso, eu preciso de mais. Eu preciso e você pode me dar, mas você quer? Ora, veja...você sabe o que quer? Ou você apenas pensa querer? Então me venha e me invada, me beije, me abrace, me deixe arrepiada. Ou não venha, se não quer apenas vá, porque a vida é muita e rápida e eu quero muito mais. Não me canse, apenas dance. Venha ou não venha, suma ou apareça. Mas nunca esqueça o quanto eu quis entender, o quanto eu quis ter, o quanto eu quis ver. Eu quero ver! Você vai fazer? Você vai querer? Não importa, apenas aja, apenas diga. Siga. Porque eu sigo mesmo sem saber o que fazer, sabendo tudo o que eu quero e observando as atitudes que espero e espero e não acontecem. O mundo parou? Pois eu não parei. Eu ainda vou te encostar na parede pra dizer o quanto sem te conhecer eu sempre quis você, o quanto eu sempre esperei por amor. Se não tem coragem esqueça, desista. Porque quem não tem palavras, gestos, não tem amor. Quem tem amor dá um abraço apertado e aquele suspiro de saudade, quem tem amor tem palavras mesmo que engasgadas e que sufocam de forma que todos percebam. Você tem amor? Você sabe amar? Você ao menos sabe o que é o amor? Você já amou? Bom, eu sei o que eu tenho, o que eu sinto, mas não, isso não basta pra inventar a felicidade alheia. Porque eu só vou ser feliz fazendo alguém feliz. Você pode me fazer feliz? Você pode ser feliz comigo? Então me dê a mão e apenas pare de ter medo.
Eu queria enxergar o mundo como as pessoas vêem, eu queria que pelo menos um dia meus passos não me enlouquecessem.
Eu queria alguém pra ocupar o pensamento, eu queria fazer e ser feliz por um momento.
Eu queria parar de olhar pro teto e assitir ao tédio, eu queria encontrar algum remédio.
Eu queria ver as nuvens de uma forma boa, eu queria que nenhum sentimento fosse a toa.
Eu queria poder voar, queria poder encontrar, encontrar, encontrar...
Meu pai sempre me avisou
Sempre quis saber como alguém aprende a ser amável. Sempre quis saber o que dizer pra essa vida que me engole sem saber meu gosto, minha cor, minha validade. Eu queria muito ser feliz, ser amável, ser perfeita. Há muito acostumei com a rejeição mas nunca desisti de tentar. Eu busco, procuro e não acho. Como é ser amável? Alguém me diga por favor! O que eu preciso fazer? O que eu tenho que dizer? Aonde eu tenho que chegar? Eu queria que olhassem em meus olhos e vissem verdade, mas sem querer soa tão falso quanto o tom dos meus cabelos. Eu sou de verdade. Quando alguém vai acreditar no meu ''eu te amo''? Eu nunca digo nada em vão.
Talvez o timbre da minha voz tenha algo errado, a frenquência quem sabe esteja desajustada. De todas minhas verdades, quase ninguém acreditou. Meu pai sempre avisou, mas eu nunca entendi. Eu não posso obrigar alguém a me amar, não pode ser assim. Amor não se pede.
Verdade?
Quantas pessoas você já conheceu de verdade? Pra quantas pessoas você sorriu de verdade? Quantas vezes você pareceu e foi feliz de verdade?
Ás vezes passamos tanto tempo nos importando com o que as pessoas vêem ou pensam de nós que acabamos nos esquecendo do que realmente sentimos, e o que vale é sentir. Facilmente percebemos quando alguém é falso e tratamos em retribuir da mesma forma enquanto ignorar seria uma opção mais sábia, mas e você, você prefere ser sábio e ignorar ou aturar alguém por uma insignificante popularidade?
Bom, sábia eu não me gabo de ser, sou birrenta e faço muita coisa de raiva, mas fazer algo por popularidade nunca foi o meu forte. Se eu puder fazer o máximo para que as pessoas não me notem, eu faço, sempre fiz. Nunca gostei de chegar em uma festa e conhecer todo mundo, dar dois beijinhos, sorrir...Isso pra mim sempre foi coisa de gente falsa. Quem muitos amigos tem, não tem nenhum. Há exceções é claro, mas eu não sou uma delas. Prefiro chegar e ser notada por poucos, gosto do tom de mistério que gera a minha quietude.
Eu sou um enigma, e os que tentaram não souberam decifrar. A típica mulher decidida, aquela que pensa em mil coisas antes de pensar em ter um namorado, que prefere estar em casa lendo um bom livro e ouvindo uma boa música do que sair pra qualquer baladinha. A que vai sempre preferir um jantar ao invés de um encontrinho pelo caos da cidade. Estudar? Talvez, depende do dia, depende do quê. Muitas idéias inconstantes. Bom, o fato é que hoje eu sou assim. Amanhã? Amanhã é outro dia e você vai ter que me conhecer de novo.
A minha verdade é me reinventar, toda hora, todos os dias.
Eu não posso preencher o silêncio da tua solidão, mesmo que eu quisesse eu não poderia ser tão bom. Já percebeu que a lua mal aparece quando o sol te aquece? Isso remete tamanha proporção. As estrelas que ofuscam até mesmo planetas, tanto brilho, tanta luz que mal se pode enxergar. Não se pode negar o dom do encanto, da beleza, das poesias...O dia que vem e tão rápido se vai.
Perdi o trem, perdi a hora, cansei do amor...
Fiz as malas, fui embora.
Tanta coisa bonita eu leio porque não sei cantar. Meu coração que tanto bate sem poder falar queria apenas um minuto de atenção, apenas algum tempo para encontrar-me a andar por qualquer lugar, indo pra qualquer direção.
Depois de tanto fazer tempestade estou branda novamente. É uma nostalgia maluca, que hora me deixa calma a pensar, e outrora desesperada a gritar socorro para quem tiver coragem de se aproximar. Hoje eu escolho o que é certo ao invés do que é fácil, hoje eu digo não pra tudo que não for de coração.
É a morte que lhe deixa
Escondes tua dor e tua solidão
Mas leia-me:
Tenha atenção!
O caminho é tortuoso
Escorregarás
Meterás os pés pelas mãos.
Eu lhe avisei, faças tua oração
Ignore esta canção
Não faz sentido...
Não, não!
Não leias, não sigas, nem voltes
Pares, vejas a dor do mundo inteiro
Percebas
A dor és só tua,
Ela és unicamente tua agora
Não enxergas?
O mundo, a vida, é o que mais lhe apavora
Tu imploras pela morte
Mas é ela quem sempre lhe manda embora.
[T]empo [P]ropício para [M]atar
a verdade é que eu sou chata demais, estressada demais e tô sempre de saco cheio de tudo. e eu escrevo. escrevo todo dia o quanto a vida me desgasta, o quanto eu quero mais, o quanto eu canso. detesto me fazer de vítima, não me faço não, tenho o meu direito de mostrar indignação, impaciência e nem por isso devo ser taxada de coitadinha. não sou coitadinha. eu tenho malícia, eu tenho malícia o suficiente pra saber como o mundo acontece. e o mundo é sujo, e eu sou suja e você é sujo. todo mundo tem um lado mal, banal. no fundo todo mundo é igual e cada um encara os fatos de uma forma diferente. e eu sou chata, sabe porque eu sou chata? eu sou chata porque não gosto que brinquem com as minhas verdades, não gosto que me enganem, não gosto que me firam. e eu sou estressada, e eu grito, e eu choro, me desespero, é um direito meu. e eu tô sempre de saco cheio porque eu tô cansada do igual, eu tô cansada de menosprezo. tô cansada de ser tratada como um cachorrinho que você bate e ele late, daí você faz um carinho e ele balança um rabinho sem a mínima raiva. não sou uma cadelinha bonitinha não, você me bate e eu te bato. comigo é toma lá dá cá. e eu tenho vontade de sair socando tudo, descendo o pau em todo mundo. minha vontade é de parar o mundo. só eu ando, só eu mexo. eu sou a dona do mundo, eu sou dona de todo mundo e eu quero matar todo mundo.
"Porque quiseste me fazer sofrer? Porque nunca quis me ouvir dizer o tanto que eu sempre quis você? O tanto que eu quis sem querer e sem saber.
Restou-me apenas recordação, uma nostalgia maluca daquele nosso verão. Eu tenho me mantido calma e até deixei que se aproximassem de mim e minha dor, mas por mais que eu goste de alguém, amar mesmo não."
Os dois lados
Tenho duas vontades distintas dentro de mim que se sobressaem sobre todas as outras. Uma de vontade de querer viver intensamente todos os segundos que eu puder, outra de querer morrer agora, nesse exato momento. Tenho essa coisa de oito ou oitenta, eu acho a vida extremamente linda e de repente completamente entojável, uma beleza feito olhos de criança e de repente uma imundisse de gente que rouba quem já não tem nada. Insanidade pode até ser, mas incostância não é algo muito raro. Vejo, sinto, quero vento nos cabelos caidos sobre meus ombros, quero flores sobre meu corpo, quero totalmente louco, quero tudo, quero nada. Quero questionar, criticar, ser amada. Quero escrever sem entender, até sem saber, mas quero falar, quero mostrar tudo o que eu sinto, agora.
Carta para Francis
Tu que vez ou outra me leva ao abismo nem sabe o bem que me faz, pela minha chatisse sem motivo de sempre que tanto te incomoda, lhe peço desculpa, me esforço para ser melhor a ti que quando me olhas me abre um sorriso. Eu tão sem sal, sem cor, sem graça e você um sol, brilhando aonde passa, é inegável tua vontade de viver, teu bom humor todo dia, a qualquer hora. Talvez eu te canse com minhas lamúrias de sempre, talvez a gente dance num ritmo contente, talvez a gente se ame loucamente. Eu só quero que não importa o que aconteça, mesmo que a gente mude que a gente nunca se esqueça, a gente sempre se ame, que a gente perca a cabeça e seja: coração.
