Marcio Funghi de Salles Barbosa
A finalidade deste trabalho é o de responder a qüestões formuladas por clientes e amigos, que necessitam desta informação para o seu caminhar mais orientado.
Já faço este trabalho há mais de 06 anos, com mais de 5.000 respostas dadas.
Espero que gostem.
Se tiverem perguntas a serem feitas, elas podem ser encaminhadas para: pergunteaodoutor@drmarcio.com
Responderemos todas e publicaremos as mais sugestivas...
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Temas abordados nesta página:
- Cegueira como meio de fuga
- Insatisfeita
- O que passa pela cabeça dos meninos?
- Viuvez feliz
- Domésticas Parideiras?
- Frieza Sexual
- Em crise, Creia e Crie
- Geração Minojo
- Orgasmos múltiplos
- Prendas domésticas - O desafio
- Prendas domésticas - A missão
- O Síndrome de Rebeca
- A maconha que beira mares
- Eterno Peter Pan?
- Super 15
- A dança de executivos
- Insatisfação
- Gravidez divide o casal?
- Deprê
- Barriguinha malvada
- Ciúmes de você
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Cegueira como meio de fuga?
Dou aulas particulares e vejo muita angústia em meus alunos. Às vezes me fazem confidências e revelam lares desajustados, onde os pais estão sempre fugindo da solução dos seus problemas. Alguns queixam-se das mães, que vivem fazendo cursos e mais cursos, para fugir de casa. Um deles me disse que a mãe estava fazendo um curso sobre a família, abandonando o pai, que em sua ausência bebe até cair e os filhos sem jantar. Outro me fala sobre o pai, que vive brigando com a mãe e cuja única diversão é trocar de carro a cada seis, oito meses. Para isto, impõe uma economia violenta, regulando o sorvete e as sobremesas da família. Vejo mulheres fanáticas com as “coisas de Deus”, esquecendo-se que Deus está presente em cada pequeno gesto de amor, não em fanatismo. Aonde iremos parar, se não conseguirmos encontrarmos solução para nossas angústias? - Débora.
Sabe Débora, recebi um trabalho esses dias, onde o psiquiatra faz um rastreamento dos portadores de depressão, num total de mais de trezentos casos pesquisados, chegando à conclusão de que desses casos, apenas dezesseis por cento tiveram a obtenção de uma cura definitiva. Isto não se deu porque a medicina não tenha solução para eles, mas porque se perderam entre os diversos caminhos dispersivos, que geralmente são enveredados.
Muitos desses depressivos, iniciaram com tratamentos caseiros, com vitaminas, chás, receitas das comadres, religiões que lhes permitam atribuir ao diabo a sua causa, aos cultos como a macumba e outros, ao uso inadequado e muitas vezes abusivo de calmantes e soníferos, que só deprimem o sistema nervoso e às peregrinações por consultórios de clínicos, cardiologistas e gastroenterologistas, na busca de alívio para os sintomas emergentes e não para as causas. Tantos outros, partiram para o uso de álcool e outras drogas, bem como para uma atividade compulsiva para com o sexo.
A Organização Mundial de Saúde assinala, só para confirmar um dos dados acima, que cerca de setenta por cento das consultas médicas, de todas as clínicas, são geradas por problemas psíquicos.
Neste caos, sobra a pergunta: Como resolver de forma satisfatória estes problemas?
A resposta está no próprio ser humano. Quando formos capazes de sentirmos que não estamos vivendo bem, que estamos mal preparados, que vivemos fingindo, ao invés de vivermos decentemente, talvez passemos a nos cuidar objetivamente, buscando ajuda eficaz para nossas angústias, exigindo um programa de orientação psicológica para nosso povo, via saúde pública, via meios de comunicação, via políticas voltadas para a valorização do ser humano nas empresas, igrejas, comunidades de bairro e prefeituras.
Porém, não tenho dúvidas, o ser humano, passivo que é, terá de lamber o lodo do fundo do poço, para depois se revoltar e exigir seus direitos.
Dizem que sou comunista, que sou anarquista e outros “istas”, quando falo assim. Sei o que afirmo, pois ainda hoje, examinei um senhor, que vem tomando sonífero, muitos comprimidos por dia, há mais de um ano, sem que a família o percebesse, tão atarefada com esta tal de “strong for life”, que está a nos estrangular.
Ou lutamos para enfrentar nossos fantasmas com realismo, ou...
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Insatisfeita!
Estou noiva e gosto muito do meu noivo. fazemos sexo 2 ou 3 vezes por semana, mas eu não estou satisfeita com a espessura do pênis dele , que é mais fino que o normal. Quando temos relações sexuais eu sinto que se o pênis dele fosse um pouco mais grosso eu me sentiria mais realizada e teria um melhor orgasmo. as vezes tenho que acelerar mentalmente meu orgasmo para conseguir realmente tê-lo. Minha pergunta então é: existe alguma técnica para aumentar a espessura do pênis?
Muito obrigada pela a atenção! – D.
Minha cara , o tamanho ou a espessura do pênis podem ajudar no orgasmo, ou mesmo atrapalhá-lo, isto se for muito maior que o tamanho da vagina ou mais calibroso que ela, causará dor e machucará o colo do útero. O pênis pequeno ou fino, podem perfeitamente ser compensados, com a mudança na posição sexual.
Normalmente a mulher abre suas pernas e o homem a penetra. Se for fino, “dança” numa vagina normal, e se for curto, sai com facilidade. A compensação é obtida com a penetração, depois a mulher fecha as pernas e o homem abre as dele envolvendo as dela. Nesta preparação ele sobe um pouco o corpo, de forma que o pênis toque o clitóris dela. Como ela passa a ter o controle da penetração, poderá apertar o suficiente o pênis, causando duas vantagens: melhor contato e atraso na ejaculação dele.
Outra variante é fazer o mesmo, com a mulher por cima. Ela controla e fricção do pênis e a penetração.
Um terceiro meio é conseguido com a estimulação do clitóris pela mão do homem, concomitante com os movimentos.
Um lembrete serve para todos os tipos de pênis, vagina, relacionamentos sexuais: só permitir/fazer a penetração, quando os dois estiverem muito excitados.
Costumo dizer que a hora em que mais nos aproximamos da felicidade, é na hora de um orgasmo gostoso, construído sob o amor.
Experimentem, criem, deliciem-se, mas nunca se deixem estagnar!
Felicidades!
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O que passa pela cabeça dos meninos?
Encontrei uma revista antiga que tinha uma entrevista com alguns meninos e procurou extrair deles as dúvidas mais freqüentes, sobre o comportamento das meninas. Eles fizeram estas colocações, que pediria para o senhor responder. Obrigado! - JPT
- Por quê elas vão bem arrumadinhas para a escola: pelos colegas ou professores?
Elas se arrumam pelos colegas, como parte do jogo de atração sexual. Podem até sentir-se atraídas por algum professor, mas na maioria das vezes, fazem o charme e atraem a atenção dos professores, para despertarem ciúme nos colegas.
- Por que as meninas gostam mais de namorar que os meninos?
Primeiro, porque amadurecem mais rápido. Segundo, porque desde pequenas são criadas com a idéia de que não podem ficar solteiras. Terceiro, porque são mais afetivas e precisam de carinho. Quarto, porque os meninos demoram mais a sair da fase do “clube do bolinha” e se sentem mais gratificados em se exibir para os colegas. Quinto, porque os pais, principalmente as mães, ensinam aos meninos a não serem fáceis na conquista. E milhares de outras razões...
- Por que as meninas ficam tão bravas quando estão menstruadas?
Porque costumam ter com freqüência, um problema ocasionado pela troca de hormônios neste período, chamado de “Síndrome da tensão (pré)menstrual”, que entre outras coisas, lhes armazena mais líquidos no cérebro, seios, trompas e ovários, ocasionando-lhes desconforto, irritabilidade, cólicas e no fundo, todas não estão preparadas para as menstruações (por sinal, a certeza de que são férteis e normais) detestando o sangramento, que é sabido, é uma defesa do organismo.
- Por que elas mudam de voz ao telefone?
Primeiro, porque o fone do aparelho distorce a voz; depois, porque querem ser melosas, ou ao contrário, demonstrar maturidade, segurança. Às vezes para disfarçarem mesmo, na tentativa de identificar o “mala” e dizerem que não estão.
- Por que as meninas inventam desculpas quando têm de dizer aos pais que vão à casa dos namorados?
Porque os pais têm o hábito de mantê-las com o “cabresto curto”, pois temem que elas venham a fazer sexo, a engravidar e outros grilos. Isto se deve à insegurança dos pais, obrigando-as a mentir.
- Por que num grupo de meninas há sempre uma que é feia e é justamente essa que mais olha para a gente?
Normalmente as bonitas, são mais seguras de si e se mostram mais recatadas. A menos dotada é sempre a que precisa tomar a iniciativa e atrair os rapazes. Às vezes ela olha para os mais bonitos; isto deveria ser encarado como um elogio. Se o rapaz é feio, ela olha para ele com o pensamento: “pelo menos este eu consigo!...” Uma coisa é certa: por mais feia que seja, sempre ela achará alguém que a ache bonita.
- Por que a maioria das meninas não sabem transar sem compromisso?
Porque socialmente elas carregam mais responsabilidade na transa, pois podem engravidar e ter um filho bastardo, se não houver a responsabilidade do parceiro. Além disto elas são induzidas a se resguardarem mais, pois não querem ser “toalhas de mão”, onde todos se enxugam.
- Por que elas têm vergonha de falar que são virgens?
Porque os meios de comunicação impuseram na cabeça das jovens, que ser virgem é caretice. Este truque sujo, imposto por homens, é para conseguirem “faturar” mais meninas. No fundo, entretanto, o homem tem mais medo de falar que é virgem, mente sobre isto, vive em pânico de que descubram, têm muito mais medo da primeira transa que as meninas e por incrível que pareça, gostariam de casar com uma virgem. Ainda hoje!
- Por que algumas meninas se vestem como homens?
Por ser uma roupa mais prática, para se resguardarem dos olhares indiscretos, por timidez, para testarem sua beleza sem artifícios de saias curtas e mil outras razões. No fundo, estão procurando serem iguais aos meninos, a terem os mesmos direitos e a fugirem do gênero “patricinha”.
- Por que a maioria é tão ciumenta?
Todo ciúme existe por insegurança de quem o sente. Via de regra, entretanto, os meninos são infinitamente mais infiéis e elas gostam de ter a posse exclusiva do ser amado.
- Por que elas sempre querem ir ao banheiro em dupla?
Para fazerem comentários sobre suas paqueras ou fofocas sobre os presentes.
- Por que as meninas quase sempre pedem para a amiga avisar o cara que ela está a fim?
Porque é tímida para se declarar e porque os meninos não percebem bem os sinais que elas enviam.
- Como elas têm coragem de depilar a perna com cera?
Já alguém disse: “no amor e na guerra vale tudo”. O jogo de sedução exige muitos sacrifícios. No fundo, têm vergonha mesmo, é das colegas rirem delas. Será que ainda tem algum menino que gosta de menina com as pernas cabeludas?
- Por que elas demoram tanto no telefone?
Porque tem alguém que as escuta; gostam de trocar experiências entre si: faz parte do jogo de sedução; não têm muita noção de tempo; preferem “papear”, que ir estudar; as fofocas as fazem sentir-se importantes e mil outras razões. Os meninos também demoram.
- Como as meninas podem achar bonito pintar cada unha com uma cor diferente?
Não precisa ser bonito, basta atrair a atenção sobre si. Esta é uma linguagem comum nos jovens. Uns usam enfeites, outros se pintam. Neste ponto, guardamos ainda os mesmos traços mágicos de nossos antepassados (primitivos?).
- Por que muitas meninas andam com camisinha no bolso, mas não topam transar?
Porque não gostaram do parceiro proponente da transa; porque querem exibir-se emancipadas, mas não o são, ou como meio de chamar os “prinsps” a se desfilarem diante delas.
- As meninas se masturbam?
A maioria delas sim. Isto não faz mal, ajuda a conhecer o próprio organismo, prepara a mulher para a vida sexual e deverá ser praticada por toda a vida, como um ato saudável, desde que não seja praticada como única forma de satisfação, por temor ao sexo. Neste caso, é uma fuga.
- Por que as meninas sempre olham mais para a gente quando estão em grupo?
O grupo as encoraja à desinibição, criando a competição, que as faz tagarelas e mais soltas.
- Por que elas passam tanto bilhete entre si?
Para se divertirem, para falarem de seus planos e críticas e, principalmente, para se fazerem notar.
- Por que elas não demonstram, quando acham um menino bonito?
Existe um ditado que diz: “quanto mais oferecida a mercadoria, menor o seu preço”. Intuitivamente cada mulher sabe disto e algumas fazem seu charme, sendo difíceis. O homem valoriza isto, mesmo que sofra, pois gosta de ser caçador em busca da sua presa. Está é a essência do jogo de sedução.
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Viuvez Feliz?
Meu marido era o homem mais legal que já conheci. Ensinou-me o sentido do verdadeiro amor, era um amigo/amante de primeira e mostrou-me que dificuldades existem para todos, mas nos ajudam a crescer, quando as enfrentamos. Morreu de infarto fulminante há seis meses. Meus familiares e amigos estão chocados com sua morte e creio, que se deixar que façam o meu enclausuramento, como pretendem, serei eu a próxima a morrer. Meu esposo sempre me disse: “Se um dia eu morrer, reverencie minha lembrança com a vida plena; não morra também”. Como conseguir que me deixem viver, sem julgamentos banais, preconceituosos? - Lenice
Sabe, Lenice, este conceito da anulação do(a) viúvo(a) é muito antigo e tem razões sociais. Cria-se que se o viúvo(a) fosse cuidar de ser feliz, abandonaria os filhos à mercê da vida, exigindo que a sociedade cuidasse deles e com isto onerasse a cultura. Era um conceito também machista, pois era obrigando as mulheres a se enclausurarem, que impunham a idéia de que o esposo era tão maravilhoso, que a viúva se enterrava junto, embora continuasse viva. Os faraós enterravam suas esposas e servos junto com eles, nas pirâmides, baseados na crença religiosa de que os deuses os ressuscitariam. Não sei como fariam isto, pois eram embalsamados e lhes eram arrancados os cérebros. Já pensou um faraó ressuscitando totalmente pastel, babando de tonto? Ia assustar os "sobreviventes".
Brincadeira à parte o mundo já não é mais o mesmo, mas as pessoas teimam em manter certos preconceitos, que confirmam o que penso: “Apesar de toda evolução, mantém-se certos nichos de tabus, que, ou os combatemos, ou viveremos infelizes para sempre”. Vou mais fundo ainda e afirmo que o comportamento do viuvo(a), determina como foi o casamento. Assim, se uma viúva se apega depressiva aos filhos, indica que o esposo a castrou, a fez infeliz e tornou-a um vegetal, sem iniciativa. Viúva com vida teve um bom esposo, ou na pior das hipóteses, livrou-se de um abacaxi.
O que você precisa é viver com e apesar deles. Seu comportamento poderá trazer-lhes uma visão diferente da viuvez. Repito sempre: “Vive-se uma única vez e precisamos viver bem, para mostrarmos ao mundo a nossa felicidade e o nosso agradecimento a Deus”. Infelizmente, a sociedade só nos aponta exemplos de mártires e sofredores como pessoas santas. Com isto ela pretende nos confortar, mostrando outras dores maiores que a nossa, mas acaba, em muitos casos, fazendo a apologia do sofrimento, como forma de crescimento. Penso que se fosse este o nosso destino, Deus não teria nos dado como herança, o instinto de prazer. Seríamos penitentes renitentes, como pretendem os que intermediam mal o nosso encontro com Deus. Seja você mesmo, viva feliz e cumpra o pedido de seu inteligente viúvo.
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Por quê nos transformamos em domésticas parideiras? Assusta-me ver-nos tão passivas diante do mundo. - Josiane
Até há bem pouco tempo, as mulheres aceitaram sem questionar esta situação. Será que eram passivas, sem inteligência? Não o creio. Na surdina dos lares, na rotina estafante, no relacionamento com seu “senhor”, ela sempre sabia que tinha o domínio da situação, pois era a gestante, a geradora da vida. Mais ainda, sabia que tinha o homem sob seus pés, à medida em que o enlouquecia de prazer com seus pratos deliciosos e seu sexo perfumado. Ela tinha a consciência de que sua palavra, verbalizada ou expressa com seus trejeitos, era importante para as decisões do lar. Ela sabia que o dinheiro da casa vinha dele, mas era ela que o dispunha. E principalmente, o que mantinha o estado de equilíbrio era a fé, que a fazia aceitar coisas escritas pelos homens, em nome de um Deus homem, que a faziam colocar-se um passo atrás do “patrão”. Estas coisas não eram questionadas em público. Quando muito, fazia-se o desabafo com algumas amigas, mas na hora do vamos ver, por mais “bananão” que fosse o esposo, ela fazia com que ele fosse visto como o dono da casa. Os próprios filhos tinham um respeito cego por ele. As funções dele eram a de defender, suprir, cobrar com o olhar, exigir “o que era seu direito”.
A comunicação não era universal, um costume levava anos para pegar e para chegar aos povos. As missas eram em latim; as religiões, 4 ou 5. A rotina: _assistir no rádio “O Direito de Nascer”, depois do “Repórter Esso” e pimba: cama direto, depois de mandar os meninos lavarem os pés.
Com o advento da televisão, as mulheres passaram a fazer reportagens, a sentir que o prazer existe, a descobrir profissões, a ter câncer de pulmão pelo uso do cigarro e a se lamentar porque não são livres, “parideiras domésticas”. Como diria o personagem das propagandas: _ mas que mundo é este, onde vamos parar?
Minha avó, que morreu aos 84 anos, nunca foi submissa ao meu avô, tinha a maior consciência e orgulho do seu papel de parideira, foi paparicada pelos filhos, netos e bisnetos, tinha uma grande loja de presentes e roupas, com que sustentou a família depois da morte precoce do meu avô; era seresteira, repentista e até aos 80 anos, o clube que ajudou a fundar em Nova Lima, Minas Gerais, só iniciava o carnaval, depois que Dona Josefina (Bibina para os Novalimenses), entrasse no salão vestida de porta-bandeira, com o emblema do clube. Até aos 82 anos, viajava sozinha para o Rio e São Paulo, para fazer compras.
Qual a diferença dela para as “parideiras domésticas” de hoje? Ela tinha vida, consciência de seu valor e não titubeava em dizer não sei, não quero, não insista, conheço minhas fraquezas. Seus valores eram Deus, a família e a pátria. E ai de quem se insurgisse contra eles. A maior parte das “parideiras domésticas” de hoje, não se valorizam, vivem cansadas, buscando Deus como remédio e não como amigo. Estão esperando um milagre, que as salve delas mesmas, pois a maioria não se suporta e vive se preparando para um “não-sei-o-quê-que-nunca-vem”, desesperando os esposos e os filhos.
Creio que o sentimento que fica, é mesmo o de perplexidade, diante do sofrimento e depressão que elas estampam, e é uma pena mesmo, pois a vida é boa, não exige grandes feitos, mas feitos bem feitos, com amor. Não precisamos nos rebaixar tanto, pois dentro de cada um de nós existe um ser sonhador, capaz de criações maravilhosas. Basta que nos encontremos e nos aceitemos como somos.
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Frieza Sexual
Meu esposo está morrendo com cirrose hepática de tanto beber e em seu leito de morte, me culpa, dizendo que nunca o amei. Eu era fria sexualmente. Sempre ele brigou comigo por isto. Sinto-me triste, mas não culpada, pois acho que ele não soube me ensinar a ter prazer com o sexo. Se eu pudesse retornar a vida, eu tentaria buscar ajuda para isto. O que me magoa, é estar triste, sem saída, encurralada, trabalhando como uma louca, no fundo, para tentar provar que sou boa mulher. - Giza.
Giza, será que somos tão burros à ponto de errarmos de propósito? Não o creio. Erramos quando não sabemos acertar. E vocês dois não souberam acertar em alguns pontos, por visão errônea, falta de preparo.
Não creio que ao homem compete ensinar a uma mulher ter prazer no sexo, mas esta é uma visão distorcida que tem destroçado muitos casamentos. Ela foi imposta pelos homens inseguros, ao longo do tempo, que acreditavam agir assim, para preservar a ingenuidade das mulheres. No fundo, eles tinham medo de não conseguirem satisfazê-las e acabaram passando este conceito para suas filhas, que passaram a esperar um príncipe encantado, num corcel branco (e olha que a Ford parou de fabricá-lo!), com os bolsos despencando ouro e com um charme irresistível, para levá-las a um palácio, onde viveriam felizes para sempre. Em troca este tipo de mulher daria sua virgindade e quantos filhos maravilhosos o “prinspe” quisesse ter. A realidade era outra: o príncipe era pobre, inseguro, com ejaculação rápida, rival do primeiro filho, que se homem, estava no purgatório com o pai e no altar da mãe. O corcel, se existia era um fusquinha do Itamar, batido e o palácio era “um palco iluminado, onde a lua furando nosso zinco, salpicava de estrelas nosso chão”. Pagar as contas, ir para a maternidade e tomar uns “goles” era a rotina, entremeada por sexo cedido, não compartilhado, onde o “bafo na nuca” era cinqüenta e uma vezes pior que a impotência que começava a prenunciar. Reclamar era a arma dela, sem convicção de querer mudá-lo. Era um queixar para obter pontos na canonização das mártires. Lutar para curá-lo, falando as palavras mágicas (“eu te amo, por isto te quero sóbrio”), nem pensar. “Deixe que se dane!” era o pensamento secreto.
Junto ao leito de morte, o descortinar das visões de culpa, remorso, sei lá o quê. Pouca valia. O pano se fecha e abre-se nova cena: a da avó carcomida, corroída, esclerosando na paz das “coitadinhas”.
Sabe Giza, não quero dizer que estive falando de você, ou criticando você, mas é este o quadro em que se meteram a maioria dos seres humanos, que quando me ouvem ou me lêem, perguntam: _ Mas fazer o quê? Já erramos mesmo! Respondo sempre: _ Corre lá, fala para ele, antes que morra, que você sente muito, que os dois erraram, mas que sobraram feitos positivos, que você o amou, apesar de despreparada. Tira o peso da culpa só dos ombros dele, pois o que você não está percebendo, é que ele está inseguro, tentando ver a sua reação neste derradeiro momento, para ver se você diz que o ama. Corre e conta para seus filhos, noras e netos o quanto vocês foram bobos e impediram-se de amar. Fala para eles para não cometerem os mesmos erros e deixe de ser mártir, pois errou sem querer, sem saber no que ia dar.
Que esta dor tão doída seja o começo da sua iluminação. Pois você ainda tem muito que iluminar.
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Em crise, creia e crie!
Como o senhor deve ter percebido, o mundo passa por uma de suas maiores crises. As pessoas, assim como todos em casa, não agüentamos mais de tanta preocupação e o pior, não sabemos mais o que fazer, para melhorarmos o nosso padrão sofrido de vida. Existe alguma perspectiva, que não achamos? O senhor está otimista com os planos do novo governo? - Everaldo
Sobre os planos, Everaldo, estou como a maioria: _ Torço para que dê certo. O país merece e está depositando a maior confiança. Se não der certo, se os banqueiros continuarem exigindo paga pelas doações de campanha, podemos começar uma marcha pelo Parlamentarismo,com voto distrital e referendo popular que derrube um possível governo incompetente. Garanto que as forças representativas reais do povo, apoiarão, sem golpismo.
A realidade é que estou vendo muitas pessoas sem saída, sem sequer ter ânimo para o trabalho. Pessoalmente tenho dúvidas se para sair da crise é preciso tanta destruição, tanta gente falida. Acho que precisamos ter uma forma de socorrer quem caiu feio e não tem onde se apoiar, pois faliu e não consegue soerguer-se.
Contudo, cabe algumas observações e até sugestões. Somos um pais de analfabetos. Isto não se refere apenas às pessoas que não foram à escola. Estou falando de um povo sem debates, sem visão objetiva de seus problemas, à mercê de programas publicitários, que nos empurraram goela abaixo, até há pouco, candidatos ineficazes, lançados à ventura de um cargo, despreparados, sujeitos a tecnocratas que lhes ditam a saída que encontram, e dane-se o resto, isto é nós. A culpa não é deles, ressalto, é nossa, ao aceitarmos sem cobranças. Costumamos dizer: _Ah, mas fazer o quê? E não fazemos nada, a não ser resmungar, com os braços cruzados.
Devemos escrever, quando estivermos insatisfeitos, para os nossos vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores e presidente, até que se encham de ler nossas cartas, se preciso em repetição, e resolvam dar-nos uma satisfação. Afinal, vivemos numa democracia, que quer dizer que o governo exerce o seu poder em nome do(votado pelo) povo.
Outra coisa que me permito lembrar-lhe:_ são os momentos de crise, onde já não vemos possibilidade de um retorno, que acabam nos impulsionando, para tomadas de decisões, que se não estivéssemos sob pressão, não tomaríamos. Isto não quer dizer que devemos tomar atitudes sem uma avaliação mais criteriosa, sem uma análise dos possíveis insucessos, mas buscando uma margem de risco maior. Cabe aqui uma observação que fiz: _ muitas pessoas estão buscando fazer empresas, em áreas já saturadas.
Por experiência de análises de mercado, que tive oportunidade de ver serem feitas, as únicas empresas que correm pouco risco, são as de fast-food (lanches), desde que bem situadas e com um serviço bom, e as de revelação fotográfica, que a nossa cidade já tem muitas.
Afora isto, a procura se concentrará sempre em preços baixos, boa qualidade e em produtos que não agridam o meio ambiente. Qualquer que seja o produto. Contudo, não adianta fabricar, para depois vender. Uma empresa só existe, se tiver comprador, isto é, se tiver encomenda. A menos que o produto seja algo, que inventado, se mostre indispensável.
Um amigo meu, francês de nascimento e 12 anos de Brasil, acha que somos muito ricos, esbanjadores e sem consciência do que significa passar dificuldades e que esta crise nos ensinará, o que o governo e as escolas não ensinaram: _ esbanjamento é sinal de pobreza cultural. Segundo ele, quem esbanja e joga fora é “curto de idéia”. Concordo com ele. O duro é mudarmos.
Assim, apesar da crise, alimentamos nossos sonhos de conseguirmos mais aquela tranqueirinha que vimos na loja. E se a conseguimos, em breve estará encostada nalgum cantinho, como tantas outras. E como lembrei-me do francês, porque não os imitamos e fazemos também um mercado de trocas, como existe em Paris. No mínimo estaremos imitando gente chique. Aliás, já discuti esta idéia com tantas pessoas, que a acharam boa. Quem sabe poderíamos conseguir um espaço para solução de algumas de nossas mazelas econômicas? Um “mercado de pulgas”, como é chamado lá, cairia muito bem aqui. Poderia até ser realizado a cada 15 dias, com um nome sugerido pela população. Eu sugiro “TRAG-TROC, por exemplo. Poderíamos fazer disto mais uma atração turística, com mil carrinhos de pipocas e sorvetes faturando.
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"Geração Minojo"
Considero-me uma boa quituteira, tenho prazer em fazer novas receitas, faço doces como poucas. Tudo isto me causa enorme satisfação. Não sou uma mãe que reprime os filhos e gosto que convivam socialmente. Mas para minha tristeza, vejo-os adquirindo hábitos alimentares semelhantes aos seus coleguinhas, cujas mães são acomodadas e até incentivam seus filhos a usarem estes macarrões prontos, que não têm nenhum sabor. Sou de opinião de que, esta acomodação nos faz ficar cada vez mais preguiçosos e burros. Assim, como é possível exigirmos um mundo melhor, se nós mesmos estamos morrendo, sem crescer? - Alice.
Gosto de ver, Alice, que as pessoas estão entendendo onde queremos chegar. Não adianta exigirmos de volta a nossa cidadania, se não a sabemos usar. Ser cidadão significa estarmos conscientes de nosso papel social, exercendo nossos deveres e direitos.
Este fato levantado por você, não está ocorrendo só aqui no Brasil. A filha de uma amiga muito querida, esteve nos Estados Unidos em um intercâmbio e precisou mudar de casa/família hospedeira, pois lá só se comia (e mal) no almoço e jantar e mesmo assim, à base de empacotados macarrões e sopas. Nos fins de semana, comiam camarões "estisicados", que segundo ela, nem cor tinham. Acabou entrando em fraqueza e precisou tratar-se.
O tempo das facilidades está instalado e os fabricantes de alimentos chegam a adicionar vitaminas em subdoses, para justificar a preguiça dos pais, que justificam dizendo: "Tem até vitaminas!".
As pessoas estão desiludidas com este modelo de vida, deprimem-se com facilidade e vão empurrando a vida como dá. Seus filhos estão desnutridos, desestimulados e vão crescer preguiçosos como os pais. E pior, desnutridos. A Organização Mundial da Saúde está nos alertando para a desnutrição crescente nas crianças das classes A e B, quase tão séria, que a das classes menos favorecidas, tal a quantidade de porcarias e "enche-pandulhos" que comem. Alerta também, para a quantidade de verminoses que apresentam.
Conversando com um excelente gastrenterologista amigo meu, ele me confidenciou que tem como norma, fazer um inventário alimentar de seus pacientes com gastrites e colites, pois descobriu que, 70% desses pacientes só precisam de correção alimentar. Some-se a isto um elevado grau de angústia que se abate sobre a população e temos aí a explicação para esse desânimo crônico que se percebe.
O que me dá tristeza, Alice, é que sabemos disto, falamos sobre isto sempre e as pessoas nos encontram na rua e dizem: "Gosto muito de ler sua coluna. Tem muita gente que precisa ouvir estas verdades". Dizem isto, como se fosse bom para os outros, e os seus filhos, meus conhecidos em sua maioria, estão iguais aos filhos dos outros.
Só para lhe dar uma referência de raciocínio, passe a observar como cresceu a quantidade de empacotados para pronto uso, nos supermercados. Até os cães e gatos comem sob cardápio. Isto me faz lembrar de um filme futurista, onde a população elevada, só comia uma pasta com nutrientes necessários, sem sabor. Já pensou no estrago que faria sobre o povo? Provavelmente traria mutações genéticas em alguns anos, para adaptar a população a este consumo. Está assustada? Pois já está acontecendo. Nós temos dentes fracos, hérnias de hiato, dispepsias, falta de nutrientes, fraqueza geral e depressão, decorrentes desta má nutrição. Mostre isto a seus filhos e se negue a comprar estas porcarias para eles. Esta é a maneira certa.
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"Orgasmos múltiplos"
Tenho 43 anos, me considero atualizada, com bom nível cultural, me acho bastante atraente, feliz, levo uma vida saudável, tenho três filhos maravilhosos e em quase todas as minhas relações sexuais, tenho múltiplos orgasmos. Converso com minhas amigas e elas não acreditam, dizendo encarar sexo como coisa automática, sem muito prazer, na maioria das vezes sem orgasmos. Acham que algo está errado comigo. Meu marido mesmo, crê que sou diferente, que o procuro muito (uma a duas vezes por semana). Serei eu a anormal, uma aberração da natureza? Por que tenho orgasmos múltiplos? - B.
B., sou de opinião que as pessoas felizes vivem bem e não têm dúvidas sobre os seus prazeres. Quando me fazem uma pergunta, estão interessadas mais em mostrar que ainda existe gente feliz e querem que eu esclareça aos outros.
O gráfico acima, mostra uma linha horizontal, que representa uma pessoa sem excitação, em estado de repouso. A primeira curva, em linha cheia, representa a resposta sexual masculina: excitação rápida, orgasmo rápido e perda da excitação rápida. Por saberem que são assim, muitos homens, ao invés de atrasarem o seu orgasmo, ficam mais ansiosos e deixam as mulheres insatisfeitas, frias com o decorrer do tempo. É o caso da maioria das suas amigas, que têm uma resposta como a da segunda curva, também em linha cheia: excitação lenta, orgasmo demorado e perda da excitação lenta, o que muitas vezes, não coincide com a resposta masculina. Como conseqüência, tornam-se irritadas, fugindo do sexo, inventando dores e cansaço, vivendo infelizes.
Algumas mulheres curtem tanto a vida sexual, como você, que têm o seu orgasmo repartido em vários orgasmos intensos e prazeirosos (curva pontilhada do gráfico). Para esta alegria, contam com a compreensão e o "esticamento" da curva do companheiro, que consegue o orgasmo junto, ou logo depois da mulher. Portanto, o seu esposo não precisa preocupar-se; você é normal, saudável e tem um ótimo parceiro. Como diria a "Magna Mendes": "um T de marido".
Para as suas amigas descrentes com o sexo, um conselho: não deixem que esta vidinha de "arroz com feijão" as arrasem; busquem orientação sexológica, que irão achar de novo o prazer. Este gesto não irá diminuí-las, não serão taxadas de ignorantes ou imaturas. Sexólogo é coisa séria, corrige mesmices e ajuda a crescer. É melhor que novela das oito, que só enche a cabeça de tontices e de fantasias absurdas.
Parabéns B. Continue feliz. Adorei sua carta.
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"Prendas Domésticas - O desafio"
Depois que comecei a trabalhar fora de casa, como gerente de uma loja, meu apetite sexual aumentou, estou gostando de mim, meu marido e meus filhos me dão mais valor e me tratam com consideração redobrada. O senhor acredita que este é o caminho para as mulheres? - Sônia
Uma amiga minha me segredou, que tem as mesmas reações suas, ao aprender uma sobremesa nova, ou um enfeite novo para casa. Tem orgasmos profundos quando o filho de quatro anos, lhe trás um trabalho escolar bem colorido, ou o esposo vem lhe contando uma dificuldade vencida no trabalho. Ela não precisou sair de casa, para sentir-se feliz.
Conheço inúmeras mulheres infelizes, que trabalham fora e tantas outras que não saem de casa para trabalhar. Qual o ponto comum?
O ser feliz consigo própria, o ter segurança para se valorizar e dar valor ao que se faz, é a principal motivação para a nossa vida. Muitas vezes, vivendo ao lado de uma mãe infeliz, insatisfeita com a vida, pode criar-nos um desestímulo para a vida e a crença de que precisamos fazer coisas grandiosas para sermos felizes, como encontramos nos exemplos mentirosos que tentam nos impingir. A vida, entretanto, é feita de coisas simples, suficientes para que possamos demonstrar amor e receber em troca, carinho, afeto.
Pode ser que você não estava conseguindo se encontrar em casa e achou felicidade no novo emprego. O importante é renovarmos, sairmos para uma busca, mas sempre conscientes, de que temos que nos encontrarmos. Dentro de nós mesmos.
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"Prendas domésticas II - A Missão"
Minha esposa quer que eu abra uma lanchonete para ela. Acho o fim do mundo! Nunca deixei faltar-lhe nada, por que agora inventa estas idéias? Será que isto não é uma fuga? M.C.
Pela sua indignação, sinto que você é muito rígido e faz-me lembrar de um pensamento machista que diz: "mulher minha, esquenta a barriga no fogão e esfria no tanque". Pode ser que ela não esteja sentindo-se valorizada no trabalho caseiro e queira ter distração em outro trabalho. Pode ser que busque a sua realização profissional. Pode até ser que consiga com o trabalho fora, libertar a empreendedora que existe dentro dela. Só não pode continuar frustrada, se não conseguir o que quer, senão ela ficará triste, bloqueada e transformando-se numa bruxa intolerante, que o fará sofrer. Lanchonetes bem dirigidas dão lucro. Aproveite e ajude-a a tentar, mas não torça para dar errado.
Nós homens, costumamos ser mesquinhos e achamos que as mulheres, trabalhando fora, nos deixarão de lado, não nos amarão. Muitos de nós as sufocamos.
Se o gesto da sua esposa não for fuga, será feliz. Se for, ajude-a a encontrar-se, apoiando-a. Será um belo gesto e ela o recompensará.
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"O Síndrome de Rebeca"
Vi o seu e-mail em sua página no Virtual Books, e tenho tentado buscar uma auto-ajuda no sentido de me livrar de uma dependência emocional.
Estou saindo de um relacionamento que durou pouco mais de dois anos onde existia muito ciúmes, desconfiança e insegurança, mas por outro lado muito amor.
Estou à base de calmante natural para conseguir relaxar e dormir à noite pois foi um choque emocional muito grande perdê-lo.
A decisão foi recíproca, porém não consegui ficar um dia sequer sem telefonar para saber como ele está, e choro e me desespero em vários momentos.
Preciso ser feliz e me livrar desse sofrimento, sei que eu mesma vou ter que me esforçar para sair dessa situação e estar bem para seguir em frente. Entro em crise por causa da minha idade, e me acho velha com 30 anos, por ainda estar solteira e não ter um filho.
Quero muito ser feliz e encontrar uma pessoa que queira estar comigo para concretizar um casamento e a construção de uma família com uma filha linda.
Peço sua ajuda no sentido de me orientar um livro que possa me ajudar e peço-lhe algumas palavras de consolo nesse momento.
Um grande abraço. - Gi
Gi, Carmen Posadas escreveu um livro formidável, cujo título usei para designar a resposta à sua pergunta.
Nele, fazendo um paralelo com o filme "Rebeca, a mulher inesquecível", diversas vezes filmado, ela faz uma abordagem de como as pessoas reagem ao amor e ao interrompê-lo, quais os vícios que ocorrem. Eu achei demais! Principalmente porque a Carmen se auto-analisa.
Não creio em livros de auto-ajuda, e menos ainda, em algum livro salvador. Livros existem para aumentar nossas defesas, para nos livrar do medo maior, que é a ignorância. Mas ler um só, ou uma série de uma mesma corrente de pensamento, poderemos criar tapa-olhos e agirmos como os burrinhos, que só vêem o caminho a seguir, sem apreciar o que ocorre concomitante ao trote.
Isto cria os filósofos de metade, de um quarto de meia verdade, aguerridos, briguentos, ignorantes. Mas deve ler este livro. Vai gostar.
Por que sofrem as pessoas com os rompimentos, como você está sofrendo?
Primeiro porque têm sentimentos, e isto é muito bom.
Depois porque colocam todos os "ovos numa só cesta", isto é entregam sua felicidade e realização afetiva na mão do outro. O dia em que ele, geralmente inseguro também, se cansa, pois comete o mesmo erro e percebe que tem que ficar sustentando o(a) parceiro(a), quando queria ser sustentado, surge o caos e as separações se tornam verdadeira novela mexicana.
Para que um relacionamento dê certo, é preciso, antes de mais nada:
Que tu ames, inicialmente a ti mesmo.
Se não o fizeres, jamais saberás amar.
O que estarás fazendo é te dar a esmo,
Numa busca maluca, pro outro agradar".
Mas não basta um versinho, e pronto,
Tudo está resolvido! É preciso ir fundo,
Buscando seus medos, ir ao encontro
Da face que ocultas, até para o mundo,
Pois temes teus traumas, hoje guardados,
Num porão escuro, chamado 'inconsciente',
Que modela teus gestos, os faz controlados,
Te faz assustada, mas de gesto imponente,
Temendo o tempo, que ainda tens de sobra.
Esqueces: és jovem, e portanto: mãos à obra!
Primeiro procure se enxergar e responder para você: Quem sou eu? O que quero da vida? Quais as dificuldades que tenho, para conseguir a solução de meus problemas? Por que tenho tanto medo da velhice (futura) e me julgo sem esperança aos 30 anos (idade mais linda da mulher!)? Depois de escrever sobre tudo isto, veja se precisa conversar com alguém. De preferência um profissional, que não dará soluções, mas lhe fará as perguntas certas, que lhe criarão conhecimento (cognição), para seus medos, sofrimentos, comportamentos (comportamental). Se precisar disto, não estará dando sinal de fraqueza, mas de inteligência, pois são poucos os que têm consciência da necessidade de um aperfeiçoamento, neste mundo de túneis desconhecidos.
Lembre-se também: a vida, até que provem o contrário, é vivida uma só vez. Se chegarmos ao momento derradeiro, sentindo que tudo foi "um eterno podia ter sido, mas não aconteceu", deve dar um desespero só!
O profissional mais indicado, se precisar é um analista, que trabalhe a linha cognitivo-comportamental (rápida e rasteira!).
Para encerrar, quero lhe dizer algo, que não sei se você tem, mas muitos se desesperam ao precisar:
O psiquiatra é um médico
Igual a todos os demais.
O preconceito patético,
Vem de crermos anormais,
Se precisamos de ajuda.
E não buscando-a jamais,
Seremos uma eterna muda,
Incapazes de achar a paz.
Felicidades na busca.
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A maconha, que beira mares!
Tenho uma filha de 17 anos e sei que esta entrando no meio das drogas devagarzinho, pois usa maconha de vez em quando, gostaria de saber o que fazer para que ela não continue com isso, pois acontece na faculdade, no barzinho e até mesmo no calçadão da praia, não é todo dia (ainda), mas já estou apavorada. Obrigada! - Perspicaz
Minha cara, a maconha não é uma droga inocente, faz muito mal, assim como faz mal a percepção de um problema como este e não o resolver.
Se você tem dificuldades em lidar com ele, seu relacionamento com sua filha é superficial, baseado no medo, seja de feri-la, seja de ferir-se, porque talvez seja arredia, ou rebelde.
Trabalho com jovens usuários no campo da prevenção e fiz já duas pesquisas sobre o assunto, sendo a que fala das "Motivações para o uso das drogas" pode ser encontrada neste site na seção de Literatura. Abordo o problema das drogas e das doenças sexualmente transmissíveis, após falar-lhes sem rodeios ou mistérios, por duas a três horas, sobre a vida sexual. Atentos, eles acabam me confiando muitos dados, ao final.
O medo de ser careta, o medo de ser feia, a frigidez sexual (falsa?), a decepção sexual, a impotência psicológica, a ejaculação precoce, a violência caseira, a falta de diálogo, as dúvidas não resolvidas, o amor não correspondido, os pais ausentes, uma escola despreparada e milhares de outros motivos, são usados como desculpa por quem usa drogas, mas o principal é a insegurança, manifestada pelo "medo de errar sem retorno".
Chego a ser repetitivo, quando digo que o erro é a segunda certeza do ser humano. A primeira é a morte. Todo acerto se faz com tentativas, onde os erros são a constante.
Falar com sua filha, desprovida de sentimento de culpa, é o melhor caminho, dando-lhe apoio, ajudando-a com amor e ouvindo o que tem a dizer, sem censuras.
Se sentir que ela não tem vontade de lhe falar, busque ajuda de quem conhece o assunto, como grupos de ajuda para parentes de drogados.
Perceba que os filhos não nascem com manuais e que muitos fatores diferenciam uns dos outros, fazendo com que as carências e verdades de cada um são únicas.
A Organização Mundial de Saúde, em trabalho chefiado pelo Professor Jorge Alberto Costa e Silva, psiquiatra brasileiro ilustre, mostrou que ao iniciar a adolescência, a criança apaga os programas caseiros em seu cérebro e sofre a sociabilização do meio que passa a frequentar. Só depois, ao iniciar a fase adulta, volta a fundir os dois aprendizados, e se não fez concessões desastrosas e se os dados caseiros e sociais foram fortes, sadios, será um ser equilibrado, senão precisará reaprender, ou sofrerá com os conflitos.
Portanto, busque ajuda, para você primeiro, depois poderá melhorar o diálogo e conseguir ajudá-la.
Principalmente não se esqueça: "Ninguém consegue viver 24 horas sem amor".
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Eterno Peter Pan?
Como explicar e como agir diante da atitude infantil, que diversos homens assumem? Devemos ser crianças também, ou sacudi-los para que acordem? Estou ficando velha por não conseguir me adequar a esta imaturidade? - Ana
Minha cara Ana, Dan Kiley, em seus livros “Síndrome de Peter Pan” e “O Dilema de Wendy”, que eu recomendo para todos os sexos, descreve de forma magnífica a sua dúvida. O que ocorre é um conjunto de fatores, que começam com os hormônios, passam pela educação e fixam-se num comportamento exibicionista, imaturo, inseguro, que todos homens, sem exceção, em maior ou menor grau, exibem. Eles são estimulados pelas mães a se exibirem, a serem loroteiros e consequentemente, embrulhões, conquistadores, machistas e tudo mais que você quiser culpá-los. Mas, aí está o segredo, as mulheres acham graça nisto, em certa fase do relacionamento. Elas não gostam de homens quadrados, frequentemente adoram aventureiros, motoqueiros, skatistas, grunges e outros bichos. Estimulam as suas exibicionices e a partir de um certo ponto, que pode ser o casamento, o aparecimento dos filhos, ou outro marco, querem que mudem da noite para o dia. Tornam-se rabugentas, fechadas (da cabeça aos pés), sonhadoras com outros homens e mal amadas daí em diante.
Se você pegar o fio da meada, verá que se uma mulher o destrambelhou, outra, se o amar e achar que vale a pena, o “trambelhará”. Como? Mantendo-se sempre amiga, sedutora, usando suas fantasias para fazê-lo feliz. Com isto ele será grato, amigo e se ligará às necessidades do casal.
O que não pode acontecer é a mulher se anular e virar a mãe dele, chata, metida a Deus, criadora de obstáculos, cobradora incansável e impertinente, que põe "catraca genital". Deve ser buscado um equilíbrio da mulher, entre a ponderação e a sedução (representadas, respectivamente, por Wendy e Sininho da lenda de Peter Pan).
Esta visão não tem nada de machista. Tem a ver com a idéia de casamento como complemento da nossa felicidade e para isto, precisamos ensinar e aprender com o(a) estranho(a), que entra na nossa vida, com amor, determinação de quem quer ser feliz e sem medo de falar "não sei", "não está bom", "assim talvez seja melhor". Por mais tempo que se namore.
O "peterpanzismo", costuma ser uma camuflagem para a "síndrome do pênis pequeno", que todo homem sofreu ou sofre, ou para a dúvida atroz do: "será que sobe?".
Para acalmar-se um Peter Pan(aca?), deve ser mostrado a ele, ser o sexo coisa para dois adultos, que precisa de integração, exercício e, fundamentalmente, muito amor.
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SUPER 15
O meu filho tem 15 anos e não consegue fazer sexo com a namorada.
Na primeira tentativa ele não conseguiu ter ereção. Eu o acalmei e passados alguns dias, ele também não conseguiu. Agora tentou com outra menina e aí o desespero foi geral. Segundo ele fazem vários dias, em que não consegue ereção. Solicito orientação, por favor!... - Pai Assustado.
Antes de responder, quero deixar claro que o e-mail original denotava tanta ansiedade, que resolvi usar o nome Pai assustado, para brincar com todos os pais, que como este, ficam em pânico, quando isto ocorre.
Quinze anos era, até pouco tempo atrás, a idade onde se jogava bafo com as figurinhas de mulheres peladas, ou com jogadores de futebol, conforme a inocência, e o máximo que se fazia era esbarrar nas meninas, vermelho como pimentão, olhar a empregada tomar banho pelo buraco na fechadura e "puxar uma".
Hoje, com quinze, "neguim", já falhou três, o pai já está com o revólver na cabeça, pensando nos amigos, o que vão dizer do "Maurição" (estão lembrados do Jorge Dória, na Zorra?)
A maior aflição se deve ao fato de que os pais temem ser o filho um errado, a educação ser incompleta e "esta porcaria de escola que não ensina o meu filho a ser homem e a minha filha a ser virgem!"
O pior são os pais que se esquecem que foram crianças, que viviam controlando para ver se não tinham cabelo crescendo na Maria Palma e que a sua primeira, foi morrendo de medo, suando frio e com ejaculação precoce, para tristeza da iniciante, que achava, iria se divertir por horas, com aquele menino parrudinho.
O mundo parece ter evoluído, mas as dúvidas existem. Quer ver? Para que serve o hímen (não fale errado que é para proteção)? Quais são as diferenças entre as curvas de respostas sexuais masculinas e femininas? O que são zonas erógenas? Homem sente excitação anal? Mulher ejacula? Existe ciúme entre homens? E entre mulheres? O que é o órgão vômero-nasal? O que são feronômios? Como eles determinam os relacionamentos interpessoais? Ejaculação precoce só acontece com inseguros? A mulher que tem múltiplos orgasmos é histérica? O homem tem que fazer várias relações seguidas, sem pausa? Quem consegue isto é macho ou inseguro? Qual a demora permitida às mulheres, para terem o orgasmo? Quem desempenha o papel mais importante no sexo, o homem ou a mulher? Quem é o sexo frágil no casamento? Como as mães criam os meninos? E as meninas? É careta a moça virgem? Tem que fazer sexo antes do casamento, para saber se vai dar certo? Aquelas verrugas na cabeça do pênis do meu companheiro me fazem sentir muito prazer. O que são elas? Os vírus da AIDS atravessam a camisinha? É certo, todo rapaz ter uma camisinha na carteira, ou no bolso, onde se guarda dinheiro e porcarias? É certo fazer sexo menstruada? O sangue menstrual faz dar doenças no pênis? Na menstruação se engravida? Como funciona o método da tabelinha na anti-concepção? Quem transmite o vírus da AIDS, o pernilongo ou o pênis longo?
De propósito, não gosto de ser severo, gosto de brincar com coisas sérias, para mostrar uma verdade: não sabemos tudo, mentimos muito, cobramos direitos, ficamos apavorados e fingimos ser donos da bola. Estamos enganando a quem?
Um pai deve ser preparado para dizer ao seu filho, sem medo: "Eu também tive medo na minha primeira vez e falhei outras. Isto é normal e você não tem que entrar em pânico. O pênis só cresce se estivermos calmos, com a parceira certa, no local certo, com a excitação certa. Ele não cresce quando queremos provar compulsivamente que somos machos, quando a fêmea é vista como: 'muita areia para o meu caminhãozinho!', ou quando quero fazer as coisas às pressas, ou com medo".
Sexo é algo a dois, precisa de ser ensinado, mas os adultos, frequentemente são medrosos, inseguros e embusteiros. Se negam a permitir que as escolas falem de sexo com os filhos, "para não estimulá-los" e choram lágrimas de sangue, quando as filhas são mães solteiras ou quando um dos filhos estão com o vírus da AIDS ou do Condiloma Acuminado, que ainda não tem cura.
Descobri, trabalhando com pessoas em recuperação ao uso de drogas, que 21% deles o fazem por insegurança sexual, sem direcionar a resposta, à pergunta em uma pesquisa por escrito. Venho elaborando cursos de formação de Orientadores Sexuais, para evitar que, professoras despreparadas venham a fazer orientação preconceituosa.
O mais divertido, e ao mesmo tempo trágico, é que sempre que proponho este curso, vejo na cara das pessoas um preconceito imenso, que só se dissipa, quando faço as perguntas acima e provo que sabemos pouco e somos metidos.
Isto não está sendo dito para menosprezar o pai que me fez esta pergunta, mas para mostrar minha tese. Ele foi honesto: não sabe e por isto pergunta. Não finge que sabe, ou faz considerações ridículas.
Finalizo dizendo: Não só em sexo, mas em toda a nossa vida, precisamos nos inquirir e buscar ajuda às nossas dúvidas. Sempre!
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Dança de executivos!
A empresa onde trabalho está demitindo todo mundo, principalmente no alto escalão, contratando gente com pouca experiência, que ganha pouco e desta maneira, está tornando o ambiente insustentável, com todo mundo irritado.
Cuido do setor de RH, não sou gerente, graças a Deus, mas percebo que o número de faltas, com atestados médicos está aumentando. Não sei como resolver esta situação. Tenho medo de falar com os patrões e ser demitido. Como devo agir? - Daniel
Daniel, o absenteísmo, ou falta ao trabalho habitual, tem como causas principais, o medo, a insatisfação com o emprego e a chefia intragável. E para justificar a falta, a consulta médica é o caminho achado. Alguns patrões, piorando a situação, exigem que o funcionário peça ao médico que escreva no atestado, qual o período o funcionário esteve ausente. O médico que faz isto, torna-se cúmplice do patrão e algoz do funcionário. Este não é o caminho.
A empresa deve fornecer o cargo, para que o funcionário faça uma prestação de serviços; deve pagar um salário, em retribuição a este trabalho e deve proteger a instituição e, consequentemente, os funcionários, para que tenham um ambiente tranquilo, e de respeito às normas instituídas. Caso a empresa quebre estes acordos, além do absenteísmo, surge o vandalismo e a sabotagem. Isto é muito óbvio, mas só recentemente, nós estamos conseguindo convencer aos dicionaristas a mudarem os conceitos antigos, que diziam ver a sabotagem ocorrendo, nos períodos de dissídio ou por motivos políticos. Na verdade a estabilidade funcional, quem dá é o empresário. É sua segurança e tranquilidade, que mobilizará empregados tranquilos e seguros a procurarem emprego com ele, como dita a "Lei da Atração Marginal". Esta lei psico-sociológica é bastante estudada e reza: "Os iguais se atraem, ou se completam!"
Se você ama sua empresa e cuida do RH (nome errado, pois ser humano não é recurso e sim colaborador), deve propor um plano de cargos e salários, onde se determine que cargos podem evoluir, até que posição e os limites a serem gastos com contratação, bem como o perfil de cada ocupante dos cargos. Talvez consiga minorar esta dança, contratando gente mais responsável e ligada ao crescimento da empresa. Se não souber fazer isto, sugira que contratem alguém para esta função.
A grande verdade, é que esta antropofágica globalização e os fracassos financeiros que têm imposto, levam às demissões de altos salários, para contenção de verbas. Além do mais, o mercado está cheio de bons profissionais desempregados e por isto, põem em risco os funcionários antigos, muitos deles com sua competência ultrapassada.
No caso da sua empresa, o pessoal está insatisfeito com os novatos. e o responsável pelo rh está em pânico. Pode ser um problema simples, que muitas empresas não sabem fazer: ambientar o contratado, que como costumamos dizer, se vem substituir alguém muito querido, e não for bem ambientado, será digerido pelas feras, como os cristãos pelos leões.
Independente de quem dirige a empresa, o responsável pelo departamento de RELAÇÕES HUMANAS, tem que apontar as soluções para os problemas, e não pode encolher, senão é decapitado.
Pensem nisto!
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Insatisfação
Tenho 33 anos e até hoje não consegui ter orgasmo. Meu marido reclama que costumo fazer sexo morno, não que pra ele seja totalmente ruim, mas, sei que não consigo, nem mesmo me excitar, gostaria de saber se tem alguma coisa que posso fazer, para mudar isso, algum tratamento. Se possível me indique algum. Grata. - Drika
Drika, como você, existem muitas mulheres que não conseguem ter excitação e orgasmo.
As causas são muitas e variam desde uma educação rígida, ou onde o assunto sexo nunca fez parte da conversa, até a problemas psíquicos e orgânicos.
Sei que você deve procurar um ginecologista inicialmente, para ver se está tudo correndo bem. Já o fez?
Se organicamente não tiver problemas, busque um sexólogo, de preferência um psiquiatra, que lhe fará uma entrevista, incluirá o seu esposo e lhe dará a informação completa.
Em seu pedido ficou faltando informar dois dados: Você costuma ter sonhos eróticos, mesmo que espaçadamente? Se sim, seu organismo é normal. Você consegue orgasmo com a masturbação? Se sim, seu problema pode ser psíquico ou a prática sexual não é boa. Se não, pode ser que tenha um preconceito contra esta prática sadia e que ajuda na cura, ou ter algum problema hormonal.
A maior parte das mulheres são "pseudo-frias". Isto quer dizer que a posição sexual, o tamanho dos genitais, a duração do ato e das preliminares, não são satisfatórios.
Busque ajuda e experimente uma vida feliz.
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Gravidez Divide o Casal?
Minha companheira está grávida (no sexto mês), mas ela não sente mais
vontade de contato físico, nem mesmo quer beijar, isto é normal ou estamos
passando por uma crise conjugal sem que saibamos?
Peço encarecidamente uma certa urgência na resposta, pois já estou ficando
agoniado com isso e não quero perde-la.
Obrigado - Vitor
PS: Tenho muitas dificuldades para fazer novas amizades, gostaria de saber com quem devo procurar ajuda?
Vítor, você é tímido, precisa de conversar com alguém, de preferência alguém que possa lhe dar uma orientação psicoterápica, como um psicólogo, ou um psicanalista psiquiatra. Lhe garanto que não dói, não precisará ser internado, nem tomará remédios que enlouquecem.
Sua esposa grávida, pode estar sentindo necessidade de recolher-se com o neném que vem por aí.
As mulheres adoram estes momentos mágicos e os homens, meio bobões, se sentem rejeitados. Deite perto dela, não fale nada, passe a mão no rosto dela, beije a barriga dela e deixe desta mania machista, que a maioria tem,de só pensar em sexo, como demonstração de ser amado. Afinal, vocês realizaram um milagre, curta-o.
Pode ser, entretanto, que sua timidez esteja fazendo com que você se tranque mais e ela esteja preferindo o neném na barriga, que você.
Procure ajuda, para não se tornar mais um filho para sua esposa , ou um competidor com ele.
Lembre-se: Com mãe ninguém vai para a cama; portanto, seja esposo, companheiro, amigo, amante, mas nunca filho.
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"Deprê"
Estou pesquisando sobre "depressão" e tive a oportunidade de ler seus artigos na internet, inclusive " o paciente deprimido segundo suas próprias queixas".
Além da pesquisa, estou buscando a solução para uma série de problemas que vêm ocorrendo na minha vida desde os 18 anos, hoje estou com 33. Após muita leitura sobre a depressão, já estou conseguindo encontrar a resposta para isso que sinto, realmente é depressão.
Acho que o problema já está num 2º ou 3º estágio, tive crises constantes dos 18 aos 20 anos, dos 25 - 26 anos, aos 29, 31 e 33 anos. Em cada crise dessas aumenta as sintomas e todas correspondem às queixas relacionadas no seu artigo.
Agora, estou ciente de que preciso fazer um longo tratamento com urgência (preciso recuperar o tempo perdido e conquistar tudo o que não conquistei até hoje por não saber as origens de meu problema). Tenho muito medo de tomar remédios fortes que ao invés de me ajudar, resultem numa pior situação e não quero correr este risco, pois vivo sozinha e não tenho ninguém para me acompanhar diariamente.
Diante disto e da distância que estamos, não tenho condições de procurar seu consultório para um tratamento, pois estou em Criciúma em SC. Gostaria de obter a indicação de bom profissional em Florianópolis (não posso errar na escolha do médico) para que eu possa me tratar.
Aguardo ansiosamente sua resposta - Leila
"Toda mulher quer ser Leila Diniz..."
Desculpe a brincadeira, mas não resisti à tentação de lembrar a Rita Lee.
Primeiro: Me defina o que são remédios fortes. São remédios anabolizados? Não os conheço.
Conheço o preconceito das pessoas, que gastam metade da vida se preparando, para chegarem à conclusão de que estão doentes; têm medo de tomar "remédios fortes", ou "que viciam" e vivem uma droga de vida se debatendo diante de idéias, como as que está (disfarçadamente) exibindo: "Tenho que dar um tiro e achar um primeiro e único médico que me cure!". Por quê? Você acha 100% possível, tal coisa?
Não existem médicos infalíveis. Existem médicos que conquistam ou não a nossa confiança, nos transmitem segurança e racham de estudar os pacientes, testam o organismo deles, até achar uma cura, ou pelo menos uma melhora.
A Organização Mundial de saúde estima ser a depressão a quarta causa de incapacidade para o trabalho: bem vinda ao time! Estima mais: 70% das consultas clínicas são psíquicas, ou psiquiátricas. Continua no time!
Só sai dessa, quem não fica se instruindo a vida inteira, sem um mínimo de estudos sobre fisiologia do sistema nervoso. Só para lhe dar uma idéia, para se saber sobre depressão, um tiquinho só, estudamos a vida inteira.
Não posso lhe indicar um médico infalível em sua cidade, primeiro porque não conheço a formação dele; segundo, porque o seu organismo é único, e o que é bom para o Pedro, não serve para o Zé; terceiro porque você tem que ir com a cara dele, gostar do que ele lhe fala e o seu momento de empatia casar com o dele.
Só não pode adiar mais nem um dia o início da cura.
Atrasar a busca é sabotagem da grossa, contra seu organismo.
Sabe quais são os melhores clientes e os melhores médicos? Aqueles que sabem que sabem pouco e buscam ajuda. Estudar sobre a depressão, principalmente se você for ler as bulas de medicamentos (qualquer medicamento), vai ficar doida e encomendará seu caixão.
Sai dessa, busque ajuda e se não der certo depois de algumas tentativas, busque outras.
Aproveite para parar de ficar com pena de você. Afinal, foi você quem teve o mérito de se achar deprimida. Meio mundo nem sabe o que isto quer dizer...
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Barriguinha malvada!
Gostaria, se for possível, de algumas orientações. Tenho uma filha de 11 anos que apresentou, a mais ou menos 1 ano, dores na barriga. Essas dores eram constantes mas com intervalos maiores e passou a ser quase todo dia.. Fizemos três endoscopias:
1 - Acusou Esofagite, Gastrite Crônica com metaplasia intestinal parcial
e duodenite (com Helicobacter)
2 - Igual a primeira menos a metaplasia (sem Helicobacter)
3 - Acusou Esofagite erosiva e pangastrite
Entre a 1 e a 2 endoscopias, ela tomou medicamentos para o estômago e antibióticos.
Parecia ter melhorado, pois o médico deu "alta".
Depois vieram as dores novamente e fizemos a terceira endoscopia. A
partir dai, fomos em outro médico, que receitou outros medicamentos para o estômago (não esta tomando mais). Ela ainda se queixa de dores pela manhã. Tenho medo que fique e pior !
O que podemos fazer para melhorar isso tudo ? - João
Sem ver a cliente, com tão poucos dados, é muito difícil acertar, ainda mais se basear em exames; Os com outra visão, preferimos a história clínica, como soberana e muitas vezes prescindindo de exames confusos, caros e desnecessários.
O Helicobacter é uma bactéria que causa gastrite, ou surge depois de uma gastrite. Confusão na área!... :-))
O que é preciso diagnosticar, e não tratar sintomas é a causa dos problemas. Já tive muitos pacientes que frequentaram vários médicos, que não conseguiram ver que as "panqualquercoisa", eram causadas por um quadro de depressão ou/e ansiedade, que aí sim, tratados, faziam desaparecer todos os quadros acessórios, que a medicina chama pomposamente de comorbidades. Chique, não?
Eu acho que melhor que ninguém, você conhece as variáveis que sua filha é submetida, se elas são por tensão, se ela é fechada, como foi o parto dela, etc, coisas que uma boa consulta resolve.
Nossa pretensão é orientar. Por isto, eu começaria por um bom psiquiatra e ele deverá saber que estes inibidores da acidez gástrica, em doses fortes, produzem ressecamento intestinal, com gazes retidos, dores abdominais, tristeza, câimbras musculares e um monte de sintomas colaterais, produzidos pelo furor terapêutico.
às vezes, como reza a Organização Mundial de Saúde, ela pode estar nos 70% de clientes que buscam em outras especialidades, uma razão para suas pendengas psicológicas. Os clínicos não gostam da psiquiatria e o bom psiquiatra tem que ser clínico.
Só não pode haver preconceito, nem do médico, nem do cliente.
A depressão é a 4a. causa de incapacidade para o trabalho. E cria sintomas. Veja trabalho sobre depressão na minha página.
Busque ajuda com um psiquiatra bom e acho que ele saberá, pelo menos lhe orient
RELAÇÕES HUMANAS , O GRANDE TABU NAS EMPRESAS
Com o crescimento das empresas, temos observado que os empresários e seus executivos vão cada vez mais se distanciando dos seus subalternos e piorando o nível de comunicação da empresa.
De repente, problemas de relacionamento interno tomam tal proporção, que chegam a ameaçar o bom andamento da empresa, gerando mal estar e a formação de 'grupelhos' antagonistas, que se digladiam em busca de um melhor reconhecimento pelos dirigentes.
Já vimos empresários desesperados com a piora do relacionamento entre seus funcionários e chegamos a ver algumas úlceras e enfartes do miocár-dio por isto.
Chegamos a ver um empresário tornar-se alcoólatra, por não saber como tratar da demissão de seu primeiro gerente, a esta altura superado, mas seu amigo pessoal.
É comum, executivos serem contratados, sem que se tratasse um perfil pré-vio do ocupante ao cargo, gerando desconforto bilateral na nova contrata-ção, que quase nunca é acompanhada de um plano de ambientação do contratado à cultura da empresa.
Vimos promoções sendo feitas, pelo simples fato de que se trata de "um funcionário antigo", tornando-o um chefe incapaz e completamente perdido em suas novas funções. Ou ainda, percebemos pessoal competente sendo preterido, pelo simples fato de se preferir renovar, sem uma razão lógica.
Vimos executivos sendo promovidos, sem um plano lógico de preparação para o novo cargo, muitas vezes, sem ser sequer apresentado a seus pares e subalternos -"entregues às feras", como costumo dizer.
Notamos que a imensa maioria das empresas não têm uma noção sequer dos seus objetivos e muito menos de como é a formação de sua cultura. Ig-noram por exemplo, que seus caminhos podem levar a uma catástrofe futu-ra, se seus dados culturais não forem corrigidos a tempo.
Cena comum: pais envolvidos em guerras homéricas entre os filhos, ao prenúncio da sucessão empresarial, por não terem um plano estabelecido, conforme a cultura da empresa, que os preparasse para esta sucessão.
Vimos empresários se retirando da vida ativa, "dependurando as chuteiras" definitivamente, para caírem num processo demencial, arteriosclerótico, por crerem que "aposentar ‚ é morrer", sem nenhum plano de ocupação que lhes desse prazer.
Vimos muito trabalho insano sendo feito, sem que o empresário sentisse o mínimo prazer em realizá-lo, ou sem sentir a razão do porquê
fazê-lo, com a sensação de que a empresa não sobrevive sem ele.
Vimos empresário "saindo pelos fundos, para não lhe trazerem mais pro-blemas por hoje", tal a sua insegurança em delegar e em conseqüência, a sua sobrecarga ao absorver.
Vemos todos os dias gente desmotivada, liderando sem condições, se an-gustiando a cada turno de jornada, por não ter sido preparada para liderar.
Este quadro sombrio é a nosso ver, a realidade estampada da maioria das empresas sobreviventes, deste nosso viável pais.
Entretanto, muitos dirigentes voltam as costas à esta realidade e preferem continuar ignorando estes problemas, que se repetem indefinidamente, exi-gindo sempre um enorme desgaste emocional para sua solução, quando não se tornam insuportáveis.
A conseqüência de tal desgaste é a aversão que se cria diante de tais situa-ções, sem se aproveitar do conhecimento adquirido para solucioná-las. As-sim, ao tornarem a acontecer, geram nova tempestade e assim por diante.
Acreditamos que todas estas situações têm soluções e precisam ser apren-didas.
Acreditamos que o empresariado ao ter que enfrentar seus embates diários, perdeu parte de sua capacidade de comunicar-se e de enfrentar situações de relacionamento humano, que é a parte crucial e portanto, mais difícil de ser encarada na empresa.
Neste contexto surge o inevitável problema da época atual: "RELAÇÕES HUMANAS, O GRANDE TABU DAS EMPRESAS" (o grifo tem a intenção de citar um livro, que estamos editando, sobre este assunto).
Um bom plano de trabalho para resolver estes problemas, precisa transmitir aos empresários e seus executivos, um aprendizado na solução das situa-ções acima relatadas, de tal modo a ensinar-lhes um raciocínio lógico racio-nal, para que não sintam constrangimento ao terem que enfrentar tais situa-ções.
Um método de atuação seguro, precisa ser baseado na aplicação do pro-cesso de diagnóstico dos conflitos existentes, apresentando propostas de soluções, levando em conta a cultura da empresa, sem tumultuá-la, ouvindo e trabalhando com as lideranças e seus liderados.
Há 19 anos praticamos este método, com excelentes resultados, pois a oti-mização é paulatina, sem impor sacrifícios ou reviravoltas, como acontecem com certos métodos idealizados à luz do modismo ou da importação de técnicas estranhas.
Os resultados? É ver, para crer, se quiser crescer!
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pergunteaodoutor@drmarcioconsigo.com
PERGUNTE AO DOUTOR! - 2
A finalidade deste trabalho é o de responder a qüestões formuladas por clientes e amigos, que necessitam desta informação para o seu caminhar mais orientado.
Já faço este trabalho há mais de 06 anos, com mais de 5.000 respostas dadas.
Espero que gostem.
Se tiverem perguntas a serem feitas, elas podem ser encaminhadas para: pergunteaodoutor@drmarcio.com
Responderemos todas e publicaremos as mais sugestivas...
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Temas abordados nesta página:
- Por quê os homens traem mais?
- Édipo, errei!
- Exames Complementares
- Zonas erógenas
- Suicídios
- Dúvida sexu(an)al
- 650 HP são suficientes?
- Haja "figo"!
- Trem doido!
- Absenteísmo nas empresas
- Válvula de escape
- Droga, de drogas!
- Corazon de Melon!
- Oh, Vida!...
- Mal estar pré-menstrual (TPM)
- O culto do eu (=Oculto eu)
- Medo de Errar
- Mea culpa...
- Masturbação feminina
- Mulher se excita com mulher?
- Vagina fujona (fugidia)
- Fome zero, saúde abaixo de zero
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Por quê os homens traem mais? - M.J.S.
Este preconceito, creio eu, se deve ao fato das pessoas esquecerem-se de que o homem não trai sozinho, mas com outra mulher, que geralmente serve a diversos homens, embora hoje esteja muito comum os homens traírem também com outro homem.
Uma coisa que quase ninguém tem coragem de dizer, é que o ser humano é monogâmico por decisão consciente e hábito. Seu instinto sexual, entretanto, é herdado dos animais, dos quais descende e o faz “arriscar um olho”, como conta a piada, ao ver outro ser humano atraente. Isto não deve ser encarado como uma traição, mas como um gesto instintivo, praticado por homens e mulheres saudáveis. Somente as pessoas muito rígidas (sem o devido equilíbrio emocional), ou os mentirosos, negam esta tendência natural.
Creio que muitos problemas seriam evitados, se todos os formadores de opiniões, divulgassem estas verdades, ao invés de mentirem, quando investidos na função de educadores.
Outra coisa importante a ser ressaltada, é a desconfiança, por insegurança em si próprio, que acaba levando as pessoas a serem ciumentas e desconfiadas constantes de que serão traídas. Alguém muito observador e brincalhão, já disse isto uma vez, com o devido peso machista: “as mulheres têm duas expectativas na vida, a do dia do casamento e a do dia em que serão traídas".
Além disto, a cultura ocidental é muito machista e incorporada inclusive no pensamento das mulheres, que crucificam suas colegas e justificam os gestos masculinos com dizeres defensivos, de que o homem é fraco sexualmente, ou que não foi feito para só uma mulher.
Nunca vi alguém feliz num relacionamento, buscar outra companhia. Só se for inseguro.
Não creio que a natureza crie qualquer ser vivo, para que ele repila seu semelhante. A atração entre eles, cumpre funções vitais para a espécie, como a reprodução, a defesa e a cooperação.
O dever da monogamia é uma decisão pessoal, entretanto é cobrada intensamente pela cultura.
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“Édipo, Errei!...”
Todos as noites sou acordada pelo meu filho de oito anos, que deixa o seu quarto e dorme em minha cama, abraçado a mim. Estou separada do meu esposo, e este amor filial me conforta. Estou apenas preocupada, se isto pode prejudicá-lo. Se a resposta for afirmativa, porque prejudica e o que devo dizer a ele? - Mãezona.
Antes de mais nada, acho que mãe já é uma pessoa grande (pelo menos de coração), o que pensar de u’a Mãezona? Você deve ser uma super, hipermãe.
Não recebemos informações sobre a sua separação para saber como aprofundar na sua resposta, por isso, teremos que generalizar, para, inclusive informarmos a outras mães em situação idêntica.
Em um casamento estável, o filho pequeno vê na mãe a primeira namorada. Neste namoro, existe o sentimento de posse, que acaba fazendo com que o pai seja menosprezado e até sentido como indesejado. Nesta fase, cria-se o que chamamos de “Complexo de Édipo”, onde, por semelhança com a lenda grega, o filho vive um conflito, entre ter que amar o pai, e detestá-lo, porque ele dorme com a sua mãe e priva-o dela. Se a mãe, ao identificar esta rivalidade, consegue mostrar seu amor aos dois, não abandonando o esposo, pelo filho e mostrando a esse que o ama de forma maternal, sem que haja necessidade de uma competição, provavelmente estará ajudando o filho a compreender este conflito. Isto pode ser feito, mostrando a ele a importância do pai na família; o amor que houve, para que ele fosse gerado e desejado pelos pais e mostrando mais, que este amor de posse, de desejo sexual que o filho chega a manifestar, deve ser guardado para a namorada e esposa posteriormente. Parece bobagem, mas isto tem que ser identificado, pois ocorre com todas as crianças saudáveis e é percebido, quando a mãe é convidada a pegar no pênis do rebento, ou mesmo a beijá-lo, ou ainda, quando ele tenta esfregar-se nela, com ereção. Ao invés de ficar chocada, a mãe deve dar graças a Deus, pelo seu filho ser normal e iniciar histórias lindas, onde ela o oriente na vida sexual e crie nele laços afetivos maravilhosos com esta divina orientadora e com o pai, parceiro de brincadeiras e de demonstrações de amor, que não deve ter ciúme do filho.
É preciso abrir um parênteses aqui, e dizer que o mesmo acontece com as meninas, que vivem o seu “Complexo de Electra”, também extraído da lenda grega, onde amam e desejam o pai como primeiro namorado e desdenham, chegando a se indispor com a mãe. Também elas têm que ser instruídas pelo pais e demonstrado todo o apoio à mãe, que não deve mostrar ciúme desse namoro.
Quando o casal é separado com os filhos em idade jovem, como o seu, quem tem a guarda dos filhos, percebe que os do seu sexo o agridem e os do sexo oposto tendem a tomar posse do genitor. Assim, as meninas ao ficarem com a mãe a hostilizam e culpam-na pela separação, e os meninos sentem-se donos da casa, muitas vezes vivendo uma fantasia inocente, de que possuem a mãe (física e emocionalmente). Quando isto ocorre, a mãe não deve agir com mágoa, mas com carinho, mostrando ao filho de que o amor dela, para com ele é maternal, espiritual, não físico. Diga que espera que ele despeça-se dela e durma tranqüilo na caminha dele, para que ambos possam ter um soninho gostoso, para no dia seguinte estarem descansados. O filho costuma entender a indireta e se acomodará. Não odiará a mãe e com as demais explicações que pedirá, crescerá informado e conformado.
Algumas mães, sentindo-se angustiadas com uma separação, demonstram tristeza, o que agrava mais a ansiedade das crianças. Com isto elas acabam crendo que devam gratificar sua mãe com um amor exagerado, onde estão demonstrando sua pena por ela. O pior, é que muita mãe sente-se tão confortada com este amor, que sem aperceber-se, vai aos poucos tornando-se “filha dos filhos”, aumentando a cada dia mais a sua dependência por eles, como se dissesse:”Protejam-me, pois sou mesmo uma coitadinha!”. Muitas mães não têm condições de perceber, que este gesto, comum nas que se fazem de vítimas, é a maior agressão que u’a mãe faz a um filho(a), tornando-o responsável por ela, até às últimas conseqüências, muitas vezes destruindo para sempre o seu casamento, pois filho de vítima, casa-se sempre com uma vítima, sofredora. Esta é a regra comum, que todo psiquiatra e psicólogo conhece.
Não sei, se falei mais do que servia para você, mas disse coisas para diversas mães mártires, que aí abundam e que prestam um desserviço à toda a sociedade. Temos todos que encarar a verdade, se quisermos crescer.
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Exames Complementares
Por que certos médicos não gostam de dar pedidos de exames, quando nós solicitamos? Preguiça? M.F.A.P.
Qual o médico que nunca ouviu seu cliente pedir: “Doutor, gostaria de fazer uns exames...”?
Praticamente todos. Hoje mesmo eu vi uma cliente que é associada a um convênio. Pagou a consulta, reclamou do preço e após sair do consultório, disse à secretária: “Para compensar este pagamento, gostaria que o doutor me desse uns pedidos de exames, para que eu fizesse pelo convênio...” Pedi à secretária que a reencaminhasse à sala e lhe expliquei: “Exames, fora os que lhe fiz, são exames complementares, isto é, servem para que se confirme ou afaste um diagnóstico de probabilidade quando existem dúvidas. Você não tem necessidade disto, pois a consulta que lhe fiz, mostra estar reagindo bem aos tratamento e o restante do seu organismo, que revi, nada apresenta que justifique novos exames”. Fez um muxoxo de descontentamento e arrematou: “Mas não vai custar nada, nem para mim ou para o senhor!...”
Diante disto, tive que lhe provar o porquê dos custos altos da medicina estatal e assistida por convênios. Mostrei a ela que se para agradar ao cliente, cada médico pedisse pelo menos um exame, as mensalidades dos planos de saúde seriam impossíveis de serem cobradas. Saiu do consultório um pouco frustrada pela falta dos exames e por sua incapacidade de prever a gafe, creio eu.
A Organização Mundial de Saúde prevê um pedido muito maior de exames para um país do terceiro mundo, que para um país avançado. Tenho me perguntado sobre as causas deste dado. Um primeiro raciocínio que surge, se deve ao fato de pensarmos que num país como o nosso o número de doentes é maior. Podemos até pensar que a formação médica é pior, que o médico precisa se alicerçar mais em exames, que em seus conhecimentos... Mas meu computador de bordo não aceita só estes dados. Soube recentemente, que, convidados pela imprensa do norte/nordeste, vários jornalistas do mundo vieram ao Brasil para documentar a fome. Após dias percorrendo os estados pobres, desistiram, pois viram que no Brasil não existe fome, se comparado ao resto dos países pobres. Come-se mal, usa-se açaí e ratos do cerrado, lixo de feira, mas fome, fome mesmo, é na Etiópia e outros pontos, onde nem raízes podem ser comidas.
Portanto, não somos mais doentes por fome, que certos países onde se pedem menos exames.
Cálculo errado no computador cerebral.
Clientelismo médico? Existe! O medo de perder o cliente pode fazer com que alguns se sintam encorajados a “enfeitar o pavão”, como se diz na gíria.
Mercantilismo? Existe! Quantas “clínicas” são vistas fazendo “trocentos” exames para ganhar o caviar de cada dia?
Mas mesmo assim, fica uma pergunta: “Se supomos que o médico tem pelo menos uma cultura mediana, ele não iria trabalhar para diminuir o gasto com exames/procedimentos/cesarianas, melhorando a disponibilidade de recursos, digamos, pelo menos nas suas cooperativas, onde são os donos?” A resposta óbvia é que isto deveria acontecer.
Já ouvi dirigentes de convênios, que pagam mal aos médicos, alegarem que “assim agem, porque estes gastam toda sua verba com exames exagerados”. De novo vamos pensar que possa existir alguém com uma falta de visão: “Se me pagam mal, inviabilizo o convênio, sobrecarregando-o de exames!” Deve ter quem o faça, mas não deve ser a maioria dos médicos, com certeza.
Nova falha de percepção do motivo final, se há um só. Meu PC craniano bipa.
Unamos a todas as possíveis causas contribuintes o seguinte fato: Faz tempo que estamos mal de políticas para a população em geral. Apenas grandes conglomerados e a área dos nobres banqueiros merecem destaque. Este raciocínio já deve ser o bastante para que acreditemos que um enorme descaso para o trato com a coisa pública existe e nos resta um sentido de orfandade, daí, nos cegarmos a ponto de aceitarmos a lei de Gerson para nós, com tudo que pudermos obter, mesmo que sejam radiações nas radiografias. Em contrapartida, câmara de gás para os “lalau” da vida.
Recentemente eu li na grande imprensa que o motivo principal de certos países serem civilizados, é porque lá custa muito caro transgredir.
Se isto é uma verdade, se somos pobres de cuca e vivemos em currais eleitoreiros e de controladores irracionais, fica aos formadores de opinião, desde a formação básica, incluindo todos, até os médicos, o dever de produzir mudanças nestes raciocínios.
Não adianta termos a capacidade de identificar, se não corrigimos um problema.
Questionamos a incapacidade e acomodação governamental. E nós o que fazemos para dar o exemplo?
PENSEM NISTO!
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Zonas Erógenas
Sinto-me um pouco inexperiente e acho que tenho um problema grave. Há uns tempos atrás eu estava com meu namorado, quando ele começou a coçar a sola do meu pé. Fiquei excitada e tive um orgasmo, que disfarcei, não o deixando perceber. Tenho medo de falar isto para ele. Isto é uma aberração? Sou anormal sexualmente? Porque tenho a sola do pé tão sensível? - G.
A sola do pé, como diversas outras partes do corpo, como as nádegas, pescoço, joelhos, falanges dos dedos, área limítrofe dos cabelos, orelhas, região lombar e tantas outras, são conhecidas zonas erógenas do corpo e são capazes de produzir tanta excitação, como a vagina, para muitas pessoas. Portanto, não há nada de anormal com você. É perfeitamente saudável.
O anormal é as pessoas se esquecerem destas áreas e partirem imediatamente para o ato sexual, sem explorar a excitação dessas partes, capazes de levar alguém à excitação intensa, e até ao orgasmo. Homens e mulheres estão se tornando frios, com o sexo mecânico, sem clima ou preliminares. Seu namorado se sentirá importante ao saber que é capaz de despertar tal prazer em você.
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Suicídios
Como explicar a quantidade crescente de suicídios ? Sou ouvinte de diversas rádios e fico preocupado com as reportagens sobre suicídios. Sou paraplégico em virtude de um acidente automobilístico e aceito minha incapacidade física, que não me impede de viver e criar. Nunca quis morrer. Por quê as pessoas não reagem? - Abílio.
Abílio, existem certas coisas que afetam muito a população, como as dificuldades financeiras, a incerteza de um futuro melhor, a falta de amparo à saúde, a perda de valores morais pelos nossos dirigentes. Mas estes fatores sempre existiram e nem por isto a população se desesperava tanto, porque. existia um valor importante, que aos poucos tende a desaparecer, que é a solidariedade. As pessoas sabiam que podiam contar com seus vizinhos, parentes. A informação era lenta e o mundo não era esta aldeia imensa. A população se articulava dentro da cultura com mais liberdade, com uma aceitação melhor, diria até, que existia um certo respeito para com os outros.
À medida em que passamos a dominar a informação, começou um outro estágio de aculturação, onde com uma estrutura de formação de personalidade, passamos a macaquear os “gringos”, em detrimento de nossos costumes. Esta mudança, em grande parte é estimulada pela mídia vendedora, que quer nos transformar em consumistas e viu na competição dentro do estímulo à vaidade, terreno fértil para favorecer as vendas.
Aliado a isto, passamos por um momento crucial de queda acentuada na crença nos valores instituídos. Sexo irresponsável, drogas, politicalha, falsas crenças, poder a qualquer custo, doenças mentais crescentes, aumento da criminalidade, têm uma função importante na nossa reavaliação deste esquema falido, onde o sofrimento deverá chegar a um ponto tão insuportável, que a população em desespero romperá este ciclo vicioso, partindo para uma reestruturação social duradoura.
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"Dúvida Sexu(an)al"
Meu marido, sempre quando mantemos relação sexual, deseja manter relação anal, mas tenho certa resistência, embora sinta muita excitação. Caso venha manter relação desta forma poderá ocasionar alguma consequência posterior e qual lubrificante devo usar para não me machucar e facilitar a penetração? - Virginiana.
O sexo anal faz parte dos sonhos masculinos. Creio que isto ocorre, porque nos primórdios a civilização fazia sexo, penetrando a vagina por trás, com a mulher de quatro. A imagem devia ser muito atraente para os homens, mas para muitas mulheres deixava de haver contato direto com o clitóris e consequentemente, não havia orgasmo.
Uma mulher, só pode vir delas, teve a idéia genial de virar o jogo e fazer o "olho no olho" e mostrar ao "bonitão", o quanto era mais romântico amar e ver tudo que se passava. com todo o corpo massageado.
Muitas, até hoje, detestam o sexo anal, por desconforto, dor, ou preconceito, e o companheiro fica triste e às vezes pula o arame, para buscar esta satisfação com as que gostam. Primeiro porque é inseguro, segundo porque não consegue ser criador de prazer, delicado.
Bom quando o casal só faz o que gosta e respeita os desejos e limitações do outro. Melhor ainda, quando se aperfeiçoam na arte do amor, verdadeira dádiva da natureza.
A consequência do sexo anal, pode ser em alguns casos, a introdução de germes fecais na vagina e a criação de infecções. Mas não precisa ser assim: use camisinhas lubrificadas e tire/troque-as ao fazer a penetração vaginal.
Quero aproveitar a pergunta, para dizer aos que têm dúvidas, que não é possível indicar tratamentos ou medicações, assim como marcas de medicamentos na Internet. Isto seria um crime e uma falta ética grave, pois cada cliente tem um organismo diferente.
O que acontece, é que a Net favorece às perguntas anônimas, que as pessoas por preconceito, não fazem a seus médicos. Eles deveriam mostrar-se mais acessíveis para facilitar a desinibição. E ter mais tempo para as consultas.
Recomendo-lhe que fale com seu ginecologista e ele orientará sobre isto.
E parabéns a você e a seu marido por esta cumplicidade!
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650 HP, são razoáveis?
Qual a sua opinião sobre os medicamentos para melhorar a potência nos homens? - Vidigal
Eles existem para ajudarem as pessoas portadoras de distúrbios vasculares penianos, ocasionando, dentre outras coisas, o endurecimento da veia do dorso do pênis, que deve ser fechada por compressão, assim que surge a excitação e o enchimento dos corpos cavernosos e esponjoso: uma espécie de esponja que se encharca de sangue, para o membro crescer.
Este quadro costuma acontecer em pessoas idosas ou com distúrbios vasculares precoces, mas não é o que faz o sucesso de vendas destes medicamentos, e sim o medo de que "não cresça"!
Um destes medicamentos é líder de vendas, entre todos os medicamentos existentes no mundo. Isto é uma loucura! Existem gangs especializadas em roubar cargas destes "milagres", que os vendem em farmácias sem nota, sem impostos e sem receita, que já foi abolida, graças ao poderio econômico destes laboratórios. Outra vergonha!
O pior é o homem inseguro achar que deve ter o membro em riste, todas as horas, e acreditar ser o remédio, e não a sua segurança gerando a excitação, que o torna capaz.
Conheço pais de família, pobres, com gastos absurdos, para comprarem suas bengalas. Vi um destes deixar morrer a filha alérgica, porque não tinha dinheiro para os remédios dela, gasto com estes engodos. Um bom curso de orientação sexual faria melhor, por muito menos.
São medos como este, que fazem os ditadores, os machões e a maioria dos drogados do mundo.
Entretanto, como no consumo das drogas, ele existe porque existem compradores.
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Haja "figo"!
Por que proibiram os remédios para fígado - P.E.
Porque é a atitude mais certa a tomar.
O brasileiro é o povo que mais "sofre do figo"! Bebe uma caipirinha, come uma feijoada, come um quilo de carne crua e o "figo berra"!
O que ocorre é que certas comidas e combinações, geram gastrite, gases e má digestão. O culpado é o vilão, que quando está doente, realmente, produz um estrago.
O fígado serve entre muitas outras coisas, para armazenar glicose, que queimada, gerará energia para o funcionamento do corpo. Por isto o fígado é grande. Além disto ele decompõe as substâncias orgânicas, gera enzimas e despeja no duodeno, uma tripa depois do estômago, que irá tornar as gorduras em pequenas gotinhas, para ser absorvidas. Por aí se conclui a sua importância e o quanto é resistente.
Ele estraga, em doenças como o alcoolismo, a dependência às drogas, incluindo o fumo, nos tumores, nas doenças onde ele se degenera, transformando-se numa ferida e cicatrizando-se de forma intensa, como na cirrose, nas parasitoses por giardia, esquistossomose (xistose) e em outras doenças.
A bile é o sobra dos trabalhos do fígado e quando não estamos em horário de digestão, ela fica armazenada na vesícula, que absorve parte da água, ficando mais concentrada, para as feijoadas e picanhas gordinhas.
Quando a pessoa está com problemas emocionais, em depressão, ou ansiosa, o duodeno se irrita, a saída da bile fica dificultada e podem se formar os problemas de "vesícula preguiçosa", que todos já ouviram falar, mas têm vergonha de perguntar ao médico o significado, para "não parecerem burros", e as pedras na vesícula, que costumam causar cólicas.
Afora isto, "figo" doente é folclore. Por quê os remédios que eram vendidos melhoravam os sintomas? Porque eram digestivos, estimulantes da formação do ácido do estômago, eliminadores de gases e "amaciadores" das carnes duras, cruas ou torradas.
Não somos um povo doente, como gostam de pregar os coveiros do Brasil (laboratórios, farmacêuticos e médicos mal formados). Somos, isto sim, muito ignorantes e blefadores.
Quer testar esta verdade? Diga para os amigos que está com gripe. Se não surgirem mil receitas milagrosas, eu não abro mais a boca!
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"Trem Doido!"
Por que o projeto que destinava 10% dos leitos de hospitais gerais para tratamento psiquiátrico, não é implantado? Por que nossos parentes doentes mentais têm que viver em hospícios, ao terem suas recaídas? - Tadeu.
Tadeu, que este é o país do "lobby"! Tenho certeza, de que este projeto não interessa aos hospitais psiquiátricos e trás apreensão para os dirigentes de hospitais gerais, que em sua maioria leigos, não percebem nesta mudança, um reforço nas internações dos hospitais quase falidos.
Neste país as pessoas têm o hábito de fazerem projetos de cima para baixo e sentem-se os donos da verdade, sem consultarem os que vivem os problemas. Mas o grande entrave, são as diárias pagas pelo Sistema Único de Saúde, que mal pagam os medicamentos usados pelos pacientes. Assim, qualquer planejamento esbarra no pouco que é dotado para a saúde.
Quem lida com a psiquiatria, sabe dos resultados rápidos obtidos com os clientes internados em hospitais gerais, pelo simples fato de que são examinados diariamente. Em contrapartida, na maioria dos "loucocômios", o interno é visto, pelo médico assistente, cerca de dez minutos por semana, exceto se estiver agitado, quando é visto pelos plantonistas semanais (um plantão por semana), médico este, que além de dar conta das urgências, vê seus pacientes (cerca de 60 a mais) naquele dia. Estes atendimentos funcionam precariamente, com muitos clientes tendo alta sem receitas para tratamento à continuidade.
As clínicas particulares estão cobrando preços que a população não pode pagar, se recusam a internar pelo S.U.S., alegando não ter vagas, forçando o pagamento particular.
Não havendo verba, nem vontade política para resolver estes problemas graves, a política de saúde, incluindo a mental, é mero gesto eleitoreiro, que não decolará nunca. E estará sempre rendendo votos, quando bem explorada. Aliás, já conhecemos este filme.
Cabe-nos como cidadãos, discutirmos o assunto e encaminharmos nossas sugestões e propostas aos nossos representantes, sem medo e sem preguiça. Quem sabe eles se tocam e agem!...
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Absenteísmo nas Empresas
Como descobrir as causas de faltas sucessivas ao trabalho nas empresas? O Senhor como médico não vê um jeito de conseguirmos diminuir os afastamentos por atestados médicos? Não será que os médicos os fornecem como brindes por consulta feita? E. M.
Caro E.M. há muitos anos atrás, eu respondi a uma pergunta similar feita por um empresário amigo e acho que a resposta ainda é a mesma.
As principais causas de absenteísmo (falta ao trabalho), se devem ao ambiente empresarial e podem estar ligadas aos encarregados com pouca capacidade de compreender o funcionário, dando ordens que ele não entende, que ele se assusta com o tom da ordem, ou dadas por pessoas confusas, sem conhecimento do trabalho, que entretanto, cobram de forma áspera dos seus comandados. Empresas existem, em que o comando é desgastante, desde o proprietário, que muitas vezes não e sutil. Este, maltrata os diretores, que maltratam os gerentes, que maltratam os chefes, que maltratam os supervisores, que maltratam os operários, que maltratam as mulheres, que maltratam os filhos, que maltratam de volta os pais e a cadeia reacional de subida se instala, voltando a agressão à empresa, de alguma forma, na maioria das vezes sob vandalismo ou sabotagem.
Outras causas são os baixos salários, a insalubridade, o desconforto, ou o mau ambiente de trabalho, por causas variadas, que abordamos em nosso trabalho sobre "Sabotagem - Identificação e Controle", inédito no mundo.
A melhor forma de diminuírem-se os afastamentos por atestados médicos, é tendo um eficaz departamento médico na empresa, que dê de fato cobertura aos incapacitados, assistindo-os em casa, com consultas e aplicações de assistência para-médica, ou ainda através de uma eficiente assistente social (não se entenda por patrulhadora ou xerife), onde o funcionário feito cliente, agradecido por tal atenção, lute pelo retorno ao trabalho o quanto antes.
Conheci um médico, que doente ainda trabalhava. Em seus últimos dias de vida, já afetado emocionalmente, afastava todos os que consultavam com ele. Fora este caso, que considerava errado, mas não consegui fazer a família enxergar, fica o meu conselho para você e a todos os empresários: se descobrirem médicos que premiem seus clientes com atestados, denunciem-nos ao Conselho Regional de Medicina, que tenho certeza, serão punidos.
Nas empresas onde faço consultoria, trabalho para conscientizar os funcionários da sua importância, dentro das necessidades de obtenção de um padrão de excelência no trabalho, que começa com um funcionário integrado ao processo de melhoria da comunicação, não como estorvo, ou recurso , mas como propositor de soluções.
Muitas empresas precisam acordar para este fato, se quiserem evoluir.
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"Válvula de Escape"
Desde que eu era pequeno, lembro-me de sofrer de gases intestinais, má digestão e acabei ficando excessivamente preocupado com minha alimentação. A qualquer desvio de minha dieta, que padronizei, sinto-me mal. Fico mal humorado, estou tendo mau rendimento no trabalho e sinto que minha esposa me acha um "xarope", evitando fazer sexo comigo. Meu gastroenterologista está cansado de me fazer endoscopias e agora quer que eu vá ver um psiquiatra. O senhor acha que preciso mesmo? T.C.F.
Caro T.C.F., tenho certeza de que um psiquiatra poderá ajudá-lo, na pior das hipóteses, a eliminar esta vida metódica, que está transformando-o num "xarope". Só para você ter uma referência, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 70%, no mínimo, das consultas por queixas gástricas, cardiológicas e de diversas outras especialidades, são consultas originadas por problemas psíquicos.
A causa dos sintomas físicos, quase sempre, guarda relação com o sistema nervoso. Assim, mesmo que um distúrbio como o seu tenha se gerado de uma perturbação física, como uma gastrite ou uma gastroenterocolite, com o passar do tempo, você pode ter criado uma neurose digestiva, onde a causa cedeu lugar a um processo de preocupação excessiva, que o aprisionou num sistema de vida viciado, neurotizante. Com isto, sua ansiedade gera sintomas físicos, que agravam seu mal estar psíquico e assim por diante, num ciclo vicioso.
Muitas vezes a causa inicial é uma descarga do sistema nervoso, motivada por uma insegurança que se cria no processo educacional, por situações familiares, sociais ou financeiras, ou ainda as três juntas. Esta descarga é a forma da nossa mente nos dizer que estamos inseguros e, através de um nervo que sai diretamente do nosso cérebro, chamado nervo Vago, produz uma descarga de tensão, sobre um órgão ou aparelho, onde vai se processar o "choque". A este fato, chamamos de "descarga ou choque vagal". Muitos "ispecialistas", mesmo aprendendo isto na escola de medicina, não buscam tratar a causa e ficam fazendo "trocentos" exames e receitando um monte de calmantes, gels e pastilhas à base de sais de alumínio, que produzem cálculos de oxalato de cálcio nos rins e depósitos de alumínio no cérebro, que agravam a circulação e que estão intimamente relacionados com uma doença grave, que é o Mal de Alzheimer, embora não saibamos ainda, se o alumínio depositado é causa ou conseqüência.
O alumínio em concentrações elevadas no sangue, pode causar diversos problemas, havendo especialistas que alegam distúrbios do crescimento em crianças.
Se não houver uma busca da causa, com os olhos e mente voltados para uma medicina psicossomática, o médico irá tratar sintomas, que na maioria das vezes, são importantes para se denunciar a necessidade constante daquela "descarga", sem a qual, as conseqüências podem ser graves. Só para lhe citar um exemplo que li recentemente, um certo paciente apareceu um dia em um consultório neurológico, queixando de paralisia do braço direito, que se mostrava rigidamente fletido sobre o peito. Após alguns exames, o neurologista concluiu, de forma acertada, que o paciente estava tendo uma reação de simulação e que nada tinha (conclusão errada). Como era hipnólogo e entendia pouco de psicologia, hipnotizou o paciente e deu-lhe uma ordem pós-hipnótica, de que não teria mais a rigidez ao despertar do transe. Aquela "paralisia" estava ocorrendo, porque o paciente, deprimido, estava com idéia fixa de suicidar-se e de fato o fez, atirando em seu ouvido.
Sempre que posso, tenho conclamado os "doutores" a entender que corpo e mente são inseparáveis e que demonstramos ignorância, se não percebermos esta interação. Portanto, não acho ignorante quem me pergunta se precisa de um psiquiatra, quem tem sintomas como os seus. Acho ineficaz o gastroenterologista que cuida de uma gastrite ou uma enterocolite, sem cuidar da parte psíquica, muitas vezes predisponente, ou criadora de mecanismos de defesas, à conseqüência de um problema primariamente físico.
Quanto a você, busque ajuda e "desxarope-se".
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Droga, de drogas!
Olá, meu nome é Carolina . Uma grande amiga minha, de 19 anos, fuma maconha desde os 15 e cigarro também. Dois anos para cá, ela começou a usar Ecstasy, doce, e algumas vezes cheirou cocaína. Nunca gostei de cigarros e muito menos de drogas, por isso sempre alertei do mal que aquilo tudo poderia fazer a ela. Mas ela sempre usava a desculpa de que na hora que ela quizesse parar ela parava. Nos afastamos agora, mas continuamos amigas. No entanto a cada dia que passa percebo que ela está ficando mais dependente, e nunca pára. Está mais magra, com os olhos fundos, andando com gente estranha e sendo agressiva. Não sei o que eu faço, tenho medo de que algo aconteça a ela. Às vezes penso em falar com sua mãe, mas sua mãe é muito desligada e nem cigarro ela acha que a filha fuma. Mesmo assim, tenho medo de que ela descubra que fui eu que contei e possa vir a fazer alguma maldade comigo. Não sei o que fazer, mas me sinto mal em ver uma pessoa de quem eu gosto tanto acabar com a própria vida com algo que não vale a pena!!!!
Diz o ditado: quando a gente ama, deve ir fundo. Sua amiga está doente, está precisando de ajuda e não tem coragem de se abrir com a mãe, que se não vê o que se passa com ela, está distante e precisa ser alertada.
Esta covardia dos amigos, é como o fogo amigo da guerra. Matamos nossos companheiros por medo.
Se não conseguir vencer seu medo, espere para ver o pior. Isto não é ser alcaguete, é ser verdadeiramente amiga.
Medo deve ter quem comete transgressões, não quem ajuda os amigos.
"Paro quando eu quiser!", é racionalização para quem está viciado e não consegue parar.
Procure ler em "Literatura", a pesquisa que fizemos sobre a "Motivação para o uso das drogas" e se inteire melhor sobre este assunto.
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Corazon, de melon!...
Estou com uma dúvida, sempre no início de uma nova cartela de anticoncepcional fico com humor muito alterado, ignorante, incompreensiva, estressada mesmo. Mas no fim da mesmo meu humor volta ao normal, e fico doce e amável. Será o remédio que provoca esse tipo de alteração? Tenho 19 anos, já ouvi dizer que pode ser que o remédio seja muito forte para meu organismo, será isso?
Outra coisa, sou noiva de um rapaz de 22 que me ama muito, e sempre adorei qualquer tipo de relação com meu noivo, mas brigamos no carnaval e viajei sozinha, acabei saindo com um rapaz que me encantou, quase não nos vemos mais, mas quando penso nele sinto até frio na barriga. Acabei voltando para meu noivo, mas as coisas não estão bem, desde nossa briga ele está viajando muito, agora que as coisas estão voltando ao normal não consigo mais manter relação com ele e tudo que ele faz me irrita, acho que nosso relacionamento esfriou um pouco, sei que gosto dele, mas não entendo se o que acontece tem a ver com o rapaz do carnaval ou se a distância se encarregou de tudo, se puder me ajudar.
Alguns anticoncepcionais podem criar tensão constante. O que você toma, que de propósito omiti o nome, por questões éticas, não deve ser receitado pelo seu médico. Estou certo? Portanto, procure não tomar medicamentos por auto-medicação. Sempre que falo isto, chego a "ouvir" os desconfiados pensando: "Isto é conversa de médico, querendo a consulta!", mas em nosso dia a dia, vemos gente se complicando, às vezes sem retorno, com um mero analgésico, aparentemente inofensivo. Vemos pessoas que pararam de ovular, quererem engravidar e estão com os ovários travados, de tanto tomar anticoncepcionais em doses exageradas.
Quanto ao noivo, os dois precisam conversar e se preciso "caçar outro rumo", pois o pior pode acontecer: casar por decurso de prazo e serem infelizes para sempre.
Quando a vontade sexual está contida, ou é por falta de amor ou por culpa de estar traindo-o, mesmo que em pensamentos.
Muitos casamentos caem neste faz de contas e vivem mal. Não deixe que isto lhe aconteça.
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Oh, Vida!...
Sinto-me angustiada pois não sei qual decisão tomar. Meu namorado está há quase 1 ano na Alemanha e desde que foi está planejando a minha ida também. Mas enquanto eu não tinha certeza da minha ida, eu não falei dos meus planos para minha mãe.
Acontece que meu pai, por várias vezes, ficou mal de saúde. Ele não pára de fumar e bebeu a vida inteira. Agora ele não bebe, está com quase 70 anos, mas não pára de fumar. Teve vários problemas de saúde e agora está predisposto a ter trombose na perna e, se isto acontecer, terá que amputá-la.
Mas o problema começou há quase um mês. Eu estava muito triste porque meu namorado tinha viajado para outras cidades na Alemanha, mas não teve como ligar. E eu, sentindo-me muito sozinha, pois foi num feriadão e eu em casa, sem companhia para um passeio, sem diversão e longe dele. Entrei num estado de auto-piedade, pois me via sem amigos, sem diversões e isto há vários meses, além do que fiquei o feriado inteiro deitada na cama e chorando.
Acontece que em casa, não temos o hábito de dialogar e minha mãe ficou cheia de suspeitas, a pior delas que eu estava grávida e sofrendo por não querer me perguntar. Nisto, a minha mãe, já com os problemas com a saúde do meu pai entrou em desespero e teve uma crise de nervos, na qual disse a meus irmãos suas suspeitas. Isto me deixou furiosa, pois não havia a menor possibilidade de eu estar grávida (meu namorado veio de férias em fevereiro, mas eu tomei os devidos cuidados) e tive uma briga, pela primeira vez na vida, com minha mãe. Mas ela continuou desconfiando e mexeu nos meus pertences e descobriu uma carta que meu namorado havia me mandado na qual ele dizia estar preparando "o nosso quarto". Isto, mais uma vez, me deixou fora de mim de ódio. Mas depois de uma conversa, minha mãe pareceu aceitar.
O problema é que depois de saber dos resultados dos exames do meu pai, ela ficou muitíssimo deprimida, mas ela age normalmente com meus outros irmãos, já comigo, ela não conversa, me olha feio. Eu estou agora com a oportunidade de ir para trabalhar na Alemanha, e disse isto a ela, para que ela soubesse que existe a possibilidade de eu não morar "sem casar" com meu namorado, e sim, numa casa de família. Mas ela continua com uma cara de tristeza que nada muda.
Estou num dilema, pois, eu tenho esta oportunidade de trabalho só por agora, porque em julho eu faço 26 anos e o trabalho como "au pair" é só até a idade de 25 anos, ou seja, eu teria que solicitar meu visto até julho. Mas meu pai está mal e minha mãe também, e eu não consigo mais ficar em casa vendo aquela tristeza toda desde minha infância. Eu tive depressão desde criança, fiz anos de terapia e tomei muitos medicamentos, mas penso, que para minha cura, eu teria que fazer algo que eu quero há muito tempo que é sair de casa, conhecer um lugar novo. Eu sempre ficava muito mais feliz quando saía de casa, viajava; isto ocorreu poucas vezes, mas eu percebi que me fazia muito bem. E sempre tive uma vontade muito grande de morar na Europa, mas agora que eu tenho esta oportunidade, tudo está conspirando contra.
Gostaria muito de ter uma opinião de alguém especializado. Não sei se o sr. é psicólogo, mas, pelas perguntas que vi no site, creio que o senhor possa me ajudar.
Muito obrigada, aguardo ansiosa o seu retorno. - Joana.
Joana, seu problema é preocupante, não pela possível morte de seu pai apenas, mas porque você é depressiva, está colocando sua felicidade nas mãos de seu namorado, que por estar gostando de alguém depressivo, deve ser um inseguro. E se ele o for, provavelmente você na Europa não terá a companhia de sua mãe para brigar, nem dos irmãos para implicar, por serem os "dodóis da mamãe".
O fato de ter feito terapia e tratamento por uns tempos, não diz nada, pois não ficou curada. Falha de quem? Dos tratadores ou da cliente que parou sem terminar?
Como você, inúmeras pessoas crêem que podem achar ajuda sem luta, num conselho, num encorajamento, do tipo "Vá e enfrente!". A vida não é assim tão fácil, requer conclusões e muita luta. Desculpe se não lhe mato a charada, com esta resposta. Mas acho que precisa de ajuda, e já! Palavra de psiquiatra.
Fora do Brasil, qualquer tratamento custa uma fábula. Já pensou se precisar voltar, tratar para depressão e um monte de outras coisas, que poderão ocorrer, inclusive e com certeza a morte do seu pai?
Passear faz muito bem, principalmente ao lado de um namorado bem estruturado, tendo-se dinheiro e sem pendências.
Seu pai bebia e fuma. Por quê será? Será que a mãe fechada não ajudou a contribuir? Será que ele tinha um problema sexual, ou de comunicação com ela, não resolvido, e vem lutando para morrer?
Você não tem culpa disto e menos ainda por ter nascido num lar com estes problemas. Mas já tem 25 anos e fica uma pergunta: O quê fez para por ordem nesta bagunça? Ficou deprimida e como o Lippy do desenho, passou a vida no: "Oh, céus, oh mundo cruel, oh, vida ruim!"
Creia-me: não estou debochando de você, estou sacudindo-a, para que saia desta auto-piedade e não traga mais um infeliz casal para o mundo. Já tem de sobra!
Ao invés de querer morrer, arregace as mangas, aproveite que tomou consciência de que é depressiva, busque ajuda, tome diversas opiniões, e se trate, pelo amor de Deus! Tem jeito e tem cura.
Viver a sua vida, como está vivendo, pode dar samba-canção, ou tango, mas terminará em tragédia. Se cure e faça uma bossa-nova, para quando seu namorado retornar, lhe encontrar mudada, uma moça segura. Pode até ser, que a esta altura você não o veja com bons olhos, principalmente se ele for inseguro também. Aprenda uma coisa: inseguro escolhe inseguro, e a vida será uma piada de mau gosto, com direito a bebida, e outras drogas.
A humanidade vive num faz de conta terrível e quando conclui que precisa de ajuda, cai em tristeza.
Você não precisa que fiquem com peninha de você, pois apesar de se ver na beira do abismo, você está muito lúcida, mesmo tendo dúvidas!
Acorda moça! Você já tem meio caminho andado: sabe de seus problemas e tem intimidade com os psi da vida!
Matando sua curiosidade, que está gravada em meu site, eu sou psiquiatra.
Felicidades!
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"Mal Estar Pré-Menstrual"
Mais ou menos uns seis dias antes da menstruação, fico irritada, chorosa, explosiva, tendo a impressão de que, um mal estar enorme me invade o peito. Meu esposo e meus filhos (tenho três) reclamam de mim e dizem que já não me suportam. O pior, é que fico com mais vontade de fazer sexo nestes dias, mas meu marido se afasta de mim. O que devo fazer? - Carolina.
Seu problema, Carolina, é muito comum entre as mulheres e ainda hoje uma senhora me ligou no anonimato, com um enorme medo de que eu a internasse num sanatório, após ter feito um relato semelhante ao seu. Vocês não são loucas, são portadoras de uma "Síndrome pré-menstrual", conhecida em "mediquês", como "Transtorno disfórico pré-menstrual", que pode conviver com outros transtornos, como a ansiedade, a depressão, distúrbios alimentares e diversas outras doenças clínicas. Quando existe um desses transtornos previamente, o médico deve investigar melhor, pois às vezes, o Síndrome pode ser conseqüência e não causa para os sintomas apresentados.
As causas principais se concentram na sensibilidade de certas mulheres às trocas de hormônios e a interação desses com o sistema nervoso central, podendo levar a um inchaço no cérebro, seios, útero, trompa e ovários, ocasionando inclusive, cólicas, dor nos seios, dor de cabeça, desânimo, desespero e até perda do controle emocional, com agressões físicas, ao menor gesto que possa ser identificado como uma provocação.
Esses casos são tratados com relativa facilidade e vão exigir, como já falei, que o médico identifique se são causados por outros problemas. Os medicamentos utilizados para esses tratamentos, não viciam, não agridem o organismo e previnem outras complicações, como a má circulação generalizada, que pode inclusive, prejudicar o cérebro. Busque ajuda e pare de pensar que é, ou está ficando louca, como repete em sua carta.
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"O Culto ao EU"
Por que os humanos, ditos "racionais", estão cada dia mais exibidos, buscando falar de suas virtudes, sem humildade? - Tomé
Existe um ditado que diz: "Quem é, não fala, faz!". No fundo, se você pensar bem, quem precisa se exibir, não se sente reconhecido e precisa entrar com as trombetas anunciando-o. Isto se deve à competição, com que o ser humano é obrigado a conviver desde cedo. Acaba tornando-o individualista, autodidata, egoísta e sem parâmetros de comparação. Só que ele ainda tem em seu mecanismo de pensamento, regras e conceitos herdados pela vivência de seus antepassados, que lhe informam, ainda que inconscientemente, o que é certo, adequado. No fundo, mesmo que exibido, ele não convive em paz com sua insegurança e é esta que lhe impõe uma atitude alardeante, que acaba aumentando sua insegurança, pelo conflito do ter que exibir-se, mas saber (inconscientemente) que é feio, deselegante.
Isto o isola mais ainda, mais precisa exibir-se e o ciclo recomeça.
Todos nós fazemos isto, em maior ou menor grau, pois existem situações que desconhecemos, mas ficamos com medo de mostrar ignorância e blefamos, exibindo-nos.
O verdadeiro sábio conhece sua fragilidade e quanto mais sabe, mais se mostra humilde, diante do que falta conhecer. O tolo é aquele que sabe pouco e usa este pouco para mostrar que é um sábio.
O que percebemos é uma enorme tendência ao isolacionismo, para que não critiquem os "erros" que possam ser cometidos. Entretanto, quanto mais se isola, mais o ser humano fica à mercê de suas conclusões, menos comparações faz e mais susceptível ao erro se torna.
Se pudéssemos ver os "pescoçudos", como chama-os o Caco Galhardo, mais veríamos que rebitam o nariz, para não verem a si próprios.
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Medo de Errar
Bom torcedor do meu time, tenho notado que o goleiro da equipe, por mais que esteja evidente e escandaloso o frango que toma, ele se levanta raivoso, esbravejante, apontando um companheiro de zaga como culpado pelo gol. Desta forma, joga o colega contra a imensa torcida. Tenta passar a impressão de que nunca erra.
Transferindo esse gesto para o nosso dia-a-dia, vamos observar que sempre tem alguém, assim parecido. Pergunto: Que mecanismo de defesa é este, que faz com que as pessoas não assumam seus erros? Será que se sentem aliviados, simplesmente fingindo que a culpa não é deles? Ou é pura covardia mesmo? - Emílio
Emílio, muitas pessoas são criadas de forma rígida, cobradas a cada atitude, numa tentativa dos pais de faze-los bem comportados. Isto costuma dar um resultado desastroso, pois as pessoas assim criadas, crescem com medo de serem apontadas como desastradas, incapazes. Diante disto, ou não assumem seus erros, ou se tornam apáticas, desesperançosas, mortas-vivas. Nesse caso, vivem neuróticas, completamente deprimidas, impedindo-se de crescer e bagunçam o coreto de toda a família.
As que não assumem o seu erro, vivem culpando a todos por seus insucessos e vivem de desculpas. O pior é que embora tentem se esconder detrás deste mecanismo de defesa, armazenam no seu inconsciente, cada vez mais, a imagem de um trapalhão embusteiro. Com isto, passam a errar mais e mais, até que, num gesto de auto-agressão, acabam perdendo seus cargos, tal o ar de antipatia que criam em volta de si.
No caso específico dos jogadores de futebol da atualidade, têm por trás de si, empresários, que acabam ensinando táticas de dissimulação e catimba, que os levam a fingir-se perfeitos. Quando dão entrevistas, endeusam-se, escondendo o óbvio ululante.
Aliás, esta técnica já chegou aos altos escalões do esporte, com os cartolas mentindo deslavadamente, em cima de erros gritantes, como datas de jogos, omissões de inspeção de estádios e tudo o mais que temos visto.
Nas partidas de tênis que andei assistindo, principalmente nas classes infantil e adolescentes, os treinadores ensinam aos seus alunos tanta manha, que uma discussão de "bola fora", certa vez, durou dez minutos. Muitos pais destes esportistas mirins, acham que isto é o certo, que o filho tem que ser competitivo, esquecendo-se que nesta fase, fazer a criança mentir, para satisfazer o seu ego, é uma violência contra o filho tão grave, como um abuso sexual. Muitos meninos, abandonam o esporte, ao se verem violentados por esta prática desleal e passam a ver os pais/instrutores, como verdadeiros falsários.
O grande problema, é que o exemplo hoje, parte de cima, pois até os nossos Pinóquios de plantão, em diversos Estados, já desenvolveram a postura dos fraudadores, quando tentam mostrar que o social vai bem. Ao contrário, somente nós descemos no de serviço, como diz o profeta José Simão: O macaco está certo!
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"Mea Culpa, Mea Maxima Culpa!"
Como conseguir eliminar este sentimento de culpa, que envolve muitas pessoas? - M. V.
A culpa acompanha o ser humano desde a sua criação, segundo a Bíblia. Em cima desta crença, de milênios atrás, o homem vem intimidando-se e postando-se de joelhos diante de todos os representantes de autoridades que encontrou pela vida.
A família, como parte comunitária mínima da cultura, recebe suas orientações para adequar seus componentes dentro das leis e preceitos, com o intuito de evitar perturbações da ordem.
Contido, o ser humano se torna inseguro, angustiado e começa a exigir dos filhos cada vez mais, um comportamento fechado, proibindo-os muitas vezes de terem amigos, para não ter seu lar bisbilhotado. Isolados, ao obterem algum mando, descarregam suas neuras, criando regras e crenças absurdas, que restringem ainda mais a vida de seus comandados.
Como exemplo disto, temos inúmeras "pérolas" de pensamentos degradando o sexo, a nudez o amor e exaltando o arrependimento, a confissão, o buscar a culpa para espiá-la. Até a imagem de Deus, que nos foi passada por muitos anos, era a imagem de um senhor a julgar os vivos e os mortos, como se Ele não tivesse outra ocupação, que a de vigiar os banheiros, debaixo dos lençóis, as mentes "pecaminosas" e todas as instâncias possíveis e imaginárias, que pudessem criar para o Seu voyeurismo.
Fica a indagação: _ de onde será que tiraram esta imagem de Deus? Parece que surgiu de mentes em conflito, que para criarem regras para os filhos, mulheres, comandados; tornaram a "coisa braba", com o intuito de exagerar, para ver se conseguiam impor e com isto dominar.
Aí, exatamente aí, está a chave da coisa: _a culpa tem que ser imposta, para criar uma limitante, na cabeça dos povos, para que temendo, sintam-se culpados, não errem.
Para mudar isto, precisaremos mais de mil anos, com o ser humano caminhando passo a passo. Um jeito mais rápido? Só conheço um: - analisando-nos e tentando compreender as causas das nossas culpas. Isto trará a nossa modificação, mas não modificará o mundo. Já será um começo, pois passaremos a entender melhor as pessoas e a respeitá-las.
Muitas pessoas desejam que outras passem por cima de suas restrições, vivam abertamente, e releguem sua censura armazenada por anos, pelo simples fato de quererem obter alguma vantagem. Estas estão tentando abolir a culpa, com intuitos escusos.
O maior problema da humanidade, a meu ver, não é o sentimento de culpa que possui, mas a sua falta de cultura, que a impede de traçar seus próprios caminhos, com direitos e deveres conscientes, apesar da lei, que só existe para uns, ou dos manuais modernos de ética, que descrevem normas que não são precisas, são mutáveis e escritas sob intenções nem sempre claras.
A verdadeira cultura, independe de escolaridade. Se apresenta na percepção lúcida, do: "não faço para os outros, o que não é certo que me façam; não faço mal para os outros, porque isto me tornará um ser mau".
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Masturbação feminina
Descobri a minha esposa se masturbando no banheiro, com o cabo da vassoura de cabelos. Caí numa enorme tristeza, pois vejo que não sou suficiente para ela. Me aconselha buscar ajuda para esta fossa? Que remédio devo tomar? - A
Caso eu lhe passasse um remédio, você iria prescrever para ela também? Ou será que ela já sabe que você se masturba e respeita sua individualidade?
É preciso parar de sofrer com esta insegurança machista, que só revela o quanto os homens, em geral, são imaturos, ilógicos. A eles é permitido masturbar, e muitos o fazem não pelo prazer, mas para provar o quanto são capazes. "Bati cinco hoje!", dizia um "bombado", para outro na rodoviária, outro dia. Tive que ter pena, pois além de precisar se exibir para o outro, ainda era anabolizado. É muita necessidade de disfarçar a insegurança quanto ao próprio homossexualismo, não acha?
Homens e mulheres saudáveis, independente do estado civil, costumam se masturbar. Faz bem para a saúde e para o conhecimento de suas intimidades e corpo, como um todo.
Mulheres que se queixam de frigidez, são ensinadas a se masturbarem, para sentirem vontade. Às vezes o parceiro é muito rápido, e elas precisam melhorar a tempo de resposta.
Uma pessoa, certa vez, sintetizou o óbvio: para que alguém não precise provar nada, a respeito de sexo, ela precisa ser consciente do que é capaz de realizar.
Aconselho a buscar ajuda com um terapeuta, para ser mais seguro e poder até masturba-la, quando sentir que ela quer sexo e você não quer. Por puro amor e vontade de ajuda-la.
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Mulher, se excita com mulher?
Vi minha namorada abraçando a prima, que acabou um namoro. Parecia que a prima estava gostando de ser acariciada no rosto e consolada. Não tenho certeza, minha namorada diz que não, mas tive a impressão, de que a prima estava com os bicos do seio duros? Isto é normal? - Gilberto P. ,14.
Se até um cãozinho gosta de ser acariciado, porque o ser humano não se sentirá feliz, quando estiver sendo consolado?
Mais outra pergunta: Você nunca viu, que ao passar de raspão no mamilo de uma mulher, ou de um homem, ele intumesce? Nunca viu o bico dos seios de uma mulher ficarem rijos, quando ela passa frio? Será que o frio é excitante?
Acho que você se beneficiaria muito, se conversasse com alguém mais velho, ou mais experiente, sobre estes e outros assuntos, relacionados a sexo, para não ficar vendo homossexualismo em tudo.
Homens gostam de homens, são camaradas e podem até sentir ciúme um do outro. Isto é normal. Mulheres também.
E a propósito, homossexualismo não é doença, é preferência sexual. Insegurança sim, é doença.
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Meu filho tem ereção ao mamar!
Fiquei assustada a primeira vez que vi, não falei para o meu esposo, mas sei que meu filho fica excitado, quando mama. Devo fazer algo para impedir? Isto é errado?
Faz algum tempo, vi a Paloma Duarte falando ao Amauri Júnior, na televisão, com muita propriedade, algo que a medicina sabe e faz tempo. Para ela, o período mais excitante na vida, foi quando amamentava. Tinha um prazer imenso!
Isto está sendo dito, porque muitas mulheres se excitam ao amamentar, mas o seu complexo de "virgemaria", as impede de admitir isto. Algumas têm até orgasmo, nesta hora.
Se é bom para a mãe, porque não será para a criança?
Para o recém-nascido, o sugar o seio da mãe, equivale ao adulto ter uma excitação sexual. Daí meninas e meninos se excitarem ao mamar.
Quando perceber isto de novo, dê graças a Deus! Ele é normal.
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Vagina Fujona!
Doutor, vou lhe falar de um assunto sério, que me assusta e faz com que o meu casamento se desmorone, preciso de informações, que não estão sabendo me dar.
Estou casada há 14 anos; no início meu esposo tinha ejaculação rápida. Era tão rápida, que chegava a ter ejaculação na cueca, ao ficar excitado, quando nos preparávamos para o sexo. Conversei com o meu ginecologista e ele me ensinou a ter o orgasmo, mesmo com o pênis em repouso, me excitando no corpo do meu esposo. Aos poucos ele foi perdendo a preocupação de ter que me fazer ter o gozo e sua ejaculação rápida foi desaparecendo. Contudo, já nesta fase, eu já não tinha certeza se gostava dele. Acho que nós nos usávamos, para fazer sexo, cuidar dos filhos e pagar as contas (sou secretária de uma multinacional, onde ele tem também um bom cargo). De uns tempos para cá, percebi que ele está atrasando muito, para ter o orgasmo. Eu tenho o meu, e percebo que estou molhando muito a vagina, que sinto contrair, impedindo a ele de ficar com o pênis dentro dela. A impressão que tenho, é que ela recusa o pênis e o impede de ficar alojado. Ele está reclamando, eu sei que é ruim, mas do fundo me vêm idéias de que estou devolvendo a ele os sofrimentos, que nunca desabafei e sempre pus panos quentes, desde a época em que tinha ejaculação rápida. Confesso-lhe mais, sei que se o nosso casamento acabar, eu não vou ficar desesperada. O fato de ter visto como fui forte, dá a mostra da fraqueza dele e acho, que aí, está a causa do problema. Estou viajando muito? É isto mesmo? - Anônima
Estou muito alegre pela sua carta. Isto porque com ela, eu passo a ter conhecimento de 13 casos semelhantes ao seu.
Não tive a oportunidade de fazer ainda uma publicação científica, mas já fiz artigo em jornal leigo sobre o assunto, há algum tempo, dando orientação a um caso como o seu.
Primeiro é preciso lhe dizer que tenho clientes que chegam a ejacular, durante a relação, até mesmo, um jato forte de secreção. Até algum tempo, acreditava-se que a mulher só lubrificava a vagina no coito. Hoje muitos sexólogos sabem que as mulheres, ao excitarem, produzem secreção em suas glândulas vaginais e podem ejacular, em jato, dependendo da intensidade do orgasmo. Isto foi confundido com um truque aprendido pelo pompoarismo, onde as mulheres controlam sua musculatura vaginal e podem contraí-la e expelindo líquidos e outros objetos, como bolas de ping-pong, previamente introduzidos.
Este líquido pode tornar a vagina muito escorregadia, trazendo uma sensação incômoda para muitos homens, que acabam perdendo um pouco da ereção, e com isto o pênis pode entortar e escapar. Até aí, nada de inovador. Muitos homens já viveram esta situação.
Contudo, nos casos, como você descreve com extrema segurança, o que ocorre é uma contratura inconsciente, para a mulher, da musculatura vaginal, com o intuito de expulsar aquele "objeto, à esta altura desnecessário", pois a dona da vagina já se satisfez. Objeto este, pertencente a um companheiro que muitas vezes já trouxe algumas situações de angústia.
Em todos os treze casos que conheço, estas situações eram: alcoolismo; ejaculação precoce; sexo mecânico, sem carinho, sem preliminares; maus tratos à esposa; insegurança financeira do casal, que só se encontrava no sexo; vaginites; Condiloma Acuminado, por papilomavírus e verrugas genitais; marido preferindo o sexo anal depois do orgasmo da esposa; desproporção pênis-vagina.
Veja você: existem causas, existe lubrificação abundante (não confunda com excessiva), e existe mágoa não resolvida, em todos os casos. Chego a dizer, que esta é a vertente feminina, da ejaculação precoce por decepção ou vingança inconsciente. Neste caso, a ejaculação ocorre por insegurança, indiferença feminina, mágoa da esposa, vagina seca, vaginite, relação sexual muito rígida (papai/mamãe), vagina curta ou muito larga.
Acho que vocês dois precisam conversar muito. Sem armas, sem defesas, honestamente. Se sentirem que está difícil, busquem uma ajuda com terapeuta e ele porá ordem em seus pensamentos.
Conheci um casal, que em quinze minutos de conversa no consultório, decidiram felizes, sem agressão, separarem-se. Precisavam de achar uma parceria, que contasse ao outro, o que ambos já sabiam: não se amavam mais. Mas o sexo deles, há muito tinha ido para o espaço. O mais interessante, é que mesmo separados, adoram fazer sexo juntos.
Vocês, magoados ou não, precisam entender, que se acertaram em uma fase. Isto os casais não procuram fazer. As mulheres querem que os homens, geralmente pobres em conhecimento da psicologia feminina, sejam ases na cama. Os homens querem as mulheres excitadas e excitantes, só para eles, sem terem nenhum trabalho preparatório ou de diálogo.
Discutir a relação, significa muito mais que fazer sexo vaginal, anal, ou cavalgado. Significa saber quem eu sou, quem ela é, o que são valores para cada um.
Busque e achará!
Felicidades.
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Fome zero, saúde: abaixo de zero!
Doutor, minha esposa, a pessoa mais gentil que conheço, iniciou tratamento para emagrecer com endocrinologista (mando em anexo, cópia do rótulo, do remédio manipulado). Há quatro meses, desde que começou o tratamento, vem com alterações do comportamento, veste-se de forma exageradamente jovem, para sua idade e demonstra uma irritabilidade crescente, onde chegou ao cúmulo de espancar nosso filho mais novo (8 anos), deixando-o todo machucado, saindo para se encontrar com amigas de baixa reputação, como se nada houvesse acontecido. Como devo proceder? Tem a ver com os remédios? Ajude-me com seu sábio conselho. - Rodrigo.
Rodrigo, pela fórmula enviada , sua esposa está usando Fenoproporex, Dietilpropiona, Diazepan, Tetroid, Cáscara Sagrada, Sene e Carbonato de Cálcio, em associação. Segunda parecer do Conselho Federal de Medicina referendada pela Justiça, comete falha ética e crime, quem prescreve e quem manipula tais fórmulas, pois existe uma incompatibilidade imensa entre os componentes psicotrópicos (que agem no cérebro), agravada pela associação com hormônio Tireóideo.
Sua esposa está doente, corre sério risco de ter um acidente vascular e precisa de socorro.
Quanto ao médico, depois você poderia processá-lo, com garantia de 100% de ser vitorioso, pois este é o único jeito de fazer estes maus profissionais se emendarem. Informo-lhe que os Conselhos Regionais de Medicina só podem agir contra estes maus colegas, se houver uma denúncia, com prova. Você a tem.
Já vimos pessoas, como a sua esposa, onde a retirada de tais fórmulas, ensejou uma agitação tão grande, que tiveram de ser internados e sedados por dias, com delírio e alucinações, como se fossem cocainômanos.
Converse com seus filhos, explique que a mãe está doente e aja rápido, buscado ajuda médica.
Felicidades.
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Criança Hiperativa
Doutor, fui surpreendida nesta última sexta-feira, com uma convocação da diretoria da escola da minha filha (pré-primário), onde me indicaram uma transferência da menina para a APAE, pois alegam que ela não tem coordenação motora, vive desatenta e não sossega no lugar, perturbando as outras crianças. Isto obriga a professora a descuidar da classe, para dedicar muito tempo, repreendendo-a. Disseram que ela já foi para a diretoria 10 vezes este anos, ficando de castigo. Dá a impressão de não se importar com as repreensões.
Sei que minha filha é inteligente, pois consegue soluções incríveis, para todos em casa. Não a chamaria desatenta, mas sonhadora, desligada. Seus maiores problemas são a inquietação, falta de coordenação para letras desenhadas (caligrafia ruim), mas faz boa caligrafia com tipos gráficos. É esperta inclusive. Tem bom senso para cálculos. Por vezes evacua ligeiramente na calcinha e com frequência, faz xixi na cama.
O senhor acha que é caso para ir à APAE? - B.R.
Em nossa região, sou convidado por diversas Secretarias de Educação, para ministrar um curso às professoras, que leva o título desta resposta: "Crianças Hiperativas". Este tem sido o maior drama das escolas, hoje em dia, pois estas crianças trazem um desarranjo emocional e uma sensação de frustração, às professoras desavisadas, que ao final do expediente, confessam-se extenuadas.
As características de crianças com estes problemas, são a hiperatividade, que as transformam em inquietas, sem sossego, desligadas, distraídas, inteligentes, mexedoras, com dificuldade para obedecer as ordens, falantes e, em casos diferentes, completamente alheias ao trabalho escolar. São frequentemente confundidas com crianças retardadas, por não desenvolverem-se tão lenta e ordenadamente como as outras crianças. A escola para elas costuma ser um tédio, pois seu pensamento rápido, está a léguas dali.
Estas crianças são fruto de gravidezes complicadas por sustos, tombos, doenças simples como a gripe e milhares de outros problemas, vividos pela mãe, como uma sogra que mora junto e atazana a gestante, por exemplo. Muitas têm este problema gerado num parto por cesariana mal planejada, por fórceps mal colocado, por parto rápido, demorado, com icterícia do recém-nascido, com aspiração do líquido da bolsa, contaminado por fezes da criança, por circulares de cordão umbilical enforcando o feto, nascimentos por apresentação de nádegas, por encaixamento prematuro no canal de parto e cerca de outras mil causa, incluindo um canal ósseo de parto estreito. Em todos estes casos ocorre um pequeno traumatismo cerebral, muitas vezes sequer detectado pelo exame de eletro-encefalograma ou outros exames radiológicos, mas que acabam criando este distúrbio.
Podem existi
TRAVA-LÍNGUAS
Trava-língua é brincadeira, que a língua trava, numa bobeira, pois a mente faz gagueira e trava a língua. Que besteira!
Tratar o humano como recurso, é um recurso desumano, de uns manos sem discurso, que intimidam o humano, tratando-o como recurso, sem ter o seu concurso.
De tanta comilança, descansa; nem vê a pança e não dança, só quer sustança na pança.
Gerenciar rh, só faz intimidar, quem só quer colaborar. Certo é mudar e ao invés de rh, levar a pensar, como é bom trabalhar, para a firma prosperar.
O sabotar acontecerá, com o inseguro, que não desce do muro, exceto pra sabotar. Quem sabota o sabotador, mau sabotador será.
Cesteiro que faz um cesto, faz um sexto e vende os cestos: "Cesto, cesto, cesto! Olha os cestos!"
O sabotar forma-se na insegurança, e gera com sustância, crias a bastar. Surgindo o sabotar, há vigilância sem parar, sem ver que o sabotar, não irá parar, pois sabotador cria sabotador, pra provar da própria dor.
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O AMOR POSSÍVEL
Que tu ames inicialmente a ti mesmo.
Se não o fizeres, jamais saberás amar.
O que estarás fazendo é te dar a esmo,
Numa busca maluca pro outro agradar.
Mas não basta um versinho, e pronto,
Tudo está resolvido! É preciso ir fundo,
Buscando teus medos, ir ao encontro
Da face que ocultas, até para o mundo.
Pois temes teus traumas, hoje guardados,
Num porão escuro, chamado 'inconsciente',
Que modela teus gestos, os faz controlados,
Te faz assustado, mas de gesto imponente,
Sofrendo o tempo, que ainda tens de sobra.
Esqueces: És jovem, portanto, mãos à obra!
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drmarcio@drmarcio.com
Aos poucos a verdade surge...
Todos entusiasmados: _O Brasil agora vai!
Temos petróleo, pró-álcool, recordes a mil.
O que se cria escondido, pouco a pouco sai:
Temos golpes políticos, que enchem o barril.
Do dossiê, até mesmo na aviação, dedo sujou
A guerrilheira que, promoveria nossa terrinha,
Como dizia Suassuna: “Também grodofobou”.
Se mosca pousa em dinheiro, suja a patinha,
Sente saudade fácil, das investidas bancárias,
Onde em nome da revolução, limpava de fato.
E os tontos crendo em umas idéias libertárias...
Pior de tudo é saber, que o pobre desiderato,
Desbancou a resolvida com respostas hilárias.
E veremos sair da oposição o novo candidato.
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E tudo será como antes, no faz de conta dos purgantes, que falando nunca dantes, crêem que somos infantes, a pedir esmolas depreciantes, para de fome, não morrermos antes.
Tomemos vergonha e ajamos!
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MÉDICO MODERNO
Quando graduou-se, deram-lhe um anel de pedra verde.
Pretendiam que simbolizasse a esperança.
Dele para com a profissão; do paciente, para com ele.
Puseram-lhe uma roupa branca.
Imaculada, como esperavam que fosse a sua carreira.
Deram-lhe um "Doutor" pomposo, como pré nome.
Deram-lhe um consultório.
Mandaram-lhe flores, que duraram uma semana.
Jogou-as no lixo.
Começava a se impacientar...
Os clientes não vinham, apesar do letreiro na porta.
Aguardou mais um mês.
Pagou o aluguel, com o dinheiro do pai.
Neca de ninguém...
Parece que ninguém morria, ou mesmo adoecia naquela cidade.
Como nada fazia, pôs-se a andar pelas ruas de sua infância.
Tentava compreender: "Será que acham que nada sei?"
"Será que viram a minha placa?"
"Opa!... Que placa é aquela?"
Dizia literalmente:
"Doutor Sei Lá das Quantas"
ATENDE-SE TODOS OS CONVÊNIOS.
CLÍNICA POPULAR
Quase desfaleceu!...
Mas, resolveu investigar.
"Como numa cidade, tão pequena, ele iria fazer convênios?"
Pululava de gente!
Entravam e saiam, como num formigueiro.
Cortou caminho, entre berros de: "Olha a fila!..."
Levou cotoveladas, empurrões, disposto a ver o colega.
Empurrou a porta e viu:
UM ROBÔ,
de anel verde,
roupa branca e
uma caneta,
com acabamentos em ouro.
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http://recantodasletras.uol.com.br/autores/drmarciofunghi
POR QUÊ? (WY?)
Pouco tempo depois de ter escrito “O VALOR DA VIDA!”,
descobrindo que a vida sem conveniências era a mais saudável, percebi o entendimento do por que a sociedade exigia tanto de seus participantes a ponto de obrigar-lhes a levar uma vida tão vazia.
Passei a ver pessoas assustadas, como baratas que fogem do inseticida; mudos que apenas fingiam não poder falar; gente que sofria de torcicolo crônico, de tanto balançar a cabeça, concordando com seus donos; homens fingindo serem poderosos; vi mulheres posando de vítimas submissas (que não o são); os jovens querendo fumar, beber, usar drogas, viver como manda o figurino; vi a lógica irracional do por que era preciso comprar o lugar no céu; ter um senhor da fé que os engane dizendo que tem a chave, quando a chave que tem é a do cofre, onde esconde suas pilhagens, para de poderoso, esperto, camuflado de enviado da Sabedoria suprema.
Entendi também por que tudo é envolto em mistérios, tudo tem peso e tudo é contado.
Penso no mundo recalcado, nas pessoas que servem sem sequer se dar conta que são massa de manobra. Penso nos infelizes políticos que crêem enganar a humanidade, a morrer de câncer ou outra doença grave, para sua autopunição.
Sofro quando vejo a destruição do nosso paraíso, por causa de dinheiro, poder...
Aí olho para a vida e sinto vontade de gritar: “Burros, estamos sendo burros ao trocarmos a felicidade por metas, que só servem para tentar causar admiração à nossa pessoa, mesmo sabendo que somos pequenos e que os pequenos é que são maravilhosos”.
Sei que os acomodados me chamarão de burro, que o que estou falando é mais velho que fazer as necessidades de cócoras; que não acrescentei nada.
Precisamos olhar para dentro de nós, nos vermos e nos aceitarmos sem a ditadura da INSEGURANÇA. Precisamos ao invés do medo, ser espontâneos, olharmos a fundo, enxergando, entendendo que temos livre arbítrio e que nossas buscas podem ser feitas sem medo à crítica, ou ao julgamento dos tacanhos.
Entendamos a ajuda valiosa, num pensamento de Millor Fernandes que abre muitas portas : "A leitura amplia minha ignorância".
Eles querem que trilhemos o caminho das pedras, porque se acharmos outro mais fácil, eles se desesperam...
A vida é tão simples, como quando em Minas os ingleses que levando nosso ouro nos inquiram sempre, buscando entender nossa paciência: _Wy? A resposta vinha sempre: _ É por que uai, é uai, uai!
Simples, espontâneo. Como o divino, uai!
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drmarcio@drmarcioconsigo.com
COMUNICAÇÃO E CRIAÇÃO
Dr. Márcio Funghi de Salles Barbosa(*)
Introdução
Este é um pequeno e resumido ensaio sobre o papel essencial da comunicação para a criação e consequentemente o evoluir otimizando.
1 _ Despertando o interesse do grupo
Exibo por todos os ângulos uma caixa plástica vazia de Gilete Mach3 e questiono: “Quantas lâminas de Gilete cabem nesta embalagem? Respostas possíveis e lógicas: 2 ou 6.
Duas se olharem os objetos de barbear, seis se contarem as lâminas cortantes.
2 – Aproveitando este exemplo, podemos perceber que a lógica interpretativa de cada resposta, depende de como vemos o evento, o que nos chama a atenção para entendermos porque as tarefas designadas podem ser bem ou mal realizadas: depende da clareza de como a solicitação foi feita e do nível de capacitação para captá-la. Conto um exemplo acontecido em uma Faculdade de Medicina: O catedrático de urologia pergunta a um paciente internado, depois de examinar a sua ficha médica: “Sr. Antônio, o senhor já recolheu o volume urinário?”. A resposta trêmula: O, o, o volume? Já, já, sim senhor!”. Ao informar que logo tenha o resultado o mestre irá medicá-lo e se afasta. Um aluno, conhecido de outra entrevista a que se submetera o Sr. Antônio é parado por ele e inquirido: “Doutô, o qui o professo falo?”. A explicação veio depois de duas perguntas: “O Senhor não entendeu? Por que respondeu que sim?”
“Eu tinha vergonha em dizer que não sabia o que ele perguntara”. Foi a resposta.
Ao ser explicado que se tratava de fazer o xixi no vidro, ele perguntou: “Por que ele não falou assim? Metideza?” . Este aluno jurou para si que nunca falaria mediques para seus clientes.
3 – Avaliação do exposto: Se quisermos nos fazer entender, temos que “elevarmos” nossa cultura, até o nível de percepção do informado. O elevarmos, não está sendo dito em tom sarcástico, mas se procuramos formas de nos comunicarmos, estamos elevando nosso saber.
4 – Paradigma prático adquirido: O mundo está passando por esta turbulência, por um único motivo, os seus habitantes não sabem se comunicar.
Explico melhor: Os pais e a comunidade tem por obrigação preparar seus descendentes para serem algo de bom na vida. Esta preparação tem dois caminhos. O melhor: ensinando que dos erros a humanidade aprendeu o certo; ou o defeituoso: a comunidade não aceita que você erre.
No primeiro caso teremos indivíduos conscientes de sua limitação, não estarão coagidos e a possibilidade de erro é bem atenuada. É bem provável que obtenha excelente recompensa pelo seu trabalho consciente.
No segundo, as defesas contra o erro serão tão vigiadas, que a probabilidade de acerto será vista como um ufa!, de alívio. Estes indivíduos poderão dominar certos conhecimentos essenciais, mas provavelmente não se exporão, buscando uma remuneração adequada ao seu trabalho, se resguardando para não serem apontados como ambiciosos que podem errar.
Outros indivíduos procuram fugir do ser, buscando atalhos fáceis para que sua inteligência voltada para “chegar lá”, tornando-se pessoas que “tem”. Com isto dominam os que são, mas tem timidez, e vivem brigando com funcionários contratados para serem dominados, não os deixando saber mais que seu dono.
Ultimamente surgiu uma quarta modalidade de seres. Eles aprendem o mínimo, exploram a moda não só ao vestir-se nas 25 de março da vida, como no que está em voga nas conversas, que não entendem, mas reforçam o que ouvem, ou mesmo aprendem maneiras de fingirem ser. Estes invariavelmente serão usados como troféus dos que só tem, numa complementação para “inglês ver”.
5 – Como rumar para a criação?
a- Selecionando bem seus funcionários;
b- Não fugir da busca de apoio logístico de terceiros (consultores);
c- Aperfeiçoando os conhecimentos, via cursos, palestras, oficinas de trabalho;
d- Corrigindo e aperfeiçoando diuturnamente a comunicação;
e- Procurar entender que o conhecimento atual é insignificante diante do que há para ser incorporado, mas não sem sentir-se fracassado, pois o conhecimento de ontem já ficou ultrapassado em muitos aspectos;
f- Tomar como hábito registrar todos eventos empresariais em atas;
g- Otimizar cada degrau galgado de forma segura, evitando pular etapas e não se detendo num patamar por tempo acrescido pelo medo de errar;
h- Usar o registro dos eventos no planejamento da otimização, para conseguir crescer, revendo e evitando erros do passado, hoje chamamos este processo de “Otimização-Revoluindo”
i- Agindo com estes conceitos à guisa de apontadores, a cultura da empresa irá aperfeiçoando-se, tornando o ambiente de trabalho agradável, onde não se tema a pressão, se evite a tensão, o “esponjismo” sugador do conhecimento dos comandados pelo chefe esponja, que não valoriza, mas apaga a luminosidade dos criativos temerosos;
j- Empresa em expansão cultural separa o “joio do trigo”, formando uma equipe coesa, próspera, com pequena margem de possibilidade de sabotagens, vandalismo e absenteísmo.
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(*) - É Terapeuta Psiquiatra, Sexólogo e
Consultor de Relações Humanas nas Empresas
Contatos: drmarcio@drmarcioconsigo.com
A LIÇÃO DE MARNO
Aos doze anos de idade fui com minha mãe visitar o tio Marno, ao qual dedicava muita afeição.
Marno era destes, que no segundo ano primário abandonou a escola, achando que a professora só o fazia perder tempo. Ao falecer em 1988, conhecia pelo menos oito idiomas, falava quatro e era consultor de mecânica, física, música, pintura e quase todo o conhecimento humano possível para uma só cabeça captar.
Naquela visita, íamos conhecer a máquina que ele inventara, para uma indústria de velas. Ela era alimentada com os ingredientes num extremo; no meio entrava água para a refrigeração e as velas saiam prontas na outra ponta, com extrema rapidez.
Elogiei a invenção e o Marno me disse que tivera pouco tempo para fazê-la e por isto não pudera concluir a etapa de empacotamento automático. Era demais para um adolescente! Não resisti e exclamei: "Tio, queria ser como você e inventar as coisas. Como você faz?"
Em sua inesgotável paciência ele me explicou: "É fácil, você começa com uma idéia simples, como por exemplo: - De que se compõe uma vela? Após saber seus ingredientes, e como fundi-los, sua primeira reação será a de inventar uma forma, que lhe dará a modelagem da vela, com um cordão no centro como pavio. Seu passo seguinte será tentar fazer a forma resfriar, para solidificar os componentes fundidos. Se o produto final estiver bom, você certamente quererá fazer várias velas de uma só vez. Próximo passo? Idealizar uma forma que faça mais velas. Depois um processo de resfriamento mais rápido. Melhorando a idéia, você irá descobrir um processo integrado de fundir os componentes e a forma de interligar os diversos processos. Aos poucos, amadurece-se o projeto, acrescentando-lhe melhores idéias Daí se parte para as consultas aos manuais técnicos, aos cálculos e eis você com a sua máquina, talvez melhor que a minha".
Contra argumentei: "Parece fácil, mas requer muito estudo antes se tentar fazer uma coisa destas, não?"
A resposta: " O estudo é uma conseqüência da busca ao aperfeiçoamento e por isto mesmo, fácil de ser dirigido no sentido certo. O maior problema que você terá que enfrentar é o medo, que quase sempre nos impede de tentarmos achar alguma solução, para os nossos problemas.
Entendi, mas levei alguns anos, para compreender o que ele realmente me ensinara.
Na faculdade de medicina, fui obrigado a usar esta técnica, mas creio, que apenas uma parte dos professores da escola, sabiam que estavam ensinando o método científico, com suas etapas e conclusões. Faziam suas aulas intuitivamente, sem despertar nos alunos, o raciocínio mais óbvio que se podia concluir: “Ser médico é aplicar constantemente um método, o mesmo, que se aplica para encontrarmos a solução de qualquer problema, que possamos achar”.
Este óbvio “Marniano" vem nos mostrar uma porção de contradições que, se quisermos, poderemos identificar em nosso dia a dia. Na educação, por exemplo, somos levados a estudar, sem entendermos que não estamos sendo castigados e que isto é tão bom, como brincar, por exemplo.
Não tornaram o nosso objetivo claro. Ficamos boiando à deriva, até‚ que algum salva-vidas surja e nos coloque numa profissão, onde nem sempre o objetivo é claro, salutar, ou realizador.
Com medo de errarmos, sermos reprovados e marginalizados, muitas vezes sequer tentamos, para não termos que assumir nossos “fracassos”. Comemos do pasto ralo, com medo de não gostarmos de brioches.
Viramos "comportados cidadãos", exemplos da comunidade! E a nossa criatividade? A inibimos cada dia mais, para não assumirmos responsabilidades. "Hoje se compra quase tudo pronto, para que esquentarmos a cabeça?", este ‚ o nosso lema.
Em todos os ramos de negócios, esta regra não é exceção. Via de regra prefere-se comprar pronto fora, do que estimular pessoas a uma troca de idéias, para achar uma solução. O medo ronda a decisão.
Se somos capazes, por exemplo, de fazer uma máquina que fabrique duzentas velas por dia, que fantasma poderá nos assustar, se hoje quisermos fazer dois milhões? Na prática, um assusta: o medo de crescer e se tornar vulnerável.
Isto tem um nome: insegurança. Tem a ver com a falta de crescimento interno. Tem a ver com os diversos "cuidado menino, não se arrisque, não vá errar", que tanto levaram a crer no perigo sempre eminente e levou ao ser muito cauteloso. Tão cautelosos a ponto de parar e ser esmagado pelos caminhantes em avanços e recuos; estes a imensa e esmagadora maioria tentando acertar e acertam.
O Marno estava certo: "fazer é fácil; difícil ‚é crermos que somos capazes de fazê-lo".
Vejo profissionais com elevado potencial, se transformarem em "vaquinhas de presépio", a troco de salários minguados, para sentirem-se seguros. Pelo menos até‚ que seus "donos" descubram sua ineficiência para evoluir.
Conversei estes dias com um empresário, que me disse ser concordante com um pensador que lera há algum tempo e que dizia que, procurar demais confunde. Novamente o medo se torna estampado. A procura‚ o meio de se conseguir um aperfeiçoamento, nem é tentado.
Tenho certeza de que se formos capazes de entendermos que todo o conhecimento humano, só foi obtido, depois de várias tentativas de erros, veremos que errar é a forma mais comum de aprendizado.
Quem conhece esta verdade insofismável, pode se considerar muitos anos à frente, de noventa por cento da população. No mínimo!
Quem a coloca em prática, tem uma chance enorme de acertar, pois eliminou a possibilidade de errar, por estar por estar certo de que o erro não é limitante, mas oportunidade para rever e crescer.
O TOQUE ESSENCIAL
Agradeço ao autor, para mim anônimo, por ter ouvido esta piadinha genial; que seu criador continue iluminado.
Vendo como a Terra andava, Jesus chorou muito e foi ter com o Pai um particular: “Pai sei que você está muito triste, com o que os homens estão fazendo no Paraíso que você lhes deu, por isto eu Lhe suplico, deixe-me voltar e dar um jeito naquela bagunça”.
“Já pensei muito sobre isto, Filho, mas se você voltar lá eles não gastam uma semana e Lhe trucidam”, foi a resposta.
“Mas Pai, a convivência com Sua Infinita Sabedoria me tornou mais capaz. Tenho certeza que não darei ‘bobeira’ desta vez”, foi a tréplica.
“Sabia que esta seria a sua resposta”, respondeu o Pai, chorando e abraçando Seu Filho querido.
A tristeza pairou no Céu por uma semana, como se alguém estivesse morto. Depois disto o Pai se recompôs e sentenciou: “Não vejo outra saída meu Filho, o jeito é a Sua volta. Mas prometa que se perceber as coisas apertarem você voa para mim?”
“Prometo-Lhe Meu Querido!...”
Luzes espocaram no céu, São Pedro enviou uma chuva prateada à Terra, para comemorar o retorno.
Decidida a volta, faltava uma questão: “Voltar como?”
Um anjo sentenciou: “Volte como jogador de Tênis; assim que ganhar o primeiro jogo o Senhor assume o microfone e fala sobre o Reino de Seu Pai.
“Bobagem, lembrou outro, a moda agora é ser corredor de Fórmula Um, o Senhor ganha, levanta a taça e mostra o Céu!”
Um terceiro que morreu pobrezinho, atropelado na rua aos oito anos, acreditando ter a solução, sugeriu: “Tenho uma idéia melhor. O Senhor desce, compra um carrinho de cachorro quente, vai para o Guarujá e sai vendendo cachorro quente Divino e abraça aos compradores e lhes fala do Reino do Pai”.
São Pedro que estava passando da andropausa, retruca: “Quanta bobagem! Você não era médico quando da primeira descida? Pois volta como médico. Desce lá no Méier; lá tem gente morrendo às pencas. Pegue um posto de saúde e vai curando todo mundo e anunciando os novos Tempos”.
“Puxa, Pedrão, apesar do ranço, você ainda é genial, quando quer! Está decidido: avisa que segunda feira chega, ao Posto de Saúde do Méier, o Dr. Jesus. Não precisa dizer de onde venho. Eles vão perceber logo!”
Segunda feira surge aquela Beleza no Posto de Saúde: roupa e calçados brancos, barba e cabelos aparados, bem penteado, estetoscópio novinho no pescoço, cheirando a água de província, como dizem os portugueses libertários das Colônias portuguesas.
Chamava a atenção ver Aquela figura, que logo solicitou ao enfermeiro que adentrasse o primeiro paciente. Entra um paraplégico, com as pernas todas deformadas, arrastando-se com suas bengalas e fazendo a Divindade Se assustar, levando a mão à boca e dizendo: ”Nossa!”. Se recompõe, lembrando –Se quem era e sentenciou: “solta uma muleta!” O paraplégico soltou e não caiu. “Solta a outra muleta e anda!”
Um “Oooh!” geral ecoou pelo consultório: as pernas do moço se fortaleceram, ele saiu andando e foi se encontrar com o primo que o levara ao posto. Este ao vê-lo, disparou: “Nossa! O que houve lá dentro?” Com a resposta na ponta da língua retrucou: “O mesmo de sempre! Nem tocam na gente!”
Esta piada não serve só para tocar aos médicos que trabalham com salários minguados, acuados como res-pública, obrigados a um tratamento de urgência a toque de caixa. Serve para nos mostrar como nós nos tornamos impessoais, como não temos um contato afetuoso com nossos conhecidos, como viramos “bicho do mato”, fugindo de nosso próprio esconderijo, que abriga a insegurança.
Medo, medo, somente medo, é o que tem nos restado. Nos tornamos incapazes de estabelecer um contato afetuoso, como defesa do que podemos sofrer.
Tocar as pessoas é como dizer: “Sou como você, quero que seja feliz como eu sou, que compartilhe comigo suas preocupações e alegrias, que sejamos amigos”.
Tenho um amigo que adora fazer amizades estabelecer contatos. Ele me confidenciou que isto tem se tornado uma adorável obsessão.
Há algum tempo se deu conta que não sabia a direção que deveria tomar em seu percurso, visitando um cliente. Para, aborda um rapaz que vinha atrás dele e apresentando-se, cumprimenta-o e lhe expõe sua dúvida. O transeunte se mostra feliz com a abordagem, indica-lhe o trajeto e arremata: “Daria para o senhor me dar um trocado para que eu tome o ônibus? Não estou cobrando pela informação, mas estou precisado!”. Meu amigo gentilmente tira dez Reais da carteira e diz para ele: “Pague o ônibus e tome um café!” Despediram-se afetuosamente e retomaram o seu rumo.
Ainda não tinha dado dez passos e sentiu tocar o seu ombro. Volta-se e vê o novo amigo que lhe diz: “Desculpe, eu quero lhe devolver as dez pratas, pois o senhor não merece que eu o engane. Vivo explorando as pessoas com minha safadagem, mas ao senhor não posso!”.
Meu amigo fez mais que dar-lhe um abraço. Dono de uma empresa de botões plástico convidou o falso pedinte para ir trabalhar com ele e está feliz da vida, com o braço direito que arranjou.
Quando ele me contou este fato, achei que era mentira, positivismo barato e fiz questão de ir conhecer o contratado, que me confessou tudo e que agradecia a Deus por ter colocado em sua vida de meliante, uma pessoa boa como meu amigo.
Parei e pensei: “Meu Deus, que povo preconceituoso estamos nos formando!”
Costumo fazer cursos que falam de Relações Humanas e adoro lembrar este fato e a piada inicial.
É preciso com urgência virar o leme da nave, semos mais seguros, afetuosos, tocarmos mais as pessoas, senão veremos velório onde será provável que vá apenas o(a) martirizado(a) companheiro(a), que deverá dar graças a Deus por ter levado o “estropício”.
É mole, ou quer mais!
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pergunte@drmarcioconsigo.com
VAMOS FAZER MAIS SARAUS?
Tenho falado muito sobre um costume sadio e divertido que aprendi com meus avós Mineiros, que é FAZER SARAU.
O Sarau é uma reunião de amigos, em lares, clubes ou lugares públicos, como coretos, bares, postos de conveniência, onde as reuniões são marcadas com antecedência e na maioria das vezes com regularidade de uma semana a um mês e seus participantes podem se inscrever previamente, oferecendo a sua participação, seja em instrumentação musical, bandas, poesias, artigos, debates e qualquer assunto de interesse do grupo.
Em São Paulo, tenho feito diversos saraus, onde as discussões são planejadas com um assunto fixo, com um palestrante, com um poeta ou um músico, ou todos juntos e a plateia debatendo os assuntos ao final.
Como se percebe, cada sarau segue a diretriz que o grupo pretende dar.
"Para que isto?", já me perguntaram e eu queria um minuto da atenção de vocês para justificar o porque da insistência.
Não é novidade que o sistema de vida atual nos faz trancafiados em casa, com medo de marginais, com preocupações de gastos extras, tal o custo de vida, escolas desestimulando os diálogos, mestres mal formados, mal remunerados, recitando as 'cartilhas' de programas escolares (des)educadores, maçantes, criando crianças surdas e incapazes de discordar ou questionar aquilo que creem um absurdo.
Assim estamos ficando anti-sociais, temerosos da exposição do quão pouco estamos sabendo e deixando, como faziam nossos pais e avós de trocar experiências após o jantar, com os vizinhos, enquanto a criançada sadia brincava de esconder e de pega-pega.
O Sarau não é, a priori, um momento exibicionista, mas se soubermos escolher os componentes e até frearmos com educação algum 'sabe-tudo', ele servirá de recreação, como adoçante desta jornada difícil que vivemos e até, porque não dizer um canal para troca de informações e cultura.
Em Belo Horizonte existe um bairro que se transformou na maior concentração de bares por metro quadrado do mundo. Falo do bairro de Santa Efigênia. E lá as variedades oferecidas pelos proprietários, variam desde iguarias saborosas até saraus lítero-musicais. É uma delícia ver a concorrência esmerar-se para se superar.
Isto posto, crio uma questão: Por que não fazer reuniões de saraus com nossos amigos, vizinhos ou outros convidados? Medo de não conseguir um bom resultado?
Medo de ter um gasto para manter as pessoas reunidas? Não conseguir adesões? Não encontrar temas importantes?
E quem disse que estes são motivos para nem tentar? Os medrosos!
As reuniões podem ser feitas em casas de amigos e compartilhadas os aperitivos e refrescos por todos, práticas e com custo baixo.
Os temas podem ser qualquer um que interesse ao grupo. Mesmo que as primeiras reuniões possam ser pouco brilhantes, o 'hábito faz o monge'. Em pouco tempo todos estarão buscando superar-se.
Os assuntos podem começar com leituras e discussões de notícias, depois assuntos pertinentes ao grupo e as experiências crescerão e farão momentos alegres.
As poesias, as músicas entoadas por um participante ou por todo o grupo, a execução musical de um ou mais participantes, o concurso de piadas, de desenhos, de composições poéticas ou literárias, enfim qualquer assunto pode ser animador.
Tendo vivenciado a realização de muitos saraus, a convite de amigos, empresários, bares, ex-cinemas reformados, departamentos culturais, secretarias de prefeituras, percebo apenas algo que deve ser evitado: transformar um frequentador em dirigente do sarau. Frequentemente isto serve para esvazia-lo em pouco tempo.
É preciso que impeçamos formar em nós uma auto-crítica severa, onde passemos a ser 'burrinhos de presépio', sem uma participação efetiva, agradável, onde para compensar o esquivamento, após o sarau começa-se a por defeito nas roupas, atitudes, maquiagem, no 'exibicionismo de alguém'.
Costumo dizer que se for a um sarau apenas para ficar alheio, é preferível bigbrodear na tv minúscula mesmo.
Já participei de saraus, onde o tema daquele dia era sobre os problemas da comunidade, como os seus eleitos os abandonaram e em muitas destas situações eles criaram coragem para buscar métodos de protestos, e até de escolha de novos candidatos.
O nosso silêncio, o nosso medo de errar está ensejando catástrofes nas áreas políticas e somos tratados como serventuários obedientes desta canalha que cresce por causa da nossa omissão, pelo fato de esquecermos o que vem a ser um cidadão.
Muitas perguntas não querem calar em minha cabeça e tem me levado a propalar um pensamento que creio intrigarão a muitos:Como conseguir criar filhos que vençam na vida, se deixam acorrentarem-se com ideias de passividade, de raciocínios cômodos, com: "De que adianta tentar mudar?". Creio e sugiro a estes deprimidos, covardes, que busquem nas listas telefônicas o endereço de uma funerária, para começarem a cuidar de seu futuro.
Gente, o mundo está mudando! Estamos sendo esmagados pela agressão que nos devolve a natureza. Nem sabe-se mais educar os filhos, criados num 'faz de contas', onde para verem os pais com um mínimo de aborrecimento, gastam a mais não poder.
Ensinemos a eles que estamos mudando, que somos gente e que podemos pensar, criar, modificar, exigir um comportamento criativo, com crescimento, sem indolência.
Criar é dar o exemplo!
Para começar, que tal um sarau?
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QUE DEUS CONSIGA CONSCIENTIZAR O GLAUCO DE SEU ERRO!
Em nossa lide como psiquiatras temos convivido de forma muito preocupante com os amantes do Daime, em suas 'seitas', a nosso ver já um desequilíbrio mental, mesmo que o escondam sob seitas.
O Daime é um alucinógeno perigoso, que pode despertar delírios e alucinações a partir da primeira dose e o faz com frequencia, levando muitos indivíduos com uma formação de personalidade defeituosa, a se apegar a esta prática, acreditando que o Chá de Daime abre a mente. Creio que abre sim, para o vício, a dependência. Mesmo que seu uso se limite a sessões 'religiosas', muitas vezes embusteiras, como comprovei com clientes que compravam garrafões de chá do Daime para uso caseiro constante, em várias doses diárias, vendidos a preços de cocaína ou crack.
Suponhamos que o 'genio' Glauco chegasse a um ponto de crer que sua seita seria a salvação para muitos. Ele era no mínimo um equivocado sobre o assunto.
Depressivos e com personalidade próxima aos psicóticos são os piores prejudicados com esta prática, que produz dependência, mesmo que utilizada nos rituais 'religiosos', e isto é um crime, permitido por Lei, sem uma avaliação científica, com a mera justificativa de não intervenção, ou liberdade de expressão religiosa. Quiça influenciada por algum juiz ou político acostumado a estas práticas, não posso afirmar, apenas supor, pois a idiotice escondida por trás deste uso é tão mortal como a de um suicida.
Tenho condições de provar minha acertiva, com uma visita a diversos hospitais psiquiátricos, onde as Stas. Terezinhas, os Jesus salvadores e os 'perseguidos pela sociedade' já não podem mais ter o convívio social, tal o estrago causado pelo Daime e outros alucinógenos.
Sabemos que um gênio de qualquer arte, como era o caso do meu admirado Glauco, pode ter este fulgor de inteligência, para compensar depressões mal avaliadas e quadros mais graves, que o indivíduo camufla.
Lanço um repto: Quem conseguir provar que minhas afirmativas são falsas ou sensacionalistas, entrem em contato comigo e me rebatam.
Para a Lei só tenho um recado: querem liberar o chá do Daime, pois que liberem as outras drogas e transformemos o mundo num 'paraiso de tresloucados'.
Sem estras drogas graves, incluo o álcool e o tabagismo, já temos uma anarquia e conflito, ou mesmo compactuações com maus policiais de sobra, imagine se abrirmos as porteiras: teremos que nos trancarmos e não sairmos para a violência que se instituirá.
Perdoe-me caro Glauco, Perdoe-me Raoni e todos os seus, mas voces precisavam de um pouco mais de bom senso e julgamento das realidade.
Tenho um amigo muito radical que fala que se engarrafarmos fezes cujo cheiro possa ser camuflado e anunciarmos como salvação do Universo, em breve teremos ETs vindo buscar a 'solução fantástica'.
Meu apelo urgente: Senhores representantes da Justiça cega, surda e muda, busquem rever seus conceitos. Nós psiquiatras estamos pondo nossas vidas em risco, diuturnamente, como fez o Glauco.
Acordem! Vejam a Realidade! Discutam o problema com os mestres da Toxicologia e provem que estou certo.
Parem de se enganar.
"Dura lex, sed lex!" Ou já mudou o conceito?
Se duvidam, peçam às Tvs, para reapresentarem o enterro do Glauco e vejam quantos indivíduos com aspecto e sinais de usuários, lá velavam o Pai Glauco?
Como será a conversa dele com Deus, depois de ter se convencido da burrice que cometeu?
Vejo um quadro:Deus triste, dizendo para ele: "Devia ter buscado ajuda, pois seus personagens, embora irreverentes, já estampavam seus pensamentos carentes".
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A REALIDADE NAS SALAS DE AULA?, Ou deixa como está?
Acabei de assistir o filme “Entre os muros da escola”, onde senti uma tristeza imensa, ao deparar com o tratamento indecente entre o corpo dicente e docente. Assusta-nos a agressividade que extrapola dos alunos a ponto de levarem professores às reações inusitadas e à aceitação passiva dos erros cometidos, terminando numa partida de futebol, sem que nada seja transformado, sugerindo que ocasionalmente possam ocorrer períodos de acalmia, desde que atividades comuns sejam usadas como derivativo.
Desligo o vídeo, sento num local que se apresenta como de meditação e consigo ver, triste, a imensa rachadura que separa os ‘mestres’ dos ‘alunos’.
Existe um responsável por isto, ou mudou o mundo? O que houve com a ‘evolução’! Houve evolução, ou os jovens se revoltam com situações que aceitávamos como obrigações incontestáveis? O ensino é mais dinâmico? Será que mestres e alunos falam a mesma língua? Se falam, por que eles dizem tudo em gírias? Isto está acontecendo no mundo inteiro? Estamos preparando as pessoas para a vida real? O que está faltando para ser notado, complementado?
Meu PCérebro não dava pausa, só repassava as perguntas. Tentei um Shift, Ctrl, Esc, mas não conseguia, pois tenho este defeito grave: “Cando a pioienta isquenta, demoru pra cunseguí quiela isfrii!”.
Busquei por ordem nos pensamentos e só consegui perceber que somos assim, rebeldes, fugitivos, inseguros, porque não sabemos quase nada e temos medo de admitir.
Imagine um Ministro da Educação crendo que não levará nenhuma vantagem, se não fizer algo de novo? Não importa o que, importa fingir que progredimos.
Nós, população, temos que trabalhar duro, termos mil conhecimentos práticos para sobrevivermos, pois afinal não aceitamos corrompermos nosso íntimo, exceto com as ‘ajudas’ safadas que inventamos para ‘provarmos que não temos tempo a perder, pois o Jornal da TV e a porcaria da novela e do brodedroga tem hora certa para começarem.
E la nave vá...
“Quem é mesmo este lourinho?”. “Filho de qual dos meus filhos?”. “Páscoa”? “De novo levar cotoveladas pra agradar a prole, com um chocolate midiático, tipo Bon12”? “E se não tiver, será que eles trocam por bons oitos dos comuns?”
Lembro de um amigo explodindo: “PPTQP! Que droga de vida! Foi pra isto que nascemos, o que eu ganho com esta rotina embriagante, depressiva, vendo meus filhos trabalhando sem prazer, formados num curso que nunca os entusiasmou, com subempregos, esposas mártires, ciumentas, anorgásmicas, pois o marido não sabe amar, tem ejaculação precoce, impotência, finge ser calmo para o chefe, mas vomita por detrás?".
Chega ‘gentem’! Até a natureza já se encheu, por que vamos continuar cegos, sem amor, como dizia Mestre Gigault (nunca existiu, que eu saiba): “Vivre pour vivre, mon Dieu, qui saleté du vie!” (*).
Proponho o seguinte (será que posso, tenho este direito?): “Vamos compreender um pouco mais de nós mesmos?” “Vamos ver como estamos bagunçando esta vida, sem colocar políticos e patrões no meio (mesmo porque somos e temos um meio também).” “Vamos ser realistas e percebermos como faríamos para quebrar a agressividade de alunos carentes, como nossos filhos também o são?”
“Qual seria o método de ensino eficaz?” “Será que as aulas não os motivam porque se veem como um estorvo para nós?” Será que não lhes dissemos isto, mesmo sem palavras?”
“Nossos gestos demonstram amor ou frustração?”
“Os participantes dos conselhos estudantis, nas escolas, são os mais dotados, tem o bom discurso que convence, ou será que foram escolhidos porque ninguém se habilitava?”
“Não é mais fácil ficar de fora e sentar a pua depois?” “Afinal não posso parecer burro, tenho que ser agressivo”.
Em suma: “Vamos admitir nossa burrice?” “Vamos partir para o diálogo que engrandece, quando dizemos: não sei, preciso aprender?” “Vamos parar de fingir e vamos errar até acertar?” “Vamos etc, etc e etcetera?”
Desistam: “Só sei que nada sei e vou viver me questionando, errando muuuuito, pois isto me dá o sentido da vida!”.
Abraços e feliz páscoa (se é que conseguimos renascer).
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(*) “Viver por viver, meu Deus, que porcaria de vida”
ELA É DILMA MARMOTAGEM, ELE É DILMA FEIURA!
(Escrito em portugues bem coloquial, ou 'coloquiado' do colegiado, sei não que lado está!)
Num voto, num voto e num serro fieira (2 PT)
Elé dilma incompetênssia de dá dó(PT)
Já maginou se ela dá dilma disligada e eli xupa a joãgulart dela? CreinDeusPadre (iscramação)
Dilma coisa istô certo: gurdura num eh pra queim qué, eh pra queim podi e teim muinto dinheiru (iscramação)
Dilma otra coisa eu tamém sei: Num olhô prondi pisô, sujô os peis na lama da safadaji. Oia pro anel rodaviado, baratin né (inté rrogui ação)
Brasilia eh dilma currupssão sô, di dá medu! Putzgrila (iscramação)
Si nóis eh tudu nêgo, pro caus di quê qui o cabelu del'é da cor bremeia (inté rrogui ação)
Seih naum, ma aí tem tinta (iscramação) Queim camufra, tem rabu incurto (iscramação)
Si ocêis tivé um dedin di vergonha na carah, podi inté miorah a pustura dilma mulhé ô dum feiozin (iscramação)
Serra véia, quebra muinto faciu (iscramação)
A pur causa di quê qui eu vô votá nessas coisinha istranha (inté rrogui ação)
Ceis num sabe indicah meió não (inté rrogui ação)
Vai tudu continua pastanu, ô entra no borsa famia. Pelu menus dá pra cumprá uma cestabas(PT)
Posentadurinha (doi ponto) mia cunhada morreu de fomi (iscramação)
Ô chente, cês num acha bão finji que tá ajudanu nas inxentis? Pelu menus teim um monumento de fama. Num pricisa ficá qui nem a hebe, que num podi pará, mermu morrendu im pé (iscramação)
Coceio pra dilma e pro serra: Vãum no programa da julianta, qui lá cês fica cum faladô chique no úrtimo! Eh só pedi antis as pregunta e falá pro paucuelho tradusi (trêspontim) (Eh muitu PT)
Acanssei de dah bão conçeio (pelu menu o da dilma tá grandi) (PT)
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QUEM SABE, QUEM SABE É DEUS! (Paródia)
Paródia brasileira de Quizás, quizás, quizás
De O Ferres (prá valer!)
Tom Cm (pelo menos isto!)
Ritmo Bolero
Sempre que te pergunto:
“O quando comes e onde?”
Tu sempre me respondes:
“Quem sabe, quem sabe é Deus!”
E assim passando fome
E eu bem revoltado
E tu abobalhado:
“Quem sabe, quem sabe é Deus!”
Estás perdendo o voto,
Esperando, votando,
Por mais que tu o queiras
Estão se lixando, até quando?
Não passe assim os dias,
Estou te informando
Pra ir se rebelando,
Agrade a ti e a Deus!
Não vote nos filisteus!
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JABULANIS? PRO FUTEBOL AMERICANO!
Julio Cesar ataca bola da Copa:
‘Parece com as compradas em mercado’’.
Mal sabe ele, que de fato topa,
Com um grande acordo negociado:
A FIFA envolveu todos ‘mafifosos’,
Onde correu solta uma dinheirama,
Para se vingarem destes ‘ardorosos’,
“Que querem seu time com bastante fama”!
Por isto usaram só as JABULANIs
Que chutadas acertam os torcedores,
Fazendo galos nas cucas dos romanis
Que com VUVUZELAS querem escores.
Moral: Se até na distração há safo,
Só nos resta torcer, como desabafo!
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"NO MEN IN GANA"? - Taí a resposta!
Há algum tempo numa festividade envolvendo habitantes de Gana, um norte-americano vendo todos vestidos a caráter, com fantasias que incluíam saiotes para os dois sexos inqueriu: "No men in gana"?
As pessoas riram do `trocadalho', mas foi de muito mal gosto.
Hoje Gana usando a Jabulani, mostrou sua superioridade junto aos 'habanas', mostrando que os costumes culturais não assustam àqueles homens verdadeiros, que não merecem nenhum deboche, que no fundo esconde um preconceito racial, que espero tenha sido banido da América do Norte, com a eleição do presidente negro, meu irmão de raça, pois meu avô era mulato e consta que somos todos originários da África.
Precisamos pensar em nossas palavras, para não mostrarmos nossos preconceitos; devemos, isto sim, corrigi-los, para que não ajudem ao sermos julgados inseguros.
Fico pesaroso em ver uma nação que está despontando para o futebol ser desclassificada. Mas me lembro de um americano entrevistado há dias declarando "ser o futebol um esporte preferido pelas mulheres americanas, e acreditava que o basquete era um esporte preferido pelos homens". Ao ouvir tal afirmativa tive a vontade de perguntar-lhe se já aprenderam a jogar, depois que 'paizicos' como o Brasil estão provando que em esportes, em relações com o 'império' e com outros povos, começam a perceber falhas, verdadeiras omissões, como a crise financeira recente e as declarações vergonhosas de um general, desrespeitando a 'otoridade' do meu irmão de côr.
Isto posto, não me engano, tem HOMEM de peito e de bom futebol em Gana.
Só espero que a humildade americana faça-os aprenderem a jogar bola, para conseguirem impressionar às mulheres, já que elas gostam de ver os jogadores atuando. Isto inclusive me coloca uma questão: "Será que elas gostam dos jogadores, como homens do esporte ou como substitutos de panacas uisqueiros apagados?"
Cuidado gente, o Brasil pode não sair campeão desta Copa, mas tem algumas pessoas que ainda percebem coisas, como verdadeiros atos falhos, que dizem muito mais que o gesto errado, mal dito.
Durmam com a Jabulani debaixo do travesseiro, meus amigos. Sejam mais humildes e menos potoqueiros. Quem sabe consigam dormir sem a bubuzela soando sua derrota!
Parabéns, equipe de Gana!
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A CBF DIZ: "CALA A BOCA DUNGA"; EU NÃO CALARIA.
Aclamado na chegada,
Ele disse que ficava.
Não pensou que a cachorrada,
A espada lhe fincava.
Precisavam de um bode
Pra derrota espiar,
Assim o bobo se _ode,
E seguem a indicar,
Gente com bom patrocínio,
Para as burras entupir.
Pois, burro sem raciocínio,
Com dinheiro vai fingir,
Ser o dono deste mundo,
Com sete palmos pro fundo.
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Pastéis, não diferenciam
O que apenas só viam,
Não sendo racionais,
Sem julgar, gestos errados,
Pois creem ser maiorais.
Ao se tornarem malvados.
Corrompem tudo e todos,
Que querem ter muito mais.
Costumam criar uns modos,
Que os fazem tais e quais,
Às bestas despudoradas,
Pouco importando quem torce.
Esquecem que nas 'peladas',
O fome ronca em morse.
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Daí vem o futebol,
Minorando o sofrer,
De quem olha o arrebol,
Pensando em renascer.
Talvez perdendo a Copa,
Consiga no voto vencer,
A política que dopa,
Com mentiras todo o ser,
Criando em farsa time,
Ao qual se deve torcer.
Não mais deitando no vime,
Mas lutando e vencer.
Do nosso berço beleza,
CRIEMOS NOSSA GRANDEZA!
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JOGO È JOGO!
Quando estudante de Medicina, costumávamos jogar pôquer nos intervalos de estudos aos sábados. As apostas eram feitas em centavos e um grande perdedor chegava a perder numa tarde, cerca de cinco cruzeiros.
Certa feita, depois de uma jornada de ‘sorte’ eu já ganhara algumas partidas e acumulava a ‘riqueza’ de vinte cruzeiros, quando saio com jogada pronta de um street-flush até rei ( 9, 10, valete, dama e rei - de paus). Disfarcei, fingi ter dúvidas se trocava uma carta e uma alegria imensa, muito bem contida, se apossou de mim.
Ao iniciar as apostas, lancei vinte centavos na mesa, dois jogadores pagaram e o terceiro dobrou minha aposta, fazendo fugir os dois ‘blefadores’. Fomos dobrando as apostas, até que eu paguei uma aposta de dez cruzeiros, que me sobravam.
Ao abrir o jogo, meu oponente viu meu street e completou: “Ganhei!”, exibindo um Royal-street-flush de ouros (até ás).
Desde este dia passei a ter mais firmeza numa crença que já professava: “Não existe sorte em jogo, existe habilidade ou coincidências”.
Hoje, 02/07/2010, fomos desclassificados da Copa. Ainda bem que a nossa copa não foi inundada por uma enchente! Mas, senão vejamos: Tomamos um gol por mera casualidade: homens escolhidos, defendendo a área, no lugar errado e um mergulho bem intencionado produz um erro, que não queríamos que acontecesse, pois a partida fica empatada.
Desesperados, com raiva, ‘ultrajados’ pela Holanda, o nosso time se descontrola e numa série de atitudes impróprias, perde a habilidade e voltamos para casa.
Já ouvi uma série de justificativas e acusações, que de nada valem, pois perdemos a chance de vitória nesta Copa.
Creio que o erro nos destrona por algum tempo, mas começamos a amadurecer a seguir:
- Dunga protegeu a seleção de exposições que a prejudicassem, fazendo com que o ‘já ganhou’ atrapalhasse a concentração;
- As escalações das equipes, sempre favorecem a alguns patrocinadores e patrocinoraptores,
- A imprensa tem idéias díspares, favorecendo aos que as acertam e calando aos que as erram;
- As ‘bumbunzelas’ não foram bem o que eu esperava: sem um pingo de ‘sex-apeal’, só emitiam sons horríveis, que devem ter perturbado vários jogadores de muitas seleções;
- As Jabulanis pulavam mais que periquitos no cio, muitas vezes atingindo o terceiro andar do gol, ou as laterais de escanteio, ao contrário de serem encaminhadas para o gol, levando os torcedores ao ‘clímax’, como estavam acostumados a proporcionar os periquitos, digo, os jogadores. Fica aqui uma pergunta? Quem se beneficiou com a contratação desta ‘pelota’? Garanto que não fui eu nem a população da África, nossos ancestrais;
- Nossa seleção e a da Holanda deram um show em civilidade, demonstrando pejo ao racismo;
- Talvez o Dunga consiga ter como prêmio a melhora de seu pai doente;
- Talvez na próxima Copa, no Brasil, tenhamos um técnico com o apelido de Dengoso, que não irrite a imprensa, mesmo se não levarmos o título. Aliás, o apelido do nosso técnico é impróprio pois o Dunga era mudo. Acho que poderíamos dispensar algum Zangado, para evitar prejuízos à Seleção Canarinho, que intentava tomar ‘laranjada’ e acabou chorando, como todo ser humano de caráter é capaz de fazer, ao perceber suas falhas;
- Por último, mas muito importante, é preciso ressaltar que a única seleção candidata ao hexa-campeonato e capaz de sambar com desenvoltura é a nossa.
Viva o Brasil!
Viva a Seleção!
Vamos escolher com consciência nossos próximos dirigentes, pois a ‘LISTA SUJA’, parece que está sendo burlada!
E viva Zambi!
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