Malba Tahan

Encontrados 9 pensamentos de Malba Tahan

uma mulher tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o rapaz acabou preso. Dias depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto - e processou a mulher.

“Comentários não causam tanto mal”, disse ela para o juiz.

“Escreva os comentários num papel”, respondeu o juiz. “Depois pique, e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença”.

A mulher obedeceu, e voltou no dia seguinte.

“Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem”, disse o juiz.

“Impossível”, respondeu ela. “Já não sei onde estão”.

“Da mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, e depois você não tem como consertar o mal”, respondeu o juiz, condenando a mulher à prisão.

Malba Tahan

"Dor é vida , se vivo é porque sofro muito"

-A sombra do Arco Irís-

Malba Tahan

"As arvores fadigadas , atiram como um peso a sombra sobre a terra..."

-A Sombra do Arco Iris-

Malba Tahan

"Esqueci muitas palavras , vaguei em bosques noturnos , quebrei espelhos de cobre "

-A sombra do Arco Iris -

Malba Tahan

" Quem sabe se em teu vulto , não vive por acaso meu destino? ..."

-A sombra do Arco Iris-

Malba Tahan

Acautelai-vos contra os juízos arrebatados pela paixão porque esta desfigura muitas vezes a verdade. Aquele que olha por um vidro de cor vê todos os objetos da cor desse vidro: se o vidro é vermelho, tudo lhe parece rubro; se é amarelo, tudo lhe apresenta completamente amarelado. A paixão está para nós como a cor do vidro para os olhos. Se alguém nos agrada, tudo lhe louvamos e desculpamos; se, ao contrário, nos aborrece, tudo lhe condenamos, ou interpretamos de modo desfavorável.

Malba Tahan

"-Erra, por certo,
gravemente, aquele que hesita em perdoar;
erra, entretanto, muito mais ainda aos olhos
de Deus, aquele que condena sem hesitar."

(O homem que calculava)

Malba Tahan

"Deus, nós te agradecemos por este mundo, nosso grande lar; por sua vastidão e riqueza, e pela vida multiforme que nele estua e de que todos fazemos parte. Louvamos-te pelos oceanos imensos, pela água corrente, pelas montanhas eternas, pelas árvores frondosas e pela relva macia em que os nossos pés repousam. Nós te agradecemos os múltiplos encantos com que podemos sentir, em nossa alma, as belezas da Vida e do Amor"

Malba Tahan

MAIS AVISADO É O QUE MUITO PONDERA E POUCO PROMETE!

Era uma vez um rei chamado Iadava. Um jovem chamado Sessa levou-lhe um jogo constituído por um grande tabuleiro quadrado, dividido em sessenta e quatro quadradinhos, ou casas, iguais; possuIa 32 peças, dezesseis brancas e dezesseis pretas. Este era o jogo de xadrez. Maravilhado, o Rei resolveu recompensar o jovem pelo presente e solicitou-lhe que fizesse o seu pedido de forma a recompensá-lo. O jovem respondeu-lhe: Rei poderoso! Não desejo, pelo presente que hoje vos trouxe, outra recompensa além da satisfação que pude proporcionar ao senhor. Após o inconformismo com a falta de ambição do jovem e a insistência do Rei, para que ele pedisse o que fosse, um Palácio, ouro, etc, Sessa por cortesia faz o pedido ao Rei: dar me-ei um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro; dois pela segunda, quatro pela terceira e assim sucessivamente até a sexagésima quarta e última casa. Feito isto, o Rei chama seus matemáticos para calcularem o total de grãos necessários para cumprir a promessa. Assim feito, os calculistas após algumas horas, trouxeram-lhe a conta: era impagável. Correspondia ao número 2 elevado a 64, e do resultado tirado 1, o que é igual a 18446744073709551615. Este número de grãos era enorme e equivalia a uma montanha maior que o Everest. O Rei pela primeira vez ficava diante da impossibilidade de cumprir a palavra dada. Sessa, como bom súdito não quis deixar aflito o seu soberano. Depois de declarar publicamente que abriria mão do pedido que fizera, dirigiu-se respeitosamente ao Rei e falou:

"Meditai, ó Rei, sobre a grande verdade que os brâmanes prudentes tantas vezes repetem: os homens mais avisados iludem-se, não só diante da aparência enganadora dos números, mas também com a falsa modéstia dos ambiciosos. Infeliz daquele que toma sobre os ombros o compromisso de uma dívida cuja grandeza não pode avaliar com a tábua de cálculo de sua própria argúcia. Mais avisado é o que muito pondera e pouco promete!

(Malba Tahan - O Homem que Calculava)

Malba Tahan