Lucas Munhoz
O último amor da pátria
Quero a ti - doce coração do meu poema,
Um sonho celeste dum sentimento tão puro
Entre os fulgores perfeitos do meu amor,
Um afago brilhante do meu peito!...Meu amor.
Minha amada pátria sente o meu coração,
Por ti senti-me o teu peito,cantando e amando.
Um batel eterno do meu tormento,minha amada!
Por ti corri minha vida eterna da saudade.
Guardo o teu enleio do amor!Minha querida!...
Um relento do teu peito - meu amor eterno!
Tu és minha doce bandeira do amor!...
Um arrebol do nosso coração - minha querida pátria.
Se houver minha vida eterna do teu peito,
Tu banhaste a minha alma perfeita do peito!
Um luzir da minha vida a apaixonar-te;
Um sonho agreste do teu querido poeta.
És minha doce aurora do coração!...
És minha querida pátria do amor e coração,
Sinto-te ver o teu vergel da minha beleza;
Amo-te eternamente como minha querida pátria.
A mulher nua
Nua,para morder-lhe os seios tão doces...
Lambe-lhe os teus contornos na alcova,
Em ânsia beija-lhe os lábios bem quentes!...
Abrange-lhe o teu corpo lascivo,Amor!...
Vem molhar-lhe o teu ventre bem sensual,
Cabe o amor bem quente com volúpia...
Cingindo,dá-lhe um carinho do fogo,
Esconde-lhe a axila tão sedutora!...
Meu bem,escondo-te um belo coração...
A tua boca que sonhei minha tão forte!
Em fogo ardente,minha linda mulher.
Disse-lhe!Meu amor,em lábios vermelhos...
No teu beijo pousaras o meu desejo!...
Minha bela mulher,desmancha-lhe roupão.
Soneto XXIX
Amor é crível que sente sem se morrer;
é um sentimento eterno e perfeito;
é uma beleza que ama sem se esqueçer;
é um amor eterno que encanta,querida!
É um bem querer mais que mal querer;
é um bom coração que encanta sem se ver,
é um cuidar que ganha sem se perder;
é uma aurora que sente sem se machucar.
O coração é querer estar preso,querida!
é uma vida eterna que vive e morre;
é um bom carinho que ama e desamar.
Amar é nossa vida perfeita e fiel,
é minha bela sedução entre a gente;
como pode seu favor causar amizade?
Amor famíliar
E amar verdadeiramente!...Meu lindo amor
Se é amar-te um bom filho da tua aurora...
É ter-te a minha amada mãe do carinho,
O teu coração feminil da vida,minha querida mãe.
Serei tão atento ao meu coração da vida,
Um amor fiel serei tão perfeito,mãe!
Tu és um coração eterno da vida,
Uma ternura do teu filho,minha querida.
Entoa os lindos poemas do amor,mãe!
Resvala os beijos perfeitos da minha vida,
Lembra a minha vida do mancebo,mãe!
Sem fel da minha vida como bom filho,
Amo a família de ti com muito carinho.
Amo-te a boa família pelo carinho da vida.
A minha saudade
Perdi,coração,perdi
ardei-me sem vos perder
lembrai-vos,minha saudade
a meu belo coração morrer,
fulge-vos,meu querido amor.
Em a aurora da minha vida,
em que um olhar já me senti
e que uma amiga me perdi,
amanhece o meu belo coração
meus lugares,juntai-vos a vida
a meu belo coração viver;
com que façais ir o peito
e diga minha vida assi:
perdi,coração,perdi
ardei-me sem vos perder.
Ide donde meu querido amor,
apenas desta distância de fel
nem perdido a minha conquista,
não há lançado o meu coração,
a quem se quer exceder bem
antes é tão querido o langor
em tantos langores da vida.
Ide-vos minha saudade de mim
a meu belo coração morrer,
fulge-vos,meu querido amor.
Querido amigo
Se eu fosse querido amigo do teu coração,
Se um anjo extremoso - pudesses cingir-me!
Há uns beijos formosos,minha bela amante
Perdoa-me!E tantas lembranças da minha vida.
A tantos carinhos da vida sem vos olvidar,
Sentira-lhe o coração - pudesses sentir-me
Seus lábios perfeitos como volúpia do amor,
A donzela do amor - quisera amar-me bem!
Se eu fosse belo amante do teu desejo,
Da minha alma eterna - pudesses sentir-me!
Seus afagos quentes como alcova do amor,
Sentira-lhe o coração - pudesses sentir-me.
Amigas
Deixai-me ser as melhores amigas,Amor!
Só a tua amiga já és meu coração;
Amiga!Já queres amar-me bem...Amor
Um rouxinol bem-querido que nos abraça.
Um frêmito do teu amor és tão grande,
Que me enlevas um lindo prazer de ti
Beija-me docemente!Minha amiga...
Beija-mas bem quente pelo lindo prazer.
"Amo-te" é um melhor poema do amor,
Olha-me o teu melhor coração,Amor!...
Amo-te sempre como minha amante.
Ainda só um lindo carmim és meu amor;
Dou-te um beijo perfeito...meu Anjo!
As flores bem lânguidas a apaixonar-me.
Novos tercetos
1.
Por que a nossa boa bondade,
Eu,um influenciador do meu país
Dom Pedro já dizia muito feliz:
"Oh! Que me lideras um coração,
Cisma de governo carismático
Estandarte vos importa à ordem.
Quero que sejas um deus povoado
Raiou contra guerra e tragédia,
Lutemos mais contra soldados!
Faze-vos o grito glorioso teu,
O brigue guerreiro é batalhador
Langue livre à vivência de ti."
- Eu lhe aceitei,e ele prometeu.
2.
O rei brasileiro foi-me alegre,
Entre diplomata e justiça
Dom Pedro já dizia mais triste:
"Como sabes libertar a prisão?
Borrando esse crime! Que vos fez
Não! Sem haver um fúlgido livre.
Espero que evitemos o crime,
É deveras! Não possamos morrer
Como um musgo de crime infame!
Não existe paixão nem amor?
Desgraçado do crime como vil!
Faze-me tu,o manto de força."
- Eu lhe aceitei,e ele prometeu
O aniversário da minha amiga(Soneto inglês XVI)
És minha amada amiga e meu amor...
Sê-lo a um dia estivo,meu melhor amor
Sê minha linda princesa mui feliz!...
Trago-te as flores do teu coração,amiga!
És minha bela amiga do coração,Amor!
O alaúde do teu aniversário e amor;
O beijo do teu querido vate e amigo,
Uma alvorada do teu bolo a sentir-te.
És meu melhor carinho da vida,amor!
A cavatina do teu beijo a tocar-me;
A lembrança do teu poeta a abraçar-te
Foste meu melhor anjo do coração e amor.
Dou-te um lindo carinho da amizade,
Feliz aniversário! Meu melhor coração.
O amor eterno
Quero amar-te eternamente,amor
Amar só por ti:meu coração me ama...
Deixa-me beijar a tua boca no leito,
Meu amor,escrevo os teus lindos versos.
Quero amar-te sempre o teu coração,
Sinto-te a tua insônia no meu leito;
Deixo-te amar o meu leito do amor...
O eco dos teus abraços... A tua boca.
Que a tua boca é sempre tão serena!
Guarda o teu beijo pela minha boca,
Deixo sentir-te os lindos versos,amor.
Amo-te tantos corações esse beijo,
Senti-te o teu perfume no meu leito...
E nesse beijo,Amor! Amo-te sempre.
Fatalismo
Amo-te como minha amiga fatal...
Vem sentir-me a carne apaixonada,amor!
Hei de sentir-te a tua fome,meu amor
Pega-me o ser virgem do coração,amiga!
Amo-te como minha donzela fatal,
Só um amor carnal adoro a ti,amiga
O anseio do teu poeta a pegar-te,Amor!
És minha bela mulher fatal do amor.
Quero sentir-te o teu coração,amor...
Ó delícia da minha vida! Amo-te sempre...
Apressa-te o meu deleite do amor!
Quisera beber-te o ventre do teu vinho,
Lamber-te já posso a tua alcova do amor
És minha amada amiga,amo-te sempre!
Fatalismo II
Nua,mas para o amor cabe no leito
Logra-te a comer o meu ser! Meu amor...
A minha língua senti-me no seu ventre:
- Lambe mais abaixo! Quero a tua fome!
Em prazeres carnais,quero o coração a ti
Os seus seios tão virginais eu já mordia,
Lambe-me a tua mordida do deleite:
- Morde o meu pescoço! Meu amor...
Os vis gozos da vida iônia no leito,
Resvalo-te as tuas formas nuas sem pejo:
- Lambe bem forte! Meu bem... Meu ventre!
Disse-me tão quente e louca! Meu amor
O meu beijo eu já obedeci a vida!...
Ó delícia da minha amada fatal!... Amor.
O colo do amigo - Sheila (Mulher fatal)
Amo-te como amigo mui eterno;
que a mor amizade tanto carinho!
Cuidaste de mim em vossa brandura,
por querer-vos o colo em vosso amor.
Amo-te como minha querida amiga,
juntai-vos o colo em vosso coração
cuidas de mim em vosso carinho;
vens o meu colo em vossa fermosura.
Amo-te como um colo do amigo,
a amizade branda em vossa vista
ver-vos os amores em vossa amizade.
Amo-te o vosso carinho da vida,
sem sentires a palidez do vosso amor!
Dai-me o colo em vossa amizade.
A mulher fatal II
Nua,beija-me a minha boca no leito
Afaga-me o meu ser perturbado em noite;
O viço ardente,em uma cama deleitosa.
O amor! Querida! Amo-te tanto...
Hei de lamber-te a tua cintura,amor!
Baloiçar-me a noite quente do fogo!
Lambo o teu umbigo do licor,amor!
Torna-te uma mulher voluptuosa do amor;
Doira-me o prazer mui intenso,amor!
És tão querida e fatal... meu amor!
Perturba o meu ser como um afago,
Logra-me o prazer intenso pelo deleite.
Lambeja o meu lindo coração,amor!
Debruça-me o meu ventre a banhar-te;
Como me sentiste o vosso ventre úmido.
Deixa-me beijar a tua língua no leito,
Bebe voluptuosa os teus contornos;
Teu corpo! Trago-te a tua virgindade.
Lambe também o meu umbigo do licor,
Amo-te tanto carinho nesse beijo!
O vosso ensejo do teu fatalismo,amor.
A cama perfumosa nos ama eternamente,
Amo-te o vosso coração da vida,
O gaze da alcova mais amores da vida.
Mulher fatal III
Queres coisar-me como amiga fatal,
o lindo coração sem rejeitares a mim
fica-me a cousa amada sem pejo;
um ser tão coisado em vosso coração.
Queres coisar-me a vossa amizade,
amo a tua amizade em vosso ser...
Que pelo mau gosto já vos perde;
fico a coisar-te como bom amigo!
Queres coisar-me como bela amiga,
dai-me o vosso lampejo tanto amor!
E cousas eternas sem ser perigosas.
Queres coisar-me como doce amiga,
dai-ma as cousas em vossa amizade
coisar-me de ti a vossa amizade.
Saudade da minha namorada
Amei-a tanto enlevo,minha querida!
Em vós tendes o meu peito,meu amor
Sabeis amar-me como és meu coração?
O dossel da tua volúpia em meu seio.
Tocai-me a saudade de ti,amor!
Como és minha bela donzela a ti,
Senti-te o vosso alaúde do amor;
Foste o meu enlevo do seio,amor!
Amo-te a vossa brandura do amor!
Fica-me o vosso amor de ti,amor...
Sabei,como és tão formosa e bela.
Como a placidez do vosso coração,
Amei-a esse beijo lânguido,querida!
Atroz da vossa paixão em formosura.
O castelo da Julieta
"Sinto às vezes amar-me o deleite abrasador,
Um rude licor há de exprimir-me o beijo
Ó Julieta! O beijo supremo em lampejo;
Arfa-te o meu seio formoso em doce esplendor.
Treme-te o doce mar ao delírio em langor;
Ei-los! Ó rude esplendor em um ar fulgente
Amei-te o latejo esse mar palpitante...
Amor! O leito perfumoso ao teu mar adorador."
Fulge-te o meu seio eterno ao doce castelo;
- Ei-los! A alva singela em um ar silente...
Ó Julieta! A aura deleitosa sem solo.
Lembra-te o doce alvor em beijo formoso,
- Entre os sóis sedentos aos mares ardentes!
Beija-me! O langor formoso em doce gozo.
Minha amiga amada Mel (Soneto do amor)
Amo-te como um amigo real... não cantes!
És a mulher formosa aos teus sonhos do amor,
Amo-te como amigo aos teus prantos da flor
A casta noite, e há as belas amizades.
Amo-te um lindo coração à amizade,
O carinho fiel, és tão serena e bela
Amo-te como amigo bem-amado a amá-la;
E todo dia vais sentir-me a bela beleza.
Quero senti-lo a alva formosa sem brilho,
És bela amiga com doce sedução e flor
Amo-te, és tão querida ao meu doce carinho.
A aura perdida, e fui triste e sozinho...
Amo-te como minha bela amiga, Amor!
Sinto-te o belo coração em lindo ninho.
Baladas sensuais
III
Julieta dengosa
Foste o meu amor sereno...
Inda o licor formoso, amando
Que às belas margens um lindo ano;
O sol luzente à flor, cantando.
Que eras a flor esplêndida...
O ar silente à luz, amando
À vargem, que a noite florida
Eras o olhar perfeito, cantando.
Inda és bela volúpia em leito;
Ao teu doce corpo em que o beijei
Que o fogo eterno ao doce coito,
Ao vosso delírio em que o tomei!
O fogo ardente à flor, amando
Que eras a bela Julieta à noite;
O alvor perfeito à luz, cantando
Como eras o fogo inocente...
A tua ardentia em que a amei,
O lampejo esse doce castelo...
Dá-me o sonho delirante ao estalo!
Ao doce castelo em que fui rei!...
Dá-me o leito deleitoso ao beijo,
Ao doce transe em que o senti
Que eras o amor fogoso sem pejo,
Ao corpo ardente em que te vi!...
O mar eterno à flor, amando
Inda eras o belo castelo, amor!
A flor serena ao mar, cantando
Eras o leito perfumoso à flor.
Amor e paixão
Amar! mas um coração que tenha amor...
E que beije o fogo ardente, querida!
Que penetre o meu fogo - luz plácida!
Amor, e que beije a minha doce flor...
Sejam só sempre arrepios e beijos,
Que seja só a paixão encantada...
Dados no delírio - e não só vida
Mas amor... dos amores que têm fogo.
Sim, doce e quente! flor perfeita
Nem virá machucá-lo nos delírios,
Como o primor da sedução e rota.
Amor que viva e brilhe! luz vivida
Nem virá dissipá-lo nos desejos;
Sejam só lindos amores... se têm vida.
A grande amiga
O trescalar do amor, és meu doce coração!
Eis o siso formoso - inda há de amar-vos?...
Há a brisa ardente pelos doces encantos;
Amiga, queres banhar-me a tua doce vulção.
Que as belas amigas vos beijam docemente,
O licor fecundo, como és meu doce beijo
Ao fim do teu coração, o meu doce latejo
A bela ventura sem clamor, o ar silente.
Do clangor ao doce coração, és tão serena!...
A flor singela, o doce carinho sem ar...
Vinhas o meu amor fúlgido ao doce pesar,
Amor, és um doce fulgor à vida eterna.
O teu doce coração, és minha bela virgem!
A aura perfumosa pelos doces abraços;
Eis a urze perfumosa - os lindos beijos
A hera do vosso amor ao doce vertigem.
As estrelas do sol
Amá-las! O teu amor estrelado sem moita
Canta-me o céu deleitoso pelo carinho,
Olha-me o beijo brilhante pelo caminho
Olho-te o fulgor estrelado, oh Julieta!
O sol airoso deu-me ao vosso sentimento,
Ama-me o vosso lume aos doces corações
Fala-me o olhar sereno tantas orações!
Amo-te o olhar sereno ao lindo canto.
Quero-te as belas estrelas ao doce luar,
Amo-te o doce luar ao forte esplendor
Oh amor! Como o sol formoso és meu pesar.
Amemo-nos! O vácuo do sol sem pesar a ti...
Amo-te a noite tresloucada ao doce céu,
Amar-te dentro de um peito eterno a si...
A baile da amiga
Que ao doce sentimento sem vida possante,
Hão de devorar-me os teus beijos eternos
Tu,que amas o meu doce licor aos carinhos
Que as belas amigas vos amam perfeitamente.
Que o alvor primoroso aos teus corações,
Hás de abraçar-me a doce amizade... amiga!
O licor abrasador aos teus amores em plaga.
Quero beber-te o doce silfo aos corações.
O doce afago vos ama aos teus encantos,
Hás de volver-me os doces sentimentos
Que ao ar silente os teus lindos amores
Senti-me os teus corações mais primores.
Abraça-me o vosso afago aos teus carinhos,
Torna-me a doce amiga sem doudo sentimento
Querida,como és um doce lume ao meu pranto
A baile fúlgida à doce amizade sem cantos.
O amor maravilhoso
O meu langor a ti vos ama sem fulgor,
Quero-te o vosso leito ao doce palor
Se tu visses amar-me o vosso amor
O dulçor há de amar o vosso encanto.
Se tu visses sentir-me o vosso amor,
A aurora do vosso coração sem vida
Vejo-te o teu ser à vida lânguida
És um doce carinho ao vosso ardor.
A feição vos sente aos teus carinhos,
Sou o poeta do teu fogo abrasador
Ama-me o vosso leito ao teu fulgor!
Quero-te a bonina do vosso beijo,
Ama-me o vosso langor mui lânguido
Se eu fosse o teu doce leito fúlgido.
Soneto do amigo (Verso alexandrino)
Tinindo o nosso coração como o bom amigo,
Dize-me o doce carinho ao meu coração
Reza-me o vosso ser vivido à oração;
O fulgor glorioso sem vida ao teu abrigo.
Queres ser o meu grande amigo sem loucura,
Adoro a ti como o bom vate dos amores
Gosto de ti perfeitamente aos teus ardores,
Escrevo-te os bons poemas à tua leitura.
Amigo! Hás de abraçar-me o vosso viver,
A vós,inda hão de volver os lindos poemas
Sabei,como és meu doce amigo ao teu ser.
Amigo! Hás de volver-me o belo poema,
O vosso amor senti-me os teus abraços
Os seus poemas hão de tornar-me aos amigos.
