Laene Ribeiro

Encontrados 14 pensamentos de Laene Ribeiro

Contradição

Tenho a leve sensação de que o tempo em alguns segundo para
E seguindo a ele meu coração fica aos pulos...
Sinto um leve amargo sobre a minha face e um eco que se perde nas paredes do que em mim faz-se morada.
Grito baixo e às vezes calo ao alto do que vejo e penso!
Respiro em maratonas e vejo ao longe algo acenar feito uma bandeira guiando os meus pés desde o que eles seguem até o que deles se escapam...
Sinto frio e calor feito um choque que não me deixa pensar no que preciso de fato.
Choro em seco lentamente como quem reza e às vezes em disparada precisando chegar a algum lugar...
Não sei o que preciso, mas sei o quero!
E quero como quem não pede licença e assim como quem precisa de ar.
Eu o tenho, mas não é o que me basta porque sempre o quero mais.
Não saberia dizer o quanto és necessário, mas posso te resumir a tudo que toco, ouço e sinto, vejo, falo e calo...
Sinto-te batendo dentro de mim,
Sinto-te rodopiando entre saídas e entradas,
Você me escapa e mesmo assim eu ainda o acho...
Te beijo como quem peca,
Amo-te como se não houvesse a nós mais nem um segundo de vida...
E assim seguimos sendo esta contradição absurda do que pensamos...
Acreditamos em tudo e ficamos ali em meio às mãos que não nos deixam escapar um do outro.

Daquilo que gosto!

Não sei de fato o que mais enche o saco;
Se a hipocrisia dos idiotas que se quer tem noção do que pensam ou desta prisão moralistas dos dias iguais, onde se quer temos o direito de falar...
E olha que vivemos num mundo democrata...
Embora o capitalismo seja o dono de tudo e vive a nos ditar regras em tempos absurdos para o que “pode e não pode”...
Tudo bem que loucos não precisam de regras e acredito fielmente que estou dentro desta escala...
Não acredito que respeito ao próximo esteja ligado a deixar de ser o que somos ou fazer o que não gostamos...
Há momentos em que penso que já, vi, vivi e sentir tudo...
Mas não é bem assim!
Olho no espelho e não sei como, nem com que magia eu consigo ver outra imagem refletida, mas confesso que gosto do que vejo e me delicio com o que posso ser...
Gosto de fazer com que a minha história seja um tanto diferente...
Gosto da rebeldia das revoluções,
Da luta nas contradições de pensamentos,
Desta garra que quebra as leis
E deste descaso que grita com as regras...
Eu gosto do que não é normal,
Amo o sexo e grito ao mundo que ele é preciso.
Gosto da sensação de perigo e desta coisa de ser o que sou sem medo
Ser o lado diferente...
Ser os desfechos...
Revirar-me pelo avesso...
No oposto e no simples que abraça o tudo
Proteger os seus, os meus e os nossos...
E ver que vale a pena sermos alguma coisa,
Mesmo que não saibamos de fato o que somos!"

FEBRE DE VOCÊ!

Eu tenho febre!
Do teu vicio, do teu medo, do teu lixo,
Desta coisa que me embriaga,
E deste teu sim que me guarda em arquivos.

Quero o teu sentido exato!
Neste tempo onde não se há espaço.
Vestir o que te segura
E me agarrar a tua procura...

Seguir o ter anexo!
Que me absorve em sexo,
Neste conteúdo explicito,
Que fareja os meus pedaços...

Finja ser minha agonia,
E me leve para vida,
Mesmo que não haja saída
Perca-me e me ache no teu cansaço...

Ame-me e fique aqui,
Permaneça dentro de mim,
Como se eu fosse o seu único refúgio e morada,
Mesmo que não haja estrada...

Adormeça aqui, eternamente dentro mim!

PEDAÇOS DO QUE SOMOS

Talvez eu ainda não saiba o que seja de fato o amor,
Mas o que seria sem ele?
O que seria de mim sem este fato?

Olho-me e não reconheço o que vejo,
Sei que não tenho uma "gota" de Narciso,
Mas, me sinto perdida no que é belo...
Belo que de te se faz perfeito entre os meus desejos.

Respiro fundo e calo na tua saudade
Sinto-me em êxtase e assim sigo drogada,
Perdida na ausência do teu cheiro nesta cidade.
Mesmo não havendo aqui um só detalhe que eu não reconheça os teus traços...

Algo me sufoca e embebeda o meu espaço.
Sinto frio no que me resta e calor no que de te se escapa ao que vejo e penso...
Sinto-te e por alguns instantes te toco!
Como ali nos meus olhos fechados você se flagrasse cansado.

O vento te sopra ao longe e te perco em pó feito cinza jogado do alto...
Apelo ao que leio e me vejo em “Florbela”!
O fanatismo uue leio me “Espanca” a cara...

Grito mas você não houve e assim apenas a minha garganta aranha
Entre os descasos do que parte sem chance de chegada.
Não o vejo e a cada segundo mais distante fica os teus passos em minha direção,

E assim seguimos eternamente juntos e infinitamente separados,
Como se a nós fosse jogado o castigo dos Deuses sem os dedos de Afrodite...

Onde nos tornamos “Constantinopla” sitiada por uns gatos pingados sem resistir
Feito o “Império Romano” caído por pura hipocrisia massacrada pela distância de competência...

E o que nos resta?
Devolva-me os meus pedaços ou traga-me o que me falta para voltar ao normal...
Fique aqui ai, ali ou em qualquer lugar!
Pequeno, grande, forte e frágil Feito o “Muro de Berlim” derrubado pela filosofia mal difundida de um comunismo infantil jogada pelo ares...

Seja tudo ou qualquer coisa, só não deixe de ser
O que de mim se faz morada e caminho para eternidade...
E sejamos tudo, infinitamente tudo!
Mas sem faltar nenhum pedaço.

Beijo é a maneira mais rápida, prática e intensa de sentir alguém por dentro e por alguns segundos viajar para fora do mundo em que vivemos.

Nos teus braços.

Algo me chama em particular,
Eu o compreendo e isso me assusta.
Mas, não é por mal e nem por ironia superior de quem sabe tudo,
Embora, haja em mim este leve cansaço do mundo que me torna um tanto grande...
Há em mim uma fera indomável massacrada pelo intimo.
Como se o abismo fosse derepente apenas um ponto de referência nesta cidade sem tempo e cheia de solidão.
Eu o tenho em todos os sentidos e mesmo assim você ainda me falta.
Posso ver!
Posso sentir!
E depois de muito tempo...
Chegar a algum lugar.
Você me implora por vida e eu lhes dou o meu sangue como se fosse ali o nosso último instante.
Você me olha e eu o congelo como uma espécie de droga.
Sinto que, em milésimos de segundos.
Eu o domino em vida, em pele, em sexo...
Posso controlar cada ar que se alastra a procura de espaço entre a dor e o prazer...
Às vezes grito, às vezes calo, às vezes nada falo...
E tudo se torna o último ponto de partida e chegada.
Onde uma única coisa nos resta a bater e implorar por vida.
Entre passos seguimos compassados e longe como quem nunca chega.
Não sabemos mais quem somos,
Apenas nos desejamos como a sede a procura de bebida.
E esta necessidade nos corrói a alma como uma lâmina que corta sem piedade.
Eu o chamo,
Não falamos nada, mas sabemos tudo!
E ali fixamo-nos feito um cinema mudo que arde em febre,
Às vezes o flagro sorrindo e o correspondo com o meu delírio.
Caímos como se num passe de mágica tudo ali se transformasse em fumaça,
Não conseguimos definir quem somos em um só corpo.
Você me contorna,
E eu lhes entrego o meu cansaço.
Adormecemos e esquecemos que por um instante somos apenas um e que daqui a pouco seremos a utopia medíocre dos dias infernais.
A vida chama!
Não queremos sair dali!
E assim tudo volta ao seu lugar como de costume e de fato.
E mais uma vez eu deliro na saudade do meu corpo em teus braços.
Se é sonho ou realidade, não sabemos...
Apenas vivemos.
E a VIDA é o que nos basta!
E o que me basta é por alguns segundo de vida poder está em teus braços...

Ser vitorioso não significa ter vencido todas as batalhas, ser vitorioso é poder vencer a se mesmo.

Eu tenho febre!
Do teu vicio, do teu medo, do teu lixo
Deste teu ar que me embriaga
E deste teu riso que me guarda em segredo.

Quero o teu sentido exato!
Quero o tempo de todos os teus espaços
E ficar a tua procura.
Na loucura do que me faz lúcida.

Seguir todos os teus anexos!
Que me absorve em sexo,
Neste desejo explicito,
Que me fareja em pedaços.

Fingir ser a tua agonia,
E te levar para a vida,
E mesmo que não haja saída,
Me perder se encontrando em teus braços.

Quero que você me ame e fique aqui,
Permaneça dentro de mim,
Como se eu fosse o seu único refúgio e morada,
E todo o meu cansaço seja o teu caminho e a tua estrada.

Que não haja em mim definições, mas sim a liberdade de poder ser sempre a tradução de tudo que penso.

Que a minha liberdade de expressão, junto a tua coragem de viver, possa andar sempre de mãos dadas a falar todas as coisas

Beijar é entrar sem licença, da forma mais perfeita, no intimo de alguém.

O problema só passa a existir quando você acredita que ele existe.

Ser vitorioso é conseguir vencer a si mesmo!

Só através da arte é possível tocar na vida

Sou a tradução do que penso

Se somos a diferença, que sejamos completos.

Não importa qual seja as nossas opções, seremos sempre o melhor se agarramos a nossa realidade como quem tem fome da vida.

Se houvesse mais coragem para buscar o prazer, sem se preocupar com a sexualidade, não haveria tantas criaturas infelizes.

A tua felicidade me presenteava com asas e eu me sentia voar.

Você é o meu segredo com medo da luz e a paz que abraça a minha loucura perdoada.

Ter a solidão era esquecer do mundo e me deliciar com a alegria cega de quem nada ver.

Gostava de quando a solidão tocava suas mãos sobre as minhas, como se fosse o outro lado de mim: que se perdia em sua ausência e se revelava com a sua chegada.

O mundo entrou meio que nu em meu blog e quando eu me dei conta estava transando com ele.