Karoline Genova

Encontrados 4 pensamentos de Karoline Genova

Ela é a garota única. Sonha sem tirar os pés do chão. Exagerada na medida certa. Perfeccionista, sem acreditar na perfeição. Ela machuca. Ela ilude. Ela não acredita no amor.
Como uma criança ela quer alcançar as estrelas e levar a lua de brinde, quer reinar no sol e rolar nas nuvens . Ela pode ter a mente pura ¿', mas não é nenhuma ingênua. Ela tem coisas que dinheiro nenhum compra. Ela viveu coisas que você nem imagina. Ela teve experiências que você nunca poderá ter. Ela é várias canções. Ela nunca é a mesma. Ela sempre ouvirá e quase sempre vai esquecer. Ela lembra fatos e não rostos. Ela é como um pássaro que não vive sem sua liberdade. Ela nunca vai dizer que te ama ao menos que você mereça. Ela é um livro aberto que esqueceram de ler. Não pode ser comprada, simplesmente conquistada...
Você nunca saberá de seus passos se procurar entende-la. Certas coisas na vida não tem explicação...

Como uma criança ela quer alcançar as estrelas e levar a lua de brinde, quer reinar no sol e rolar nas nuvens .

Desde o início dos tempos a mulher já tem sua imagem marcada como a de sexo frágil, sujeito ao pecado, a falta de liberdade e independência física.

Vista como um simples objeto de reprodução, pois era considerada incapaz para o trabalho, a mulher foi submetida e subjugada por uma sociedade machista que se estende pelos séculos.

Desde meninas somos educadas para o que seria o nosso destino por obrigação: saber limpar casa, cozinhar, passar, cuidar das crianças... Enquanto isso, vemos nossos primos e irmãos brincando e sendo educados a serem os provedores da casa e quando é feita pergunta “porque ele não ajuda também” ouvimos sempre a mesma resposta: “Porque ele é menino” .

Na adolescência a diferença é quase um tapa na cara: As meninas são ensinadas a zelar por imagem, pois por qualquer coisa pode ficar “falada”, enquanto os meninos são o orgulho para os pais se tem 3 ou 4 namoradas.

Quando o assunto é sexo a coisa piora: dificilmente você vai ver uma menina saindo para a balada e ouvindo os pais dizerem “se diverte filha, e não esquece a camisinha viu?”. Agora, se for um menino os pais até compram a camisinha. Se a adolescente fica grávida é um desastre: é acusada de desonrar a família, muitas vezes é julgada como uma prostituta, e nos piores, e não tão raros casos, até posta para fora de casa.

O tempo vai passando e a mulher agora é adulta, tem que enfrentar seus problemas e responsabilidades de frente e uma sociedade que ainda por muitas vezes leva aquele pensamento machista de que a mulher só serve para ficar cuidando das casas e dos filhos. O pior é que enquanto têm mulheres que lutam contra esse preconceito, outras aceitam esse fato com a maior naturalidade, pois foram educadas nesse regime de cinderela, se tornando totalmente dependentes de seus maridos e filhos.

Quando o assunto é o casamento o que é considerado normal é que a mulher seja a dona do lar e o homem chefe de família, uma imagem que foi se denegrindo com o passar do tempo.

Se o casamento acaba a culpa é sempre da mulher: ou porque traiu, porque envelheceu, não quis “servir” o marido ou porque não foi capaz de “segurar” o homem. Depois disso a mulher é obrigada a se virar sozinha e se vê perdida, pois pela primeira vez a redoma de vidro foi rompida.

Esse fim de casamento foi tema do livro da psicóloga e escritora Colette Dowling, que classificou esse comportamento como Complexo de cinderela: “Meninas são criadas para achar que na exata hora em que bater o cansaço, medo, insegurança ou até simplesmente a preguiça, um príncipe surgirá no seu cavalo branco e tudo terá valido a pena.” _ diz a jornalista Carol Montone em sua avaliação do livro após de acusada de sofrer desse complexo.

No mercado de trabalho a situação já foi pior, mulheres chegavam a ganhar até 30% menos que os homens apesar de ter o mesmo cargo e cumprir as mesmas funções.

Hoje muitos homens se recusam a serem subordinados por mulheres, pois foram criados com a visão que “lugar de mulher é no tanque” e não na presidência de uma empresa, por exemplo.

Muitas de nós estão na luta para diminuir esse preconceito, mas depois de presenciar tantos depoimentos sou obrigada a dizer que enfrentar e acabar com a visão de milhares de homens machistas é fácil, o difícil é acabar com o nosso próprio preconceito, conscientizar as mulheres que temos capacidade e inteligência de sobra para cuidar e administrar coisas que vão muito além da casa e dos filhos.

Não podemos ter medo de viver, temos que ir a luta, enfrentar nossos medos e receios, mostrar toda nossa capacidade. Porque sim, somos boas, somos as melhores e se tivermos confiança em nós mesmas podemos até convencer a sociedade disso.

Antes conhecida com cubo de gelo,
Agora chora ao ver um filme triste,
Ao ouvir músicas que contem sua história...
Não desaba.
Derruba apenas algumas lágrimas.
Buscando resposta sem saber as perguntas...
Ela está triste.
Sua vida está desmoronando.
Mas ela nunca esteve tão bem consigo mesma...