Kadma Freitas
Você tem as mais complexas e ao mesmo tempo simples perguntas sobre sua própria vida, e em tumultuado momento não sabe o que responder. Você está cara a cara com a indecisão e continua sem resposta. Você está cara a cara com a situação e continua sem reação.
Nunca fui de gostar por aparência ou amar por influência. Odeio a banalização dos sentimentos e a generalização das coisas. Esconder o que penso nunca foi para mim. Expor minha opinião sim, essa faço com maior satisfação, mesmo havendo a rejeição ou incompreensão de segundos.
Você por muito tempo precisa desesperadamente de uma companhia que te segure forte a mão e lhe ofereça um colo ou um ombro para desabafar e nestes instantes, sem a presença que tanto deseja você percebe que não há ninguém que cure tamanha dor, angustia ou mal guardado. E sobra dessa solidão, apenas lição. Você é capaz de suportar os desencontros feitos pelo destino com a ajuda de si mesmo e claro, do tempo aquele que tem pressa, mas esperou-te com paciência. Olhe pra ti, não é a mesma pessoa frágil que mendiga amor de restos. Porque afinal, resto é resto e ninguém nunca precisou deles pra viver.
Muitos sentimentos atormentam-me nesse instante. Não encontro outra saída a não ser escrever, já que muita gente me olha depressa demais fazendo assim com que não exista espaço para enxergar-me e conhecer-me melhor.
Não sei por que as pessoas têm mania de achar que adolescente só sofre por coisas banais, que não temos uma opinião forte e uma critica construtiva. Isso acontece por que quase sempre as pessoas que se julgam com mais experiências não nos proporciona espaço para que elas enxerguem que somos na maioria das vezes sorridentes e piadistas para sermos mais notados e que por traz desse lado todo feliz sempre há um lado meio escuro, meio triste, que chora baixinho e sozinho por não haver quem possa o ouvir, e o mais difícil, entender-lo.
E não significa que porque não vivemos tanto quanto outras pessoas não possuímos maturidade como elas. Estou cansada que generalizem nosso gênero, nossas atitudes. Estou cansada por sermos sempre tachados de rebeldes e sem educação.
E muitas vezes fazemos coisas que outros julgam como ‘’querer chamar atenção’’. Isso acontece porque agente quer sim um pouco de atenção, nem que ela seja mínima. Talvez esse texto tenha sido feito mais para mim do que para que outras pessoas leiam, isso é um desabafo. E eu choro enquanto escrevo, porque tem algo corroendo meu coração de maneira forte. Algo que implora por ser ouvida, que implora para que os outros deixem de serem prepotentes e comecem a entender que agente possui personalidade própria, que nem todo mundo é igual, mas muitos tem o mesmo desejo: Um pouco de atenção e liberdade de expressão.
O que acontece é que as pessoas conseguem nos matar um pouquinho a cada dia que se passa, e por mais que lutemos contra nos mesmo fingindo que certas coisas não nos importam mais, tem uma coisa nos corroendo por dentro, tem uma vontade de gritar pro mundo para que todos prestem atenção na sua dor e de como a indiferença te machuca.
A solidão é triste. E eu não falo da solidão de não estar cheia de pessoas a nossa volta, falo da solidão que mais nos dói que é aquela que mesmo você possuindo milhares de ‘’amigos’’ pouquíssimos deles se importam verdadeiramente com você.
É tanto silêncio que te permite ouvir o ruído do vento que chega a bater em seu coração e tocar a ferida. Eu tenho o vento comigo e não tenho ninguém pra ouvir-me quando preciso. As pessoas estão perdendo o encanto e a vontade de fazer as outras felizes a cada dia. Isso é lamentável.
Minha razão achou que ele voltou derrepente, mas meu coração não.
Meu coração esperava ancioso, angustiado, deserto. Esperava cheio de paixão e medo pelo momento em que o reencontraria. E quando ele finalmente estava aqui, não foi só o meu coração que queria entregar-se. Meu tato suplicava pelo seu corpo, corpo no qual o meu se encaixava perfeitamente, meu olfato queria sentir seu perfume, meu paladar sentir seu gosto novamente.
Ouvi meu próprio sussurro de querer e fui com meus medos e minhas inseguranças. Entreguei-me e fui descobrindo que esse medo sumia na medida que minha felicidade aumentava ao seu lado.
O fato é que cheguei a certo ponto em que eu desconhecia meus sentimentos. Desesperei-me ao me encontrar tão insegura e incerta com relação as minhas sensações. Existia um ponto de interrogação sobre mim. Era como se eu estivesse entrando em um labirinto de perguntas sobre mim própria que eu mesma não conseguia achar as respostas. Logo eu, que sempre gostei do esclarecimento dos fatos me encontrei em uma situação terrível. Chorei com urgência em saber o porquê que aquelas dúvidas me perseguiam naquela noite. Enganam-se quem diz que chorar não resolve problema, pode não resolver para o resto do mundo, mas em nosso coração tudo se torna mais tranqüilo. Fui tomada por uma sensação de preenchimento e mesmo confusa já conseguia me sentir feliz.
Quero que meu jeito (apesar de não ser o melhor e nem o que mais agrada) marque presença no coração daqueles que me cercaram quando eu não mais estiver presente no meio de todos.
Jeito que nunca foi de causar uma boa primeira impressão. E que sempre me traz alguma reclamação, mas que é exclusivamente único e meu.
Desejo espalhar luz pelo caminho para que quando meu nome for citado, um sorriso brote nos lábios daqueles que comigo conviveram. Quero que me julguem em relação aos atos que tomei e as palavras que realmente saíram da minha boca, mas quero também que enquanto a vida me pertencer pelo menos os mais íntimos notem minhas mudanças, reconheçam minhas qualidades e apontem os meus defeitos. Eu só não quero aquele silêncio absurdo e ser ignorada como se a morte já tivesse me levado e eu não significasse mais nada perante aos demais.
O desejo que cada um possuia pelo outro era constante e intenso. A vontade de estar perto habitava com frequencia no coração de cada um. Já o cerebro era possuidor de grande orgulho e isso fazia com que o sorriso verdadeiramente feliz não fosse capaz de brotar no rosto, refletindo o amor dos mesmos.
É ridiculo o modo como o amor foi banalizado. Palavras de ódio são ditas com mais sinceridade do que qualquer ''eu te amo''. É ridiculo o modo como os simbolos foram banalizados. Eles usam o simbolo do infinito em um mundo onde quase mais ninguém faz questão que algo dure para sempre. Usam o simbolo da paz onde qualquer palavra e gesto é motivo pra discussão. É ridiculo como eles tentam banalizar até a amizade. Algo tão valioso e raro que eles dizem ter assim que conhecem qualquer um que nem sabem ao certo se é merecedor de confiança, de compartilhamento de idéias e experiências de vida. É ridiculo como eles procuram banalizar o que mais procuramos para nossas vidas.
Ás vezes tenho a estranha sensação de que devo ser outra pessoa. Deixo-me render a tal pensamento mesmo sem entender ao certo o porquê desse dever. E em silêncio busco na memória alguma lembrança capaz de decifrar todo o mistério de meu ser.
Até acontecer de meus sentimentos conduzir-me a uma só conclusão que me faz enxergar que essa sensação só aparece para que eu perceba o quanto amo ser quem sou.
Geralmente quem mais reclama da falta de amor é quem está mais preocupado com a beleza do que com o sentimento.
Eles dizem que querem sinceridade, mas quase nunca estão prontos para tê-la e quando a têm se chateiam por ouvirem a verdade. Eles a querem, só não teem coragem de enfrenta-lá.
Eles dizem que querem o amor, mas reclamam do sofrimento que o mesmo os causam. Ninguém disse que seria fácil dominar o amor, mas se ouve de muitos qe todo e qualquer esforço vale a pena quando se luta em busca da felicidade.
Se fosse fácil não teria graça e será que eles iriam querer?
Tem horas que agente cansa...
Cansa de ver o dia passar e nada ter acontecido, cansa de esperar, cansa da má sorte. Cansa da vida parada, das pessoas que sempre fazem as mesmas coisas ou que nunca fazem nada.
Se pararmos para uma análise perceberemos que a vida é muito curta, nascer foi um milagre que devemos aproveitar incansávelmente. Devemos arriscar, não haverá problema caso haja quedas ou deslizes, afinal isso também fará parte da construção do nosso ser nos trazendo experiências e cada vez mais força para a conquista do que buscamos.
O que cada um espera dessa vida é viver bem e feliz. Então nada mais justo que fazer com que cada momento vala a pena, sabendo valorizar cada instante.
Pode até parecer clichê, mas não tem receita melhor e tão verdadeira para a felicidade como o respeito e amor ao próximo.
Viver é isso mesmo, aproveitar, arriscar, respeitar e amar incondicionalmente.
Não existem pessoas iguais, existem pessoas que combinam e apreciam o mesmo tipo de coisa. Cada pessoa é única e especial do seu próprio jeito. Não é porque a sociedade diz que você está errado que você tenha que mudar seus valores ou conceitos, não é porque eles dizem que não é do seu jeito qie você deve agir que você precise mudar seu jeito de ver a vida e de vivê-la.
Mude quando perceber que seu jeito já não lhe agrada mais, mude para seu próprio bem-estar, mude pela sua paz interior e pela única pessoa que vale a pena: você mesmo.
A sociedade julga e na maioria das vezes é preconceituosa e desumana.
Quanto mais conheço pessoas, mas sinto o quanto sou diferente. Adoro quando me dizem que sou única (não que eu precise, porquê sei bem quem sou).
Nunca fui de basear-me em ninguém, gosto de ter opinião e vida própria. Se eu pudesse mesmo, nem as regras da minha casa eu seguia, só pra poder levar a vida como quero.
Rezo para que algum dia as pessoas tenham consciência do que realmente interessa nessa vida.
Rezo para que aja reconhecimento por aqueles que muito fazem por nós. Que aja compreensão para perceberem que tudo passa, e que aja respeito pelos nossos superiores, que as pessoas saibam o quão valioso é ter um ombro pra encostar a cabeça e um amigo que possa nos ouvir. E que mais valioso que o dinheiro e que tudo nessa vida, está aqueles que mesmo cansados, doentes e amargurados, deixam suas dores de lado pra cuidar da nossa.
Que eu possa sempre reconhecer o valor de cada despertar, que eu não perca a oportunidade de fazer valer a pena cada novo dia, que eu não deixe que coisas mesquinhas e sem conteúdo façam minha cabeça, que eu não desanime perante as dificuldades, que eu saiba agradecer incansavelmente a Deus por cada transformação e milagre feitos em minha vida e o mais importante: que eu jamais me torne aquele tipo de pessoa que mais odeio.
Sempre que chega esse determinado ponto do ano em que os dias estão sendo deixados para trás e mais um ano está indo embora, tenho a impressão que de que as pessoas são tomadas por sentimento de fim e começam com promessas e palavras desgastadas.
No meu ver não é necessário que chegue o final do ano para darmos adeus aquilo que não nos serve mais, não estou querendo dizer que todo ano devemos abandonar algo, mas eu tenho a necessidade de ''libertar'' o que deixou de me fazer bem. Aliás, por qual motivo você deveria guardar, prender, segurar coisas que não te servem mais, pessoas que te magoam, sentimentos que te sobram?
Talvez aquele velho ditado de ''Ano novo, vida nova'' sirva um pouco para o que eu estou falando.
Não vou fazer promessas - há quem diga que esse não é o meu ponto forte - eu vou desejar. Desejar mais compreensão, mais o dom de perdoar, mais carinho, mais paciência. Desejar menos pessoas vazias, menos mal a humanidade, menos solidão.
Eu quero que o que for bom permaneça, e os sentimentos ruins sejam levados juntos com a passagem de ano. Que 2012 seja doce, e as pessoas se afogem nos sorrisos verdadeiros, que brindem a calmaria e a paz, que aprendam a respeitar as decisões e o espaço dos demais. Que haja força para que possamos andar sempre de cabeça erguida perante aqueles que desejam-nos o abismo profundo, e que haja principalmente amor para destruir o mal.
Agente faz uma idéia tão complicada da felicidade, talvez porquê a essência da vida não tenha despertado em nós. E não precisa de muito. Basta olhos doces que buscam enxergar ternura, ouvidos prontos para escutar quem precisa, coração pronto para amar e lábios para sorrir.
As pessoas pensam que devemos ser todos iguais. Não me interesso por ser igual, acho até que não há nada de interessante nisso.
Eu nunca vou entender a falta de amor-próprio de algumas pessoas. Por que pensar que só os outros podem suprir nossas necessidades? Jamais esqueça que dentro desse corpo há um coração com um turbilhão de sentimentos que só nós mesmos conhecemos profundamente. É tempo de descobrir novas qualidades, novas virtudes e de amarmo-nos mais.
Ás vezes eu acho a vida meio cruel, ás vezes acho meio bonita. A verdade é que eu estou meio cansada da mesmice do dia-a-dia e quero sempre permitir-me a novos sentimentos e descobertas, por isso que muitas vezes deixo-me ser tomada pelo choro ou pelo sorriso. Gosto de viver cada situação detalhadamente. Gosto das lembranças que cada uma delas pode me trazer, gosto de pensar que serei lembrada e farei falta... Eu sinto e gosto das coisas de um jeito muito meu.
