Jorge Luis Borges
Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível.
Jorge Luis BorgesA esperança é o mais sórdido dos sentimentos.
Jorge Luis BorgesSempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.
Jorge Luis BorgesHoje não me alegram
as amendoeiras do horto.
Me lembro de ti.
em vão espero
as desintegrações e os símbolos
que precedem ao sonho
O casamento é um destino pobre para uma mulher.
Jorge Luis BorgesNão odeies o teu inimigo, porque, se o fazes, és de algum modo o seu escravo. O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz.
Jorge Luis BorgesSob a lua
a sombra que se alonga
é uma só.
Sob o alpendre
o espelho copia
somente a lua.
A velha mão
segue traçando versos
para o esquecimento.
É um império
essa luz que se apaga
ou um vaga-lume?
A lua nova.
Ela também a olha
de outra porta.
No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.
A vasta noite
não é agora outra coisa
se não fragrância.
Longe um trinado.
O rouxinol não sabe
que te consola.
Desde aquele dia
não movi as peças
no tabuleiro.
Obscuramente
livros, lâminas, chaves
seguem minha sorte.
Esta é a mão
que às vezes tocava
tua cabeleira.
Disseram-me algo
a tarde e a montanha.
Já não lembro mais.
aqui também essa desconhecida
e ansiosa e breve coisa
que é a vida
O homem está morto.
A barba não sabe.
Crescem as unhas.
Calam-se as cordas.
A música sabia
o que eu sinto.
"Eu sempre achei que o paraiso era como uma livraria"
Jorge Luis BorgesCalam-se as cordas.
A música sabia
o que eu sinto.
Acho que o escritor deve escrever para a alegria do leitor.
Jorge Luis Borges