John Steinbeck

John Ernst Steinbeck, Jr. (1902 - 1968) foi um escritor americano. Nobel de Literatura de 1962.
Encontrados 11 pensamentos de John Steinbeck

Escrever, para mim, é uma função profundamente pessoal, secreta mesmo, e quando o produto é liberado ele separa-se de mim e não tenho mais sensação de que é meu. É como uma mulher tentando recordar como é o parto. Ela não consegue.

John Steinbeck

Parece-me que se você ou eu devemos escolher entre dois cursos: o pensamento ou a ação, devemos lembrar-nos de nossa morte e a tentativa assim para viver que ela não traga nenhum prazer ao mundo.

John Steinbeck

Parece para mim que se você e eu temos que escolher entre duas maneiras de pensar e agir, nós devemos lembrar que vamos morrer e tentar viver de forma que a nossa morte não traga nenhum prazer para o mundo.

John Steinbeck

De todos os animais da criação
o homem é o único que
bebe sem ter sede
come sem ter fome
e fala sem nada dizer

John Steinbeck

Eu a amo, e isso é peculiar porque ela é tudo que eu odeio em todas as outras pessoas.

John Steinbeck

De todos os animais da criação, o homem é o único que bebe sem ter sede, come sem ter fome e fala sem ter nada que dizer.

John Steinbeck

Pela grossura da camada de pó que cobre a lombada dos livros de uma biblioteca pública pode medir-se a cultura de um povo.

John Steinbeck

Um escritor deve acreditar que o que está a fazer é o mais importante do mundo. E deve apegar-se a esta ilusão, ainda que saiba que não é verdade.

John Steinbeck

“Uma alma triste pode matá-lo rápido, mais rápido que um germe.”

John Steinbeck

E os grandes proprietários, que têm de perder as suas terras na primeira rebelião, os grandes proprietários que estudam a História, que têm olhos para ler a História, deviam conhecer este grande fato: a propriedade quando acumulada em muito poucas mãos esta destinada a ser espoliada. E do fato complementar também: quando uma maioria passa frio e fome, tomará à força aquilo que necessita. E também o fato gritante, que ecoa por toda a História: a repressão só conduz ao fortalecimento e união de todos os oprimidos. Os poderosos proprietários ignoram os três grandes gritos da História. A terra acumulou-se em poucas mãos, o número dos espoliados cresceu e todos os esforços dos grandes proprietários se orientaram no sentido da repressão. Gastava-se o dinheiro em armas e gases para proteção das grandes propriedades; espiões eram enviados com a missão de descobrir insurreições latentes, que precisavam ser abafadas antes que nascessem. Ignorava-se a transformação econômica; não se tomavam em consideração os planos para a transformação; apenas se tomavam em conta os meios de destruir as revoltas enquanto as causas das revoltas permaneciam.”
John Steinbeck, in As vinhas da ira

John Steinbeck

O HOMEM É MAIS QUE SUA COMPOSIÇÃO QUÍMICA:
Isto assim é simples e cômodo: tão simples, que a satisfação que o trabalho proporciona desaparece, tão eficiente, que a sensação de deslumbramento desaparece também dos campos, daí resultando que se esquece a profunda compreensão que o homem possui da terra bem como a sua ligação com ela. E no motorista do trator cresce, vai aumentando o desprezo, que só domina um estranho, que não tem amor, nem sente a sua comunhão com a terra. E que a terra não é só o nitrato nem só fosfato, nem mesmo o tamanho que atinge a fibra do algodão. O homem não é somente carvão, sal, água ou cálcio. É tudo isto e também muitíssimo mais que o simples resultado da sua análise.
O homem, que é mais do que a sua composição química, caminhando na terra, desviando o arado de uma pedra, abaixando a rabiça do arado no intuito de poupar um rebento temporão, vergando os joelhos na terra para comer sua singela refeição – esse homem, que é mais que os elementos que o compõem, sabe também que a terra é mais que o simples resultado da sua análise química. Mas o homem da máquina, fazendo rodar um trator morto através das terras que não ama e nem conhece, apenas entende de química; desdenha da terra e desdenha de si próprio. Quando as portas de chapa ondulada se fecham, vai para casa e a sua casa nada tem que ver com a terra.”
John Steinbeck, in As vinhas da ira

John Steinbeck