John MacArthur

Encontrados 14 pensamentos de John MacArthur

Veja a sua vida. Existe algo que você ama mais que Cristo? Existe algo que você queira mais que Cristo? Existe alguém que você queira servir mais do que a Cristo? Alguém que você queira honrar mais do que a Cristo? Alguém que você queira proclamar mais do que a Cristo? Se existe, você perdeu seu primeiro amor…

John MacArthur

Não procrastine as providências para limpar sua consciência violada. Algumas pessoas descartam os passos necessários para lidar com suas culpas, pensando que sua consciência ficará limpa com o passar do tempo. Não é isso o que acontece. A procrastinação permite apenas que os sentimentos de culpa apodreçam. Isso, por sua vez, gera abatimento, ansiedade e outros problemas mais.

John MacArthur

É evidente que muitos que se dizem evangélicos atualmente agem norteados por outros objetivos, e não por uma visão bíblica de mundo.

John MacArthur

Ser sábio é dominar a arte do viver diário por intermédio do conhecimento da Palavra de Deus e sabendo aplicá-la em toda situação.

John MacArthur

A Bíblia nos ordena mortificar o pecado. "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena; prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é a idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]" (Cl 3.5,6). Não podemos obedecer parcialmente ou ser indiferentes quando procuramos eliminar o pecado da nossa vida.
Não é possível parar enquanto a tarefa estiver incompleta. Os pecados, do mesmo modo que os amalequitas, encontram sempre um jeito de escapar da matança, gerando, revivendo, reagrupando-se e lançando novos e inesperados ataques em nossas áreas mais vulneráveis.

John MacArthur

Nada ganharemos, senão o desprazer de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (Gl 5.ll).

John MacArthur

Na igreja contemporânea tudo parece estar na moda, exceto a pregação bíblica.

John MacArthur

"Diz o insensato no seu coração: Não há Deus." (Sl 14:1) É interessante notar que a palavra insensato também pode ser traduzida como "ímpio". Ateus são ímpios. É assim que se tornam ateus. Impiamente, reduzem Deus à não-existência a fim de poderem viver no pecado sem qualquer senso de obrigação moral. Entretanto, para que o insensato possa proferir a palavra Deus, ele precisa ter um conceito de Deus. Se ele tem um conceito de Deus, isso implica que Deus existe. É impossível pensar em algo que não exista; portanto, na verdade, ele está tentando eliminar algo que o seu próprio poder de raciocínio lhe diz que existe. O fato de o insensato fazer tanto esforço para negar a existência de Deus é um testemunho de que Deus deve existir, ou o insensato não teria com que se preocupar.

John MacArthur

Adoração Significativa

Por John MacArthur

Se você visitar Londres, não terá qualquer problema em reconhecer a Catedral de São Paulo. Ela é considerada uma das dez mais belas construções do mundo e domina os céus de Londres. Aquela venerável construção permanece como um monumento ao seu criador — o astrônomo e arquiteto Christopher Wren. A Cadetral de São Paulo é a mais famosa realização de Christopher Wren, mas existe uma interessante história a respeito de uma construção menos famosa que ele projetou.
Wren recebeu a incumbência de projetar o interior da Câmara Municipal, em Windsor, ao oeste do centro de Londres. Seu projeto exigia colunas largas para suportar o teto elevado. Quando a construção foi terminada, os vereadores vistoriaram o edifício e expressaram preocupação a respeito de um problema: as colunas. O problema não era que eles estavam preocupados com a utilidade das colunas; eles apenas queriam um número maior de colunas.
A solução de Wren foi tão maldosa quanto a sua inspiração. Ele fez exatamente como lhe haviam pedido, instalando quatro novas colunas e satisfazendo as exigências de seus críticos. Aquelas colunas permanecem na Câmara Municipal, em Windsor, até hoje; e não são difíceis de identificar. Elas são as únicas que não suportam qualquer peso e, na realidade, nem alcançam o teto. Aquelas colunas são imitações. Wren as instalou para satisfazerem um único propósito — proporcionar melhor aparência. Elas são um embelezamento construído para agradar os olhos. No que diz respeito a suportar o edifício e a fortalecer a estrutura, elas se mostram tão úteis quanto os quadros pendurados nas paredes.
Embora me entristeça ao dizer isto, creio que muitas igrejas têm construído as suas próprias colunas decorativas, especialmente no culto. Vocês já observaram que na adoração congregacional —aquilo que os crentes fazem quando se reúnem — não é difícil achar crentes que a adoração tenha deixado vazios?Alguma coisa está faltando – alguma coisa importante.
Será que estamos colhendo as conseqüências de abandonarmos o modelo bíblico de adoração e construindo um modelo simplesmente decorativo? É possível que tenhamos construído uma fachada que não oferece qualquer suporte, não sustenta qualquer peso e está muito aquém de alcançar as alturas que Deus projetou e desejou que caracterizassem a adoração?
A verdadeira e genuína adoração não é uma opção para o povo de Deus. Não é uma sugestão; não é uma proposição do tipo “pegar ou largar”. A adoração no Dia do Senhor deveria ser a maior alegria de nossa semana. É a nossa oportunidade de engajarmos nossa mente nas coisas de Deus; de nos regozijarmos com o povo de Deus; de nos aquecermos na presença dEle; de bebermos corporativamente da sua Palavra; de dedicarmos nossos talentos e recursos; de encorajarmos e sermos encorajados e de Lhe oferecermos os nossos louvores.
A ênfase na adoração bíblica e nos elementos que constituem um culto rico e transformador tem sido substituída, em anos recentes, por aquilo que é superficial. A substância tem sido trocada por aquilo que é a sombra. O conteúdo foi lançado fora, para dar lugar ao estilo. O significado foi banido, o método tomou- lhe o lugar. O culto talvez pareça correto, mas traz consigo pouco valor espiritual.
Essa tendência talvez seja mais evidente em uma área muito íntima ao meu coração — o ensino da Palavra de Deus. Os exemplos mais óbvios são igrejas que menosprezam francamente a Bíblia e o ensino do seu verdadeiro significado, ao mesmo tempo que enfatizam o ritual e a tradição.
No entanto, esse é um exemplo muito fácil de citarmos. O que podemos dizer sobre as igrejas evangélicas, conservadoras que tomaram um caminho um pouco diferente, mas igualmente perigoso?
Os cultos, que antes centralizavam-se no ensino da Bíblia, têm sido substituídos por entretenimento ostentoso e mini-sermões. A luz das Escrituras tem sido perdida e em seu lugar há luzes de shows e efeitos especiais. A presença do pastor no palco é mais examinada do que o seu sermão. O tempo que antes era reservado ao ensino do pastor tem sido reduzido a alguns desprezíveis minutos de humor e bate-papo. Isto parece uma coluna decorativa que não suporta muito peso e nunca alcança o teto.
As ordenanças constituem outra área que foi deixada de lado nos cultos. Por ordenanças, eu me refiro ao batismo em água e à Ceia do Senhor — a comunhão. A Bíblia é clara. O batismo e a comunhão são integrais à vida da igreja e devem ter um papel elevado na adoração.
Mas algumas igrejas abandona ram completamente o batismo e a Ceia do Senhor, relegando-as aos cultos do meio da semana, quando provavelmente ofendem menos os incrédulos. Além disso, o significado do batismo e da Ceia do Senhor raramente é ensinado; e isto os condena à morte lenta nas mãos da obscuridade e da negligência.
Talvez você fique surpreso com a outra área que perdeu muito do seu significado na adoração. É um assunto sobre o qual não falo com freqüência, mas tem sido vital à minha igreja e ao seu ministério.
Creio que a música tem perdido o seu devido lugar na adoração e tornou-se uma coluna ornamental.
Em vez de nos conduzir a uma resposta ativa e pessoal à verdade de Deus, a música se tornou um barulho de segundo plano cujo objetivo é manter-nos ocupados, enquanto os pratos de coleta são passados. Em vez de elevar nossos pensamentos a respeito de Deus, além do nível que podemos fazê-lo sozinhos, a música se tornou uma rotina sem significado observamos. Em vez de desprender-nos das pompas da vida diária e de atrair nossos pensamentos para o alto, a música se tornou um intervalo colocado antes da pregação. Em vez de glorificar a Deus, a música se tornou um estimulante para o ego de alguns cantores. Em vez de envolver nossas mentes na verdade a respeito de quem Deus é e do que Ele tem feito, a música é um carrossel emocional onde subimos e descemos quando queremos.
Mas o segredo de tornarmos mais significativa a música da adoração é uma questão de escolhermos músicas antigas e/ou músicas de estilo diferente? Não necessariamente. Martinho Lutero disse que a música é um servo criado e outorgado por Deus. Lutero estava correto. A música em si mesma — as notas, os sons, o ritmo — é apenas um instrumento para ajudar-nos a transmitir a verdade. Enquanto o estilo não contradiz nem obscurece a verdade, e a mensagem está correta, a música é uma questão de preferência.
O verdadeiro âmago da música é o seu significado — é a verdade contida em sua melodia. A verdade é a fonte da qual jorra toda a verdadeira adoração. A verdade é aquilo que torna a música uma coluna de sustentação e não apenas um ornamento na igreja. Quando a nossa música está fundamentada na verdade, ela eleva nossos pensamentos a Deus; impulsiona nosso coração em direção ao céu, de um modo que nenhuma outra coisa pode fazê-lo. A música nos emociona e, ao mesmo tempo, escava profundamente o solo empedernido de nosso coração. Acima de tudo, a música nos faz deixar de olhar para nós mesmos e atribui a glória a Deus. A música eleva nossa consciência da santidade de Deus e intensifica tanto o nosso senso de completa indignidade como o nosso senso de desventura.
Certamente, a música pode e deve produzir emoções. No entanto, as emoções devem surgir em resposta à verdade, e não ao custo da verdade. Por si mesmas, as emoções nunca se qualificam como adoração.
Tenho receio de que, enquanto não reconhecermos o devido lugar da música e nos treinarmos para escolhê-la e utilizá-la com cuidado, a música permanecerá como nada mais do que um simples ornamento, contribuindo muito pouco para a edificação da igreja. E o que é pior: teremos perdido o verdadeiro poder que a adoração tem a oferecer — o poder que transforma nossas vidas e nos atrai a maior intimidade com Deus.
John MacArthur

John MacArthur

Pregação ou Entretenimento?

John MacArthur

John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.

A igreja pode enfrentar a apatia e o materialismo satisfazendo o apetite das pessoas por entretenimento? Evidentemente, muitas pessoas das igrejas pensam assim, enquanto uma igreja após outra salta para o vagão dos cultos de entretenimento.
Uma tendência inquietante está levando muitas igrejas ortodoxas a se afastarem das prioridades bíblicas.
O que eles querem
Os templos das igrejas estão sendo construídos no estilo de teatros. Ao invés de no púlpito, a ênfase se concentra no palco. Alguns templos possuem grandes plataformas, que giram ou sobem e descem, com luzes coloridas e poderosas mesas de som.
Os pastores espirituais estão dando lugar aos especialistas em comunicação, aos consultores de programação, aos diretores de palco, aos peritos em efeitos especiais e aos coreógrafos.
O objetivo é dar ao auditório aquilo que eles desejam. Moldar o culto da igreja aos desejos dos freqüentadores atrai muitas pessoas.
Como resultado disso, os pastores se tornam mais parecidos com políticos do que com verdadeiros pastores, mais preocupados em atrair as pessoas do que em guiar e edificar o rebanho que Deus lhes confiou.
A congregação recebe um entretenimento profissional, em que a dramatização, os ritmos populares e, talvez, um sermão de sugestões sutis e de aceitação imediata constituem o culto de adoração. Mas a ênfase concentra-se no entretenimento e não na adoração.
A idéia fundamental
O que fundamenta esta tendência é a idéia de que a igreja tem de “vender” o evangelho aos incrédulos — a igreja compete por consumidores, no mesmo nível dos grandes produtos.
Mais e mais igrejas estão dependendo de técnicas de vendas para se oferecerem ao mundo.
Essa filosofia resulta de péssima teologia. Presume que, se você colocar o evangelho na embalagem cor-reta, as pessoas serão salvas. Essa maneira de lidar com o evangelho se fundamenta na teologia arminiana. Vê a conversão como nada mais do que um ato da vontade humana. Seu objetivo é uma decisão instantânea, ao invés de uma mudança radical do coração.
Além disso, toda esta corrupção do evangelho, nos moldes da Avenida Madison, presume que os cultos da igreja têm o objetivo primário de recrutar os incrédulos. Algumas igrejas abandonaram a adoração no sentido bíblico.
Outras relegaram a pregação convencional aos cultos de grupos pequenos em uma noite da semana. Mas isso se afasta do principal ensino de Hebreus 10.24-25: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos”.
O verdadeiro padrão
Atos 2.42 nos mostra o padrão que a igreja primitiva seguia, quando os crentes se reuniam: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.
Devemos observar que as prioridades da igreja eram adorar a Deus e edificar os irmãos. A igreja se reunia para adoração e edificação — e se espalhava para evangelizar o mundo.
Nosso Senhor comissionou seus discípulos a evangelizar, utilizando as seguintes palavras: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Ele deixou claro que sua igreja não tem de ficar esperando (ou convidando) o mundo para vir às suas reuniões, e sim que ela tem de ir ao mundo.
Essa é uma responsabilidade de todo crente. Receio que uma abordagem cuja ênfase se concentra em uma apresentação agradável do evangelho, no templo da igreja, absolve muitos crentes de sua obrigação pessoal de ser luz no mundo (Mateus 5.16).
Estilo de vida
A sociedade está repleta de pessoas que querem o que querem quando o querem. Elas vivem em seu próprio estilo de vida, recreação e entretenimento. Quando as igrejas apelam a esses desejos egoístas, elas simplesmente põem lenha nesse fogo e ocultam a verdadeira piedade.
Algumas dessas igrejas estão crescendo em expoentes elevados, enquanto outras que não utilizam o entretenimento estão lutando. Muitos líderes de igrejas desejam crescimento numérico em suas igrejas, por isso, estão abraçando a filosofia de “entretenimento em primeiro lugar”.
Considere o que esta filosofia causa à própria mensagem do evangelho. Alguns afirmam que, se os princípios bíblicos são apresentados, não devemos nos preocupar com os meios pelos quais eles são apresentados. Isto é ilógico.
Por que não realizarmos um verdadeiro show de entretenimento? Um atirador de facas tatuado fazendo malabarismo com serras de aço se apresentaria, enquanto alguém gritaria versículos bíblicos. Isso atrairia uma multidão, você não acha?
É um cenário bizarro, mas é um cenário que ilustra como os meios podem baratear e corromper a mensagem.
Tornando vulgar
Infelizmente, este cenário não é muito diferente do que algumas igrejas estão fazendo. Roqueiros punk, ventríloquos, palhaços e artistas famosos têm ocupado o lugar do pregador — e estão degradando o evangelho.
Creio que podemos ser inovadores e criativos na maneira como apresentamos o evangelho, mas temos de ser cuidadosos em harmonizar nossos métodos com a profunda verdade espiritual que procuramos transmitir. É muito fácil vulgarizarmos a mensagem sagrada.
Não se apresse em abraçar as tendências das super-igrejas de alta tecnologia. E não zombe da adoração e da pregação convencionais. Não precisamos de abordagens astuciosas para que tenhamos pessoas salvas (1 Coríntios 1.21).
Precisamos tão-somente retornar à pregação da verdade e plantar a semente. Se formos fiéis nisso, o solo que Deus preparou frutificará.

John MacArthur

Intolerância Tolerante

A era de veneração da tolerância do Pós-Modernismo é a sua característica mais óbvia. Mas a versão de "tolerância" difundida por pós-modernistas é na verdade uma corrupção torcida e perigosa da verdadeira virtude.

Aliás, a tolerância nunca é mencionada na Bíblia como uma virtude, exceto no sentido de paciência, longanimidade e perseverança (cf. Efésios 4:2). Na verdade, a noção contemporânea de tolerância é um conceito pateticamente fraco comparado ao amor que a Escritura ordena aos cristãos a mostrarem até mesmo para seus inimigos. Jesus disse: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam" (Lucas 6:27-28; cf vv 29-36).

Quando nossos avós falaram de tolerância como uma virtude, eles tinham algo como isso em mente. A palavra usada para significar respeito às pessoas e tratá-las gentilmente, mesmo quando acreditamos que estão erradas. Mas a noção pós-moderna de tolerância significa que nunca devemos considerar opiniões de outra pessoa como "erradas". A tolerância bíblica é por pessoas, e tolerância pós-moderna é por ideias.

Aceitar toda crença como igualmente válidas é quase uma virtude real, mas isto é ó único tipo de "virtude" que o pós-modernismo conhece. As virtudes tradicionais (incluindo humildade, domínio próprio, e castidade) são abertamente desprezadas - e até mesmo consideradas como transgressões - no mundo do pós-modernismo.

Previsivelmente, a beatificação da tolerância pós-moderna tem tido um efeito desastroso sobre a virtude real em nossa sociedade. Nesta época de tolerância, o que antes era proibido agora é incentivado. O que antes era universalmente considerado imoral é hoje comemorado. A infidelidade conjugal e divórcio foram normalizados. A profanação é comum. O aborto, homossexualidade e perversões morais de todos os tipos são defendidos por grandes grupos de defesa e entusiasticamente promovidos pela mídia popular. A noção pós-moderna de "tolerância" está se transformando sistematicamente a virtude genuína em sua cabeça.

Praticamente o único tabu remanescente é a noção ingênua e politicamente incorreta que "estilo de vida alternativo," religião, ou perspectiva diferente é errado.

Uma importante exceção a essa regra se destaca nitidamente: é o OK para os pós-modernistas serem intolerantes com aqueles que afirmam que conhecem a verdade - especialmente os cristãos bíblicos. Na verdade, aqueles que se imaginam os principais defensores da tolerância hoje são muitas vezes os adversários mais declarados do cristianismo evangélico.

Procure na Web, por exemplo, e veja o que está sendo dito pelos campeões da "tolerância religiosa". O que você vai encontrar é uma grande quantidade de intolerância em relação à Bíblia. Na verdade, alguns dos materiais mais amargamente anti-cristãos na World Wide Web podem ser encontrados em sites que supostamente promovem a tolerância religiosa.

Por que isso? Por que o cristianismo bíblico autêntico encontra tal oposição tão feroz de pessoas que pensam que são modelos de tolerância? É porque a verdade reivindica a Escritura - e, particularmente, a reivindicação de Jesus ser o único caminho para Deus - são diametralmente opostos aos pressupostos fundamentais da mente pós-moderna. A mensagem cristã representa um golpe mortal para a visão de mundo pós-modernista.

Mas, enquanto os cristãos estão sendo enganados ou intimidados a suavizarem as afirmações ousadas de Cristo e alargarem o caminho estreito, a igreja não fará qualquer progresso contra o pós-modernismo. Precisamos recuperar o caráter distintivo do evangelho. Precisamos recuperar a nossa confiança no poder da verdade de Deus. E precisamos proclamar com ousadia que Cristo é a única verdadeira esperança para as pessoas deste mundo.

Isso pode não ser o que as pessoas querem ouvir nesta era pseudo-tolerante do pós-modernismo. Mas é verdade, no entanto. E precisamente porque é verdade e o evangelho de Cristo é a única esperança para um mundo perdido, nos levantar urgentemente acima de todas as vozes de confusão no mundo e proclamar o evangelho.

Texto de John MacArthur, traduzido pelo Pr Silvio Dutra.

John MacArthur

A lógica do Pós-Modernismo

Os pós-modernistas são geralmente desconfiados de formas racionais e lógicas. Eles não gostam especialmente de discutir a verdade em termos claros.

Os pós-modernistas se sentem desconfortáveis com proposições por uma razão óbvia: eles não gostam da clareza e inflexibilidade, que são necessárias para lidar com a verdade. A proposição é a forma mais simples de qualquer reivindicação da verdade, e o ponto de partida fundamental do pós-modernismo é o seu desprezo por todas as reivindicações da verdade. A "lógica confusa" de ideias contadas em forma de "estória" soa muito mais elástica - embora realmente não seja. Proposições são blocos de construção necessários para todos os meios de transmissão da verdade - incluindo estórias.

Mas o ataque a expressões proposicionais da verdade é a consequência natural e necessária da desconfiança geral da lógica do pós-modernismo, desgosto pela certeza, e desprezo pela clareza. Para manter a ambiguidade e flexibilidade da "verdade" necessárias para a perspectiva pós-moderna, proposições claras e definitivas devem ser descartadas como um meio de expressar a verdade. Proposições nos forçam a encarar os fatos e os afirmam ou os negam, e esse tipo de clareza simplesmente não se ajusta a uma cultura pós-moderna.

A verdade simplesmente não pode sobreviver se for despojada de conteúdo proposicional. Embora seja verdadeiro que crer na verdade envolve mais do que o parecer favorável do intelecto humano para certas proposições, é igualmente verdade que a fé autêntica nunca envolve nada menos do que isso. Rejeitar o conteúdo proposicional do evangelho significa perder a fé salvadora.

Texto de John MacArthur, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

(Disto se conclui que não se pode aprender a verdade evangélica sem uma aplicação disciplinada e investigativa do texto bíblico, notadamente no que se refere à sua interpretação, bem como da compreensão da vida prática à luz do referido entendimento. Dá para crescer no conhecimento da graça, da verdade, e de Cristo, conforme nos é ordenado (I Pedro 3.18), sem isto? Dá para alcançar o referido propósito seguindo a forma de ser e de se pensar livre, rápido e rasteiro, que é segundo a corrente pós-moderna? Se não se nadar contra a correnteza, no que se refere a isto, jamais seremos reais seguidores de Jesus Cristo, porque para amá-lo é necessário conhecer e praticar os seus mandamentos, e como se pode conseguir isto quando fazemos apenas uma apreciação superficial da verdade bíblica, conforme é o costume geral da presente época? – nota do tradutor).

John MacArthur

Evolução e Ética

De fato, a ascensão do naturalismo significa catástrofe moral para a sociedade moderna. As ideologias mais prejudiciais dos séculos XIX e XX foram todas enraizadas no darwinismo.

Um dos primeiros campeões de Darwin, Thomas Huxley, deu uma palestra em 1893 na qual ele argumentava que a evolução e a ética são incompatíveis. Ele escreveu que "a prática do que é eticamente melhor - o que chamamos de bondade ou virtude - envolve uma linha de conduta que, em todos os aspectos, opõe-se ao que leva ao sucesso na luta cósmica para a existência" [Evolution and Ethics, The Romanes Lecture, 1893].

Huxley, no entanto, passou a tentar justificar a ética como um resultado positivo de funções mais racionais da humanidade, e ele convidou o seu público a nem imitar "o processo cósmico", nem fugir dele, mas mais do que isso, combater por ele - ostensivamente pela manutenção de alguma aparência de moralidade e ética. Mas o que ele não poderia fazer - o que ele e outros filósofos da sua época nem se incomodaram em tentar fazer - foi oferecer alguma justificativa para assumir a validade da moralidade e da ética, por si só, em princípios puramente naturalistas. Huxley e seus colegas naturalistas não poderiam oferecer qualquer bússola moral diferente de suas próprias preferências pessoais e, previsivelmente, todas as suas filosofias abriram as portas para a completa subjetividade moral e, finalmente, para a amoralidade.

Os filósofos que incorporaram as ideias de Darwin foram rápidos para ver o ponto de Huxley, concebendo novas filosofias que estabelecem o cenário para a amoralidade e genocídio que caracterizou grande parte do século XX.

Karl Marx, por exemplo, autoconscientemente seguiu Darwin na elaboração de suas teorias econômicas e sociais. Ele inscreveu numa cópia do seu livro “O Capital” para Darwin, "como um admirador devotado." Ele se referiu à “A origem das espécies”, de Darwin, como "o livro que contém a base em história natural para a nossa visão." [Stephen Jay Gould, Ever Since Darwin . (New York: Norton, 1977), 26]

A filosofia de "darwinismo social" de Herbert Spencer aplicou as doutrinas da evolução e da sobrevivência dos mais aptos para as sociedades humanas. Spencer argumentou que, se a própria natureza determinou que os fortes sobrevivem e os fracos perecem, esta regra deveria governar a sociedade também. Segundo ele, as distinções raciais e de classe simplesmente refletem a maneira da natureza. Assim, não há razão moral transcendente para ser solidário com a luta das classes desfavorecidas. Trata-se, afinal de contas, parte do processo evolutivo natural - e a sociedade seria realmente melhorada, reconhecendo a superioridade das classes dominantes e incentivando a sua ascendência. O racismo de escritores como Ernst Haeckel (que acreditava que as raças africanas eram incapazes de cultura ou desenvolvimento mental superior), também estava enraizado no darwinismo. O simples fato da questão é que todos os frutos filosóficos do darwinismo foram negativos, ignóbeis, e destrutivos para o próprio tecido da sociedade.

A filosofia inteira de Friedrich Nietzsche foi baseada na doutrina da evolução. Nietzsche foi amargamente hostil à religião, e particularmente ao cristianismo. A moral cristã encarnava a essência de tudo o que Nietzsche odiava, ele acreditava que o ensinamento de Cristo glorificou a fraqueza humana e foi prejudicial para o desenvolvimento da raça humana. Ele zombou de valores morais cristãos tais como a humildade, a misericórdia, a modéstia, a humildade, a compaixão para com os fracos, e o serviço a outros. Ele acreditava que tais ideais tinham criado fraqueza na sociedade. Nietzsche viu dois tipos de pessoas - o mestre de classe, uma minoria dominante iluminada, e o "rebanho", seguidores semelhantes a ovelhas que eram facilmente levados. E concluiu que a única esperança para a humanidade seria quando os mestres de classe evoluíssem (super-homens), livres de costumes sociais ou religiosos, os quais tomariam o poder e trariam a humanidade para o próximo estágio de sua evolução.

Não é surpreendente que a filosofia de Nietzsche lançou as bases para o movimento nazista na Alemanha. O que é surpreendente é que, no alvorecer do século XXI, a reputação de Nietzsche tenha sido restaurada por correntes filosóficas, e assim seus escritos estão uma vez mais na moda, no mundo acadêmico. De fato, sua filosofia - ou algo muito perto disto - é ao que o naturalismo deve inevitavelmente regressar.

Todas estas filosofias são baseadas em noções que são diametralmente opostas a uma visão bíblica da natureza do homem, porque todas elas começam por abraçar uma visão darwiniana da origem da humanidade. Elas são enraizadas em teorias anti-cristãs sobre as origens do homem e da origem do cosmos e, portanto, não é de admirar que eles estejam em oposição aos princípios bíblicos em todos os níveis.

O simples fato da questão é que todos os frutos filosóficos do darwinismo têm sido negativos, ignóbeis, e destrutivos para o próprio tecido da sociedade. Nenhuma das grandes revoluções do século XX lideradas por filosofias pós-darwinianas jamais melhoraram ou enobreceram qualquer sociedade. Em vez disso, o legado social e político principal do pensamento darwiniano é um espectro completo da tirania que inspirou Marx para o comunismo por um lado, e por outro, um fascismo extremo inspirado em Nietzsche. E a catástrofe moral que desfigurou a sociedade ocidental moderna é também diretamente atribuível ao darwinismo e à rejeição dos primeiros capítulos de Gênesis.

(Dá para crer que a atual luta por justiça e igualdade social se fundamenta em princípios corretos e válidos, enquanto o que permeia a forma de pensar da sociedade ocidental se fundamenta no darwinismo e honra e celebra todas as vertentes do pensamento filosófico que é dele decorrente? Muito do que se faz sob esta bandeira no mundo, não passa na verdade de uma cortina de fumaça para encobrir as intenções dos modernos seguidores de Nietzsche, que conduzirão por fim, o Anticristo ao poder, para que o “rebanho” seja dirigido pela minoria que se autoclassifica por “iluminada”. E isto num mundo que vai se tornando cada vez mais amoral – sem ética ou um verdadeiro respeito à moralidade. Faça um corte na sociedade de todo o mundo ocidental e você encontrará sempre esta mesma substância relativa a um cada vez mais crescente incremento da iniquidade em todos os níveis sociais, e através da qual, os que se consideram mais fortes, em vez de ampararem os mais fracos, conforme postula o Cristianismo, procurarão suprimi-los, e esta será a grande motivação que levará o Anticristo e seus seguidores a tentarem varrer o Cristianismo da face da Terra, e juntamente com ele, os cristãos, uma vez que vivem o contrário de tudo aquilo que eles creem como sendo útil e verdadeiro, e que na verdade já está condenado por Deus,e por fim será finalmente expurgado da face da Terra, quando nosso Senhor retornar para instaurar o seu reino eterno de amor e de justiça – nota do tradutor).

Texto de John MacArthur, colocado em domínio público pelo autor, traduzido pelo Pr Silvio Dutra.

John MacArthur

Definindo Discernimento

1 Tessalonicenses 5:21-22; 1 João 4:1; 2 Pedro 1:3; 2 Pedro 1:4

O discernimento bíblico em sua definição mais simples, nada mais é do que a capacidade de decidir entre a verdade e o erro, o certo e o errado. O discernimento é o processo de fazer distinções cuidadosas em nosso pensamento sobre a verdade. Em outras palavras, a capacidade de pensar com discernimento, é sinônimo de uma capacidade de pensar biblicamente.

Primeiro Tessalonicenses 5:21-22 ensina que é responsabilidade de cada cristão ter maior discernimento: "Mas examine tudo cuidadosamente, retende o que é bom, abstendo-se de toda forma de mal." O apóstolo João emite um aviso semelhante quando diz: "Não creiais a todo espírito, mas provai os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 João 4:1). De acordo com o Novo Testamento, o discernimento não é opcional para o crente, ele é necessário.

A chave para viver uma vida não comprometida encontra-se em sua capacidade de exercitar o discernimento em todas as áreas de sua vida. Por exemplo, a incapacidade de distinguir entre a verdade e o erro deixa o cristão sujeito a todos os tipos de falsos ensinamentos. O ensino falso, em seguida, leva a uma mentalidade anti-bíblica, da qual resulta em um viver infrutífero e desobediente – uma receita certa para concessões.

Infelizmente, o discernimento é uma área onde a maioria dos cristãos tropeça. Eles apresentam pouca capacidade de medir as coisas que são ensinadas em relação ao padrão infalível da Palavra de Deus, e eles se envolvem sem querer em todos os tipos de ações e comportamentos antibíblicos. Em resumo, eles não estão equipados para tomar uma posição decididamente bíblica contra o ataque de pensamentos e atitudes antibíblicos que eles enfrentam diariamente.

O discernimento permeia a vida cristã em cada ponto. E a Palavra de Deus nos dá o discernimento necessário sobre todas as questões da vida. De acordo com Pedro, Deus "nos tem dado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo verdadeiro conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pedro 1:3). Você vê que isto é através do "verdadeiro conhecimento de Deus," que nos foi dado tudo o que precisamos para viver uma vida cristã neste mundo caído. E como mais teremos o verdadeiro conhecimento de Deus, senão através das páginas de Sua Palavra, a Bíblia? De fato, Pedro continua a dizer que tal conhecimento vem através da concessão de Deus "das Suas preciosas e magníficas promessas para nós" (2 Pedro 1:4).

O Discernimento - a capacidade de pensar biblicamente sobre todas as áreas da vida - é indispensável para uma vida sem comprometimento. Cabe o cristão se apoderar do discernimento que Deus tem provido na sua precioso verdade! Sem ele, os cristãos correm o risco de serem "agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina," (Efésios 4:14).

Texto de John MacArthur, traduzido pelo Pr Silvio Dutra.

John MacArthur