Humberto Gessinger

Humberto Gessinger (1963) é músico gaúcho, ex-integrante da banda Engenheiros do Hawaii. Seguindo carreira solo, lança CD que mistura pop, rock e som regionalista
1 - 25 do total de 139 pensamentos de Humberto Gessinger

Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
Aperto de mãos,
apenas bons amigos...

Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo

Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-la
Até mais...

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.

Humberto Gessinger

A vida e uma longa espera do nada

Humberto Gessinger

Você, que tem idéias tão modernas
é o mesmo homem que vivia nas cavernas...

Humberto Gessinger

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre cobras, entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí... não é por nada não
Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Meninos de rua, delírios de ruínas
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

(solidez)

Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder

Humberto Gessinger

Na verdade "nada" é uma palavra esperando tradução...

Humberto Gessinger

" A dúvida é o preço da pureza"

Humberto Gessinger

Se você quiser remar contra a mare, tem que remar muito mais forte.

Humberto Gessinger

Tenho muito mais dúvidas do que certezas, hoje com certeza eu só tenho você

Humberto Gessinger

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Humberto Gessinger

Vamos voltar pra aquele lugar
Vamos voltar
Ao tempo em que nada nos dividia
Havia motivo pra tudo e tudo era motivo pra mais
Era perfeita simetria
Éramos duas metades iguais

Humberto Gessinger

"A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante"

Humberto Gessinger

E tudo ficou tão claro
o que era raro, ficou comum
como um dia depois do outro
como um dia, um dia comum...

Humberto Gessinger

Senti saudade, vontade de voltar. Fazer a coisa certa: aqui é o meu lugar. Mas sabe como é difícil encontrar a palavra certa, a hora certa de voltar. A porta aberta, a hora certa de chegar. Eu que não fumo, queria um cigarro. Eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês. Eu que não bebo pedi um conhaque, pra enfrentar o inverno que entra pela porta que você deixou aberta ao sair.

Humberto Gessinger

Tudo queimava, mas nada aquecia.

Humberto Gessinger

Não quero ser o que eu não sou, eu não sou maior que o mar.

Humberto Gessinger

Eu sou o coração, não sou o cardiologista.

Humberto Gessinger

Não procure paz onde paz não há, não procure alguém onde não há ninguém, não procure o céu azul no mar vermelho, não procure outras pessoas no espelho.

Humberto Gessinger

Quantas bocas se fecharão quando a bomba beijar o chão da cidade em chamas?

Humberto Gessinger

Não viro vampiro, prefiro sangrar, me obrigue a morrrer, mas não me peça pra matar.

Humberto Gessinger

Não é que eu faça questão de ser feliz, eu só queria que parassem de morrer de fome a um palmo do meu nariz.

Humberto Gessinger

Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro

Humberto Gessinger

Às vezes parece que eu não tenho medo
Às vezes parece que eu não tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma razão pra chorar

Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro

Às vezes parece que eu tenho muito medo
Às vezes parece que eu só tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma chance de escapar

Acontece que eu não nasci ontem
(Até hoje sempre escapei com vida)
Pra quem duvida de tudo que eu faço
Eu faço questão de provar:
Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar

Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum
Às vezes tudo muda
E continua tudo no mesmo lugar

Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum (UM LUGAR COMUM)
Às vezes uma prece ajuda
Às vezes nem adiante rezar

Já desisti de ser uma pessoa só
Já desisti de ser uma multidão
Já não ponho todas as fichas na mesa
Agora ... jogo algumas no chão
Jogo algumas no chão

Às vezes tudo, às vezes nada
Às vezes tudo ou nada, às vezes 50%
Às vezes a todo momento, às vezes nunca
Como tudo na vida, não é sempre

Às vezes de bem com a vida, às vezes de mau humor
Às vezes sem saída, às vezes seja onde for
Não é sempre, não é sempre
Como tudo na vida... nunca é sempre

Humberto Gessinger

só existem 2 Dias no ano em que você não pode fazer nada pela sua vida: Ontem e Amanhã!

Humberto Gessinger

DIAS DESSES
provavelmente terei vivido mais da metade da minha vida no
século passado, daqui pra frente estou decidido nada será como tem sido um jogo já jogado, provavelmente ter escolhido este caminho só faz sentido sem pressa e para sempre, n'alma da gente já existia cicatriz antes do corte, cinza antes do fogo, vida após morte...
Nem sempre os numéros estão com a razão.Às vezes, os adjetivos se aproximam mais da verdade. Mas, na hora certa, 0,1,2,3,4,5,6,7 e 9 são ótimos companheiros. Tá te achando o máximo? Experimenta colocar teus anos de vida numa timeline mais abrangente. Não precisa ir muito longe, um único século basta. Garanto que os pés voltam ao chão
rapidinho.
Desde o início da minha saga de músico-amador-profissional, acompanhei várias mudanças drásticas (ah, que vontade de usar a palavra "revoluções") na tecnologia de audio. Entre elas, a digitalização (que tirou do chão os pedais e empilhou os efeitos num rack) e o MIDI (um protocolo para teclados trocarem informação). Sem falar nos processos de gravação. Oops estúdio é papo de produtor. E produtor é quem transfroma música em produto. E eu sou
músico.
A revolução (pronto, usei a palavra) mais sintomática foi uma que não aconteceu.Na primeira metade dos anos 90, a revista Keyboard veio com uma capa definitiva:"The Next Big Thing". Falava de uma nova
tecnologia de sintetizadores.
{Nos anos 60, se os sintetizadores analógicos queriam imitar o som de algum instrumento já existente, o resultado ficava tão distante que soava original. E ser original, acreditem, era do caralho! Com a digitalização, nos anos 80, abria-se uma estrada potencialmente infinita para a originalidade. Dando as costas a esta estrada, os sintetizadores começaram a ter, cada vez mais, sons que imitavam instrumentos já existentes: pianos, órgãos, cordas, metais e até Moogs e Oberheims (os teclados analógicos do passado). Criou-se um vácuo, um buraco negro. Uma época sem sons
próprios.}
A tal nova tecnologia anunciada na capa da Keyboard permitiria, além de copiar quaquer instrumento, criar instrumentos virtuais. Se bem me lembro, davam como exemplo uma flauta com 3 metros de comprimento. Kitsch, mas, pelo menos, promessa de novos sons. Só promessa. A revolução morreu na casca. O que pintou foi mais do mesmo: sons de piano elétrico (anos 40), sons de piano acústico (século XVIII), os sons que Keith Emerson tirava dos Moog e que Jon Lord tirava do órgão Hammond (anos 70), o som que Van Halen tirava de um Oberheim (anos 80) A guitarra ficou nos anos 60/70. Este instrumento
ump! To the past..
ainda evoluiu até o início dos 90, com a sonoridade quase nerd dos shredders (caras que apostavam corrida nos braços das guitarras, os gatilhos mais rápidos do oeste). São desta época os últimos modelos a ter alguma
relevância: Kramer, Parker Fly, Paul Reed Smith... O grunge acabou com os atletas da guitarra e suas armas letais. Voltou-se à época dourada das Fender, Gibson, Rickenbacker... É óbvio e, ainda bem, que há exceções nesta história que exponho de maneira tão generalista.
Os sons têm significados técnicos (frequências, timbres) e culturais (quem usou, em que canções). Características inatas e adquiridas. Misturando estas duas perspectivas, coisas interessantes e inesperadas acontecem.
Astor Piazzolla fez sociologia e piada quando disse que o bandoneon nasceu na igreja mas cresceu nos bordéis. Um dos sons mais sexys do mundo, a Clavinet Hohner usada por Stevie Wonder eletrificava o som do cravo
(sim, o cravo do período barroco). O mesmo caminho foi feito pelo órgão Hammond: originalmente pensado para igrejas e lares recatados, se transformou num som tão maravilhosamante sacana quanto a guitarra. Taí o Deep Purple de Jon Lord e Ritchie Blackmore que não me deixa mentir.
Smoke on the water, fire in the sky
Peixe fora d'água, borboletas no aquário. Coisas fora do lugar. Inesperado e interessante. Como o mictório branco que Marcel Duchamp transformou em peça de museu.
'' eu sei, a onda é teclado virtual, luvas com dedos é o normal,mas tenho ideias caminhando e onde ando faz um frio glacial''..
Música sempre foi uma atividade social. Com o surgimento do walkman começou a individualização do que era coletivo. Na contramão, resta a praga dos caras que abrem o porta-mala do carro num posto de gasolina pra beber cerveja quente e ouvir a eguinha pocotó.
Minha amiga tá atucanada procurando novos fones de ouvido. Quer o melhor som que seu dinheiro pode
comprar. Me pediu dicas... não sei se ajudei. Por deformação profissional, os fones que uso se parecem mais com um árido raio X de tórax do que com uma bela pintura de torso. E são muito caros.
Espero que minha amiga tenha encontrado as frequências graves que procurava. Ela tinha razão na sua atucanação: fones são mais importantes do que roupas.
Mal posso esperar o início da temporada dos
fashion weeks
. Acompanho pela TV. Não os desfiles, pois não tenho talento para apreciá-los. O que me fascina é a
cobertura especializada, os comentários, as entrevistas com estilistas. Nem na Academia Brasileira de Letras nem nas vanguardas do modernismo o verbo foi levado a limites tão longínquos. Me divirto muito. Numa dessas, ouvi essa: "a
coleção sintetiza a história dos Jogos Olímpicos e tudo que aconteceu na Rússia,dos czares ao comunismo". Impagável!
E dê-lhe "tendência" pra lá e "tendência" pra cá. O termo é onipresente. Atrás desta palavra suave (que sugere possíveis caminhos), se esconde uma rígida lista de regras e imposições. Estou exagerando? Tente comprar uma calça sem bolsos nas pernas quando esta não for a tendência. Será tão fácil quanto comprar uma camisa do Renato Gaúcho na loja do Inter. Se for tendência, a calça com excesso de bolsos será inevitavel
como uma camisa do Zico na loja do Flamengo.
Dias desses perdemos um GreNal decisivo. Nos pênaltis! Nosso centroavante chutou a bola a perder de vista. Algumas
horas mais tarde, Osama Bin Laden foi assassinado. Não lembro de terem usado a palavra "assassinato". Eufemismos devem ter limpado a cena do crime. Ok, o cara era uma mala, mas, pelo meu dicionário, o termo seria esse mesmo.
Por conta do meu fuso horário disfuncional (fruto do meu talento inato para trocar o dia pela noite e da minha rotina-sem-rotina de músico-amador-profissional), eu estava dormindo quando a notícia tomou conta do
mundo. Quando acordei, a crer no relato, o corpo de Bin Laden jazia no mar havia algumas horas. A primeira mensagem que li no twitter dizia: "pô, esta piada
é velha! RT: Osama morreu por que foi atingido pela bola do pênalti que Borges errou".
Menos de 24h horas depois, a piada já era velha? Era. Caraca!

Dia desses vi, na capa do jornal, o desenho de um iPod andando de bengalas e usando cachecol, óculos e
boina. O aparelho (tão inovador há tão pouco tempo) fora transformado num velhinho para ilustrar uma matéria que anunciava o iminente fim de seus dias.
Caraca! Tempos velozes para as piadas e para a tecnologia.
Hegemonia me irrita. Melhor: me dá sono. Melhor ainda: irrita E dá sono. Seja nas relações pessoais, nas inovações tecnológicas, na indústria cultural ou mesmo no futebol. Neste, se trata de ganhar, é claro. Mas acho bobagem o papo
sobre quem tem o maior estádio, a maior torcida.
Na indústria cultural, não é de agora o uso de metáforas bélicas: o filme foi um "blockbuster". A música "estourou". Rolou uma "blitz" de divulgação. Sintomático: guerra, hegemonia.
Fico irritado e com sono quando, num piscar de olhos, o país inteiro começa a usar palavras em italiano macarrônico ou termos mal assimilados da cultura indiana por que assim falam numa novela da rede de TV hegemônica. O efeito manada não acontece só nas camadas mais populares. Teus amigos cultos começaram a falar de belle époque com uma sincronicidade estranha? Deve ser influência de um novo filme do Woody Allen.
Segundo a tese tecnicista, tudo que pode ser quantificado pode ser comparado e aprimorado. O raciocínio pode servir para uma fábrica de parafusos, mas será que faz sentido para qualificar vinhos, restaurantes ou perfumes?
Quando as mais importantes revistas especializadas começaram a dar nota numéricas (números com vírgula!)
aos vinhos, a excitação do mercado foi evidente. Uma ferramenta para medir objetivamente o que é subjetivo.
Quem realmente entende do assunto despreza estes rankings. Mas, pro mercado, funciona. E muito. Parece que as pessoas não estão interessadas na qualidade do vinho ou no prazer do jantar. Elas querem dizer que
tomaram O MELHOR vinho e jantaram n'O MELHOR restaurante. Querem estar no lado hegemônico.

Existe o melhor beijo? Até pode existir, mas só na opinião de, no máximo, duas pessoas. O melhor beijo
jamais será hegemônico.
Acho que enveredei para este papo sobre hegemonia por que, enquanto escrevia
este texto, na sala de embarque do aeroporto, um menininho puxou o pai pelo
braço e, apontando para o meu laptop, disse: "Eu queria um computador daqueles da maçã. São os melhores do mundo,pai!".
Me deu vontade de dizer: não entra nessa, garoto! O melhor computador é o de quem tem as melhores idéias. Não
.
adianta entulhar as fotos de filtros bacaninhas que envelhecem e embelezam "naturalmente" a imagem. Nenhuma maquiagem esconde a falta de conteúdo.
Bons fones, se possível. Boa música, sempre!
PERGUNTAS QUE SONHEI RESPONDER
RESPOSTAS QUE ESQUECI AO ACORDAR

Por que pessoas que adoooooram minhas
letras vivem mandando letras pr'eu musicar?
Será verdade que Ela não gostou do meu dente de ouro?
Se são as pessoas mais escrotas que estão acertando profecias o mundo está ficando mais escroto?
Por que Ela não gostou do meu dente de
ouro? Qual é a droga que salva qual é a dose fatal?
Alguém pode mudar de opinião sobre um dente de
ouro? Onde estão os caras que desmaterializavam moedas de 10.000 reais?
Se as moedas acima fossem de ouro, quantos dentes dariam?
A vida é muito curta para vivermos sempre
com o mesmo corte de cabelo ou
curta demais para experimentarmos outros cortes?
Vale a mesma resposta para relacionamentos amorosos?
A vida é muito curta para torcermos só para um time ou curta demais para torcermos por vários times?
Qual seu prato preferido?
-O que estiver mais perto. (sonhei com esta resposta a vida
inteira mas quem a encontrou foi H. D. Thoreau) .... Que tal????
aonde leva essa loucura? qual é a lógica do sistema?

Humberto Gessinger

se os romanos te tiram pra Cristo
e os cristãos te chamam Satã
se te dizem que foi ontem
ou mandam voltar amanhã

se colorados te acham gremista
e gremistas te acham pé-frio
se te deixam fora da lista
gregos, troianos, judeus e gentios

se, no fim das contas,
chegas à triste conclusão
de que "não tem jeito,
todos eles têm razão"

relax...
respira fundo...
mesmo que o som do telefone
pareça o fim do mundo

embaixo da cama, atrás da porta
vindo na tua direção
pode não ser uma jibóia
pode ser paranóia, meu irmão

...

por todos os lados
o mesmo inimigo
quando fogo cruzado
é fogo amig

Humberto Gessinger