Hermerson F.

Encontrados 17 pensamentos de Hermerson F.

Sou isso, sou aquilo, sou tantas coisas. Sou meios termos, divagações, buscas infindas, propostas esquecidas, relacionamentos furados, amores inacabados, perguntas sem respostas, a dor de outrora que jamais esqueci. Sou mudo, sou surdo, mas também escuto. Ás vezes não vejo, outrora se quer percebo, mas vou andando por aí... Em um mundo perdido, em tantos labirintos, sem respostas dadas, apenas palavras sonhadas, vou buscando um futuro, entrando em rumos que jamais esperei. Sou o porquê, sem resposta, a vida chorosa, de alguém que já fui... Sou tantos, buscando apenas um simples sim.

"É que como humanos, estamos aptos a nos deixar esvair pelos nossos sentimentos sem importância, e fazer dele um borburinho. Tornamos o pequeno grande, e o grande pequeno, e é essa troca, que vai movendo as pessoas. A se diluirem ao minimo, ou se tornarem o maximo. "

Estou tentando compreender-me, logo eu que nunca me permiti perder-me em meus sentimentos, que nunca me deixei entrar em ilusão. É não há como escapar do pensar, do amar, do existir. Mesmo que se negue, há sempre uma hora que você para e pensa, seja em qualquer lugar, no trânsito, no shopping com amigos, até mesmo na hora da droga do sexo com desafeto, você para pra pensar, se desnorteia, se acumula, se descobre. Sentimentos tolos esse de querermos nos enganar, nos evadir de solidão, afugentarmos, se quando menos o esperamos vem, aquele desprezível sentimento do qual nos negamos a aceitar. É só uma complicação boba, é só uma idéia tola essa, vã ilusão de dizer que é frio, de que não ama, ele vem, ele te pega e te bota no colo e por mais que sofras, que chore, que se negue, você sente, você sonha, é amor. É só ilusão e ás vezes nem passa, apenas nos massacra, nos corrói, mas valeu a experiência, o que vale é isso, saber que se amou, já que é tão importante. Eu amo, amei, amarei, sofrerei o quanto de houver de sofrer. Desistir não é bem meu forte, fugir nunca é opção, se resta tentar, transbordar naquela felicidade passageira, naquele amor desnorteado, que logo para, te machuca, e recomeça. Amor é dor, dor é amor, mas não da pra viver sem sentir, sem se desdobrar, não dá. É tudo conseqüência do que temos em mente, se nasce, cresce, recria-se, morre, e tudo continua a mesma coisa, sem amor ou com amor. É só necessidade.

Tenho uma alma vulgar e fechada, falo em paradoxo constante, sou miticamente errado e sei disso, e nem se quer por um minuto penso que poderia voltar atrás, não julgo, afinal, quem sou eu para julgar os que me julgam? Sou errado, mas não me permito errar, não minto, nem quando necessário, prefiro a verdade, até mesmo que ela faça com que alguém morra. Eu também amo, eu também sinto, mas quem precisa ver? Quem precisa sentir além de mim? Ninguém, a solidão me pertence e eu pertenço a isso, sou uma rocha, rocha opaca, oca, que por sinal se destrói, que se esvai e se preenche, preenche de nada. Sou vazio, morto, sou lixo, mas também sou algo, algo que não se explica.

Justamente eu que não entendo muito sobre essa coisa de ser feliz, tenho que saber, que sentir, é ás vezes eu bem que me esqueço de que sou um humano, ou melhor, um humano qualquer, isso é meio aflitivo, não, é totalmente aflitivo. Não sei por que essa coisa de relatividade e dor me perseguem, talvez seja só um tormento abusivo, que amanhã já não vai me incomodar, mas eu com essa sorte de um humano desastrado não creio muito nisso, essa coisa de perda deve estar ligada ao meu sangue, a isso que corre em minhas veias, a isso que ruge quando me perco em algo que quero tanto que em segundos já não importa. É estranho acordar todos os dias com a sensação de que algo já deu errado, justamente de cara, é como por o pé fora do lugar por um segundo e esquecer totalmente da idéia boa, ou melhor, da precipitação que está por vir, seria acomodável da minha parte ignorar tais coisas, ainda mais a mim que vivo viajando em desejos surreais em coisas fora do comum, eu simplesmente não entendo, eu queria entender, não há mim de fato, aos outros, ler os pensamentos e definir aquilo ali, aquilo outro, bem por ai, mas é meio corrosivo pensar isso, seria estranho e confuso milhares de ideais atordoantes vivendo em minha mente que por sinal já vai além de confusões, de irrelevâncias e principalmente transgressões, é eu vim com essa marca de mudar as coisas, de não seguir nada, mesmo sendo um humano qualquer. Não sei em que me meti, só sei que eu sigo coisas bem diferentes, leis que me agradam, eu vejo um mundo além das expectativas de um simples mortal, talvez eu seja um simples bobo definindo aquilo que já não sei definir, definindo aquilo que não posso, mas não custa tentar, se descuidar por uns minutos, decadência seria a palavra, mas é bom me perder às vezes e me sentir seguro de idéias, idéias que se perdem em um segundo.

Queria que as coisas pudessem ser diferentes, queria poder tocar-te, sem temer. Queria poder, saber apenas em te olhar, e nem ao menos se quer posso dizer que foi por falta de oportunidade, eu a tive e assim calmamente a joguei fora. Queria não me arrepender de nada, e dizer que dei o meu melhor, mas não fui tão capaz de demonstrar meu sentimentalismo barato, diante dos seus gestos mesquinhos e honráveis. Queria ser tão forte quanto você, e acreditar na esperança, acreditar em nossos sonhos, que talvez nunca se concretizem. Apenas queria um pouco mais, apenas queria. Queria que pudéssemos dizer que nunca é tarde, queria correr atrás dos meus erros, queria voltar atrás e dizer que te amo, ah! Como eu queria. Queria dar-te um pouco mais de mim, queria ter-te enfim só pra mim, o tempo foi curto, pouco aproveitado, restaram apenas memórias de noites sem fim, de manhãs a te esperar, de dias, que passaram e nos modificaram. Resta apenas lhe dizer, onde estiver, não me importo com como estiver, eu estarei aqui, em lagrimas, em perdas, sem destino, apenas com as nossas memórias, e tudo continuara aqui, exceto: você.

Estou cansado de frases feitas, e poesias de amor. Estou redimindo-me dos meus atos passados, pensando no meu futuro. Agindo de forma eloqüente, a vida é só um risco, e nela só existem mudanças. Seria fácil dizer quem sou no momento, mas de que adiantaria? Amanhã já não seria mais nada. É bonito se identificar, é bonito ver o que somos, mas em um minuto deixamos de ser, e tudo se torna velho. Bom mesmo, é deixar que o silêncio responda por si só.

Os seres humanos, sempre estão em busca de algo, de sorrir mais, de conhecer mais, de viver mais, simplesmente cada ser tem um objetivo, até mesmo aqueles que buscam a morte. Não sei definir o gosto de ninguem, mais sei que de todos que escuto, de todos que pensam e agem, sempre a aquele que não consegue omitir, ser. De fato do pouco que vivi, tenho certeza de que aprendi, o necessario, e que realmente só se aprende errando, e buscando de certa forma a maldita perfeição, mais nunca vemos que na verdade, a nossa busca é imperfeita, o que temos que fazer é viver com o que temos, o simples é o real, mais sinceramente o simples, é a vida.

Eu e a minha lucidez louca vivemos transando no espaço.

Preciso de uma verdadeira ereção. Ereção sem maldades ou intimidades pro adjetivo “sexual”. Eu costumo acreditar que uma ereção em longo prazo é quando você se depara com os amigos num barzinho e falam de como vai à vida, esses prazeres que por vez ou outra parecem pequenos e é nisso que encontro essa minha ereção mundana, nesses pequenos detalhes da vida, nesse amor frouxo de consideração, nessa emancipação louca de amigo-irmão, sabe? Mas, a minha ereção verdadeira é quando eu me deparo assim, sozinho no enlace do momento, me deixando levar pelo embalo das coisas que só eu posso entender – já tiveram esses momentos ai? Esse em que você abre o chuveiro e acende um cigarro e desata a pensar nas desgraças que vem ocorrendo? Eu vivo desses momentos malucos da mente – e que ninguém mais poderia ousar nisso ou tentar, não estou aberto pra desperdiço, pois estou fechado para balanço, por hora...

“Eu e a minha lucidez louca vivemos transando no espaço.”

Essa vai ser sempre uma frase de abertura intima, porque eu tenho esse convívio de mim para comigo mesmo sempre e acho que as pessoas deveriam se encontrar ao invés de estarem sempre procurado no outro aquilo que não encontram em si mesmas – diga-se de passagem, que nunca vão encontrar -, porque relatividade tamanha nos humanos é uma dádiva, ou não.

Quem sabe quanto tempo dura pra curar uma saudade?
Quem sabe quanto tempo leva um chamego, um beijo,
Um abraço e a maldita dor de cotovelo?
Quem sabe quanto tempo o tempo leva pra passar?
Ou até mesmo quanto tempo o tempo tem pra morrer?

Quanto tempo tem eu, tem você, tem nós?
Tem tempo ai, tem tempo cá, tempo lá, tem tempo.
E o tempo passa sem hora pra chegar ou sair,
Pois tempo existe, tempo consiste em deixar de ferir,
Certeza essa eu tenho, que um dia se acaba trazendo um novo amanhã.
Mas, quanto tempo tem pra matar minha saudade?
Quanto tempo tem, com você longe de mim?
Tempo não para.
Vida minha passa e eu não consigo passar...

Por você:

Eu não sou esse que te toca e que você vê.
Não sou esse que te assusta ou te traz pra perto.
Não sou esse que você sente que abraça, que beija, que fica.

Eu sou esse que te olha fixamente nos olhos todos os dias, sem deixar vestígios.
Eu sou esse que sonha, que espera, que fica contente com a tua felicidade.
Eu sou esse que adormece enquanto cruza os braços e vê que o seu pesadelo passou.
Eu sou esse que espera o seu melhor, que te dá forças, que se encolhe todo quando não tem o que oferecer.

Eu sou esse. Esse e só esse.

Esse que embora nada diga tudo faz por você, tudo mede por você, tudo sonha por você. Tudo cobra de você. Esse que te olha à distância e que sente calafrios em te ter por perto, não as borboletas, mas os dragões no estomago porque é um fogo que não queima, mas não deixa parar de ferir.

E sou esse, que te olha do alto e vê você passando.
Esse que te espia na espreita, na calada.
Esse incansável.
Esse que bem lá de longe só quer te ver sorrir.

Depois:


Depois!
È ai que o mundo para, que as cordas vocais desandam, que as paredes ficam mudas, que o dia vira noite, que o sol quente me deixa com frio. E é só depois.

Depois de ter você, eu não lembro de muita coisa.
Eu sei que tenho de seguir em frente e deixar o que passou, mas é que eu não sei sabe?
Eu não sei como olhar pro mato seco e fingir que não estou ali. Fingir que eu estou bem.
Eu não sei ser assim. Não sei fingir, não sei ser o que não sou.

E depois eu não quero que essa dor aqui que me assola como bolo murcho passe.
Eu não quero ter de dizer “tchau”, então eu me grudo no mínimo vestígio de presença, no mínimo agudo que soa da sua voz, assim, na minha mente. Eu puxo tudo isso pra mim, esse bocado que eu não quero que saia e eu vou me confundindo, errando, solando, passando, deixando... Mas, eu volto. Volto porque não sei o que é suficiente, insistente de verdade.

Eu sei do antes, não do depois.
Eu sei do agora, não do amanhã.
E assim eu vou me prendendo nisso, nisso que eu chamo de depois.
E depois de ter você, pra quê?



(...)

E eu sou assim mesmo. Esse turbilhão que por onde passa leva tudo ao redor, leva porque não tem saída efusiva. Leva por incerteza. Leva só por levar um bucadinho ali, outro mais a frente... E assim a vida vai seguindo. Vai seguindo porque ninguém é de ferro, ninguém deixa tudo passar sem olhar pra trás, ninguém deixa de se arrepender – a não ser que esteja morto -, vai levando a vida, assim, na calmaria. Porque se tem pressa tudo estraga. Estraga porque a vida é só uma e tudo que é demais perde a graça. Eu me perco mesmo nesses meus desatinos, nesses meus repentinos, nesses meus cálculos de frieza constante – como se eu fosse algo definido – e constantemente digo a mim mesmo: “Não sei”. Não sei que hora ela liga e diz que volta, nem sei mesmo que horas eu volto amanhã, se estou pra amanhã, meu humor é mesmo assim, inconstante, tão inconstante que me faz ter ódio do que eu amo agora.




E não sei, não sei de novo, nem sei quando vou saber...

Eu e minha cara lavada não fomos existidas pra amar – existida porque feita é coisa propicia na minha concepção –, acho que foi mesmo mal feita, mal concebida, interrompida, inerte a valer insípida. Ando cansado dessas minhas procuras infindas por coisas já ditas por um fim. E não é que tudo se equivale disso? Inicio, meio e fim. Tem coisa que nem começa e acaba. Tem coisa que começa no fim, ou até mesmo coisa com meios contidos.




Eu não entendo como querer o outro possa ser tão mais importante do que querer a si mesmo. Eu sei que querer alguém ao seu lado é coisa bonita, coisa inspirada, coisa que se vive. Mas, acho errado. Talvez porque eu ande com os buracos todos abertos pedindo pra sarar ou até mesmo por que eu ande tão vazio e sem nada a oferecer que perdeu a graça. E vou vivendo porque mais cedo ou mais tarde se morre. Não tenho coisas pra contar, nem filhos para que contem por mim. Não tenho uma vida social anti-métrica, tenho mesmo esses fios de linha puída que vão se desgastando, assim como eu mesmo to indo. Indo por que saudade não me falta, aperto brusco, evasivo, confuso. Indo porque é mais fácil empurrar com a barriga do que se meter a besta e ficar parado, to indo porque não tem pra onde voltar, vou indo...



Hora dessas eu paro, paro num canto escuro e deixo de lado tudo isso. Hora dessas eu desisto e por vez ou outra te olho no escurinho só pra ter certeza que passou, doeu...

A minha solidão entra em constante contato com aqueles que não pedem pra senti-la.




E isso se deve ao meu silêncio em resposta – se compreendes essa fadiga que de humana não tem nada, é mesmo espectros de um animal ao qual desconheço – e somente em resposta poderia se ter silêncio. A pergunta era muda e a resposta vinha clara. Consciente. Acho racionalidade coisa besta, coisa de quem não foi tocada lá no fundo, lá no imaterialissimo, julgadissimo, veracíssimo, sincericidissimo e põe issimo ai, porque é assim que as pessoas clareiam as coisas: Sentindo racionalidade nas veias.



Não funciona.



Sou mesmo bicho besta que cai encima do emotivo e é somente pra isso que existe homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher... Pro amor. Tem coisa mais bonita do que sair de si, do que enxergar que amor é perceber e crer que não da pra fugir do gostar? Não gostar por que tem que gostar. Gostar por gostar, gostar por cai em desenfreada no pensar, gostar porque gostar é humano e imaterial, gostar porque se ama e é amado. Gostar porque gostar faz parte do viver, conviver e do aprender.



Racionalidade mesmo é coisa de gente fraca, ponderada, medrosa. É coisa de quem mede conseqüências e atitudes pro amor. O amor é intensidade e não racionalidade, não se trata de medidas, amor é vida e não cálculos.

O do pinto pequeno ali do lado ou o bonitão que fala besteira?
Mulheres e sua neurose. Eu costumo dizer pras minhas amigas (que falam mais do que sabem), que relacionamento é coisa furtiva. Que serve de consolo pra perna manca da gente. Pois, se não se deram conta, todo mundo tem uma perna manca. Não literalmente.



É bem assim, saem de casa com um mau humor por não ter tido aquela foda boa da noite anterior. Sai logo xingando o vizinho pelo som alto, fica puta pelo arranhão do carro que provavelmente se deu conta justamente hoje, sente-se logo vazia por que não teve o homem que queria. Sabe que mulher é bicho homem ás avessas né? Então sai atrasada pro trabalho vai andando a pé, pois o carro já não ta prestando. Ai sente logo aquele vazio como se metade do ser humano que é, não existisse. Liga pra droga do PA (pau amigo, eu já acho que isso é perda de tempo, como diz uma amiga minha ou até mesmo Tati Bernardi: “Pau amigo é coisa de sapatão.”) à noite e o cara ta ocupado. A perna vai ficando mais manca ainda, não que ela precise de reparos, é só que mulher se incomoda com o mínimo. Sabe essas coisas assim pequenas e sem importância? Ai encana logo, preciso do c-a-r-a-c-e-r-t-o.



Mas, que droga é essa de “cara certo”? Na prática: Bonito, inteligente, educado, cavalheiro... Filha desencana logo, homem é bruto, beleza é coisa de bixinha e homem inteligente já tem dona.



Três tipos de homens existentes: Gays; Meio Gays; Cavalos.
A escolha é inteiramente sua, você pode escolher um cara inteligente que pode logo depois aparecer com “outro”, ou aprender a amar os defeitos dos outros. A primeira opção nem precisa ser comentada de fato, não é mesmo? (não) Quem nunca ouviu uma mulher dizer que quer encontrar alguém que ame ela? Estória na certa, análise: São as mulheres que dispensam. As mulheres não ligam no dia seguinte. O interessado é sempre o pobre coitado do homem, que belo futuro. Mulher atual é só no nome... Mulher que é mulher mesmo vive esperando que o homem faça, se o cano ta estragado, manda o marido concertar e quando não tem? Arranja um feinho pra cuidar desses detalhes assim, sabe? Mulher só tem cara e jeito de boba. Inteligência mesmo, não falta.



Eu digo logo, essa coisa de “O cara certo” é motivo de indecisão. Mulher que é mulher vai à luta, encara as dificuldades, aceita os defeitos. Procure consertar a perna que ta mancando e assim a vida vai seguindo. Não dá pra esperar “O” cara certo e nem existe essa de “O” cara errado. O que existe são relacionamentos que acabaram e que você não soube aprender com eles. O que existe são defeitos que nós não sabemos conviver com eles e isso muda de pessoa pra pessoa. Mulher é bicho complicado. Mas, mulher merece ser tão amada como amam loucamente.