Herman Hesse

Hermann Hesse (* 2 de julho de 1877, em Calw bei Stuttgart, Alemanha - † 9 de agosto de 1962, em Montagnola, Suíça), escritor alemão.
Encontrados 17 pensamentos de Herman Hesse

O acaso não existe. Quando alguém encontra algo de que verdadeiramente necessita, não é o acaso que tal proporciona, mas a própria pessoa; seu próprio desejo e sua própria necessidade o conduzem a isso. (Demian)

"Quando se quer algo verdadeiramente e com suficiente força, acaba-se por consegui-lo sempre." ( Demian)

"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo; destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de desvincular-se do meio excessivamente cômodo e seguro da infância para a conseqüente dolorosa busca da própria razão do existir: ser é ousar ser." (Demian)

Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Nada posso lhe dar a não ser a chave e um impulso. Não posso abrir-lhe outro mundo além do que há em sua própria alma.

Só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim
mesmo.

Existem pessoas que se declaram perfeitas, mas apenas porque exigem pouco de si mesmas.

Devemos caminhar na direção do nosso maior temor, ali está nossa única esperança.

Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tão difícil?

A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer precisa destruir um mundo.

A cura causou-me mal. Tudo o que depois me aconteceu causou-me mal. Mas quando vez por outra encontro a chave e desço em mim mesmo, ali onde, no sombrio espelho, dormem as imagens do destino, basta-me inclinar sobre a negra superfície acerada para ver em mim a minha própria imagem, semelhante já em tudo a ele, a ele, ao meu amigo e meu guia.

Apanhou Hermínia, que se havia convertido, de súbito, numa figurinha de xadrez em seus dedos, e guardou-a no mesmo bolso do colete de que antes havia tirado o cigarro. Prazerosamente saboreei o doce e pesado fumo do cigarro, senti-me exausto e disposto a dormir um ano inteiro.

Oh! agora compreendia tudo: compreendia Pablo, compreendia Mozart, ouvia algures atrás de mim seu riso espantoso, sabia ter em meu bolso centenas de milhares de figurinhas do jogo da vida, suspeitava emocionado o sentido, tinha a intenção de iniciar de novo o jogo, de voltar a estremecer diante de seus desatinos, de voltar a percorrer o inferno do meu interior, não uma vez, mas sempre.

Da próxima vez saberia jogar melhor. Da próxima vez aprenderia a rir. Pablo me esperava.
Mozart também.

Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca.

Nunca se chega a porto; mas quando duas rotas amigas coincidem, o mundo inteiro nos parece o anelado pôrto.

O simples fato da música existir e de poder um ser humano ficar, por vêzes, comovido até o âmago por uns poucos compassos e inundado por harmonias, sempre significou para mim um profundo consôlo e uma justificação de vida.

Só me interessa os passos que dei para chegar a mim mesmo.

Se você odeia uma pessoa, odeia alguma coisa nela que também é parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda;

O amor atrai amor.