Guibson Medeiros
Sai dessa companheiro
isso não é diversão
esse mundo é traiçoeiro
é caminho pra solidão
faz divisa com o inferno
o prazer só é eterno
se vier do coração
A prisão é o destino
que você mesmo criou
é o tempo solitário
do caminho que se fechou
é a alma desimada
pela luz que se apagou.
A minha cama é o chão
o meu cobertor é a lua
o meu travesseiro é a mão
e a minha casa é a rua.
O rei da velocidade
pra muito distante partiu
só nos restou a saudade
De Airton Senna do Brasil
Era tudo tão bonito
De repente ficou triste
pois levaram nosso mito
E outro igual não existe
Na pole do sentimento
Na curva da emoção
Na bandeirada do pensamento
No pódio do coração
Sem temer qualquer perigo
De uma notável coragem
Nosso peito é o teu abrigo
Para sempre a tua imagem
O nosso tri-campeão
Não teve o tetra sonhado
Mas o tetra da seleção
Para o rei foi dedicado
S erás parte da historia
E xemplo desta nação
N o circuito da memória
N o sabor da tua votoria
A celera sempre, campeão!
Mata no peito
domina a criança
na ponta que lança
pro lado direito
batendo perfeito
encontra mané
que parte pra cima
que bate de prima
servindo a pelé
É gol do Brasil
foi uma pechincha
pelé e garrincha
feliz de quem viu
marcou mais de mil
driblou um milhão
nas copas já sei
com o principe e o rei
adversário era joão
INIMIGO
Nas profundezas
do vazio da tua mente
a dor que sente
tão deveras que não vê
teu semblante na aparência
transparente do monstro
incrédulo que habita
o teu ser
o vermelho que escorre
no teu rosto
esquece o posto
e a virtude do teu ser.
Através do teu jeito simples de ser
ví transparecer a mais sublime das belezas.
Você roubou minha menina
e sangrou meu coração
me devolve em um caixão
a mais doce pequenina
você baixou a cortina
e abriu uma ferida
o teu ódio e a vingança
jorrados numa criança
na melhor fase da vida
Um ato de covardia
com uma pequena indefesa
que só mostrava beleza
e transpirava alegria
e a tua alma tão fria
trouxe a ira como oferta
de uma atitude canalha
a justiça do homem é falha
mas a de Deus é obra certa
Você tirou uma grande parte
que Deus na arte
concedeu pro meu viver
senti nascer
uma vontade de vingança
que essa aliança
arrancou pro seu prazer
Você manchou
a minha pele de saliva
e uma voz ativa
te mostrou outro caminho
estarás sozinho
onde não existe esquiva
e de outra diva
não roubarás mais o carinho.
Já escurece
neste canto solitário
do réu primário
que sustenta tanta dor
se o vencedor
se transforma em salafrário
põe no calvário
mais um Cristo Redentor.
Não adianta
o teu sorriso de mulher
a minha fé
desprendeu tua amizade
virou saudade
como um passado qualquer
o que não é
fruto de felicidade.
Na cordilheira
que flutua a tua veia
em terra alheia
fui plantar meu coração
a solidão
traz o tempo que incendeia
e a minha ceia
sente a falta do teu pão.
Na face estranha
da membrana do teu olho
passa o ferrolho
no coração da bigamia
a dor mais fria
se transforma no cansaço
e o teu abraço
fica como cortesia.
Você canta
como um pássaro
em revoada
na disparada
atropela o sentimento
e o sofrimento
deixa a alma esfacelada
e a virgem amada
se encolhe em um convento.
A tua estrada
tem uma luz
que te atormenta
e se apresenta
com uma marca
no passado
e ao teu lado
fui descrente
do presente
e a dor que sente
é a mancha do pecado.
Deitei na pedra da saudade
fingi felicidade
e andei na contra-mão
sofri desilusão
me afoguei a cada passo
e na véspera do cansaço
construí a solidão.
Foi apenas imaginação
o teu coração
tinha outro peito
pra bater
senti arder
sem criar desilusão
e a solidão
não teve forças
pra nascer.
MENINA
Uma pele branca
um sorriso
transparente
jeito inocente
de rara suavidade
a claridade
do teu olho
reluzente
planta a semente
de teor felicidade.
Sou menino de rua
conheço de perto a fome
sei como é viver sem nome
e ter como teto a lua
sentir a pele tão nua
arder ao clarear do dia
se alimentar de esperança
sou apenas uma criança
sem direito a alegria.
Ouvi falar do natal
que a gente ganha presente
eu até fiquei contente
me senti especial
até fui na catedral
pra fazer o meu pedido
mas eu falei tão baixinho
e acho que o bom velhinho
talvez não tenha me ouvido.
Na noite de natal chovia
eu ficava tão sozinho
com saudade do carinho
daquela que me aquecia
a luz que era o meu guia
tão distante do meu ser
hoje não posso mas vê-la
e o brilho daquela estrela
eu acredito que é você.
A minha cama é o chão
o meu cobertor é a lua
o meu travesseiro é a mão
e a minha casa é a rua.
A saudade traz a dor
de quem se estima
como um duelo de espadas
numa luta de esgrima
faz calar a esperança
como a bomba de Hiroshima.
ANDERSON SILVA
Anderson silva
gladiador
o oponente
sente medo
o adversário
tem pavor
vem pro tatame
mas não reclame
o seu vexame
é contemplado
com a dor
é vencedor
o lutador
grande guerreiro
maior orgulho
deste povo
Brasileiro.
AMOR
O importante
é que o amor
é maior do que
a dor
não deixa a alma
desprotegida
e serve de alicerce
na construção
de uma nova vida.
A VOZ DO POVO
Se no congresso
tem lugar
pra tanta gente
é corerente
qualquer um participar
saber falar
não é algo tão frequente
e aparente
tudo fica como está
Se o povo
escolheu seu candidato
pois é de fato
em quem se deve confiar
só duas linhas
uma vírgula
e um traço
e o bom palhaço
apenas muda de lugar.
RACISMO
O homen traduz na cor
o que condiz com a sua raça
o importante é o que se faça
seja feito com amor
como manda o criador
nos caminhos da esperança
pra que a luz seja verdade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança
O racista traz amargura
se achando no direito
todo mundo tem defeito
de pele branca ou escura
pra se ter a alma pura
é preciso confiança
sem haver desigualdade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança
O preconceito é um ato fraco
gente ignorando gente
desconhecendo parente
chama o negro de macaco
mas vai pro mesmo buraco
e os pecados pra balança
pra se ter a liberdade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança
Branco, preto ou nordestino
espírita, católico ou crente
rico, pobre ou deficiente
índio, caboclo ou latino
japonês,chinês, filipino
a vida é a maior herança
e amor não tem maldade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança.
Violência doméstica
Quantas vezes me bateu
sem falar o que eu fiz
eu só queria ser feliz
você não compreendeu
o meu coração sofreu
sentindo o corpo padecer
em troca de tanto amor
tive sofrimento e dor
mas não vivo sem você
É difícil de entender
porque sou tão submissa
sirvo pra tua cobiça
teu momento de prazer
porém nada vou dizer
o meu direito é se calar
se nem piso na calçada
mesmo assim fico marcada
sem ter forças pra lutar
Apenas vou chorar
recuar mais uma vez
diante a tua embriaguês
nada posso recusar
tudo tenho que aceitar
calada sou agredida
e por ser tão dependente
vivo casada e carente
escrava da própria vida
Gostaria de gritar
para o mundo inteiro ouvir
o tanto que sofri
sem poder denunciar
se não tenho onde morar
vivo a merce da sorte
vou me recolher tão cedo
convivendo com o medo
de escrever a própria morte.
