Frederico Moccia

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Noite. Noite encantada. Noite dolorosa. Noite doida, mágica e louca. E ainda assim, noite. Noite que parece não terminar nunca. Noite que ás vezes passa depressa demais.

As luzes da cidade são débeis. Quando você não está de bom humor tudo parece diferente, assume outras atmosferas. Cores, luzes e sombras, um surriso que não aflora, que não adere.

Não sei por que, mas, quando você não está bem, tudo ressoa como se tivesse um duplo significado.

Noite de janelas semiabertas para acolher um sinal de primavera. Noite de cobertores e lembranças que deixam dúvidas e um sabor um pouco amargo na boca... O passado ás vezes torna os travesseiros incômodos.

Mas, o que é o amor? Existe uma regra, uma forma, uma receita? Ou é tudo casual e você só deve esperar ter sorte?

Eu queria levantar da cama e encontrar uma rosa. Não vermelha. Branca. Pura. Toda para ser escrita como se fosse uma página em branco. Uma rosa deixada por alguém que pensa em mim e que eu não conheço ainda.

Com dezesseis anos umas brincam com bonecas, que porém não são mais as Barbies que eu tinha. Agora tem as Bratz. Outras leem Winx. Outras já estão na América. Umas têm blogs louquíssimos na Internet, baixam files, têm iPod. Algumas matam os pais. E outras se apaixonam e justamente fazem amor.

E não foram o primeiro amor um do outro. Conheceram-se depois de terem amado outras pessoas. E talvez não dessa forma. Talvez seja necessário viajar antes de compreender qual é a meta certa para nós. Talvez a primeira vez seja cada vez que amamos.