Federico Garcia Lorca

Encontrados 10 pensamentos de Federico Garcia Lorca

a noite esporeia
suas negras ancas
cravando-se estrelas

Federico Garcia Lorca

Como não me preocupei de nascer, não me preocuparei de morrer.

Federico García Lorca

O mais terrível dos sentimentos é o sentimento de ter a esperança perdida.

Federico García Lorca

A poesia não quer adeptos, quer amantes.

Federico García Lorca

Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo.

Federico García Lorca

Olhe à direita e à esquerda do tempo, e que o teu coração aprenda a estar tranquilo

Federico García Lorca

Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Federico García Lorca

Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.

(Trecho de Romance Sonâmbulo)

Federico García Lorca

Gazel do Amor Desesperado A noite não quer vir
para que tu não venhas,
nem eu possa ir.

Mas eu irei,
inda que um sol de lacraus me coma a fronte.

Mas tu virás
com a língua queimada pela chuva de sal.

O dia não quer vir
para que tu não venhas,
nem eu possa ir.

Mas eu irei
entregando aos sapos meu mordido cravo.

Mas tu virás
pelas turvas cloacas da escuridade.

Nem a noite nem o dia querem vir
para que por ti morra
e tu morras por mim."

Federico García Lorca, in 'Divã do Tamarit'

Federico García Lorca

Olha à direita e à esquerda do tempo, e que o teu coração aprenda a estar tranquilo."

Federico García Lorca