Fabian Mendes
Ninguém possui defeitos, todos são portadores de virtudes, onde, umas se harmonizam e outras não com as normas sociais. Uns são viciados, outros ousados; outros mal compreendidos; outros canalhas. Os restantes estão incluídos entre os críticos; os alienados e os portadores de doenças mentais.
É maravilhoso compreender que quem executa o milagre que transforma a matéria inanimada em animada, ou seja, em vida, sejam as plantas. Estas alimentam os animais dando sua própria vida pela vida. Isso é maravilhoso.
Deve haver uma idéia nas esferas dominantes para o enfraquecimento e fragmentação do pensamento e coesão popular, para que eles, os donos da idéia, que detêm o poder e reinam nestas esferas, dominem eternamente desconectando as sinapses dos movimentos sociais.
Só se busca um ídolo enquanto não se alcança uma posição igual à dele. Quando não mais precisar das bengalas, não precisarei mais de ídolos.
As plantas não crescem ou evoluem sentindo o cheiro da água, mas, vivendo a água.
Nossas virtudes é que demonstra a nossa consciência na evolução do universo
A consciência está e se movimenta na superfície, no entanto, se alimenta do além dela e do aquém mais profundo do ser.
A verdade é um caminho e não um fim em si. Dentro desse caminho ela se auto busca gerando outros caminhos e assim promovendo uma interligada teia de verdades que não se contradizem.
Todos pensam, poucos questionam.
Não pela fome e sim pela dor, não temos pomares, mas jardim e flor.
Sabe como se faz as coisas? Fazendo.
Toda substância do universo evolui e contém o tempo.
O bem e o mal são estágios de um mesmo objeto e não opostos, são nuances de um mesmo continuum.
Na cana, próximo à raiz, a seiva é muito doce; no olho longe da raiz, quase sem sabor.
Deus é feito d'eus
Durante a noite, no deserto, as vidas surgem para alimentar-se e para renovar a aridez das terras. No silêncio, lagartos, escorpiões, raposas, cobras e corujas, surgem como mágica. Parece emergir da areia, das frestas e dos rochedos dando vida à nova terra ou dando vida nova à terra. No sol escaldante do dia, só as criaturas do dia aparecem e sobrevivem ao dia. É muito difícil o encontro das criaturas do dia com as da noite. As criaturas do dia não possuem olhos regulados para ver nas trevas e as criaturas da noite não possuem olhos regulados para ver na luz. Apesar da dificuldade do encontro das criaturas do dia com as da noite, uma para sobreviver, depende da outra.
O pobre divide, o rico multiplica
O peso da atenção bloqueia o emergir das forças do inconsciente.
Toda palavra falada, por mais simples que seja, possui certo teor de emoção.
Em um relacionamento desfeito só se perde o equilíbrio promovido pelo poder que segura tuas fraquezas...”
Perde-se a cama onde dormia, a cama que agüentava teu peso, a cama que continha o travesseiro de tuas fraquezas, e onde descansavas tua cabeça.
Se te dói a perda de bens materiais, simplesmente tu não estavas te dando em alma, mas em troca de vantagens.
Se te doem os filhos, que são frutos e não bens, mas uma vez tu não te deste em alma, porém em vantagens: filhos não são armas.
Se te dói a solidão não te deste em alma também, pois, alma nunca tiveste por nunca tê-la encontrada.
Se nada te dói e se o conforto da cama e o travesseiro te faz falta, pois dormir bem é coisa sagrada: então busca o poder em outra cama, mas sempre consciente que esse tipo de cama não é um bem material, pois és uma pessoa dona da tua alma.
Dar-se em alma não é entregar a alma, mas dar-se com consciência do “dar-se”.
E só se pode “dar-se” se si tiver algo, e se, si tiver em si, pois, “dar-se” é dividir com o outro e multiplicar em si.
Quem receber essa doação e se achar que é esperto, este não passa de um mendigo.
“Dar-se” é ganhar, e ganhar só se é possível se dando também.
O homem ainda jovem é uma árvore que anda e que sabe que é uma árvore, porém não sabe que tipo de árvore ele é, e qual fruto que poderá dar. O tipo de fruto dependerá dos minerais que possuir na terra e da água contida nela, ele será a árvore relativa ao fruto da sua busca. Se ele é uma árvore que anda, ele pode procurar a terra ideal e a água ideal, ou permanecer no mesmo lugar onde o vento depositou sua semente. Mas, se ele anda e não sabe que tipo de árvore é, como saber em que tipo de terra deve fixar-se? E se a terra onde está fixo não o torna viçoso e o faz crescer? Então, ele não está na sua terra. Mas como saber o que é ser viçoso e se está ou não crescendo? Ele terá de olhar ao seu lado e acompanhar os que lhes cercam, comparar seu desenvolvimento aos destes.
Se o homem é uma árvore que anda, ele deve ter a liberdade de ir a qualquer lugar e se fixar em qualquer terra. Fixo nesta, irá perceber se está na terra certa ou não, pois toda terra se difere uma da outra, não existem terras iguais. Cada terra o levará a ter uma sensação diferente. A escolha da terra, em que deve fixar-se, será a que trouxer a sensação mais agradável. Só a terra ideal poderá promover a boa sensação, no entanto, se a água desta terra não possuir sabor agradável, esta terra será falsa. A terra para ser ideal tem que ser agradável e possuir água saborosa. Quanto mais o homem se alimentar desta água, mais viçoso ficará e mais vontade terá de tomá-la. E como saber que árvore ele é? Basta olhar para baixo e ver os frutos do chão. Só se fixa na terra do homem que é, o tipo de árvore que é este homem.
Não há certeza no futuro, mas possibilidades, tal como não é verdade provável que amanhã veremos o sol. Diante de algo que parece tão óbvio – o surgimento de um sol amanhã – e, estando impedido de fazer qualquer previsão de certeza quanto a este amanhecer solar; com a mente no futuro, terei certeza do quê?
Para um encontro íntimo com Deus, é necessário fazer com que a 3ª pessoa “Ele”, com “E” maiúsculo, se transporte e se transforme na 1ª pessoa “eu” com “e” minúsculo, em palavras, consciência e ação.
Obedecer ordens é seguir um sentido ou fluxo com consciência; obrigar-se é seguir este fluxo mesmo contestando-o.
Na nossa sociedade: vida só é um eterno lazer, apenas para quem não precisa mais viver.
