Esopo

Esopo (620-560 a.C.), escritor grego, muito conhecido por suas fábulas. [Biografia de Esopo]
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Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela.

Esopo

Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade.

Esopo

Os servos nunca sentem tanta falta do primeiro senhor como quando experimentam o segundo.

Esopo

Muitos, por medo, não hesitam em beneficiar aqueles que os odeiam.

Esopo

Nenhum gesto de amizade, por muito insignificante que seja, é desperdiçado.

Esopo

Há quem esteja disposto a morrer para fazer com que morram os seus inimigos.

Esopo

As desventuras servem de lição aos homens.

Esopo

Não se podem censurar os jovens preguiçosos, quando a responsável por eles serem assim é a educação dos seus pais.

Esopo

Os hábeis oradores, com astúcia e prudência, sabem converter em elogios os insultos recebidos dos amigos.

Esopo

Não conte os seus pintos antes de saírem da casca.

Esopo

Até mesmo os poderosos podem precisar dos fracos.

Esopo

Nunca confies no conselho de um homem em apuros.

Esopo

Quem trama desventuras para os outros estende armadilhas a si mesmo.

Esopo

De nada vale possuir uma coisa sem desfrutá-la.

Esopo

O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras.

Esopo

O intenso desejo de honras perturba a mente humana e obscurece a visão dos perigos.

Esopo

A gratidão é a virtude das almas nobres.

Esopo

O Camelo que Defecou no Rio
Um camelo atravessava um rio de rápida correnteza. Defecou, e viu então seu excremento passar por ele, levado pelas águas ligeiras. E disse: "o que vejo? O que estava atrás de mim ainda agora, eu vejo passando a minha frente!"
Moral da história:
Isto se aplica a uma cidade ou país em que os últimos e os imbecis é que dominam em vez dos primeiros e dos sensatos.

Esopo

Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.

Esopo

Não há nada de nobre em sermos superiores ao próximo. A verdadeira nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes.

Esopo

Os sábios falam pouco e dizem muito; os ignorantes falam muito e dizem pouco.

Esopo

A Raposa e a Cegonha

A raposa e a cegonha mantinham boas relações e pareciam ser amigas sinceras. Certo dia, a raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira, botou na mesa apenas um prato raso contendo um pouco de sopa. Para ela, foi tudo muito fácil, mas a cegonha pode apenas molhar a ponta do bico e saiu dali com muita fome.

- Sinto muito, disse a raposa, parece que você não gostou da sopa.
- Não pense nisso, respondeu a cegonha. Espero que, em retribuição a esta visita, você venha em breve jantar comigo.

No dia seguinte, a raposa foi pagar a visita. Quando sentaram à mesa, o que havia para o jantar estava contido num jarro alto, de pescoço comprido e boca estreita, no qual a raposa não podia introduzir o focinho. Tudo o que ela conseguiu foi lamber a parte externa do jarro.

- Não pedirei desculpas pelo jantar, disse a cegonha, assim você sente no próprio estomago o que senti ontem.

(Quem com ferro fere, com ferro será ferido)

Esopo

O Homem e o Machado
Um homem certa vez mandou forjar um machado e foi à floresta pedir às árvores que fornecessem um cabo para ele. As árvores decidiram que a oliveira deveria fornecer-lhe um bom cabo; o homem pegou-o, colocou no machado e começou a derrubar as árvores e cortar seus galhos.
Disseo o carvalho às outras árvores:
_Bem feito para nós. Somos culpadas de nosso infortúnios porque ajudamos nosso inimigo a arranjar o cabo. Somos a causa da nossa própria ruína.

Moral da história:
Aquele que ajuda seu inimigo causa infortúnio a si próprio, e é por isso que todos pessam cautelosamente o que fazer quando um inimigo pede conselhps ou ajuda.

Esopo

O Cachorro e o Carneiro

Um cahorro levou um carneiro ao tribunal, acusando-o de não devolver um pão que lhe emprestara tempos atrás. O carneiro defendeu-se dizendo que nunca pedira pão algum ao cachorro. O cachorro dise então que iria trazer testemunhas. trouxe um lobo, que testemunhou ter visto como o cachorro emprestara o pão ao carneiro:
_Como diabo você pode negar o que vimos?
E assim o carneiro foi considerado culpado de perjúrio e condenado a devolver o pão ao cachorro. Mas o carneiro não tinha nenhumpão, e assim o tosquiaram, fazendo-o pagar com sua lã a quem nunca lhe emprestara nada.

Moral da história:
Cuidado com os que contam mentiras sobre um inocente e ainda as "provam" usando perjúrios.

Esopo

A Assembleia dos Ratos
Era uma vez uma colônia de ratso, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma assembléia para encontar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma exelente idéia; a de pendurar uma sineta no pescoço do gato. assim, sempre que o gato tivesse por perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O velho rato falou que o plano era muito inteligente e ousado, que com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato?

Moral da história:
Falar é fácil, fazer é que é difícil.

Esopo