Emily Brontë

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Minhas grandes tristezas neste mundo, têm sido as tristezas de Heathcliff: ele é a minha finalidade de viver. Se tudo mais perecesse e ele ficasse, isto bastaria para que eu continuasse a viver.

E eu rezo uma oração.. hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catarina Earnshaw, possas tu não encontrar sossêgo enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fica sempre comigo.. encarna-te em qualquer forma... torna-me louco! Só não quero que me deixes neste abismo, onde não posso te encontrar! Oh, Deus! é inexprimível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma! (Heathcliff - O Morro dos Ventos Uivantes)

Eu não parti teu coração...foste tu que o quebraste, e, quebrando-o, quebraste o meu. E tanto pior para mim, que sou forte. tenho eu necessidade de viver? Que vida será a minha quando...Oh! Deus! Terias tu vontade de viver com tua alma metida num túmulo?"

(...) O que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo. (...) pg. 99

O morro dos ventos uivantes

- Deixe-me em paz, deixe-me em paz- soluçava Catherine. – Se o fiz, estou pagando com a morte. Basta! Você também me abandou, mas eu não vou lançar-lhe isso na cara! Eu o perdôo. Perdoe-me também!

O morro dos ventos uivantes

- É difícil perdoar e olhar para esses olhos e sentir entre as mãos essas mãos definhadas – respondeu ele. – Beije-me uma vez mais, e não me deixe ver os seus olhos! Perdôo-lhe o que você fez. Amo a minha assassina... mas não a sua! Como poderia?
- Heathcliff

O morro dos ventos uivantes

...Meu maior cuidado na vida é ele. Se tudo desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte dele. Meu amor por Linton. é como a folhagem da mata: o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores, isso eu sei muito bem. E o meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade quase invisível, mas necessária. Nelly Eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho em meu pensamento. Não é como um prazer - por que eu também não sou um prazer para mim própria - , mas como meu próprio ser...

"...Tenho que me lembrar de respirar, tenho quase que lembrar meu coração de bater! vivo como se me impulsionasse uma mola endurecida: é constrangido que realizo o ato mais insignificante, desde de que esse ato não dependa daquele pensamento único; é constrangido que reparo em qualquer coisa viva ou morta, se ela não esta associada à ideia que é para mim universal. Um único desejo alimento, e todo o meu corpo, todas as minhas faculdades anseiam por atingi-lo vêm ansiando por isso há tanto tempo, e tão inflexivelmente, que estou convencido de que esse desejo será satisfeito, e em breve, porque já dominou minha existência..."

A pólvora permaneceu tão inofensiva quanto areia, porque nenhum fogo chegou perto para a fazer explodir.

O Morro dos Ventos Uivantes - pág.86

-Ela nunca recobrou a consciência: não reconheceu ninguém desde o momento em que a deixou, - disse eu - Ela jaz com um doce sorriso nos lábios, e seus últimos pensamentos a levaram de volta aos dias felizes. Sua vida encerrou-se como um sonho suave - que ela possa despertar tão suavemente no outro mundo!

Seja la qual for o material que de que nossas almas sao feitas, a minha e a dele sao dos mesmo.

A felicidade que me salva a alma mata-me o corpo, mas não satifaz a si própria

O senhor é muito infeliz, não é? Solitário como o demônio e, como ele, invejoso. Ninguém gosta do senhor, ninguém o chorará quando morrer!

Entreguei-lhe o meu coração ele se apoderou dele, destroçou-o e, depois, o devolveu

Beija-me e não me deixes ver teus olhos! Perdoo-te o mal que me fizeste. eu amo quem me mata. Mas como poderei perdoar quem te mata?

Ele está sempre, sempre, no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria.

Não sei como explicar mas certamente que tu e toda a gente têm a noção de que existe, ou deveria existir, um outro eu para além de nó próprios. Para que serviria eu ter sido criada se apenas me resumisse a isto?

"Nunca lhe confessei abertamente o meu amor, mas, se é verdade que os olhos falam, até um idiota teria percebido que eu estava perdidamente apaixonado."
O Morro Dos Ventos Uivantes, página 7.

A alegria da minha alma mata o me corpo, mas não se satisfaz.

"Sei que a sua reserva se origina de uma aversão pelas exibições de sentimentos... pelas manifestações de gentileza recíproca"

"Amará e odiará sem dar disso demonstração e olhará como uma impertinência o amor ou o ódio que receberá em troca".

Que vaidosos cata-ventos somos nós! Eu, que resolvera libertar-me de todo o trato social e que abençoava minha boa estrela, que, afinal, me fizera descobrir um lugar onde ele era quase impossível, eu, fraca criatura, depois de ter mantido até a noitinha uma luta contra o abatimento e a solidão, vi-me finalmente compelido a arriar bandeira.

As pessoas orgulhosas forjam, elas mesmas, para si os mais tormentosos pesares.

Não torne o aspecto de um vira-lata vicioso que parece saber que os pontapés que lhe dão são merecidos e que, por isso, odeia todo o mundo, tanto quanto aquele que o maltrata.

Oh, thy bright eyes must answer now,
When Reason, with a scornful brow,
Is mocking at my overthrow !
Oh, thy sweet tongue must plead for me
And tell why I have chosen thee !

Stern Reason is to judgment come,
Arrayed in all her forms of gloom :
Wilt thou, my advocate, be dumb ?
No, radiant angel, speak and say,
Why I did cast the world away.

Why I have persevered to shun
The common paths that others run ;
And on a strange road journeyed on,
Heedless, alike of wealth and power --
Of glory's wreath and pleasure's flower.

These, once, indeed, seemed Beings Divine ;
And they, perchance, heard vows of mine,
And saw my offerings on their shrine ;
But careless gifts are seldom prized,
And mine were worthily despised.

So, with a ready heart, I swore
To seek their altar-stone no more ;
And gave my spirit to adore
Thee, ever-present, phantom thing;
My slave, my comrade, and my king.

A slave, because I rule thee still;
Incline thee to my changeful will,
And make thy influence good or ill:
A comrade, for by day and night
Thou art my intimate delight,--

My darling pain that wounds and sears,
And wrings a blessing out from tears
By deadening me to earthly cares ;
And yet, a king, though Prudence well
Have taught thy subject to rebel.

And am I wrong to worship where
Faith cannot doubt, nor hope despair,
Since my own soul can grant my prayer ?
Speak, God of visions, plead for me,
And tell why I have chosen thee !