Carlos Ruiz Zafón

Carlos Ruiz Zafón é um escritor espanhol, nascido em Barcelona no ano de 1964. Seu trabalho já foi traduzido em mais de 35 idiomas, e recebeu diversos prêmios internacionais. [Biografia de Carlos Ruiz Zafón]
1 - 25 do total de 37 pensamentos de Carlos Ruiz Zafón

Na altura em que a razão é capaz de compreender o sucedido, as feridas no coração já são demasiado profundas.

Os presentes dão-se por prazer de quem oferece, não por mérito de quem recebe.

Não há dúvida que há gente no mundo que existe para que haja de tudo.

O coração da fêmea é um labirinto de subtilezas que desafia a mente grosseira do macho trapaceiro. Se quiser realmente possuir uma mulher, tem de pensar como ela, e a primeira coisa é conquistar-lhe a alma. O resto, o doce envoltório macio que nos faz perder o sentido e a virtude, vem por acréscimo.

Existimos enquanto alguém nos recorda..

No momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixámos de gostar dessa pessoa para sempre..

Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos.


in A Sombra do Vento - Pág. 7

Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos sob suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.

in A Sombra do Vento pág 9

Não existem línguas mortas mas cérebros letárgicos.

in A Sombra do Vento

"Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo - não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos-, vamos regressar. Para mim aquelas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos livros esquecidos."

In A Sombra do Vento

"Embora me desse a impressão de que era dessas pessoas que nao podiam ser feliz em lugar algum.Era um homem muito reservado e as vezes eu achava que o mundo e as pessoas tinham deixado de lhe interessar.Eu tive a impressão de que Julián vivia no passado,fechado com as suas lembranças.Julián vivia dentro de casa,para seus livros e dentro deles,como um prisioneiro de luxo. "

In A Sombra do Vento

“Há prisões piores que as palavras.”

in A Sombra so Vento

“ O difícil não é simplesmente ganhar dinheiro, difícil é ganhá-lo fazendo algo que valha a pena dedicar a vida.”

in A Sombra do Vento

Não podia evitar pensar que se eu, por puro acaso, tinha descoberto todo um universo num só livro desconhecido na infinidade daquela necrópole, dezenas de milhares de outros livros ficariam inexplorados, esquecidos para sempre. Senti-me rodeado por milhares de páginas abandonadas, de universos e almas sem dono, que fundiam em um aceano de escuridão enquanto o mundo que palpitava do lado de fora daquelas paredes perdia a memória sem perceber, dia após dia, sentindo-se mais sabio quanto mais esquecia.

Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro.

Nas fases mais avançadas do cretinismo, a falta de idéias é compensada pelo excesso de ideologias.

Quando nos sentimos ameaçados, a inveja, a cobiça ou o ressentimento que nos movem se tornam santificados, pois nos convencemos de estar agindo em defesa própria...

Uma pessoa acaba se transformando naquilo que vê nos olhos de quem deseja.

A gente não sabe o que é sede até beber pela primeira vez.

“Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.

em “A sombra do vento”

Quando a razão é capaz de entender o ocorrido, as feridas no coração já são profundas demais.

Diante daquela inesperada e abominável reviravolta dos acontecimentos, Vidal ainda tentava me animar, mas eu começava a suspeitar que meus dias na redação estavam contados. - A inveja é a religião dos medíocres. Ela os reconforta, responde às angústias que os devoram por dentro. Em última análise, apodrece suas almas, permitindo que justifiquem sua própria mesquinhez e cobiça, até o ponto de pensarem que são virtudes e que as portas do céu se abrirão para os infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outro rastro senão suas toscas tentativas de depreciar os demais, de excluir e, se possível, destruir quem, pelo mero fato de existir, coloca em evidência sua pobreza de espírito, de mente e de valores. Bem-aventurado aquele para quem os cretinos ladram, pos sua alma nunca lhes pertencerá.

A fé é uma resposta instintiva a certos aspectos da existência que não podemos explicar de outra forma, seja isso o vazio moral que percebemos no universo, a certeza da morte, o mistério da origem das coisas ou o sentido de nossa própria vida, ou ainda a completa ausência dele. São aspectos elementares e de extraordinária simplicidade, mas nossas próprias limitações nos impedem de responder de modo compreensível a tais perguntas e por isso criamos, como defesa, uma resposta emocional.

É impossível estabelecer um diálogo racional com alguém a respeito de crenças e conceitos que não foram adquiridos por meio da razão.

A letra da canção é o que pensamos entender, mas o que faz com que acreditemos, ou não, é a melodia.

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