Caipirinha - O poetinha da roça
Caipirinha
SONHUS
(cumpadi Caipirinha)
Sonhei tantu cum vancê
Seim ao menus ti vê
Neim tão pôcu ti conhecê
Mais só queria qui fosse vancê
Meu marditu coração ti imaginô
E dentru deli si formô
E ansim si transformô
Em um novu i grandi amô
Cadê vancê qui num chegô
Sozinhu aqui iêu tô
Precisânu di vancê
Meu coração só qué ti vê
Mais num sei queim é vancê
Veim aqui
Num me dexa tão sortu
Veim lugu pra iêu
Meu amô é tantu
Mais u desancantu
Podi tudu distruí
Veim logu meu sonhu
Veim me fazê acordá
Cum você quero vivê
Noiti i dia seim pará
VIDA PERDIDA
(cumpadi Caipirinha!
Pra vancê iêu guardei
Meus mió momentus
Pra vancê iêu ti dei
Todus meu pensamentus
Pra vancê iêu fiquei
Pra vancê se guardei
Vida intêra pra vancê
A minha tie dediquei
Fiz di vancê minha vida
E da sua vida u meu norti
Fui cum ela sonhandu
Sonhei tantu e tão forti
Que inté si isqueci di acordá
Quânu acordei tomei um sustu
Foi um sustu tão forti
Pra iêu foi comu a morti
Quânu ví o sonhu tinha passadu
I muitu tardi si acordei
Procurei pru vancê o restu da minha vida
I nunca mais ti incontrei
Moda du Sorteiru
Quem ainda não casou,
não se case em janeiro
Que a desgraça deste mês,
se arrepete o ano inteiro
Não se case em fevereiro,
fevereiro é mês faiado
Quem se casa neste mês,
os fio nasce pelado
Não se case em mês de março,
nem que seja por decreto
Criança do mês de março,
nasce tudo anarfabeto
Não se case em mês de abril,
nem que seja prá ter gozo
Quem se casa neste mês,
nasce os filho mentiroso
Cuidado com o mês de maio,
não se case nem a muque
Criança do mês de maio
já vem fazendo batuque
Criança do mês de junho,
nasce tudo com mar cheiro,
Já nasce soltando bomba,
desde o berço é fogueteiro
Não se case em mês de julho,
este mês é perigoso
Criança do mês de julho,
nasce tudo revortoso
Agosto é o mês do desgosto
principalmente prá quem ama
Quem nasce no mês de agosto,
já faz pipi na cama
Quem se casa em setembro,
precisa ter muita sorte,
Que as crianças desse mês
Berra independência ou morte
Em outubro o seu Colombo,
descobriu um mundo novo
Quem nasce no mês de outubro,
acaba botando ovo.
Em novembro seu Deodoro
mostrou que tinha tutano,
As crianças de novembro,
já nasceu republicano
Quem chegou inté dezembro,
vivendo sempre sorteiro
Num vai istragá no fim,
a sorte de um ano inteiro
PRECURANU UM AMÔ!
Fui au incontro da noiti
Vaguemu pelas madrugada
Preguntei a todas as instrelas
Ondi anda minha amada?
A lua num me disse nada
As pedra da rua neim me arrespondero
As fulô, tudu drumindu naquea hora
Ansim me arresorvi vim simbora
Intão ao raiá da orora
Cum o sór imprranu a noiti
Preguntei: aqueceu meu amô?
E eli neim uma palavra falô!
Intão seguind minha istrada
Infeitada de árvuris e fulô
Cuns passarinhu em revuada
Preguntei se viru meu amô
A rosa, toda facêra
Oiô pra margarida e falô
Esse tá tãum perdidu
Que neim sabi du seu amô
U pé di piqui todu prosa
Se balançanu pro de jambu rosa
Sorrisu matrêru comentô
Esse Caipirinha num percebeu
Seu amô num si perdeu!
A coruja inteligenti
Se arresorveu cunversá
Caipirinha venhá cá
Que vô lhe preguntá!
Já procurô u seu amô
Aondi ele devi di tá?
Tenhu certeza que não!
Ocê lá num procurô
Seu amô há di istá
Onde ocê o dexô!
Tá certu dona coruja!
Intão pra lá vô vortá
Vô prega nu sonu
E continuá a sonhá!
SO PIADAS HUMMMM ...
VÂMU RÍ?... SÓ VALI PIADA DI CAIPIRA
Vâmu rí cum as piada di caipira?
Ocê podi contá a sua pra nóis si rí di nóis.
uá piadin in rimiproza sô!!!!
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O caipira resolve trocar o seu galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com todas.
- Mas só duas... Ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: Propõe o galo velho. - Apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas. O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar a vinte passos a frente - Pediu o galo velho.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo. O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem.
No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o caipira pega sua espingarda eatira sem piedade no galo jovem. Guardando a arma,comenta com a mulher:
- É o quinto galo viado que a gente compra esta semana!
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çês cunheçem eça?
Três paulistas e um mineiro numa clínica de loucos:
1º. paulista: -
Eu tenho muito dinheiro... Vou comprar o Citibank!
2º. paulista: -
Eu sou muito rico... Comprarei a General Motors!
3º. paulista: -
Eu sou um magnata... Vou comprar a Microsoft!
E os três ficam esperando o que o mineiro vai falar.
O mineiro engole a saliva... faz uma pausa... e diz:
- Num vendo...
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)
Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz
Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá
Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá
To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá
A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho
Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
: A PRIMEIRA VEZ DO MINERINHO
Joãozinho, mineirinho batuta da quinta serie, escreveu uma poesia na aula de redação, chamada
"A Primera Veiz ":
O céu tava bem craro ,
A lua quasi dorada ,
Ali nu campu eu i ela,
I não si via mais nada.
Sua pele era suave,
As ancas tava exposta,
I eu tocando di leve,
U macio di suas costa.
Num sabendo começá ,
Olhei u corpo isguio .
I dicidi pô as mão,
Sobre seu peito macio.
Eu sentia medo.
Meu coração forte batia,
Enquanto ela divagarinho ,
As suas perna abria.
Inda bem qui cunsigui !
Tudo então melhorô .
Pelo menos desta veiz ,
O líquido branco jorrô .
Finarmente tudo acabô ,
I quasi saio di maca.
Foi assim a primera veiz
Qui tirei leite da vaca.
Êita, gente mardosa ....
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Mais uma minha gente!!!!!!
O alemão e o caipira
Um alemão estava passeando pelo interior de Minas. Encontrou com um caipira e começou a conversar, procurando de toda a forma fazer gozação com o humilde homem. Num certo trecho da conversa, o alemão disse na maior cara-de-pau:
- No Alemanha, o ciência estarr muito avançado, non! Meu vozinha ficarr cego dois vistas e cientistas alemons fazerr dois novas de bolas de vidrro e ele enxerga agorra perfeitamente, non!
- Arre égua! Pois lá em Matutina, meu irmão perdeu a mão na máquina de cortar capim e os médicos de lá puseram uma teta de vaca no lugar da mão e agora, quando ele qué tomá leite, é só espremê um dedo e pronto!
- Ora! Isto ser impossível! Eu querrer verr parra crerr!
- Tá bão! Intão traz a tua vozinha com os óio de bola de gude prá eu vê!
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KKKKKKKK.....issakí tá baum dimái..... maizôta intoncis.....
ói só issss!!!
Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido
no interior.
- Essa terra DÁ MANDIOCA?
- Não, senhora - responde o capiau.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! SE PLANTAR É DIFERENTE...
"Poizé, quem pranta cói, i num é memu sô?!!!!!"
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Otro dia, o cumpadi Ocridi, foi na primêra veiz nu tar di proctologista. Foi fazê ixami da prostata...
Quânu chegô no consurtóriu du dotô, dispois di fazê aqueas pregunta normá, mandô o cumpadi deitá di bruçu e arriá as carça ... Ele, meiu disconfiadu, cabô fazênu o que o seu dotô mandô.
Intão o dotô cumeçô a fazê us ixami nu fiofó du cumpadi Ocridi...
- Dotô, iêu vô gritá, dotô!
- Carma cumpadi! Tenha carma, aqui as coisa são rápida!
- Dotô, iêu vô gritá...
- Grite não cumpadi! Tã cheiu di pacienti lá fora, isperânu ... o quê eles vão pensá? Carma que tâmu acabânu ...
Dispois di Ocridi se aguentá cum aquilo ...
- Dotô... Dotô... num aguentu mais ... vô gritá!
- Vai cumpadi (disse o dotô)... podi gritá ...
Ê TREIM BÃO SÔ!!!
O cumpadi Ocridi num ficô satisfeitu e o dia seguinte foi ni otrô dotô, pra uma segunda opinião!
inté, intão!
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A garota nunca usou nada por baixo. Um dia precisou sair e, não se sabe por que, pegou um saco de algodão e costurou uma calcinha. Ficou joinha.
Vestiu e tomou um ônibus. Lá dentro, um caipira sentado na frente dela, não parava de olhar pra suas pernas. Uma hora ela não aguentou mais:
- Que foi, zé mané, nunca viu uma calcinha?
- Vi sim, dona. Mas nunca escrita "Ração pra pinto".
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cumadi Nilma....KKKKKKK...Ração pá pinto foi d+++.
óia essa "verdadi verdadêra" sô!!!! num é piada naum......via vênu.....
Caipiras na cidade...
O casal de caipiras velhinhos resolve finalmente deixar o torrão natal para visitar a capital.
Eles estão num shopping e assistem a um desfile de modas para apresentação da coleção de maiôs e biquines de uma grife. Vendo esse espetáculo, o marido fica com os olhos literalmente arregalados.
A mulher passa-lhe um sermão:
- Ei Tião, parece inté que ocê nunca viu perna e peito de mulher antes!
O caipira responde:
- Sabe que eu tava pensando a mesma coisa, muié???
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Noite, pessoar! O Depoimento do Caipira
O caipira pensou melhor e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir:
- O senhor não disse na hora do acidente: "Tô muito bem"?
E o caipira responde:
- Baum, vô cuntá u ki kunteceu. Ieu tinha cabadu di colocá minha mula favurita na caminhoneti..
- Eu não pedi detalhes! interrompeu o advogado.- Só responda à pergunta: O senhor não disse na cena do acidente: "Tô muito bem"?
- Beim, ieu coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia...
O advogado interrompe novamente e diz:
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta?
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta do caipira e disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Genival (o caipira) agradeceu ao Juiz (gradicidu) e prosseguiu:
- Cumu ieu tava dizenu, coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia quandu uma picapi travessô u sinar vermeio i bateu na minha caminhoneti beim na laterar. Ieu fui jugadu fora du carru prum ladu da rudovia i a mula protuladu. Ieu tava muitu firidu i não pudia mi movê. Di quarqué forma, ieu pudia uvi a mula zurrandu i grunindu i, pelu baruio, ieu pude percebê qui u istadu dela era muitu gravi. Logdispos du acidenti, u patrulheru rudoviáru chegô au locau. Eli uviu a mula gritandu i zurrandu i foi inté ondi ela tava.
Dispois di dá umoiada nela, eli pegô a arma i atirô beim entriusóio du animar.
Entaum, u puliciar travessô a istrada com sua arma na mão, oiô pra mim i dissi:
“Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela.
E o senhor? Como está se sentindo?"
BRINCADERA DI RIMÁ
Vâmu brincá di fazê versu e rimá?
É só fazê versu e rimá, acumpanhandu us versu di trais, us anteriô!
Se ocê num sabê iscrevê im caipirêis, num faiz má ... O importanti é brincá!
Intáo?! Vâmu brincá!
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Sô o primêru a iscrevê
E os versu dexá
Queru iTô gostanu di acumpanhá
As rima du pessoá
Tá ficanu muitu ingraçadu
Vê ocis tudo rimá
Mais tá fartânu muita gente
Que faiz parte dessi lugá
Ocêis intão cunvida os amigu
Pra vim brincá di rimántão vê voismicê
Meus iscritus acompanhá
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Vâmu iscrevê uma história
Há quantas mão aguentá
Ela cumeça com a lua
E seu lindu brilhá
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Bão sinhá Rachel
Seje beim-vinda no Recantu
Se achegue mêmu di mansinhu
E cum nois podi ficânu
Abri intão seu coração
E di presenti dê pra nóis
Uns versinhu, uma melodia
Umas rima e umas canção
Inté e um beju nu seu coração!
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)
Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz
Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá
Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá
To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá
A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho
Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
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