Bruno M. Tôp

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Você é sempre assim, instável, diferente, desse tipo, que conquista dizendo não querer, mas na verdade, nós dois sabemos que você quer. Um dos piores cafajestes já existentes, aquele tipo que alega ser cafajeste, tendo boa intenção, e que na verdade, é muito pior, sem pudor, sem amor, sem sentimento… É, você foi me dando palpites, me mostrando atalhos sobre seu jeito de ser, como um livro complicado que é, e que ainda não terminou de escrever, me dando apenas frases soltas, que me custaram muito tempo, e lágrimas para te entender… É, só você tem esse poder.

Quando aparece, quer me monopolizar, meu amor tem que ser só seu; porém, já te disse, eu te amo, só que não te amo pra querer te ter só pra mim, porque sei que você já ama outra (ou outras), e não posso exigir monopolio, eu sou assim, insegura, pessimista, e também, nunca te quis tanto assim. Acho que essa é minha sorte, eu ter me protegido, ter me precavido, me impedido de deixar esse sentimento aumentar, veja bem, se te amo assim, do jeito que somos, imagina se fossemos um casal ‘normal’, você me teria não só na mão e no coração (que você já tem), como teria numa gaiola, presa para quando você quisesse brincar de conquistador de corações; E se meu amor não for só seu, você fica estranho, não reage bem, e às vezes, resolve me conquistar mais ainda. Me pergunto se o destino foi cruel ou não, em me apresentar a você.

Nos viciamos mutuamente no contato diário, no carinho, nos abraços, nas conversas, nos conselhos, nas cantadas, e foras. Você parecia saber como fazer, sem ter noção do que fazer, e acabou dando no que deu, no que somos.

E ai, você desaparece, me deixando com um buraco no peito, buraco que não pode ser preenchido por outro, que por você ter um coração deformado, acabou por deformar o meu, e agora, eu separei um pedaço (bem grande) só pra você, só pra nossa relação, e eu tenho medo, que você decida realmente desaparecer, decida que não sou mais importante pra você, porque eu sei que você já fez isso com outras, você nunca me disse, mas é minha intuição, e ela, quando se trata de coração, não erra.

Te vejo errando mais uma vez, não tenho porque me meter, afinal não é pecado, é seu jeito de ser, um jeito que você me fez amar, só que eu tenho medo, que esse seu jeito (de viver, de sonhar), acabe fazendo outra pessoa sangrar, como eu sangro, toda vez que você some de mim, e depois volta com juras de amor, dizendo que sempre terei meu espaço em você, mas que espaço é esse? Já que existem tantas outras, e no minimo duas com posições superiores a minha? O pior é que você sabe que está errando, admite isso, com toda a convicção do mundo, e dá esse sorriso encantador, dizendo ‘o mundo é assim mesmo, não existe ninguém perfeito, esse é um dos meus defeitos, e não quero modificá-los’ na maior cara de pau, sabendo, que lá no fundo, você me convence, que errar, nem é tão ruim assim… Logo, me fazendo errar ao me entregar para você.

E então, como eu já sabia, mais uma mudança. Você percebeu? Está fugindo da minha vida, e o pior, está fazendo isso de forma lenta… Eu deveria te expulsar de vez não é? Mas eu também não tenho juízo no coração, por isso, se estiver perdido, é só avisar, que eu te mostro o caminho de volta… Eu sei que sou louca, mas a insanidade, nessa situação faz todo o sentido! Estou aproveitando cada segundo, antes que isso aqui vire uma tragédia.

Se quiser, pode procurar uma timbre mais timido que o meu quando estou com vergonha das suas cantadas, ou um sorriso mais belo que o meu, quando fico escarlate analisando seu sorriso, porém, o que você quer, na verdade ainda está em mim, logo, não adianta procurar muito, eu sempre estive aqui, só você não ainda não percebeu isso. Todas as minhas amigas vivem me bombardeando com perguntas sobre ‘nós’, e eu digo que somos amigos que se querem muito bem. Elas não sabem, nem você, mas quando você se vai, e leva o ‘s’, mas ainda resta o ‘nó’, que deu no meu coração.

E mais uma vez, você volta, só que dessa vez, eu estou preparada, mesmo que não consiga resistir, vou te encarar nos olhos, e fingir que nada aconteceu… Só que você me vê vermelha e acha graça, só que sei que não ficarei bem na sua coleção de corações, você o deformou, para encaixá-lo no seu coração, e agora, ele não tem valor nenhum, a não ser pra mim. O deixa assim, pairando no ar, sem nada, sem graça, só com esse amor tortuoso, e meu espirito está assim cansado, intacto, calado, só inala, exala, e guarda você.

Se pudesse realizar um desejo, queria que só por hoje não mais te ver… Gostaria de sumir, desaparecer, passar por ti, e não consegui te sentir, não ansiar por esse sorriso torto e simétrico, nem branco nem amarelado que faz minhas pernas tremer; só por hoje, não vou tomar minha dose de você, quero afastar essas borboletas do estomâgo que começam a voar quando sinto teu abraço…

Sabe, eu cansei. De chorar feridas que não se fecham mais, de cicatrizes sempre abertas e fechadas por um dono que nem sabe se quer meu bem ou mal. Apenas me quer, pois é egoísta o bastante para admitir que me quer, e mentir dizendo que me ama ao pé do meu ouvido.

Afinal, eu sou tenho apenas essa Utilidade para você não é? Não, só por hoje, quero ficar longe de você.

E essa Abstinencia, uma hora, vai passar.

Cada homem está destinado
A seguir uma vocação
Aqueles que seguem o caminho traçado
Pelas linhas do coração
São os mais afortunados

Todo violeiro está sempre apaixonado
Sempre fiel ao seu coração
Esquecendo até a razão
E com um sorriso abobalhado
Consegue criar uma linda canção
Capaz de tocar até o insensivel lado
Do maior dos safados, com grande emoção

Todo poeta fica a pensar
No mais belo jeito
De expressar os setimentos
Contidos em seu peito
Estes que chegam a acelerar
Do coração os batimentos
E sem notar,
Deixa o tempo passar

Todo artista procura uma musa
E pensando nela usa
Suas melhores atuações
Para mostrar a todo custo
O que está contido no lado esquerdo de seu busto
E fazer seu publico suspirar de emoções

Todo homem para cumprir primeiro sua meta
Vira um violeiro ou poeta
E um artista ao ter em vista
Sua unica e primordial missão
Que é satisfazer seu coração

Colo 1. A parte do corpo humano formada pelo pescoço e ombros. 2. Local onde o filho se sente protegido pela mãe. 3. Abrigo (de amigo) 4. Refúgio para as horas tristes.

Os seres humanos não nasceram para viverem sozinhos, não a toa, são uma das únicas especies animais, em que a cria depende exclusivamente do auxilio da mãe, por um longo periodo de tempo, seja por proteção, alimentação e aprendizado. Por viverem juntos, acabam por criar laços, vincúlos e relações especiais. Laços esses, que às vezes, se tornam uma dependencia estranha.

Para cada ser humano, existem pessoas que são especiais, não por terem algo especial, apenas porque elas são o ‘colo’ desse ser humano. Comumente, essas pessoas são as mães, os pais, irmãos, ou alguém da familia, e às vezes, alguém de fora, que você conheceu por conhecer, pelo destino mesmo, esses são os amigos, os amores…

O colo de uma pessoa especial, nada mais é que o local onde nos sentimos mais seguros, onde derrubamos algumas, senão todas as máscaras, onde confiamos nossas verdades e mentiras, nossos defeitos e virtudes, tudo que vier a cabeça, sem ter medo do julgamento que virá, pois confiamos nesse julgamento.

Algumas espécies de aves, tem um local para voltar a cada nova estação, é lá que se sentem seguras para perpetuar a espécie, são os chamados ninhos. Para nós, seres humanos, os nossos ninhos, são um abraço apertado dessa pessoa especial, que nos aquece, protege, encoraja, fortalece e alegra.

O incrivel, é que tem vezes que o nosso abrigo some, o local que cativamos tão bem, simplesmente some, e aí como ficamos? Para onde correr?

Por serem humanos, assim como nós, nosso ‘colo’, é instável, e vulnerável, que acaba por fugir, ou desaparecer, nas horas que mais precisamos, ou em horas que nem precisamos, mas que nós queriamos que estivessem ali, de reserva, esperando por nós. Isso porque somos egoístas, e sujeitos a esse sentimento, acreditamos que dividir o abrigo, poderia nos fazer perdê-lo, e aí temos ciúmes, bobos ou não. Porque o abrigo é nosso, queremos que ele sempre esteja ali, esperando para nos atender, nos ajudar, nos levantar, mas não é assim. Seres humanos são um ninho, que precisam de outro ninho, e assim por diante, porque somos carentes, ou seja, às vezes o colo é recíproco, porém, por existirem pessoas defeituosas, nem sempre a reciprocidade garante segurança desses ninhos.

Havia aquele garota, que dizia não sentir, conquistava dizendo não querer, e na verdade sempre queria. Ela era egoísta o bastante, para gostar de ver vários garotos atrás dela. Não que ela consumasse as conquistas, apenas, os enebriava com seu charme, e os fazia ‘seus’, suas reservas, seus abrigos, as amigas dela até reclamavam, que ela tinha mais amigos, que amigas.

Só que também existia esse garoto, despreocupado e livre, que acabou por ser cativado por ela, e respondeu com carinho, ela o colocou no banco, e ele não se importou, continuou sua vida. Isso a intrigou, a fez correr atrás dele, e consumar o sentimento, desaparecendo logo depois. Ele ligou algumas vezes, mais para saber noticias dela, do que para tentar continuar a consumar o sentimento, mas ela o esnobou.

Ele seguiu sua vida, fluindo mais uma vez, e ela ficou ofendida, no começo, depois foi atrás. E aí eles seguiram, se perpetuando um ao outro, a um relacionamento estranho. Em que ele sabia que ela nunca seria dele, e ela sabia que ele não iria parar sua vida para tentar suprir as falhas emocionais dela. Eram o ninho um do outro, porque cada tampa tem sua panela, mesmo que ela não se encaixe perfeitamente, só de tampar, já estava de bom tamanho.

Independente da diferença, dos defeitos, das falhas. Era onde se sentiam seguros, e onde iriam procurar abrigo, quando tudo o mais falhasse.

Sou fácil de conquistar, basta alguns elogios com um sorriso sincero, apenas um ‘eu te amo’, e eu sou seu. Todo o resto será desprezado, a beleza exterior não é importante, o que importa mesmo é seu conteudo ‘interno’.

Não dou o minimo para isso, é sério, sempre te disse “não é a beleza que me atrai, e sim um sorriso e um olhar”. Você sabia disso, e por isso me conquistou, me fez dizer que te amava. Sempre serei seu, apenas pelo seu sorriso e suas palavras.

Então, por favor, me dê seu sorriso mais bonito, pois assim vou te amar. (…)

Você devia entender uma coisa, sou homem (e cafajeste). E vou te trocar, por um recipiente mais atraente. Não percebeu? Eu não me importo com beleza exterior, só acho que ela é a parte mais importante de uma mulher.

Com sutileza, com saudade, um reencontro. Para ele foi estranho revê-la depois de tantos desencontros, ora bolas, eles já não eram mais o que deveriam ser.

Uma ideia louca, ele não pensou duas vezes, ligou, e disse ‘desce, tou chegando por aí em 5 minutos’, escutou uma pausa do outro lado e um ‘ta bom’, e pronto, isso foi o suficiente. Acelerou o carro, cheio de ideias na cabeça, ideias nem boas nem ruins, ideias que não passavam de loucura, até certo modo.

Daniel sorriu quando passou pelo segundo semaforo amarelo pensando ‘nossa estou realmente apressado, ok vou diminuir, não posso dar tanta moral’ e foi indo mais devagar, não que ele estivesse menos ansioso.

Isabel se olhou no espelho rapidamente e deu de ombros se encaminhando pra porta da frente ‘não Isabel, você não vai se arrumar nem se perfumar pra ele’.

Acontece que nenhum dos dois queria dar o braço a torcer, estavam afastados, e nem sabiam o porque, ela tinha relatado isso em uma das noites anteriores, dizendo que ‘parece que você não faz mais questão de mim’, enquanto ele sempre mudava de assunto de uma forma tenaz.

Quando ele chegou na portaria, não precisou nem pedir para o porteiro chamá-la, já estava ali sorridente. Um abraço de mais de cinco segundos, onde o tempo parou, para os dois, e para o mundo. Troca de sorrisos, e comentários afiados.

-Sabe o que eu tava pensando esses dias? Uma viagem minha… – ela ergueu a sobrancelha como se pedisse para ele continuar – nossos nomes terminam com ‘el’, o meu começa com D, que é a terceira consoante do alfabeto, o teu com I, que é a terceira vogal, ambos tem seis letras…

-Que viagem doida hein?

-É eu sei, e ainda somos ambos de Escorpião, tu nascesse no dia 04 e eu dia 09, sendo que D é a 4ª letra do alfabeto e I é a 9ª… Sem contar os sobrenomes… Gosto dessas viagens, numerologia… É bizarro, mas é legal… – ele parou de falar olhou pra ela, e os dois cairam na gargalhada, era sempre assim.

Conversinhas bestas, relatos de casinhos ao acaso para provocar ciumes, e ele com sutileza, e grande destreza, aos poucos ia ganhando terreno, sem nem saber pra quê, só gostava de vê-la corada.

-Você confia em mim?

-Claro que confio.

E ela deixou ele beijar sua testa dizendo ‘beijo na testa quer dizer respeito’, deixou-o tocar seu nariz com os lábios enunciando ‘aqui quer dizer carinho’, em seguida nas bochechas ‘aqui é amizade’, uma pausa no queixo ‘aqui é que te quero’, e por ultimo parou seus lábios a poucos centimetros dos dela falando ‘e aqui é que te amo, mas não vou fazer isso’.

Os dois cairam na gargalhada, ela corada deu de ombros, e ele riu mais ainda.

-Como se eu fosse te beijar.

-Ah, mas tu ia. – ele falou com toda a certeza do mundo, como sempre fazia.

-Puft. Ia demais.

-É assim sempre, o homem tem que andar 90%, a mulher os outros 10.

-Como assim?

-’Hitch, o conselheiro amoroso’ nunca assistiu?

-Assisti, faz um tempão! Não lembro de mais nada.

-Bem ele diz que o homem avança 90% e depois a mulher avança os outros 10, não é bem assim, antes que o homem chegue aos 90, a mulher ja começou a avançar os 10, porque ninguem espera um beijo parado não é?

-Hmm.

-Besta – e ele deu um peteleco na sua testa.

Mais um pouco de conversas de provocações e ciumes, e ele anunciou sua partida, nem deveria estar ali, estava no seu horário de almoço, e ia ter que comer um espetinho as pressas para que sua chefe não pedisse que ele fizesse hora extra.

-Antes disso, vem cá…

-Sai Dan! – ela tentou se desvencilhar dele, mas aos poucos deixava ele chegar mais perto. – você ta vendo que é você que tá avançando os 100% né?

-Eu não me importo com você… – e ele roubou uma mordida dos seus lábios, ela não reagiu, era a única forma de impedi-lo, ela já sabia disso, por experiencias anteriores. – tem certeza então? – ele disse sorrindo.

-Tenho – ela se levantou quando ele afrouxou o aperto – vem eu te levo lá na saída.

-Hmm – ele foi calado até que chegaram na escada entre o mezanino e a portaria, colocou dois dedos no abdomen dela, parando-a de frente pra ele, e a tomou nos braços.

-Daniel, não.

-Porque não?

-Nunca dá certo isso.

-Pra mim sempre dá certo. – e ele mordeu seus lábios, mordeu como só ele sabia fazer.

-Nããão… – ela ofegou em meio aos beijos dela, e não resistiu mais, deixou-o fazer o que queria, pois era o que ela tambem queria.

Os dois aprofundaram o beijo, e, de repente, pararam.

-Satisfeito?

-Muito. – ele sorriu e desceu as escadas calmamente.

-Não deviamos fazer isso…

-Mas nós fazemos, é o que somos. – ele pausou, deu um grande abraço nela, e sussurrou em seu ouvido – eu te amo.

-Tambem te amo – ela falou intensificando o abraço, e sem querer, acabou deixando-o ir.

Quando o porteiro abriu o portão pra ele sair, ela disse.

-Vai, e vê se coloca juízo na tua cabeça!

Ele pausou, olhou-a de lado de um sorriso e virou para frente falando, para que ela não visse o sorriso largo que se estendia em seu rosto.

-Ela já tem, quem não tem, é meu coração!

E levantou a mão num aceno de despedida, abrindo o carro com o alarme. Eles eram assim, nada muito simples, nem muito complicado, só se amavam, sem precisarem monopolizar um ao outro.

A raposa é a mais astuta
porque venceu a tal disputa
onde a premiação seria o simples coração
daquele que usa a razão pra expressar emoções

o tolo poeta aqui ficou sem reação
ao ver aquele sorriso bobo e jeito meigo
que fizeram-no perceber que ainda era um leigo
quando o assunto era seu conturbado coração

me arrependo por ter perdido a oportunidade
pois agindo covardemente,
não lutei por meus sentimentos de uma forma bravamente
e agora posso não ter mais pela eternidade
a garota com o nome raposa
aquela que queria para ser minha esposa

Os dias passam sem eu ter percebido
Seguindo um fluxo estranho
Deixando um vazio sem tamanho
Fazendo perceber que a vida não tem mais sentido

Não estou querendo instigar suicidios
Só sinto que continuar assim é um martirio,
Mas não irei desistir,
Pois vim a este mundo com um destino a seguir

O destino representado por um ditado
Que diz "Se tiver de acontecer,
Irá acontecer!", independente do meu querer
E pra min só sobra adiar, ou não o momento
Pois tão imprevisivel quanto o vento
O destino é o senhor do tempo

Por seguir tal filosofia
Decidi transpor minha pequena sabedoria
Em loucos e enigmáticos poemas
Criados para ajudar outros a disolverem seus dilemas

Esta tênue lembrança doce
Veio logo que brisa do Além-mar
Meu rosto veio acariciar
E recordei como se hoje fosse
A primeira vez que encontrei o teu olhar
Aquele que superou o brilho do luar

Tal qual a lua valsa junto ao mar
Como dois eternos amantes
Notei um sentimento enebriante
Culpado por tornar meu coração palpitante
Só por vislumbrar, tão lindos orbes a brilhar

Tão forte foi o sentimentto
Que todo dia ao acordar
Sinto uma vonta imensa de te cativar
Na forma de repetidos pensamentos
Pois quero estar contigo até o fim dos tempos

É, você me disse que são olhos normais,
Mas para mim, eles são bem mais que especiais
O brilho que deles emanam,
São da minha felicidade as mais importantes lacunas
Doce e sorridente Bruna

E quando tal lembrança acaba de repente
A nostalgia deixa uma esperança
Que mantém o peito esquerdo quente
Porque ele sente, sente que eternamente
Vai ser apaixonado por essa garota dos olhos ardentes

Vou tentar, em versos resumir
O que com com o tempo aprendi
Sobre essas tais decepções
Arrasadoras de corações

Falarei sobre as mais complicadas,
São as duas que com as puras emoções
Estão mais fortemente enlaçadas:
Amizade e amor, delas vêem as piores decepções

Alguém pode dizer que a decepção amorosa
É todas a mais furiosa
Devastadora de sentimentos
Eu, com meus pensamentos,
Tenho uma diferente opinião
Se pode chamar alguma de a pior decepção
Então essa é a causada pela amizade
Pois mostra a nossa verdadeira fragilidade

Simplificando tudo:
Quando se decepcionar com o amor
Ainda lhe restará um escudo
Para aliviar a sua dor
Essa é a amizade...
Mas e quando a decepção for essa fraternidade
Quem você escolherá para expôr sua fragilidade?

E lá ia o gato
Levantando seu gracioso rabo
Até ver no canto o cabisbaixo rato
Lamuriar chateado
Desconhecido pelo felino até então
Que decidiu perguntar qual o motivo da aflição
Geradora de tanta decepção

"É que hoje eu ouvi aquele ditado:
Elogios não me elevam
E criticas não me rebaixam
Da boca de um pobre coitado"
Suspirou tristemente o sabio rato
Porém sem entender o motivos para continuos lamentos,
O confuso gato
Expôs seus pensamentos

"E isso não é bom?
Mostra que devemos ser humildes sempre"
O rato então balançou a cabeça negativamente
"Aí é que está o problema latente...
Se todos formos humildes, ninguem será diferente
E então ninguém terá seu proprio tom...

Elogios deveriam ser apreciados
E não ignorados, por uma falsa humildade
E ainda mais que os elogios, as criticas
Deveriam ser tratadas como informações ricas
Porque precisamos delas pra crescer
Para um futuro cheio de felicidade
Ao lado do par amado
Podermos ter"

Então o inocente gato perguntou,
Agora com os olhos arregalados
"Certo, isso é ruim, mas afinal o que você quis dizer?"
O pequeno roedor suspirou decepcionado
E para o felino respondeu
"É simples caro gato, a nossa pobre sociedade
Aos poucos vai perdendo sua personalidade
Pra dar lugar a uma unanimidade
De pessoas sem defeitos ou qualidades"

Uma relação muito estranha
Se tem inicio quando um casal da luz ganha
Um belo e frágil rebento
Sem saber que com o tempo
Participar de um antigo ciclo humano vão
Responsável pelos laço fraternos do coração

Quando crianças els são maior dos exemplos
E para os filhos sobra admiração
Pois chegam até a ser super-heróis
Capazes de salvar uma nação
De algum bandido que a destrói
E se pudessem os reverenciavam num templo
Por guardar um grande respeito, e amor no peito

Os anos se passam e a bela relação
Aos poucos se corroi e quase se destroi
E a antes aquela inflada admiração
se transforma em decepção e repulsão
Por, de repente, terem finalmente percebido
Que seus pais são humanos e cometem erros
Não são heróis utópicos, tavez sejam bandidos
E que como mortais vão acabar num triste enterro

Esses adolescentes então se comprometem
A nunca no futuro pecar como seus pais
Que tão insistentemente teimairam em fazer demais
Só que não percebem, que por ironia ou divina lição
Acabam caindo em uma enorme contradição
Quando mais velhos cometem os mesmo erros ecuros
Que seus tutores cometeram com a melhor intenção
Para garantir a sua prole um bom futuro.

Desisti de tentar aproveitar o tempo,
Pois ele é sempre levado pelo cardioso vento
E um sorriso falso eu ostento
Para fingir que gostei do momento,
Quando na verdade só lamento
Por não poder voltar no tempo.

Por isso, te peço: volta
E dessas sensações me solta,
Sai dessa umida e fria terra
Vem e me impede de ir a guerra
Que anseio só por encontrar a morte
E ter a mesma inoportuna sorte
Que você teve ao me deixar
Loucamente a por saudade chorar

Porque você da minha vida saiu?
Deixando meu peito completamente vazio
E uma sensação de frio, um imenso frio
Que congelou e meu coração destruiu
Pela falta de calor e cor
Sempre geradas pelo seu doce amor

Não conhecia essa inédita sensação
Tão incoveniente que quase me leva a perdição
Chamam ela de saudade, a triste saudade
A mais dolorosa dor de verdade
Que te rouba a liberdade e qualquer estabilidade

Vem, levanta daí, aproveita a chuva
Que acabou por cair como uma luva
E veio os pecados nos tirar
Para que sobre a luz do luar
Nós possamos realizar nosso amor eterno
O único que sobreviveu a esse triste inverno

Um menino que nasceu não só com um cabeção,
Mas também com um sem tamanho coração...
Que ao nascer recebeu o sobrenome cruz,
Ironicamente sendo abençoado com uma rara luz,
Guardada no seu esquerdo peito
Responsável pelo meigo e dócil jeito,
Capaz de fazer qualquer garota suspirar
E todo garoto o invejar ou admirar
Só por vê-lo serenatas a cantar.

É um dos únicos seres cheio de compaixão
E por isso mesmo me sinto felizardo
Por ter me tornado um grande amigo de Ricardo
O cara que detona não só no violão,
Como também nas suas pequenas e sensatas atituldes
Que chegam a transbordar uma esplendorosa virtude...

Se acha essas as principais qualidades
Ainda não conhece Ricardo de verdade...
É o homem de gênio, deste milênio
Ou o cometa nascido para todo o mundo iluminar.
Excercendo seu brilho sonoramente,
Com um violão e uma voz estridente

Ficou claro que sobra admiração
Por esse amigo que hoje considero um irmão.
Não há palavras suficientes para descrever
Como me sinto alegre em amigo dele ser
E garanto que vou sentir infinita saudade
De quando ele for uma grande celebridade

E as essas memoráveis tardes
Que passamos na casa dele juntos,
Conversando sobre banais assuntos,
Rindo de Rafinha fazer alarde
De suas complicações na vida
Tornando tais tardes bem mais divertidas.

Também das caronas com Caio
E seus problemas de balaio,
Ou tomandos goles de Aguardente
Tirando os problemas de nossa mente,
E nos fazendo vivenciar e presenciar
Cenas que nos fazem até hoje sorridentes

Realmente não dá para em um só poema,
Resumir a tamanha admiração
Por esse garoto do cabeção,
Que tem como de vida lema
A bela e única especialidade
De fazer todo quererem sua amizade.

Como é fácil acordar e no dia continuar
Só por estar com você ao lado
Adormecida, és o motivo da minha vida
Com essa expressão serena eboba
Mas então ven a claridão e te rouba
E percebo, que era mais sonho de apos uma noite bebo
Sem você vivencio na verdade, um mundo cheio de falsidade
Sem você vinvencio na verdade, uma vida cheia de saudades

Porque não acabo logo com esse sonho?
O que faço para te ter em meus braços?
Poder finalmente teus labios beijar?
E ficar etermente a sua beleza admirar
Prometo que esses desejos irei realizar
Vou até você me confessar
Só para ver seus olhos brilhar
Ohh como é bom te amar

E só agora eu percebi que esse sonho sem noção
Foi na verdade uma importante lição
Para eu conseguir me redimir... de todos erros que não cometi
Tenho que parar de me arrepender
Por nunca ter falado a você
Sobre esses sentimentos que realidade logo vão ser
É isso mesmo Cibele Carvalho
E se as vezes eu me atrapalho
É pela imensa vontade de te querer

Porque não realizo logo meu desejo?
O que eu mais quero nesse mundo é seu beijo
Irei amar-te por toda eternidade sem fim
Pois você é tudo de importante para mim
Prometo que feliz você ira ficar
Quando juntos, fiquemos ao pôr-do-sol admirar
Porque você é tão perfeita?

Bocejo, uma tenue luz solar entrando pela fresta da cortina… Não quero levantar, sinto um aroma adocicado por perto, olho pro lado e vejo cabelos negros no meu ombro, cabelos longos e negros, bastante cheirosos. Levanto, só de samba-canção mesmo, olho para o lado enquanto me espreguiço e observo você aninhada de um jeito desarrumado que me faz sorrir feito besta. Te dou um beijo na testa, um cheiro no pescoço, e depois recuo me penalizando, pois você está tão linda dormindo daquele jeito, que seria um pecado te acordar.

Me dirijo tropeçando pra cozinha, mordo uma banana e olho pra janeja, dia chuvoso… Você vai dormir pelo menos mais um bom tempo. Dou outro sorriso e penso em uma ideia peculiar… Não custa nada tentar.

Ainda bem que você está dormindo, eu devo ser muito tosco enquanto cozinho, pois tou sempre derrubando uma coisa aqui, outra ali, isso não deve ser muito bonito de se ver… Eu sei é patetico. Finalmente está pronto… Três cachorros quente, suco de maçã e minha especialidade, banana cartola.

Quando chego no quarto com uma bandeja improvisada não tem ninguem na cama, eu olho pra o local confuso e sinto um beijo no cangote que faz meu corpo todo se arrepiar.

-Bom dia – você diz gentilmente.

-Bom dia – e eu te dou um beijinho tentando equilibrar o nosso café da manhã – queria fazer uma surpresa.

-Mas você fez… O jeito como você dança enquanto cozinha é…

-Ridiculo – eu falo entando manter as bochechas não coradas. Me viro e a observo bem, está com os cabelos menos despenteados, com os olhos limpos e usando minha camisa que estava no chão, só ela, e roupas de baixo, deixando suas longas pernas morenas a mostra, enquanto você sorri concordando com meu comentário – suas pernas são lindas… – eu falo com um olhar um tanto quanto tarado.

-Engraçadinho… – você fica rindo, tentando fingir que não está sem jeito e me puxa pra cama.

comemos enquanto conversamos qualquer coisa, estou mais concentrado em te observar, admirar seus olhos cor de café.

-O que foi?

-Nada… Só fico impressionado com a minha sorte, em ter te encontrado, e mais ainda em não ter te perdido.

-Parou já?

-O que?

-De me deixar com vergonha – você diz com o sorriso mais lindo do mundo, eu te dou mais um beijo.

-Ok eu não tou mais olhando…

-Acho bom.

Enquanto te roubo beijos sinto uma alegria passar do meu peito pra minha alma, a alegria por ter quem mimar, quem dar carinho, quem eu possa esquentar, e mais ainda, a alegria de ter o abraço onde eu posso sentir que estou no meu lar.

(…)

Sinto um arrepio de frio, rolo na cama, mas ela é mais dura que o normal, mudo de posição, mas o sono já se foi. Acordo sentindo um aroma cítrico numa cama mais dura que a de costume, ilho pro teto e não o reconheço, me espreguiço e rolo na cama saindo do edredon e sinto um friozinho gostoso, vejo o mural de fotos na parede e vejo várias fotos suas, inclusive uma que te dei de aniversário de nove meses, dou um sorriso besta e levanto coçando a cabeça. Dou um muxoxo por sentir o frio aumentar, olho ao redor e vejo sua camisa no chão, coloco-a. Ela parece tão perfeita em mim, aconchegante, quentinha, e mais importante, está impregnada com seu cheiro.

Vou até o banheiro e tomo um susto. Meu cabelo está todo bagunçado, eu pego um pente e tento domá-lo, mas ele parece querer ter uma batalha séria comigo… Depois de desistir de domesticar meu cabelo pego a minha escova de dente reserva que você insistiu tanto em comprar para quando eu ficasse um pouco mais aqui… Você é muito espertinho pro meu gosto, e mesmo assim eu fico sorrindo enquanto faço a higienização da minha boca. Tento tirar a maquiagem com um pouco de algodão que achei no banheiro, e surpreendentemente consigo um excelente resultado.

Saio perambulando pela casa procurando o dono daquele cheiro citrico, e ouço uma música baixinha vinda da cozinha, chego na porta e fico encostada em silencio, vendo você cozinhar animado e cantarolando baixinho, como se não quisesse me acordar. Dou um grande sorriso e me mantenho ali escondidinha, para não estragar sua intenção, quando percebo que você está terminando a sua banana cartola, eu saio de fininho e fico escondida na sala. Te vejo ir só de samba canção com uma bandeja improvissada até o quarto e parar na frente dele confuso, não resisto e fico de ponta de pé para dar um beijo no seu cangote.

-Bom dia – eu falo do meu jeito mais dengoso.

-Bom dia – você responde com um sorrisão e vem me dar um beijinho quase derrubando nosso café. – queria fazer uma surpresa…

-Mas você fez… O jeito como você dança enquanto cozinha é… – ‘tosco’… mas eu não posso dizer isso a você… acho que é melhor dizer que é fofo…

-Ridiculo – olha ai, você consegue definir sua dancinha melhor que eu, e me faz ficar sorrindo em concordancia. Seus olhos descem do meu rosto para as minhas pernas – suas pernas são lindas…

-Engraçadinho – tarado, é isso que você é, e mesmo assim é muito lindo…

Deixo você me dar comida na boca, faço beicinho, você me dá beijos, cantadas, declarações, eu faço mais beicinho, você me mima mais ainda… Acho que desse jeito você me estraga, mas eu não me importo, pois adoro isso.

-O que foi? – falo ao perceber que seu olhar está perdido nos meus olhos e enquanto sinto um calor subir pelas minhas bochechas.

-Nada… Só fico impressionado com a minha sorte, em ter te encontrado, e mais ainda em não ter te perdido. – você fala como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo, me fazendo ficar com mais vergonha ainda!

-Parou já? – eu falo num tom de falsa irritação.

-O que? – você dá um sorriso divertido.

-De me deixar com vergonha – eu falo fazendo mais um biquinho que é rapidamente roubado pelo seus lábios.

-Ok eu não tou mais olhando… – você fala me abraçando e beijando meu pescosço do jeito que só você sabe fazer.

-Acho bom – eu suspiro tentando não ceder aos seus beijos. – ei… – eu te afasto subitamente.

-O que, fiz algo errado? – você se assusta.

-Não… É que você me prometeu diamante negro lembra? – falo na minha voz mais dengosa.

-Você quer agora?

-Uhum – eu confirmo fazendo biquinho.

-Eu vou sofrer muito quando você ficar grávida não vou?

-Quem mandou me mimar – eu dou um muxoxo fingindo estar ofendida.

-Meu coração. – você me dá um beijo, pega uma camiseta e um short, eu rolo na cama.

-Você vai sem me dar um beijinho?

-Nunca. – e você deposita aquele beijo citrico delicioso que só você tem.

Acho que a sorte me sorri todo dia, sempre que olho nos seus olhos castanho amendoados. A sorte de saber que eu tenho meu ninho nos seus braços, a sorte de poder te chamar de Amor.

Lá estava uma calma sábia coruja
Observando uma gatuna raposa furtar
Seus ovos para se alimentar,
mas antes da ação terminar calmamente começou a falar
"Raposa astuta, antes que com meus ovos fuja
Tem algo a lhe dizer, algo para você aprender..."

Claro que a curiosidade da raposa teve de aparecer
E ficou lá esperando a coruja falar
"Aposto que já escutou o leão alto rosnar
E para o vento entonar que o rei da selva não?"
A Raposa concordou sem hesiação...
Ainda sem entender o motivo daquela conversação

"Pois saiba que o pobre leão
Só é rei enquanto se mantiver guardião
Das encostas rochosas e savanas
Tão secas de um predador maior"
"Só pode estar brincando, não há besta pior
Que o leão de infinita gana!"
Respondeu a raposa, já desinteressada nos ovos
Que deveriam ser alimentos novos

A ave sorriu e finalmente concluiu
"Apesar de astuta, és inocente
Por acreditar que tão bobamente
Que leão poderia debaixo da terra
Vencer a toupeira numa guerra
Ou que no interior das embaranhadas matas
Conseguiria derrubar o gorila, rei dos primatas.
O leão só será um grande rei
Enquanto obdecer a mais importante das leis:
A lei da natura, onde prevalece o mais forte
Independente de como o mundo se comporte...

Por isso não venha no céu da noite
Tentar um roubo a rainha do céu
Que irá considerar esse atentado com um açoite
E mostrará que a astúcia não o impede de passar pelo véu"
Assustada a raposa perguntou quando se encolheu:
"Se és a rainha do céu noturno, porque não me abateu?"

"Porque simplesmente estaria desafiando a lei
Que diz que a maior qualidade de um rei
É saber admirar a sabedoria de não tentar nenhuma ousadia,
Então cara raposa cuidado com que anseia
Para não acabar presa em uma perigosa teia,
Ande agarrada firmente a precaução
E perceberá que força e sabedoria detalhes são
Da astúcia que ludibria o coração"

E lá ia ele, sem prestar no caminho atenção
Era mais um desses inumeros filhos de Adão
Que todos os dias perdem mais uma daslições
Ensinadas naquela lendária criação
E sem perceber tragados são
Para um mundo cheio de desilusões

Ia alegre e entusiasmado
Só por estar bobamente apaixonado
Por aquela filha de eva
Que tão pura parecia ser,
Mas que sem perceber passou a ter
A mais sombria das trevas

E nenhum dos dois percebeu tal fato
Até que um acidente envolvendo um pobre gato
A fez mostrar sua verdadeira face
Uma dignissima e fria classe
Diante da ceifadora silenciosa e calma
Que vinha lhe roubar a alma

Foi aí que ele percebeu a grande ofensa
Que sua amada cometeu ao ignorar a morte
Sem perceber que estava abusando da sorte
Ao encará-la com total indiferença
Pobre criança, foi levada tão jovem
Pela foice que os túmulos movem

Levando consigo também o inocente coração
Daquele coitado filho de Adão
Que outrora era tão sorridente
Agora acabou por ser tão cruelmente
Para com aquelas pessoas que ficam comovidas
Com o final de uma qualquer vida

Pobre e tolo filho de Adão
Tão jovem e tão inocente
Nunca percebeu que para a Morte
Não importa o quão seja forte
Sempre terá um vulnerável coração
Que possa ser emagado cruelmente

E foi só quando solitário morreu
Que lembrou daquela lição
Ensinada ao seu antepassado chamado Adão
E finalmente percebeu
Que não deveria anseiar mulher aleia
Senão acabaria preso numa viciosa teia

Tecida pelo pobre coitado
Que teve seu amor roubado
E acabou por inconscientemente desejar
A morte daqueles dois foram se amar
Sem se importar com seus sentimentos
Geradores dos frios pensamentos
Culpados pela infortúnia sorte
Que abateu os amantes com a morte

Vejo terra o bastante
Para alimentar aquele montante
De pessoas que ifestam as cidades
Afligidas por um monstro de verdade

Pessoas vivendo pior que animais
Animais sobrevivendo de formas banais
Tudo porque lideres irracionais
Acham que são superiores ou melhores
E não percebem que eles são demais
Pobre frutos de uma mesma árvore

Do jeito que falei, pensas que sou engajado
Com esse triste e sombrio assunto
Que faz no mundo milhões de defuntos
Mas não... Estais redondamente enganado
Eu me omito tanto que me sinto um pouco culpado

Como pode nosso país tão bonito
Ainda mantes esse horrível problema
Isso deve soar até esquisito
Para quem vê de fora
Que não tenhamos esse resolvido até agora
Esse chato e triste tema

Culpa toda de uma aristocracia
Que também não é culpada pela sua crueldade
Afinal els só repetiam a realidade
Criada por uma ambiciosa burguesia
Desejosa por derrubar as tiranas monarquias
Essas sim as culpadas de verdade
Pelo status atual da nossa sociedade

Foi estudando história que isso percebi
E ainda notei que eu também recebi...
Na verdade não só eu
Todos os conteporâneos meus...
Que recebemos uma educação
Para continuar com essa sociedade de secessão

E como eu cheguei a essa conclusão?
Foi só porque olhando a janela do ônibus tive a visão
E a triste e chocante noção
Que para a maioria da minha amada nação
Não existe sequer uma oportuna opção
Eles terão de continuar nessa desolação
Esperando no máximo uma cardiosa mão
Que nunca lhes dará uma salvação

Naquela outrora nova estrada
Agora enlameada e esburacada
Nasceu mais uma filha de eva
Essa abandonada pelas trevas.

Mais uma filha do sol e da terra
Que apesar de ter direito, nunca berra
Sempre calada, aceitando as dificuldades
Parecendo até deter uma certa imunidade
Porém só aumentava sua intíma sofridade

A vila não lhe deu um nome
Com esperanças que a fome
Levasse embora aquela garota magra
Cheia de uma beleza invejável
Mas que para os outros era uma praga
Porque notaram nela um mostro insasiável

Só que como as tríades do destino
Tecem tudo e todos a pente fino
Um dia eis que presenciou um acidente
Viu como era horrível o sangue a jorrar de gente
Mas estranhamente sentiu-se alegremente

Cambaleando, a filha de eva com a vista turva
Enojada pela cena viu naquela ingréme curva
Daquela estrada feia e odiosa
Uma visão um tanto quanto esplendorosa

Ali no meio dos destroços resultantes
Estava uma bolsinha com os famosos diamantes
E numa chamada da deusa Hera
Sentiu despertar em seu peito uma fera
A que por coincidente do destino manejo
Deu-lhe mais tarde o nome de Desejo

Desejo, ela que finalmente triunfou
Quando aquela estrada podre abandonou
E logo depois achou seu destinado filho de Adão
Um homem imponente chamado de Ambição

Pouco tempo depois geraram uma cria
Uma prole que com seus olhos viveria
E que ainda na tenra infância
Matou os pais com ousadia
Essa é história de Desejo
A mulher que num relampejo
Se tornou a mãe da criança chamada Ganância.

O que leva uma pessoa a escrever poemas?
Simplesmente por alivio aos seus problemas
Garanto que é uma ótima valvúla saída
Para as aflições de sua vida

Sei muito bem que isso pra muitos é piegas
Mas meu coração aliviado não nega
Que sem eles estaria bem mais estressado
E agora estou bastante relaxado

Garanto a você que independente do tema
É maravilhos contruir um poema
Pelo menos para eu me sinto realizado
Quando vejo tudo rimando e organizado
E ainda fazendo do meu passado
Lições para quem tiver por ele se interessado

Não estou fazendo para agradar ninguém
Às vezes faço para prestigiar um especial alguém,
Mas isso praticamente não acontece
Porque a pessoa prestigiada já recebe o carinho que merece
E não precisa de umas poucas rimas
Para levar seu astral para cima

E por mais ridicúlo que o tema seja
Espero que a mensagem você veja
Pois se não consegue vê-la
É porque ainda não é bastante maduro
Ou simplesmente um pouco imaturo
Mas no futuro com certeza vai percebê-la

Nesses estranhos devaneios diários,
Que tenho em todos os horários,
Acabo olhando pro nada.
E na frente dos meus olhos surge uma escada,
Vinda de uma inexplicável estrada...

Não sem como chego a essa estrada...
Só sei que o caminho dela é calmo,
E seguindo devagar de palmo a palmo,
Passo por cidades frias e caladas.

Então chego numa gélida porta,
Que parece ser o fim dessa paisagem morta.
E ao passar pelo portal tenho uma surpresa,
Estou numa paisagem amplamente acesa.

Cheguei ao perfeito lugar para descansar,
Lugar em que em sonhos venho relaxar,
Mas belo que qualquer paisagem,
Que meus olhos tiveram em vida passagem.

Só que com um grande solavanco,
Percebo que cochilo num de ônibus banco.
E sorrio, por estar a ver navios...
Pois ainda estou muito distante dessa paz,
O único lugar que eternamente me satisfaz.

Ah como adoro minha velha amiga,
Ela que a alegria instiga,
Que me faz tremer arrepiado,
Só por sentir da garganta passado
Aquele gosto ardente,
Que me deixa tão sorridente.

Fica bem mais saborosa com gelo e fanta,
E assim os males facilmente espanta.
Podes misturá-la com um azedo limão,
E seguir aquela antiga canção,
De fazer da vida uma limonada...
Só que agora com vodka e coca gelada

É um conselho que de graça ofereço:
Essa amiga tem um baixo preço...
E se você não exagerar na dependência,
Por essa nova e feliz amizade,
Vai passar por uma incrível experiência...
Que após a ressaca vai dar saudade.

Essa é a minha fiel escudeira.
Que nas noitadas é a melhor companheira.
A única que não faço questão,
De dividir com meus amigos ou irmão,
Pois ela é sempre fiel
E sabe qual o seu papel
Fazer feliz por uma noite meu coração.

Acabei de me envolver num bom problema,
Tentar tornar pequeno esse poema,
Que vou dedicar para essa ema.
É complicado tê-la com principal tema,

Principalmente porque ela é ema...
Ah sei lá, me irrita dela falar,
Porque ela sempre vai tentar desconversar
Esse problema, o de ela ser ema...

Estás se perguntando porque repito tanto
Que essa garota vive aos prantos
É porque simplesmente não aceito
Que ela seja desse estranho jeito...

Ela corresponde a todas as minhas expectativas
Menos a de ser uma garota altiva...
Poderia ser minha perfeita musa,
Mas não, é só uma de coração intrusa.
Isso é um tanto quanto complicado não?
Encontrar a garota pra quem você daria o coração...

Mas não poder fazê-lo porque além de racista
Ela tem tendência aos fascistas...
Mentira.. Tava brincando, pessoa com melhores valores
Até hoje não tive em minha vista,
Essa é a Alice que enche meu dia de cores
E me faz admirar pássaros e flores

Tão culta e e às vezes refinada
Que me surpreende não ser uma ninfa ou fada.
É só Alice Haluli Asfora
Aquela que te irrita a qualquer hora...
E a mesma que ao te ver te cativa
De uma forma tão passiva.

Ah como eu a odeio...
Mas ainda assim amor por ela, no meu peito teio
Porque um dia ainda vou conquistar,
A garota do mundo das maravilhas,
A Alice que me faz andar quilometros e milhas
Só para vê-la sorrir ou gargalhar.

Por isso falei que era um bom problema,
Falar sobre essa estranha ema,
Essa que eu amo, odeio e admiro
E que um dia vai por mim dar um suspiro.
É Alice, quem mandou ser tão diferente?
Adoro desafios surpreendentes...

Só que se isso tudo resultar em nada,
Ainda vou querer perto de mim essa fada.
Só para implicar com ela, como amigo
Pois sei que no colo dela, tenho um eterno abrigo

Fico impressionado com a cor,
Que aquela singela flor,
Continua ao vento expor
Mesmo depois de tudo que sofreu..
Só por querer ver que mais uma vez,
A escura e fria noite se desfez,
E seu amor, o sol, finalmente renasceu.

E aqueles sapatos ali à secar...
Que a pouquissimos segundos,
Estavam a levianamente pisar,
Em outra flor desse triste mundo.
Agora estão a relaxar,
Na brisa que aquela doce flor,
Fez o vento fazer com amor...

E é por isso que admiro tanto,
Porque ela nunca fica aos prantos,
Segue em frente, tentando ser indiferente,
Absorvendo qualquer adversidade,
Transformando nessa bela habilidade,
De fazer tudo se apaixonar
Pela sua cor que com dificuldade,
Todo dia ao seu amor utópico vem mostrar

Capaz de deixar qualquer pessoa tranqüila,
Esse é o efeito do sorriso de Hayla.
É dificil falar dela num tom imparcial,
Já que pra ela com orgulho pago pau,
Também pudera logo que você vê-la
Vai pensar que está observando uma estrela.

Não sei quando comecei a admirá-la,
Acho que foi quando entrei na sua sala...
Ou será que foi no instante que a conheci?
Dificil responder, pois que alguma vez antes,
Tenha visto uma pessoa se cobrir,
Com virtudes tão brilhantes e estonteantes

Vão dizer que a beleza dela é imoral,
Daquelas que não se assemelha nenhum mortal...
De fato ela tem um beleza só dela:
O jeito como ela posiciona as canelas...
Não sério... É de um jeito estranho,
Que te dar uma vontade de rir sem tamanho.

Só que a maior qualidade de Hayla,
Fica mais evidente depois de uns goles de tequila:
É seu jeito de ser anormal
Simpática com todos de um jeito imoral.
Sorrindo, mesmo que não esteja bem,
Só para tirar dos outros o mal,
Sem se importar com os problemas que tem...

Deve ser por isso que agora a chamo de estrela,
Aquela que tá sempre no céu pra quem quiser vê-,la,
Fazendo-nos esquecer de problemas mundanos
Fazendo-nos perceber quanto são bobos nossos planos,
É ela a estrela do sonho da maioria dos humanos...

Por tudo isso com orgulho eu digo,
Que dessa garota eu me tornei amigo!
E espero sempre ser digno da amizade,
De uma estrela que considero uma grande beldade.
Essa estrela é Hayla Cavalcanti,
A estrela de alegria mais contagiante.

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