Bruno Cordista

Encontrados 25 pensamentos de Bruno Cordista

No redemoinho da vida não existem possibilidades. Ou é ou não é. Agora ou nunca mais. As escolhas estão feitas, as cartas na mesa, a areia na ampulheta já começou a escorrer faz é tempo.
E tudo que você tem é um relógio que não para de correr, um corpo que vai sempre envelhecer, memórias que ficarão cada vez mais borradas.
Pessoas vão entrar e vão sair da sua vida. Algumas vão ficar. Algumas você não vai nem lembrar.
E a vida, como que por mágica, vai se encarregar de deixar tudo como deveria estar.
E tudo o que você terá que fazer é agradecer as oportunidades que tem.
Manter a cabeça erguida, a espinha ereta e o coração forte.
E ai quando você chegar nesse estágio você não terá que pensar mais em nada.
Vai fechar os olhos e se jogar
E o que tiver que ser, será.

Bruno Cordista

"Sabe, o amor é algo único. É um dos sentimentos que mexem com o corpo inteiro. Dos pés a cabeça. Mãos, pernas, costela e coração. Mas ele não acontece toda hora. É raro. Ele é exclusivo. O lugar certo, na hora certa, no tempo certo. E quando ele acontecer você vai se sentir tão diferente que vai reconhecê-lo na hora. E vai suspirar. Ele vai te tirar o sono e vai virar de cabeça pra baixo tudo que você acha sobre tudo. E você terá que ser grato e rápido para reconhecê-lo. Fará de tudo para não perdê-lo nunca, porque sabe que ele é tão especial que não acontecerá outra vez. Você pode gostar de outras pessoas, pensar, beijar, se acostumar e até chegar perto de amar, mas este amor que te tirou do chão você sentirá uma vez só e irá carregá-lo pelo resto da vida. Essa é a minha história. Este é o primeiro capítulo de uma história que, ao cruzar com a sua, embora não soubesse, jamais seria a mesma. Reciprocidade. Sintonia. E em pouco tempo, amor."

Bruno Cordista

Às vezes, somos conflitantes. Vamos embora querendo ficar, ficamos quieto querendo falar, nos distanciamos querendo nos jogar. Somos assim, quem é que vai culpar? Dois lados duelando o tempo todo. Cabeça e coração. Sim e não. Até quando a gente aguentar. Às vezes pra sempre, às vezes de uma hora pra outra. Não importa. Uma hora decidimos. Tarde demais ou cedo demais. Seja com a cabeça. Seja com o coração. Você decide ou a vida decide por você.

Bruno Cordista

E no final, minha maior declaração de amor é não te dizer nada, é aceitar o silêncio e não te dar palavras. É entender sua vontade e não te bombardear com os meus desejos. No final, minha maior declaração de amor foi aceitar a distância que você nos impôs, sofrer em silêncio e não te contar nada disso. Só pra você viver achando que fui eu quem foi embora. E fui.

Bruno Cordista

Vivemos em um mundo no qual somos bombardeados por palavras. Palavras de todo tipo.
Nesta era da internet, do não-tempo e da pseudo proximidade acreditamos que as palavras podem substituir tudo e que existe um poder, deveras demasiado, incutido nelas.
Esquecemos, porém, que não é porque amar é um verbo que quando falamos “eu te amo” este ato substitui qualquer outra coisa.
Acredito realmente que, na verdade, o mundo carece é de ações. E as palavras em muitos casos são inúteis.
Nós podemos olhar nos olhos e dizer que estamos apaixonados e isso não querer dizer nada, pois não leva a nenhum passo além.
Podemos dizer que amarguramos na solidão da saudade, que ela é forte, que aperta e que dói, mas no outro dia fingir que nada acontece.
Podemos construir uma vida inteira em cima de “Ses” e fantasiar que nada é igual nos filmes e que por isso nada é e nem pode ser mágico.
De um jeito ou de outro, substituímos as ações por palavras e olhamos o tempo passar não tomando atitude alguma com relação a isso
Quantos já disseram: “um dia eu faço”, “quem sabe uma outra hora”, “talvez no futuro” e “estou planejando”?
Isto só mostra que somos lenientes e acostumados, nos camuflamos nas palavras e vivemos de mentira sob a manta do vocabulário e dessa era louca de um tempo que parece não existir e passa rápido demais.
O que precisamos mesmo, para ser bem honesto, não é de um mundo com “Saudade, precisava muito de você”.
Em um mundo que carece de olhos nos olhos e que a pressa nos inunda, precisamos mesmo é de um mundo que diga “Desce, estou aqui só pra te ver”.
Quando chegarmos a isso você poderá dizer a palavra que for.
Com ações, elas farão todo o sentido.

Bruno Cordista

Um relacionamento, embora tenha suas nuances, é resumidamente uma conta de matemática. Adição. Soma. O único resultado que ao se juntar dá mais que 1. Não é multiplicando, nem dividindo e muito menos subtraindo. Por isso, às vezes, não adianta a gente querer só juntar quando simplesmente não se completa, não aumenta. Não adianta palavras quando o outro tem silêncio. Não adianta vontade quando o outro tem indiferença. Não adianta explicar quando o outro está decidido a não entender. Não tem fórmula mágica. Dói mesmo. Mas o que podemos fazer? Não tem soma quando um dos lados, infelizmente, é 0.

Bruno Cordista

Com a gente era tudo assim. Cada dia como se fosse um ano, uma eternidade. Cada tempo como se fosse uma vida. Em um dia, nos amávamos como loucos, fazíamos promessas, não olhávamos pra frente. No outro, éramos completos desconhecidos, sem compreensão, engolidos pela realidade. É complicado porque enquanto os dias passam o sentimento fica. Esquecer é difícil. Mas lembrar é bem pior. E a gente fica nessas linhas. Ora de um lado. Ora do outro. Tendo que recomeçar todo dia sem a certeza do dia anterior . Continuamos assim até que um dia, quem sabe, a gente seja maior do que todos os dias e não precise recomeçar. Feche os olhos e deixe rolar.

Bruno Cordista

A gente coloca um peso exagerado no destino. E isso é injusto. Eu acredito que o destino é uma conjunção de fatores que levam a um futuro. É como se a base do passado se mesclasse com nossas escolhas e ações e tivesse um resultado. Na verdade, é tudo consequência das nossas escolhas, do nosso próprio tempo, dos nossos medos e das nossas sutilezas. É verdade que o acaso é algo que tira o ar, é inesperado e ele existe. A verdade é que a gente põe a culpa no destino para justificar tudo: “Se for pra ser, o destino vai mostrar”. “O que é meu está guardado”. “Tudo aconteceu como deveria”. São muletas que a gente usa para seguir em frente, razões que a gente encontra para não olhar pra trás. O problema é que a gente olha muito pro passado e também olha pro futuro, mas esquece de olhar pro presente. É fácil a gente falar que tudo poderia ser diferente ou quem sabe tudo poderá ser diferente. Difícil é falar no presente. Olhando nos olhos. Tomando iniciativa. Difícil é dizer que SENTE falta e que não QUER que vá. Difícil é falar naquela hora sem medo do que pode acontecer. Não temos absolutamente nada do que passou e muito menos do que virá. Acredito que a única solução é encarar a vida como uma incerteza, um ponto de interrogação. Hoje você está aqui, amanhã não mais. Então se você pode lidar com a certeza do hoje por que vai trocar pela incerteza do amanhã? Diga o que você tem que dizer. Faça o que você tem que fazer. Só não dê espaço para culpas e arrependimentos do futuro, porque lá eles não farão diferença nenhuma.

Bruno Cordista

E talvez você aprenda que o maior amor que existe não é o amor romântico, de cinema, de braços dados. O amor dos livros talvez te encante, dos filmes talvez te choque e até te faça acreditar que tudo é possível.
Em partes, é tudo real. Sentir de longe, ler sem palavras, cantar sem música, tocar e se arrepiar. Mas a vida dá golpes de realidade, todo santo dia.
E ai você percebe que o maior amor que você deve ter não é nenhum desses. É o amor próprio. O amor dos limites. Da tolerância. É o amor que te impede que nada não seja natural. E que quando for natural você por um minuto pense que acabou de perde-lo.
E ai você percebe que a vida não é nenhuma cena de comercial de margarina. Que não faz sol todo dia. Que o inevitável vai te encarar e te jogar na cara toda sua prepotência de achar que tem a vida na mão.
E ai você percebe toda mágica que existe nisso tudo. Que você não manda em destino, que lágrimas não são argumentos e que por mais que você queira, o tempo não vai parar pra você reclamar.
Que a vida é aquilo que acontece enquanto você está parado fazendo planos.
E a mágica que há nisso tudo é que um dia você vai parar de pensar, de procurar, de querer sentir. E a vida vai te puxar e te jogar em um furacão. Neste exato momento, você vai correr de um lado para o outro e vai olhar pra trás também. Vai perder o céu e vai ficar sem chão.
Você vai querer fugir, esquecer, não pensar. Você vai colocar a mão no rosto e falar: como é que isso veio parar aqui?
E não vai ter explicação nenhuma. Não vai poder abrir um livro e consultar o que seria. Não vai poder dar cntrl+z e voltar. No redemoinho da vida não existem possibilidades. Ou é ou não é. Agora ou nunca mais. As escolhas estão feitas, as cartas na mesa, a areia na ampulheta já começou a escorrer faz é tempo.
E tudo que você tem é um relógio que não para de correr, um corpo que vai sempre envelhecer, memórias que ficarão cada vez mais borradas.
Pessoas vão entrar e vão sair da sua vida. Algumas vão ficar. Algumas você não vai nem lembrar.
E a vida, como que por mágica, vai se encarregar de deixar tudo como deveria estar.
E tudo o que você terá que fazer é agradecer as oportunidades que tem.
Manter a cabeça erguida, a espinha ereta e o coração forte.
E ai quando você chegar nesse estágio você não terá que pensar mais em nada.
Vai fechar os olhos e se jogar
E o que tiver que ser, será.

Bruno Cordista

Qualquer coisa que não seja sim é não, qualquer coisa que não seja ficar é ir. Não existe talvez. Talvez é uma palavra que fica em cima do muro e que leva invariavelmente a um sim ou um não, quando você sabe que tudo aquilo que você escolhe é, também, tudo aquilo que você deixou de escolher. Afinal, eu fecho os olhos para o outro lado quando dei um outro passo para o lado seguinte. Às vezes é a gente colocando muita vírgula, pontuando demais onde não se devia pontuar. Seja lá como a gente encare isso, a verdade é que quando a escolhemos também deixamos de escolher. E aí é um fardo que só nós carregaremos. E se for um duelo eterno com a cabeça e o coração? Você terá que aprender a colocar ponto final naquilo que andou colocando vírgulas por todo esse tempo. Só assim é possível continuar.

Bruno Cordista

O amor não se trata com frieza, distância, silêncio e racionalidade. O amor é irracional, quer ficar perto a qualquer custo, falar de qualquer maneira. Desconsidera tempo e conselhos, não precisa de dúvidas, ele age e até faz papel de bobo muitas vezes, mas não fica parado. O amor se renova a cada dia mesmo tendo terminado toda noite. Amar não é ter certeza, não é equação matemática, notícia de jornal. Não é pensar, refletir, se segurar.É agir de tal forma comandado não pelo que você é, mas sim pelo que você sente. Mesmo com todas as suas imperfeições. mesmo com toda às dúvidas. É fechar os olhos, segurar as mãos e se jogar.

Bruno Cordista

Renova sua fé. Da sua forma. Ora com coração. Do seu jeito. Quem pouco crê, pouco progride, pouco realiza, pouco cura. Quem não planta, não rega e não colhe. Quem não age, não sai do lugar. Quem não acredita, nunca vai alcançar.

Bruno Cordista

Algumas lembranças são como dores de cabeça. A gente sabe que elas existem, quase não as nota, mas quando elas vem destroem qualquer coisa dentro da gente.

Bruno Cordista

Esses dias me perguntaram por que o amor acaba? Mas eu pensei: balas acabam, filmes acabam, músicas acabam. Amor não acaba. Amor dura uma vida inteira. Se acabou podia ser tudo, menos amor. Paixão acaba, a chama que existia some. É claro que existem decepções e o amor próprio, neste caso, fica maior, mas, ainda assim, o amor existe. Como é que a gente pode dizer que ama e que não aguenta ficar longe e na outra semana já não pode mais? Em uma, estamos grudados, beijando, se amando e, na outra, dois estranhos que mal conversam? Como é que a gente pode virar e dizer "olha, eu não te amo mais e devemos seguir caminhos diferentes". Então, se me perguntarem por que o amor acaba, eu vou responder: não falta amor, não falta amar. Falta a gente assumir verdadeiramente o que sente, sermos adultos, corretos e sinceros. E, se sentir propenso a dizer que ama, que sustente isto pelo resto da vida. Caso contrário, "estou apaixonado por você" é o melhor caminho, afinal "estar" é uma condição que pode ou não existir no futuro. Amor, não.

Bruno Cordista

Olhar pra trás. Dá até calafrio só de imaginar tudo o que a gente deixou por lá. O que passou. O que ficou. Quando a gente olha pra trás a gente vê tudo como se estivesse de cima. Em cima. Tateia o que ficou, resgata o que deixou. Tira a poeira e começa a ler tudo de novo. É importante. Interessante. Dói o peito. A gente fica sem jeito e não sabe bem o que fazer. A gente segue. Enfrente ou em frente. Não importa. De uma forma um pouco torta a gente sabe que cada ano a gente fica um pouco mais fraco e sem força. E entende isso. Não se pode ter tudo. Não se anda pra trás. Tudo o que você escolhe é também tudo que deixou de escolher. Mas você pode olhar pra frente e acreditar que seguindo assim tudo ficará bem. E que fará sentido. E reza para que todo dia suas escolhas coincidam com as de lá de cima. E que o ano que se inicia seja sempre melhor que o ano que ficou. Afinal, presente é tudo o que temos. O futuro não existe e o passado já ficou. Recomeçar. Por mais difícil e impossível que pareça é o nosso maior presente no final do ano.

Bruno Cordista

As vezes você tem que parar, fechar olhos por um instante, respirar bem fundo e entender que nem sempre as coisas dão certo. Às vezes as coisas tem que dar errado. Período nebuloso de nuvens negras. Intervalos chatos de coração apertado. Um vento na cara em um dia de inverno, um balde de água fria. Não importa a forma que você chama. Às vezes, é necessário acordar e sentir as coisas da forma como elas são. Sair do radar. Desligar o gps e não agir.É necessário silenciar e meditar sobre tudo. Sair e encarar tudo do alto. É, enfim entender que tempestades acontecem, mas que os dias de sol sempre vem.

Bruno Cordista

A lua é uma daquelas divindades que vão sempre nos deixar sem palavras. Ela está sempre lá no céu, olhando os casais que se declaram, ouvindo as músicas que embalam e seguindo indiferente pelo céu escuro rumo ao infinito. Parafraseando Galeano no seu utopia e com a licença poética em colocar a lua no lugar: "A lua está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a lua? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.". Ou melhor, pra que a gente não deixe de caminhar e acreditar.

Bruno Cordista

Você pode olhar o tempo e escolher que ele passe rápido.
Olhar sempre em frente e deixar cada segundo sempre para trás
Você não precisa enxergar o mundo e acabar ficando cego
Você precisa senti-lo com todas as imperfeições que ele tem.
Você pode tratar tudo como fatalidade, destino, mero acaso.
Olhar as estrelas todo santo dia e achar que está tudo tão igual.
Você não precisa ver o dia para enxergar a noite no céu
Nem se calar para ouvir os pássaros cantando ao seu redor.
Você pode olhar os seus planos e jogá-los todos no bolso
Continuar sonhando e não realizar nada.
Pode sentir saudade e deixar por isso mesmo
Sentir o frio e não se arrepiar.
Você pode ver amor, pode encará-lo e pode suspirar
E pode escolher deixar tudo isso passar
Você pode fechar os olhos e não ver nada além disso
Você pode dizer que cada dia é o último
Mas agir como se cada dia fosse apenas mais um.
Você pode tratar o verão como mero sol e calor
O inverno como frio e chuva
Pode olhar os amores que perdeu e não sentir nada
Mas pode dar um sorriso naqueles que sentiu, mas não viveu.
Você pode viver a vida se escondendo, fugindo e não sentindo
Pode colecionar momentos para dizer aos netos o que queria ter feito
Você pode viver uma vida +/- e achar que isso está tudo bem
Pode ir ao cinema só para ver o que a vida não dá
Para viver o que tem medo de viver.
Você pode falar que a vida te deu um tapa na cara
Que é tudo muito difícil e que você nunca deveria sair do chão.
Você pode viver uma vida inteira se prendendo, se armando.
Usando o não para se preservar de tudo que existe.
Me desculpa, mas para um mundo que depende de vida
Palavras são inúteis.
Espero que em vez de imagens
Você tenha lembranças.
Que em vez de ler,
Você conte histórias.
Que em vez de sonhar,
Você viva na realidade.
Quem em vez de muros,
Você construa pontes.
Que em vez de suspiros,
Você tenha vozes.
Em vez de imaginar
Você faça acontecer.
Porque você não precisa entender a vida.
Você precisa senti-la.

Bruno Cordista

Você anda pelas minhas paredes como um fantasma espiando cada coisa que eu faço, sussurra em meu ouvido quando fico pensativo, canta minhas músicas enquanto ando pela casa, escreve comigo quando os textos parecem já terem se esgotado, procura minha mão quando tenho medo no meu quarto....invade meus sonhos e vira o mundo de cabeça pra baixo. Você escancara as janelas todo dia de manhã em uma gritaria que eu nunca aceitaria. Tem os pés mais presos no chão enquanto lá estou eu voando nas nuvens, um silêncio tão ensurdecedor que coloco as duas mãos no ouvido em um acesso de loucura. Você corre pela casa e tira minha atenção, mexe na minha orelha e puxa meu cabelo. Você assobia o tempo inteiro E me tira do sério toda vez que te vejo. Você segura meu rosto e me faz olhar direto nos seus olhos. Beija meu nariz e simplesmente corre. Você não vê. Mas eu percebo você. Percebo quando foge de olhares dispersos, mas que cai quando os olhares se encontram. Percebo que você corre, se cerca, se prende, mas que sabe o exato tamanho de tudo isso. Percebo quando encara o céu de uma forma desconcertante. Quando se inebria pela lua de uma forma tão intensa. Quando se entrega em frases soltas. Percebo como se equilibra na linha que cruza o racional e o emocional e disfarça tudo em um sorriso sincero. Percebo como se joga nos livros e foge de toda realidade que te cerca. Percebo quando como que por transe, karma, pacto ou destino a gente se entrega. Percebo como eu te sinto um pouco mais pra cá e eu me vejo ladeira abaixo, absorto no mar, com o vento gelado tão perto de mim. Me sinto correndo atrás do seu perfume e como que hipnotizado pelo seu cheiro sinto você em todo lugar. Me vejo em uma floresta densa correndo atrás de você. Paro um furacão inteiro só pra te ter. E me vejo queimando nas brasas de um vulcão...sem sentir meus pés ou dor alguma que me faça parar. Eu só sinto uma vontade imensa de chegar até você...uma vontade que grita no peito e sufoca todo o meu falar. Seguraria o mundo com uma mão se você me garantisse que fosse segurar a outra. Abro os olhos como que acordado em meio a escuridão. Me vejo olhando pra todos os lados buscando sua mão. Mas você não está lá. Nem mesmo pra me dizer não. Você anda pelas minhas paredes como um fantasma. E só.

Bruno Cordista

O amor vem da saudade, da vontade, da procura. É roer as unhas e se segurar para não agir. Desconfio que tudo que for diferente disso não seja amor. É outra coisa mas amor não é

Bruno Cordista

Duas palavras que juntas tem um poder extremo e que separadas não perdem sua força: sinto muito.

Bruno Cordista

Ah eu não posso ter medo de amar. Entregar o coração, viver a emoção. Naufragar em um beijo, cair de desejos, suspirar por seus beijos. Morrer. Viver. Em um espaço. Um segundo, talvez. Ah eu quero é te prender. E não deixar escapar. Parar o tempo pra você não ter que ir embora. Não é só da boca pra fora. É coração adentro, uma explosão de desejos. Um destino traçado. Uma vida jé feita. Ah, eu quero é voar. Sentir a brisa me abraçando e a chuva me beijar. Quero transparecer, invisível. Te procurar em cada avenida, rua ou cidade. Eu não quero é viver arrependido pelos cantos. Olhando por trás do tempo e lamentando não ouvir teu canto. Eu vou é viver. E Agradecer em cada canto, enxugar todos os meus prantos, construir uma estrada que me leve até você. Eu vou é olhar as estrelas e pular lá no fundo do logo. Vou caçar no fundo o que não me faça esquecer. Viverei cada dia como se fosse o último. Cantarei toda música como se fosse a primeira. Direi todo dia: estou vivendo a vida. E você?

Bruno Cordista

E eles se olharam entre tantos rostos. Era engraçado pensar que os olhos se procuravam entre a multidão, em um desespero contido, um grito mudo pelo outro. Sentiam-se de longe, ouviam-se como se os passos dos dois levassem a caminhos em que pudessem se encontrar. Ele achava que cada frase dela era uma dica incontida. Ela achava que as atitudes dele eram poemas de amor, serenatas. Olhar no rosto e esconder o que sentiam era como sofrer por várias vidas seguidas. Havia momentos em que eles queriam largar tudo e jogar tudo pro alto. Sem olhar pra frente, sem encarar as inseguranças que o futuro mostrava. Por que era tão difícil encarar a felicidade como um caminho e não como um fardo que eles teriam que carregar pela vida? E ele pensava nela toda noite. Ela pensava nele todo dia. E assim vivam entre pontes e muros até que a vontade de ter o outro ao lado fosse maior do que todos os outros. Não era fácil, mas não era um sentimento vazio. Era amor antes de ser. E eles sabiam disso. Lutavam contra isso diariamente disfarçando as verdades estampadas em seus rostos, se controlando e se equilibrando para que não ficasse claro o que já era claro demais. Eles sabiam que era para a vida toda, não menos que isso. E ele imaginava que toda música era pano de fundo para o amor. Ela dançava sozinha imaginando os momentos que os dois teriam. Era engraçado pensar dessa forma. Ele nunca havia amado ninguém, na verdade havia reprimido os amores antes deles acontecerem. Era como se nunca se entregasse por completo. Ela tinha uma sutileza de arrancar lágrimas. Um sorriso que confundia o céu. Um modo de encarar as coisas que ele julgava ser muito superior. E ele que era tão racional achava que isto era uma isca para se perder. Mas ele queria se perder. E se encontrar. Como tantas vezes havia feito olhando somente nos olhos dela. Olhos grandes, do tamanho da lua. Olhos impossíveis de encarar, impossíveis de mentir, impossíveis de negar, ele pensava alto. E ela adorava suas palavras, sua forma de ver o mundo, sua forma de amar acima de tudo. Ela o imaginava lutando em guerras, discursando para muitas pessoas e acreditava cegamente nas verdades que ele dizia. Ela o tinha como o herói que lia nos livros. Ele a tinha como a musa que via nos filmes. Ela o esperava em casa todo santo dia. Imaginava que ele iria chegar com flores, enquanto ela fazia o jantar. Ele imaginava que compraria um presente todo dia e que juntaria um ano inteiro para comprar um colar de diamantes. Porque o sorriso dela compensava tudo isso. E eles tinham um milhão de motivos para fugir de tudo. Era difícil demais, complicado demais. Mas em todos os lugares eles andavam juntos. Ela imaginava segurar na mão dele enquanto atravessava a rua e ele olhava orgulhoso quando ela contava seus planos. Ela preferia não ver. Mas ele via ela o tempo todo. Milhares de coisas não ditas. Era assim que eles viviam. “É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.

Bruno Cordista

Demonstração exacerbada de amor ou amor bonitinho para os outros notarem, desconfie! Amor verdadeiro é aquele cultivado diariamente, que suporta as dificuldades, que caminha lado ao lado, que se mantém como uma escolha, apesar de todas as dificuldades e todos os olhares. Que se mostra com atitudes diárias de cumplicidade, atenção e carinho. Que faz, em vez de só falar. Que mostra, em vez de imaginar. Que fica e não vai. E que recomeça nem que seja necessário fazer isso todo dia.

Bruno Cordista

Alma de joelho, a fé pulsando no peito, coração na boca, os ponteiros correndo na palma da mão. Não tem jeito. Não há certeza. Não tem segunda vez em decisão. Há a coragem de seguir em frente com os olhos vedados e os pés plantados bem perto do chão. A coragem de seguir, nesta vida doida, o próprio coração. Perspectiva. Percepção. Só quem sabe o que significa entende. Ou não.

Bruno Cordista