Bárbara Lédo

Encontrados 18 pensamentos de Bárbara Lédo

Ah, é assim
As histórias sem começo
De repente
Ganham fim

Quero uma droga que me tire essa vontade de te pegar de jeito
Quero algo que me faça temer
Talvez precise de um tiro ou de um pouco de poder

Faltam lágrimas e sobram dores
São terríveis
Cruéis
Amores

Nem sei mais disfarçar
Sua forma de olhar, seu jeito de abraçar

O desespero me domina
Não amo o ser, mas a vontade me fascina
Me engole
Me passa

Muito prazer
Agora deixe-me dizer
Dói saber o que você gosta de fazer
Prostituir seus sentimentos e vender pra alguém desigual

Sabe quando você sente que as coisas estão fora do lugar?
Que até o seu nome você não sabe pronunciar
São as conseqüências de uma cabeça em confusão
É fruto do que um dia se tornou ilusão
Ou daquilo que nunca foi verdade
Uma ou duas vidas
Cedo ou tarde
E nem me venha com histórias
Do acervo das memórias
Quero mais é viver em paz
Acordar sem olhar pra trás
O que tinha que acontecer com certeza já passou
Até larguei … o meu amor
Nossa, que confusão
Se pudesse escolher, ficaria com a sorte
Ou não
Vida, morte
.
.
.
O que me espera?

Eu que nem ao menos sei quantos passos dei até chegar aqui
Me faço de vítima, me escondo no escuro, não sei como agir
São escolhas tortas de um passado
Um sopro de um vento
Leve, calado
Simples, selado

Eu que nem ao menos sei se sou quem sou
Entre espaços estranhos e corpos oblíquos e o pouco que sobrou
Sou um olhar confuso
Uma bala perdida
Uma mente em pedaços
Personalidade encardida
Alma ferida

A verdade está na coragem de amar e sentir-se amado sem cobranças e tantas alienações. Aprisionar a si ou outrem não cabe para aquele que deseja amar. Parece fácil render-se às algemas do companheiro e culpar o que sentimos e não o que fazemos ou nos permitimos sofrer. Covardia. Afinal, atingir o inatingível é muito mais simples do que assumir as próprias derrotas. E nos deparamos num mundo assim, no qual nós mesmos ignoramos nossas atitudes numa pobre tentativa de não sofrer, quando estamos apenas adiando a dor do reconhecimento de nossos próprios erros.

No fundo talvez todos estejam se sentindo meio vazios, sabe? Fingimos estar sempre muito cheios disso ou daquilo, mas não passamos de copos em incessante progressão que nunca se deixam derramar ou desperdiçar líquido – este seria, no caso, um novo nome para um sentimento de fácil adaptação a espaços diversos.

Pessoas. A gente se apaga, apega, anula, vive, chora, sorri, morre, transforma, encontra, perde, prende e solta. No fim, a gente não esquece quase nada, pois o que acaba entristece, mas é importante entender que o que não se supera, meu bem, envelhece!

São rabiscos
Colagens
São os riscos
Bobagens

São medos
Desejos
São mãos, dedos
Palavras que despejo

São pensamentos
Maldosos
São momentos
Remorsos

Erros
Repetições
Medos
Ações

Lágrimas
Saudade
Vidas
Maldade

'Cada' vez que te vejo, sinto 'parte' de tudo sumir. Talvez de medo, mas todo mundo foge quando encontra meu olhar e 'de' tanto amor que jurei, algo em 'mim' se esconde. Meu peito 'chorou' ao te ver tão longe… Não sabe a importância do que sinto, pois que sou 'sua' e o medo se aloja em mim na sua 'ausência'.

Agonia

As vezes bate uma saudade
Não de coisas que ainda não senti
Mas daquelas horas, sem maldade
Do vazio que vivia aqui

Porque era assim que sorria
Sem questionarem meus valores
Sem olharem meus amores
Sem essa agonia

Te vi com o olhar que me mordia
E pode parecer mentira
Mas gostei do que senti
Tudo aqui dentro ardia

Do meu peito o sangue escorria
Conflitos bobos
Problemas sem sentido
Deve ser mania.. mania

E quando já não mais sorria
Você me olhou
Meu peito, a dor
Tudo se partia

Vício

A parte mais difícil dessa história
É entender o seu início
No meio, a gente chora
E agora se torna vício

Nosso Lugar

Nós estamos no olhar
Nas cores estampadas na parede
Estamos nas piadas
Ideias malucas
Viagens marcadas
Nós somos os passos confusos
As certezas imprevisíveis
Somos também sensíveis
Somos cartas marcadas

O que eu tive

Não tive a sorte tão cantada de um amor tranquilo
Mas o prazer de conhecer seu ombro amigo
Nossos conflitos, meu jeito aflito
Sonhos contigo e os encontros de identidade
Embora houvesse diferença na idade
Fomos o máximo e somos o que podemos ser
Sem maldade
Queria sim ter mais coragem
E te deixar feliz com a imagem
Sem temer nosso futuro, tudo que pode acontecer

O peso

Os olhares do peso de te querer
Cuidar, proteger
O desespero nos comprime ao suplicar
E minhas doses de lágrimas ao chorar
Nó no peito, medo de perder
De amar e amar e amar você
O que faço dessa vida de temores
Só me aperta mais
A dor, mais dor
Amores

O que sou

Sou a coragem do teu olhar apaixonado
O desejo que se esconde em seus abraços
Os meus detalhes se desfazem no cansaço
Nos seus beijos eu entrego meu espaço

Segredo

E se tiver que contar
A gente conta
E esconder
A gente esconde
O que não souber dizer
Amor, a gente inventa
E mesmo ao temer
A gente tenta