Ana Flávia Corujo

Encontrados 9 pensamentos de Ana Flávia Corujo

PRIMEIRO AMOR
Todo mundo já teve um primeiro amor... o último a gente nunca saberá qual é, mas o primeiro será sempre inesquecível. O primeiro amor é aquele que faz você suar frio, ficar quente, eloqüente, inconseqüente. Ele é sempre jovem, forte e vibrante. Por mais que tudo tenha dado errado e tenha sido mais que desajeitado, o primeiro amor é sempre cor de rosa, traz boas lembranças, promessas, poemas e prosas. Alguns também trazem boas risadas... o meu primeiro amor, tem o som de Kenny G, por isso inevitavelmente quando estou em salas de espera, dentistas e ambientes afins, fico com cara de boba e apaixonada, com aquele sorriso no rosto do privilégio de ter vivido um grande e incondicional primeiro amor e mais nada. O primeiro amor é saudável, é moleque, é pivete, é quando se joga confete, masca chiclete ao som de Ivete. É aquele que você se perde, se acha, transa na sala, no sofá, na cama de solteiro, na escada, no carro, no banheiro e também no chuveiro. O primeiro amor é uma explosão de hormônios, sentimentos inconstantes, intrigantes, interessantes, porque é a descoberta do desconhecido, o desbravamento do território virgem e nunca explorado com tantas sensações de prazeres. O primeiro amor é eterno, é um marco, mas no primeiro momento que achamos que não é, o primeiro amor é a morte, um sofrimento de posse e quase um deboche. O primeiro amor pode ser uma breve, eterna ou única história, pode ser até mesmo a última esperança, no espaço de um hiato, perdido no espaço, que liga a juventude à velhice na luxúria de amar um amor que é só meu, e é só seu... primeiro amor.

A Conquista e o Marketing

Alguns dizem que conquistar é uma arte, já eu diria que é puro marketing. Porém, marketing sem foco e mal aplicado é investimento sem retorno, decepção, expectativa frustrada. Assim como no mercado de trabalho as estratégias de marketing se aplicam perfeitamente à vida pessoal.
Na maior biblioteca livre e interativa do mundo o Wikipedia, existem diversas definições de mestres do marketing, como: Kotler, Porter, Armstrong, entre outros... porém, a que mais gosto é de nosso famoso “pai dos burros”, que define marketing como: “conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento, o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor (Dicionário Novo Aurélio).”
Construindo um plano de marketing, como fazer você, o produto, se manter sustentável e consumido pelo mercado potencial? Antes de qualquer ação, deve-se estudar o mercado de uma forma geral, suas tendências e principalmente a concorrência: loira, morena, siliconada, intelectual, independente, sarada, rica, bonita ou gostosa? Depois, definir seu público-alvo: para massa, os produtos práticos, baratos, superficiais, com prazo de validade e de fácil reposição são os mais adequados. Porém, para públicos segmentados, que prezam qualidade, durabilidade, consistência e exclusividade, os produtos singulares e de alto valor agregado, esses sim, são os mais adequados. Feita a escolha do público, o passo seguinte é definir o posicionamento: como você quer que seu público a veja? Normalmente a incoerência afeta muito essa etapa, nem sempre passamos através de nossa imagem, liguagem corporal ou oratória o que de fato queremos transmitir, principalmente quando agregado de combustível etílico e celular, quase uma catastrofe! Pense, se suas roupas, postura e atitudes diante da vida está coerente com o que você de fato quer conquistar. Será? Bom, ninguém se mantém sustentável no mercado sem identidade, marca é um bem necessário. O que a torna diferente das outras? Os públicos normalmente compram pela marca, a que passa confiança, credibilidade e satisfação garantida. Você pode ser “mil e uma utilidades”, a “que lava mais branco” ou “a número 1”, escolha.
Uma boa estratégia de marketing permitirá que você conquiste, gerencie seus relacionamentos e gere vantagens sobre a concorrência. Quer coisa melhor? Mas, para isso é preciso levar em consideração 4 componentes: Produto: ou melhor, você, um bem tangível, ou intangível? Benefícios extras e garantias, sempre encantam o mercado consumidor, não se esqueça! Preço: Qual o seu valor? A gente faz muito investimento financeiro em nós mesmas com roupas, cursos, academia, estética, roupas, livros, dieta, terapia, maquiagens, roupas, manicure, roupas... para um “marmanjo” qualquer achar que pode nos levar por 2 trocados, não é mesmo? Praça: disponível? Então circule! Ainda não inventaram o “Príncipe Delivery”, bom... existem alguns “sinônimos” mais “pagantemente” e vulgarmente conhecidos, mas aquele que casa com você, te trata como princesa, é admirável e com pós-graduação, esse ainda não inventaram. Promoção: o que adianta um exelente produto em uma linda embalagem, se ninguëm conhece, ou é de difícil acesso? Para uma boa promoção existem diversos instrumentos: amigos, amigos de amigos, mãe, tia, amigos de mãe, primos, amigos de namorados de amigas, cursos... e um instrumento fortíssimo hoje em dia, a internet, por isso, também conect-se e aumente a sua rede de relacionamentos. Venda online é mais rápida, reduz custos e tempo; mas, assim como os demais instrumentos e tudo na vida, para se ter retorno, é preciso ter foco.
Plano pronto, agora vem a implementação, etapa mais difícil. Normalmente o não cumprimento do que foi definido no plano de marketing acontece, por mudanças de foco, outras prioridades, ansiedades, etapas puladas, falta de paciencia e pessoas não comprometidas. Lembre-se, um trem para chegar em seu lugar de destino precisa de trilhos. Qualquer trabalho é arduo, requer empenho, investimento financeiro e emocional, foco e muita paciência, muita paciência.
A conclusão disso tudo é que na vida, no jogo da conquista, podemos jogar sim a nosso favor, nos ajudar, mas só o amor, a paixão dirá se essa conquista será, por um momento, uma etapa, ou uma vida inteira.

Mais textos em http://anaflaviacorujo.blogspot.com/

Incoerência para que te quero!

A incoerência virou um hábito, está cada vez mais comum e é cada vez mais um subterfúgio para o dito não dito e o feito não feito mais feito no dia a dia. As entrelinhas viraram as verdades e o silêncio a melhor resposta de todas, ou a resposta menos cansativa de todas. Quando vamos passar a agir coerentemente com o que queremos e assim conquistar o que queremos?

Hoje uma amiga me contou que um carinha que teoricamente está interessado nela, ligou para pedir seu MSN para facilitar o contato. Como assim? Ter o telefone dela e ligar já não é estabelecer contato? Por que alguém que só te critica e critica o que você pensa, te manda um email depois de um tempo sem aparecer pedindo seus comentários sobre os textos que escreve, porque quer saber sua opinião? Coerência? Ou Carência? Por que alguém te chama para almoçar, fura, te chama de novo, fura... se justifica, dizendo que você não merece que furem com você, aí te chama de novo e fura? Acho que nesse caso a incoerência maior está na insistência em marcar almoços com esta pessoa, não é mesmo? Como alguém que diz que não quer mais casar, dispensa vários pretendentes que querem relacionamentos sérios, pode ficar completamente viciada num site de relacionamentos e ainda ficar irritadíssima porque um tal fulano furou um encontro? Será que esse fulano era o mesmo do almoço? Uhmmm acho que não!! Bom, continuando... a incoerente que aqui escreve, vai gastar uma grana em uma cirurgia estética para ficar esbelta, em forma e com forma, e ao sair do médico, vai comer um delicioso sorvete, na esquina do consultório e o pior, sem qualquer culpa! Incoerência ou cara de pau? Quase como encontrar aquele gordo que diz que não sabe por que é gordo na fila do Mc Donald’s no meio da tarde fazendo um “lanchinho”, não é mesmo?

Essa incoerência toda chega a ser engraçada, até porque toda incoerência tem sempre uma desculpa: “através do msn não sou tímido”, “te critico pro seu bem”, “Fiquei preso em uma reunião! Ops em 3!”, “estou apenas passando o tempo nesses sites de relacionamentos”, “Estava de TPM, precisava de um doce!”. Mas, ela vira muleta, confunde, cansa, nos deixa perdidos e acaba que por defesa ou por não saber agir, somos justificavelmente incoerentes.

Não sei se consigo chegar a alguma conclusão coerente sobre este assunto... Será que alguém poderia desenhar para mim?

A democracia da Praia

Rio de Janeiro como sempre singular e com suas praias também singulares. Caminhar em nossas “Praiaslândias” nem tão democráticas é quase uma aventura popular, ou melhor cultura popular, e deve ser por isso que garantimos mais de 90% de lotação em quase todos os Hotéis neste Reveillon.

Começando pelo Leme, encontramos a “Familialândia”, área charmosa e só para famílias locais. Seguindo por Copacabana em direção a Ipanema é uma “Misturalândia” que só, desde “Negritudelândia”, passando por “Putalândia” e terminando em “Vovôlândia”. Mas, apesar de “Misturalândia” – Copacabana tem tradição e uma beleza que só a princesinha do mar, seu calçadão e quem sabe Drummond ali sentado pode traduzir em poesia.

Continuando a caminhada, o que é o Arpoador?? Um território e visual abençoado por Deus e invadido pela “Farofolândia” - famílias de todos os bares populares e nem tanto, levam seus alimentos mais do que perecíveis para saborear nos arredores do metro quadrado mais caro da cidade. Colorimos nossa caminhada por Ipanema chegando na “Gaylândia”, epidemia materializada nos corpos mais definidos do planeta, muito pedigree, estilo, idiomas, raças e mais de 1% do PIB gasto em estética! Saindo da área colorida, encontramos a maresia e entramos na “Maconholândia”; posto 9 lotado até o Coqueirão de “bichos grilos” e estilos mais que “sangue bom” que curtem o momento e mais nada. Agora, nossa caminhada é invadida atleticamente pela “Futebolândia”, “Futevoleilândia”, “Frescobolândia”, “Voleilândia”, “Corridolândia” até chegar na “Pirralholândia” juvenil que vai até o Country Clube, ou melhor a “Playboylândia” da Zona Sul, onde um gordinho brando e feliz jamais pode pensar em ir!

Atravessamos o canal, ou a “Cocôlândia” e chegamos ao Leblon para Manoel Carlos nenhum botar defeito! Encontramos a “Bohemialândia” dos coroas mais sarados, queimados e atléticos bem sucedidos ou não da Zona Sul e perfumamos nossa caminhada de Giovanna Baby, Gap Kids, Zara Kids, Ralph Lauren Kids na “Babylândia” e terminamos o percurso pelo Leblon nas colunas sociais do irreverente colunista Zózimo Barroso... quer burguesia melhor?

Mas, se você ainda não se cansou e aguenta fazer quase uma meia maratona: deixamos a Zona Sul, seguimos pela Niemeyer, ou “Favelolândia” que possui a vista mais privilegiada e nobre da cidade, passamos por São Conrado, a “Passegemlândia” mais micada, perigosa e linda, até sorrir, porque estamos na Barra, a “Emergentelândia” mais bairrista e charmosa de todas as “Lândias”.

A praia Barra tem todo um toque, energia e pôr do sol especial enfeitada por ventos e pela “Wakebordlândia” que tanto nos encanta logo alí no ponto do saudoso Pepê. Por alí também, encontramos a “Pitboylândia” e “Tchuchucalândia” área patrocinada pelas melhores academias do Rio, onde intelectual não tem vez e muito menos espaço! Logo em seguida temos o agradável ambiente com showzinho para a “Familialândia” da barra que habita o Jardim Oceânico, aqueles prédios charmosos de varandão de dar inveja. Seguindo pela extensa orla e “Beverly Hillslândia” dos apartamentos dos mais novos famosos; encontramos de tudo, para todos os gostos e protetores solar até chegamos a Reserva - invadida por lixo nada perecível e pela “Paraíbalândia” com toda a sua tradição e regionalidade, principalmente aos domingos.

Continuamos em clima de proteção ambiental, geração saúde e ondas de tirar o fôlego de qualquer um, e chegamos finalmente a Prainha - a “Surfelândia” mais concorrida, badalada e deliciosa de todo o Rio de Janeiro, onde carro algum consegue estacionar após o meio dia! Haja fôlego!

Depois dessa caminhada toda ou meia maratona pelas praias do Rio de Janeiro, você ainda acredita que praia é um lugar democrático? Já ouvi muito isso por aí... Se é ou não, não sei, o que sei é que: Viva as diferenças!

Ihhhh! Passou....
Ahhhh! Foi bom....
Uhmmm! Quero mais....
Ihhhh! Acabou?
Ahhhh! Volta....
Uhmmm! Quero mais...
Ihhhh! Não tem mais?
Ahhh! Mas, foi bom...
Uhmm! E agora?
Ihhhh! Acabou!!
Ahhhh! Não! Quero mais, quero mais, quero mais,
volta, volta, volta, voltaaaaaaaa.....

A Crise

Outro dia estava em um bar e o assunto era apenas um em todas as mesas: A crise. O bar estava segregado por mesas masculinas e femininas numa proporção de 1 para 2, ou duas. Nas mesas masculinas a pauta era a crise da bolsa, com pequena variação para a crise do Vasco no Campeonato Brasileiro. Já nas mesas femininas a crise era outra, a masculina – a falta de homem no mercado.

Ambas as crises geram um resultado singular, a amargura. E querendo ou não aprendizados são tirados dessas crises, aliás, os grandes aprendizados são tirados das grandes crises.

Fazendo uma analogia da crise da bolsa com a crise masculina. As mulheres começaram a perceber que o aquecimento homossexual só podia resultar em uma recessão no mercado. Hoje não mais é possível continuar aplicando alavancado nos benefícios da estética, para um retorno homem-financeiro garantido. As ações de mercado caíram muito e muitas delas estão mais para Votorantim, Sadia e Aracruz - quase quebradas, que para AVON e Natura! Percebe-se que problemas de comunicação, a falta ou excesso dela podem gerar impactos na governança corporativa e na gestão de uma relação - ou na construção dela, ocasionando perdas de bilhões em terapias e compras.

A crise afetou também as mulheres mais maduras e conservadoras que aplicavam há anos em ações sólidas, de infra-estrutura, de empresas maduras, como Vale do Rio Doce e Petrobrás. Sem esperar ou avisar, levou por água abaixo aplicações de anos. Fazendo-nos perceber que confiança, segurança e solidez, hoje em dia não é garantia de nada, muito menos da sobrevivência de um casamento.

Devido à baixa liquidez, as ações femininas, passam hoje a ter um valor de mercado menor que seu valor patrimonial. Mesmo com especulações, maquiagens, lipoaspirações, cursos na Sorbone, cargos e salários altos; o investimento no valor patrimonial feminino, nem sempre reflete ou agrega valor para o mercado masculino. Triste perceber que mesmo com tanto investimento financeiro é preciso baixar seu valor e principalmente as expectativas, para conseguir gerar um capital de giro e alguma liquidez. Assim como os produtos, a lei da oferta e procura, faz com que você fique ou não “encalhada” no estoque.

E as mulheres que pensavam em fazer um IPO e colocar suas ações no mercado? Assim como muitas empresas e bancos, com a crise, perceberam que o melhor mesmo era manter o “Arroz com feijão” Ltda. de receita e gestão garantida. Com essa recessão, a abertura de capital é quase um “tiro no pé”, pois antes um acionista na mão do que dois voando.

Porém, nem tudo está perdido, pois crise sempre traz oportunidades, mudanças e evolução. Tudo na vida são ciclos que começam e acabam, como essa “bolha da bolsa” – que se tudo der certo, vai voltar a subir - afinal somos um país-mulher em desenvolvimento, crescimento e evolução. Por isso, comece a analisar o mercado. Nessas horas não adianta desesperar, cortar os pulsos e ficar noites sem dormir. É preciso ter cautela, pois as respostas e as oportunidades estão aí no mercado.

Comece a ver aquelas ações que você jamais investiria, meio fora de moda e de mercado. Muitas delas têm alto valor patrimonial e em pouco tempo podem ganhar alto valor no mercado. Às vezes com baixo investimento nosso nessas ações é possível garantir resultados inacreditáveis em curto prazo! O importante é acreditar no potencial dessas ações, muitas vezes invisíveis aos nossos olhos, não é mesmo?

A crise é mundial, mas as moedas internacionais estão em alta, por isso investimentos fora do país também é uma opção. Para quem já fez e esqueceu vale voltar a recuperar as aplicações e quem não fez, vale um possível investimento. Segundo as especulações e análises, o mercado internacional ainda pode nos surpreender positivamente com grandes oportunidades e mudanças no cenário econômico. Se você não entende muito disso, faça as suas malas, matricule-se num curso e abra-se para o intercâmbio cultural, afinal os “gringos” para quem não conhece, adoram mulheres brasileiras que reúnem charme, inteligência, companheirismo e independência ao mesmo tempo.

Analogicamente ou não a crise está por aí nas mesas de todos os bares do Brasil e do mundo... e diferentemente para mulheres, a crise para os homens se ameniza, ou resolve, com uma simples combinação: 1 copo de cerveja, um bela mulher e um gol de placa!

Para todo sempre!

Nos encontramos, nos encantamos, nos apaixonamos, nos conquistamos, nos respeitamos, nos amamos, nos perdemos, nos sufocamos, nos desrespeitamos, nos separamos, nos perdoamos, nos reconquistamos, nos repulsamos, nos toleramos, nos apaixonamos, nos distanciamos, nos reaproximamos, nos cortejamos, nos apoiamos, nos ajudamos e nos perguntamos todos os dias “que amor é esse?” - que arde, que queima, que atrai, que machuca, que acalma, que constrói, que destrói, que nos faz sorrir e ser mais tolerantes e melhores todos os dias, fazendo-nos acreditar que o para todo sempre pode ser até amanhã ou para sempre!

A arte do se reapaixonar...


Oi... estou aqui.
Eu também sempre estive.
Nunca tinha reparado nessa sua pinta antes.
E eu, que você sorri quando dorme.
Você parece diferente.
Você também.
Acho que mudei.
Eu também.
Senti a sua falta.
E eu, a sua.
Mas, nunca nos separamos.
Será que nos reapaixonamos?

Você acredita que podemos nos reapaixonar pela mesma pessoa várias vezes?

Será que a paixão é um sentimento linear possível? Ou ela vem e vai com o tempo?

Se mudamos todos os dias, como manter um sentimento como a paixão?

Será que vivemos apaixonados, ou precisamos de paixão para viver?

Muitas perguntas, muitas dúvidas quando as “borboletas no estômago” param de bater, ou voltam a bater sem qualquer explicação.

Segundo especialistas, a paixão nos faz perder a individualidade e poder de raciocínio. Idealizamos e quando essa idealização passa e enxergamos a realidade o sentimento de paixão se transforma em outro sentimento: amor, indiferença, amizade.... ou qualquer outro sentimento que só o ex apaixonado pode responder.

Dificilmente acordamos todos os dias apaixonados pela vida, trabalho, amigos, namorado, filho, mulher, pai, mãe, ou por nós mesmos. Nem todos os dias somos movidos pelo sentimento da paixão - a mola motivacional que nos faz sorrir sem qualquer explicação e emanar uma luz interna. Mas, todos os dia podemos nos reapaixonar pela vida, trabalho, amigos, namorado, filho, mulher, pai, mãe, e principalmente por nós mesmos.

Chego a conclusão que a vida é a vida é assim, simples e complicada, cheia e vazia, estranha e familiar. Surpresas nos surpreendem, a realidade nos assusta e preenche e as cores que vem e vão - assim como a paixão. Não sei você, mas eu preciso de paixão para viver, mas isso não quer dizer que vivo o tempo todo apaixonada. E assim voltamos ao ponto do sim, não ou talvez da confusão.

Errada ou certa, acho que sim: podemos nos reapaixonar pela mesma pessoa, uma, duas, três ou infinitas vezes. Em um espaço curto, ou longo, ou até em espasmos. A paixão é um estado de espírito que só sobrevive sendo regada todos os dias. Um dos adubos para a paixão é a tolerância, esperança, crença, boa vontade, simplicidade e vontade.

Eu me reapixonei recentemente e foi maravilhoso, pois tive a capacidade de ver o mesmo de forma diferente. Nada como inovar o conhecido! Reencaixar o que já encaixa. É quase que saborear a saudade.

Por isso, se não se sente mais apaixonado, espere, tolere e se abra para a possibilidade de deixar a realidade te encartar por inteiro. Os sentimentos não são lineares, pois a vida não é linear e quem muda todos os dias, sente coisas novas todos os dias. Um dia você pode estar assim, outro dia você pode estar assado. Mas, o se reapaixonar deve ser uma arte aprendida e pintada todos os dias.

Educação Pós-Moderna

Celular toca...

- Paulinho, meu filho, acorda e vai estudar!
- Estou estudando, Mãe...
- Paulinho, estou vendo pela webcam que você está deitado dormindo, levanta!
- Ah... Mãe... já estudei muito hoje, só um cochilo...
- Paulinho, acompanhei seu dia pelo Twitter e a única coisa que você não fez foi estudar. Por falar nisso, o que significa a postagem “com a Carlinha no meu quarto” às 14:15h?
- Mãe, a Carlinha é da escola e veio aqui tirar umas dúvidas minhas para a prova de amanhã.
- É mesmo Paulinho? Será que essa Carlinha é a mesma das suas novas fotos no Facebook, da noite “frenética” de ontem, que você me disse que ia passar estudando na casa do Jorginho? Até onde sei, sua prova amanhã é de matemática e não anatomia!
- Paulinho, se eu receber mais um scrap de sua professora pelo Orkut, vou ter que enviar um email formal a diretoria de sua escola com as evidências dos “porquês” de suas notas baixas.
- Mas, Mãe..... eu....
- Paulinho, não tem mas, nem mais... Tô vendo aqui pelo GPS do seu pai que ele estará em casa em poucos minutos e vamos ter uma conversinha, viu mocinho? Assim que ele colocar os pés em casa, te mando um torpedo e quero você imediatamente aqui na sala.

A modernidade chegou para trazer, transparência, conectividade, controle e gestão em qualquer aplicação!