As mais Lindas cartas de Amor

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Série Cartas: Carta Dois – Às Claras!


Às Claras!

Meu amor estou aqui de novo, escrevendo alguns rabiscos, onde expresso meus sentimentos, pois um amor não se mede com fita métrica, nem com a duração, muito menos com declarações no facebook e sim pelas dificuldades que nós enfrentamos para ficarmos juntos. Um amor verdadeiro é aquele que a outra pessoa fica feliz e radiante, pelo simples fato de ver a outra feliz.
Quero expor sobre esse pedaço de papel rasurado que mil vezes tentei esquecer-te, mas no fim... mil vezes desejei-te tê-la só para mim. Só que uma pergunta me fiz durante nossas discussões: - “Será que vale a pena discutir por bobagem?” Às vezes me repito por diversas vezes que eu a amo para poder dizer pro mundo que eu faço parte de uma maioria que está comprometida... mas isso não vem ao caso. O caso é que já é um fato consumado que estamos bem e felizes ao ponto de querermos viver sob o mesmo teto, dividir as mesmas alegrias e as mesmas preocupações e assim ficar velhinhos um do lado do outro para o resto da vida.
Te amo e não escondo isso, porque eu quero que o mundo saiba que você está aqui ao meu lado. Ah, e me desculpe se eu disse algo que veio a ferir seus mais sinceros sentimentos, não foi a intenção, pois tudo o que faço é para te ver alegre por me ter ao seu lado. Prometo que um dia eu conseguirei suprir todas as tuas angústias e sofrimentos e farei-te esquecer qualquer coisa que te lembre a este passado tão remoto e que ainda se faz presente na sua vida.
Estou aqui escrevendo esta humilde carta expondo meus mais puros e claros sentimentos para você entender que o que eu sinto por você não tem explicação e me deixa sem palavras para terminá-la, então só resta-me dizer que eu a amo mais que tudo e nunca a deixarei só.

Sempre teu,
Amadeu.

Por Caio Cavalcante. Em 28 de maio de 2013; terça- feira

A busca
Poderia escrever muitos Poemas, cartas, prosas e até recitar poesias
Tudo para demonstrar quanto és importante
Mas não tenho tamanha coragem, sei que Não consigo mudar os teus desejos
Não de repente se queres estar só, entendo Vou pelejar pelo teu amor e não te forçarei Em nada,
nada mesmo porque és livre Sempre o foste e sempre o serás Acredita que minhas intenções
Não são para te magoar, nem nunca serão Acredita quando te digo que quero ficar contigo
Só espero que que sintas o mesmo senão
Não importa eu escrever sobre tais sentimentos
Os quais se prendem dentro de mim
De mim, que desde o 1º momento que falaste Comigo na rede social
senti-me feliz como poucas vezes me tivera sentido
Posso até virar o mundo de patas para o ar Mas se não te encontrar de nada terá valor tal procura Que por mais que eu tente nunca chego em teu coração Que guarda aquilo que mais procuro O teu amor!

Gladiomir

Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas
Também escrevi, no meu tempo, cartas de amor como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas.
Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas.
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas.

Da música, MENSAGEM (1946)

de Aldo Cabral e Cícero Nunes.

"GAVETA DE CARTAS"


As lágrimas são como cartas escritas...
De amor, de dor, de saudade
Que hoje repousam numa gaveta velha
Rasgadas, queimadas, esquecidas....
Manchadas com a água dos olhos
Palavras escritas, em verso de tanta poesia.
Palavras mal colocadas e mal interpretadas
Palavras escritas que muitas vezes não são lidas
Cartas que outrora permitiam a tristeza
Em vez de alegria, de felicidade, de amor
Sentimentos, pensamentos escritos em versos
Palavras ditas, escritas, sentidas, perdidas
Que enchem o coração de esperança
Cartas feitas de folhas escritas de lágrimas
De suor, de silêncios, de ilusões
Palavras quando escritas ganham vida própria
Escritas as cegas cheias de recordações
Cartas de velhas páginas escritas e rasgadas
Pelas quais escorrem as lágrimas, de uma história
De uma vida... de sentimentos que foram vividos
De uma melodia suave de um velho papel que sou eu!!!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

Ridícula Paixão

Já dizia o poeta que todas as cartas de amor são ridículas.
E que, se há amor, tem que ser ridículas.
Ridícula é a paixão!
A paixão é uma das formas mais desarmadas de se entender o amor.
Ela sim é ridícula!

Ridícula porque não se explica,
Se cativa em poucos segundos e não se liberta tão fácil.
Ridícula pelos seus sentimentos anexos:
Uma mistura de dor, de constante presença e vontade de estar perto...

Ridícula pela incessante busca de alguém
E pela cegueira que incapacita a razão.
A paixão é ridícula!
Sentimo-nos saciados sem alimentos, bêbados sem estarmos alcoolizados,
Vislumbrando horizontes a cada momento... é ridícula!

Pergunto-me: “O que é ser ridícula?”
É provocar escárnio dos outros. A paixão é ridícula!
Ridícula porque é uma completude e independe dos risos de indivíduos secos por dentro...
A paixão é ridícula e sua maior sensação é: Apaixonar-se! Ridicularizar-se!
Deixemo-nos pois, expor ao ridículo de uma paixão! Ela sim é ridícula!

Thaty Sousa

Leon e eu somos como um castelinho de cartas de baralho, apenas um sopro para tudo se desmoronar.

Quando o vi pela primeira vez, aqueles olhos brilhantes olhando para mim, sabia que ele era cilada e que não deveria me envolver. Ele era presunçoso, metido e cheio da verdade. O rosto dele só descrevia uma coisa, o quanto ele era arrogante. Sempre me questionei como uma pessoa poderia ser tão arrogante assim? O tom de voz dele chegava até me ofender e olha que não precisava falar muita coisa. Aquela mania obsessiva de falar “aham”. Meu Deus como eu odeio pessoas que falam isso! Para mim “aham” não se resume a sim, só mostra a preguiça da pessoa a pronunciar uma simples palavra. E as manias dele não paravam por ai, ele ficava me encarando quase sempre, tirando sarro do meu sotaque de mineira, não tenho culpa se puxo mais o R em algumas palavras. Ele tem muitas outras manias, poderia até escrever um livro só que manias do Leon. Mesmo com tudo isso eu não resisti. A carne é fraca, eu sei. E acabei me envolvendo com ele, gostando dele, de estar com ele, de conversar com ele. Posso até dizer que acabei me apaixonando por ele, coisa que nunca tinha me acontecido antes. Às vezes acredito que me apaixonei pelo Leon que criei em minha imaginação. Em minha imaginação ele é perfeito, muito longe da realidade. Porque como ser humano ele é cheio de defeitos, poderia até dizer que o amo com todos os seus defeitos. Mas acredito que nem todo amor do mundo poderia suportar tantos defeitos, mancadas e vacilos. O amor é uma troca, não se pode amar sozinho. Isso não é egoísmo e nem narcisismo, mas amar sozinho é triste. Perdi a conta de quantas vezes chorei a noite procurando encontrar uma desculpa, um motivo que me fizesse tira-lo da cabeça e ama-lo menos. Não achei motivo algum, mas minhas lagrimas acharam motivo suficiente para caírem sem parar. Quando estava junto de Leon, eu sabia que ele não estava junto a mim, ele nunca esteve. Ele não é daquele tipo que se prende a alguém, ele gosta de ser livre. Liberdade creio eu é sua palavra favorita. Todo cheio da verdade sabia bem o que queria, sabia o que buscava e sabia que comigo não iria encontrar. Meu coração ele despedaçou de todas as maneiras possíveis que um coração pode se despedaçar. Deixou marcas que não sei se um dia poderão ser apagadas. Choros que não sei se um dia serão silenciado. Mas outro dia amanhece e eu tenho que me levantar, com ou sem Leon. O castelinho de cartas de baralho se desmoronou, mas esta na hora de reerguer um novo castelo.

Carina Coutinho

CARTAS

Eu sinto saudade
Da carta escrita,
Tão leve e bonita
Na simplicidade
Da intimidade
De quem escrevia…
Hoje, todavia,
É brega, passado,
Foi posta de lado
Nesta era fria…

As coisas pequenas
Perderam valor.
Moldaram o amor,
Puseram antenas
E formas obscenas
Nas coisas mais belas…
Ficaram nas telas,
O calor, a vida
A mão não sentida
Nas frases singelas…

Ah, modernidade…
Engoliste cartas,
Fizeste lagartas
Que sem qualidade
E sem humildade
Se julgam normais
(por serem iguais)
Vivendo de abraços,
Sorrisos e laços
Que são virtuais…

Verônica Miyake

“” Abrem-se as cortinas do futuro
Num jogo duro, de cartas marcadas.
Mas sempre com densa harmonia
Segue a trama, dia a dia
.
Mergulham rosas em eternos espinhos
Aromas e cores desfilam nesses caminhos
São apenas sóis a nos alentar
Entre tantas noites, queremos sonhar.
.
Roucos privilégios, de âmbar levado
Acima do poço, há um pouco cerrado.
Lamentações. veneram a alma
Acalma, emudece, palidez fria.
.
Sinceramente penso em nós
Noutroras que temos ainda
E finda a mágica do tempo
Quando de repente já é amanhã..””

Oscar de Jesus Klemz

As cartas que a ti escrevi, em cada palavra ali extravasava o meu amor e no suave toque de minha mãos acariciando teu rosto, eu fechava meus olhos para expressar meus sentimentos.

Sei que vou guardá-lo para sempre em meu coração, porque as lembranças em mim, eternizarão teu sorriso, por tudo que vivi ao seu lado.

Lembranças, imagens, todas captadas através da calmaria do mar, no brilho do meu olhar, sentindo em mim o teu coração pulsar. E o vento traz seus pensamentos, vem de longe me encontrar num doce e amável sentimento, meu anjo lindo que estava sempre a me alegrar. Um amor benquisto, um amor que fui capaz de amar, mas conquistar seu coração não foi fácil e nem significa que ganhei o seu amor, apenas o tive por alguns momentos, onde na verdade eu o quis nutri-lo para sempre e ser merecedora do seu amor. Afinal, quem será a felizarda de seu nobre coração?

Vivemos tão empenhados em esconder o que sentimos que acabamos escondidos de nós mesmos, ocultando o que nos impulsiona a viver.

Mesmo assim, expressemos os sentimentos, afinal de contas, quem nos merecerá se não tivermos a quem expressá-lo?

Senôma Landy

Poesias de Cartas

Nessas mal traçadas linhas, neste amor não correspondido, lhe escrevo esta carta com a esperança de não lhe ter só como amigo, mas como alguém com quem eu possa compartilhar, de todo fruto desse amor proibido.

Tudo que lhe digo é verdade, tudo que espero é compreensão. Gostaria que você acreditasse e não magoa-se desse pobre coração.

Tamy Henrique Reis Gomes

Amar...Te Amo!

Amar não é dar Flores,
Bombons, Cartas
ou Poemas de Amor...
Amar é cuidar com o coraçãO...
Ninguem aprende a Amar;
Muito menos ensina...
vem de dentro de si mesmo!!

Eu Amo TãO intensamente
que esqueço que vivo,
o amor veio derrepente
quandu te vejo perco meus sentidos
te amar é como amar o céu
é saber que vou pular de um preidio
e não vou cair;
Ah como eu Te Amo!
Sei que Amo porque,
so com você eu posso voar,
so com você eu respiro o ar mais puro;
Te Amo tãO além das estrelas,
que necessito de outro coração
pra que esse amor dure sempre...

DiguinhoO

Se, as luas divinas forem assim
as cartas que tão tristes vir motivadas pelo amor por ti
haveria então uma chance
que estaria ao nosso alcançe
como um belo filme de romance

Sei, que a tua raiva não passou
ao menos queira me ver mais
talvez o tempo nunca volte atrás
só tenho teu retrato, meu precioso bem
assim guardo, pois é meu e de mais ninguém


Eu sou quem anda perdido
não tenho asas, nem abrigo
cadê você? cadê você...
Cai, as folhas mortas sobre a minha dor
e eu sinto tanto a sua falta amor
cadê você? Cadê você...

Sou um triste e trançado jaz, toda a frieza que o vento trás
não vai mudar o que sinto por ti
dos beijos que me destes, somente um marcou
o primeiro, dentro de mim nunca de mim nunca se apagou

Eu sou quem anda perdido
não tenho asas, nem abrigo
cadê você? cadê você...
Cai as folhas mortas sobre a minha dor
e eu sinto tanto a sua falta amor
cadê você? Cadê você...

Cadê você?

Lucas Poletto

não tente me esquecer

Nas cartas que eu te fiz eu tentava te dizer
que todo o meu amor é direto para você
que toda essa loucura que eu faço, todo o dia
é na esperança de ter você de novo outro dia
uma esperança que nunca se acaba
que é eterna como um ouro
não só como um ouro mais como todas as jóias
que formam um tesouro
um tesouro assim como você, difícil de se achar
mais valioso para se ter
tão valioso como o sol, que ilumina toda a terra
Fazendo-se brilhar toda uma era
uma era de paixão profunda é amor especial
que dependendo de você forma um casal
isso só depende de você

por isso eu lhe suplico

não tente me esquecer

Fredy Malvinus

CARTAS PARA UM AMOR

Todas as belezas deste mundo são incomparáveis a ternura de teus lindos olhos. Cara amiga, por estes me aproximei e na certeza de uma paixão, eu simplesmente amei-a. Nada condiz com este amor avassalador que nos envolve cada vez que falamos cada momento oportuno ao seu lado são doces e de muita excelência.
Minha cara, todos os dias são tristes e mútuos sem você, as noite são vazias e incompletas sem que eu pudesse ver este lindo sorriso. Tenho a mais branda certeza que estou pra você assim como as ondas do mar, quem pode imaginar um mar sem ondas? Não podemos certamente, pois elas encantam e dão beleza ao mesmo.
Ineficazes são os dias sem sua presença, e que linda presença. Este amor me atormenta e cria dentro de mim algo inexplicável, não se pode comparar a força que ele traz as medidas de sua extremidade, mas podemos dizer que ele é lindo.
Os tempos são oportunos, e os dias vãos e se perdem ao meio, mas eu ficaria bem grato se os meus pudessem ser ao seu lado, amada. Não deixes que eu vá pra longe e nem me afaste de você, pois não suportaria sua ausência, assim como hoje. Não me deixe neste poente sem que eu possa vê-la, não me atormentes com este vil pensamento.
Vais amada, mas voltas ao recreio deste seio que te espera e anela teu corpo nu e sem pudor. Não deixes meus invernos mais frios sem o calor de teu corpo. Vens para mim e me mostra teu imensurável amor e ardor.

Vivi Suhad

Ah , o amor!

Andei na noite,
reli cartas
me doei...
Fiz de conhecidos desafetos...amigos de coração.
Nao adiantou muito.
Você está entranhado.
Criou raízes.
Profundas como as dos carvalhos.
Aí veio a chuva..que abalou a terra.
Varreu os campos.
Avassaladora torrente
que deixou destroços..
Árvores de pequeno porte foram varridas,
muralhas ruíram.
Mas os carvalhos...
esses ficaram incólumes.
Benditas tempestades
que fazem os carvalhos aprofundarem as raízes.

Luciete Valente

05-05-2012
Carta para um amor
Olá meu querido, essa é uma das cartas que provavelmente nunca chegarão até você...

Mas, sabes porque te mando essa carta hoje?
Não? Era de se esperar, pois a ultima coisa que você sabe na vida é o que se passa comigo,
pois você nunca se interessou, não se interessa, e nunca se interesserá para saber...
O que verdadeiramente eu queria te perguntar nesse momento era se você realmente tem coração, ou colocou uma pedra no lugar dele?
E não adianta querer remediar alguma coisa...
Não existe explicação para as coisas que você vem fazendo comigo,
queria muito que você voltasse a ser aquele garoto de antes...
Mas infelismente nada volta ...
Muito menos sentimento...
É uma pena que as coisas sejam assim.., estou tão triste por ter me imaginado tantas vezes com você.... Por ter sonhado, e idealizado coisas que nada me valeram...
Você foi e é.., a maior decpção da minha vida...
Adeus, eu espero!

Giovanna bells

Cartas de amor

Escrevo esta carta pra te dizer
Que sinto saudades de você
Que não há nada que eu possa fazer
Pra não pensar em você

Procuro-te em todo lugar
Mesmo sabendo que não estás aqui
Sem você não posso respirar
Por que o amor tem que ser assim?

A luz dos seus olhos é a força que me guia
O propósito para minha alma
Lembro-me de como você sorria
Você era o sol que iluminava meu dia

Com o coração saltando de alegria
Espero o dia de tem encontrar
Leve sempre com você a certeza
De que pra sempre vou te amar

Isabela De Campos Freire

Cartas de amor geralmente não começam com explicações e motivos, mas não há outro modo para escrever algo que sinto sem tentar explicar ou dar motivos. Penso que o amor surge de não sei onde, cresce não sei por que e machuca sem querer. Você talvez seja minha única esperança, ou até mesmo a última, não porque eu não possa mi apaixonar novamente, mas porque sempre que eu desejar uma pessoa essa pessoa será você! Que sempre estará em meus pensamentos.

Posso até dar seu nome a uma estrela, ou até mesmo lhe dar uma estrela, posso tentar parar o vento ou sentar ao seu lado na brisa da primavera, posso tentar parar o sol ou tentar fazer com que seu dia fique perfeito. Posso tentar e fazer tantas coisas por você, só não posso fazer com que você goste de mim o quanto eu gosto de você.

Mas será que realmente é AMOR?

Bom, se amar é pensar em você 24 horas por dia, ir trabalhar pensando que posso ti ver a qualquer instante, e fechar os olhos e imaginar seu rosto, seu sorriso, sua voz, seu cheiro.

Será que é AMOR?

O som do sim é distante, mas o som do não, eu não ouço mais, ou finjo que não ouço.

(K.G.X.S.)

Karla Geovana Xavier de Sousa

Amor a moda antiga

Quem sabe ainda sou
Aquele homem que ama
Que lhe manda cartas
E te leva, cafezinho na cama
Que faz tudo e nunca reclama
Que lhe faz mulher, uma dama
Quem sabe ainda sou
Aquele amor a moda antiga
Que lhe faz uma canção, um poema
Uma serenata , uma cantiga
Ainda sou aquele que te leva flores
Que por você morre de amores
Quem sabe ainda sou teu homem
Tua vida, teu príncipe encantado
Que sabe ainda sou teu amado
Quem sabe sou fogo, sou brasa, sou chama
Só sei, que mesmo com o passar dos tempos
Ainda sou, aquele homem...
Que diz que te quer, e te ama.

Reff Carvalho

O Significado de Abandonar o Primeiro Amor – Apocalipse 2.1-7

As cartas específicas dirigidas a cada uma das igrejas citadas no décimo primeiro versículo do primeiro capítulo foram ditadas a João na mesma ordem em que as igrejas são apresentadas neste segundo capítulo de Apoicalipse (cujos versos 1 a 7 estaremos comentando), bem como no próximo capítulo.
É principalmente em razão desta coincidência de ordem de apresentação, que muitos comentaristas interpretam que cada uma destas igrejas estão relacionadas a períodos específicos da história, e que, por exemplo, esta primeira Igreja citada, a de Éfeso, corresponde aos três primeiros séculos do cristianismo; que a repreensão recebida de Cristo quanto ao abandono do seu primeiro amor seria uma referência à paganização da Igreja a partir do imperador romano Constantino.
No entanto, devemos considerar que a repreensão foi dirigida pelo Senhor ao problema que estava ocorrendo em Éfeso nos dias do próprio apóstolo João, e não apenas no que viria a ocorrer somente dois séculos depois. Todavia, devemos considerar também que a profecia aponta para coisas que se encontram em forma embrionária, que crescerão e se intensificarão com o passar do tempo.
Assim, aquela pequena apostasia localizada em Éfeso viria a se tornar grande e universal em dias posteriores.
Isto explica em parte, a ameaça do Senhor de remover o candeeiro da igreja de Éfeso, em face da falta de arrependimento.
Todavia, a aceitação plena deste tipo de interpretação meramente histórica, cria algumas dificuldades, especialmente a de que a repreensão dirigida a Éfeso, uma vez plenamente consumada na Igreja dos dias de Constantino, nada mais teria a ver, consequentemente, com as demais igrejas dos períodos posteriores da história do cristianismo.
Tomando ainda como exemplo, os cristãos da Igreja fiel de Filadélfia, que é identificada pelos historicistas, com o período dos avivamentos e da criação das sociedades missionárias, notadamente dos séculos XVII e XVIII, nada teriam com que se importar com o perigo de esfriarem no primeiro amor, conforme a advertência que encontramos citada em Apocalipse, relativa à Igreja de Éfeso; como também não haveria a possibilidade de ter tais cristãos de Filadélfia, nos dias em que a Igreja infiel de Laodiceia estivesse predominando no mundo.
Deve também ser considerado que o Senhor não trata com Sua Igreja especificamente, no atacado, em grandes períodos históricos, conforme costumam fazer os historiadores.
Ele tem interesse e trata até mesmo individualmente, com cada membro da Igreja.
Então a advertência é para todas as Igrejas e todos os cristãos, de todas as épocas, para que sigam o exemplo das Igrejas fiéis citadas nestes dois capítulos de Apocalipse (2 e 3), e que vigiem e sejam diligentes para não caírem nos erros que tornaram algumas igrejas dignas da repreensão do Senhor.
Nós sabemos pelas epístolas de Paulo, especialmente pelas que escreveu a Timóteo, e da profecia que dirigiu aos presbíteros de Éfeso, quanto aos lobos vorazes que penetrariam naquela Igreja depois da sua partida, conforme relato que lemos em Atos 20, que houve de fato um esfriamento do amor cristão, motivado principalmente por desvio doutrinário, conforme se subentende de I Timóteo 1.1-5, tendo Paulo solicitado a Timóteo que fossem ordenados pastores para a Igreja de Éfeso, que não ensinassem outra doutrina, conforme estava ocorrendo naquela Igreja.
Pelas palavras que são dirigidas pelo Senhor à Igreja de Éfeso, neste texto de Apocalipse, nós podemos inferir que apesar de terem decorrido mais de trinta anos, desde a ação de Timóteo naquela Igreja, até a revelação dada a João, aqui referida, houve uma preocupação em se guardar a sã doutrina, conforme as palavras elogiosas que o Senhor lhes dirigiu no início da carta, afirmando que eles eram operosos e perseverantes, e que não podiam suportar os maus, inclusive colocando à prova os falsos apóstolos, e que não haviam recuado na fé nEle, mesmo em meio aos sofrimentos que estavam padecendo por causa do Seu nome.
Então, qual era o problema com Éfeso, já que eram guardiões da doutrina correta, a ponto de aborrecerem as obras dos nicolaítas, que Cristo afirma também aborrecer?
Ortodoxia fria e morta.
Este era o problema de Éfeso. Eram corretos na defesa da doutrina, mas faltosos no fervor.
É o tipo de Igreja que guarda a Palavra, mas que não tem a unção e governo do Espírito.
Defendem a Cristo e a doutrina. Suportam sofrimentos por Cristo. Pregam a sã doutrina, mas não é Cristo que opera neles porque não oram, ou oram pouco, ou então oram com os motivos errados, sem buscarem a glória de Deus e o avanço da Sua obra na terra, mediante o poder do Espírito.
Este esfriamento do amor ágape do Espírito na Igreja pode ser visto no esfriamento da manifestação do amor entre os irmãos e nos cultos.
A unidade não é de caráter espiritual e vinculada pelos laços de amor do Espírito, mas pela cortesia e educação cristãs.
Éfeso pregava a verdade, defendia a verdade, mas não podia sustentar o amor a Cristo e entre os cristãos, porque faltava vida de oração fervorosa para dar base e sustentação ao relacionamento com Deus e dos cristãos na Igreja, porque sem isto, é impossível vencer a carne, o diabo e o mundo.
Quando isto sucede, o nome de Deus não pode ser glorificado, pela manifestação da vida de Cristo na Igreja.
Quando isto ocorre com qualquer Igreja, já não é mais Cristo que faz a obra, mas o homem.
Por isso o Senhor se apresentou na carta que dirigiu à igreja e Éfeso como “aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro”, para que lembrassem que é Ele o Senhor da Igreja, e que os pastores estão em Sua mão direita para serem usados por Ele.
Por isso se diz mão direita, porque é normalmente a mão que é usada para fazermos a maioria das coisas.
Quando se esquece isso, deixamos de depender do governo do Senhor em nosso espírito, para podermos conhecer Sua vontade, e permitirmos que Ele faça Sua obra através de nós.
Por isso Jesus diz que as obras de Éfeso são numerosas, mas não as Suas próprias obras através daquela Igreja. São as obras da Igreja feitas em Seu nome, mas que têm a marca do homem, e não a do Espírito Santo.
Há grande perigo, portanto, em nos iludirmos pensando que por simplesmente pregar a sã doutrina, temos cumprido todo nosso dever para com Cristo.
Não basta pregar a sã doutrina, porque importa viver o que pregamos. Daí Paulo descrever o dever dos ministros como sendo não apenas o de pregar, mas também de instar (aplicar), admoestar, repreender e exortar a Igreja (II Tim 4.2).
Por exemplo, em Lc 18.1 Jesus diz que a oração importuna e incesssante, sem esmorecer é um dever de cada cristão. Entre saber este dever e cumpri-lo, vai uma distância que corresponde ao infinito.
Sabemos o quão difícil é para muitos manter uma vida de oração conforme nos é ordenado por Cristo.
Se não fazemos isto, não O amamos, porque Ele diz que aquele que O ama é o que guarda os Seus mandamentos.
Este é um dos Seus principais mandamentos, porque sem vida de oração não pode haver comunicação real e espiritual entre o cristão e Deus.
Os cristãos e Igrejas que se encontram na condição de Éfeso, são exortados por Cristo a se lembrarem de onde caíram, isto é, no que têm falhado, e no que se exige além de serem ortodoxos e operosos.
Eles necessitam comparar a sua condição presente com a que existia na Igreja Primitiva, para se arrependerem, ou seja, voltarem à prática da vida cristã, conforme o Senhor nos ensinou o modo pelo qual ela deve ser vivida.
Retornar ao primeiro amor, às primeiras obras, significa ter humildade para reconhecer que é necessário recomeçar tudo, desde o princípio. É admitir que a casa não está estabelecida sobre um firme fundamento, e que é necessário não fazer reparos, mas reconstruir tudo a partir do zero.
Bem-aventurados são aqueles que atendem a tal ordem de Cristo, porque a estes é prometido, caso deem ouvidos ao que o Espírito Santo está lhes dizendo, que serão vencedores do mal e tudo aquilo que se opõe a uma vida verdadeira com Cristo, de forma que Ele lhes dará que comam da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.
Aos que se humilham, e permitem o governo real de Cristo em seus corações é dada a vida abundante do próprio Cristo, que é a Videira Verdadeira, a Árvore da Vida, sem a qual não é possível ter a vida plena, que foi projetada por Deus para Seus filhos.
Às Igrejas que se encontram na condição da Igreja de Éfeso, Cristo dá um tempo para arrependimento, e caso não se lembrem de onde caíram, e não se arrependam para praticarem as primeiras obras da Igreja Primitiva dos primeiros dias, Ele ameaça de vir brevemente a tais igrejas, não para abençoar, mas para remover o seu castiçal do seu lugar, pela falta de arrependimento (v. 5).
Se a função do castiçal é iluminar, isto significa que ficariam sem a iluminação do Espírito Santo, portanto, uma vez que o Espírito não opera mais na Igreja, ela passa a ser uma igreja morta, sem vida; logo, incapaz de cumprir a Sua missão, que é a de ser luz do mundo.
O Senhor não deixa de ser doce, manso, cordial e terno ao nos repreender, mas Ele nunca deixará de fazê-lo, porque sempre haverá nEle o sim, sim e o não, não, que nos exortou a também praticarmos, para não sermos achados nos laços do maligno.
Jesus disse que próximo da Sua volta, o mundo estaria tal como nos dias de Noé, antes do dilúvio, ou seja, tudo correria com aparência normal na vida das pessoas, mas, será apenas uma aparência de que tudo sempre continuará como antes, no entanto a terra estava cheia de violência nos dias de Noé, tal como se encontra em nossos dias.
Violência é uma palavra derivada do verbo violar (transgredir). A violação à qual o Senhor se refere na Sua Palavra não é meramente transgressão dos Seus mandamentos morais, como por exemplo, o adultério, a mentira, o homicídio, mas, sobretudo, violação da santidade que lhe é devida num viver verdadeiramente piedoso.
Para se vencer um mundo que tem aparência de piedoso, uma igreja que tem aparência de piedosa, mas que está no fundo, cheia de violência contra a vontade de Deus, isto jamais poderá ser feito por uma igreja como a de Éfeso, que abandonou o primeiro amor.
Porque não se vence a mentira somente com a verdade. A mentira e o erro são vencidos somente com a vida do próprio Cristo em nós. A morte é vencida pela vida de Deus. Onde faltar, portanto, esta vida, quem prevalecerá será sempre o mal, ainda que preguemos contra o mal ou façamos várias obras de caridade, porque somente o poder da vida do Espírito pode desarraigar o pecado que opera na carne, ou seja, arrancá-lo pelas raízes, combatendo-o na fonte de onde procede todo o mal, a saber, no nosso próprio coração.



“1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:
2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos;
3 e tens perseverança e por amor do meu nome sofreste, e não desfaleceste.
4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
5 Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.
6 Tens, porém, isto, que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.
7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. (Apocalipse 2.1-7)

Silvio Dutra