Aniversário de 18 anos

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EZEQUIEL 18

Este capítulo de Ezequiel mostra de modo muito claro que é a perseverança na fé e a santificação que mantêm o cristão na prática da justiça, a maior e melhor evidência da salvação, que é pela graça, mediante a fé.
Se alguém chegou a se inteirar dos caminhos do Senhor e até mesmo a agir conforme exigido pelos Seus mandamentos, e esta pessoa retorna depois à prática da iniquidade, na qual vivera dantes, isto comprova que tal pessoa não foi justificada por Deus; que não foi salva por Ele, que não nasceu de novo do Espírito; e que portanto, nunca teve a vida eterna, mesmo quando se inteirava da prática da justiça.
Todavia, aquele que vivia na prática da iniquidade e vem a se converter dos seus maus caminhos e persevera na fé e na santificação, não se fará mais lembrança dos pecados que tal pessoa havia praticado no passado porque será completamente perdoada por Deus, e terá a vida eterna, desde a sua conversão.
Assim, este capitulo relaciona as boas obras de justiça que são evidências de quem realmente é justo diante de Deus. Certamente não são estas boas obras a causa da sua salvação (que é sempre a graça e a fé), mas a sua melhor evidência, conforme já comentamos anteriormente.
Todavia, não podemos esquecer que este capitulo não foi escrito particularmente para a Igreja, debaixo da Nova Aliança com Cristo, e sim debaixo da Lei da Antiga Aliança, que interessava apenas aos israelitas, no período de vigência daquela aliança.
As ameaças de morte, e a promessa de preservação da vida, têm a ver, especialmente, com as promessas de bênçãos e as ameaças de maldição contidas na Lei de Moisés (A Antiga Aliança abrangia todos os israelitas em todas as gerações de Israel, de Moisés até a morte de Jesus, e por isso, possuía também um caráter essencialmente coletivo quanto às aplicações das suas promessas de bênçãos (Lev 26.3-13; Dt 7.12-26; 11.8-32; 28.1-14), e de maldições (Lev 26.14-42; Dt 11.26-28; 27.26; 28.15-68).
Devemos lembrar também que o que deu ocasião a esta mensagem que foi dada por Deus ao profeta foi o provérbio que havia entre os israelitas, de que eles não estavam sendo julgados porque fossem culpados perante Deus, mas sempre por causa do pecado de seus antepassados, conforme previsto na Lei de que Deus visitaria a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração, que eles haviam reduzido para a forma proverbial de se dizer que os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que ficaram embotados.
Então para demonstrar que nunca havia desobrigado ninguém da responsabilidade pessoal e individual perante Ele, o Senhor enfatizou que cada pessoa vive (por causa da sua justiça) ou morre (por causa dos seus próprios pecados, e não por causa dos pecados de outrem).
O princípio legal de se visitar a iniquidade dos pais nos filhos, na Antiga Aliança, tinha por alvo reforçar exatamente a responsabilidade individual, da qual eles estavam procurando se eximir.
Porque à medida que os pais são irresponsáveis, a tendência é que os filhos sejam mais irresponsáveis ainda, e era apenas isto que o Senhor queria evitar, e não agir de forma injusta fazendo com que o inocente fosse considerado culpado, ou que o culpado fosse considerado inocente, o que a propósito, constava da Lei de Moisés, para que os juízes de Israel não viessem a condenar pessoas que fossem inocentes das coisas que fossem acusadas, ou então, que culpados, fossem declarados inocentes por eles.
Então não procedia a acusação dos judeus em relação ao Senhor, dizendo que Ele não era justo, que também não eram justos os Seus caminhos, ou seja, as Suas exigências, a Sua vontade, refletidas nos Seus mandamentos.
É algo muito triste quando a justiça é distorcida, quando ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal. E é justamente isto o que costumam fazer os ímpios, e desta forma os judeus estavam comprovando que eram ímpios e não justos, porque julgavam que os caminhos deles é que eram justos e não os caminhos de Deus.
E o Senhor, revelando que não é apenas justo, mas também misericordioso e perdoador, ainda assim convocou aqueles ímpios do Seu próprio povo a se converterem a Ele, convertendo-se de todas as suas transgressões, para que não fossem levados por sua iniquidade à perdição (v. 30).
E rogou-lhes que lançassem fora todas as suas transgressões que haviam cometido contra Ele, e que criassem um novo coração e um espírito novo, para que não morressem (v. 31).
Afinal, o Senhor não tem prazer na morte de ninguém, antes deseja que o ímpio se converta e viva (v. 32).
Em todo o caso a Palavra de Deus nesta passagem de Ezequiel nos alerta para a seriedade que se exige de nós quanto a considerarmos a possibilidade de transformar a graça de Deus em luxúria, conforme dizer do apóstolo Judas, porque não são poucos os cristãos que costumam usar o argumento de que podem permanecer no pecado, porque estão debaixo da graça e não da Lei.
Entretanto, o Senhor está seriamente interessado em que seus filhos abundem na prática de boas obras de justiça, e que consagrem seus membros à prática da justiça, com vistas à santificação deles, pela Palavra, mediante o poder do Espírito.
Que ninguém seja portanto, achado faltoso nesta parte, pensando erroneamente que estar sob a graça significa ter permissão de Deus para viver pecando.
Que nos cause horror a doutrina, de que podemos estar sossegados quando pecamos deliberadamente, porque afinal basta crer que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.
Isto não é o que a Bíblia ensina. Ao contrário, ordena que não devemos dar descanso à nossa alma enquanto não estivermos santificados. Que devemos chorar pelos nossos pecados para que sejamos de fato bem-aventurados, e assim o sangue de Jesus mostrará toda a sua eficácia em nosso favor.
Lembremos que Deus não odeia a nada do que Ele criou. Especialmente as almas dos homens. Então se alguém vier a se perder, isto não terá sido pela vontade de Deus, mas pelo próprio amor da pessoa às trevas e ao pecado.




“1 De novo veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Que quereis vós dizer, citando na terra de Israel este provérbio: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?
3 Vivo eu, diz e Senhor Deus, não se vos permite mais usar deste provérbio em Israel.
4 Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.
5 Sendo pois o homem justo, e procedendo com retidão e justiça,
6 não comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua separação;
7 não oprimindo a ninguém, tornando, porém, ao devedor e seu penhor, e não roubando, repartindo e seu pão com o faminto, e cobrindo ao nu com vestido;
8 não emprestando com usura, e não recebendo mais de que emprestou, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeira justiça entre homem e homem;
9 andando nos meus estatutos, e guardando as minhas ordenanças, para proceder segundo a verdade; esse é justo, certamente viverá, diz o Senhor Deus,
10 E se ele gerar um filho que se torne salteador, que derrame sangue, que faça a seu irmão qualquer dessas coisas;
11 e que não cumpra com nenhum desses deveres, porém coma sobre os montes, e contamine a mulher de seu próximo,
12 oprima ao pobre e necessitado, pratique roubos, não devolva o penhor, levante os seus olhos para os ídolos, cometa abominação,
13 empreste com usura, e receba mais do que emprestou; porventura viverá ele? Não viverá! Todas estas abominações, ele as praticou; certamente morrerá; o seu sangue será sobre ele.
14 Eis que também, se este por sua vez gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, tema, e não cometa coisas semelhantes,
15 não coma sobre os montes, nem levante os olhos para os ídolos da casa de Israel, e não contamine a mulher de seu próximo,
16 nem oprima a ninguém, e não empreste sob penhores, nem roube, porém reparta o seu pão com o faminto, e cubra ao nu com vestido;
17 que aparte da iniquidade a sua mão, que não receba usura nem mais do que emprestou, que observe as minhas ordenanças e ande nos meus estatutos; esse não morrerá por causa da iniquidade de seu pai; certamente viverá.
18 Quanto ao seu pai, porque praticou extorsão, e roubou os bens do irmão, e fez o que não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá na sua iniquidade.
19 contudo dizeis: Por que não levará o filho a iniquidade do pai? Ora, se o filho proceder com retidão e justiça, e guardar todos os meus estatutos, e os cumprir, certamente viverá.
20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
21 Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e preceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá.
22 De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou viverá.
23 Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?
24 Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; pois pela traição que praticou, e pelo pecado que cometeu ele morrerá.
25 Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é justo. Ouvi, pois, ó casa de Israel: Acaso não é justo o meu caminho? não são os vossos caminhos que são injustos?
26 Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na sua iniquidade que cometeu morrerá.
27 Mas, convertendo-se o ímpio da sua impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida.
28 pois se reconsidera, e se desvia de todas as suas transgressões que cometeu, certamente viverá, não morrerá.
29 Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é justo. Acaso não são justos os meus caminhos, ó casa de Israel, Não são antes os vossos caminhos que são injustos?
30 Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, para que a iniquidade não vos leve à perdição.
31 Lançai de vós todas as vossas transgressões que cometestes contra mim; e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois, por que morrereis, ó casa de Israel,
32 Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei,” (Ezequiel 18)

Silvio Dutra

A Figueira Estéril é Amaldiçoada – Mt 21.18-22

“18 Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome;
19 e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.
20 Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?
21 Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito;
22 e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.”

Para ilustrar a verdade de que há uma condenação aguardando por todo aquele que não frutifica para Deus, nosso Senhor amaldiçoou uma figueira por não ter achado fruto na mesma, senão apenas folhas, e fez com que ela secasse, ao lhe dirigir a seguinte palavra de ordem: “Nunca mais nasça fruto de ti”.
No texto paralelo do evangelho de Marcos está registrado que havia somente folhas na figueira porque não era ainda a estação dos figos (Mc 11.13).
Alguém perguntaria porque então Jesus fez com que a figueira secasse, já que não era tempo de figos?
Somos dados a querer entender coisas espirituais com nossa lógica natural.
Se formos por este caminho poderemos até chegar à conclusão indevida de que nosso Senhor agiu de forma insensata.
Todavia, o fato de não ser época de figos, somente serviu para reforçar o ensino que Ele pretendeu nos dar de que não somos figueiras, mas homens, e que no que respeita à humanidade, é dever desta sempre dar os frutos esperados por Deus, a tempo e a fora de tempo, senão estará sujeita a um julgamento.
Nosso Senhor quis figos e não os encontrou. E qual foi o resultado? Nosso Senhor quer achar frutos em nós, e se não os acha, qual será o resultado?
Ele nos mostrou de modo muito veemente o dever que temos para com Deus de estarmos sempre frutificando para Ele, e este fruto é especialmente o fruto do Espírito citado em Gál 5.22,23.
Assim, não foi por nenhum acesso de ira, de indignação, de desprezo pelas árvores, de descontrole emocional, ou por qualquer motivo injustificável que o Senhor o fizera, mas para deixar tal ensinamento para nós, e também o de que tudo é possível ao que crê.
E o modo de frutificar para Deus é possível somente pela fé. Quanto maior a fé, maior a frutificação. Dar o fruto do Espírito Santo é impossível para nós, por nossa própria capacidade, mas não impossível para a fé.
Quando o Senhor nos mover a orar por coisas, aparentemente impossíveis de serem feitas, e incompreensíveis para a nossa razão natural, não devemos nos conduzir pelo que julgamos ser lógico ou possível, mas obedecermos em espírito à ordem que nos for dada. Se formos chamados a orar por algum impossível, especialmente em relação a algum fruto do Espírito Santo, como por exemplo, sermos longânimos, bondosos, misericordiosos, o Senhor é poderoso para torná-lo possível, porque não há impossíveis para a fé que se apóia em Deus.
O pecado da esterilidade espiritual é geralmente o resultado de um outro pecado, a saber, o da incredulidade.
Por isso nosso Senhor associou a fé, ao evento de ter secado a figueira, ensinando aos discípulos que deveriam ter fé para serem santificados, e para operarem sinais e maravilhas, porque dependeriam disto, e muito, para que não fossem achados estéreis em suas vidas espirituais diante de Deus.

Silvio Dutra

COMO E PORQUE SER ESPIRITUAL E NÃO CARNAL
– Parte 18

Não há nenhum outro caminho para a carne senão ser levada à cruz.
Não importa quão capaz é a carne de fazer o bem, de pensar e planejar, e de ganhar o louvor dos homens, porque aos olhos de Deus, tudo aquilo que é originado da carne tem a inscrição em letras maiúsculas: "MORTE".
"Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser" (Rom. 8:6,7).
A carne está completamente contra Deus e não tem nenhuma possibilidade de ser entrosada com Deus.
Viver na carne significa viver pela própria energia independentemente de Deus, daí a incompatibilidade que há entre a carne e tudo aquilo que se refere a Deus, que é espírito.
A alma daqueles que vivem na carne está em rebelião contra o Senhor, contra a Sua vontade e Palavra, e é fortalecida nesta sua resistência ao Espírito quando a pessoa não possui uma mente que tenha sido renovada.
Mas naqueles em que houve um tratamento da alma pela cruz, pela crucificação da carne com as suas paixões, e pelo hábito continuado deles de procurarem fazer a vontade do Senhor, a alma é uma boa serva do espírito, e mesmo quando este está em silêncio, a alma e a mente continuarão se ocupando daquilo que é do interesse de Deus, e vigiará contra Satanás, contra o pecado e contra as investidas do mundo com suas tentações, e o resultado disto é vida e paz.
E quando a pessoa se mover para exercitar o espírito em oração, louvor, pregação ou em qualquer outra forma de se exercitar o espírito, este logo entrará em atividade, pelo hábito formado da comunhão com Deus.
Não haverá resistência da carne porque estará crucificada; nem oposição da alma e da mente, porque estão inclinadas para Cristo e Sua vontade; e assim fazer a obra de Deus, a par de toda a oposição que se possa sofrer, será um prazer.
Por isso uma pessoa somente despertada pela Palavra de Deus, que queira servi-lo, temê-lo, amá-lo, sem ter sido nascida de novo do Espírito Santo, não poderá de modo algum ter no seu viver o fruto do Espírito, conforme descrito em Gálatas 5.

Silvio Dutra

A Causa dos Juízos de Deus – Reis 18

Quando os fariseus e saduceus pediram a Jesus que lhes mostrasse um sinal vindo do céu, para que cressem nEle (Mt 16.1), Ele os repreendeu dizendo que uma geração má e adúltera pede um sinal, e então nenhum sinal lhes seria dado, senão o de Jonas (Mt 16.4).
E de fato, não foi por meio dos muitos sinais que Jesus fizera, que os judeus vieram a crer nEle (Jo 12.37), pois por maiores que sejam os sinais que Deus venha a fazer, um coração ímpio e apegado ao pecado não se deixará convencer e persuadir, de maneira que se arrependa e se converta ao Senhor.
Por isso, Jesus disse que uma geração má e adúltera pede sinais mas não para se converter a Deus e para andar nos Seus caminhos, e este é o motivo dEle não multiplicar e manifestar indiscriminadamente o Seu poder, para converter os pecadores, porque em Sua onisciência Ele conhece o endurecimento e perversidade dos corações, que não crerão nEle, por maior que seja a demonstração da Sua graça, bondade e misericórdia para com eles, ou ainda os grandes juízos que possa trazer sobre eles, por causa dos seus pecados.
O sinal que Deus fez no meio de Israel através do profeta Elias enviando fogo do céu, para queimar o sacrifício que ele colocou sobre o altar, comprova o que estamos dizendo.
Na verdade foram muitos os milagres e sinais que Deus operou no meio de Israel, e nem por isso perseveraram em cumprir os Seus mandamentos, e vieram a se afastar dEle a tal ponto, em suas abomináveis idolatrias, que Ele expulsou tanto o Reino do Norte (Israel), quanto o do Sul (Judá), da terra que lhes havia dado por promessa.
Então, pelas Escrituras, e pelo testemunho da história de Israel, o Senhor nos ensina que nem todos em Israel são verdadeiros israelitas, que nem todos estão habilitados a honrá-lO, obedecendo os Seus mandamentos, senão os verdadeiros israelitas que são circuncidados no coração.
Então, no meio de uma geração perversa e má, Ele sempre terá os Seus Elias, Obadias, os sete mil joelhos que não se dobraram a Baal nos dias de Elias, e todos os Seus servos que viveram antes, e depois dele.
Deus criou os anjos e os homens para a Sua glória.
Porém, um grande número destes agentes morais livres tem resistido à Sua vontade.
Contudo, por outro lado, há um grande número daqueles que vêm para a luz, porque amam a luz e não as trevas, tal como aqueles sete mil, que eram contemporâneos de Elias, e que não eram conhecidos do profeta, mas que eram conhecidos por Deus, através da Sua presciência.
Não que exista algo como amarmos a luz por natureza. Não. Isto é despertado em nós e conhecido por nós através do poder transformador do Senhor, que muda os nossos corações, e que nos leva a amar a Sua vontade.
É por isso que nós podemos entender porque quase toda uma nação, por séculos sucessivos, permaneceu na prática da impiedade e da idolatria, apesar de todos os sinais de juízo e de graça que o Senhor manifestou no meio deles.
O Senhor se reserva assim ao direito de se manifestar em secreto somente àqueles que O amam, porque a Sua intimidade é para ser privada somente pelos que O temem.
E quão precioso e grande privilégio é isto, porque temos o testemunho interno do Espírito Santo, juntamente com o nosso próprio espírito, que somos filhos de Deus.
A Igreja é chamada a pregar o evangelho a todos e em toda parte, mas esta chamada interna e silenciosa do Espírito Santo nos corações, produzindo salvação, é algo conhecido por Deus e por aquele que o experimentou.
É por isso que no meio de toda a grosseira idolatria que havia em Israel e especialmente na casa de Acabe e Jezabel, nós encontramos um temente Obadias, que tinha o temor do Senhor, desde que era um menino (I Reis 18.3, 12).
Ele era mordomo na casa de Acabe e foi o instrumento que Deus usou para preservar a vida de cem dos seus profetas, quando estes estavam sendo exterminados por Jezabel (I Reis 18.4,13).
A falta de chuvas já perdurava por três anos, e como a fome era extrema na terra, sobretudo em Samaria, a capital do Reino do Norte, Deus decidiu trazer de volta as chuvas, e por isso convocou Elias para deixar Sarepta e apresentar-se a Acabe (v. 1 a 3).
Mas como o rei de Israel procurava por Elias naqueles três anos, com o intuito de matá-lo (v. 10), Deus proveria um mediador para Elias, e este seria o mordomo de Acabe, o bom Obadias, que tendo saído com o rei, cada um o seu caminho, à procura de água, foi encontrado, por obra da Providência, por Elias, que lhe pediu que anunciasse a sua presença em Israel ao rei (v. 8).
Tal era o testemunho de Elias em obedecer e se deixar conduzir pelo Espírito de Deus, que Obadias temeu por sua própria vida em atender ao pedido que ele lhe fizera, porque não sabia que o encontro de Elias com Acabe estava sendo promovido pelo Senhor, e não haveria portanto o risco de o encontro ser frustrado, despertando a ira do rei, por sentir-se enganado por Obadias, por dizer-lhe que se encontraria com aquele que ele vinha procurando há tanto tempo, com o intuito de matá-lo, e no entanto ele poderia eventualmente faltar ao encontro, porque o Espírito Santo poderia enviá-lo a cumprir uma outra missão (v. 11 a 14).
Então Elias tranquilizou Obadias dizendo que era pela vontade do Senhor que ele se encontraria com Acabe, ainda naquele mesmo dia, de modo que isto sucederia, e não haveria nenhum risco de ocorrer o que Obadias estava pensando (v. 15).
Obadias deve ter dito a Acabe que Elias havia voltado com a missão de fazer com que as chuvas retornassem, e isto deve ter dissuadido o rei do seu desejo de matá-lo, mas ele não pôde conter a manifestação do grande ressentimento que havia nutrido pelo profeta e lhe lançou em rosto, quanto se encontrou com ele, que era o perturbador de Israel, isto é, o causador de toda aquela ruína que o reino estava sofrendo (v. 17).
Contudo, Elias apontou-lhe quem era de fato o causador daquele juízo de Deus: o próprio Acabe e a casa do seu pai, Onri, por terem introduzido a adoração aos deuses de outras nações em Israel, especialmente o culto a Baal, à custa da remoção do culto ao Senhor, previsto na Lei de Moisés, bem como o abandono de todos os Seus mandamentos (v. 18).
Como havia um juízo de Deus sobre o pecado deles em tudo aquilo que estava acontecendo, então haveria necessidade de uma reparação, antes que voltasse a chover sobre a terra de Israel, e por isso Elias pediu a Acabe que ele mandasse se reunir a ele no monte Carmelo, todo o povo de Israel e também os 450 profetas de Baal e os 400 profetas do poste-ídolo, que comiam à mesa de Jezabel (v. 19).
Nem a falta de chuvas, e nem o juízo sobre os 850 falsos profetas, e nem ainda o fogo que veio do céu e queimou o sacrifício no altar do Senhor, que foi restaurado por Elias, conduziu o povo de Israel ao arrependimento.
Então todos os que morreram em seus pecados, daquela geração, eram indesculpáveis perante o Senhor, e foram por isso submetidos ao Seu justo juízo eterno.
O fato de não termos tantos juízos de Deus na dispensação da graça, sobre as nações, não servirá de desculpa para a falta de arrependimento dos que morrem sem Cristo, para que não sejam condenados pelo Senhor, porque Ele tem dado testemunho da Sua vontade na Lei e nos profetas, isto é, nas Escrituras, que Ele produziu para nossa advertência e conversão.
Deus não se aposentou nestes dias da dispensação da graça, ainda que seja este o pensamento de muitos que permanecem na prática dos seus pecados, em razão da ausência de um juízo retributivo imediato sobre as suas iniquidades.
Então o que encontramos registrado neste capitulo 18º de I Reis é tanto para a nossa advertência quanto o foi para os israelitas dos dias de Elias.
Bem-aventurados são todos aqueles que têm o devido temor do Senhor, por tudo o que Ele revelou a nós em Sua Palavra.
Eles terão a Sua bênção neste mundo e por fim a vida eterna.
Os profetas de Baal misturaram o próprio sangue deles ao do sacrifício que haviam oferecido ao seu deus, no altar profano que eles edificaram.
Eles se cortaram porque viram que o novilho que ofereceram como holocausto não foi suficiente para agradar ao deus deles.
E tampouco o próprio sangue deles o foi também.
Mas o perfeito sacrifício de Cristo, tipificado no que foi apresentado por Elias, é suficiente para nos manter unidos para sempre ao único e verdadeiro Deus, e de nos tornar inteiramente agradáveis a Ele, de modo que temos Sua resposta às nossas orações, assim como a de Elias foi ouvida e que Ele respondeu enviando fogo do céu.
Deus enviaria de novo a chuva, mas primeiro Ele enviaria o fogo do seu juízo, revelando a Sua ira contra o pecado, desde o céu.
Enquanto aqueles profetas de Baal e do Aserá de Jezabel não fossem mortos, nenhuma chuva viria sobre os israelitas.
O protesto de Elias de que o Deus que respondesse com fogo era o que deveria ser seguido pelos israelitas, encontrou eco neles somente naquele momento de impacto em que o fogo desceu do céu, mas não produziu um verdadeiro arrependimento, e eles se dispuseram a perseguir os profetas de Baal, para que fossem mortos, não porque tivessem um verdadeiro temor e amor ao Senhor, senão por si mesmos, porque Baal mostrou-se ausente e não poderia ajudá-los fazendo chover de novo sobre a terra, então fariam o que lhes foi ordenado por Elias perseguindo aqueles profetas, para que fossem beneficiados pelo Deus de Elias, que respondendo com fogo do céu, poderia também responder com chuvas.
É o povo seguindo Jesus para comer pão e peixe de graça, mas não para servi-lo guardando os Seus mandamentos.
Aqueles profetas morreram porque certamente era por sugestão deles que Jezabel mandava perseguir e matar os profetas do Senhor.
Era o olho por olho daquela dispensação, ensinando o caráter retributivo da justiça, que não foi anulada, senão adiada na dispensação da graça, para ser aplicada em toda a sua amplitude no dia do justo juízo de Deus.
Como Elias havia dito a Acabe, três anos e meio antes, que só voltaria a chover quando ele orasse, nós lemos nos versos 41 a 45 a sua certeza do cumprimento da Palavra que Deus lhe dera de que faria chover novamente (v. 1) quando subiu o Carmelo, depois de ter matado os profetas de Baal, que haviam fugido, e se pôs a orar encurvado sobre a terra com o rosto entre os joelhos.
Por sete vezes interrompeu sua oração para pedir ao seu moço que subisse a um ponto mais elevado do monte, de modo que pudesse observar o horizonte sobre o mar, para verificar se havia algum sinal de chuva; e foi somente depois da sétima vez que ele retornou a Elias dizendo que estava se levantando uma nuvem pequena como a palma da mão do homem, e isto foi suficiente para Elias parar de orar e dizer a Acabe que retornasse do Carmelo ao seu palácio de Jizreel, para que não fosse impedido de fazê-lo pela grande tempestade que começaria a cair.
Acabe confirmou a sua perversidade e rancor pelo profeta, não lhe dando a honra que era devida a ele, pois indo para Jizreel em seu carro, deixou que Elias corresse a pé adiante dele, em direção àquela cidade (v. 46).
Com isso ele estava acumulando ira sobre ira da parte do Senhor sobre ele, por não honrá-lO, dando a devida honra ao Seu profeta.
Por isso Jesus diz que aquele que receber um profeta no caráter de profeta, receberá a justa recompensa, a saber, o galardão de profeta (Mt 10.41).
Subentende-se que aquele que se recusar a fazê-lo, em vez de galardão, receberá o justo juízo de Deus, porque não será propriamente o profeta que estará desonrando, mas ao Senhor que o enviou.
E até o dia da sua morte, Acabe teve Elias na conta de um inimigo (21.20), e não de um profeta do Senhor que agia para o bem de todo o Seu povo, inclusive do próprio Acabe, caso este se arrependesse por meio de tudo o que o Senhor fizera através do Seu profeta.




“1 Depois de muitos dias veio a Elias a palavra do Senhor, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; e eu mandarei chuva sobre a terra.
2 Então Elias foi apresentar-se a Acabe. E a fome era extrema em Samaria.
3 Acabe chamou a Obadias, o mordomo (ora, Obadias temia muito ao Senhor;
4 pois sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do Senhor, Obadias tomou cem profetas e os escondeu, cinquenta numa cova e cinquenta noutra, e os sustentou com pão e água);
5 e disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água, e a todos os rios. Pode ser que achemos erva para salvar a vida dos cavalos e mulas, de maneira que não percamos todos os animais.
6 E repartiram entre si a terra, para a percorrerem; e foram a sós, Acabe por um caminho, e Obadias por outro.
7 Quando, pois, Obadias já estava em caminho, eis que Elias se encontrou com ele; e Obadias, reconhecendo-o, prostrou-se com o rosto em terra e disse: És tu, meu senhor Elias?
8 Respondeu-lhe ele: Sou eu. Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui.
9 Ele, porém, disse: Em que pequei, para que entregues teu servo na mão de Acabe, para ele me matar?
10 Vive o Senhor teu Deus, que não há nação nem reino aonde o meu senhor não tenha mandado em busca de ti; e dizendo eles: Aqui não está; então fazia-os jurar que não te haviam achado.
11 Agora tu dizes: Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui.
12 E será que, apartando-me eu de ti, o Espírito do Senhor te levará não sei para onde; e, vindo eu dar as novas a Acabe, e não te achando ele, matar-me-á. Todavia eu, teu servo, temo ao Senhor desde a minha mocidade.
13 Porventura não disseram a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava os profetas do Senhor, como escondi cem dos profetas do Senhor, cinquenta numa cova e cinquenta noutra, e os sustentei com pão e água:
14 E agora tu dizes: Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui! Ele me matará.
15 E disse Elias: Vive o Senhor dos exércitos, em cuja presença estou, que deveras hoje hei de apresentar-me a ele.
16 Então foi Obadias encontrar-se com Acabe, e lho anunciou; e Acabe foi encontrar-se com Elias.
17 E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu, perturbador de Israel?
18 Respondeu Elias: Não sou eu que tenho perturbado a Israel, mas és tu e a casa de teu pai, por terdes deixado os mandamentos do Senhor, e por teres tu seguido os baalins.
19 Agora pois manda reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel.
20 Então Acabe convocou todos os filhos de Israel, e reuniu os profetas no monte Carmelo.
21 E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada.
22 Então disse Elias ao povo: Só eu fiquei dos profetas do Senhor; mas os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens.
23 Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; e eles escolham para si um dos novilhos, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; e eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo.
24 Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo, esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra.
25 Disse, pois, Elias aos profetas de Baal: Escolhei para vós: um dos novilhos, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome do Senhor, vosso deus, mas não metais fogo ao sacrifício.
26 E, tomando o novilho que se lhes dera, prepararam-no, e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo: Ah Baal, responde-nos! Porém não houve voz; ninguém respondeu. E saltavam em volta do altar que tinham feito.
27 Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem.
28 E eles clamavam em altas vozes e, conforme o seu costume, se retalhavam com facas e com lancetas, até correr o sangue sobre eles.
29 Também sucedeu que, passado o meio dia, profetizaram eles até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde. Porém não houve voz; ninguém respondeu, nem atendeu.
30 Então Elias disse a todo o povo: chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele. E Elias reparou o altar do Senhor, que havia sido derrubado.
31 Tomou doze pedras, conforme o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome;
32 e com as pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois fez em redor do altar um rego, em que podiam caber duas medidas de semente.
33 Então armou a lenha, e dividiu o novilho em pedaços, e o pôs sobre a lenha, e disse: Enchei de água quatro cântaros, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha.
34 Disse ainda: fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. De novo disse: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez.
35 De maneira que a água corria ao redor do altar; e ele encheu de água também o rego.
36 Sucedeu pois que, sendo já hora de se oferecer o sacrifício da tarde, o profeta Elias se chegou, e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas coisas.
37 Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.
38 Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
39 Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O senhor é Deus! O Senhor é Deus!
40 Disse-lhes Elias: Agarrai os profetas de Baal! que nenhum deles escape: Agarraram-nos; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, onde os matou.
41 Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de abundante chuva.
42 Acabe, pois, subiu para comer e beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo e, inclinando-se por terra, meteu o rosto entre os joelhos.
43 E disse ao seu moço: Sobe agora, e olha para a banda do mar. E ele subiu, olhou, e disse: Não há nada. Então disse Elias: Volta lá sete vezes.
44 Sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem, do tamanho da mão dum homem: Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça.
45 E sucedeu que em pouco tempo o céu se enegreceu de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva. Acabe, subindo ao carro, foi para Jizreel:
46 E a mão do Senhor estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo perante Acabe, até a entrada de Jizreel.” (I Rs 18.1-46).

Silvio Dutra

Pela Verdade Escrita e Não por Adivinhação – Apocalipse 2.18-29

É realmente de pasmar, mas é a pura realidade que um grande número de Igrejas avivadas, senão todas, podem viver a mesma experiência da igreja de Tiatira, citada em Apocalipse 2.18-29, porque ao mesmo tempo que o amor, a fé, o serviço, a perseverança, e as obras da igreja avançam, sendo mais numerosas do que as primeiras, por causa da manifestação do poder do Espírito Santo, também, cresce, paralelamente, a facilidade de a igreja ficar sujeita à influência de falsos profetas, que se levantam em seu meio com visões e revelações, que não procedem do Senhor, e por conseguinte, tornam a Igreja repreensível aos olhos de Cristo.
Por isso o Senhor se apresentou a esta Igreja de Tatira como sendo aquele que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente.
Os olhos que tudo veem e sabem, e os pés puros que estão firmemente estabelecidos na justiça, nas coisas afirmadas sobre o modo pelo qual importa que os cristãos vivam; de forma, que não deve ser por nenhuma alegada profecia, visão ou revelação não procedentes de Cristo, que não sejam conformes com a Sua Palavra, que Sua vontade poderá ser alterada ou removida.
Cristo permanece o mesmo ontem, hoje e sempre, inclusive no que se refere à Sua vontade revelada na Sua Palavra.
Aos que se desviam dela, seguindo estas Jezabéis que se dizem profetizas, que representam todos os falsos profetas, que se levantam na igreja, ainda que sejam verdadeiros cristãos, só que ensinando contra a verdadeira doutrina de Cristo, ensinam os cristãos a viverem na impureza e no pecado; até o ponto extremo de servirem a ídolos, cujo culto está associado a demônios.
Destes o Senhor diz que lhes dá um tempo para arrependimento, porém caso não se arrependam, diz que os matará.
De fato esta é a condição de todo cristão que não permanece na doutrina de Cristo, por alegar possuir altas e diretas revelações de Deus: eles estarão como mortos espiritualmente, e até mesmo muitos deles são punidos com um juízo extremo do Senhor, com a morte física, tal como fizera com muitos cristãos rebeldes da Igreja de Corinto.
Mesmo os cristãos fiéis de Tiatira, que não se dobravam à doutrina da falsa profetiza, e não estavam, portanto, interessados em conhecer as chamadas profundezas de Satanás, que operava naqueles cristãos, que andavam contra a Palavra de Deus, que Ele não lhes poria outra carga, mas que retivessem o que tinham recebido dEle, até que voltasse.
A razão de tal admoestação é que mesmo aqueles que se santificam e permanecem fiéis a Cristo, ficam expostos a muitas tentações para caírem, quando se relacionam ou se deixam influenciar por aqueles que transitam como “profetas” e “pessoas muito espirituais”, mas que no fundo não sustentam um testemunho de vida que seja conforme a Palavra de Cristo revelada na Bíblia.
Então devem vigiar e serem diligentes para não perderem o que alcançaram em Sua fidelidade; por isso, Jesus diz que eles não precisam de nenhum outro jugo, senão de permanecerem naquele em que têm permanecido, que é o jugo suave da obediência aos mandamentos do Senhor.
A estes que permanecem fiéis em meio a tais tentações é prometido governo sobre as nações.
Porque o caráter que é assim refinado, para permanecer firme diante daqueles que tentam nos afastar da nossa firmeza em Cristo, está apto para liderar juntamente com Ele, quando inaugurar Seu reino na terra, no milênio, depois da Sua segunda vinda.
Além do governo, lhes foi prometido receberem a estrela da manhã, que é a glória refulgente do próprio Cristo.



“18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:
19 Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.
20 Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos;
21 e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.
22 Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela;
23 e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras.
24 Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei;
25 mas o que tendes, retende-o até que eu venha.
26 Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações,
27 e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai;
28 também lhe darei a estrela da manhã.”
29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dia às igrejas.” (Apocalipse 2.18-29)

Silvio Dutra

PROVÉRBIOS 4

No verso 18 é afirmado que o caminho dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito; ou seja, haverá um crescimento em graus na sua santificação pelo Espírito, de glória em glória até a plena maturidade em Cristo.
Porque aquele que é nascido de novo do Espírito, por causa de fé em Cristo, tem, em si este pendor voltado para o crescimento espiritual em graus.
E o modo de se obter isto é principalmente pelo que se diz no verso 23: “Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”.
Porque Deus prometeu que na Nova Aliança escreveria a Sua lei nas nossas mentes e corações (Jer 31.31-34).
E é com o coração que se crê para a salvação.
É dele que procede o mal ou o bem.
Boas ou más palavras.
É o que sai dele que contamina ou purifica o homem.
Então a nossa união com Cristo é basicamente uma união de coração, do espírito, do homem interior.
Então é importante sabermos em que consiste este guardar com toda a diligência o coração, por ser dele que procedem todas as fontes da vida eterna que temos em Cristo.




“1 Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes o entendimento.
2 Pois eu vos dou boa doutrina; não abandoneis o meu ensino.
3 Quando eu era filho aos pés de meu, pai, tenro e único em estima diante de minha mãe,
4 ele me ensinava, e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.
5 Adquire a sabedoria, adquire o entendimento; não te esqueças nem te desvies das palavras da minha boca.
6 Não a abandones, e ela te guardará; ama-a, e ela te preservará.
7 A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis adquire o entendimento.
8 Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará.
9 Ela dará à tua cabeça uma grinalda de graça; e uma coroa de glória te entregará.
10 Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, para que se multipliquem os anos da tua vida.
11 Eu te ensinei o caminho da sabedoria; guiei-te pelas veredas da retidão.
12 Quando andares, não se embaraçarão os teus passos; e se correres, não tropeçarás.
13 Apega-te à instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
14 Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus.
15 Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.
16 Pois não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém.
17 Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
18 Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
19 O caminho dos ímpios é como a escuridão: não sabem eles em que tropeçam.
20 Filho meu, atenta para as minhas palavras; inclina o teu ouvido às minhas instruções.
21 Não se apartem elas de diante dos teus olhos; guarda-as dentro do teu coração.
22 Porque são vida para os que as encontram, e saúde para todo o seu corpo.
23 Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
24 Desvia de ti a malignidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos lábios.
25 Dirijam-se os teus olhos para a frente, e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti.
26 Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos.
27 Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.”

Silvio Dutra

A Importância da Humildade – Mateus 18.1-5

“1 Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus?
2 Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles,
3 e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.
4 Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.
5 E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe.”

O ensino básico desta passagem é que a medida de grandeza do reino dos céus é proporcional ao tamanho da humildade, ou seja, quanto maior for a humildade da pessoa, maior será a sua grandeza no reino.
E esta humildade é a de espírito, a pobreza de espírito citada por nosso Senhor nas bem-aventuranças, que conduz a todas as demais virtudes essenciais daqueles que pertencem ao reino, a saber: mansidão ou submissão; contrição; pacificação; fome e sede de justiça; misericórdia; pureza de coração; ser perseguido por amor à justiça. Portanto, em quem estas características forem achadas em grande grau, tanto maior será a sua grandeza no reino dos céus.
Por isso nosso Senhor se valeu da ilustração de uma criança para nos ajudar a entender esta verdade, porque estas características, especialmente a da humildade, se encontram num maior grau em crianças do que em adultos.
Então a humildade aqui referida nada tem a ver em não se adquirir conhecimento ou bens, mas com o modo como usamos todas estas coisas, especialmente as relativas ao reino espiritual, quanto a não nos deixarmos dominar por nada que não seja celestial, espiritual e divino, e que não tenhamos em relação a todas as coisas, quer terrenas ou celestiais, sentimentos de orgulho, cobiça egoísta, arrogância, ou qualquer outro que nos incompatibilize a viver no amor devido a Deus e ao próximo.
Logo, a aspiração de ser grande no reino dos céus é legítima, todavia, deve ser movida pelos motivos corretos.
Deste modo, nosso Senhor vislumbrou nos Seus discípulos um sentimento de busca de grandeza pela superação de uns aos outros, e pôs a verdade relativa à grandeza do reino, quando apontou para a necessidade de conversão, antes de tudo, para que se pudesse ter a aspiração de ser grande no reino, porque é necessário que primeiro se nasça de novo do Espírito, e uma vez transformado, esta transformação deve prosseguir em graus, pelo processo da santificação, que em sendo real e efetivo em nossas vidas convertidas, há de nos tornar cada vez mais humildes, conforme é do propósito de Deus.
Agora, aplicando este ensino do Senhor, de modo prático, na vida da Igreja, podemos observar que aqueles que são menos notáveis nos trabalhos de culto da mesma, são exatamente as crianças.
Isto não significa que não sejam alvo dos nossos cuidados, mas é notório que as expectativas quanto ao que deve acontecer no culto, não é colocada geralmente, nelas.
Todavia, nosso Senhor está dizendo que Ele as repara, e que o que elas são é muito importante para Ele.
Não somente isto, indica-nos que devemos nos esforçar para sermos como elas. Desprovidos de aspirações de grandezas terrenas, baseadas no culto da auto-glorificação, e por nos sentirmos superiores aos demais.
Estar quieto e sossegado diante do Senhor, dependente da Sua palavra de ordem, sem questionar o Seu mover e as Suas ordens, e prontos a obedecer-Lhe, confiando inteiramente nEle, é algo precioso e que indica de certo modo a medida da nossa grandeza no reino.
Não é o que é elevado para os homens que é necessariamente elevado e digno diante de Deus, porque tem escolhido as coisas desprezíveis e as que não são.
“26 Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
27 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;
29 Para que nenhuma carne se glorie perante ele.
30 Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;
31 Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.” (I Cor 1.26-31)

Silvio Dutra

A Parábola da Ovelha Perdida – Mateus 18.10-14

“10 Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.
11 [Porque o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido.]
12 Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir buscar a que se extraviou?
13 E, se acontecer achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.
14 Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos.”

Nosso Senhor, para ilustrar o cuidado que devemos ter com os pequeninos, contou uma parábola, a da ovelha perdida, que encontramos nesta passagem.
Para comentar esta passagem, nos valeremos de um sermão adaptado de Lutero, baseado no texto paralelo de Lc 15.1-7.
“Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. Então ele lhes propôs esta parábola: Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre? E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo; e chegando a casa, reúne os amigos e próximos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido. Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”.

Nas tábuas da lei, os quatro primeiros mandamentos descrevem o dever do cristão para com Deus e os seis últimos o seu dever para com o seu próximo. O que isto quer indicar é que os dois grandes mandamentos são em resumo o amor a Deus e ao próximo! Amar a Deus é amar o próximo, e amar o próximo é amar a Deus. Ambos estão de tal forma relacionados que não podem ser separados.
E este amor ao próximo, num mundo sujeito ao pecado será um amor de busca de perdidos, aonde quer que eles se encontrem, e depois de achar para Deus aqueles que estavam mortos em seus pecados, carregá-los em nossos próprios ombros, assim como demonstra Jesus na parábola da ovelha perdida, de modo a conduzi-los em segurança para o aprisco de Deus.
É por isso que não devemos permitir que a nossa justa indignação pelo pecado que há no mundo, nunca venha a nos tornar inúteis para Deus e para o próximo, em razão de sermos achados cheios daquele mesmo zelo hipócrita que tornou os fariseus dos dias de Jesus inúteis para Deus.
Devemos ter muito cuidado enquanto condenamos o pecado, em não nos tornarmos pessoas amargas e distanciadas dos pecadores, porque a missão da igreja é a mesma missão de Jesus, e na verdade é Ele quem faz a Sua obra através da igreja. E devemos lembrar sempre que na presente dispensação da graça Deus tem sido longânimo para com todos os pecadores que se encontram perdidos, na expectativa de que se arrependam de seus pecados e assim sejam livrados da condenação à morte eterna, para a vida eterna que está em Jesus Cristo.
Por isso Jesus disse em Jo 12.47 que não veio, nesta dispensação da graça (enquanto ela durar), julgar o mundo como Juiz, mas salvar como Salvador. E aqui tem definido não somente a Sua missão como também a da Sua igreja. Ele virá em Sua segunda vinda como Juiz para julgar tanto vivos quanto mortos, e até lá devemos anunciar a todos o evangelho, que é boa nova de grande alegria, porque oferece salvação e não condenação a todas as pessoas. A condenação é consequência da rejeição voluntária desta grande salvação que está sendo oferecida de modo tão gracioso por Deus para todos aqueles que venham a se arrepender de seus pecados e a confiar inteiramente em Cristo como o Seu único e suficiente Salvador.
1. As palavras do Evangelho são vivas e operantes, somente se nós as compreendemos corretamente. E, para que nós possamos aprender e entender melhor este Evangelho, nós colocaremos agora diante de nós duas classes de homens, isto é, os pecadores de todo o povo e os fariseus, e façamos com que Cristo seja o juiz deles. Você tem ouvido frequentemente que é nosso dever, por causa do amor, servir o nosso próximo em todas as coisas. Se ele for pobre, nós devemos servi-lo com nossos bens; se ele estiver em desgraça, nós devemos cobri-lo com o manto de nossa honra; se ele for um pecador, nós devemos adorná-lo com a nossa retidão e devoção. Isso é o que Cristo fez por nós, que sendo rico, se esvaziou para que fôssemos enriquecidos pela Sua graça. Ele foi feito pecado em nosso lugar para que nós pudéssemos ser feitos justiça de Deus nele.
2. E de fato, um dos maiores trabalhos do amor é aquele que faz com que eu coloque a minha própria retidão a serviço do tratamento do pecado do meu próximo. Porque o amar exteriormente fazendo serviços e ajudando por meio de bens as pessoas é o amor somente em seu aspecto externo; mas ajudar e corrigir por meio da nossa retidão é algo grande e pertence ao homem interior. Isto significa que eu tenho que amar o pecador e devo desejar o seu bem, especialmente o que se refere à sua salvação eterna. Ainda que eu deva ser hostil aos seus vícios e ter que reprová-los com seriedade, contudo eu tenho que amá-lo com todo o meu coração, para cobrir os seus pecados com a minha retidão.
3. Em resumo, eu devo amar tão afetuosamente o meu próximo que eu correrei para achá-lo no deserto em que ele se encontra perdido, assim como o pastor da parábola saiu à procura da ovelha perdida no deserto. E isto é feito por uma pessoa piedosa que esta investindo toda a sua honra no pecador.
4. Agora, um trabalho assim nunca poderá ser feito por pessoas que pensam somente na própria honra e que são impelidas somente pela razão, que estão prontas a provar a sua devoção olhando de cima para baixo aqueles que são pecadores, tal como faziam os fariseus nos dias de Jesus, e como fazem aqueles que seguem os seus passos nos nossos próprios dias.
5. Os que desprezam os pecadores em vez de amá-los não podem ser misericordiosos para com eles. Eles se tornam muito orgulhosos e severos e não podem manifestar nenhum amor ou compaixão. Às vezes Deus permite que tais pessoas caiam em pecados grosseiros de modo a perceberem que todos somos farinha do mesmo saco. Mas nem assim são ajudados, pois tal como o fariseus, não conseguem enxergar os seus pecados e a sua condição de pecadores diante de Deus, e que igualmente às demais pessoas necessitam da Sua graça e misericórdia.
6. Na parábola da ovelha perdida Jesus está falando que os fariseus, em vez de julgarem os pecadores e publicanos, já que se consideravam homens santos a serviço de Deus, deveriam se inclinar, pegar tais pecadores e publicanos e carregá-los em seus ombros para que se convertessem de seus pecados. Mas como fariam isso já que os consideravam indignos de se aproximarem deles?
7. Um trabalho verdadeiramente Cristão é exatamente isto: nós devemos descer e nos levantarmos tão misturados ao lodo do pecador, tão profundamente quanto ele mergulhou lá, enquanto tomamos o pecado dele como se fosse o nosso próprio pecado, para interceder poderosamente em seu favor diante de Deus. Nós devemos reprová-lo e lidar com ele seriamente, ainda que não devemos de modo nenhum menosprezá-lo, antes devemos amá-lo sinceramente. Nós deveríamos entrar em nosso quarto e dizer em oração: “Oh Deus, em peço em favor de fulano de tal, que está caído em seus pecados. Oh Deus ajude-o a se levantar novamente.”.
8. Moisés agiu assim quando os Israelitas adoraram o bezerro de ouro. Ele intercedeu insistentemente em favor deles, confessando os pecados deles como fossem os seus próprios pecados.
9. Paulo também agiu assim. Ele desejava ser anátema por amor aos seus irmãos judeus.
10. Quando os israelitas desprezaram o profeta Samuel pedindo um rei, ele continuou orando em favor deles. (I Sm 8.20; 12.19-24).
11. Nos é ordenado que habite em nós o mesmo sentimento que havia em Cristo. (Fp 2.4-9).
12. Cristo estava cheio com toda a retidão, e poderia nos ter condenado a todos justamente, por sermos pecadores. Mas ele não fez assim. O que Ele fez então? Ele se deu para ser nosso Servo. A retidão dele serviu para os nossos pecados, o poder dele para a nossa fraqueza, a vida dele para a nossa morte. Ele foi conhecido como amigo dos pecadores.
13. Cristo é o bom pastor; porque ele anda no deserto, quer dizer, no mundo. Ele busca a ovelha perdida, quando ele vem com a Sua Palavra e a proclama a nós, primeiro referindo-se aos nossos pecados, e então mostrando depois a Sua graça e misericórdia para conosco.
14. Aprenda disto, então, que nosso próximo será buscado como uma ovelha perdida e que a vergonha dele será coberta com a nossa honra; que a nossa devoção deve ser uma cobertura para os pecados dele. Mas hoje em dia, é comum ver as pessoas se caluniando mutuamente, como se com isso desejassem demonstrar o quão são zelosas contra o pecado. Quando achamos uma pessoa ferida mortalmente pelos seus pecados é nosso dever ajudá-la a curar as suas feridas e não abri-las ainda mais com as nossa acusações. Não imitemos o exemplo dos amigos de Jó que conseguiram condená-lo de pecados que sequer havia cometido.
Se você se encontrar com uma pessoa ferida à qual foi enviado pelo Espírito de Deus, você deve lançar o seu manto sobre a sua vergonha e feridas, e deve fechar a porta da casa para não expô-la ao juízo e condenação de outros.
15. Cristo também age assim. Ele se mantém silencioso e cobre nossos pecados. Realmente, ele poderia nos expor e envergonhar, e nos colocar debaixo dos Seus pés, mas Ele não faz assim. Tudo será trazido à luz no juízo final. Então tudo que foi escondido será revelado. Então nós acharemos misericórdia para nós pela medida de misericórdia que tivemos por outros. Pois não há maior pecado diante de Deus do que homens e mulheres piedosos menosprezarem aqueles que estão mortos em seus pecados, porque receberam graça da parte do Senhor para reparti-la com outros que dela necessitam, e não para menosprezá-los.
16. Deste modo o evangelho nos ordena que devemos cobrir os pecados de outros com o nosso amor, porque o amor cobre multidão de pecados. Ainda que isso não signifique concordância ou cumplicidade com o pecado deles. E além disso, é o próprio Cristo que faz isto por meio de nós, porque nenhum homem cumpre a lei de Deus tão perfeitamente quanto Ele. Nós somos apenas uma faísca entre o fogo divino e a luz. Ele é o fogo do qual o céu e terra estão cheios.
17. Mas este Evangelho é inútil aos Fariseus, porque eles não reconhecem os seus pecados. Mas o evangelho deve ser levado àqueles que reconhecem os seus pecados, e que estão a ponto de desesperar.
18. E nesta parábola da ovelha perdida o Senhor diz que haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. E isto deve encorajar você a vir e se deixar levar nos ombros de Cristo.
19. É assim que você vem a Deus. Você já é uma ovelha colocada nos ombros dEle. Você encontrou o Pastor.. E é por sua causa que se diz que há muita alegria no céu na presença de todos os anjos.”

Silvio Dutra

Precauções contra os Escândalos – Mateus 18.6-9

“6 Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar.
7 Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!
8 Se, pois, a tua mão ou o teu pé te fizer tropeçar, corta-o, lança-o de ti; melhor te é entrar na vida aleijado, ou coxo, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno.
9 E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que tendo dois olhos, ser lançado no inferno de fogo.”

Nosso Senhor torna a repetir nesta passagem o seu ensino constante do Sermão do Monte, ao qual já nos referimos no comentário do quinto capítulo deste evangelho de Mateus.
Aqui, ele associa aquele ensino ao fato de nos esforçarmos para não cometermos o pecado do escândalo, ou seja, sermos pedra de tropeço na vida de outros, especialmente pecarmos contra aqueles que são os menores no corpo de Cristo, ou então aqueles que estão prontos a se converter, e que não se convertem por causa do nosso mau testemunho.
O Senhor dá grande valor à menor das Suas ovelhas. À que tiver menos importância no Seu corpo, Ele dará um maior cuidado. Deveríamos ter isto em lembrança para não desprezarmos com nossos sentimentos de vanglória a qualquer que julguemos não ter grande importância no reino de Deus.
Nosso Senhor diz que seria melhor arrancar um dos membros de nosso corpo do que cometer este pecado de servir de motivo para que outros venham a se escandalizar, e a recuarem na fé, por nossa causa.
Nós vimos em nosso comentário alusivo à passagem de Mateus 5.27-30 que nosso Senhor quis ensinar ao mesmo tempo a natureza verdadeira e horrível do pecado, o perigo terrível que o pecado significa para nós, e a importância de fazer frente ao mesmo e de repudiá-lo.
Por isso Ele o expressou deliberadamente desta maneira.
Fala de membros valiosíssimos, o olho e a mão, e especifica o olho direito e a mão direita. Por que? Nós cremos que o olho e a mão, e especialmente o olho direito e a mão direitos são mais importantes que os esquerdos.
Nosso Senhor quis dizer portanto que se aquilo mais precioso que temos, for a causa de pecarmos, devemos nos livrar disso. Porque é grande o poder do pecado para nos privar da verdadeira vida, que Jesus expressou este poder de tal maneira.
A coisa que devemos ter em conta é a importância da alma e o seu destino eterno. “Melhor é que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado no inferno”. Adverte-nos nosso Senhor, e o repete duas vezes para colocá-lo em relevo. A alma é tão importante que se o olho direito é causa de queda no pecado, é melhor arrancá-lo, livrar-se dele, não num sentido físico.
Há muitas coisas na vida e no mundo que, em si mesmas, são muito boas e proveitosas. Porém nosso Senhor nos diz aqui que se inclusive estas coisas nos fazem tropeçar devemos repudiá-las, ainda que sejam tão importantes como um dos membros valiosos do nosso próprio corpo.
Se minhas faculdades, tendências, sentimentos, emoções, habilidades, me conduzem ao pecado, então devo repudiá-las. Devo levar estas coisas à morte da cruz, inclusive o afeto natural pelos meus familiares (Lc 14.26), caso eles venham a se tornar causa de tropeço para a minha santificação.
Tal é a importância do destino eterno da alma que tudo o mais deve lhe estar subordinado. Tudo o mais é secundário quando ela está em jogo.
Não devemos permitir que nada se interponha entre nós e o destino eterno da nossa alma.
Temos que nos dar conta de que tudo o que temos de fazer neste mundo é nos preparar para a eternidade.
Todo tipo de imagem virtual ou real que sejam sugestivas para o pecado devem ser repudiadas.
Tudo o que se ler, tudo que se ouvir, tudo o que se ver. Devemos evitar a todo custo. Ainda que isto nos traga o sentimento de estar cortando algum órgão nobre do nosso corpo.
A carne gosta destas coisas, portanto tenhamos cuidado e privemo-nos delas, contrariando a nossa vontade.
Estas coisas são fontes de tentação, e quando lhes dedicamos o nosso tempo nós estamos fazendo provisão para os desejos da carne. Nós estamos colocando combustível na chama do pecado que opera no nosso corpo.
Mas argumentam conosco que muitas destas coisas são de autores brilhantes, que elas são educativas, que elas servem para nos manter atualizados com o mundo; mas nosso Senhor diz que devemos arrancar o olho e a mão. Ainda que me tenham na conta de ignorante por evitar estas coisas é melhor ser ignorante para o bem da minha alma, do que prejudicá-la por manter contato com estas coisas.
Isto também significa evitar as conversações néscias e as estórias que são insinuantes e sujas. Digamos que não queremos ouvi-lo, que não nos interessa.
Se não formos cuidadosos com a nossa santificação é quase certo que de um modo ou de outro escandalizaremos não somente os pequeninos na Igreja do Senhor, mas a muitos, pelo nosso comportamento carnal.
Devemos ter cuidado com quem nos reunimos. Em outras palavras, devemos ter cuidado de evitar tudo aquilo que tende a manchar ou impedir a nossa santificação. Devemos também nos abster de toda aparência de mal, isto é, de qualquer forma de pecado. Não importa que forma assuma. Tudo o que sei que me prejudica, e tudo o que me perturba, transtorna e excita, seja o que for, devo evitá-lo. Devo colocar como o apóstolo, o meu corpo em servidão ao Espírito de Deus. Devo fazer morrer a natureza terrena.
Alguém poderá dizer que isto é um escrúpulo mórbido que me deixará atormentado e triste. Bem, há pessoas que se tornam mórbidas. Mas se há morbidez é porque a pessoa está relacionando a santidade consigo mesma, porque os escrúpulos mórbidos se concentram nas pessoas. Mas a verdadeira santidade se preocupa sempre em agradar a Deus. Em glorificá-lo e honrá-lo. Se isto estiver presente nunca há o risco de se tornar mórbido, e a santificação traz o fruto da paz e da alegria do Espírito Santo, que é contrário a toda forma de morbidez.
Devemos por fim vigiar e orar para fazer frente a todas as insinuações do mal.
Para o verdadeiro cristão não há maior estímulo e incentivo na luta para fazer morrer as obras da carne do que isto. O objetivo de nosso Senhor ao vir a este mundo e suportar toda sorte de sofrimentos até a morte na cruz foi para livrar-nos do presente século mau, para redimir-nos de toda iniquidade, e para escolher um povo exclusivo Seu, zeloso de boas obras. O propósito de tudo é que fôssemos santos e sem mancha diante dEle. Se seu amor e sofrimentos significam algo para nós, nos conduziriam inevitavelmente a estar de acordo com esse amor que exige em troca toda minha vida, toda minha alma, tudo o que tenho.
Se nos falta uma melhor apreciação dos Seus sofrimentos que culminaram com a Sua morte na cruz, façamos então uma pausa na nossa leitura desta parte e leiamos os comentários relativos aos últimos capítulos deste evangelho, que tratam dos Seus sofrimentos, e somente então, voltemos a ler do ponto em que paramos, para que possamos ter uma justa apreciação e avaliação destas verdades a que estamos nos referindo.
Finalmente, estas reflexões devem nos conduzir a ver a necessidade absoluta que temos do Espírito Santo. Vocês e eu temos que fazer estas coisas. Porém, necessitamos de poder e da ajuda que somente o Espírito Santo pode nos dar. É pelo Espírito que fazemos morrer as obras da carne. Se nos entregarmos a este trabalho de mortificação do pecado, o Espírito nos dará do Seu poder.
Portanto não devemos fazer o que sabemos que é mau. Vivamos no poder do Espírito.
Desenvolvamos nossa salvação com temor e tremor.
Conhecendo a natureza terrível do pecado nós não tentaremos mortificá-los com nossas próprias forças mas com o poder do Espírito, sabendo que é Deus quem realiza em nós o querer e o efetuar.
Nota: usamos neste comentário uma adaptação de um texto de autoria de Martyn Lloyd Jones

Silvio Dutra

CARTA DE DESPEDIDA AO SENHOR ESTRANHO:


18 de Abril de 2011, Brasil.


Estranho,


“Sei que é uma decisão tardia, diante os fatos ocorridos, mas tudo tem seu tempo pra acontecer, se isso só aconteceu agora, deve-se ter lá seus motivos. Vá entender!

Enfim, resolvi não te querer mais.

Mesmo que meu coração ainda reclame sua ausência.

Resolvi mudar o costume de ter você em tudo. De ter você nos cantos da casa, de ouvir você abrindo a porta, de ouvir o barulho do seu carro, de sentir sua respiração... Tudo isso de maneira imaginária, pois você não está mais aqui. Fato. E eu preciso me acostumar com isso.

Resolvi pensar sozinha, imaginar meu futuro sem você. Você não vai voltar.

Resolvi guardar as recordações numa caixa grande, de aparência simples, para que ali ficassem enterrados os nossos momentos bons, ou melhor, os momentos que tanto apreciei. Momentos sublimes e que, na realidade, eram tão vazios... Guardei dentro dela todas aquelas pequenas coisas que me fazem ter você na lembrança, tudo que me faça sentir a sua energia: suas camisas, bermuda, roupa intima, escova de dente, fotos, cartas escritas, bilhetes, vidros de perfumes, aliança, coleção de CDs...

Criei uma caixa imaginária dentro de mim pra guardar tudo que vivemos: as palavras ditas, as noites amor, as conversas por MSN, as conversas por telefone até amanhecer o dia, as mensagens no celular, o som do seu sorriso, a lembrança dos seus olhos, da sua respiração, o beijo que você dava na minha mão ao dirigir, a sua cara ao ler a mensagem que escrevi no espelho, as reticências, o “quem sabe um dia!”, o “inclusive”, as músicas, as nossas vídeo chamadas, as suas mãos calejadas, a ponta da orelha, o seu silêncio, a paz que encontrávamos juntos...

Guardei nela também a saudade que sinto e que você nunca sentiu.

Guardei os planos, os projetos, as incansáveis noites em claro esperando por noticias suas, a minha insistência em fazer com que você acreditasse que eu seria a pessoa certa pra você, as minhas lágrimas de apelo, o meu sofrimento por vezes tão grande que me causava dores físicas, a minha insegurança, minha preocupação e o meu medo de perder você.

Guardei a esperança, o desejo, a vontade, o amor por você, a espera, a paciência, a sinceridade, a compreensão, o meu respeito e admiração por te achar tão perfeito.

Resolvi mudar o perfume, meus produtos de banho, comprei lençóis novos, toalhas novas. Não quero nada que seja intimo misturado com a sua lembrança.

Olha, vou comprar uma cama nova! Não agüento mais dormir no sofá, pois não consigo olhar pra cama e pensar o quanto você foi sórdido ali! Acho que foi nela que você mais mentiu... principalmente ao fingir fazer amor. Acho que você desconhece o real significado da frase.

Penso apenas que não suportaria mais suas mãos sobre o meu corpo, apesar do desejo ainda ser forte, eu não agüentaria tanta humilhação. Não agüentaria olhar pra você e pensar que tudo é fingimento.

Eu que sempre me entreguei verdadeiramente. Eu que sempre acreditei na nossa cumplicidade. Acreditei em você. Confiei. Agora me encontro perdida em meio a sentimentos tão frios e procurando as palavras certas para descrevê-los.

Tenho raiva do meu corpo por saber que nele você despertou sensações maravilhosas que ninguém nunca conseguiu fazer o mesmo.

Tenho raiva de mim por não conseguir me permitir que outro o toque, pois ainda sinto como se ele fosse seu.

Repito pra mim mesma, cheguei a escrever as frases ditas por você (colei em espelhos, guarda-roupa, geladeira... eu precisava que delas!), pois foram elas que me fizeram enxergar que eu não sou o bastante... não sou o bastante pra você. Não por ser inferior. Não. Mas porque pra você, você se basta. Você é tão você, que os outros não são nada. Você brinca com os sentimentos, com as pessoas, você muda a vida, a rotina, você tem o dom de transformar o céu em inferno! É triste. Mas é a realidade. Você tem um dom de cativar e de destruir tudo em segundos, com a mesma facilidade.

E eu não quero ao meu lado alguém tão singular. E eu preciso me libertar desse sentimento doentio que é amar você, porque definitivamente, você não é o quem eu amo. A sua realidade é diferente da pessoa que amei. Eu imaginei, ou vivi, não sei ao certo, algo inexistente.

Você tantas vezes me disse que me amava incondicionalmente... o que é ser incondicional pra você?
Acho que você nunca vai saber o quanto eu amei você e a sua real importância para mim.

Senhor Estranho, encontre-se. Porque agindo assim você vai fazer com que muitas pessoas boas e de sentimentos puros, se percam. E definitivamente, ninguém merece ser usada assim.

Boa sorte em seu caminho, porque agora eu vou refazer o meu e concertar os estragos que você o fez.
Seja feliz.”

...

(são três pontos finais, só pra ter certeza que acabou.)”

Laila Monteiro

SANGUE

O sangue é vida, é laço e leva a vida...

André Zanarella 18-03-2013
http://www.recantodasletras.com.br/frases/4992579

André Zanarella

Pequeno currículo literário.

Sou, gaúcho, nascido em 18 de setembro de 1963. Formado em letras pela Fundação Universidade de Passo Fundo (UPF), escrevo desde 1986.

A saber:

Nos anos oitenta escrevi algumas crônicas semanais para os jornais Passo Fundo-RS.

Participações em livros:

Antologia Poetas Brasileiros de hoje - 1987. Com o poema “Portas de Ruas”

Antologia Á vida! “Um brinde em versos” como o poema “Vai”.

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos volume 97, com o poema “Ao mar”.

Antologia Nacional Poesia Encantada V com os poemas “Eu e meus amigos” e “Dieta”.

Antologia do Concurso Nacional Poesia Livre 2013 com o poema “Compensação”.

Antologia “Mil Poemas para Gonçalves Dias” com 05 poemas.
“Meu Deus, Genial, Falar de você, Carta e Mil poemas”. Destaque para “Carta”.

Antologia 1ª Seleta de Versos Brasileiros, edição especial 2013, com o poema “Inquietações”.

Antologia Brasilidades volume sete com o poema “Faça de sua vida”.

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 100- Edição histórica, com o poema “Amigos para amar”.

Antologia Versos Repletos na Noite Vazia- edição especial. CBJE, com o poema “Na próxima página”. (premiado com o Certificado de qualidade Literária)

Antologia Primavida, Primaflores, Primamor – Edição Especial 2013 da CBJE com o poema “Poeta”.

Antologia Os Mais Belos Poemas de Amor- Edição Especial 2013 da CBJE com o poema “Singular”.

Antologia Nacional Poesia Encantada VI – Com os poemas Na próxima página e tinta. Premiado como destaque especial.

Antologia Panorama Literário Brasileiro. Melhores poesias de 2013 - CBJE. Com o poema "Vai". Selecionado pelo 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, da Litteraria Academiae Lima Barreto, no Rio de Janeiro.

Publico no site literário Recantos das Letras onde tem 250 textos e mais de 30.000 leituras também no meu blog pessoal: www.doisversos.com

Lancei em junho de 2014 meu primeiro livro solo pela Editora Aldeia Sul de Passo Fundo com o título: Cabernet.

28 de junho de 2014

Moacir LuÌs Araldi

Natal, 18 de Setembro de 2009

Queria poder acordar amanhã e acreditar que tudo isso foi um sonho,
e que nada aconteceu.
Queria gritar pro mundo ouvir que eu não sinto nada por você,
e que eu nem chorei falando com você,
nem que toda música lembra você.
Mas é tudo pelo contrário.

Eu te amo .

Ingryd Jhoenny

Ela tinha 15 anos quando tudo começou e ele tinha 18 e foi tudo assim tão rápido aquela magia loucura chamada paixão, ele veio por acaso e aos poucos conquistou o seu coração que não acredita nessa de paixão avassaladora ate conhece-lo e os dias foram passando e ela se apegando mais e mais nele, ate que ele resolveu avançar o que parecia ser só amizade, ele tomou atitude e falou dos seus sentimentos que estava se apaixonando por uma amiga e não sabia bem o que estava acontecendo com ele, à garota assustada não dizia nada só ficava na dela e o tempo foi passando com essas incertezas ate que um dia ele resolveu sair de uma vez da vida dela por que ele já não aguentava mais só ser amigo dela, ele a amava tanto ate que um dia ele não aguentou mais e se foi sem despedidas sem nada, apesar de nova a garota realmente estava loucamente apaixonada por ele, mais como ela nunca ousou falar pra ele que também o amava sua vez passou e os anos também e não soube mais noticias daquele que um dia foi o seu primeiro amor.

Luzivania Teixeira

Que lindo dia 18.
Exatamente neste dia a alguns meses atrás, conheci uma linda arvore, poderia ser de natal, pois estava reluzente, cheia de brilho...
De papel, pois estava sensível, ansiosa e sentimental...
Ou de madeira, pois demonstrava firmeza, força e determinação...
Parecia de Cristal, pois era frágil, com algumas trincas, más nada que não pudesse ser consertado...
Porém era humana, com sentimentos, desejos, e esperança...
Com muito amor para distribuir e receber a todos, aos filhos, família, amigos, etc.
Foi assim que acabei enxergando, a partir dai passei a admira-la dia a dia, mesmo com tanta distância...
Que você tenha um lindo fim de tarde neste dia...
Beijos.

Cleomar Avante

Que é a verdade?

João 18:38

Pôncio Pilatos

18.07.14 - Data que poderia ser comemorada com felizes 3 anos e 4 meses virou um pesadelo.
Marco da tristeza, da decepção...
Me encontro anestesiada, perdida. Não sei se choro, se grito, se corro, se fujo, não sei mais nada.
Não doí, dilacera...
E me sinto assim...sei lá...

JulianaMM

18;19 17/5/2015 19/5/2015

QUEM DESEJA O MAL ALHEIO..

TEM INVEJA...

W.M

15/5/2015 18/5/2015 13;14

FOFOQUEIRO.....


SÓ LEVA E TRAZ

COMPROMETE O NOME DAS PESSOAS...

PRINCIPALMENTE O SEU....

W.M

15;3 18/5/2015 19/5/2015

É PERIGOSO PODE DAR ERRADO..

ESBANJAR VITÓRIA ANTES DA HORA....

W.M