Aniversário de 18 anos

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JUÍZES 18

“1 Naqueles dias não havia rei em Israel; a tribo dos danitas buscava para si herança em que habitar; porque até então não lhe havia caído a sua herança entre as tribos de Israel.
2 E de Zorá e Estaol os filhos de Dã enviaram cinco homens da sua tribo, escolhidos dentre todo o povo, homens valorosos, para espiar e reconhecer a terra; e lhes disseram: Ide, reconhecei a terra. E chegaram eles à região montanhosa de Efraim, à casa de Mica, e passaram ali a noite.
3 Pois, estando eles perto da casa de Mica, reconheceram a voz do mancebo levita; e, dirigindo-se para lá, lhe perguntaram: Quem te trouxe para cá? que estás fazendo aqui? e que é isto que tens aqui?
4 E ele lhes respondeu: Assim e assim me tem feito Mica; ele me assalariou, e eu lhe sirvo de sacerdote.
5 Então lhe disseram: Consulta a Deus, para que saibamos se será próspero o caminho que seguimos.
6 Ao que lhes disse o sacerdote: Ide em paz; perante o Senhor está o caminho que seguis.
7 Então foram-se aqueles cinco homens, e chegando a Laís, viram o povo que havia nela, como vivia em segurança, conforme o costume dos sidônios, quieto e desprecavido; não havia naquela terra falta de coisa alguma; era um povo rico e, estando longe dos sidônios, não tinha relações com ninguém.
8 Então voltaram a seus irmãos, em Zorá e Estaol, os quais lhes perguntaram: Que dizeis vós?
9 Eles responderam: Levantai-vos, e subamos contra eles; porque examinamos a terra, e eis que é muito boa. E vós estareis aqui tranquilos? Não sejais preguiçosos em entrardes para tomar posse desta terra.
10 Quando lá chegardes, achareis um povo desprecavido, e a terra é muito espaçosa; pois Deus vos entregou na mão um lugar em que não há falta de coisa alguma que há na terra.
11 Então seiscentos homens da tribo dos danitas partiram de Zorá e Estaol, munidos de armas de guerra.
12 E, tendo subido, acamparam-se em Quiriate-Jearim, em Judá; pelo que esse lugar ficou sendo chamado Maané-Dã, até o dia de hoje; eis que está ao ocidente de Quiriate-Jearim.
13 Dali passaram à região montanhosa de Efraim, e chegaram à casa de Mica.
14 Então os cinco homens que tinham ido espiar a terra de Laís disseram a seus irmãos: Sabeis vós que naquelas casas há um éfode, e terafins, e uma imagem esculpida e uma de fundição? Considerai, pois, agora o que haveis de fazer.
15 Então se dirigiram para lá, e chegaram à casa do mancebo, o levita, à casa de Mica, e o saudaram.
16 E os seiscentos homens dos danitas, munidos de suas armas de guerra, ficaram à entrada da porta.
17 Mas subindo os cinco homens que haviam espiado a terra, entraram ali e tomaram a imagem esculpida, o éfode, os terafins e a imagem de fundição, ficando o sacerdote em pé à entrada da porta, com os seiscentos homens armados.
18 Quando eles entraram na casa de Mica, e tomaram a imagem esculpida, o éfode, os terafins e a imagem de fundição, perguntou-lhes o sacerdote: Que estais fazendo?
19 E eles lhe responderam: Cala-te, põe a mão sobre a boca, e vem conosco, e sê-nos por pai e sacerdote. Que te é melhor? ser sacerdote da casa dum só homem, ou duma tribo e duma geração em Israel?
20 Então alegrou-se o coração do sacerdote, o qual tomou o éfode, os terafins e a imagem esculpida, e entrou no meio do povo.
21 E, virando-se, partiram, tendo posto diante de si os pequeninos, o gado e a bagagem.
22 Estando eles já longe da casa de Mica, os homens que estavam nas casas vizinhas à dele se reuniram, e alcançaram os filhos de Dã.
23 E clamaram após os filhos de Dã, os quais, virando-se, perguntaram a Mica: Que é que tens, visto que vens com tanta gente?
24 Então ele respondeu: Os meus deuses que eu fiz, vós me tomastes, juntamente com o sacerdote, e partistes; e agora, que mais me fica? Como, pois, me dizeis: Que é que tens?
25 Mas os filhos de Dã lhe disseram: Não faças ouvir a tua voz entre nós, para que porventura homens violentos não se lancem sobre vós, e tu percas a tua vida, e a vida dos da tua casa.
26 Assim seguiram o seu caminho os filhos de Dã; e Mica, vendo que eram mais fortes do que ele, virou-se e voltou para sua casa.
27 Eles, pois, levaram os objetos que Mica havia feito, e o sacerdote que estava com ele e, chegando a Laís, a um povo quieto e desprecavido, passaram-no ao fio da espada, e puseram fogo à cidade.
28 E ninguém houve que o livrasse, porquanto estava longe de Sidom, e não tinha relações com ninguém; a cidade estava no vale que está junto a Bete-Reobe. Depois, reedificando-a, habitaram nela,
29 e chamaram-lhe Dã, segundo o nome de Dã, seu pai, que nascera a Israel; era, porém, dantes o nome desta cidade Laís.
30 Depois os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem esculpida; e Jônatas, filho de Gérsom, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até o dia do cativeiro da terra.
31 Assim, pois, estabeleceram para si a imagem esculpida que Mica fizera, por todo o tempo em que a casa de Deus esteve em Siló.” (Jz 18.1-31).

Quando a tribo de Dã estava procurando estender os seus domínios, depois da morte de Josué, pela conquista dos territórios que haviam sido designados por sortes, e não sendo ainda Israel uma unidade federativa, com um governo central sobre todas as tribos, pois Deus havia concedido a eles serem uma teocracia, na qual cada tribo teria a liberdade de ter os seus próprios príncipes, juízes e chefes, tanto eles, quanto as demais tribos de Israel não souberam fazer bom uso desta liberdade, e já não estando mais debaixo de uma direção geral como nos dias de Moisés e Josué, eles agiram como bem parecia aos seus próprios olhos como se lê em Jz 17.6 e como se confirma no versículo introdutório desta capitulo décimo oitavo, onde se enfatiza que não havia reis em Israel nos dias em que se deu esta narrativa, como que para justificar o porque de todas estas ações voltadas para a idolatria puderam ter lugar sem que nenhuma confrontação fosse levantada por parte das demais tribos.
Num mundo onde há o pecado, desde a queda de Adão, e no qual existirá até que Jesus restaure todas as coisas, muita liberdade não é bom, porque o pecado sempre conduzirá ao abuso dela.
Não se pode confiar na natureza terrena porque o coração humano é excessivamente corrupto por causa do pecado, e é necessário o freio das leis e do governo para que pelo temor da punição, a iniquidade não se espalhe em níveis tais, que impossibilite qualquer tipo de convivência social pacífica.
Somente a graça de Jesus pode renovar as mentes corrompidas dos homens e converter o seu coração a Deus, mas o poder do magistrado pode conter as suas práticas ruins e pode prender as suas mãos, de modo que a impiedade do mau não seja tão prejudicial como seria na falta da ação do magistrado.
Embora a espada da justiça não possa cortar a raiz de amargura, pode cortar as suas consequências e impedir seu crescimento e alastramento.
Veja quão perto da ruína estão todos os lugares em que não há nenhum magistrado ou em que havendo, prevarique no exercício devido da sua função, como ministro de Deus que traz a espada para o castigo dos malfeitores! Feliz é o povo que tem um bom governo e leis justas e juízes imparciais.
Mesmo na Igreja de Cristo, onde se desfruta da liberdade que o Espírito Santo concede, e se tem a liberdade da escravidão do pecado, por meio da redenção que há em Cristo Jesus, faz-se necessário o governo de pastores, presbíteros, mestres e diáconos, porque apesar de o espírito estar pronto, a carne é fraca, e o rebanho de Deus precisa portanto, ser conduzido debaixo de um cajado que lhe aponte o caminho a seguir, e para exercer a disciplina determinada por Cristo, para ser aplicada à Sua Igreja.
Visões românticas relativas à liberdade total que se deve dar a cada crente, sob o argumento de que todos são sacerdotes reais, tem causado muitas dores àqueles que procuram viver a vida cristã por meio destes princípios idealistas contrários à Palavra de Deus, porque no final das contas, terão que sofrer as consequências do inevitável mau uso da liberdade total concedida, pelo equívoco cometido de pensarem que já estamos vivendo no céu onde não há pecado, e tudo é uma perfeição absoluta.
O homem é livre, mas Deus tem determinado para todo homem o jugo de Jesus, que apesar de suave, configura a obrigação e compromisso que temos para com Ele, traduzidos nos muitos deveres que devemos cumprir, pela própria determinação da Sua vontade divina.
A primeira coisa que a natureza pecaminosa terrena do homem procura fazer ao argumentar a sua liberdade é lançar fora todo jugo, e com estes joga fora também o próprio jugo de Jesus.
Este é o motivo de se ver tantos crentes desobedientes à Palavra de Deus, especialmente nestes últimos dias, no qual quase tudo é permitido e justificável.
Entretanto Deus não muda, nem a Sua Palavra e vontade.
Foi exatamente o que se viu em toda a história de Israel narrada na Bíblia.
Quando faltava uma liderança temente a Deus, ou quando havia uma liderança permissiva, o resultado disso era a apostasia dos caminhos do Senhor.
Não é portanto, surpreendente, o fato de vermos a tribo de Dã procurando estabelecer uma nova forma de culto em seu território, assalariando o levita que servia de sacerdote à casa de deuses de Mica, e por terem também levado para Dã todo o aparato idolátrico que lá existia.
Deus odeia o roubo, e o diabo adora roubar, matar e destruir. E os danitas roubaram os ídolos da casa de Mica porque além de transgredirem o oitavo mandamento que diz “não furtarás” também transgredirem o primeiro e o segundo mandamentos que proíbem ter outros deuses diante do Senhor e cultuar imagens de escultura.
E o levita que servia de sacerdote na casa de Mica não era melhor do que eles, pois o que se pode esperar daqueles que naufragaram na fé pela falta de uma boa consciência?
Mica confiou neste levita apóstata, e ele o traiu, pois assentiu rapidamente em deixar a sua casa e seguir os danitas pela sua cobiça e desejo de ter a sua fama e poder aumentados, deixando de servir na casa de um só homem, para servir a toda uma tribo.
Mica ainda vai protestar com eles quanto ao seu direito ao que lhe haviam roubado. Mas estando em menor número do que os danitas, e tendo sido ameaçado de morte por eles, bem como os da sua casa, desistiu de tentar reaver os seus pertences.
Na verdade, o único direito de Mica, do levita, dos adoradores da sua cidade e de todos aqueles seiscentos danitas era a morte prevista na lei para os idólatras.
Mas como não havia um governo central em Israel para fazer valer o cumprimento da Lei de Moisés, eles agiam segundo melhor parecia aos seus próprios olhos, por saberem que não haveria quem os punisse.
Assim, este relato justifica a prática de toda ação legal em Israel, isto é, conforme a lei, ainda que possa parecer em muitos casos, que possa ter havido extrema crueldade, na verdade, especialmente naqueles dias, tal se fazia necessário, porque, como já dissemos antes, o mal teria se alastrado de tal forma que a própria Palavra de Deus teria sido banida da terra, e toda a humanidade teria se corrompido, e os justos seriam mais perseguidos e destruídos, do que já o foram, nas mãos dos ímpios.
Infelizmente, em razão da longanimidade de Deus, que sempre é abusada pelos ímpios e por aqueles que não O temem, estes podem pensar que estão prosperando, tal como os danitas, em razão de terem conquistado a cidade de Lais, a par de toda a idolatria deles e de terem pedido ao levita que agia como sacerdote de Mica para consultar aqueles deuses para saberem se seriam bem sucedidos contra aquela cidade, e ele lhes disse que sim, tal como sucedera de fato.
Foi aquilo uma bênção de Deus? Deus estava com eles? Certamente que não. E tem sido assim ao longo da história da humanidade.
Muitos confundem a sua prosperidade e coisas que têm conquistado sob a alegação de as terem recebido por uma revelação ou bênção direta de Deus, quando na verdade, o que conquistaram e o meio pelo qual foi conquistado sejam na verdade uma abominação a Ele.
Assim, não é incomum que muitos justifiquem a sua impiedade pela prosperidade deles, tal como foi o caso dos danitas, pois pensavam erroneamente, que apesar de estarem vivendo impiamente, Deus estava com eles, já que desfrutavam de boa saúde e de prosperidade material e financeira, e isto era para eles um sinal da aprovação e bênção de Deus sobre suas vidas, como tem sido para muitas pessoas, ao longo da história da humanidade, sem que o seja necessariamente.
Aqueles danitas depois de terem conquistado Laís, mudaram seu nome para Dã, porque esta cidade era o extremo norte de Israel, muito distante do lote que coubera á tribo de Dã, e lhe deram este nome como memorial à tribo à qual pertenciam, e tal era o endurecimento de coração deles que tributaram a honra da conquista aos ídolos que haviam trazido da casa de Mica e instituíram um culto formal a eles que durou por todo o tempo que o tabernáculo permaneceu em Siló.
E é dito no verso 30 que “Jônatas, filho de Gérsom, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até o dia do cativeiro da terra.”.
Este Manassés não é o filho de José do qual descenderam todos os manassitas. Seus filhos foram Jair e Maquir, sendo que os descendentes de Maquir herdaram na Transjordânia, e os de Jair em Canaã.
Além do mais, esta narrativa de Juízes está separada no tempo, do filho de José, Manassés, por mais de quatrocentos anos.
Algumas versões, registram o nome de Moisés, no lugar do de Manassés, que aparece neste capítulo no original hebraico, julgando que houve uma incorreção do escriba ao escrever este versículo, primeiro porque Moisés teve um filho chamado Gérsom, e porque no hebraico a grafia do nome de Manassés é muito parecida à do nome de Moisés. Entretanto não há nenhum registro bíblico de que o filho de Moisés, Gérsom, tenha tido um filho chamado Jônatas.
Nós encontramos em I Crôn 26.24 o nome de Sebuel como sendo filho de Gérsom, filho de Moisés, e não Jônatas.
Nós chegamos portanto à conclusão de que estamos diante de um homônimo do Manassés, filho de José, e também de um outro homônimo quanto a Gérsom, filho de Moisés, tratando-se de outras pessoas que viveram numa outra época, e que possivelmente eram da tribo de Dã, e não da tribo de Levi, à qual pertencia Moisés e seus descendentes, e também não pertenciam à tribo de Manassés que levava o nome do seu patriarca.

Silvio Dutra

Guardados Pelo Amor de Deus

Em Rom 1.18 a 21 lemos:

“Rom 1:18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;
Rom 1:19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Rom 1:20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;
Rom 1:21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.”

Nesta porção das Escrituras, o Espírito Santo, falou pela boca do apóstolo Paulo, nos versículos 20 e 21 qual é o motivo de Deus se irar contra os homens ímpios que não se arrependem: eles não glorificam a Deus e nem são gratos a Ele, por tudo que percebem dos Seus atributos invisíveis e do Seu eterno poder, desde o princípio do mundo, atributos e poder estes que podem ser observados através das coisas que Deus criou.
Veja que o texto fala de atributos e de poder.
E nisto destacamos especialmente o amor, a misericórdia, a paciência, a longanimidade, a graça, a onipotência, e todos os demais atributos correlatos a estes, que fazem com que Deus seja bom até mesmo para com pecadores como são todos os homens.
Afinal, não há um único justo no mundo, desde que o primeiro homem pecou e virou as costas para o Senhor.
Deus seria totalmente justo caso julgasse e mantivesse a todos os homens de todas as épocas, debaixo das sucessivas manifestações do Seu desagrado e ira contra tal ingratidão e por falta de um procedimento santo em suas vidas.
Todavia, não somente é longânimo Ele próprio com todos os homens, como também ordena aos que se tornaram Seus filhos por meio da fé em Jesus Cristo, que O imitem especialmente nos seus atributos de amor e de misericórdia, amando o próximo como a si mesmos, inclusive seus inimigos.
Como? Deus ordena que aqueles que Lhe são gratos e que o glorificam, amem os Seus inimigos? Sim.
Ele ordena que se dê alimento e bebida para matar a fome e a sede de quem persegue os que andam retamente?
Sim. Porventura não o registrou em Sua Palavra?
Agora, veja que o argumento bíblico diz que isto torna tais pessoas ingratas e irreverentes, indesculpáveis no dia do grande Juízo de Deus. E não serão indesculpáveis por causa de uma única manifestação de bondade para com elas em face de todo o mal que praticam. Serão indesculpáveis, porque, na verdade, Deus lhes tem dado um longo tempo para se arrependerem e se converterem em face de toda a bondade e longanimidade que tem demonstrado por elas por toda uma longa vida na terra.
E são mais indesculpáveis ainda, porque o que se lhes pede para que tal quadro seja revertido é que simplesmente reconheçam a sua iniquidade e que confiem em Jesus Cristo para ser o Senhor e Salvador de suas vidas.
Tudo o que fizeram de mau, e por um longo tempo, lhes seria perdoado instantaneamente, no momento mesmo em que se convertessem a Deus.
Todavia, como não se arrependem, não se convertem, porque perseguem obstinadamente seus propósitos egoístas e malignos, não são gratos a Deus e nem o glorificam, então, apesar dEle não desistir de continuar sendo bom para com eles, não poderá ter qualquer amor de intimidade e comunhão com os tais, e nada poderá fazer, por causa da sua incredulidade, senão deixá-los entregues a si mesmos, e isto fará com que aumentem ainda mais a sua cota de pecados contra os céus e contra Deus.
Olhem para o ministério de Jesus aqui na terra, conforme o relato dos evangelhos. Por acaso não mostrou tal amor, bondade, misericórdia e poder de curar, até mesmo a ingratos e maus?
Ele revelou em pessoa, que o caráter do evangelho é realmente o de misericórdia, perdão, amor e bondade, para com todos os pecadores, e demanda o mesmo procedimento por parte de todos os Seus discípulos; e isto está sendo manifestado no mundo até agora, e até o último instante da vida de cada pessoa que tem passado por aqui.
Ora, em face de tudo isto, o que devemos pensar, quanto ao juízo eterno de fogo a que ficarão sujeitos todos os que permanecem ingratos e maus, perante o Senhor, e perante o seu próximo?
Haverá porventura qualquer injustiça ou maldade da parte de Deus nisto?
Todos os males que tais pessoas praticam e têm praticado, é a melhor resposta para esta pergunta.
Portanto, os que são do Senhor, devem continuar na prática do bem, inclusive para com os seus muitos ofensores, porque, afinal, há um Deus poderoso e amoroso que cuida deles e haverá de cuidar por toda a eternidade, ainda que os ímpios não se arrependam e se convertam de todos os males que praticam contra eles.
Lembremos sempre, nas perseguições que sofremos, das seguintes palavras proferidas pelo apóstolo Pedro, em I Pe 3.14-17:

“1Pe 3:14 Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?
1Pe 3:14 Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados;
1Pe 3:15 antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,
1Pe 3:16 fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo,
1Pe 3:17 porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal.”

Silvio Dutra

A Queda da Babilônia Financeira

“Apo 18:1 E, depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.
Apo 18:2 E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo, e refúgio de toda ave imunda e aborrecível!
Apo 18:3 Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela. E os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
Apo 18:4 E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas.
Apo 18:5 Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
Apo 18:6 Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.
Apo 18:7 Quanto ela se glorificou e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto, porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, não sou viúva e não verei o pranto.
Apo 18:8 Portanto, num dia virão as suas pragas: a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus, que a julga.
Apo 18:9 E os reis da terra, que se prostituíram com ela e viveram em delícias, a chorarão e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio.
Apo 18:10 Estarão de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! Ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! Pois numa hora veio o seu juízo.
Apo 18:11 E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra, porque ninguém mais compra as suas mercadorias:
Apo 18:12 mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda madeira odorífera, e todo vaso de marfim, e todo vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;
Apo 18:13 e cinamomo, e cardamomo, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e cavalgaduras, e ovelhas; e mercadorias de cavalos, e de carros, e de corpos e de almas de homens.
Apo 18:14 E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti, e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.
Apo 18:15 Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando, e lamentando,
Apo 18:16 e dizendo: Ai! Ai daquela grande cidade, que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata, adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! Porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.
Apo 18:17 E todo piloto, e todo o que navega em naus, e todo marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe.
Apo 18:18 E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
Apo 18:19 E lançaram pó sobre a cabeça e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai! Ai daquela grande cidade, na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência! Porque numa hora foi assolada.
Apo 18:20 Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas, porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.
Apo 18:21 E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.
Apo 18:22 E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flauteiros, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti se não ouvirá mais;
Apo 18:23 e luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
Apo 18:24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.”

Muitos estudiosos atribuem a profecia deste capítulo de Apocalipse, ao grande juízo de Deus, nos últimos dias, contra a Babilônia financeira, comercial e cultural do mundo inteiro, que se encaixa com seu poderoso sistema enganoso e esmagador das economias das demais nações, com guerras forjadas com argumentos falsos contra países do Oriente Médio, da América Latina, dentre outros, para garantir o padrão comercial do petrodólar, e outros interesses de uns poucos poderosos, e com a emissão de dinheiro virtual sem lastro através do Fundo de Reserva Financeiro controlado pelo Banco Mundial através de interesses escusos de grandes corporações privadas, o que tem espalhado fome, miséria e desemprego entre os mais pobres do seu próprio solo, e especialmente nas nações não desenvolvidas ou em desenvolvimento que dependem dos empréstimos que têm somente o grande propósito de sugar ainda mais as riquezas destas nações.
Deus conhece perfeitamente toda a iniquidade que vem sendo praticada e aumentada com o decorrer dos anos, por estes financistas internacionais, a par de ser desconhecido pela grande maioria da população mundial, até mesmo dos comerciantes e empresários que recorrem a eles, por dependerem de financiamentos para tocarem os seus negócios, e daí lamentarem quando virem o grande centro financeiro mundial sendo transformados em cinzas pelo juízo do Senhor.
O versículo 23 registra: “porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.”
Isto é dito porque a quase totalidade dos operadores deste sistema iníquo, quer no governo, quer nos bancos ou corporações, são satanistas que são orientados pelo próprio diabo nos cultos que lhe prestam em sociedades secretas, para que tenham sucesso em seus projetos enganosos que lhes conduzirá ao poder mundial juntamente com o Anticristo.
Todos sabem qual é o país ao qual a profecia se refere, e mais especificamente a sua cidade na qual se concentra o coração financeiro mundial e o centro das decisões políticas e militares de todas as nações da Terra.
Sugerimos ao leitor o seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=m0g5LGkuot4

Silvio Dutra

Quando eu tinha 18anos pensava que tudo tem seu tempo pra acontecer,tudo no tempo de Deus,e agora com 31anos ja não sei mais no que acreditar e nem o que pensar...não sei se acredito mais em relacionamentos.

AmorhaLinda

Conheço mulheres de 17 e meninas de 25, homens de 18 e moleques de 30. Idade não define maturidade, o que define é são as forma dela agir, de pensar, de tomar decisões. O que define a maturidade não é a idade, é o caráter, é a ética, é a educação. Tem muita gente aí de 15 anos educadíssima e muita gente de 30 sem um pingo de educação. Maturidade tem mais haver com responsabilidades, atitudes, experiencias, escolhas, do que com quantos aniversários comemorou. Tem mais haver com a forma que olha vida, lida com os problemas, com as consequências, com os sentimentos. Suas atitudes definem sua maturidade: você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.

Bárbara Flores

Thinking of Dirie, ” the desert model “____SHE Said # 18)



‘Weaknesses’, I have many, but the most important , what counts, without any shred of doubt, is my strong faith.

When facing the struggles of life, for years I’ve been saying: “Only God to stop me” – and it’s true. The faith sustains me, it nourishes my ideals, it gives me hope.

Nobody has the power to make me ‘Ablation’ of any kind, or to deviate me from the planned route, or to make me give up fighting for my rights and for the rights of my fellow men, or to compel me to renounce dreams and ideals … NOBODY. If I dream, fight, or battle against all evil … it is because I’m a true child of the Lord …



When I fall, my faith holds me up and I may keep on following my path, as the river runs through its bed until it reaches the sea.



When the time of departure comes, I’ll happily merge and reintegrate the primordial waters where I came from …







Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Rio de Janeiro, JUly 11th, 2012

mirna Csvalcanti de albuquerque pinto da cunha

Pensando em DIRIE, “A modelo do deserto” (“SHE Said” # 18)







Vários momentos de minha vida. Fotos representam a exteriorização da alma, assim como as palavras. Sou ‘muitas’, sou uma.









“Pontos fracos’, tenho muitos, mas o mais importante, sem resquício qualquer de dúvida, é o FORTE: a FÉ.

Ao enfrentar os embates da vida, há anos digo: “Só Deus para impedir-me “ - e é verdade. A fé me sustenta, nutre-me os ideais, dá-me esperanças.

A ninguém concedo o ‘direito’ de fazer-me ablação, de ‘desviar-me da rota‘, de fazer-me desistir de lutar por meus direitos e de meus semelhantes, de fazer-me desistir de meus sonhos e ideais… NINGUÉM . Se os tenho, é por ser quem sou: Filha de Deus…

Quando caio, me alevanta e sigo meu Caminho, como um rio corre por seu leito até chegar ao mar.



Quando chegar a hora da partida’, nele me diluirei e passarei a reintegrar o TODO de onde vim.







Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Rio de Janeiro, 11 de Julho de 2012

mirna Csvalcanti de albuquerque pinto da cunha

After 18 years of being utterly ordinary, I finally found that I could shine.

Bella Swan - Breaking Down, heroi-bipolar.

O Futuro de Israel Revelado por Deus a Abraão Gênesis 18

“1 Depois apareceu o Senhor a Abraão junto aos carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta da tenda, no maior calor do dia.
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra,
3 e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.
4 Eia, traga-se um pouco d'água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da árvore;
5 e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo. Responderam-lhe: Faze assim como disseste.
6 Abraão, pois, apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos.
7 Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo.
8 Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e pôs tudo diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo da árvore, enquanto comiam.
9 Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara, tua mulher? Ele respondeu: Está ali na tenda.
10 E um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda, que estava atrás dele.
11 Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a Sara havia cessado o incômodo das mulheres.
12 Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?
13 Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um filho?
14 Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho.
15 Então Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele respondeu: Não é assim; porque te riste.
16 E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar.
17 E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,
18 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra?
19 Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.
20 Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
21 descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei.
22 Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante do Senhor.
23 E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio?
24 Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão?
25 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?
26 Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.
27 Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
26 Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
29 Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei.
30 Disse Abraão: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta.
31 Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei.
32 Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a destruirei.
33 E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar.”

Algumas pequenas dificuldades que possam ser levantadas quanto à identificação das três pessoas que apareceram a Abraão, podem ser resolvidas facilmente pelo próprio texto e contexto, pois em Gênesis 18.2 lemos que eram três homens; e que os três homens se levantaram de onde estavam com Abraão e olharam para Sodoma, tendo Abraão ido com eles para os encaminhar (18.16).
Sempre é o Senhor que está falando com Abraão e com Sara no contexto destes três homens que lhe apareceram nos carvalhais de Manre.
Em 18.22 se diz que aqueles homens partiram dali e partiram para Sodoma, tendo Abraão permanecido na presença do Senhor.
Em 18.33 lemos que tendo cessado de falar a Abraão, o Senhor se retirou e Abraão voltou para o seu lugar.
Logo no início do capítulo seguinte, se diz que ao anoitecer vieram os dois anjos a Sodoma.
Ora, o que podemos inferir disto senão que numa teofania o Senhor apareceu a Abraão acompanhado de dois anjos, todos eles em forma humana, e por isso se diz no texto: “três homens”.
Entretanto, fica claro que um deles lidera o diálogo com Abraão, e certamente é o Senhor numa teofania, pois permanecera com Abraão, enquanto se diz em 18.22 que aqueles homens partiram para Sodoma, e vemos claramente em 19.1 a citação de que eram dois anjos que haviam se dirigido para lá, e não todos os três que haviam aparecido a Abraão.
Então um deles permaneceu com ele, e este era sem dúvida o Senhor.
Assim, este capítulo de Gênesis é um capítulo maravilhoso, pois nele nós vemos a aliança sendo ratificada na terra com a presença do próprio Deus, acompanhado de dois anjos.
Isto marcou o caráter solene daquela grande aliança que já era como que realizada aos olhos de Deus, e aguardava somente o seu desenrolar, e isto começaria com o nascimento de Isaque dali a um ano.
Aquele pacto foi celebrado com um banquete que Abraão mandou preparar.
Depois de terem comido o Senhor perguntou por Sara, e Abraão lhe disse que ela estava no interior da tenda.
A promessa de que daria à luz a um filho dali a um ano foi reafirmada e tendo Sara ouvido a mesma, riu por pensar como poderia gerar um filho, tendo já cessado o costume das mulheres, referindo-se certamente à menstruação.
A isto o Senhor respondeu formulando uma pergunta:
“Acaso para Deus há cousa demasiadamente difícil?” (18.14).
E afirmou:
“Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho.”
Não há nenhuma dúvida que era o Senhor falando porque ninguém poderia falar sobre capacitar alguém a gerar um filho como Ele, e Sara estava dentro da barraca, quando pela sua Onisciência pôde perceber estando do lado de fora que ela ria, e dizia que estava velha demais para que pudesse gerar uma criança.
A pergunta onde está Sara, não significa que Deus não soubesse onde ela estava, mas queria levar Abraão a entender que a participação dela naquela aliança seria importante, pois seria a mãe daquele através de cuja descendência o Messias seria trazido ao mundo.
A pergunta aqui tem o mesmo sentido da que foi feita a Adão: “Onde estás” quando se escondeu entre as árvores do jardim do Éden, depois de ter pecado. Deus sabia onde ele estava, mas queria que ele mesmo reconhecesse e dissesse o estado em que se encontrava.
Aqui, a referência a Sara tinha também o propósito de ajudá-la a ficar firme na fé na promessa, porque lhe foi revelado coisas que estavam ocultas à vista natural de quem lhe dirigiu a palavra, e ela saberia que estava tratando com alguém sobrenatural que não estava em nada, limitado em Seu poder.
Temos vinculado neste mesmo capítulo a promessa da Nova Aliança solenemente ratificada, e os juízos de Deus sobre o pecado, com a sentença de destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.
Cristo é aroma de vida para a vida nos que se salvam, e cheiro de morte para a morte nos que se perdem.
A Nova Aliança não é apenas promessa de salvação para os pecadores, como também promessa de condenação para aqueles que não se arrependerem de seus pecados e se converterem a Deus.
O evangelho é boa nova para os homens de boa vontade, mas aos que têm uma má vontade empedernida que se recusa a obedecer a Deus não é nenhuma boa nova, pois é exatamente pela rejeição da graça que está sendo oferecida no evangelho que serão condenados à perdição eterna.
Depois de ter renovado a aliança feita com Abraão, nós vemos na porção de Gên 18.16-21, um registro muito importante relativo ao modo como Deus revelou a Abraão a destruição que faria das cidades de Sodoma e Gomorra.
Nós vemos que o motivo da aliança com Abraão tinha principalmente em vista livrar do juízo a que está sujeito o pecador, em razão de andar desordenadamente em relação à vontade de Deus.
Em Abraão (18.17), isto é, no seu descendente que é Cristo (Gál 3.16) seriam benditas todas as nações da terra, e Deus havia escolhido Abraão para que ordenasse a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardassem o caminho do Senhor, e praticassem a justiça e o juízo (18.18,19).
Seria exatamente por este motivo que a descendência espiritual de Abraão jamais seria sujeita ao julgamento de condenação motivado pela ira de Deus contra o pecado, assim como Ele o demonstraria nas cidades de Sodoma e Gomorra.
A destruição daquelas cidades seria um reforço, um bom motivo, para que Abraão se empenhasse em andar em santidade na presença de Deus, e que também o ensinasse a todos os seus descendentes.
Abraão fixou muito rápido a lição, pois entendeu que o justo é preservado enquanto o ímpio é destruído, e daí foi que perguntou ao Senhor o que encontramos em Gên 18.22-33, pensando certamente em livrar a seu sobrinho Ló da destruição iminente.
“Destruirás o justo com o ímpio?” Foi a primeira pergunta feita por Abraão. E, a complementou indagando se porventura houvesse cinquenta justos na cidade, se Deus a destruiria ainda assim e não pouparia o lugar por amor dos cinquenta justos.
Ele se animou a fazer uma afirmação sobre a justiça de Deus afirmando o que se lê no verso 25:
“Longe de ti o fazeres tal cousa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?”
O Senhor respondeu que, caso houvesse os cinquenta justos dentro da cidade, ele pouparia toda a cidade por amor deles.
Abraão foi descendo o número de justos até dez, e Deus afirmou que a pouparia por amor dos dez.
A cidade não seria poupada porque o único justo que lá havia era Ló, e este seria resgatado por Deus, antes que ocorresse a destruição.
Evidencia-se neste diálogo o grande amor de Abraão não somente por Ló, mas pela justiça de Deus.
Ele sabia que um viver abençoado estava vinculado a um viver em justiça, não segundo meramente os princípios dos homens, mas, sobretudo segundo os princípios estabelecidos por Deus.
A intercessão dele em favor de Ló revela que era alguém que se interessava em que a justiça prevalecesse com a preservação do justo.
Ao mesmo tempo Abraão revela um sentimento de compaixão e longanimidade pelos pecadores, pois de certo modo intercedeu em favor deles, para que fossem poupados por Deus, em razão do testemunho de vida e intercessão dos justos em favor deles, não para que continuassem na prática do pecado, mas para que encontrassem oportunidade para o arrependimento.
Abraão foi humilde em sua oração intercessória, pois não se declarou merecedor de ser ouvido, antes disse que era pó e cinza (18.27).
Foi também importuno, pois ele insistiu no assunto com Deus e lhe apresentou argumentos consistentes.
Já destacamos o amor e a misericórdia que moveram Abraão àquela oração, pois ele pensou nas várias pessoas que poderiam ser destruídas na cidade juntamente com os ímpios.
Entretanto, não se sentiu estimulado a prosseguir quando o Senhor lhe revelou que nem sequer dez justos havia naquela cidade.
Quando o Senhor acabou de falar e o deixou, Abraão foi para o seu lugar com a certeza de que o justo Ló não seria condenado juntamente com os ímpios, porque ainda que toda a cidade fosse destruída, Ele entendeu pelo diálogo que tivera com o Senhor que Ele de fato não destrói em seus juízos o justo juntamente com o ímpio, pois como afirma Pedro, ilustrando a afirmação com a própria história de Ló,
“o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o dia de juízo,” (II Pe 2.9).
Ainda que algum justo venha a morrer juntamente com algum ímpio em razão de algum juízo vindo da parte de Deus sobre a impiedade dos homens, o justo não terá o mesmo fim do ímpio, porque ele viverá para sempre por causa da sua fé.
Assim, ainda que ele venha a sofrer juntamente com o ímpio, o seu fim não será de modo algum igual ao do ímpio, porque Deus é perfeitamente justo e é perfeito em Seus juízos.

Silvio Dutra

Romanos 5.18,19

Se pela ofensa de um,
de um homem só,
por meio do qual,
reinou a morte,

Muito mais
os que recebem
o dom da graça
e o da justiça
reinarão em vida
também por meio
de um só homem e Deus.

Pois se em Adão todos morrem
Vivem todos em Cristo.

A ofensa de Adão
Trouxe juízo e condenação
Mas a justiça de Cristo
Trouxe salvação
Para todos os que crêem.

É por meio da graça
Que nos justifica
que temos esta vida.
A vida eterna de Deus.

Os que são pecadores,
E rebeldes a Deus
Conforme a herança
recebida de Adão.
Se transformam em justos
quando unidos a Cristo
Porque nEle herdam
Sua obediência a Deus.

Silvio Dutra

21:18
OQUE É UM AMIGO DE VERDADE?

Amigo não é Quantidade.
Amigo de verdade é Minoria é Qualidade,é aquele que te aceita do jeito que vc é,que torce e impulsiona seu sucesso,é aquele que curte você e não oque vc tem,é aquele que te diz verdades na cara quando vc precisa,é aquele que não te bota pra baixo,é aquele que mesmo estando longe te manda um sms com um simples "te amo,amigo",é aquele que diz que esta com saudades e em seguida pergunta como faz pra te ver,é aquele que não tem orgulho,é aquele que ama passar o tempo com vc,é aquele que não te troca,que leva na brincadeira suas brincadeiras,que ri junto com vc,que quer ter vc livre,pois ele sabe que amigo de verdade o tempo não leva,pessoa não substitui,ele sabe que distancia não é desculpa,falta de credito tambem,ele sabe que sempre temos tempo,nem que seja alguns minutos,ou um simples segundo de "gosto de você",ele é sempre presente mesmo estando longe,perto,aqui ou acola,amigo de verdade ñ se lembra de vc so qnd precisa,ele lembra de vc todos os dias,mesmo em silencio,de dia de noite,dentro da sua vida e de seu coração.

E eu tenho mto orgulho,eu tenho gente assim na minha,vida e vc?

Wender Gonçalves

Colossenses 1 - Por Matthew Henry

Versículos 1-8: O apóstolo Paulo saúda os colossenses e bendiz a Deus pela fé, amor e esperança deles; 9-14: Ora para que tenham fruto no conhecimento espiritual; 15-23: Fornece uma visão gloriosa de Cristo: 24-29: Estabelece o seu próprio caráter como apóstolo dos gentios.

Vv. 1-8. Todos os verdadeiros cristãos são irmãos entre si. A fidelidade acompanha todos os aspectos e relações da vida cristã.
A fé, a esperança e o amor são as três principais virtudes da vida cristã, e o tema apropriado para orarmos e darmos graças ao Senhor. Quanto mais fixamos as nossas esperanças na recompensa que há no porvir, mais livres estaremos para fazer o bem por meio de nosso tesouro terrestre. Estava reservado para eles; nenhum inimigo poderia tirá-lo deles.
O Evangelho é a Pala;ra da verdade, e podemos edificar as nossas almas sobre esta base, tendo a certeza de um bom resultado. Todos aqueles que ouvem a Palavra do Evangelho deverão dar frutos que estejam de acordo com o Evangelho, deverão obedecê-lo e ter os seus princípios e vidas formados de conformidade com este.
O amor ao mundo surge de pontos de vista que trazem consigo interesses pessoais, ou de similaridade com os modos do mundo; o amor carnal surge dos apetites e prazeres. A estes sempre se apega algo corrupto, egoísta e baixo. Porém, o amor cristão surge do Espírito Santo e está repleto de santidade.

Vv. 9-14. O apóstolo era constante para orar pedindo que os crentes fossem cheios do conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria. As boas palavras não têm qualquer utilidade se não estiverem acompanhadas por boas obras. Aquele que empreende o fortalecimento de seu povo é um Deus de poder glorioso. O bendito Espírito Santo é o autor de boas dádivas. Ao orarmos pedindo poder espiritual, não somos pressionados e nem limitados nas promessas, e não devemos sê-lo em nossas esperanças e desejos. A graça de Deus nos corações dos crentes é o poder de Deus, e existe glória neste poder. A utilização especial desta força é para as ocasiões de sofrimento. Existe uma obra a realizar, mesmo que estejamos sofrendo.
Em meio a todas as suas tribulações eles davam graças a Deus Pai, cuja graça especial os preparava para participar da herança que está preparada para os santos. Para que esta transformação fosse realizada, aqueles que antes foram escravos de Satanás tornaram-se súditos de Cristo. Todos aqueles que estão desejosos de ir ao céu já estão preparados, ou estão se preparando para o céu. Aqueles que possuem a herança de filhos, são educados como filhos e têm a disposição de filhos. Por meio da fé em Cristo desfrutam esta redenção, como a compra que fez por meio de seu sangue expiatório, mediante a qual é concedido o perdão dos pecados e todas as demais bênçãos. certamente consideraremos como um favor ser libertos do reino de Satanás e levados ao reino de Cristo, sabendo que todas as tribulações logo terminarão, e que cada crente será contado entre aqueles que foram libertos da grande tribulação.

Vv. 15-23. Cristo, em sua natureza humana, é a revelação visível do Deus invisível, e todos aqueles que o viram contemplaram também o Pai. Amemos estes mistérios com uma fé humilde, e contemplemos a glória de Jeová em Cristo Jesus. Ele existe antes de toda a criação, antes que fosse feita a primeira criatura; este é o modo pelo qual as Escrituras representam a eternidade, e pelo qual a eternidade de Deus é representada para nós. Sendo todas as coisas criadas por Ele, foram criadas para Ele; sendo feitas por seu poder, foram feitas conforme o seu beneplácito e para o louvor de sua glória. Não somente criou a todas no princípio, mas as sustenta pela Palavra de seu poder.
Cristo, como Mediador, é a Cabeça do corpo, que é a Igreja. Toda a graça e força pertencem a Ele; e a Igreja é o seu corpo. Toda a plenitude habita nEle; a plenitude de mérito e justiça, de força e graça para nós. Deus mostrou a sua justiça ao requerer plena satisfação. Este modo de redimir a humanidade por meio da morte de Cristo foi o mais adequado. Aqui é apresentado diante de nós o método para que sejamos reconciliados. Devido ao ódio que Deus tem em relação ao pecado, aprouve a Deus reconciliar consigo mesmo o homem caído.
Se estamos convencidos de que éramos inimigos por causa das más obras, e que agora estamos reconciliados com Deus por meio do sacrifício e morte de Cristo segundo a nossa natureza, não procuraremos explicar nem compreender plenamente estes mistérios; porém, veremos a glória deste plano de redenção e nos regozijaremos na esperança que está posta diante de nós. Se o amor de Deus por nós é tão grande, o que podemos fazer agora por Deus? Orar com frequência e ser abundantes nos deveres santos, não viver mais para nós mesmos, e sim para Cristo, que morreu por nós. Mas para quê? Para que continuemos vivendo em pecado? Não, mas para que morramos para o pecado e vivamos, não para nós mesmos, mas para Ele.

Vv. 24-29. Os sofrimentos da cabeça e dos membros são chamados de sofrimentos de Cristo, e como se fossem um só corpo de sofrimentos. Porém, Ele sofreu pela redenção da igreja; nós sofremos por outras coisas porque saboreamos ligeiramente este cálice de aflições, do qual Cristo bebeu primeiramente e bebeu-o até o final. Podemos dizer que o cristão cumpre a sua parte nos sofrimentos de Cristo quando toma a sua cruz, e conforme a vontade de Cristo sofre pacientemente as aflições que Deus lhe designa.
Sejamos agradecidos pelo fato de Deus nos ter dado a conhecer os mistérios ocultos durante séculos e gerações, e tenha mostrado as riquezas de sua glória entre nós. Ao pregarmos a Cristo entre nós, perguntemos honestamente se Ele habita e reina em nós; somente isto é capaz de garantir a esperança que temos de sua glória. Devemos ser fiéis até a morte em meio a todas as provas, para que recebamos a coroa da vida e alcancemos a meta de nossa fé: a salvação de nossa alma.

Matthew Henry

O Fariseu e o Publicano (Lucas 18.9-14)

Por Matthew Henry

Esta parábola tinha a finalidade de convencer alguns que confiavam em si mesmos como justos, e que desprezavam ao próximo. Deus vê com que disposição e propósito vamos a Ele nas santas ordenanças. Aquilo que foi dito pelo fariseu demonstra que ele tinha confiança em si mesmo de ser justo. Podemos supor que estava isento de pecados grosseiros e escandalosos. Tudo isto era muito bom e recomendável. A condição daqueles que não alcançam a justiça deste fariseu é miserável, ainda que este não tenha sido aceito. E porque não foi aceito? Ia ao templo para orar, mas estava cheio de si mesmo e de sua própria bondade; não pensava que valeria a pena pedir o favor e a graça de Deus. Tomemos o cuidado de não apresentarmos orações orgulhosas ao Senhor, e de desprezarmos o próximo.
A oração do publicano estava cheia de humildade e de arrependimento por causa do pecado, e desejo de Deus. A sua oração foi breve, porém, com um objetivo: que Deus fosse propício a ele, que era um pecador. Bendito seja Deus, por termos esta breve oração registrada, como uma oração respondida. E que tenhamos a segurança de que aquele que fez esta oração voltou justificado para a sua casa; assim será conosco se orarmos como ele por meio de Jesus Cristo. Reconheceu-se pecador por natureza e, como de costume, culpável diante de Deus. Não dependia de nada, senão da misericórdia divina, e confiava somente nela. A glória de Deus é resistir ao soberbo e dar graça ao humilde. A justificação pertence a Deus em Cristo Jesus; portanto, aquele que condena a si mesmo é justificado diante de Deus, e não aquele que se justifica a si mesmo.

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Comentário dos livros do Velho Testamento:
http://livrosbiblia.blogspot.com.br/

Comentário do Novo Testamento:
http://livrono.blogspot.com.br/

Mensagens:
http://retornoevangelho.blogspot.com.br/

Escatologia (tempo do fim):
http://aguardandovj.blogspot.com.br/

Matthew Henry

Mateus 18 - Por Matthew Henry

Versículos 1-6: A importância da humildade; 7-14: Advertência contra as ofensas; 15-20: A remoção das ofensas; 21-35: A conduta para com os irmãos – A parábola do servo sem misericórdia.

Vv. 1-6. Cristo falou muitas palavras sobre os seus sofrimentos, e somente uma sobre a sua glória; todavia, os discípulos se firmaram nesta e esqueceram-se das outras. Muitos dos que gostam de ouvir falar de privilégios e glória estão dispostos a desviar-se dos pensamentos acerca de trabalhos e problemas. Nosso Senhor colocou diante deles uma criancinha, assegurando-lhes solenemente que não poderiam entrar em seu reino se não fossem convertidos e se tornassem como os pequeninos.
Quando as crianças são muito pequenas, não desejam autoridade, nem consideram as distinções exteriores, estão livres de maldade, são aprendizes e estão dispostas a confiar em seus pais. É verdade que assim que começam a mostrar outras disposições e chega a juventude, lhes são ensinadas outras idéias, mas são as características da infância que as convertem em exemplos adequados de mente humilde e de cristãos Mateus (Comentário Bíblico de Matthew) 63 verdadeiros. Certamente necessitamos ser renovados sempre no espírito de nossa mente, para que cheguemos a ser simples e humildes como os pequeninos, e dispostos a sermos o menor de todos. Estudemos diariamente este tema e examinemos o nosso espírito.

Vv. 7-14. Considerando a astúcia e a maldade de Satanás, e a fraqueza e depravação dos corações dos homens, não é possível que haja algo além de ofensas. Deus as permite para fins sábios e santos, para que sejam dados a conhecer os que são sinceros e os que não o são. Tendo-nos dito anteriormente que haveriam sedutores, tentadores, perseguidores e maus exemplos, permaneçamos em guarda. Apartemo-nos tão breve quanto possamos daquilo que pode nos levar ao pecado. Evitemos dar ocasião ao pecado.
Se vivermos segundo a carne, morreremos. Se através do Espírito mortificamos as obras da carne, viveremos. Cristo veio ao mundo para salvar almas e tratará severamente aos que atrapalham o progresso de outros que estão voltando o seu rosto ao céu! E algum de nós recusará atender aqueles que o Filho de Deus veio buscar e salvar? Um pai cuida de todos os seus filhos, mas é particularmente terno com os pequenos.

Vv. 15-20. Se alguém faz algum mal a um cristão confesso, este não deve queixar-se aos demais, como costumam fazer, mas ir de maneira privada a quem lhe ofendeu, tratar o assunto com amabilidade e repreender sua conduta. Isto terá no cristão verdadeiro, de modo geral, o efeito desejado e as partes se reconciliarão. Os princípios destas regras podem ser praticados em todas as partes e em todas as circunstâncias, mesmo sendo demasiadamente renegados por todos. Quão poucos são os que provam os métodos que Cristo ordenou expressamente a todos os seus discípulos.
Em todos os nossos procedimentos, devemos buscar a direção orando; nunca devemos apreciar de modo indigno as promessas de Deus. Em qualquer tempo ou lugar que nos encontremos no nome de Cristo, devemos considerar que Ele está presente em nosso meio.

Vv. 21-35. Ainda que vivamos totalmente pela misericórdia e perdão, somos demorados para perdoar as ofensas de nossos irmãos. Esta parábola anuncia quanta provocação Deus vê em sua família na terra, e quão indóceis somos nós, os seus servos.
Há três pontos a destacar nesta parábola:
1. A maravilhosa clemência do Senhor. A dívida do pecado é tão grande que não somos capazes de pagá-la. observe aqui o que todo pecado merece; este é o pagamento do pecado: ser vendido como escravo. Muitos que estão fortemente convictos de seus pecados agem de forma néscia, quando fantasiam poder dar satisfação a Deus pelo mal que têm feito.
2. A severidade irracional do servo para com o seu conservo, apesar da clemência de seu Senhor para com ele. Não se trata de que ignoremos que não devamos fazer o mal ao nosso próximo, já que isto também é pecado diante de Deus, mas que não devemos aumentar o mal que nosso próximo nos faz, nem pensar em vingança. Que nossas queixas, tanto da maldade de alguém mau, quanto das aflições daquele que é afligido, sejam levadas diante de Deus e deixadas com Ele.
3. O Senhor reprovou a crueldade de seu servo. A magnitude do pecado acrescenta as riquezas da misericórdia que perdoa, e o sentido consolador da misericórdia que perdoa, faz muito para dispor nossos corações a perdoar nossos irmãos. Não devemos supor que Deus perdoa aos homens, mas posteriormente reconhece suas culpas para condená-los. A última parte desta parábola mostra as conclusões falsas a que muitos chegam quanto ao assunto do perdão dos seus pecados, mesmo que a sua conduta posterior demonstre que nunca entraram no espírito do Evangelho, nem demonstraram com a sua vivência a graça que santifica.
Não perdoamos corretamente a nosso irmão ofensor se não o perdoarmos de todo coração. Porém, isto não basta. Devemos buscar o bem estar até mesmo daqueles que nos ofendem. Com quanta justiça serão condenados os que, mesmo levando o nome de cristãos, persistem em tratar a seus irmãos sem misericórdia! o pecador humilhado confia somente na misericórdia abundante e gratuita através do resgate da morte de Cristo. Busquemos mais e mais a graça de Deus que renova, para que nos ensine a perdoar ao próximo, assim como esperamos o perdão dEle.

Matthew Henry

Tito 2 - Por Matthew Henry

Versículos 1-8: Os deveres que se convertem em sã doutrina; 9-10: Os servos crentes devem ser obedientes; 11-15: Tudo deve ser regido pelo santo desígnio do Evangelho, o qual diz respeito a todos os crentes.

Vv. 1-8. Os discípulos de Cristo devem, em todas as coisas, comportar-se de uma maneira que seja harmoniosa com a doutrina cristã. Os anciãos devem ser sóbrios; que não pensem que a deterioração de seu corpo físico justifique qualquer excesso, porém, busquem a consolação na comunhão mais íntima com Deus, não em concessões indevidas. A fé trabalha por amor e deve ser vista no amor; no amor de Deus por si mesmo, e no dos homens por amor a Deus.
As pessoas mais velhas tendem a se irritar com facilidade, e serem temerosas. Portanto, é preciso que cuidemos delas. Mesmo que não exista um texto bíblico específico para cada palavra ou para cada olhar, há, contudo, regras gerais de acordo com as quais tudo deve ser organizado.
As mulheres jovens devem ser sóbrias e discretas, porque muitas expõem-se a tentações fatais, por aquilo que inicialmente poderia ser classificado apenas como uma falta de discrição.
Acrescenta-se a razão: para que a Palavra de Deus não seja blasfemada. Falhar nos deveres é uma grande reprovação para o cristianismo.
Os jovens têm a tendência de ser ansiosos e precipitados, portanto, com seriedade devem ser chamados a ser sóbrios: existem jovens que se arruínam mais pelo orgulho do que por qualquer outro pecado.
Todo o esforço do homem piedoso deve ser dirigido para calar os seus adversários. Que a própria consciência de cada um de nós possa nos responder com retidão. Que glória é para o cristão quando a boca que se abre contra ele não é capaz de encontrar nada mau para falar a seu respeito!

Vv. 9,10. Os servos devem conhecer e cumprir o seu dever para com os seus senhores na terra, por causa de seu Senhor celestial. Ao servir a um Senhor terreno conforme a vontade de Cristo, Ele é servido; os tais serão recompensados por Ele. Não devem dar-se à linguagem insolente e provocadora, mas aceitar em silêncio uma repreensão ou uma censura, sem formular respostas soberbas e atrevidas. Quando alguém tem consciência de uma falta, escusar-se ou simplesmente justificá-la a agrava, aumentando esta culpa a ponto de dobrá-la. Jamais se deve utilizar por conta própria aquilo que pertence ao seu senhor, nem desperdiçar os bens que lhe tenham sido confiados. O crente deve demonstrar toda esta boa fidelidade para utilizar os bens de seu senhor e fomentar o seu progresso. Se alguém não for fiel naquilo que pertence a outra pessoa, quem lhe dará aquilo que lhe pertence? (Lc 16.12). A verdadeira religião é uma honra para todos aqueles que a professam, e estes devem adorná-la em todas as coisas.

Vv. 11-15. A doutrina da graça e da salvação pelo Evangelho é para todas as classes de pessoas, de todos os níveis e em todas as posições ou condições. Ela nos ensina a deixar o pecado; a não termos mais qualquer ligação com este. A conversa terrena e pecaminosa não convém à vocação celestial. Ensina a tomar consciência daquilo que é bom. Devemos olhar para Deus em Cristo Jesus como o objeto de nossa esperança e adoração. A conversa daqueles que conhecem o Evangelho deve ser uma conversa boa e saudável. Observe aqui o nosso dever em poucas palavras: negar a impiedade e a luxúria mundana, viver sóbria, reta e piedosamente apesar de todos os ardis, tentações, maus exemplos, maus costumes e vestígios do pecado no coração do crente, com todos os seus obstáculos. Somos ensinados a buscar a glória do mundo porvir. Na manifestação gloriosa de Cristo, se completará a bendita esperança dos cristãos.
A finalidade da morte de Cristo é levar-nos à santidade e à felicidade. Cristo, o grande Deus e nosso Salvador, nos salva não somente como Deus, nem somente como homem, mas como Deus-homem, tendo as duas naturezas em uma só pessoa. Ele nos amou e entregou-se por nós; e o que poderíamos fazer, a não ser amá-lo e entregarmo-nos a Ele! A redenção do pecado e a santificação da natureza caminham unidas, e formam um povo peculiar para Deus, livre de culpa e condenação, e purificado pelo Espírito Santo.
Toda a Escritura é proveitosa. Aqui está aquilo que fará a devida provisão para todas as partes do dever, e para o correto desempenho destes. Indaguemos se toda a nossa dependência está posta nesta graça que salva o perdido, perdoa o culpado e santifica o imundo. Quanto mais afastados estejamos de nos ensoberbecer por causa das boas obras imaginárias, ou de confiarmos nestas para nos gloriarmos somente em Cristo, mais zelosos seremos para que abundemos em todas as verdadeiras boas obras.

Matthew Henry

Protegidos no Meio da Fornalha – I Samuel 18

No verso 10 do capítulo 18º de I Samuel, que estaremos comentando, é dito que Saul começou a profetizar no meio da casa quando um espírito maligno da parte de Deus se apossou dele.
Em outras versões, em vez de “começou a profetizar no meio da casa é dito que ele “teve uma crise de raiva em casa”.
A par de ter sido isso realmente o efeito da ação do espírito imundo nele, pois tentou encravar a Davi com sua lança na parede, o original hebraico traz a palavra nabe, que significa profetizar.
Não estava profetizando pelo Espírito Santo, como lhe fora permitido na ocasião em que foi ungido por Samuel, e nem como o viria a fazer depois, como se relata em I Sm 19.23,24.
Mas aqui, ele estava profetizando pelo espírito maligno, e isto indica o quanto estava debaixo da influência daquele espírito, a ponto deste falar por intermédio dele.
Certamente o teor daquelas palavras que o espírito maligno falou através dele não era nenhuma bênção, senão blasfêmias e mentiras, como é comum ocorrer com aqueles que são possessos de espíritos malignos.
É importante que fiquemos com a tradução do original, que diz que profetizava pelo espírito maligno, e não simplesmente o efeito disso, que foi o seu acesso de raiva, porque isto indica de um modo bastante claro, que a par de todo o lugar que Saul dava ao maligno, era o próprio espírito imundo que estava tentando dar cabo da vida de Davi, não apenas porque este o expulsava de Saul, quando dedilhava a sua harpa e louvava a Deus, como também pelo fato de tentar impedir que Deus viesse a fazer tudo o que faria para o progresso do Seu reino, através da vida de Davi.
Aqueles que servem a Deus do modo fiel como Davi o serviu, devem estar preparados para estes ataques que o diabo desferirá contra eles, na tentativa de interromper a obra que o Senhor estiver fazendo através deles.
O modo usual de Deus proteger o Seu povo é em meio à fornalha, assim como se deu com Sadraque, Mesaque e Abdnego, e como também bem o exemplifica a vida de Davi.
Os servos de Deus devem estar preparados para lutarem contra todo tipo de dificuldades, e em vez disto ser motivo de tristeza, deve ser de grande alegria, conforme o dizer do apóstolo Tiago.
A Igreja deve ser devidamente instruída quanto a isto, porque a proteção de Deus não significa ser mantido por Ele, longe de todas as tribulações e problemas.
Ao contrário traz muita glória e ações de graças ao Seu santo nome os livramentos que Ele opera.
Como poderiam existir tais livramentos se não tivéssemos problemas que enfrentar, e que por meio da Sua graça e pela fé nEle os possamos vencer a todos, sendo livrados de todas as nossas tribulações?
Deus prepara um banquete espiritual para os Seus filhos, mas comumente o faz na presença dos seus inimigos (Sl 23.5).
O problema não é se estamos em meio a uma tempestade, mas sim, se Jesus não está no nosso barco.
Davi é protegido de Deus mas será encontrado muitas vezes se desviando dos golpes de lança que Saul desferia contra ele.
A sua luta não era contra a carne e o sangue, e de igual modo a luta do cristão também não é.
O diabo e todos os espíritos das trevas que ele governa, sempre se levantarão contra a alma do justo e tentarão impedir a sua caminhada para que o nome de Deus não seja glorificado.
E sabedor disto, o cristão deve sempre se levantar do seu abatimento, e confiar inteiramente no Senhor, enquanto estiver sendo submetido às fornalhas desta vida, sabendo que poderá fazê-lo, enquanto permanece na prática do bem, atendendo à exortação do apóstolo Pedro neste sentido: “Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem.” (I Pe 4.19).
Ficar portanto, esperando por uma felicidade que signifique ausência de problemas e dificuldades na vida, é puro romantismo e isto nada tem a ver com a realidade do viver, pois este é lutar, e a tudo vencer por meio dAquele que somos mais do que vencedores.
Há uma armadura espiritual que Davi conhecia e que usava constantemente, não apenas no combate contra Golias e na defesa dos ataques de Saul, mas em todas as circunstâncias da vida.
Esta armadura espiritual tem os seus componentes descritos por Paulo no sexto capítulo de Efésios.
Devemos fazer uso constante dela para que possamos prevalecer diante de Deus e dos homens, nas batalhas que temos que empreender contra os poderes das trevas.
A Bíblia ensina que o bom ânimo é prometido por Deus àqueles que se disponham a lutar pela causa da verdade, o bom combate da fé na pregação do evangelho, estando dispostos a perseverarem em meio a toda sorte de tribulações e provações, porque o Senhor tem prometido livrar o justo de todas as suas tribulações.
Assim como fizera em relação a Davi, que enquanto permanecia na casa de Saul, caiu em graça aos olhos do seu filho Jônatas, que o amou como a si mesmo.
Este amor de Jônatas por Davi procedia de Deus, porque foi o Senhor que inclinou o seu coração a isto, para que pudesse ser um amparo para Davi, enquanto este estivesse não somente na presença de Saul e até mesmo quando fosse obrigado a fugir dele.
De igual modo, Deus levantará pessoas para serem bênçãos na vida de todos os Seus servos fiéis.
Vale a pena servir a Deus. O nosso trabalho nEle não é vão. Porque com isto temos a garantia de ter sempre a Sua proteção, ainda que como falamos, e a Bíblia o revela claramente, em meio a muitas tribulações.
É isto que nós vamos encontrar exemplificado em Davi.
Ele fala das angústias da sua alma, mas sempre afirma a sua esperança, que o Senhor tornaria a alegrá-lo.
Ele nunca se permitiu vencer pelos seus problemas e sofrimentos, pois sabia que Deus é maior do que tudo e pode salvar perfeitamente os de espírito oprimido (Sl 34.17, 18).
Até que recebamos a coroa da vida teremos que esperar e enfrentar muitas dificuldades e oposições, sabendo que para isto mesmo fomos chamados pelo Senhor.
“confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus.” (At 14.22).
Assim, Deus estava preparando Davi para reger o seu povo, pelo seu aprendizado da obediência debaixo das circunstâncias mais adversas.
Ele foi obediente a seu pai, e agora estava sendo obediente a Saul.
Aqueles que irão governar devem primeiro aprender a obedecer.
Porque aqueles que são bons numa relação serão bons também na que lhe seja oposta. Daí se dizer que um bom filho virá a ser um bom pai.
Foi este espírito audaz e ao mesmo tempo submisso, forte e ao mesmo tempo doce, guerreiro e ao mesmo tempo gentil que fazia de Davi uma pessoa agradável aos seus semelhantes.
O modo como se houve perante Saul e Golias encheu a alma de Jônatas de uma grande admiração por ele, porque no próprio Jônatas habitavam muitas das qualidades que existiam em Davi.
Ambos tinham um caráter reto, mas Jônatas deveria renunciar, inclusive à coroa que lhe pertenceria por direito hereditário porque aprouve a Deus exaltar e honrar a Davi.
Por isso até mesmo no campo de batalha o Espírito do Senhor não veio sobre Jônatas para que enfrentasse Golias, e ele, valente que era poderia ter sido disposto a isto, mas deveria ficar parado porque aquela honra de vencer o gigante havia sido reservada por Deus a Davi.
Os grandes atos de Deus não podem ser portanto interpretados, como muitos costumam fazer, como mera obra do acaso ou da mera iniciativa dos homens.
Desde o dia que Davi venceu Golias, Saul o reteve consigo e não permitiu que retornasse à casa de Jessé, seu pai (v. 2).
E quando Saul pôs a Davi sobre tropas do seu exército, Jônatas, para ajudá-lo, lhe deu o seu próprio equipamento de guerra, a saber, a capa que vestia, sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto (v. 4,5).
Como seria de se esperar, Davi era bem sucedido em todos os seus empreendimentos militares, e todo o povo de Israel estava muito satisfeito com ele, a ponto de as mulheres de todas as cidades de Israel terem cantado diante de Saul, quando Davi tinha sido bem sucedido numa batalha contra os filisteus, que Saul havia ferido a seus milhares, mas Davi a seus dez milhares.
Só que este elogio, em vez de fazer com que Saul se sentisse honrado por ter nas fileiras do exército de Israel a tão valoroso soldado, ele, como era de se esperar, conforme era da sua natureza, foi tomado de grande espírito de inveja, e desde aquele dia passou a ver Davi com suspeita, desconfiando que estava se esforçando daquele modo com a única intenção de lhe tomar o reino (v. 6 a 9).
Já no dia seguinte, em razão desta inveja e raiva de Saul, o espírito maligno que o atormentava encontrou facilidades para se apoderar dele, em razão de todo aquele seu descontrole, e ainda que Davi dedilhasse a sua harpa tentando afastar o espírito, Saul tentou matá-lo fazendo dois arremessos de lança contra ele, e caso Davi não tivesse se desviado dos golpes teria sido morto (v. 9-11).
Saul sabia que Deus era com Davi por tudo o que ele era e fazia, e também sabia que o Senhor lhe havia abandonado definitivamente (v. 12), e usando de uma estratégia política afastou Davi da sua presença, não permitindo que estivesse em sua casa, mas o manteve como capitão sobre mil homens do seu exército, e assim o teria sob o seu controle, debaixo de suas vistas, e poderia continuar se beneficiando do fato de Deus ser com Davi, ao mesmo tempo que não produziria nenhuma insatisfação no povo, o que ocorreria sem nenhuma sombra de dúvida caso o banisse completamente, e tudo o que se diz nos versículos restantes deste capitulo (14 a 30) consiste no estratagema político de Saul, para se livrar de Davi ao mesmo tempo em que disfarçava estar sendo favorável a ele.
Enquanto isto, ele ganharia tempo para formular uma teoria de que Davi era um traidor em potencial que queria lhe arrebatar a coroa, e assim poderia empreender uma perseguição direta a ele, como realmente o faria posteriormente.
Enquanto Saul conspirava contra a vida de Davi nós lemos o seguinte no verso 14:
“E Davi era bem sucedido em todos os seus caminhos; e o Senhor era com ele.”.
Tal como ocorria com a Igreja no seu início, que tinha paz, que vinha da parte de Deus, enquanto sofria dura perseguição dos judeus:
“Assim, pois, a Igreja em toda a Judeia, Galileia e Samaria, tinha paz, sendo edificada, e andando no temor do Senhor; e, pelo auxílio do Espírito Santo, se multiplicava.” (At 9.31).
Não importa quais sejam os inimigos do povo de Deus e da Sua causa, pois o Senhor sempre os conduzirá em triunfo, assim como fez com Davi, a par de todas as maquinações sórdidas de Saul.
O temor que se diz neste capitulo, que Saul tinha de Davi (v. 12, 15, 29), tem a ver com o fato de perder o reino para ele, em razão da grande afeição que o povo lhe devotava.
Agir diretamente contra ele seria portanto agir contra a sua própria popularidade, e isto fez com que não tivesse agido diretamente contra a vida de Davi no início.
Saul não havia cumprido, e provavelmente nem cumpriria a promessa que fez de dar ao homem que vencesse a Golias uma de suas filhas por esposa.
Saul não honrava sequer a própria palavra dele, e como poderia honrar a Palavra de Deus?
Tendo prometido dar a Davi a sua filha mais velha chamada Merabe por esposa, ele estava pensando em usá-la como uma isca, para que Davi morresse nas mãos dos filisteus, e não para cumprir a promessa que havia feito a respeito de quem vencesse Golias.
O plano seria o mesmo que usou para dar Mical, sua filha mais nova a Davi, pois exigiria que lhe trouxesse cem prepúcios de filisteus, contando que ele seria morto na batalha.
Entretanto, antes do prazo de colocar o seu plano diabólico em prática, Saul deu Merabe por esposa a outro homem, chamado Adriel (v. 17-19).
Mas como lhe contaram que sua filha Mical amava a Davi, decidiu levar o seu plano adiante, e usando de falsidade, pediu que dissessem a Davi que ele tinha afeição por ele e que todos os seus servos o amavam, e que gostaria que consentisse em ser o seu genro (v. 22).
Mais uma vez Davi se mostrou humilde, dizendo que era homem pobre e de humilde condição para ser genro do rei (v. 18, 21).
Como foi esta a sua resposta, que indicava que consentiria em se casar com Mical, Saul mandou lhe dizer que não queria nenhum dote pelo casamento, senão somente que Davi lhe trouxesse cem prepúcios de filisteus (v. 25).
Caso Davi não morresse nas mãos dos filisteus Saul ainda teria a vantagem, porque ao dar a ele a mão se sua filha Mical em casamento, dissimularia diante de todo Israel que não tinha nada contra Davi, e assim a sua teoria de conspiração teria muito mais chances de ser aceita pelo povo, em face da suposta afeição que ele tinha demonstrado, dando a sua própria filha para ser esposa de Davi.
Davi, juntamente com seus homens conseguiu não cem, mas duzentos prepúcios, e Saul lhe deu a Mical por esposa, e nisto ele reconheceu que o Senhor era de fato com Davi, e isto fez com que temesse ainda mais que Davi viesse a reinar em seu lugar, e se diz também no verso 29 que ele foi continuamente inimigo de Davi.
Como a fama de Davi ia crescendo cada vez mais, porque era quem lograva mais êxito nas batalhas contra os filisteus, tendo o seu nome se tornado muito estimado em Israel (v. 30), Saul decidiria partir, em desespero de causa, para o ataque direto, e viria a ordenar como veremos no início do capitulo seguinte que Davi fosse morto.




“1 Ora, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.
2 E desde aquele dia Saul o reteve, não lhe permitindo voltar para a casa de seu pai.
3 Então Jônatas fez um pacto com Davi, porque o amava como à sua própria vida.
4 E Jônatas se despojou da capa que vestia, e a deu a Davi, como também a sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto.
5 E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse, e era sempre bem sucedido; e Saul o pôs sobre a gente de guerra, e isso pareceu bem aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul.
6 Sucedeu porém que, retornando eles, quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, com tamboris, e com instrumentos de música.
7 E as mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares.
8 Então Saul se indignou muito, pois aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares atribuíram a Davi, e a mim somente milhares; que lhe falta, senão só o reino?
9 Daquele dia em diante, Saul trazia Davi sob suspeita.
10 No dia seguinte o espírito maligno da parte de Deus se apoderou de Saul, que começou a profetizar no meio da casa; e Davi tocava a harpa, como nos outros dias. Saul tinha na mão uma lança.
11 E Saul arremessou a lança, dizendo consigo: Encravarei a Davi na parede. Davi, porém, desviou-se dele por duas vezes.
12 Saul, pois, temia a Davi, porque o Senhor era com Davi e se tinha retirado dele.
13 Pelo que Saul o afastou de si, e o fez comandante de mil; e ele saía e entrava diante do povo.
14 E Davi era bem sucedido em todos os seus caminhos; e o Senhor era com ele.
15 Vendo, então, Saul que ele era tão bem sucedido, tinha receio dele.
16 Mas todo o Israel e Judá amavam a Davi, porquanto saía e entrava diante deles.
17 Pelo que Saul disse a Davi: Eis que Merabe, minha filha mais velha, te darei por mulher, contanto que me sejas filho valoroso, e guerreies as guerras do Senhor. Pois Saul dizia consigo: Não seja contra ele a minha mão, mas sim a dos filisteus.
18 Mas Davi disse a Saul: Quem sou eu, e qual é a minha vida e a família de meu pai em Israel, para eu vir a ser genro do rei?
19 Sucedeu, porém, que ao tempo em que Merabe, filha de Saul, devia ser dada a Davi, foi dada por mulher a Adriel, meolatita.
20 Mas Mical, a outra filha de Saul, amava a Davi; sendo isto anunciado a Saul, pareceu bem aos seus olhos.
21 E Saul disse: Eu lha darei, para que ela lhe sirva de laço, e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele. Pelo que Saul disse a Davi: com a outra serás hoje meu genro.
22 Saul, pois, deu ordem aos seus servos: Falai em segredo a Davi, dizendo: Eis que o rei se agrada de ti, e todos os seus servos te querem bem; agora, pois, consente em ser genro do rei.
23 Assim os servos de Saul falaram todas estas palavras aos ouvidos de Davi. Então disse Davi: Parece-vos pouca coisa ser genro do rei, sendo eu homem pobre e de condição humilde?
24 E os servos de Saul lhe anunciaram isto, dizendo: Assim e assim falou Davi.
25 Então disse Saul: Assim direis a Davi: O rei não deseja dote, senão cem prepúcios de filisteus, para que seja vingado dos seus inimigos. Porquanto Saul tentava fazer Davi cair pela mão dos filisteus.
26 Tendo os servos de Saul anunciado estas palavras a Davi, pareceu bem aos seus olhos tornar-se genro do rei. Ora, ainda os dias não se haviam cumprido,
27 quando Davi se levantou, partiu com os seus homens, e matou dentre os filisteus duzentos homens; e Davi trouxe os prepúcios deles, e os entregou, bem contados, ao rei, para que fosse seu genro. Então Saul lhe deu por mulher sua filha Mical.
28 Mas quando Saul viu e compreendeu que o Senhor era com Davi e que todo o Israel o amava,
29 temeu muito mais a Davi; e Saul se tornava cada vez mais seu inimigo.
30 Então saíram os chefes dos filisteus à campanha; e sempre que eles saíam, Davi era mais bem sucedido do que todos os servos de Saul, pelo que o seu nome era mui estimado.” (I Sm 18.1-30)

Silvio Dutra

Entrando no Centro do Propósito Divino – Jó 18

Em sua árida teologia, os amigos de Jó não foram capazes de observar o maravilhoso trabalho que a graça estava começando a operar em Jó, em face do seu quebrantamento de espírito.
Eles continuaram então com o mesmo velho discurso de ataque contra os ímpios, considerando o próprio Jó como sendo um deles, conforme se depreende destas palavras de Bildade, no 18º capítulo.
Eles estavam se sentindo desprezados, rejeitados por Jó, por não estar dando a devida consideração às suas palavras, que eles julgavam ser da mais pura sabedoria.
Então o que deveriam fazer com um rebelde como Jó, conforme o juízo deles, senão repreendê-lo ainda mais duramente?
Não é o mesmo que alguns conselheiros cristãos funestos fazem quando pensam que estão sendo desprezados quando pessoas debaixo dos conselhos deles, decidem sabiamente não lhes dar ouvido?
Jó não estava envolvido como eles, num debate acerca de saber quem estava certo ou quem tinha a maior sabedoria.
Ele estava buscando alívio para a sua aflição.
Ele estava buscando respostas em Deus, não propriamente para explicar a razão do mal que estava sofrendo, mas sobre o Seu propósito em tudo aquilo.
Ele queria, como sempre o fizera em toda a sua vida, acertar com a vontade de Deus, e certamente isto estava sendo muito difícil debaixo daquela terrível aflição.
Contudo, ele percebeu que havia sido quebrantado.
Que seu espírito já não estava disposto a tecer argumentos, mas a achar descanso no Senhor.
Foi a partir deste momento que ele começou a entrar, ainda que não o soubesse, no centro do propósito de Deus, porque em toda aflição que sofremos o Seu grande alvo é o de nos quebrantar, de forma que sejamos humildes e submissos ao Seu Espírito.



“1 Então respondeu Bildade, o suíta:
2 Até quando estareis à procura de palavras? considerai bem, e então falaremos.
3 Por que somos tratados como gado, e como estultos aos vossos olhos?
4 Oh tu, que te despedaças na tua ira, acaso por amor de ti será abandonada a terra, ou será a rocha removida do seu lugar?
5 Na verdade, a luz do ímpio se apagará, e não resplandecerá a chama do seu fogo.
6 A luz se escurecerá na sua tenda, e a lâmpada que está sobre ele se apagará.
7 Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derribará.
8 Pois por seus próprios pés é ele lançado na rede, e pisa nos laços armados.
9 A armadilha o apanha pelo calcanhar, e o laço o prende;
10 a corda do mesmo está-lhe escondida na terra, e uma armadilha na vereda.
11 Terrores o amedrontam de todos os lados, e de perto lhe perseguem os pés.
12 O seu vigor é diminuído pela fome, e a destruição está pronta ao seu lado.
13 São devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devora os seus membros.
14 Arrancado da sua tenda, em que confiava, é levado ao rei dos terrores.
15 Na sua tenda habita o que não lhe pertence; espalha-se enxofre sobre a sua habitação.
16 Por baixo se secam as suas raízes, e por cima são cortados os seus ramos.
17 A sua memória perece da terra, e pelas praças não tem nome.
18 É lançado da luz para as trevas, e afugentado do mundo.
19 Não tem filho nem neto entre o seu povo, e descendente nenhum lhe ficará nas moradas.
20 Do seu dia pasmam os do ocidente, assim como os do oriente ficam sobressaltados de horror.
21 Tais são, na verdade, as moradas do, ímpio, e tal é o lugar daquele que não conhece a Deus.”

Silvio Dutra

A Ressurreição da Filha de Jairo e a Cura Uma Mulher Enferma – Mateus 9.18-26

“18 Enquanto ainda lhes dizia essas coisas, eis que chegou um chefe da sinagoga e o adorou, dizendo: Minha filha acaba de falecer; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá.
19 Levantou-se, pois, Jesus, e o foi seguindo, ele e os seus discípulos.
20 E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto;
21 porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar-lhe o manto, ficarei sã.
22 Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã.
23 Quando Jesus chegou à casa daquele chefe, e viu os tocadores de flauta e a multidão em alvoroço,
24 disse; retirai-vos; porque a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele.
25 Tendo-se feito sair o povo, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
26 E espalhou-se a notícia disso por toda aquela terra.” (Mateus 9.18-26)

Nos textos paralelos de Marcos e Lucas (Mc 5.21-26; Lc 8.40-52) nos é informado que o nome deste chefe da sinagoga era Jairo. A história da ressurreição da sua filha está entrelaçada com a da cura da mulher que sofria de hemorragia, porque esta cura foi efetuada pelo Senhor quando se encontrava a caminho da casa de Jairo.
É interessante observar que o evangelho de Marcos registra que a menina que foi ressuscitada tinha doze anos de idade, e a mulher que foi curada tinha hemorragia há doze anos.
Jesus estava diante de dois casos impossíveis de serem resolvidos pelos homens, o primeiro (cura da hemorragia) do qual os médicos da época não estavam conseguindo curar há doze anos; e o segundo, que será impossível aos médicos de qualquer época, a saber: ressuscitar alguém que tenha morrido.
Seria de se esperar que a mulher tivesse confiança para tocar em Jesus para ser curada, porque até então, ele havia realizado inumeráveis milagres de cura; mas como não havia ainda ressuscitado nenhum morto, foi grande a fé que o chefe da sinagoga, Jairo, teve nEle para que ressuscitasse sua filha dentre os mortos.
A cura da hemorragia daquela mulher ajudaria a fortalecer a fé de Jairo, porque de tudo o que podemos ver nos relatos paralelos de Marcos e Lucas, tão logo Jesus terminou de encorajar a mulher que fora curada, dizendo-lhe que a sua fé nEle lhe havia salvado, chegaram pessoas da casa de Jairo dizendo-lhe que não incomodasse mais ao Senhor, porque a sua filha tinha realmente morrido.
Percebendo que estas palavras haviam produzido um golpe em Jairo, nosso Senhor lhe encorajou dizendo que não temesse e continuasse crendo.
Assim se dá conosco, sempre que recorremos a Jesus em busca de auxílio, porque se Satanás e os demônios não se anteciparem tentando nos dissuadir de importunar o Senhor, fazendo-o com sugestões dirigidas diretamente às nossas mentes, para que duvidemos e enfraqueçamos na fé, eles o farão através da agência de pessoas, ainda que sejam as da nossa própria casa.
Quão importante é pois, ficar firme na nossa fé no Senhor, e não dar ouvido a qualquer ação contrária à fé que nos venha com o intuito de colocá-la à prova.
Sabendo que a provação da fé de Jairo ainda prosseguiria em sua casa, o Senhor não permitiu que entrassem no quarto onde a menina se encontrava, senão somente seus pais, e Pedro, Tiago e João.
Os escarnecedores e incrédulos que haviam rido, quando Jesus disse que a menina não estava morta, mas apenas dormia, tiveram que ficar do lado de fora, porque não lhes seria dada a honra de verem a menina sendo ressuscitada e levantada pelo poder de Deus.
Foi apenas com a palavra de ordem que Jesus pronunciou em aramaico “Talita cumi”, que significa ”menina levanta-te” que Ele a ressuscitou, enquanto a firmava pela mão.
Aqueles que estavam alvoroçados e os tocadores de flauta, que entoavam cânticos de lamento, porque não tinham nenhuma esperança e em ninguém em quem confiar na hora da morte, tiveram que silenciar diante do milagre que o Senhor realizou.
Sosseguemos portanto, os nossos corações, mesmo na hora da morte daqueles que conhecem ao Senhor, daqueles que têm fé no Seu nome, porque têm dEle a promessa da ressurreição futura, conforme o poder que demonstrou em Seu ministério terreno, ressuscitando não somente esta menina, como também a outros, para que saibamos que Ele mesmo é a ressurreição e a vida.
Por isso, vê a morte diferentemente de nós, como um sono profundo e longo, porque somente Ele tem a autoridade para nos despertar deste tipo de sono.
Os incrédulos que estavam na casa de Jairo não puderam ver como a menina foi ressuscitada, mas tiveram que se calar diante da evidência de que havia sido trazida de novo à vida, e assim, esta notícia foi espalhada por toda aquela terra, dando ocasião para que muitos viessem a crer futuramente no Senhor.

Silvio Dutra

Jesus Põe à Prova os que Queriam Segui-lo - Mateus 8.18-22

“18 Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordem de partir para o outro lado do mar.
19 E, aproximando-se um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.
20 Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
22 Jesus, porém, respondeu-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos.” (Mateus 8.18-22)

Jesus não poderia se fixar numa determinada localidade de Israel, porque seu ministério deveria atingir todas as partes daquela nação, conforme estava determinado pelo desígnio eterno do Pai.
Ele foi dado como o Grande Profeta para todos os israelitas. E portanto, deveria percorrer todos as cidades e lugarejos da nação.
Por isso, nós o vemos aqui nesta passagem se deslocando de Cafarnaum para o outro lado do Mar de Tiberíades, também conhecido como Mar da Galileia, junto ao qual ficava a citada cidade.
“Respondeu-lhes Jesus: Vamos a outras partes, às povoações vizinhas, para que eu pregue ali também; pois para isso é que vim.” (Mc 1.38)
Em Seu ministério terreno, nosso Senhor deveria se limitar aos termos de Israel, porque, a ministração junto aos gentios deveria ser feita pela Igreja, somente depois que o Espírito Santo fosse derramado depois da Sua morte e ressurreição, o que ocorreu a partir do dia de Pentecostes.
Por isso se afirma nas Escrituras que Jesus foi ministro da circuncisão, a saber, junto aos judeus, porque foi a eles que foram feitas as promessas e as alianças:
“Digo pois que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais;” (Rom 15.8)
Por isso foi necessário que, mesmo pela Igreja, primeiro se pregasse o evangelho aos judeus, e importava que eles o rejeitassem, para que fosse estendido aos gentios.
A pregação do evangelho é um alto privilégio que está reservado para aqueles que são chamados e enviados por Deus para fazê-lo, como vemos em Rom 10.15.
Jesus foi eleito e chamado pelo Pai para pregar o evangelho, e o Senhor chamou os apóstolos e discípulos para fazê-lo.
Agora, nós temos o relato de um escriba se apresentando a nosso Senhor, dizendo-lhe que o seguiria aonde quer que Ele fosse.
O escriba fizera isto por sua própria iniciativa, sem ter recebido qualquer chamado do Senhor para fazê-lo.
Daí ter recebido a resposta dissuasiva que Jesus lhe dera:
“As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.”
O Senhor lhe apontou o custo que é cobrado àqueles que Lhe seguem.
E não temos o registro de qualquer tréplica que tivesse sido apresentada pelo escriba, depois de ter ouvido tal afirmação do Senhor.
É bem provável que tenha percebido em si não a falta de desejo para seguir a Cristo, porque é possível que fosse sincero tal desejo, mas faltava-lhe a autoridade necessária para fazê-lo, autoridade esta que é concedida pela graça do Senhor somente para aqueles que são por Ele chamados, tal como foi, por exemplo o caso dos apóstolos, e de todos aqueles que Ele continua chamando ao longo da história da Igreja, para pregarem o evangelho.
No verso 21 nós temos o registro do motivo alegado por um dos discípulos do Senhor para retardar o atendimento à Sua chamada para segui-lO.
Ele pediu que esperasse primeiro que chegasse o dia da morte do seu pai, para que somente, depois de então, pudesse segui-lO para pregar o evangelho.
A resposta do Senhor para ele está registrada no verso 22:
“Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos.”
O Senhor não consentiu com o pedido daquele discípulo, porque o dever de todo discípulo do Senhor é segui-lO.
É dever de todo cristão estar onde estiver o seu Senhor. Então Jesus lhe ordenou: “Segue-me”.
E logo em seguida apresentou-lhe um argumento consistente para fazê-lo: os que receberam vida devem anunciar a vida aos que estão mortos espiritualmente para que também vivam.

Silvio Dutra

Confirmando a Fé dos Discípulos – Atos 18

Paulo não se demorou em Atenas, tendo pregado no Areópago, tendo alguns crido (Atos 17.34).
Dali partiu para Corinto, outra cidade da Grécia, onde passou a residir na casa de Áquila e Priscila, que tinham a mesma profissão de Paulo, de fazer tendas. E Paulo passou a pregar todos os sábados na sinagoga, tanto a judeus como a gregos, conforme relato deste capítulo 18º de Atos (versos 1 a 4).
Silas e Timóteo vindos da Macedônia, se reuniram a Paulo em Corinto, e Paulo se entregou totalmente à Palavra (v. 5), e como os judeus rejeitavam a Cristo, conforme fora predito o seu endurecimento pelo profeta Isaías, o apóstolo se devotava aos gentios, e muitos dos coríntios criam e eram batizados, foi quando o Senhor apareceu durante a noite numa visão a Paulo ordenando que falasse e não se calasse porque era com ele, e ninguém ousaria fazer-lhe mal, pois tinha muito povo na cidade de Corinto (v. 6 a 10).
Em obediência à ordem do Senhor Paulo permaneceu um ano e seis meses lhes ensinando a Palavra de Deus (v. 11).
Paulo foi colocado na defesa do evangelho, e a corajosa pregação e ensino da verdade sempre haverá de produzir resistências e perseguições por parte do mundo espiritual.
Satanás se levantará contra isto e usará os seus instrumentos para tentar deter o avanço do evangelho, porque isto representa a glorificação do nome de Deus na salvação de vidas e no testemunho de vidas santificadas pela Palavra.
Por isso sempre tentará deter os arautos da verdade, ou deturpar a mensagem, para que o nome do Senhor seja desonrado e o testemunho do cristão seja desacreditado.
Desta forma, nem mesmo em Corinto, Paulo foi poupado da perseguição dos judeus, que o acusaram injustamente de estar persuadindo os homens a adorarem a Deus, por modo contrário à lei.
Mas o procônsul romano Gálio, não deu atenção a tais acusações (v. 12 a 17).
Depois deste episódio, Paulo ainda permaneceu muitos dias em Corinto, mas decidiu retornar para Antioquia da Síria, levando consigo a Priscila e Áquila, depois de ter rapado a cabeça em Cencreia, porque tomara voto (v. 18).
Com isto vemos o cuidado de Paulo para viver como judeu entre os judeus, para ganhar alguns para Cristo (I Cor 9.20).
Ele sabia que em Cristo não estava mais sujeito aos mandamentos cerimoniais da lei de Moisés, mas para não ofender a consciência dos judeus incrédulos, que intentava ganhar para Cristo, vivia entre eles como se ainda estivesse debaixo da lei, assim como fizeram muitos que dentre os judeus se convertiam à fé, como foi o caso do próprio Ananias (At 22.12).
Retornando de Corinto por mar, Paulo fez escala em Éfeso, onde pregou numa sinagoga aos judeus, conforme era seu costume, mas não acedeu permanecer entre eles, conforme lhe haviam pedido, porque havia sido impedido pelo Espírito de pregar na Ásia naquela ocasião, como vimos logo no início desta sua segunda viagem missionária, de maneira que partiu para Cesareia, de onde foi para Jerusalém, e tendo saudado aquela igreja, partiu para Antioquia da Síria, onde permaneceu por algum tempo até sair em sua 3a viagem missionária (v. 18 a 23).
A narrativa referente à segunda viagem missionária de Paulo é concluída no verso 22.
A partir do verso 23 nós temos o início da narrativa da sua terceira viagem, na qual, fez inicialmente o mesmo percurso da segunda viagem, confirmando as igrejas de Tarso, Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Psídia.
Paulo havia deixado Priscila e Áquila em Éfeso, quando retornava de Corinto para Antioquia da Síria, no final da sua segunda viagem.
E em Éfeso Priscila e Áquila vieram a conhecer Apolo, que era eloquente e poderoso nas Escrituras, que era instruído no caminho do Senhor, e fervoroso de espírito, e que falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, apesar de conhecer apenas o batismo de João.
É interessante observar que Priscila e Áquila lhe expuseram com mais exatidão o caminho de Deus (v. 24).
A obra de Deus é mais bem vista e se completa melhor na vida daqueles que são humildes, como Apolo, que se permitiu instruir por Priscila e Áquila, quanto a uma melhor exatidão sobre a verdade do evangelho.
Com isto, pôde ser mais útil ao Senhor porque se manifestou nele o desejo de ir para Corinto, e lá chegando convencia publicamente os judeus, com grande poder, provando por meio das Escrituras que Jesus é o Messias (v. 27,28).
Assim, Apolo já se encontrava em Corinto na ocasião que Paulo chegou em Éfeso, vindo da Galácia e Frígia, como veremos no capítulo seguinte, e é importante frisar que o próprio Apolo conhecia apenas o batismo de João, pelo que inferimos que deve ter sido batizado no Espírito Santo, quando do seu encontro com Priscila e Áquila.





“1 Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto.
2 E encontrando um judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles,
3 e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas.
4 Ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos.
5 Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.
6 Como estes, porém, se opusessem e proferissem injúrias, sacudiu as vestes e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora vou para os gentios.
7 E saindo dali, entrou em casa de um homem temente a Deus, chamado Tito Justo, cuja casa ficava junto da sinagoga.
8 Crispo, chefe da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados.
9 E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales;
10 porque eu estou contigo e ninguém te acometerá para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.
11 E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.
12 Sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo, e o levaram ao tribunal,
13 dizendo: Este persuade os homens a render culto a Deus de um modo contrário à lei.
14 E, quando Paulo estava para abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se de fato houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime perverso, com razão eu vos sofreria;
15 mas, se são questões de palavras, de nomes, e da vossa lei, disso cuidai vós mesmos; porque eu não quero ser juiz destas coisas.
16 E expulsou-os do tribunal.
17 Então todos agarraram Sóstenes, chefe da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; e Gálio não se importava com nenhuma dessas coisas.
18 Paulo, tendo ficado ali ainda muitos dias, despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áquila, havendo rapado a cabeça em Cencreia, porque tinha voto.
19 E eles chegaram a Éfeso, onde Paulo os deixou; e tendo entrado na sinagoga, discutia com os judeus.
20 Estes rogavam que ficasse por mais algum tempo, mas ele não anuiu,
21 antes se despediu deles, dizendo: Se Deus quiser, de novo voltarei a vós; e navegou de Éfeso.
22 Tendo chegado a Cesareia, subiu a Jerusalém e saudou a igreja, e desceu a Antioquia.
23 E, tendo demorado ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela região da Galácia e da Frígia, fortalecendo a todos os discípulos.
24 Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras.
25 Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João.
26 Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus.
27 Querendo ele passar à Acáia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos que o recebessem; e tendo ele chegado, auxiliou muito aos que pela graça haviam crido.
28 Pois com grande poder refutava publicamente os judeus, demonstrando pelas escrituras que Jesus era o Cristo.” (Atos 18.1-28)

Silvio Dutra