Aniversário de 18 anos

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Socorro na Tribulação - SALMO 116

O início deste salmo é muito parecido com o Salmo 18, de maneira que é possível que seja também de autoria de Davi.
O salmista declara o seu amor pelo Senhor porque Ele ouve a sua voz e súplicas, inclinando os Seus ouvidos para atendê-lo, motivo porque estava determinado a invocá-lO enquanto vivesse.
Mesmo com os laços de morte que lhe haviam cercado em grandes perigos, e as angústias do inferno que se apoderaram da sua alma, fazendo-o cair em tribulação e tristeza.
Ele invocou o nome do Senhor pedindo-Lhe que livrasse a sua alma.
Ele sabia que Deus é justo, mas também compassivo e misericordioso, e por isso tinha sempre bom ânimo em Lhe dirigir clamores.
Sabia também que o Senhor vela pelos que são pobres de espírito, como ele, o próprio salmista, de modo que achando-se prostrado, foi salvo da sua angústia pelo Senhor.
Quando Deus opera na alma ela volta ao seu sossego, que é a condição em que deve se encontrar, conforme o propósito de Deus na criação do homem.
Assim, em sua confiança no Senhor, o salmista foi livrado da morte que sentia em sua alma, das suas lágrimas, e da queda na tentação e na ruína.
Como sua segurança estava em andar na presença do Senhor, então estava determinado a fazê-lo durante todo o tempo da sua peregrinação neste mundo.
Ele mantinha a fé, mesmo quando dizia que estava sobremodo aflito.
Enquanto esteve perturbado em sua paz de mente e espírito, disse que todo homem é mentiroso.
Todavia o Senhor quebrou todas as cadeias que acorrentavam a sua alma, e o libertou completamente, de modo que se dispôs a ofertar ao Senhor, pelos benefícios que havia recebido dEle, e percebeu que não havia maior oferta do que tomar o cálice da salvação e invocar o nome do Senhor.
Por isso cumpriria todos os seus votos feitos ao Senhor na presença de todo o Seu povo, para que lhes servisse de testemunho da sua consagração.
A citação do verso 15 de que “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.”, merece uma reflexão especial quanto ao seu significado, porque à vista do Senhor a morte dos Seus santos é tão preciosa, que não satisfará aos desejos ímpios de um Saul, de um Absalão, nem de quaisquer inimigos de Davi, para que triunfassem sobre ele, lhe tirando a vida.
Davi sabia, pelo Espírito Santo, que morreria em ditosa velhice, em seu leito, para que o nome do Senhor fosse glorificado, por tê-lo poupado de tantos perigos de morte, revelando assim o Seu poder para preservar os Seus santos.
Se a alguns deles permite saírem deste mundo pelo martírio, é pelo mesmo motivo de ser glorificado neles, pela total falta de temor que eles demonstram em face da morte, porque são assistidos pelo Seu poder.
Mas nenhum santo, morrerá sem que isto seja do desígnio de Deus.
Então esta citação de ser preciosa a morte dos santos aos olhos de Deus, deve ser entendida no contexto bíblico em que se afirma que é preciosa para Ele a vida deles (II Rs 1.13), bem como o seu sangue (Sl 72.14).

Silvio Dutra

Jonathan Edwards - Um Gigante Espiritual

No começo do século 18, era visível nas 13 colônias — que em breve seriam conhecidas como Estados Unidos — o declínio da fé evangélica, provocado pela influência do processo colonizador, com seu subseqüente aumento populacional, sucessão de guerras brutais e declínio da espiritualidade dos ministros.

Um gigante espiritual

Jonathan Edwards nasceu em 1703, único filho homem de Timothy Edwards, que era pastor congregacional em East Windsor, Connecticut. Pouco antes de completar 13 anos, entrou no Yale College. Em 1720, recebeu o grau de bacharel, e aos 20 anos recebeu o grau de mestre em artes. Em abril ou maio de 1721, Edwards experimentou a conversão:

A partir daquele tempo, eu comecei a ter um novo tipo de compreensão e idéias a respeito de Cristo, e da obra da redenção e do glorioso caminho da salvação através dele. Eu tinha um doce senso interior dessas coisas, que às vezes vinham ao meu coração; e a minha alma era conduzida em agradáveis vistas e contemplações delas. E a minha mente estava grandemente engajada em gastar meu tempo em ler e meditar sobre Cristo; e a beleza e a excelência de sua pessoa, e o amável caminho da salvação, pela livre graça nele [...]. Esse senso que eu tinha das coisas divinas freqüentemente e repentinamente se inflamava, como uma doce chama em meu coração; um ardor da alma, que eu não sei expressar.

Em 1727, foi ordenado ao pastorado. Ele diz de sua consagração:
Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direitos de forma alguma [...], travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida.
Edwards passou a auxiliar seu avô, Solomon Stoddart, no ministério da igreja congregacional de Northampton, Massachusetts. Após a morte do avô, um pastorado que durou sessenta anos, ele assumiu a igreja.
No período entre 1735 e 1737, durante uma série de pregações sobre a justificação pela graça por meio da fé, começou um pequeno avivamento em sua congregação. Seus ouvintes sentiram as grandes verdades das Sagradas Escrituras: toda boca ficará fechada no dia do juízo e "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no inferno, senão o bel-prazer de Deus". Em suas palavras, "o Espírito de Deus começou a traba¬lhar de maneira extraordinária. Muita gente estava correndo para receber Jesus. Esta cidade estava cheia de amor, cheia de alegria e cheia de temor. Havia sinais notáveis da presença de Deus em quase cada casa". Entre 1739 e 1741, George Whitefield pregou em 12 das 13 colônias, e teve um papel central na continuação desse avivamento. De 25 a 50 mil pessoas se converteram, entrando para as igrejas — nessa época, a população da Nova Inglaterra era calculada em 250 mil pessoas —, sem contar os já convertidos e membros das igrejas.

Era costume de sua igreja conceder o privilégio a qualquer pessoa, mesmo sem ser membro da igreja, para participar da ceia do Senhor. Por requerer uma base estrita para participar da ceia, Edwards foi demitido de sua igreja em 1750. D. M. Lloyd-Jones disse que essa foi uma das coisas mais espantosas que já aconteceram, e deve servir como uma palavra de encorajamento para os ministros e pregadores. Lá estava Edwards — o altaneiro gênio, o poderoso pregador, o homem que estava no centro do grande avivamento — e, todavia, foi derrotado na votação de sua igreja, por duzentos e trinta votos, contra apenas vinte e três a seu favor.

Lloyd-Jones conclui: "Não se surpreendam, portanto, irmãos, quanto ao que possa acontecer com vocês em suas igrejas".

Depois disso, Edwards foi ser missionário junto aos índios mohawk e housatonic, num posto na fronteira, em Stockbridge. Foi lá que ele escreveu alguns de seus tratados teológicos mais importantes. Em 1757, aceitou a presidência do College of New Jersey, que agora é a Universidade de Princeton, e, em 1758, depois de receber uma vaci¬na contra varíola, que estava sendo testada, ele morreu.

Um pastor de múltiplos interesses

Ao considerarmos os escritos de Edwards, temos um vislumbre de seus interesses e aptidões. Ele escreveu cerca de mil sermões, e seu alvo era levar os homens a entenderem e sentirem a verdade do evangelho e responderem a ela. Seus sermões eram esboçados segundo o método puritano, que incluía a exposição do texto bíblico escolhido, apresentação da doutrina — apoiada por outros textos bíblicos — e aplicação às questões do dia-a-dia. Ele ocultava sua erudição por traz de uma clareza deliberadamente simples.

Pecadores nas mãos de um Deus irado (1740), baseado em Deuteronômio 32.25, é seu sermão mais famoso. Antes desse sermão, por três dias, Edwards não se alimentara nem dormira; rogara a Deus sem cessar: "Dá-me a Nova Inglaterra!". O povo, ao entrar para o culto, se mostrava indiferente e mesmo desrespeitoso diante dos cinco pregadores que estavam presentes. Edwards iria pregar, e, ao dirigir-se para o púlpito, alguém disse que ele tinha o semblante de quem fitara, por algum tempo, o rosto de Deus. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre o púlpito, segurava o manuscrito e o lia numa voz calma e penetrante. O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror em que estavam. Em certa altura, um homem correu para frente, clamando, suplicando por oração, sendo interrompido pelos gemidos de homens e mulheres; quase todos ficaram de pé ou prostrados no chão, alguns se agarrando às colunas da igreja, pensando que o juízo final havia chegado. Durante a noite inteira ouviu-se na cidade, em quase todas as casas, o clamor daqueles que, até aquela hora, confiavam em sua própria justiça. O efeito foi duplo:

Primeiro [...], eles abandonavam as suas práticas pecaminosas [...]. Depois que o Espírito de Deus começou a ser derramado tão maravilho¬samente de uma maneira geral sobre a vila, pessoas logo deixaram as suas velhas brigas, discussões e interferências nos assuntos dos outros. A taverna logo foi deixada vazia, e as pessoas ficavam em casa; ninguém se afastava, a não ser para negócios necessários ou por causa de algum motivo religioso, e todos os dias pareciam, em muitos sentidos, como o dia de domingo. Segundo, eles começavam a aplicar os meios de salvação; leitura, oração, meditação, as ordenanças pessoais; seu clamor era: "O que devo fazer para ser salvo?".

Edwards reconheceu que "mais de 300 almas foram salvas, trazidas para Cristo", em Northampton. Nesta época sua cidade tinha cerca de 2 mil habitantes!
Não havia sequer uma pessoa na cidade, velha ou jovem, que não estivesse interessada nas grandiosas coisas do mundo eterno [...]. O trabalho de conversão era levado adiante da maneira mais surpreendente; as almas vinham, multidões delas, a Jesus Cristo.

Outro sermão magistral é uma exposição verso por verso de 1 João 4, A verdadeira obra do Espírito (1741). Edwards sabia que problemas acompanham o avivamento, pois Satanás — o qual, segundo ele observou, foi "treinado no melhor seminário teológico do universo" — segue a um passo de Deus, pervertendo ativamente e caricaturando tudo quanto o Criador está fazendo. Então, na primeira parte de seu sermão, ele passa a mostrar quais são os sinais que supostamente negam uma obra espiritual. Na segunda parte, então, ele demonstra os sinais bíblicos de uma obra do Espírito Santo. São elas: "amor por Jesus, Filho de Deus e Salvador dos homens", "agir contra os interesses do reino de Satanás, que busca encorajar e firmar o pecado, e fomentar as paixões mundanas nos homens", "profunda consideração pelas Sagradas Escrituras", revelação dos caracteres "opostos do Espírito de Deus e dos outros espíritos que falsificam suas obras" e "se o espírito que está em ação em meio a um povo opera como espírito de amor a Deus e ao homem, temos aí um sinal seguro de que esse é o Espírito de Deus". Assim era Edwards, nem crédulo nem hipercrítico, sempre examinando os dois lados.

Seu interesse por temas teológicos se evidencia pela amplidão de suas obras, abordando quase todos os temas doutrinários. As vezes, ele tem sido considerado um teólogo-filósofo, por causa de alguns de seus escritos, mas jamais deixou que a filosofia lhe ensinasse a fé ou que o desviasse da Bíblia. Ele extraía das Escrituras as convicções, e a verdadeira estatura dele deve ser aquilatada como um teólogo bíblico.

Como disse J. I. Packer, "por toda a sua vida, Edwards alimentou a alma com a Bíblia; por toda a sua vida, alimentou o rebanho com a Bíblia". Ele é mais freqüentemente estudado por causa da sua descrição agostiniana do pecado humano e da total suficiência da graça de Deus em Cristo por meio do Espírito. Mark Noli diz que, para Edwards, a raiz da pecaminosidade humana era o antagonismo contra Deus; Deus era justificado ao condenar os pecadores que menosprezavam a obra de Cristo em favor deles; a conversão importava uma mudança radical do coração; o cristianismo verdadeiro envolvia não somente compreender algo de Deus e dos fatos das Escrituras, como também um novo senso da beleza, santidade e verdade divinas. Na mente de Edwards, as implicações para a conversão, que o conceito da natureza humana subentendia, ocupavam o lugar principal. Ele dizia que um pecador, por natureza, nunca escolheria glorificar a Deus, a não ser que o próprio Deus mudasse o caráter daquela pessoa ou — segundo a expressão do próprio Edwards — implantasse um novo “senso do coração” para amar e servir a Deus.

A regeneração, ato de Deus, era a base para as ações humanas do arrependimento e da conversão. Ele cria que o Deus onipotente exigia arrependimento e fé das suas criaturas; então, proclamava tanto a absoluta soberania de Deus quanto a urgente responsabilidade dos homens.

O Tratado das afeições religiosas (1746), baseado numa série de sermões em 1 Pedro 1.8, é um tratado clássico de psicologia da religião. Apesar de sua educação lógica e racional, Edwards argumentava que a religião verdadeira reside no coração, no centro das afeições, emoções e inclinações. Ele detalhava de forma minuciosa os tipos de emoções religiosas que, em grande medida, são irrelevantes à espiritualidade verdadeira. Esse livro termina com uma descrição de 12 marcas que indicam a presença da verdadeira espiritualidade cristã. A primeira era uma afeição que surgia "daquelas influências e operações sobre o coração, que são espirituais, sobrenaturais e divinas". A última era a manifestação de afeições genuínas e verdadeiras, que demonstram seus frutos na prática cristã. A análise cuidadosa de Edwards sobre a fé genuína enfatizava que não é a quantidade de emoções que indica a presença da verdadeira espiritualidade, mas as origens de tais afeições em Deus, e a sua manifestação em obras que o glorifiquem.

Pela influência de seus escritos, ele é considerado o maior teólogo dos Estados Unidos. Lloyd-Jones, que devia muito aos escritos de Edwards, disse: "Eu sou tentado, talvez tolamente, a comparar os puritanos aos Alpes, Lutero e Calvino ao Himalaia e Jonathan Edwards ao monte Everest". Edwards dependia totalmente da graça de Deus, que dominava sua peregrinação intelectual, sempre mantendo seu intelecto e estudos subordinados à Escritura.

A família

Edwards se casou aos 24 anos, em 1728, com Sarah Pierrepont, filha de um pastor. Ela era uma mulher muito inteligente, porém, como seu marido, totalmente devota à glória de Deus e a uma experiência de oração que a levava, algumas vezes, à quase falência física. Sarah sempre acompanhava o marido nos momentos de oração.

Em seu momento devocional diário, Edwards ia a cavalo para um bosque, e caminhava sozinho, meditando. Anotava suas idéias em pedaços de papel e, para não perdê-los, os pendurava no casaco. Ao voltar para casa, era recebido por Sarah, que o ajudava a tirar as anotações. Eles eram profundamente dedicados um ao outro, e entre as últimas palavras de Edwards, quando estava à beira da morte em New Jersey, algumas dirigiam-se a Sarah, que ainda estava em Stockbridge. Ele disse: "Dê o meu mais bondoso amor para minha esposa, e diga a ela que a excepcional união, que tem subsistido entre nós por tanto tempo, tem sido de tal natureza, que eu creio ser espiritual, e, portanto, continuará para sempre". Pensaram que Edwards havia morrido logo depois de dizer isso, e começaram a lamentar; então, ele disse suas últimas palavras: "Confiai em Deus e não precisareis temer".

Eles tiveram 11 filhos, todos cristãos, e sua vida familiar foi um modelo para todos os que os visitaram.

As missões cristãs

Edwards também escreveu um livro intitulado Uma humilde tentativa de promover uma clara concordância e união visível do povo de Deus em extraordinária oração, pelo reavivamento da religião e o avanço do Reino de Cristo na terra (1748). Nessa obra ele faz um apelo às muitas pessoas, "em diferentes partes do mundo, por ex-pressa concordância para se chegar a uma união visível em extraordinária, [...] fervente e constante oração, por aquelas grandes efusões do Espírito Santo, o qual trará o avanço da igreja e do Reino de Cristo". Sua convicção era que, "quando Deus tem algo muito grande a realizar por sua igreja, é de sua vontade que seja precedido pelas extraordinárias orações do seu povo".

Nesse tempo, a condição espiritual das igrejas batistas na Inglaterra era deplorável. John Sutcliff, pastor da igreja batista de Olney, Buckinghamshire, leu o livro de Edwards e propôs aos seus companheiros pastores, na Associação Northampshire, que separassem uma hora na primeira segunda-feira à noite de cada mês para orar, para que "o Espírito Santo possa ser derramado em seus ministérios e igrejas, para que os pecadores possam ser convertidos, os santos edificados, o interesse da religião revificado e o nome de Deus glorificado".

Um grande avivamenro se seguiu a tais reuniões. A influência de Edwards sobre Sutcliff e seus amigos, que incluíam William Carey e Andrew Fuller, foi tal que este escreveu: "Alguns dizem que, se Sutcliff e alguns outros tivessem pregado mais de Cristo, e menos de Jonathan Edwards, eles teriam sido mais úteis", replicando em seguida: "Se aqueles que falam assim, pregassem Cristo metade do que Edwards fazia, e fossem metade tão úteis como ele foi, sua utilidade seria o dobro do que ela é". Por causa da profunda impressão do livro de Edwards, em 1792 esses homens fundaram a Sociedade Batista Particular para Propagação do Evangelho entre os Pagãos — que veio a se tornar a Baptist Missionary Society —, sendo Fuller seu primeiro secretário

O legado

Há pelo menos duas aplicações que podemos fazer. Uma diz respeito à necessidade de avivamento, em nossa época. Devemos temer e combater os excessos que ocorrem nesses despertamentos — que mesmo em Atos aconteceram —, mas não eles. Como Edwards disse: "Pode-se observar que, desde a queda do homem até os nossos dias, a obra de redenção, em seus feitos, tem sido realizada principalmente por extraordinárias comunicações do Espírito Santo". As Escrituras nos exortam a ser cheios do Espírito (Ef 5.18), a provar os espíritos (l Joo 4.1) e a não extinguir o Espírito (l Ts 5.19). Edwards nos ensina que os despertamentos, à semelhança dos dons, são dádivas de Deus (I Co 12.11), que não podem ser fabricados ou manipulados pelo homem, mas esperados na misericórdia e soberania de Deus.
A pobreza da reflexão moderna sobre Deus é evidente. Somos uma geração que perdeu a consciência da beleza da glória do Senhor, quando comparada com o que podemos aprender daquilo que Edwards compartilha conosco:

Deus é um Deus glorioso. Não há ninguém como ele, que é infinito em glória e excelência. Ele é o altíssimo Deus, glorioso em santidade, temível em louvores, que faz maravilhas. Seu nome é excelente em toda a terra, e sua glória está acima dos céus. Entre todos os deuses não há nenhum como ele [...]. Deus é a fonte de todo o bem e uma fonte inextinguível; ele é um Deus todo suficiente, capaz de proteger e defender [...] e fazer todas as coisas [...].Ele é o Rei da glória, o Senhor poderoso na batalha: uma rocha forte, e uma torre alta. Não há nenhum como o Deus [...] que cavalga no céu [...]: o eterno Deus é um refugio, e sob ele estão braços eternos. Ele é um Deus que tem todas as coisas em suas mãos, e faz tudo aquilo que lhe agrada: ele mata e faz viver; ele leva ao túmulo e ergue de lá; ele faz o pobre e o rico: os pilares da terra são do Senhor [...]. Deus é um Deus infinitamente santo; não há nenhum santo como o Senhor. E ele é infinitamente bom e misericordioso. Muitos outros adoram e servem como deuses, são seres cruéis, espíritos que procuram a ruína das almas; mas este é um Deus que se deleita na misericórdia; sua graça é infinita, e permanece para sempre. Ele é o próprio amor, uma infinita fonte e um oceano dele.

Franklin Ferreira

Franklin Ferreira

Ezequiel capitulo 18 versículo :4 “a alma que pecar, essa morrerá.”, alma na Bíblia se refere a pessoa, alma falecida, é o mesmo que uma pessoa morta.

Bíblia

Zero é Nove(0 = 9)

10 = 9x1+1= DEZ(9+1)
20 = 2x9+2 = VINTE(18+2)
30 = 3x9+3 = TRINTA(27+3)

...

Assim é,sucessivamente até a PRIMEIRA CENTENA: 100=99+1. O ZERO assume o papel de NOVE claramente.

Onde estiver o zero, ex: 10 ; 9x1=DEZ; multiplique o ZERO tendo dado a ele o valor de NOVE pelo número anterior e ganhe uma nova ideia.

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original".
(Albert Einstein)

ZERO é NOVE (rsrs).

"Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?" (1 Coríntios 6:2)

Sim! O tempo para.

A prova disso é o próprio tempo, pois tomando um segundo como exemplo. De um segundo para o outro "o tempo" para por essa mesma fração de segundo que se leva de um segundo a o outro. Se falarmos de milésimos de segundo ou mesmo, algum tempo mais ínfimo, levará o equivalente mesmo assim de um momento a outro.

"Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?" (1 Coríntios 1:20)

"Tudo está parado por aí esperando uma palavra. Os carros, o metrô, o tempo que não para; um beija-flor parou sem bater as asas. Os traços do pintor, o martelo do juíz, um disco voador, todos os satélites"...(1Berto g.)

*Sujeito a revisões (Pensamentos e reflexões).

Túlio Mércio

Comentário de Judas 1.8

Por João Calvino

“E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominaçäo, e vituperam as dignidades.” (Judas 1.8)

“E, contudo, também estes”. Esta comparação não deve ser forçada muito rigorosamente, como se ele comparasse em todas as coisas estes que menciona com os sodomitas, ou com os anjos caídos, ou com o povo incrédulo. Ele apenas explica que eles eram vasos da ira designados para a destruição, e que não poderiam escapar da mão de Deus, mas que num momento ou em outro ele faria deles exemplos da sua vingança. O seu propósito era atemorizar os fiéis para os quais estava escrevendo, para que não se associassem com eles.
Mas aqui ele começa a descrever mais claramente esses impostores. E primeiro diz que eles contaminavam sua carne como que por sonhos – por cujas palavras Judas denota o seu estúpido descaramento, como se tivesse dito que eles se entregavam a todos os tipos de imundície, que os mais perversos abominariam, a menos que o sono retirasse a vergonha, e também a consciência. Nesse caso, este é um modo metafórico de falar, pelo qual ele sugere que eles eram tão grosseiros e estúpidos que se entregavam sem nenhuma vergonha a todo o tipo de infâmia.
Há um contraste a ser notado, quando ele diz que eles contaminavam, ou poluíam a carne, ou seja, degradavam o que era menos excelente, e que, no entanto, desprezavam como infame o que é considerado particularmente excelente entre os homens.
Pela segunda cláusula parece que eles eram homens sediciosos, que buscavam a anarquia, a fim de que, estando livres do temor das leis, pudessem pecar mais livremente. Mas estas duas coisas estão quase sempre conectadas, que aqueles que se entregam à iniquidade também querem abolir toda a ordem. Embora, de fato, o objetivo principal deles seja livrar-se de todo o jugo, pelas palavras de Judas parece que eles costumavam falar insolente e injuriosamente dos magistrados, assim como os fanáticos de hoje, que não apenas murmuram porque são impedidos pela autoridade dos magistrados, mas clamam furiosamente contra todo o governo, e dizem que o poder da espada é profano e contrário à piedade. Em suma, eles expulsam arrogantemente da Igreja de Deus todos os reis e todos os magistrados. “Dignidades, ou glórias”, são ordens ou postos eminentes em poder ou honra.

Calvino

Comentário de João 7.18

Por João Calvino

“Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça.” (João 7.18)

“Aquele que fala por si mesmo”. Até agora Jesus mostrou que não é por nenhuma outra razão que os homens são cegos, senão porque eles não são regidos pelo temor de Deus. Ele agora coloca outra marca na própria doutrina, quanto a que pode ser conhecida se é de Deus ou se é do homem. Porque cada coisa que exibe a glória de Deus é santa e divina; mas cada coisa que contribui para a ambição dos homens, e, para exaltá-los, obscurece a glória de Deus, e não somente não tem direito de ser crida, mas deve ser veementemente rejeitada. Quem faz a glória de Deus ser o objeto em todos os seus desejos, nunca irá errar; aquele que provar esta pedra de toque que exalta o nome de Deus jamais será enganado. Também somos lembrados pelo ninguém pode desempenhar fielmente o cargo de professor na Igreja, a menos que seja desprovido de ambição e esteja determinado a fazer ser seu único objetivo promover, ao máximo, a glória de Deus. Quando ele diz que não há injustiça nele, ele quer dizer que não há nada ímpio, nem hipócrita, mas aquilo pode tornar alguém em um reto e sincero ministro de Deus.

(Nota do tradutor: A grande prova da maturidade espiritual se encontra justamente no fato de aprendermos que tudo o que Deus faz é por meio de Jesus Cristo, e pela operação do Espírito Santo. De modo que os crentes não têm do que se gloriar em si mesmos em tudo o que façam no Reino de Deus, uma vez que toda obra genuína do Espírito sempre nos leva a dar toda a glória a Deus, e a não nos gloriarmos o mínimo em nós mesmos. Como toda a plenitude do Espírito Santo habitava em Jesus e nele operava, entende-se que, ainda que sendo Deus juntamente com o Pai e o Espírito, tributava toda glória ao Pai em tudo o que o que Ele fazia. Na verdade o Filho sempre glorificou o Pai quer na criação de tudo o que há no céu ou na terra, e sempre há de glorificá-lo, porque é assim que sucede com todo aquele que conhece de fato a Deus, e sabemos que Jesus possui este conhecimento em toda a extensão de sua plenitude, em razão de não ser finito e imperfeito como nós.)

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

Calvino

Comentário de João 3.18

Por João Calvino

“Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

“Aquele que crê não é condenado”. Quando Jesus tão frequentemente e tão seriamente repete, que todos os crentes estão fora de perigo de morte, nós podemos inferir a partir disso a grande necessidade da firme e segura confiança, que a consciência não pode ser mantida perpetuamente em estado de tremor e alarme. Ele voltou a declarar que, quando nós cremos, não há condenação remanescente, o que ele explicará depois com mais detalhes no quinto capítulo. O tempo presente - não é condenado - é aqui usado em vez do tempo futuro - não deve ser condenado - de acordo o costume da língua hebraica; pois significa que os crentes são salvos do medo da condenação.
“Mas aquele que não crê já está condenado”. Isto significa que não há nenhum outro remédio pelo qual qualquer ser humano possa escapar da morte; ou, em outras palavras, que, para todos os que rejeitam a vida dada a eles em Cristo, resta senão a morte, uma vez que a vida consiste em nada mais do que em fé. O passado do verbo, já está condenado, (ede kekritai) foi usado por ele enfaticamente (emphatikos), para expressar mais fortemente que todos os incrédulos estão totalmente arruinados. Mas deveria ser observado que Cristo fala especialmente daqueles cuja iniquidade é exibida no desprezo do Evangelho. Pois, embora seja verdade que nunca houve qualquer outro remédio para escapar da morte do que os homens se valerem de Cristo, ainda como Cristo aqui fala da pregação do Evangelho, o qual deveria ser espalhado em todas as partes do mundo, ele dirige seu discurso contra aqueles que deliberada e maliciosamente apagam a luz que Deus acendeu.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

Calvino

DISFORME ARTIFÍCIO

Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (18/09/2014).

Preito à: Horário Político.

Eu perfiz, eu atribuí, eu procedi, eu sucederei edificar,
como se fosse um mercê,
olvida-se que é uma consagração,
é o inato, é o superlativo de pequeno.

Referir a imposição como primazia,
e para se fomentar, é politiquice.
É desavergonhamento, negligência de opróbrio.
Privação de melindres.

É um
contra predomínio dos elementos racionais


http://edsoncerqueirafelix.blogspot.com.br/2014/09/disforme-artificio.html

EDSON CERQUEIRA FELIX

Autistas depois que fazem 18 anos são esquecidos. A luta desenfreada é quando são ainda crianças e a gente acha que vai ser revertido o autismo. Na medida que crescem a gente vai ficando calejada de sair atrás da cura, e aí eles também são esquecidos como a gente... que é mãe. O mundo para aos 18 anos para o autista e para a mãe também que não vê mais horizonte. Quando criança a gente enxerga muito além do arco iris. Quando adulto o arco iris some...e a nossa porta se fecha, e o que nos resta é apenas uma janela aberta.

Lu Lena

Poeta e a Oração.
2 de fevereiro de 2015 às 18:58

Não tenho Religião, mas bênçãos as recebo todas. Hoje em especial de NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES e IEMANJÁ e todos os dias do meu ANJO DA GUARDA. Sempre brincando com a vida, porém com respeito à Criação, pois assim “convém a um deus e a um poeta”, espelhado em Alberto Caeiro¹ no trecho que segue:

“... Damo-nos tão bem um com o outro

Na companhia de tudo

Que nunca pensamos um no outro,

Mas vivemos juntos e dois

Com um acordo íntimo

Como a mão direita e a esquerda.


Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas

No degrau da porta de casa,

Graves como convém a um deus e a um poeta,

E como se cada pedra

Fosse todo o universo

E fosse por isso um grande perigo para ela

Deixá-la cair no chão...”


Hoje 2 de fevereiro fui treinar10 km e aproveitei o mar da minha querida Santos para ativar meus “6” sentidos;sei que pode parecer estranho, pois os sentidos são “5”,porém meu sexto sentido é a “EMOÇÃO” palavra que deriva do latim “EMOVERE”, significando “movimento para fora”, “motivação”.

O cheiro da maresia, o barulho das ondas, o gosto do sal, areia nos pés, visão no infinito e coração de poeta.

Amém!


¹ Alberto Caeiro da Silva - (heterônimo) Fernando Pessoa

Sidney Poeta Dos Sonhos
(Amante da Liberdade)

Sidney Poeta Dos Sonhos

Meu
Carinho vem em forma
de flor.
Com cheirinho de amor.
__Sophia Vargas

14/11/14 ( 18:40 )

Sophia Vargas

Não sei se valeria a pena depois que ele completasse 18 anos, mas, eu HOJE trocaria qualquer coisa pelo prazer de TER um NETO.

Vilma Spinelli

18Quando Jesus viu que uma multidão o rodeava, ordenou que atravessassem para o outro lado do mar. 19Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: “Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores”. 20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. 21Outro de seus discípulos lhe disse: “Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai”. 22Ao que Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus próprios mortos”. Jesus domina as circunstâncias

Bíblia

Sal, vento, areia e mar.
18 de novembro de 2014 às 01:43

Desejo rever o mar como nunca desejei antes.Sentir a brisa suave, o bater das ondas e a areia contra meus pés, deslisando em um movimento tão natural quanto o respirar.Um querer sentir em minhas raízes a minha verdadeira origem.Encontrar me em cada detalhe das ondas, do vento e do ar.
Misturar me ao sal e perder no azul infinito, bem ao longe, onde meus olhos não poderão mais alcançar.E delimitar com um giz branco invisível a minha visão do paraíso.

Cota, Janaina.

Teço amor
em cada beijo que te dou...
__Sophia Vargas

20/11/14 ( 13:18 )

Sophia Vargas

Com 18 anos, estou longe de ter uma posição política formada; até porque, se assim o tivesse, seria uma preciosa dica do quão cego determinada ideologia me deixara. Cá entre nós, ainda que eu tivesse 81 anos, não seria sensato cessar a busca por respostas.

Régis Cardoso

Adoro
nossa amizade...
Você tem
cheirinho de flor...
Sophia Vargas

08/12/14 (18:20 )

Sophia Vargas

Não importa se você tem 18 anos ou 80, enquanto estiver respirando, continue sonhando.

Alex Husfor

Comentário de I Tessalonicenses 4.17,18

Por João Calvino

“17. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

17. “E assim estaremos sempre”. Para aqueles que uma vez foram unidos a Cristo ele promete a vida eterna com ele, por cujas declarações os devaneios de Orígenes e dos Quiliastas são abundantemente refutados. Pois a vida dos crentes, quando uma vez forem reunidos em um reino, não terá mais fim do que a de Cristo. Ora, atribuir a Cristo mil anos, de modo que depois ele cessaria de reinar, seria terrível demais para se mencionar. Contudo, caem neste absurdo aqueles que limitam a vida dos crentes a mil anos, pois eles devem viver com Cristo enquanto o próprio Cristo existir. Devemos observar também o que ele diz: “estaremos sempre”, pois significa que somente nutrimos proveitosamente uma esperança de vida eterna quando esperamos que ela tenha sido expressamente designada para nós.
18. “Consolai-vos”. Agora Paulo explica mais abertamente o que eu disse antes – que na fé da ressurreição temos bom fundamento para consolação, desde que sejamos membros de Cristo, e estejamos verdadeiramente unidos a ele como a nossa Cabeça. Ao mesmo tempo, o Apóstolo não queria que cada um encontrasse para si alívio da tristeza, mas também o administrasse a outros.

Calvino