Aniversário de 18 anos

Cerca de 960 frases e pensamentos: Aniversário de 18 anos

Quando eu tinha 18anos pensava que tudo tem seu tempo pra acontecer,tudo no tempo de Deus,e agora com 31anos ja não sei mais no que acreditar e nem o que pensar...não sei se acredito mais em relacionamentos.

AmorhaLinda

Conheço mulheres de 17 e meninas de 25, homens de 18 e moleques de 30. Idade não define maturidade, o que define é são as forma dela agir, de pensar, de tomar decisões. O que define a maturidade não é a idade, é o caráter, é a ética, é a educação. Tem muita gente aí de 15 anos educadíssima e muita gente de 30 sem um pingo de educação. Maturidade tem mais haver com responsabilidades, atitudes, experiencias, escolhas, do que com quantos aniversários comemorou. Tem mais haver com a forma que olha vida, lida com os problemas, com as consequências, com os sentimentos. Suas atitudes definem sua maturidade: você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.

Bárbara Flores

Thinking of Dirie, ” the desert model “____SHE Said # 18)



‘Weaknesses’, I have many, but the most important , what counts, without any shred of doubt, is my strong faith.

When facing the struggles of life, for years I’ve been saying: “Only God to stop me” – and it’s true. The faith sustains me, it nourishes my ideals, it gives me hope.

Nobody has the power to make me ‘Ablation’ of any kind, or to deviate me from the planned route, or to make me give up fighting for my rights and for the rights of my fellow men, or to compel me to renounce dreams and ideals … NOBODY. If I dream, fight, or battle against all evil … it is because I’m a true child of the Lord …



When I fall, my faith holds me up and I may keep on following my path, as the river runs through its bed until it reaches the sea.



When the time of departure comes, I’ll happily merge and reintegrate the primordial waters where I came from …







Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Rio de Janeiro, JUly 11th, 2012

mirna Csvalcanti de albuquerque pinto da cunha

Pensando em DIRIE, “A modelo do deserto” (“SHE Said” # 18)







Vários momentos de minha vida. Fotos representam a exteriorização da alma, assim como as palavras. Sou ‘muitas’, sou uma.









“Pontos fracos’, tenho muitos, mas o mais importante, sem resquício qualquer de dúvida, é o FORTE: a FÉ.

Ao enfrentar os embates da vida, há anos digo: “Só Deus para impedir-me “ - e é verdade. A fé me sustenta, nutre-me os ideais, dá-me esperanças.

A ninguém concedo o ‘direito’ de fazer-me ablação, de ‘desviar-me da rota‘, de fazer-me desistir de lutar por meus direitos e de meus semelhantes, de fazer-me desistir de meus sonhos e ideais… NINGUÉM . Se os tenho, é por ser quem sou: Filha de Deus…

Quando caio, me alevanta e sigo meu Caminho, como um rio corre por seu leito até chegar ao mar.



Quando chegar a hora da partida’, nele me diluirei e passarei a reintegrar o TODO de onde vim.







Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Rio de Janeiro, 11 de Julho de 2012

mirna Csvalcanti de albuquerque pinto da cunha

After 18 years of being utterly ordinary, I finally found that I could shine.

Bella Swan - Breaking Down, heroi-bipolar.

O Futuro de Israel Revelado por Deus a Abraão Gênesis 18

“1 Depois apareceu o Senhor a Abraão junto aos carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta da tenda, no maior calor do dia.
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra,
3 e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.
4 Eia, traga-se um pouco d'água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da árvore;
5 e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo. Responderam-lhe: Faze assim como disseste.
6 Abraão, pois, apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos.
7 Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo.
8 Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e pôs tudo diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo da árvore, enquanto comiam.
9 Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara, tua mulher? Ele respondeu: Está ali na tenda.
10 E um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda, que estava atrás dele.
11 Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a Sara havia cessado o incômodo das mulheres.
12 Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?
13 Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um filho?
14 Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho.
15 Então Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele respondeu: Não é assim; porque te riste.
16 E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar.
17 E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,
18 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra?
19 Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.
20 Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
21 descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei.
22 Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante do Senhor.
23 E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio?
24 Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão?
25 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?
26 Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.
27 Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
26 Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
29 Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei.
30 Disse Abraão: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta.
31 Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei.
32 Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a destruirei.
33 E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar.”

Algumas pequenas dificuldades que possam ser levantadas quanto à identificação das três pessoas que apareceram a Abraão, podem ser resolvidas facilmente pelo próprio texto e contexto, pois em Gênesis 18.2 lemos que eram três homens; e que os três homens se levantaram de onde estavam com Abraão e olharam para Sodoma, tendo Abraão ido com eles para os encaminhar (18.16).
Sempre é o Senhor que está falando com Abraão e com Sara no contexto destes três homens que lhe apareceram nos carvalhais de Manre.
Em 18.22 se diz que aqueles homens partiram dali e partiram para Sodoma, tendo Abraão permanecido na presença do Senhor.
Em 18.33 lemos que tendo cessado de falar a Abraão, o Senhor se retirou e Abraão voltou para o seu lugar.
Logo no início do capítulo seguinte, se diz que ao anoitecer vieram os dois anjos a Sodoma.
Ora, o que podemos inferir disto senão que numa teofania o Senhor apareceu a Abraão acompanhado de dois anjos, todos eles em forma humana, e por isso se diz no texto: “três homens”.
Entretanto, fica claro que um deles lidera o diálogo com Abraão, e certamente é o Senhor numa teofania, pois permanecera com Abraão, enquanto se diz em 18.22 que aqueles homens partiram para Sodoma, e vemos claramente em 19.1 a citação de que eram dois anjos que haviam se dirigido para lá, e não todos os três que haviam aparecido a Abraão.
Então um deles permaneceu com ele, e este era sem dúvida o Senhor.
Assim, este capítulo de Gênesis é um capítulo maravilhoso, pois nele nós vemos a aliança sendo ratificada na terra com a presença do próprio Deus, acompanhado de dois anjos.
Isto marcou o caráter solene daquela grande aliança que já era como que realizada aos olhos de Deus, e aguardava somente o seu desenrolar, e isto começaria com o nascimento de Isaque dali a um ano.
Aquele pacto foi celebrado com um banquete que Abraão mandou preparar.
Depois de terem comido o Senhor perguntou por Sara, e Abraão lhe disse que ela estava no interior da tenda.
A promessa de que daria à luz a um filho dali a um ano foi reafirmada e tendo Sara ouvido a mesma, riu por pensar como poderia gerar um filho, tendo já cessado o costume das mulheres, referindo-se certamente à menstruação.
A isto o Senhor respondeu formulando uma pergunta:
“Acaso para Deus há cousa demasiadamente difícil?” (18.14).
E afirmou:
“Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho.”
Não há nenhuma dúvida que era o Senhor falando porque ninguém poderia falar sobre capacitar alguém a gerar um filho como Ele, e Sara estava dentro da barraca, quando pela sua Onisciência pôde perceber estando do lado de fora que ela ria, e dizia que estava velha demais para que pudesse gerar uma criança.
A pergunta onde está Sara, não significa que Deus não soubesse onde ela estava, mas queria levar Abraão a entender que a participação dela naquela aliança seria importante, pois seria a mãe daquele através de cuja descendência o Messias seria trazido ao mundo.
A pergunta aqui tem o mesmo sentido da que foi feita a Adão: “Onde estás” quando se escondeu entre as árvores do jardim do Éden, depois de ter pecado. Deus sabia onde ele estava, mas queria que ele mesmo reconhecesse e dissesse o estado em que se encontrava.
Aqui, a referência a Sara tinha também o propósito de ajudá-la a ficar firme na fé na promessa, porque lhe foi revelado coisas que estavam ocultas à vista natural de quem lhe dirigiu a palavra, e ela saberia que estava tratando com alguém sobrenatural que não estava em nada, limitado em Seu poder.
Temos vinculado neste mesmo capítulo a promessa da Nova Aliança solenemente ratificada, e os juízos de Deus sobre o pecado, com a sentença de destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.
Cristo é aroma de vida para a vida nos que se salvam, e cheiro de morte para a morte nos que se perdem.
A Nova Aliança não é apenas promessa de salvação para os pecadores, como também promessa de condenação para aqueles que não se arrependerem de seus pecados e se converterem a Deus.
O evangelho é boa nova para os homens de boa vontade, mas aos que têm uma má vontade empedernida que se recusa a obedecer a Deus não é nenhuma boa nova, pois é exatamente pela rejeição da graça que está sendo oferecida no evangelho que serão condenados à perdição eterna.
Depois de ter renovado a aliança feita com Abraão, nós vemos na porção de Gên 18.16-21, um registro muito importante relativo ao modo como Deus revelou a Abraão a destruição que faria das cidades de Sodoma e Gomorra.
Nós vemos que o motivo da aliança com Abraão tinha principalmente em vista livrar do juízo a que está sujeito o pecador, em razão de andar desordenadamente em relação à vontade de Deus.
Em Abraão (18.17), isto é, no seu descendente que é Cristo (Gál 3.16) seriam benditas todas as nações da terra, e Deus havia escolhido Abraão para que ordenasse a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardassem o caminho do Senhor, e praticassem a justiça e o juízo (18.18,19).
Seria exatamente por este motivo que a descendência espiritual de Abraão jamais seria sujeita ao julgamento de condenação motivado pela ira de Deus contra o pecado, assim como Ele o demonstraria nas cidades de Sodoma e Gomorra.
A destruição daquelas cidades seria um reforço, um bom motivo, para que Abraão se empenhasse em andar em santidade na presença de Deus, e que também o ensinasse a todos os seus descendentes.
Abraão fixou muito rápido a lição, pois entendeu que o justo é preservado enquanto o ímpio é destruído, e daí foi que perguntou ao Senhor o que encontramos em Gên 18.22-33, pensando certamente em livrar a seu sobrinho Ló da destruição iminente.
“Destruirás o justo com o ímpio?” Foi a primeira pergunta feita por Abraão. E, a complementou indagando se porventura houvesse cinquenta justos na cidade, se Deus a destruiria ainda assim e não pouparia o lugar por amor dos cinquenta justos.
Ele se animou a fazer uma afirmação sobre a justiça de Deus afirmando o que se lê no verso 25:
“Longe de ti o fazeres tal cousa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?”
O Senhor respondeu que, caso houvesse os cinquenta justos dentro da cidade, ele pouparia toda a cidade por amor deles.
Abraão foi descendo o número de justos até dez, e Deus afirmou que a pouparia por amor dos dez.
A cidade não seria poupada porque o único justo que lá havia era Ló, e este seria resgatado por Deus, antes que ocorresse a destruição.
Evidencia-se neste diálogo o grande amor de Abraão não somente por Ló, mas pela justiça de Deus.
Ele sabia que um viver abençoado estava vinculado a um viver em justiça, não segundo meramente os princípios dos homens, mas, sobretudo segundo os princípios estabelecidos por Deus.
A intercessão dele em favor de Ló revela que era alguém que se interessava em que a justiça prevalecesse com a preservação do justo.
Ao mesmo tempo Abraão revela um sentimento de compaixão e longanimidade pelos pecadores, pois de certo modo intercedeu em favor deles, para que fossem poupados por Deus, em razão do testemunho de vida e intercessão dos justos em favor deles, não para que continuassem na prática do pecado, mas para que encontrassem oportunidade para o arrependimento.
Abraão foi humilde em sua oração intercessória, pois não se declarou merecedor de ser ouvido, antes disse que era pó e cinza (18.27).
Foi também importuno, pois ele insistiu no assunto com Deus e lhe apresentou argumentos consistentes.
Já destacamos o amor e a misericórdia que moveram Abraão àquela oração, pois ele pensou nas várias pessoas que poderiam ser destruídas na cidade juntamente com os ímpios.
Entretanto, não se sentiu estimulado a prosseguir quando o Senhor lhe revelou que nem sequer dez justos havia naquela cidade.
Quando o Senhor acabou de falar e o deixou, Abraão foi para o seu lugar com a certeza de que o justo Ló não seria condenado juntamente com os ímpios, porque ainda que toda a cidade fosse destruída, Ele entendeu pelo diálogo que tivera com o Senhor que Ele de fato não destrói em seus juízos o justo juntamente com o ímpio, pois como afirma Pedro, ilustrando a afirmação com a própria história de Ló,
“o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o dia de juízo,” (II Pe 2.9).
Ainda que algum justo venha a morrer juntamente com algum ímpio em razão de algum juízo vindo da parte de Deus sobre a impiedade dos homens, o justo não terá o mesmo fim do ímpio, porque ele viverá para sempre por causa da sua fé.
Assim, ainda que ele venha a sofrer juntamente com o ímpio, o seu fim não será de modo algum igual ao do ímpio, porque Deus é perfeitamente justo e é perfeito em Seus juízos.

Silvio Dutra

Romanos 5.18,19

Se pela ofensa de um,
de um homem só,
por meio do qual,
reinou a morte,

Muito mais
os que recebem
o dom da graça
e o da justiça
reinarão em vida
também por meio
de um só homem e Deus.

Pois se em Adão todos morrem
Vivem todos em Cristo.

A ofensa de Adão
Trouxe juízo e condenação
Mas a justiça de Cristo
Trouxe salvação
Para todos os que crêem.

É por meio da graça
Que nos justifica
que temos esta vida.
A vida eterna de Deus.

Os que são pecadores,
E rebeldes a Deus
Conforme a herança
recebida de Adão.
Se transformam em justos
quando unidos a Cristo
Porque nEle herdam
Sua obediência a Deus.

Silvio Dutra

21:18
OQUE É UM AMIGO DE VERDADE?

Amigo não é Quantidade.
Amigo de verdade é Minoria é Qualidade,é aquele que te aceita do jeito que vc é,que torce e impulsiona seu sucesso,é aquele que curte você e não oque vc tem,é aquele que te diz verdades na cara quando vc precisa,é aquele que não te bota pra baixo,é aquele que mesmo estando longe te manda um sms com um simples "te amo,amigo",é aquele que diz que esta com saudades e em seguida pergunta como faz pra te ver,é aquele que não tem orgulho,é aquele que ama passar o tempo com vc,é aquele que não te troca,que leva na brincadeira suas brincadeiras,que ri junto com vc,que quer ter vc livre,pois ele sabe que amigo de verdade o tempo não leva,pessoa não substitui,ele sabe que distancia não é desculpa,falta de credito tambem,ele sabe que sempre temos tempo,nem que seja alguns minutos,ou um simples segundo de "gosto de você",ele é sempre presente mesmo estando longe,perto,aqui ou acola,amigo de verdade ñ se lembra de vc so qnd precisa,ele lembra de vc todos os dias,mesmo em silencio,de dia de noite,dentro da sua vida e de seu coração.

E eu tenho mto orgulho,eu tenho gente assim na minha,vida e vc?

Wender Gonçalves

Colossenses 1 - Por Matthew Henry

Versículos 1-8: O apóstolo Paulo saúda os colossenses e bendiz a Deus pela fé, amor e esperança deles; 9-14: Ora para que tenham fruto no conhecimento espiritual; 15-23: Fornece uma visão gloriosa de Cristo: 24-29: Estabelece o seu próprio caráter como apóstolo dos gentios.

Vv. 1-8. Todos os verdadeiros cristãos são irmãos entre si. A fidelidade acompanha todos os aspectos e relações da vida cristã.
A fé, a esperança e o amor são as três principais virtudes da vida cristã, e o tema apropriado para orarmos e darmos graças ao Senhor. Quanto mais fixamos as nossas esperanças na recompensa que há no porvir, mais livres estaremos para fazer o bem por meio de nosso tesouro terrestre. Estava reservado para eles; nenhum inimigo poderia tirá-lo deles.
O Evangelho é a Pala;ra da verdade, e podemos edificar as nossas almas sobre esta base, tendo a certeza de um bom resultado. Todos aqueles que ouvem a Palavra do Evangelho deverão dar frutos que estejam de acordo com o Evangelho, deverão obedecê-lo e ter os seus princípios e vidas formados de conformidade com este.
O amor ao mundo surge de pontos de vista que trazem consigo interesses pessoais, ou de similaridade com os modos do mundo; o amor carnal surge dos apetites e prazeres. A estes sempre se apega algo corrupto, egoísta e baixo. Porém, o amor cristão surge do Espírito Santo e está repleto de santidade.

Vv. 9-14. O apóstolo era constante para orar pedindo que os crentes fossem cheios do conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria. As boas palavras não têm qualquer utilidade se não estiverem acompanhadas por boas obras. Aquele que empreende o fortalecimento de seu povo é um Deus de poder glorioso. O bendito Espírito Santo é o autor de boas dádivas. Ao orarmos pedindo poder espiritual, não somos pressionados e nem limitados nas promessas, e não devemos sê-lo em nossas esperanças e desejos. A graça de Deus nos corações dos crentes é o poder de Deus, e existe glória neste poder. A utilização especial desta força é para as ocasiões de sofrimento. Existe uma obra a realizar, mesmo que estejamos sofrendo.
Em meio a todas as suas tribulações eles davam graças a Deus Pai, cuja graça especial os preparava para participar da herança que está preparada para os santos. Para que esta transformação fosse realizada, aqueles que antes foram escravos de Satanás tornaram-se súditos de Cristo. Todos aqueles que estão desejosos de ir ao céu já estão preparados, ou estão se preparando para o céu. Aqueles que possuem a herança de filhos, são educados como filhos e têm a disposição de filhos. Por meio da fé em Cristo desfrutam esta redenção, como a compra que fez por meio de seu sangue expiatório, mediante a qual é concedido o perdão dos pecados e todas as demais bênçãos. certamente consideraremos como um favor ser libertos do reino de Satanás e levados ao reino de Cristo, sabendo que todas as tribulações logo terminarão, e que cada crente será contado entre aqueles que foram libertos da grande tribulação.

Vv. 15-23. Cristo, em sua natureza humana, é a revelação visível do Deus invisível, e todos aqueles que o viram contemplaram também o Pai. Amemos estes mistérios com uma fé humilde, e contemplemos a glória de Jeová em Cristo Jesus. Ele existe antes de toda a criação, antes que fosse feita a primeira criatura; este é o modo pelo qual as Escrituras representam a eternidade, e pelo qual a eternidade de Deus é representada para nós. Sendo todas as coisas criadas por Ele, foram criadas para Ele; sendo feitas por seu poder, foram feitas conforme o seu beneplácito e para o louvor de sua glória. Não somente criou a todas no princípio, mas as sustenta pela Palavra de seu poder.
Cristo, como Mediador, é a Cabeça do corpo, que é a Igreja. Toda a graça e força pertencem a Ele; e a Igreja é o seu corpo. Toda a plenitude habita nEle; a plenitude de mérito e justiça, de força e graça para nós. Deus mostrou a sua justiça ao requerer plena satisfação. Este modo de redimir a humanidade por meio da morte de Cristo foi o mais adequado. Aqui é apresentado diante de nós o método para que sejamos reconciliados. Devido ao ódio que Deus tem em relação ao pecado, aprouve a Deus reconciliar consigo mesmo o homem caído.
Se estamos convencidos de que éramos inimigos por causa das más obras, e que agora estamos reconciliados com Deus por meio do sacrifício e morte de Cristo segundo a nossa natureza, não procuraremos explicar nem compreender plenamente estes mistérios; porém, veremos a glória deste plano de redenção e nos regozijaremos na esperança que está posta diante de nós. Se o amor de Deus por nós é tão grande, o que podemos fazer agora por Deus? Orar com frequência e ser abundantes nos deveres santos, não viver mais para nós mesmos, e sim para Cristo, que morreu por nós. Mas para quê? Para que continuemos vivendo em pecado? Não, mas para que morramos para o pecado e vivamos, não para nós mesmos, mas para Ele.

Vv. 24-29. Os sofrimentos da cabeça e dos membros são chamados de sofrimentos de Cristo, e como se fossem um só corpo de sofrimentos. Porém, Ele sofreu pela redenção da igreja; nós sofremos por outras coisas porque saboreamos ligeiramente este cálice de aflições, do qual Cristo bebeu primeiramente e bebeu-o até o final. Podemos dizer que o cristão cumpre a sua parte nos sofrimentos de Cristo quando toma a sua cruz, e conforme a vontade de Cristo sofre pacientemente as aflições que Deus lhe designa.
Sejamos agradecidos pelo fato de Deus nos ter dado a conhecer os mistérios ocultos durante séculos e gerações, e tenha mostrado as riquezas de sua glória entre nós. Ao pregarmos a Cristo entre nós, perguntemos honestamente se Ele habita e reina em nós; somente isto é capaz de garantir a esperança que temos de sua glória. Devemos ser fiéis até a morte em meio a todas as provas, para que recebamos a coroa da vida e alcancemos a meta de nossa fé: a salvação de nossa alma.

Matthew Henry

O Fariseu e o Publicano (Lucas 18.9-14)

Por Matthew Henry

Esta parábola tinha a finalidade de convencer alguns que confiavam em si mesmos como justos, e que desprezavam ao próximo. Deus vê com que disposição e propósito vamos a Ele nas santas ordenanças. Aquilo que foi dito pelo fariseu demonstra que ele tinha confiança em si mesmo de ser justo. Podemos supor que estava isento de pecados grosseiros e escandalosos. Tudo isto era muito bom e recomendável. A condição daqueles que não alcançam a justiça deste fariseu é miserável, ainda que este não tenha sido aceito. E porque não foi aceito? Ia ao templo para orar, mas estava cheio de si mesmo e de sua própria bondade; não pensava que valeria a pena pedir o favor e a graça de Deus. Tomemos o cuidado de não apresentarmos orações orgulhosas ao Senhor, e de desprezarmos o próximo.
A oração do publicano estava cheia de humildade e de arrependimento por causa do pecado, e desejo de Deus. A sua oração foi breve, porém, com um objetivo: que Deus fosse propício a ele, que era um pecador. Bendito seja Deus, por termos esta breve oração registrada, como uma oração respondida. E que tenhamos a segurança de que aquele que fez esta oração voltou justificado para a sua casa; assim será conosco se orarmos como ele por meio de Jesus Cristo. Reconheceu-se pecador por natureza e, como de costume, culpável diante de Deus. Não dependia de nada, senão da misericórdia divina, e confiava somente nela. A glória de Deus é resistir ao soberbo e dar graça ao humilde. A justificação pertence a Deus em Cristo Jesus; portanto, aquele que condena a si mesmo é justificado diante de Deus, e não aquele que se justifica a si mesmo.

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Comentário dos livros do Velho Testamento:
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Comentário do Novo Testamento:
http://livrono.blogspot.com.br/

Mensagens:
http://retornoevangelho.blogspot.com.br/

Escatologia (tempo do fim):
http://aguardandovj.blogspot.com.br/

Matthew Henry

Mateus 18 - Por Matthew Henry

Versículos 1-6: A importância da humildade; 7-14: Advertência contra as ofensas; 15-20: A remoção das ofensas; 21-35: A conduta para com os irmãos – A parábola do servo sem misericórdia.

Vv. 1-6. Cristo falou muitas palavras sobre os seus sofrimentos, e somente uma sobre a sua glória; todavia, os discípulos se firmaram nesta e esqueceram-se das outras. Muitos dos que gostam de ouvir falar de privilégios e glória estão dispostos a desviar-se dos pensamentos acerca de trabalhos e problemas. Nosso Senhor colocou diante deles uma criancinha, assegurando-lhes solenemente que não poderiam entrar em seu reino se não fossem convertidos e se tornassem como os pequeninos.
Quando as crianças são muito pequenas, não desejam autoridade, nem consideram as distinções exteriores, estão livres de maldade, são aprendizes e estão dispostas a confiar em seus pais. É verdade que assim que começam a mostrar outras disposições e chega a juventude, lhes são ensinadas outras idéias, mas são as características da infância que as convertem em exemplos adequados de mente humilde e de cristãos Mateus (Comentário Bíblico de Matthew) 63 verdadeiros. Certamente necessitamos ser renovados sempre no espírito de nossa mente, para que cheguemos a ser simples e humildes como os pequeninos, e dispostos a sermos o menor de todos. Estudemos diariamente este tema e examinemos o nosso espírito.

Vv. 7-14. Considerando a astúcia e a maldade de Satanás, e a fraqueza e depravação dos corações dos homens, não é possível que haja algo além de ofensas. Deus as permite para fins sábios e santos, para que sejam dados a conhecer os que são sinceros e os que não o são. Tendo-nos dito anteriormente que haveriam sedutores, tentadores, perseguidores e maus exemplos, permaneçamos em guarda. Apartemo-nos tão breve quanto possamos daquilo que pode nos levar ao pecado. Evitemos dar ocasião ao pecado.
Se vivermos segundo a carne, morreremos. Se através do Espírito mortificamos as obras da carne, viveremos. Cristo veio ao mundo para salvar almas e tratará severamente aos que atrapalham o progresso de outros que estão voltando o seu rosto ao céu! E algum de nós recusará atender aqueles que o Filho de Deus veio buscar e salvar? Um pai cuida de todos os seus filhos, mas é particularmente terno com os pequenos.

Vv. 15-20. Se alguém faz algum mal a um cristão confesso, este não deve queixar-se aos demais, como costumam fazer, mas ir de maneira privada a quem lhe ofendeu, tratar o assunto com amabilidade e repreender sua conduta. Isto terá no cristão verdadeiro, de modo geral, o efeito desejado e as partes se reconciliarão. Os princípios destas regras podem ser praticados em todas as partes e em todas as circunstâncias, mesmo sendo demasiadamente renegados por todos. Quão poucos são os que provam os métodos que Cristo ordenou expressamente a todos os seus discípulos.
Em todos os nossos procedimentos, devemos buscar a direção orando; nunca devemos apreciar de modo indigno as promessas de Deus. Em qualquer tempo ou lugar que nos encontremos no nome de Cristo, devemos considerar que Ele está presente em nosso meio.

Vv. 21-35. Ainda que vivamos totalmente pela misericórdia e perdão, somos demorados para perdoar as ofensas de nossos irmãos. Esta parábola anuncia quanta provocação Deus vê em sua família na terra, e quão indóceis somos nós, os seus servos.
Há três pontos a destacar nesta parábola:
1. A maravilhosa clemência do Senhor. A dívida do pecado é tão grande que não somos capazes de pagá-la. observe aqui o que todo pecado merece; este é o pagamento do pecado: ser vendido como escravo. Muitos que estão fortemente convictos de seus pecados agem de forma néscia, quando fantasiam poder dar satisfação a Deus pelo mal que têm feito.
2. A severidade irracional do servo para com o seu conservo, apesar da clemência de seu Senhor para com ele. Não se trata de que ignoremos que não devamos fazer o mal ao nosso próximo, já que isto também é pecado diante de Deus, mas que não devemos aumentar o mal que nosso próximo nos faz, nem pensar em vingança. Que nossas queixas, tanto da maldade de alguém mau, quanto das aflições daquele que é afligido, sejam levadas diante de Deus e deixadas com Ele.
3. O Senhor reprovou a crueldade de seu servo. A magnitude do pecado acrescenta as riquezas da misericórdia que perdoa, e o sentido consolador da misericórdia que perdoa, faz muito para dispor nossos corações a perdoar nossos irmãos. Não devemos supor que Deus perdoa aos homens, mas posteriormente reconhece suas culpas para condená-los. A última parte desta parábola mostra as conclusões falsas a que muitos chegam quanto ao assunto do perdão dos seus pecados, mesmo que a sua conduta posterior demonstre que nunca entraram no espírito do Evangelho, nem demonstraram com a sua vivência a graça que santifica.
Não perdoamos corretamente a nosso irmão ofensor se não o perdoarmos de todo coração. Porém, isto não basta. Devemos buscar o bem estar até mesmo daqueles que nos ofendem. Com quanta justiça serão condenados os que, mesmo levando o nome de cristãos, persistem em tratar a seus irmãos sem misericórdia! o pecador humilhado confia somente na misericórdia abundante e gratuita através do resgate da morte de Cristo. Busquemos mais e mais a graça de Deus que renova, para que nos ensine a perdoar ao próximo, assim como esperamos o perdão dEle.

Matthew Henry

Tito 2 - Por Matthew Henry

Versículos 1-8: Os deveres que se convertem em sã doutrina; 9-10: Os servos crentes devem ser obedientes; 11-15: Tudo deve ser regido pelo santo desígnio do Evangelho, o qual diz respeito a todos os crentes.

Vv. 1-8. Os discípulos de Cristo devem, em todas as coisas, comportar-se de uma maneira que seja harmoniosa com a doutrina cristã. Os anciãos devem ser sóbrios; que não pensem que a deterioração de seu corpo físico justifique qualquer excesso, porém, busquem a consolação na comunhão mais íntima com Deus, não em concessões indevidas. A fé trabalha por amor e deve ser vista no amor; no amor de Deus por si mesmo, e no dos homens por amor a Deus.
As pessoas mais velhas tendem a se irritar com facilidade, e serem temerosas. Portanto, é preciso que cuidemos delas. Mesmo que não exista um texto bíblico específico para cada palavra ou para cada olhar, há, contudo, regras gerais de acordo com as quais tudo deve ser organizado.
As mulheres jovens devem ser sóbrias e discretas, porque muitas expõem-se a tentações fatais, por aquilo que inicialmente poderia ser classificado apenas como uma falta de discrição.
Acrescenta-se a razão: para que a Palavra de Deus não seja blasfemada. Falhar nos deveres é uma grande reprovação para o cristianismo.
Os jovens têm a tendência de ser ansiosos e precipitados, portanto, com seriedade devem ser chamados a ser sóbrios: existem jovens que se arruínam mais pelo orgulho do que por qualquer outro pecado.
Todo o esforço do homem piedoso deve ser dirigido para calar os seus adversários. Que a própria consciência de cada um de nós possa nos responder com retidão. Que glória é para o cristão quando a boca que se abre contra ele não é capaz de encontrar nada mau para falar a seu respeito!

Vv. 9,10. Os servos devem conhecer e cumprir o seu dever para com os seus senhores na terra, por causa de seu Senhor celestial. Ao servir a um Senhor terreno conforme a vontade de Cristo, Ele é servido; os tais serão recompensados por Ele. Não devem dar-se à linguagem insolente e provocadora, mas aceitar em silêncio uma repreensão ou uma censura, sem formular respostas soberbas e atrevidas. Quando alguém tem consciência de uma falta, escusar-se ou simplesmente justificá-la a agrava, aumentando esta culpa a ponto de dobrá-la. Jamais se deve utilizar por conta própria aquilo que pertence ao seu senhor, nem desperdiçar os bens que lhe tenham sido confiados. O crente deve demonstrar toda esta boa fidelidade para utilizar os bens de seu senhor e fomentar o seu progresso. Se alguém não for fiel naquilo que pertence a outra pessoa, quem lhe dará aquilo que lhe pertence? (Lc 16.12). A verdadeira religião é uma honra para todos aqueles que a professam, e estes devem adorná-la em todas as coisas.

Vv. 11-15. A doutrina da graça e da salvação pelo Evangelho é para todas as classes de pessoas, de todos os níveis e em todas as posições ou condições. Ela nos ensina a deixar o pecado; a não termos mais qualquer ligação com este. A conversa terrena e pecaminosa não convém à vocação celestial. Ensina a tomar consciência daquilo que é bom. Devemos olhar para Deus em Cristo Jesus como o objeto de nossa esperança e adoração. A conversa daqueles que conhecem o Evangelho deve ser uma conversa boa e saudável. Observe aqui o nosso dever em poucas palavras: negar a impiedade e a luxúria mundana, viver sóbria, reta e piedosamente apesar de todos os ardis, tentações, maus exemplos, maus costumes e vestígios do pecado no coração do crente, com todos os seus obstáculos. Somos ensinados a buscar a glória do mundo porvir. Na manifestação gloriosa de Cristo, se completará a bendita esperança dos cristãos.
A finalidade da morte de Cristo é levar-nos à santidade e à felicidade. Cristo, o grande Deus e nosso Salvador, nos salva não somente como Deus, nem somente como homem, mas como Deus-homem, tendo as duas naturezas em uma só pessoa. Ele nos amou e entregou-se por nós; e o que poderíamos fazer, a não ser amá-lo e entregarmo-nos a Ele! A redenção do pecado e a santificação da natureza caminham unidas, e formam um povo peculiar para Deus, livre de culpa e condenação, e purificado pelo Espírito Santo.
Toda a Escritura é proveitosa. Aqui está aquilo que fará a devida provisão para todas as partes do dever, e para o correto desempenho destes. Indaguemos se toda a nossa dependência está posta nesta graça que salva o perdido, perdoa o culpado e santifica o imundo. Quanto mais afastados estejamos de nos ensoberbecer por causa das boas obras imaginárias, ou de confiarmos nestas para nos gloriarmos somente em Cristo, mais zelosos seremos para que abundemos em todas as verdadeiras boas obras.

Matthew Henry

Protegidos no Meio da Fornalha – I Samuel 18

No verso 10 do capítulo 18º de I Samuel, que estaremos comentando, é dito que Saul começou a profetizar no meio da casa quando um espírito maligno da parte de Deus se apossou dele.
Em outras versões, em vez de “começou a profetizar no meio da casa é dito que ele “teve uma crise de raiva em casa”.
A par de ter sido isso realmente o efeito da ação do espírito imundo nele, pois tentou encravar a Davi com sua lança na parede, o original hebraico traz a palavra nabe, que significa profetizar.
Não estava profetizando pelo Espírito Santo, como lhe fora permitido na ocasião em que foi ungido por Samuel, e nem como o viria a fazer depois, como se relata em I Sm 19.23,24.
Mas aqui, ele estava profetizando pelo espírito maligno, e isto indica o quanto estava debaixo da influência daquele espírito, a ponto deste falar por intermédio dele.
Certamente o teor daquelas palavras que o espírito maligno falou através dele não era nenhuma bênção, senão blasfêmias e mentiras, como é comum ocorrer com aqueles que são possessos de espíritos malignos.
É importante que fiquemos com a tradução do original, que diz que profetizava pelo espírito maligno, e não simplesmente o efeito disso, que foi o seu acesso de raiva, porque isto indica de um modo bastante claro, que a par de todo o lugar que Saul dava ao maligno, era o próprio espírito imundo que estava tentando dar cabo da vida de Davi, não apenas porque este o expulsava de Saul, quando dedilhava a sua harpa e louvava a Deus, como também pelo fato de tentar impedir que Deus viesse a fazer tudo o que faria para o progresso do Seu reino, através da vida de Davi.
Aqueles que servem a Deus do modo fiel como Davi o serviu, devem estar preparados para estes ataques que o diabo desferirá contra eles, na tentativa de interromper a obra que o Senhor estiver fazendo através deles.
O modo usual de Deus proteger o Seu povo é em meio à fornalha, assim como se deu com Sadraque, Mesaque e Abdnego, e como também bem o exemplifica a vida de Davi.
Os servos de Deus devem estar preparados para lutarem contra todo tipo de dificuldades, e em vez disto ser motivo de tristeza, deve ser de grande alegria, conforme o dizer do apóstolo Tiago.
A Igreja deve ser devidamente instruída quanto a isto, porque a proteção de Deus não significa ser mantido por Ele, longe de todas as tribulações e problemas.
Ao contrário traz muita glória e ações de graças ao Seu santo nome os livramentos que Ele opera.
Como poderiam existir tais livramentos se não tivéssemos problemas que enfrentar, e que por meio da Sua graça e pela fé nEle os possamos vencer a todos, sendo livrados de todas as nossas tribulações?
Deus prepara um banquete espiritual para os Seus filhos, mas comumente o faz na presença dos seus inimigos (Sl 23.5).
O problema não é se estamos em meio a uma tempestade, mas sim, se Jesus não está no nosso barco.
Davi é protegido de Deus mas será encontrado muitas vezes se desviando dos golpes de lança que Saul desferia contra ele.
A sua luta não era contra a carne e o sangue, e de igual modo a luta do cristão também não é.
O diabo e todos os espíritos das trevas que ele governa, sempre se levantarão contra a alma do justo e tentarão impedir a sua caminhada para que o nome de Deus não seja glorificado.
E sabedor disto, o cristão deve sempre se levantar do seu abatimento, e confiar inteiramente no Senhor, enquanto estiver sendo submetido às fornalhas desta vida, sabendo que poderá fazê-lo, enquanto permanece na prática do bem, atendendo à exortação do apóstolo Pedro neste sentido: “Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem.” (I Pe 4.19).
Ficar portanto, esperando por uma felicidade que signifique ausência de problemas e dificuldades na vida, é puro romantismo e isto nada tem a ver com a realidade do viver, pois este é lutar, e a tudo vencer por meio dAquele que somos mais do que vencedores.
Há uma armadura espiritual que Davi conhecia e que usava constantemente, não apenas no combate contra Golias e na defesa dos ataques de Saul, mas em todas as circunstâncias da vida.
Esta armadura espiritual tem os seus componentes descritos por Paulo no sexto capítulo de Efésios.
Devemos fazer uso constante dela para que possamos prevalecer diante de Deus e dos homens, nas batalhas que temos que empreender contra os poderes das trevas.
A Bíblia ensina que o bom ânimo é prometido por Deus àqueles que se disponham a lutar pela causa da verdade, o bom combate da fé na pregação do evangelho, estando dispostos a perseverarem em meio a toda sorte de tribulações e provações, porque o Senhor tem prometido livrar o justo de todas as suas tribulações.
Assim como fizera em relação a Davi, que enquanto permanecia na casa de Saul, caiu em graça aos olhos do seu filho Jônatas, que o amou como a si mesmo.
Este amor de Jônatas por Davi procedia de Deus, porque foi o Senhor que inclinou o seu coração a isto, para que pudesse ser um amparo para Davi, enquanto este estivesse não somente na presença de Saul e até mesmo quando fosse obrigado a fugir dele.
De igual modo, Deus levantará pessoas para serem bênçãos na vida de todos os Seus servos fiéis.
Vale a pena servir a Deus. O nosso trabalho nEle não é vão. Porque com isto temos a garantia de ter sempre a Sua proteção, ainda que como falamos, e a Bíblia o revela claramente, em meio a muitas tribulações.
É isto que nós vamos encontrar exemplificado em Davi.
Ele fala das angústias da sua alma, mas sempre afirma a sua esperança, que o Senhor tornaria a alegrá-lo.
Ele nunca se permitiu vencer pelos seus problemas e sofrimentos, pois sabia que Deus é maior do que tudo e pode salvar perfeitamente os de espírito oprimido (Sl 34.17, 18).
Até que recebamos a coroa da vida teremos que esperar e enfrentar muitas dificuldades e oposições, sabendo que para isto mesmo fomos chamados pelo Senhor.
“confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus.” (At 14.22).
Assim, Deus estava preparando Davi para reger o seu povo, pelo seu aprendizado da obediência debaixo das circunstâncias mais adversas.
Ele foi obediente a seu pai, e agora estava sendo obediente a Saul.
Aqueles que irão governar devem primeiro aprender a obedecer.
Porque aqueles que são bons numa relação serão bons também na que lhe seja oposta. Daí se dizer que um bom filho virá a ser um bom pai.
Foi este espírito audaz e ao mesmo tempo submisso, forte e ao mesmo tempo doce, guerreiro e ao mesmo tempo gentil que fazia de Davi uma pessoa agradável aos seus semelhantes.
O modo como se houve perante Saul e Golias encheu a alma de Jônatas de uma grande admiração por ele, porque no próprio Jônatas habitavam muitas das qualidades que existiam em Davi.
Ambos tinham um caráter reto, mas Jônatas deveria renunciar, inclusive à coroa que lhe pertenceria por direito hereditário porque aprouve a Deus exaltar e honrar a Davi.
Por isso até mesmo no campo de batalha o Espírito do Senhor não veio sobre Jônatas para que enfrentasse Golias, e ele, valente que era poderia ter sido disposto a isto, mas deveria ficar parado porque aquela honra de vencer o gigante havia sido reservada por Deus a Davi.
Os grandes atos de Deus não podem ser portanto interpretados, como muitos costumam fazer, como mera obra do acaso ou da mera iniciativa dos homens.
Desde o dia que Davi venceu Golias, Saul o reteve consigo e não permitiu que retornasse à casa de Jessé, seu pai (v. 2).
E quando Saul pôs a Davi sobre tropas do seu exército, Jônatas, para ajudá-lo, lhe deu o seu próprio equipamento de guerra, a saber, a capa que vestia, sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto (v. 4,5).
Como seria de se esperar, Davi era bem sucedido em todos os seus empreendimentos militares, e todo o povo de Israel estava muito satisfeito com ele, a ponto de as mulheres de todas as cidades de Israel terem cantado diante de Saul, quando Davi tinha sido bem sucedido numa batalha contra os filisteus, que Saul havia ferido a seus milhares, mas Davi a seus dez milhares.
Só que este elogio, em vez de fazer com que Saul se sentisse honrado por ter nas fileiras do exército de Israel a tão valoroso soldado, ele, como era de se esperar, conforme era da sua natureza, foi tomado de grande espírito de inveja, e desde aquele dia passou a ver Davi com suspeita, desconfiando que estava se esforçando daquele modo com a única intenção de lhe tomar o reino (v. 6 a 9).
Já no dia seguinte, em razão desta inveja e raiva de Saul, o espírito maligno que o atormentava encontrou facilidades para se apoderar dele, em razão de todo aquele seu descontrole, e ainda que Davi dedilhasse a sua harpa tentando afastar o espírito, Saul tentou matá-lo fazendo dois arremessos de lança contra ele, e caso Davi não tivesse se desviado dos golpes teria sido morto (v. 9-11).
Saul sabia que Deus era com Davi por tudo o que ele era e fazia, e também sabia que o Senhor lhe havia abandonado definitivamente (v. 12), e usando de uma estratégia política afastou Davi da sua presença, não permitindo que estivesse em sua casa, mas o manteve como capitão sobre mil homens do seu exército, e assim o teria sob o seu controle, debaixo de suas vistas, e poderia continuar se beneficiando do fato de Deus ser com Davi, ao mesmo tempo que não produziria nenhuma insatisfação no povo, o que ocorreria sem nenhuma sombra de dúvida caso o banisse completamente, e tudo o que se diz nos versículos restantes deste capitulo (14 a 30) consiste no estratagema político de Saul, para se livrar de Davi ao mesmo tempo em que disfarçava estar sendo favorável a ele.
Enquanto isto, ele ganharia tempo para formular uma teoria de que Davi era um traidor em potencial que queria lhe arrebatar a coroa, e assim poderia empreender uma perseguição direta a ele, como realmente o faria posteriormente.
Enquanto Saul conspirava contra a vida de Davi nós lemos o seguinte no verso 14:
“E Davi era bem sucedido em todos os seus caminhos; e o Senhor era com ele.”.
Tal como ocorria com a Igreja no seu início, que tinha paz, que vinha da parte de Deus, enquanto sofria dura perseguição dos judeus:
“Assim, pois, a Igreja em toda a Judeia, Galileia e Samaria, tinha paz, sendo edificada, e andando no temor do Senhor; e, pelo auxílio do Espírito Santo, se multiplicava.” (At 9.31).
Não importa quais sejam os inimigos do povo de Deus e da Sua causa, pois o Senhor sempre os conduzirá em triunfo, assim como fez com Davi, a par de todas as maquinações sórdidas de Saul.
O temor que se diz neste capitulo, que Saul tinha de Davi (v. 12, 15, 29), tem a ver com o fato de perder o reino para ele, em razão da grande afeição que o povo lhe devotava.
Agir diretamente contra ele seria portanto agir contra a sua própria popularidade, e isto fez com que não tivesse agido diretamente contra a vida de Davi no início.
Saul não havia cumprido, e provavelmente nem cumpriria a promessa que fez de dar ao homem que vencesse a Golias uma de suas filhas por esposa.
Saul não honrava sequer a própria palavra dele, e como poderia honrar a Palavra de Deus?
Tendo prometido dar a Davi a sua filha mais velha chamada Merabe por esposa, ele estava pensando em usá-la como uma isca, para que Davi morresse nas mãos dos filisteus, e não para cumprir a promessa que havia feito a respeito de quem vencesse Golias.
O plano seria o mesmo que usou para dar Mical, sua filha mais nova a Davi, pois exigiria que lhe trouxesse cem prepúcios de filisteus, contando que ele seria morto na batalha.
Entretanto, antes do prazo de colocar o seu plano diabólico em prática, Saul deu Merabe por esposa a outro homem, chamado Adriel (v. 17-19).
Mas como lhe contaram que sua filha Mical amava a Davi, decidiu levar o seu plano adiante, e usando de falsidade, pediu que dissessem a Davi que ele tinha afeição por ele e que todos os seus servos o amavam, e que gostaria que consentisse em ser o seu genro (v. 22).
Mais uma vez Davi se mostrou humilde, dizendo que era homem pobre e de humilde condição para ser genro do rei (v. 18, 21).
Como foi esta a sua resposta, que indicava que consentiria em se casar com Mical, Saul mandou lhe dizer que não queria nenhum dote pelo casamento, senão somente que Davi lhe trouxesse cem prepúcios de filisteus (v. 25).
Caso Davi não morresse nas mãos dos filisteus Saul ainda teria a vantagem, porque ao dar a ele a mão se sua filha Mical em casamento, dissimularia diante de todo Israel que não tinha nada contra Davi, e assim a sua teoria de conspiração teria muito mais chances de ser aceita pelo povo, em face da suposta afeição que ele tinha demonstrado, dando a sua própria filha para ser esposa de Davi.
Davi, juntamente com seus homens conseguiu não cem, mas duzentos prepúcios, e Saul lhe deu a Mical por esposa, e nisto ele reconheceu que o Senhor era de fato com Davi, e isto fez com que temesse ainda mais que Davi viesse a reinar em seu lugar, e se diz também no verso 29 que ele foi continuamente inimigo de Davi.
Como a fama de Davi ia crescendo cada vez mais, porque era quem lograva mais êxito nas batalhas contra os filisteus, tendo o seu nome se tornado muito estimado em Israel (v. 30), Saul decidiria partir, em desespero de causa, para o ataque direto, e viria a ordenar como veremos no início do capitulo seguinte que Davi fosse morto.




“1 Ora, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.
2 E desde aquele dia Saul o reteve, não lhe permitindo voltar para a casa de seu pai.
3 Então Jônatas fez um pacto com Davi, porque o amava como à sua própria vida.
4 E Jônatas se despojou da capa que vestia, e a deu a Davi, como também a sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto.
5 E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse, e era sempre bem sucedido; e Saul o pôs sobre a gente de guerra, e isso pareceu bem aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul.
6 Sucedeu porém que, retornando eles, quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, com tamboris, e com instrumentos de música.
7 E as mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares.
8 Então Saul se indignou muito, pois aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares atribuíram a Davi, e a mim somente milhares; que lhe falta, senão só o reino?
9 Daquele dia em diante, Saul trazia Davi sob suspeita.
10 No dia seguinte o espírito maligno da parte de Deus se apoderou de Saul, que começou a profetizar no meio da casa; e Davi tocava a harpa, como nos outros dias. Saul tinha na mão uma lança.
11 E Saul arremessou a lança, dizendo consigo: Encravarei a Davi na parede. Davi, porém, desviou-se dele por duas vezes.
12 Saul, pois, temia a Davi, porque o Senhor era com Davi e se tinha retirado dele.
13 Pelo que Saul o afastou de si, e o fez comandante de mil; e ele saía e entrava diante do povo.
14 E Davi era bem sucedido em todos os seus caminhos; e o Senhor era com ele.
15 Vendo, então, Saul que ele era tão bem sucedido, tinha receio dele.
16 Mas todo o Israel e Judá amavam a Davi, porquanto saía e entrava diante deles.
17 Pelo que Saul disse a Davi: Eis que Merabe, minha filha mais velha, te darei por mulher, contanto que me sejas filho valoroso, e guerreies as guerras do Senhor. Pois Saul dizia consigo: Não seja contra ele a minha mão, mas sim a dos filisteus.
18 Mas Davi disse a Saul: Quem sou eu, e qual é a minha vida e a família de meu pai em Israel, para eu vir a ser genro do rei?
19 Sucedeu, porém, que ao tempo em que Merabe, filha de Saul, devia ser dada a Davi, foi dada por mulher a Adriel, meolatita.
20 Mas Mical, a outra filha de Saul, amava a Davi; sendo isto anunciado a Saul, pareceu bem aos seus olhos.
21 E Saul disse: Eu lha darei, para que ela lhe sirva de laço, e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele. Pelo que Saul disse a Davi: com a outra serás hoje meu genro.
22 Saul, pois, deu ordem aos seus servos: Falai em segredo a Davi, dizendo: Eis que o rei se agrada de ti, e todos os seus servos te querem bem; agora, pois, consente em ser genro do rei.
23 Assim os servos de Saul falaram todas estas palavras aos ouvidos de Davi. Então disse Davi: Parece-vos pouca coisa ser genro do rei, sendo eu homem pobre e de condição humilde?
24 E os servos de Saul lhe anunciaram isto, dizendo: Assim e assim falou Davi.
25 Então disse Saul: Assim direis a Davi: O rei não deseja dote, senão cem prepúcios de filisteus, para que seja vingado dos seus inimigos. Porquanto Saul tentava fazer Davi cair pela mão dos filisteus.
26 Tendo os servos de Saul anunciado estas palavras a Davi, pareceu bem aos seus olhos tornar-se genro do rei. Ora, ainda os dias não se haviam cumprido,
27 quando Davi se levantou, partiu com os seus homens, e matou dentre os filisteus duzentos homens; e Davi trouxe os prepúcios deles, e os entregou, bem contados, ao rei, para que fosse seu genro. Então Saul lhe deu por mulher sua filha Mical.
28 Mas quando Saul viu e compreendeu que o Senhor era com Davi e que todo o Israel o amava,
29 temeu muito mais a Davi; e Saul se tornava cada vez mais seu inimigo.
30 Então saíram os chefes dos filisteus à campanha; e sempre que eles saíam, Davi era mais bem sucedido do que todos os servos de Saul, pelo que o seu nome era mui estimado.” (I Sm 18.1-30)

Silvio Dutra

Entrando no Centro do Propósito Divino – Jó 18

Em sua árida teologia, os amigos de Jó não foram capazes de observar o maravilhoso trabalho que a graça estava começando a operar em Jó, em face do seu quebrantamento de espírito.
Eles continuaram então com o mesmo velho discurso de ataque contra os ímpios, considerando o próprio Jó como sendo um deles, conforme se depreende destas palavras de Bildade, no 18º capítulo.
Eles estavam se sentindo desprezados, rejeitados por Jó, por não estar dando a devida consideração às suas palavras, que eles julgavam ser da mais pura sabedoria.
Então o que deveriam fazer com um rebelde como Jó, conforme o juízo deles, senão repreendê-lo ainda mais duramente?
Não é o mesmo que alguns conselheiros cristãos funestos fazem quando pensam que estão sendo desprezados quando pessoas debaixo dos conselhos deles, decidem sabiamente não lhes dar ouvido?
Jó não estava envolvido como eles, num debate acerca de saber quem estava certo ou quem tinha a maior sabedoria.
Ele estava buscando alívio para a sua aflição.
Ele estava buscando respostas em Deus, não propriamente para explicar a razão do mal que estava sofrendo, mas sobre o Seu propósito em tudo aquilo.
Ele queria, como sempre o fizera em toda a sua vida, acertar com a vontade de Deus, e certamente isto estava sendo muito difícil debaixo daquela terrível aflição.
Contudo, ele percebeu que havia sido quebrantado.
Que seu espírito já não estava disposto a tecer argumentos, mas a achar descanso no Senhor.
Foi a partir deste momento que ele começou a entrar, ainda que não o soubesse, no centro do propósito de Deus, porque em toda aflição que sofremos o Seu grande alvo é o de nos quebrantar, de forma que sejamos humildes e submissos ao Seu Espírito.



“1 Então respondeu Bildade, o suíta:
2 Até quando estareis à procura de palavras? considerai bem, e então falaremos.
3 Por que somos tratados como gado, e como estultos aos vossos olhos?
4 Oh tu, que te despedaças na tua ira, acaso por amor de ti será abandonada a terra, ou será a rocha removida do seu lugar?
5 Na verdade, a luz do ímpio se apagará, e não resplandecerá a chama do seu fogo.
6 A luz se escurecerá na sua tenda, e a lâmpada que está sobre ele se apagará.
7 Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derribará.
8 Pois por seus próprios pés é ele lançado na rede, e pisa nos laços armados.
9 A armadilha o apanha pelo calcanhar, e o laço o prende;
10 a corda do mesmo está-lhe escondida na terra, e uma armadilha na vereda.
11 Terrores o amedrontam de todos os lados, e de perto lhe perseguem os pés.
12 O seu vigor é diminuído pela fome, e a destruição está pronta ao seu lado.
13 São devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devora os seus membros.
14 Arrancado da sua tenda, em que confiava, é levado ao rei dos terrores.
15 Na sua tenda habita o que não lhe pertence; espalha-se enxofre sobre a sua habitação.
16 Por baixo se secam as suas raízes, e por cima são cortados os seus ramos.
17 A sua memória perece da terra, e pelas praças não tem nome.
18 É lançado da luz para as trevas, e afugentado do mundo.
19 Não tem filho nem neto entre o seu povo, e descendente nenhum lhe ficará nas moradas.
20 Do seu dia pasmam os do ocidente, assim como os do oriente ficam sobressaltados de horror.
21 Tais são, na verdade, as moradas do, ímpio, e tal é o lugar daquele que não conhece a Deus.”

Silvio Dutra

A Ressurreição da Filha de Jairo e a Cura Uma Mulher Enferma – Mateus 9.18-26

“18 Enquanto ainda lhes dizia essas coisas, eis que chegou um chefe da sinagoga e o adorou, dizendo: Minha filha acaba de falecer; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá.
19 Levantou-se, pois, Jesus, e o foi seguindo, ele e os seus discípulos.
20 E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto;
21 porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar-lhe o manto, ficarei sã.
22 Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã.
23 Quando Jesus chegou à casa daquele chefe, e viu os tocadores de flauta e a multidão em alvoroço,
24 disse; retirai-vos; porque a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele.
25 Tendo-se feito sair o povo, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
26 E espalhou-se a notícia disso por toda aquela terra.” (Mateus 9.18-26)

Nos textos paralelos de Marcos e Lucas (Mc 5.21-26; Lc 8.40-52) nos é informado que o nome deste chefe da sinagoga era Jairo. A história da ressurreição da sua filha está entrelaçada com a da cura da mulher que sofria de hemorragia, porque esta cura foi efetuada pelo Senhor quando se encontrava a caminho da casa de Jairo.
É interessante observar que o evangelho de Marcos registra que a menina que foi ressuscitada tinha doze anos de idade, e a mulher que foi curada tinha hemorragia há doze anos.
Jesus estava diante de dois casos impossíveis de serem resolvidos pelos homens, o primeiro (cura da hemorragia) do qual os médicos da época não estavam conseguindo curar há doze anos; e o segundo, que será impossível aos médicos de qualquer época, a saber: ressuscitar alguém que tenha morrido.
Seria de se esperar que a mulher tivesse confiança para tocar em Jesus para ser curada, porque até então, ele havia realizado inumeráveis milagres de cura; mas como não havia ainda ressuscitado nenhum morto, foi grande a fé que o chefe da sinagoga, Jairo, teve nEle para que ressuscitasse sua filha dentre os mortos.
A cura da hemorragia daquela mulher ajudaria a fortalecer a fé de Jairo, porque de tudo o que podemos ver nos relatos paralelos de Marcos e Lucas, tão logo Jesus terminou de encorajar a mulher que fora curada, dizendo-lhe que a sua fé nEle lhe havia salvado, chegaram pessoas da casa de Jairo dizendo-lhe que não incomodasse mais ao Senhor, porque a sua filha tinha realmente morrido.
Percebendo que estas palavras haviam produzido um golpe em Jairo, nosso Senhor lhe encorajou dizendo que não temesse e continuasse crendo.
Assim se dá conosco, sempre que recorremos a Jesus em busca de auxílio, porque se Satanás e os demônios não se anteciparem tentando nos dissuadir de importunar o Senhor, fazendo-o com sugestões dirigidas diretamente às nossas mentes, para que duvidemos e enfraqueçamos na fé, eles o farão através da agência de pessoas, ainda que sejam as da nossa própria casa.
Quão importante é pois, ficar firme na nossa fé no Senhor, e não dar ouvido a qualquer ação contrária à fé que nos venha com o intuito de colocá-la à prova.
Sabendo que a provação da fé de Jairo ainda prosseguiria em sua casa, o Senhor não permitiu que entrassem no quarto onde a menina se encontrava, senão somente seus pais, e Pedro, Tiago e João.
Os escarnecedores e incrédulos que haviam rido, quando Jesus disse que a menina não estava morta, mas apenas dormia, tiveram que ficar do lado de fora, porque não lhes seria dada a honra de verem a menina sendo ressuscitada e levantada pelo poder de Deus.
Foi apenas com a palavra de ordem que Jesus pronunciou em aramaico “Talita cumi”, que significa ”menina levanta-te” que Ele a ressuscitou, enquanto a firmava pela mão.
Aqueles que estavam alvoroçados e os tocadores de flauta, que entoavam cânticos de lamento, porque não tinham nenhuma esperança e em ninguém em quem confiar na hora da morte, tiveram que silenciar diante do milagre que o Senhor realizou.
Sosseguemos portanto, os nossos corações, mesmo na hora da morte daqueles que conhecem ao Senhor, daqueles que têm fé no Seu nome, porque têm dEle a promessa da ressurreição futura, conforme o poder que demonstrou em Seu ministério terreno, ressuscitando não somente esta menina, como também a outros, para que saibamos que Ele mesmo é a ressurreição e a vida.
Por isso, vê a morte diferentemente de nós, como um sono profundo e longo, porque somente Ele tem a autoridade para nos despertar deste tipo de sono.
Os incrédulos que estavam na casa de Jairo não puderam ver como a menina foi ressuscitada, mas tiveram que se calar diante da evidência de que havia sido trazida de novo à vida, e assim, esta notícia foi espalhada por toda aquela terra, dando ocasião para que muitos viessem a crer futuramente no Senhor.

Silvio Dutra

Jesus Põe à Prova os que Queriam Segui-lo - Mateus 8.18-22

“18 Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordem de partir para o outro lado do mar.
19 E, aproximando-se um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.
20 Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
22 Jesus, porém, respondeu-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos.” (Mateus 8.18-22)

Jesus não poderia se fixar numa determinada localidade de Israel, porque seu ministério deveria atingir todas as partes daquela nação, conforme estava determinado pelo desígnio eterno do Pai.
Ele foi dado como o Grande Profeta para todos os israelitas. E portanto, deveria percorrer todos as cidades e lugarejos da nação.
Por isso, nós o vemos aqui nesta passagem se deslocando de Cafarnaum para o outro lado do Mar de Tiberíades, também conhecido como Mar da Galileia, junto ao qual ficava a citada cidade.
“Respondeu-lhes Jesus: Vamos a outras partes, às povoações vizinhas, para que eu pregue ali também; pois para isso é que vim.” (Mc 1.38)
Em Seu ministério terreno, nosso Senhor deveria se limitar aos termos de Israel, porque, a ministração junto aos gentios deveria ser feita pela Igreja, somente depois que o Espírito Santo fosse derramado depois da Sua morte e ressurreição, o que ocorreu a partir do dia de Pentecostes.
Por isso se afirma nas Escrituras que Jesus foi ministro da circuncisão, a saber, junto aos judeus, porque foi a eles que foram feitas as promessas e as alianças:
“Digo pois que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais;” (Rom 15.8)
Por isso foi necessário que, mesmo pela Igreja, primeiro se pregasse o evangelho aos judeus, e importava que eles o rejeitassem, para que fosse estendido aos gentios.
A pregação do evangelho é um alto privilégio que está reservado para aqueles que são chamados e enviados por Deus para fazê-lo, como vemos em Rom 10.15.
Jesus foi eleito e chamado pelo Pai para pregar o evangelho, e o Senhor chamou os apóstolos e discípulos para fazê-lo.
Agora, nós temos o relato de um escriba se apresentando a nosso Senhor, dizendo-lhe que o seguiria aonde quer que Ele fosse.
O escriba fizera isto por sua própria iniciativa, sem ter recebido qualquer chamado do Senhor para fazê-lo.
Daí ter recebido a resposta dissuasiva que Jesus lhe dera:
“As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.”
O Senhor lhe apontou o custo que é cobrado àqueles que Lhe seguem.
E não temos o registro de qualquer tréplica que tivesse sido apresentada pelo escriba, depois de ter ouvido tal afirmação do Senhor.
É bem provável que tenha percebido em si não a falta de desejo para seguir a Cristo, porque é possível que fosse sincero tal desejo, mas faltava-lhe a autoridade necessária para fazê-lo, autoridade esta que é concedida pela graça do Senhor somente para aqueles que são por Ele chamados, tal como foi, por exemplo o caso dos apóstolos, e de todos aqueles que Ele continua chamando ao longo da história da Igreja, para pregarem o evangelho.
No verso 21 nós temos o registro do motivo alegado por um dos discípulos do Senhor para retardar o atendimento à Sua chamada para segui-lO.
Ele pediu que esperasse primeiro que chegasse o dia da morte do seu pai, para que somente, depois de então, pudesse segui-lO para pregar o evangelho.
A resposta do Senhor para ele está registrada no verso 22:
“Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos.”
O Senhor não consentiu com o pedido daquele discípulo, porque o dever de todo discípulo do Senhor é segui-lO.
É dever de todo cristão estar onde estiver o seu Senhor. Então Jesus lhe ordenou: “Segue-me”.
E logo em seguida apresentou-lhe um argumento consistente para fazê-lo: os que receberam vida devem anunciar a vida aos que estão mortos espiritualmente para que também vivam.

Silvio Dutra

Confirmando a Fé dos Discípulos – Atos 18

Paulo não se demorou em Atenas, tendo pregado no Areópago, tendo alguns crido (Atos 17.34).
Dali partiu para Corinto, outra cidade da Grécia, onde passou a residir na casa de Áquila e Priscila, que tinham a mesma profissão de Paulo, de fazer tendas. E Paulo passou a pregar todos os sábados na sinagoga, tanto a judeus como a gregos, conforme relato deste capítulo 18º de Atos (versos 1 a 4).
Silas e Timóteo vindos da Macedônia, se reuniram a Paulo em Corinto, e Paulo se entregou totalmente à Palavra (v. 5), e como os judeus rejeitavam a Cristo, conforme fora predito o seu endurecimento pelo profeta Isaías, o apóstolo se devotava aos gentios, e muitos dos coríntios criam e eram batizados, foi quando o Senhor apareceu durante a noite numa visão a Paulo ordenando que falasse e não se calasse porque era com ele, e ninguém ousaria fazer-lhe mal, pois tinha muito povo na cidade de Corinto (v. 6 a 10).
Em obediência à ordem do Senhor Paulo permaneceu um ano e seis meses lhes ensinando a Palavra de Deus (v. 11).
Paulo foi colocado na defesa do evangelho, e a corajosa pregação e ensino da verdade sempre haverá de produzir resistências e perseguições por parte do mundo espiritual.
Satanás se levantará contra isto e usará os seus instrumentos para tentar deter o avanço do evangelho, porque isto representa a glorificação do nome de Deus na salvação de vidas e no testemunho de vidas santificadas pela Palavra.
Por isso sempre tentará deter os arautos da verdade, ou deturpar a mensagem, para que o nome do Senhor seja desonrado e o testemunho do cristão seja desacreditado.
Desta forma, nem mesmo em Corinto, Paulo foi poupado da perseguição dos judeus, que o acusaram injustamente de estar persuadindo os homens a adorarem a Deus, por modo contrário à lei.
Mas o procônsul romano Gálio, não deu atenção a tais acusações (v. 12 a 17).
Depois deste episódio, Paulo ainda permaneceu muitos dias em Corinto, mas decidiu retornar para Antioquia da Síria, levando consigo a Priscila e Áquila, depois de ter rapado a cabeça em Cencreia, porque tomara voto (v. 18).
Com isto vemos o cuidado de Paulo para viver como judeu entre os judeus, para ganhar alguns para Cristo (I Cor 9.20).
Ele sabia que em Cristo não estava mais sujeito aos mandamentos cerimoniais da lei de Moisés, mas para não ofender a consciência dos judeus incrédulos, que intentava ganhar para Cristo, vivia entre eles como se ainda estivesse debaixo da lei, assim como fizeram muitos que dentre os judeus se convertiam à fé, como foi o caso do próprio Ananias (At 22.12).
Retornando de Corinto por mar, Paulo fez escala em Éfeso, onde pregou numa sinagoga aos judeus, conforme era seu costume, mas não acedeu permanecer entre eles, conforme lhe haviam pedido, porque havia sido impedido pelo Espírito de pregar na Ásia naquela ocasião, como vimos logo no início desta sua segunda viagem missionária, de maneira que partiu para Cesareia, de onde foi para Jerusalém, e tendo saudado aquela igreja, partiu para Antioquia da Síria, onde permaneceu por algum tempo até sair em sua 3a viagem missionária (v. 18 a 23).
A narrativa referente à segunda viagem missionária de Paulo é concluída no verso 22.
A partir do verso 23 nós temos o início da narrativa da sua terceira viagem, na qual, fez inicialmente o mesmo percurso da segunda viagem, confirmando as igrejas de Tarso, Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Psídia.
Paulo havia deixado Priscila e Áquila em Éfeso, quando retornava de Corinto para Antioquia da Síria, no final da sua segunda viagem.
E em Éfeso Priscila e Áquila vieram a conhecer Apolo, que era eloquente e poderoso nas Escrituras, que era instruído no caminho do Senhor, e fervoroso de espírito, e que falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, apesar de conhecer apenas o batismo de João.
É interessante observar que Priscila e Áquila lhe expuseram com mais exatidão o caminho de Deus (v. 24).
A obra de Deus é mais bem vista e se completa melhor na vida daqueles que são humildes, como Apolo, que se permitiu instruir por Priscila e Áquila, quanto a uma melhor exatidão sobre a verdade do evangelho.
Com isto, pôde ser mais útil ao Senhor porque se manifestou nele o desejo de ir para Corinto, e lá chegando convencia publicamente os judeus, com grande poder, provando por meio das Escrituras que Jesus é o Messias (v. 27,28).
Assim, Apolo já se encontrava em Corinto na ocasião que Paulo chegou em Éfeso, vindo da Galácia e Frígia, como veremos no capítulo seguinte, e é importante frisar que o próprio Apolo conhecia apenas o batismo de João, pelo que inferimos que deve ter sido batizado no Espírito Santo, quando do seu encontro com Priscila e Áquila.





“1 Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto.
2 E encontrando um judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles,
3 e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas.
4 Ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos.
5 Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.
6 Como estes, porém, se opusessem e proferissem injúrias, sacudiu as vestes e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora vou para os gentios.
7 E saindo dali, entrou em casa de um homem temente a Deus, chamado Tito Justo, cuja casa ficava junto da sinagoga.
8 Crispo, chefe da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados.
9 E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales;
10 porque eu estou contigo e ninguém te acometerá para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.
11 E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.
12 Sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo, e o levaram ao tribunal,
13 dizendo: Este persuade os homens a render culto a Deus de um modo contrário à lei.
14 E, quando Paulo estava para abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se de fato houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime perverso, com razão eu vos sofreria;
15 mas, se são questões de palavras, de nomes, e da vossa lei, disso cuidai vós mesmos; porque eu não quero ser juiz destas coisas.
16 E expulsou-os do tribunal.
17 Então todos agarraram Sóstenes, chefe da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; e Gálio não se importava com nenhuma dessas coisas.
18 Paulo, tendo ficado ali ainda muitos dias, despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áquila, havendo rapado a cabeça em Cencreia, porque tinha voto.
19 E eles chegaram a Éfeso, onde Paulo os deixou; e tendo entrado na sinagoga, discutia com os judeus.
20 Estes rogavam que ficasse por mais algum tempo, mas ele não anuiu,
21 antes se despediu deles, dizendo: Se Deus quiser, de novo voltarei a vós; e navegou de Éfeso.
22 Tendo chegado a Cesareia, subiu a Jerusalém e saudou a igreja, e desceu a Antioquia.
23 E, tendo demorado ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela região da Galácia e da Frígia, fortalecendo a todos os discípulos.
24 Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras.
25 Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João.
26 Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus.
27 Querendo ele passar à Acáia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos que o recebessem; e tendo ele chegado, auxiliou muito aos que pela graça haviam crido.
28 Pois com grande poder refutava publicamente os judeus, demonstrando pelas escrituras que Jesus era o Cristo.” (Atos 18.1-28)

Silvio Dutra

A Fé do Rei Ezequias É Provada – II Reis 18

A Assíria havia sido levantada nos dias do rei Ezequias, como o grande instrumento dos juízos de Deus sobre os pecados das nações, assim como seria levantada Babilônia depois deles, e a Média e a Pérsia depois de Babilônia; a Grécia, depois destes, e finalmente os romanos.
Nós vimos nos capítulos anteriores a este 18º de II Reis, que estaremos comentando, que a Síria e Israel haviam sido levados em cativeiro pelos reis assírios.
Nós vimos também que o rei Acaz, pai do rei Ezequias havia sido livrado da destruição pela pura misericórdia do Senhor, e pelo fato de que não havia chegado ainda a hora de Judá ser levado ao cativeiro, consoante o Seu propósito.
Este capítulo 18º de II Reis nos dá conta do modo como se elevou o coração do rei Assírio Senaqueribe, em razão do grande poder que o seu país estava tendo sobre as demais nações, e esquecido que isto havia sido dado diretamente a eles por Deus, começaram a se exacerbar nas suas ações, usando de extrema crueldade para com os povos conquistados e se exaltando contra o próprio Deus de Israel, uma vez que já haviam levado o Reino do Norte para o cativeiro, quando Senaqueribe veio afrontar o Senhor, nos dias de Ezequias, sem saber o grande juízo que Ele estava forjando contra os assírios.
Não havia melhor ocasião do que aquela para visitar o orgulho dos assírios com juízos, porque a santidade do Senhor estava sendo vindicada pelo piedoso rei Ezequias, que não somente empreendeu uma grande reforma religiosa em Judá, restaurando tudo o que havia sido destruído pelo seu pai (Acaz), e de Ezequias se diz o que nós lemos no verso 3: “Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.”, isto é, ele era um crente verdadeiro tal como fora Davi antes dele, e ainda nós lemos sobre quem ele havia sido no verso 5: “Confiou no Senhor Deus de Israel, de modo que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.”.
Isto significa que não houve nenhum rei no período do reino dividido em Judá, que tivesse confiado tanto no Senhor como Ezequias.
E a grande fé dele seria honrada por Deus de várias formas, e especialmente na derrota que imporia aos assírios, sem o auxílio de mãos humanas, conforme veremos no capítulo seguinte.
E a qualidade da fé de Ezequias era tanto subjetiva quanto objetiva, porque não era fé na fé, ou mera confiança em Deus baseada em sentimentos e emoções, mas fé na Sua Palavra e na disposição de cumpri-la integralmente, como se afirma no verso 6: “Porque se apegou ao Senhor; não se apartou de o seguir, e guardou os mandamentos que o Senhor ordenara a Moisés.”.
E o resultado disto não poderia ser outro senão o que se diz no verso 7: “Assim o Senhor era com ele; para onde quer que saísse prosperava.”.
Comunhão com Deus, poder contar com Suas bênçãos, prosperidade, isto é, poder avançar contando com a boa mão do Senhor sendo-lhe favorável em tudo, dando vitória sobre os inimigos, a mesma prosperidade que Josué havia experimentado no passado, e que lhe foi prometida pelo Senhor, caso andasse nos Seus caminhos, não se desviando deles, por um estrito cumprimento dos Seus mandamentos.
De outro modo, como a pequena Judá poderia resistir ao poder da Assíria, se o Senhor não fosse com eles?
Por isso se diz ainda na parte “b” do verso 7, em que consistiu também a prosperidade de Ezequias: “Rebelou-se contra o rei da Assíria, e recusou servi-lo.”.
Com a mesma fé e obediência de Ezequias nós podemos também resistir ao pecado e ao diabo e recusarmo-nos a servi-los, porque certamente o Senhor dar-nos-á vitória sobre ambos.
Foi de tal ordem a reforma empreendida por Ezequias, que somente ele teve a ousadia que ninguém havia tido antes dele de despedaçar a serpente de bronze que Moisés havia feito no deserto (v. 5), e que os israelitas haviam transformado em objeto de adoração, porque não somente discerniu que aquilo configurava uma idolatria, como também percebeu que não valeria a pena manter aquele objeto como uma relíquia preciosa, porque sempre conduziria a uma possível idolatria, e Ezequias estava bem convicto do quanto isto desagradava a Deus.
Aquela serpente foi usada num momento específico, para curar os israelitas das feridas das serpentes abrasadoras do deserto, mas muitos israelitas deviam continuar atribuindo ao objeto propriamente dito o poder de curá-los de suas enfermidades, quando que na verdade foi o Senhor e não a serpente de bronze quem havia curado os israelitas no deserto nos dias de Moisés.
Esta foi feita a mando de Deus, para servir de figura ao modo de salvação, que é por se olhar com os olhos da fé para Cristo, que se fez maldição no nosso lugar.
Como Samaria havia sido tomada pelos assírios no 6º ano do reinado de Ezequias, pelo rei Salmanasar (v. 9, 10), Senaqueribe, que reinou depois dele, sentiu-se incentivado cerca de oito anos depois, isto é no 14º ano do reinado de Ezequias, a invadir Judá (v. 13), e como havia conseguido se apoderar das cidades fortificadas de Judá, Ezequias por prudência propôs-lhe ser seu tributário, e o rei da Assíria lhe cobrou 300 talentos de prata e trinta de ouro (v. 14,15), e Ezequias não sabia que a sua fé viria a ser provada nisto tudo de maneira que o grande nome do Senhor viesse a ser exaltado.
O diabo parecia já ter vencido a guerra por esta única batalha, mas esta vantagem inicial somente serviria para trazer maior honra ao Senhor, porque estava comprovado que Judá jamais poderia se livrar do poder da Assíria, pela sua própria força.
Ezequias aprenderia que não adianta negociar com o inimigo, não adianta fazer concessões ao diabo, para que ele não nos prejudique ainda mais, porque sempre desonrará os seus tratos, conforme é próprio à sua natureza mentirosa, enganosa, destruidora, e sempre desejará muito mais de nós, e foi exatamente isto o que ocorreu com Ezequias, porque não honrando o que havia sido negociado, Senaqueribe subiu a Jerusalém com um grande exército e enviou três dos seus principais generais para afrontarem o exército de Judá e o Deus de Israel (v. 17).
Naquela ocasião o Egito devia estar tentando efetuar uma aliança com outras nações, para poder fazer frente ao poder da Assíria, e esta foi uma das razões apresentadas por Senaqueribe através de seus três generais para ter se antecipado invadindo Judá, sob a alegação de que seria vão os israelitas esperarem receber auxílio do Egito em carros e cavaleiros, e ainda que a própria Assíria desse 2.000 cavalos a Judá, Ezequias não teria cavaleiros suficientes para colocar sobre eles (v. 23).
Então ele conclui com o seguinte argumento: De que valeria confiarem no Egito? (v. 21). De que adiantaria adorarem ao Deus cujo altar havia sido restaurado pelo rei de Judá no templo de Jerusalém? (v. 22).
E então os três generais mensageiros de Senaqueribe mentiram aos judeus dizendo que foi o próprio Senhor que lhes havia ordenado subir contra Judá para destruí-la (v. 25).
Eles não disseram isto sequer por confiarem no Senhor e temê-lo, mas simplesmente para intimidarem os judeus e queriam dizer que o próprio Deus de Israel estava do lado dos assírios, juntamente com os demais deuses deles.
Percebendo qual era o intento deles, a embaixada que Ezequias enviou aos generais assírios pediu que lhes falasse em aramaico e não em hebraico, de modo que os judeus que estavam ao redor não compreendessem o que eles estavam dizendo, para que suas mãos não ficassem frouxas para a guerra (v. 26).
E tendo percebido isto, Rabsaqué, que falava pelo rei da Assíria, liderando o grupo de três generais, começou a afrontar diretamente todos os judeus, dizendo que era exatamente este o propósito da sua mensagem, e por isso lhes estava falando na própria língua deles, de maneira que entendessem quais eram as intenções da Assíria em relação a eles, que era a de conduzi-los em cativeiro, sem que lhes opusessem qualquer resistência.
E eles passaram a afrontar os deuses das demais nações e o próprio Deus de Israel, dizendo que nenhum deles puderam livrar os seus povos das mãos da Assíria.
Estas palavras foram bastante perturbadoras a ponto de fazer com que os homens que Ezequias havia enviado a ter com os assírios retornassem a ele com suas vestes rasgadas, e lhe contaram tudo o que Rabsaqué lhes havia dito.
Qual foi a razão de tanta fúria do diabo?
A resposta está no texto paralelo de II Crônicas 29, no qual nós vemos que o povo havia sido reconduzido ao Senhor por Ezequias, e tornaram a adorá-lo de acordo com as prescrições da Lei de Moisés.
E Ezequias havia feito uma restauração do ofício dos sacerdotes e dos levitas, que louvavam e ofereciam sacrifícios a Deus.
Tudo o que o diabo havia conseguido fazer através de Acaz, Deus havia desfeito através de Ezequias, e esta era a razão do Inimigo estar se levantando tão furiosamente contra tudo isto, tentando intimidar os judeus para que não perseverassem na sua fidelidade ao Senhor.
Mas nós veremos no capitulo seguinte qual foi a atitude de Ezequias em relação às ameaças do inimigo e qual foi a resposta que Deus deu à fé demonstrada pelo Seu servo.


“1 Ora, sucedeu que, no terceiro ano de Oseias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.
2 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Abi, filha de Zacarias.
3 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.
4 Tirou os altos, quebrou as colunas, e deitou abaixo a Asera; e despedaçou a serpente de bronze que Moisés fizera (porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso), e lhe chamavam Neustã.
5 Confiou no Senhor Deus de Israel, de modo que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.
6 Porque se apegou ao Senhor; não se apartou de o seguir, e guardou os mandamentos que o Senhor ordenara a Moisés.
7 Assim o Senhor era com ele; para onde quer que saísse prosperava. Rebelou-se contra o rei da Assíria, e recusou servi-lo.
8 Feriu os filisteus até Gaza e os seus termos, desde a torre dos atalaias até a cidade fortificada.
9 No quarto ano do rei Ezequias que era o sétimo ano de Oseias, filho de Elá, rei de Israel, Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou
10 e, ao fim de três anos, tomou-a. No ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oseias, rei de Israel, Samaria foi tomada.
11 Depois o rei da Assíria levou Israel cativo para a Assíria, e os colocou em Hala, e junto ao Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos;
12 porquanto não obedeceram à voz do senhor seu Deus, mas violaram o seu pacto, nada ouvindo nem fazendo de tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado.
13 No ano décimo quarto do rei Ezequias, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.
14 Pelo que Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
15 Assim deu Ezequias toda a prata que se achou na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei.
16 Foi nesse tempo que Ezequias, rei de Judá, cortou das portas do templo do Senhor, e dos umbrais, o ouro de que ele mesmo os cobrira, e o deu ao rei da Assíria.
17 Contudo este enviou de Laquis Tartã, Rabe-Sáris e Rabsaqué, com um grande exército, ao rei Ezequias, a Jerusalém; e subiram, e vieram a Jerusalém. E, tendo chegado, pararam ao pé do aqueduto da piscina superior, que está junto ao caminho do campo do lavandeiro.
18 Havendo eles chamado o rei, saíram-lhes ao encontro Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.
19 E Rabsaqué lhes disse: Dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas?
20 Dizes (são, porém, palavras vãs): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, que contra mim te revoltas?
21 Estás confiando nesse bordão de cana quebrada, que é o Egito; o qual, se alguém nele se apoiar, entrar-lhe-á pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito para com todos os que nele confiam.
22 Se, porém, me disserdes: No Senhor nosso Deus confiamos; porventura não é esse aquele cujos altos e altares Ezequias tirou dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante, este altar adorareis em Jerusalém?
23 Ora pois faze uma aposta com o meu senhor, o rei da Assíria: dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.
24 Como, então, poderias repelir um só príncipe dos menores servos de meu senhor, quando estás confiando no Egito para obteres carros e cavaleiros?
25 Porventura teria eu subido sem o Senhor contra este lugar para o destruir? Foi o Senhor que me disse: sobe contra esta terra e a destrói.
26 Então disseram Eliaquim, filho de Hilquias, e Sebna, e Joá, a Rabsaqué: Rogamos-te que fales aos teus servos em aramaico, porque bem o entendemos; e não nos fales na língua judaica, aos ouvidos do povo que está em cima do muro.
27 Rabsaqué, porém, lhes disse: Porventura mandou-me meu senhor para falar estas palavras a teu senhor e a ti, e não aos homens que estão sentados em cima do muro que juntamente convosco hão de comer o seu excremento e beber a sua urina?
28 Então pondo-se em pé, Rabsaqué clamou em alta voz, na língua judaica, dizendo: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria.
29 Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da minha mão;
30 nem tampouco vos faça Ezequias confiar no Senhor, dizendo: Certamente nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue na mão do rei da Assíria.
31 Não deis ouvidos a Ezequias; pois assim diz o rei da Assíria: Fazei paz comigo, e saí a mim; e coma cada um da sua vide e da sua figueira, e beba cada um a água da sua cisterna;
32 até que eu venha, e vos leve para uma terra semelhante à vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de azeite de oliveiras e de mel; para que vivais e não morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, quando vos envenena, dizendo: O Senhor nos livrará.
33 Porventura os deuses das nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria?
36 Que é feito dos deuses de Hamate e de Arpade? Que é feito dos deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? porventura livraram Samaria da minha mão?
35 Dentre todos os deuses das terras, quais são os que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor livre Jerusalém da minha mão?
36 O povo, porém, ficou calado, e não lhe respondeu uma só palavra, porque o rei ordenara, dizendo: Não lhe respondais.
37 Então Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas, e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué.” (II Rs 18.1-37).

Silvio Dutra

As Lutas Virão Apesar da nossa Fidelidade – II Reis 20

Ezequias reinou 29 anos (18.2). Foi no 14º ano do seu reinado que Senaqueribe subiu contra ele como vimos no capítulo décimo oitavo (18.13).
Como neste 20º capitulo de II Reis, que estaremos comentando, é dito que o Senhor lhe acrescentou 15 anos de vida, quando ele estava com uma enfermidade que era para morte (20.1), então podemos concluir que foi exatamente no 14º ano do seu reinado, quando foi cercado pelas tropas da Assíria, que o Senhor lhe dissera através de Isaías, que ele morreria.
E daí podemos entender a afirmação do verso 6 em que o Senhor lhe prometeu livrar das mãos da Assíria, que parece estar deslocada, depois de tudo o que lemos nos capítulos anteriores, porque na verdade, a narrativa deste capítulo, relativo à cura de Ezequias, pertence ao mesmo período da invasão de Judá pelos assírios.
Nós vemos então que Ezequias, em toda a sua fidelidade estava sendo provado duramente em sua fé, não somente pela invasão dos assírios, quanto por uma grave enfermidade, da qual lhe foi dito pelo Senhor, pelo seu profeta, que resultaria na sua morte.
E pela fé ele pôde vencer não somente os assírios, como também a enfermidade, porque argumentou com o Senhor baseado na grande fidelidade que vinha tendo para com Ele, e se firmou nas Suas promessas, em recompensar a obediência aos Seus mandamentos, conforme consta na Sua Palavra, como em Lev 26.3-12, por exemplo.
Ao que tudo indica a palavra que o Senhor deu a Ezequias, através de Isaías, que ele morreria, era realmente para provar a fé dele, assim como havia feito com Abraão, em relação a Isaque no passado, porque Manassés, seu filho, que viria a sucedê-lo, tinha apenas 12 anos quando subiu ao trono (II Crôn 33.1), e assim, ele foi gerado por Ezequias 3 anos depois de ter sido curado pelo Senhor da sua grave enfermidade.
E como poderia o trono de Davi ficar sem sucessor, caso ele tivesse morrido antes de ter gerado Manassés?
Como Josias seria gerado caso viesse a falhar a sucessão da linhagem de Davi ao trono, depois de Ezequias?
Entretanto, poderoso era o Senhor para gerar um filho a Manassés mesmo no período em que se encontrava enfermo, e assim, tudo isto não passa apenas de cogitações, porque não há impossíveis para Deus.
É interessante observar que mesmo tendo o Senhor prometido uma cura miraculosa a Ezequias, o profeta Isaías ordenou que se fizesse uma pasta de figos para ser colocada sobre o local da enfermidade (v. 7), porque com isto a úlcera seria curada.
Certamente isto tinha em vista colocar à prova a obediência de Ezequias ao profeta, e para auxiliá-lo na sua fé de que seria de fato curado, tal como Jesus havia feito com o lodo que aplicou aos olhos do cego, de modo que não houvesse dúvida no coração do rei, que deveria estar dividido em razão de o mesmo profeta ter-lhe dito antes que o Senhor afirmara que ele morreria daquela enfermidade.
E tão dividido ele ainda se encontrava entre os pensamentos sobre uma possível morte e uma possível cura, que ele pediu ao profeta um sinal de que seria de fato curado.
E este lhe propôs então algo sobrenatural, que somente o Senhor poderia fazer, a saber, que ele escolhesse entre o avançar ou o retroceder da sombra do relógio solar em 10 graus.
Como o avançar é o movimento natural, ainda que o avanço súbito de 10 graus num só instante somente poderia ser efetuado pelo poder sobrenatural do Senhor, governante do universo, então ele pediu que a sombra retrocedesse, em vez de avançar, e isto sucedeu quando Isaías orou pedindo que o Senhor o fizesse como sinal de que o rei seria curado (v. 8 a 11).
Naquela época Babilônia se encontrava debaixo do poder da Assíria (17.24), mas o rei de Babilônia sabendo que Ezequias se encontrava enfermo, enviou-lhe uma embaixada portando cartas e um presente (v. 12), e Ezequias lhes mostrou tudo o que havia em Jerusalém, sem saber que aquilo serviria para despertar a cobiça deles no futuro, em face das grandes riquezas que viram sobretudo no palácio real.
E o Senhor disse a Ezequias, através do profeta Isaías o que os babilônios viriam a fazer em Judá, não somente saqueando os tesouros que Ezequias havia juntado, como também levariam cativos os seus descendentes para Babilônia.
Não podemos pesar os motivos de Ezequias e com que tom ele disse a Isaías que boas eram aquelas palavras que o Senhor pronunciara através dele, porque todo este mal não ocorreria em seus dias.
Entretanto, não podemos afirmar que houve qualquer ironia nelas em face da piedade do rei, e a honra que devotava ao Senhor e ao Seu profeta.
Elas podem sim, ter expressado o seu alívio quando soube que aquele grande mal não ocorreria enquanto estivesse vivendo.




“1 Por aquele tempo Ezequias ficou doente, à morte. O profeta Isaías, filho de Amoz, veio ter com ele, e lhe disse: Assim diz, o Senhor: Põe em ordem a tua casa porque morrerás, e não viverás.
2 Então o rei virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor, dizendo:
3 Lembra-te agora, ó Senhor, te peço, de como tenho andado diante de ti com fidelidade e integridade de coração, e tenho feito o que era reto aos teus olhos. E Ezequias chorou muitíssimo.
4 E sucedeu que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:
5 Volta, e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do Senhor.
6 Acrescentarei aos teus dias quinze anos; e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim, e por amor do meu servo Davi.
7 Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos e ponde-a sobre a úlcera; e ele sarará.
8 Perguntou, pois, Ezequias a Isaías: Qual é o sinal de que o Senhor me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do Senhor?
9 Respondeu Isaías: Isto te será sinal, da parte do Senhor, de que o Senhor cumprirá a palavra que disse: Adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás?
10 Então disse Ezequias: É fácil que a sombra decline dez graus; não seja assim, antes volte a sombra dez graus atrás.
11 Então o profeta Isaías clamou ao Senhor, que fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que já tinha declinado no relógio de sol de Acaz.
12 Naquele tempo Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei de Babilônia, enviou cartas e um presente a Ezequias, porque ouvira que Ezequias tinha estado doente.
13 E Ezequias deu audiência aos mensageiros, e lhes mostrou toda a casa de seu tesouro, a prata e o ouro, as especiarias e os melhores unguentos, a sua casa de armas e tudo quanto havia nos seus tesouros; coisa nenhuma houve que lhes não mostrasse, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio.
14 Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e lhe perguntou: Que disseram aqueles homens, e donde vieram a ti? Respondeu Ezequias: Vieram de um país mui remoto, de Babilônia.
15 E disse ele: Que viram em tua casa? E disse Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; não há coisa nenhuma nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse.
16 Então disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do Senhor:
17 Eis que vêm dias em que será levado para a Babilônia tudo quanto houver em minha casa, bem como o que os teus pais entesouraram até o dia de hoje; não ficará coisa alguma, diz o Senhor.
18 E até mesmo alguns de teus filhos, que procederem de ti, e que tu gerares, levarão; e eles serão eunucos no paço do rei de Babilônia.
19 Então disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do Senhor que disseste. Disse mais: Pois não é assim, se em meus dias vai haver paz e segurança?
20 Ora, o restante dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água para a cidade, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
21 E Ezequias dormiu com seus pais. E Manassés, seu filho, reinou em seu lugar.” (II Rs 20.1-21).

Silvio Dutra

EZEQUIEL 18

Este capítulo de Ezequiel mostra de modo muito claro que é a perseverança na fé e a santificação que mantêm o cristão na prática da justiça, a maior e melhor evidência da salvação, que é pela graça, mediante a fé.
Se alguém chegou a se inteirar dos caminhos do Senhor e até mesmo a agir conforme exigido pelos Seus mandamentos, e esta pessoa retorna depois à prática da iniquidade, na qual vivera dantes, isto comprova que tal pessoa não foi justificada por Deus; que não foi salva por Ele, que não nasceu de novo do Espírito; e que portanto, nunca teve a vida eterna, mesmo quando se inteirava da prática da justiça.
Todavia, aquele que vivia na prática da iniquidade e vem a se converter dos seus maus caminhos e persevera na fé e na santificação, não se fará mais lembrança dos pecados que tal pessoa havia praticado no passado porque será completamente perdoada por Deus, e terá a vida eterna, desde a sua conversão.
Assim, este capitulo relaciona as boas obras de justiça que são evidências de quem realmente é justo diante de Deus. Certamente não são estas boas obras a causa da sua salvação (que é sempre a graça e a fé), mas a sua melhor evidência, conforme já comentamos anteriormente.
Todavia, não podemos esquecer que este capitulo não foi escrito particularmente para a Igreja, debaixo da Nova Aliança com Cristo, e sim debaixo da Lei da Antiga Aliança, que interessava apenas aos israelitas, no período de vigência daquela aliança.
As ameaças de morte, e a promessa de preservação da vida, têm a ver, especialmente, com as promessas de bênçãos e as ameaças de maldição contidas na Lei de Moisés (A Antiga Aliança abrangia todos os israelitas em todas as gerações de Israel, de Moisés até a morte de Jesus, e por isso, possuía também um caráter essencialmente coletivo quanto às aplicações das suas promessas de bênçãos (Lev 26.3-13; Dt 7.12-26; 11.8-32; 28.1-14), e de maldições (Lev 26.14-42; Dt 11.26-28; 27.26; 28.15-68).
Devemos lembrar também que o que deu ocasião a esta mensagem que foi dada por Deus ao profeta foi o provérbio que havia entre os israelitas, de que eles não estavam sendo julgados porque fossem culpados perante Deus, mas sempre por causa do pecado de seus antepassados, conforme previsto na Lei de que Deus visitaria a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração, que eles haviam reduzido para a forma proverbial de se dizer que os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que ficaram embotados.
Então para demonstrar que nunca havia desobrigado ninguém da responsabilidade pessoal e individual perante Ele, o Senhor enfatizou que cada pessoa vive (por causa da sua justiça) ou morre (por causa dos seus próprios pecados, e não por causa dos pecados de outrem).
O princípio legal de se visitar a iniquidade dos pais nos filhos, na Antiga Aliança, tinha por alvo reforçar exatamente a responsabilidade individual, da qual eles estavam procurando se eximir.
Porque à medida que os pais são irresponsáveis, a tendência é que os filhos sejam mais irresponsáveis ainda, e era apenas isto que o Senhor queria evitar, e não agir de forma injusta fazendo com que o inocente fosse considerado culpado, ou que o culpado fosse considerado inocente, o que a propósito, constava da Lei de Moisés, para que os juízes de Israel não viessem a condenar pessoas que fossem inocentes das coisas que fossem acusadas, ou então, que culpados, fossem declarados inocentes por eles.
Então não procedia a acusação dos judeus em relação ao Senhor, dizendo que Ele não era justo, que também não eram justos os Seus caminhos, ou seja, as Suas exigências, a Sua vontade, refletidas nos Seus mandamentos.
É algo muito triste quando a justiça é distorcida, quando ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal. E é justamente isto o que costumam fazer os ímpios, e desta forma os judeus estavam comprovando que eram ímpios e não justos, porque julgavam que os caminhos deles é que eram justos e não os caminhos de Deus.
E o Senhor, revelando que não é apenas justo, mas também misericordioso e perdoador, ainda assim convocou aqueles ímpios do Seu próprio povo a se converterem a Ele, convertendo-se de todas as suas transgressões, para que não fossem levados por sua iniquidade à perdição (v. 30).
E rogou-lhes que lançassem fora todas as suas transgressões que haviam cometido contra Ele, e que criassem um novo coração e um espírito novo, para que não morressem (v. 31).
Afinal, o Senhor não tem prazer na morte de ninguém, antes deseja que o ímpio se converta e viva (v. 32).
Em todo o caso a Palavra de Deus nesta passagem de Ezequiel nos alerta para a seriedade que se exige de nós quanto a considerarmos a possibilidade de transformar a graça de Deus em luxúria, conforme dizer do apóstolo Judas, porque não são poucos os cristãos que costumam usar o argumento de que podem permanecer no pecado, porque estão debaixo da graça e não da Lei.
Entretanto, o Senhor está seriamente interessado em que seus filhos abundem na prática de boas obras de justiça, e que consagrem seus membros à prática da justiça, com vistas à santificação deles, pela Palavra, mediante o poder do Espírito.
Que ninguém seja portanto, achado faltoso nesta parte, pensando erroneamente que estar sob a graça significa ter permissão de Deus para viver pecando.
Que nos cause horror a doutrina, de que podemos estar sossegados quando pecamos deliberadamente, porque afinal basta crer que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.
Isto não é o que a Bíblia ensina. Ao contrário, ordena que não devemos dar descanso à nossa alma enquanto não estivermos santificados. Que devemos chorar pelos nossos pecados para que sejamos de fato bem-aventurados, e assim o sangue de Jesus mostrará toda a sua eficácia em nosso favor.
Lembremos que Deus não odeia a nada do que Ele criou. Especialmente as almas dos homens. Então se alguém vier a se perder, isto não terá sido pela vontade de Deus, mas pelo próprio amor da pessoa às trevas e ao pecado.




“1 De novo veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Que quereis vós dizer, citando na terra de Israel este provérbio: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?
3 Vivo eu, diz e Senhor Deus, não se vos permite mais usar deste provérbio em Israel.
4 Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.
5 Sendo pois o homem justo, e procedendo com retidão e justiça,
6 não comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua separação;
7 não oprimindo a ninguém, tornando, porém, ao devedor e seu penhor, e não roubando, repartindo e seu pão com o faminto, e cobrindo ao nu com vestido;
8 não emprestando com usura, e não recebendo mais de que emprestou, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeira justiça entre homem e homem;
9 andando nos meus estatutos, e guardando as minhas ordenanças, para proceder segundo a verdade; esse é justo, certamente viverá, diz o Senhor Deus,
10 E se ele gerar um filho que se torne salteador, que derrame sangue, que faça a seu irmão qualquer dessas coisas;
11 e que não cumpra com nenhum desses deveres, porém coma sobre os montes, e contamine a mulher de seu próximo,
12 oprima ao pobre e necessitado, pratique roubos, não devolva o penhor, levante os seus olhos para os ídolos, cometa abominação,
13 empreste com usura, e receba mais do que emprestou; porventura viverá ele? Não viverá! Todas estas abominações, ele as praticou; certamente morrerá; o seu sangue será sobre ele.
14 Eis que também, se este por sua vez gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, tema, e não cometa coisas semelhantes,
15 não coma sobre os montes, nem levante os olhos para os ídolos da casa de Israel, e não contamine a mulher de seu próximo,
16 nem oprima a ninguém, e não empreste sob penhores, nem roube, porém reparta o seu pão com o faminto, e cubra ao nu com vestido;
17 que aparte da iniquidade a sua mão, que não receba usura nem mais do que emprestou, que observe as minhas ordenanças e ande nos meus estatutos; esse não morrerá por causa da iniquidade de seu pai; certamente viverá.
18 Quanto ao seu pai, porque praticou extorsão, e roubou os bens do irmão, e fez o que não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá na sua iniquidade.
19 contudo dizeis: Por que não levará o filho a iniquidade do pai? Ora, se o filho proceder com retidão e justiça, e guardar todos os meus estatutos, e os cumprir, certamente viverá.
20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
21 Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e preceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá.
22 De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou viverá.
23 Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?
24 Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; pois pela traição que praticou, e pelo pecado que cometeu ele morrerá.
25 Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é justo. Ouvi, pois, ó casa de Israel: Acaso não é justo o meu caminho? não são os vossos caminhos que são injustos?
26 Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na sua iniquidade que cometeu morrerá.
27 Mas, convertendo-se o ímpio da sua impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida.
28 pois se reconsidera, e se desvia de todas as suas transgressões que cometeu, certamente viverá, não morrerá.
29 Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é justo. Acaso não são justos os meus caminhos, ó casa de Israel, Não são antes os vossos caminhos que são injustos?
30 Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, para que a iniquidade não vos leve à perdição.
31 Lançai de vós todas as vossas transgressões que cometestes contra mim; e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois, por que morrereis, ó casa de Israel,
32 Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei,” (Ezequiel 18)

Silvio Dutra