Aniversario de 17 anos

Cerca de 805 frases e pensamentos: Aniversario de 17 anos

Me grudei; tchê! Segui firmezito nos teus caminhos, não froxei o garrão. Salmos 17:5

Pastor Gaúcho

Quarta Feira - 30/12/2009 Horario: 17:58



Já sei de tudo que você gosta, por isso não faria nada pra te machucar já que te amo, eu tenho com você tudo que eu preciso pra ser feliz realmente, não trocaria por nada, sentir que sempre podemos nos dar mais e mais pra tornar nossas vidas ainda mais ligadas é tão bom, esperar que chegue o fim de semana pra ficar mais perto de você, te ver sorrindo e compartilhar com você as minhas alegrias e alguns probleminhas que eu pretendo eliminá-los logo logo, porque o que eu quero construir com você e mais que uma vida é tudo pra mim, e esse tudo eu não quero perder.Minha felicidade e ver em seus olhos quando você esta feliz, quando esta sorrindo, brincando, não gosto quando você esta triste, pensativo, distante porque eu sei que é nesse momento que você mais se afasta de mim, e o que eu mais quero e ter você perto de mim o maior tempo possível, porque você me faz bem, tua felicidade me faz bem, meu bem maior é você menino. Quando você esta inquieto pensando que eu fiz alguma coisa e eu fico tentando te convencer que eu não fiz nada não e porque eu tenha feito e porque eu quero que você saiba mais do que ninguém que eu sou somente sua e de mais ninguém e que alem de você ninguém vai me tocar, e sei que a única maneira de você acreditar e eu te falando e vou continua te falando quantas vezes forem possíveis, quantas vezes forem necessárias, porque o meu amor por você me da forças, me ajuda a não ter medo do teu olhar quando você esta com raiva, não me deixa ter medo quando você fica falando coisas que eu não fiz, sei que ta falando daquele jeito pra tentar me enfraquecer, pra tentar fazer com que eu fique chateada, mais meu amor eu sei que eu não fiz nada, minha consciência esta limpa.
Amor quando olhos em seus olhos consigo ver as vezes duas pessoas, quando discutimos vejo as vezes pessoas diferentes, mais acredito um dia poder olhar e só ver uma pessoa, você e é com você que eu quero se feliz, Amo Voucê Demais Vida minha!

Pela eternidade pra sempre com você!!!!

Tifa..

Escondida...

Vou me esconder
Em seu coração,
Para ver se você
Me acha!
17/08/09

Andréa Fênix

'Se eu lhe dei 20 mil réis pra cobrar 3 e 300' é melhor devolver os 20, mais os 3 e 300 e os 17 e 700... Ou meto-lhe a peixeira.
(Peguei emprestada parte da letra da canção do Gonzagão (que saudade!) e do Miguel Lima).

Horlando Halergia

Não e possível sanar um defeito antes das 17 e 30h da sexta-feira. O defeito será facilmente sanado as 9 e 01h da segunda-feira.

Edward Aloysius Murphy

Diante da narrativa bíblica em Êxodo 33.17, cabe-nos incluir o maior de todos os amigos ao nosso circulo, aquele que nos inseriu à existência, e nos propõe uma carreia profícua e explendorosa. Diante dEle e com Ele, todos os desafios se tornam em grandes oportunidades para o nosso crescimento e desenvolvimento pessoal, familiar, profissional, social e inclusive o religioso

Joel Beuter

UNTITLED - SEM TITULO
Dia: 17/11/2007
Hora: 04:08

COMO DIZER
QUE NÃO TENHO MAIS INSPIRAÇÃO
SE ESSE É O COMPLEMENTO
QUE ME FAZ VIVER

SERIA EU
UM INÚTIL PEDAÇO DE BARRO
SEM RESPIRAÇÃO
UM CORPO INERTE SEM CORAÇÃO

COMO VIVER
SEM AO MENOS UMA VEZ
EU NÃO DISSER
EU AMO VOCÊ

SEM TI
EU ME SENTI SÓ
SINTO SÓ
COMO JÓ

POR TUDO ISSO
AGRADEÇO A DEUS
QUE ME FAZ UM
ÚNICO SER, NISSO
QUE CHAMAMOS DE VIVER...

Gasv

UNTITLED - SEM TITULO
Autor: Eu
Dia: 17/11/2007
Hora: 04:08

COMO DIZER
QUE NÃO TENHO MAIS INSPIRAÇÃO
SE ESSE É O COMPLEMENTO
QUE ME FAZ VIVER

SERIA EU
UM INÚTIL PEDAÇO DE BARRO
SEM RESPIRAÇÃO
UM CORPO INERTE SEM CORAÇÃO

COMO VIVER
SEM AO MENOS UMA VEZ
EU NÃO DISSER
EU AMO VOCÊ

SEM TI
EU ME SENTI SÓ
SINTO SÓ
COMO JÓ

POR TUDO ISSO
AGRADEÇO A DEUS
QUE ME FAZ UM
ÚNICO SER, NISSO
QUE CHAMAMOS DE VIVER...

Gasv

Eu só tenho 17 anos de idade mas isso não importa
O amor não tem idade..

Maicon robert

1Jo 2:17 - E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Belkis Braz

A bondade é como paraíso de bênçãos, e a misericórdia permanece para sempre. Ec 40:17

Belkis Braz

Efésios 5:17 "Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor."

MGT

17. Que relação existe entre a Escritura, a Tradição e o Magistério?

De tal maneira estão unidos, que nenhum deles existe sem os outros. Todos juntos contribuem eficazmente, cada um a seu modo, sob a ação do Espírito Santo, para a salvação dos homens.

O que é Catolicismo

Ficando acordada até de manhã, tem apenas 17, mas anda nas ruas tão má.

Lana Del Rey

Eu tinha 17, e ele 32. Ele era formado, e eu ainda fazendo meus cursinhos. Ele tinha sua casa, e eu morando e vivendo do sustento dos meus pais. Ele tinha sua própria vida, super independente por sinal. Já ia pra segunda faculdade se quisesse. A terceira se pudesse. A quarta se preferir. Enquanto eu ainda tinha planos, sonhos, de uma adolescente qualquer. Tão incertos quanto meu amor por ele. Sabe, eu sempre fui assim. Incerta. Não. Eu nunca sei quando é amor. Porque no início eu me apaixono, eu amo, eu me entrego, eu me dou. Posso acreditar nas suas promessas de amor eterno, de viagens por toda a vida. De andar de bicicleta, de skate, surfar, rir, e enfim, eu posso, posso acreditar na sua oferta de felicidade. Mas cara, queira ser um homem e cumprir com o que diz. Porque sou jovem. Sou bobinha pra algumas coisas. As vezes penso com os pés fora do chão. Mas não, nem pense em brincar comigo. Idade não significa nada. Eu posso não ter, casa própria, vida própria, dinheiro próprio. Mas amor próprio, eu tenho, e vou te falar, não é pouco não.

Cristiane Alves

“A prova da vossa fé." (I Pedro 1.7)

A fé inexperiente pode ser a verdadeira fé, mas certamente é pouca fé, e é provável que se mantenha assim enquanto estiver sem provações. A fé nunca prospera tão bem como quando todas as coisas são contrárias a ela: as tempestades são seus treinadores, e os relâmpagos são seus iluminadores.
Quando reina a calmaria no mar, coloque as velas como quiser, mas o iate não se moverá, pois num oceano adormecido a quilha dorme também. Mas deixe os ventos soprarem e então o barco será levado em direção a seu porto desejado.
Nenhuma flor é de tão lindo azul como aquelas que crescem ao pé da geleira congelada, nem estrelas brilham tão brilhantemente como aquelas que iluminam o céu polar; a água não é tão doce como a que brota no meio da areia do deserto; e nenhuma fé é tão preciosa como a que vive e triunfa na adversidade.
A fé provada traz experiência. Você não poderia ter crido em sua própria fraqueza caso não tivesse sido obrigado a passar através dos rios; e você nunca teria conhecido a força de Deus se não tivesse sido apoiado no meio das tempestades.
A fé aumenta em solidez, segurança e intensidade, mais ela é exercitada com a tribulação. A fé é preciosa, e sua provação é preciosa também.
Não deixe isso, porém, desencorajar aqueles que são novos na fé. Você vai ter provações suficientes, sem procurá-las: a porção completa será medida para você na época devida. Enquanto isso, se você ainda não pode reivindicar o resultado de uma longa experiência, seja grato a Deus pela graça que você tem; louve ao Senhor pelo grau de confiança santa que tiver alcançado; ande de acordo com essa regra, e você deverá ter ainda mais e mais a bênção de Deus, até que sua fé remova montanhas e conquiste impossibilidades.

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Charles Haddon Spurgeon

JUÍZES 17

"1 Havia um homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Mica.
2 Disse este a sua mãe: As mil e cem moedas de prata que te foram tiradas, por cuja causa lançaste maldições, e acerca das quais também me falaste, eis que esse dinheiro está comigo, eu o tomei. Então disse sua mãe: Bendito do Senhor seja meu filho!
3 E ele restituiu as mil e cem moedas de prata a sua mãe; porém ela disse: Da minha mão dedico solenemente este dinheiro ao Senhor a favor de meu filho, para fazer uma imagem esculpida e uma de fundição; de sorte que agora to tornarei a dar.
4 Quando ele restituiu o dinheiro a sua mãe, ela tomou duzentas moedas de prata, e as deu ao ourives, o qual fez delas uma imagem esculpida e uma de fundição, as quais ficaram em casa de Mica.
5 Ora, tinha este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um éfode e terafins, e consagrou um de seus filhos, que lhe serviu de sacerdote.
6 Naquelas dias não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos.
7 E havia um mancebo de Belém de Judá, da família de Judá, que era levita, e peregrinava ali.
8 Este homem partiu da cidade de Belém de Judá para peregrinar onde quer que achasse conveniente. Seguindo ele o seu caminho, chegou à região montanhosa de Efraim, à casa de Mica,
9 o qual lhe perguntou: Donde vens? E ele lhe respondeu: Sou levita de Belém de Judá, e vou peregrinar onde achar conveniente.
10 Então lhe disse Mica: Fica comigo, e sê-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez moedas de prata, o vestuário e o sustento. E o levita entrou.
11 Consentiu, pois, o levita em ficar com aquele homem, e lhe foi como um de seus filhos.
12 E Mica consagrou o levita, e o mancebo lhe serviu de sacerdote, e ficou em sua casa.
13 Então disse Mica: Agora sei que o Senhor me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote.” (Jz 17.1-13).

Tudo o que se relata neste e nos demais capítulos deste livro pertence a um período muito anterior aos dias de Sansão, remontando, o que se descreve no vigésimo capítulo, aos dias de Fineias, filho de Eleazar e neto de Arão (20.28).
E certamente, foi registrado no final do livro para não interromper a história dos juízes, para revelar que apesar dos muitos problemas havidos em seus dias, a nação caminhava melhor com Deus, do que antes disso, como poderemos verificar nos relatos que se seguem.
A história que é narrada neste capítulo não é uma história solta e isolada, porque por ela é informado como a idolatria entrou em Israel, através de um homem chamado Mica, e depois se espalhou por toda a tribo de Dã (18.3).
Nós vemos neste primeiro capítulo, que a idolatria começou como consequência de um furto e de uma maldição, evidenciando-se o caráter que geralmente costuma acompanhar aqueles que a praticam, tão diferente da sinceridade, honestidade, santidade, e bênçãos que costumam acompanhar aqueles que verdadeiramente servem e temem a Deus.
Mica havia furtado as mil e cem moedas de prata que sua mãe havia juntado, mas por temor das maldições que ela havia proferido contra o ladrão, lhe revelou que o seu dinheiro estava em sua posse e o restituiu a ela.
Considerando que o que havia movido seu filho foram os seus deuses, em cujo nomes havia proferido tais maldições, reservou duzentas moedas de prata para fazer com elas imagens de escultura para ficarem na posse de seu filho. Já que ele não ficaria com o dinheiro, ficaria pelo menos com a mesma “bênção” dos deuses, que haviam “abençoado” sua mãe.
Apesar de ela ter dito que o dinheiro seria consagrado solenemente ao Senhor, no original hebraico, Jeová, transgredindo o mandamento que diz “não farás para ti imagem de escultura” (Êx 20.4), ela estava na verdade cultuando a outros deuses, tal como fizeram os filhos de Israel, quando saíram do Egito, fabricando o bezerro de ouro, e dizendo que era os deuses que lhes haviam retirado do cativeiro.
Quando dizemos que servimos a Jesus e fazemos aquilo que Ele nos tem proibido na sua Palavra, revelamos com isso, que não o conhecemos de fato, e fazemos parte do rol daqueles que dizem Senhor, Senhor, e que de modo algum entrarão no reino dos céus.
Tal era o caso da mãe de Mica.
Ela tentou anular as maldições que havia proferido, e que recaíram sem que o soubesse sobre o próprio filho, posto ser ele o ladrão, com uma maldição ainda maior, que se transformaria na causa da perdição não apenas de seu filho, como de toda uma tribo de Israel, a de Dã.
A cobiça e a mentira acompanharam também a ação da mãe de Mica, porque tendo dito a ele que usaria todo o dinheiro (mil e cem moedas) para fazer as imagens de escultura como forma de dedicação do dinheiro a Deus, sob o possível argumento de retirar a maldição que havia proferido, no entanto usou apenas menos do que um quinto do total (duzentas moedas), agindo tal como Ananias e Safira.
Como o ídolo é um mestre de mentiras e engano, porque por detrás do seu culto sempre encontraremos o pai da mentira que é o diabo, a mãe de Mica enganava-se a si mesma, ao dizer que estava dedicando o dinheiro a Jeová, com o fabrico daqueles ídolos, porque se o tivesse feito de fato, não teria agido com cobiça e mentindo, pois como pode Deus aceitar algo que seja feito com base na cobiça e na mentira, e ainda por cima, tratando-se de uma transgressão direta de um dos mandamentos tão claramente ordenado por Ele de que o Seu povo não faça para si imagem de escultura para lhes prestar culto de adoração, ainda que em Seu nome, porque na verdade não aceitará jamais tal tipo de adoração, uma vez que não é dirigida a Ele na verdade, que é espírito invisível, santo e justo, e é zeloso quanto a não permitir que aqueles que Lhe pertencem dividam o amor, culto e adoração que lhe são exclusivamente devidos a qualquer outro ser ou pessoa que exista em cima nos céus, ou em baixo na terra, ou mesmo nas águas debaixo da terra.
Desta forma, querendo fugir da maldição, eles estavam entrando nela porque ao que adora falsos deuses e usa imagem de escultura em sua adoração, se coloca debaixo do juízo proferido pelo Senhor contra os idólatras afirmando que visita até mesmo esta iniquidade dos pais nos seus próprios filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que O aborrecem (Êx 20.3-5), por provocarem a Sua ira, ao não darem a honra de culto e adoração, que são devidos exclusivamente a Ele.
O temor do cumprimento da maldição da parte de Mica, foi tão grande e talvez não menor do que a devoção que ele passou a prestar àqueles ídolos fabricados, no intuito de que a maldição fosse transformada em bênção, que colocou os ídolos que sua mãe mandara fazer na casa de deuses que ele tinha, e acrescentou a todo aquele aparato idolátrico uma estola sacerdotal e terafins, tendo ainda nomeado a um de seus filhos para atuar como sacerdote do culto, que era prestado àqueles falsos deuses (v. 5).
Mica tinha construído uma casa de deuses porque era fruto da sua própria imaginação, sabendo ou não que eram de inspiração demoníaca.
Ele julgava certamente que a forma de culto que havia inventado era muito melhor do que a do tabernáculo, que estava em Siló.
É bem provável que tenha feito isto depois dos dias de Fineias, neto de Arão, que era o sumo sacerdote, porque este Fineias estava cheio do zelo do Senhor e teria certamente castigado a idolatria de Mica, tal como fizera ainda nos dias de Moisés ao príncipe de Simeão e à sua mulher midianita, no caso da praga de Baal-Peor relatado no livro de Números (25.1-18).
Pois, estando o tabernáculo em Siló, uma das cidades de Efraim, este Mica teve a ousadia de construir uma casa de deuses na própria região de Efraim, onde residia.
Certamente o zelo de Fineias teria vindo sobre ele tal como fizera quando as tribos da Transjordânia erigiram um altar como memorial ao Senhor, quando partiram para suas terras depois de terem batalhado com as demais tribos em Canaã.
Naquela ocasião foi também Fineias que liderou a confederação das tribos para guerrearem contra as tribos da Transjordânia, julgando que tinham erigido aquele altar com o propósito de introduzirem uma nova forma de adoração, diferente da que deveria ser prestada exclusivamente no tabernáculo.
A idolatria começou no próprio território onde se encontrava o tabernáculo, denotando que o caráter dos dirigentes de Israel, nesta ocasião não estava provido do mesmo zelo que se encontrou em Moisés, Josué, Eleazar e Fineias.
Quando a liderança faz concessões ao erro dentro da própria casa de Deus, por uma alegada tolerância, pensando que estará fazendo com isso um grande bem, na verdade estará abrindo as portas para que o diabo entre e opere seus enganos, destruições e morte, com toda a liberdade.
E o sexto verso faz a afirmação com a qual o livro é fechado: “Naquelas dias não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos.”.
Isto indica a necessidade que havia de que libertadores fossem levantados por Deus para governarem a nação, quer no período dos Juízes, como vimos estudando até aqui, quer no período dos reis de Israel, mas tanto num quanto noutro período, nós vemos que o governo e o libertador do qual o povo de Deus necessita para poder vencer efetivamente o pecado, é o Senhor Jesus, do qual todos os demais libertadores terrenos eram apenas um pálido tipo.
Porque Ele estabelece o Seu governo em santidade nos nossos corações, e nos habilita, pela graça da Sua presença em nós, em andar de modo agradável a Deus, tendo a sua lei inscrita nas nossas mentes e corações.
Não é portanto sem motivo, que são tantas as figuras e profecias relativas a Ele no Velho Testamento, quer nos sacrifícios de animais e em todo o simbolismo de purificação, consagração e santificação, que havia naqueles sacrifícios, no que se refere à obra de redenção, justificação, regeneração, santificação e glorificação que estão nEle e com as quais somos beneficiados na nossa associação com Ele.
Bendito pois seja para todo o sempre o nosso Amado Salvador e Senhor, que nos tem apartado das nossas iniquidades para sempre, dando cumprimento cabal às profecias que apontavam para Ele e para a obra que realizaria em nosso favor.
Nós vemos quantas iniquidades Israel cometeu, mesmo sendo o povo de Deus, e tendo recebido dEle a Lei, os testemunhos, promessas e profetas.
Quantas abominações eles praticaram como as que estamos estudando no livro de Juízes e que se agravaram com o decorrer do tempo.
Tudo isto apontava para a necessidade de que o Libertador viesse a Sião e apartasse Jacó das suas iniquidades, trazendo perdão e reconciliação para todos aqueles que se encontravam afastados de Deus, e impossibilitados de fazerem por si mesmos a Sua santa vontade.
Jesus trouxe com Ele a graça do evangelho e a conversão do coração com e para a habitação do Espírito Santo, que nos faz perseverar nos caminhos de Deus.
A Ele pois toda honra, glória e louvor.
Falemos então do dever de todos os homens de guardarem a Lei de Deus, mas excluamos todo o mérito dos homens pelo fazê-lo, porque não poderiam fazer isto de modo algum, sem o Senhor que os santifica.
Falemos do esforço e de todo o trabalho que se deve fazer por amor ao Senhor, mas reconheçamos como Paulo, que tudo o que fizermos terá sido possibilitado somente pela graça de Jesus que nos for concedida.
Tal como os Juízes necessitavam que o Espírito Santo viesse sobre eles e os capacitasse a realizarem a obra que realizaram, conforme temos aprendido em todo o nosso estudo deste livro.
“Virá de Sião o Libertador, ele apartará de Jacó as impiedades.” (Rm 11.26).
“E agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser o seu servo, para tornar a trazer-lhe Jacó, e para reunir Israel a ele (pois aos olhos do Senhor sou glorificado, e o meu Deus se fez a minha força). Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra.” (Is 49.5,6).
Os versos 7 a 13 deste capítulo de Juízes narram como foi que um levita de Belém de Judá veio a ser colocado por Mica como sacerdote e dirigente espiritual em sua casa, não para oficiar segundo a lei de Deus, mas para aperfeiçoar a falsa adoração que ele havia iniciado.
Este levita andava errante em peregrinação, e segundo o seu próprio falar procurava peregrinar onde achasse conveniente, isto é, pelo seu próprio gosto e vontade, e não por estar seguindo a direção de Deus, e como ocorreu com ele, sucede com todos os ministros de Deus que não oram e não têm comunhão com Ele para terem direção vinda dEle a quem, onde e como ministrarem.
O que anda de acordo com o seu próprio conselho e vontade acabará caindo no laço do diabo, tal como sucedeu a este levita que acabou indo dar na casa de Mica.
Caso estivesse sendo dirigido pelo Senhor, jamais teria ido ter com ele, e muito menos se sujeitaria a ele, por dinheiro, para fazer a sua vontade servindo a falsos deuses.
E disfarçado em ministro da justiça, a serviço do diabo, que se disfarça em anjo de luz, tal foi o incremento e operações demoníacas que atuaram sob aquele levita, que a fama das coisas que ocorriam em resposta a petições, e bem provavelmente até mesmo sinais e maravilhas, correu por todo Israel, e particularmente na tribo de Dã, conforme veremos no capítulo seguinte.
E Mica considerou que quem lhe trouxera aquele levita foi a providência divina.
Para ele foi o próprio Jeová que o enviara, e assim julgou que seria deveras abençoado com o ministério daquele levita em sua casa.
Nós devemos julgar todas as coisas mediante os critérios da Palavra de Deus, e pela revelação da verdade que nela se encontra, e não pelos nossos sentimentos, tal como fizera Mica, porque se nos desviamos da Palavra de Deus, até mesmo a nossa oração será uma abominação, conforme se encontra no livro de Provérbios, porque não será feita de acordo com a vontade e verdade reveladas de Deus, mas segundo o nosso próprio coração.
Como Deus poderia estar enviando alguém para ministrar o erro? Qual é a comunhão que há entre Deus e Belial?
Mica era um ladrão que havia roubado sua própria mãe, e um homem ambicioso, que fazia da religião ocasião de lucro.
O que almejava na verdade era ganhar honra e dinheiro daqueles que o procurassem, em busca de respostas para os seus problemas.
Isto não tem mudado desde então, porque as pessoas sabem que buscar respostas no Deus verdadeiro demandará a conversão das suas vidas, e por isso rejeitam a verdade, à busca de ilusões em falsas divindades e junto aos demônios que não exigirão delas qualquer transformação de vida, podendo seguir livremente fazendo aquilo que é da própria vontade, permanecendo escravizadas aos pecados que gostam de praticar.

Silvio Dutra

Vencendo a Tentação

“Adiante deles enviou um homem, José, vendido como escravo;” (Salmo 105.17

Uma marca do herói de Deus é que ele é capaz de vencer a tentação. Ele tem que passar por várias tentações sujas, mas ele se mantém limpo. Ele tem que peregrinar num mundo mau, mas ele guarda a si mesmo da corrupção do mundo. Ele tem que enfrentar terríveis e fortes tentações exteriores e interiores, mas o Senhor o livra de todas. Assim fez José nos velhos tempos, e assim qualquer um de vocês hoje.
A primeira lição que eu retiro da vida de José é que a pessoa que tentar fazer o que é certo a qualquer custo não será popular entre os seus irmãos.
Tal é a perversidade da natureza humana, que os homens têm ciúme e inveja daqueles que são mais puros, mais santos, mais sábios do que eles. Todo homem tem que fazer a escolha solene entre a amizade de Deus e a amizade do mundo. Nós não podemos ter ambas. O povo de Deus se ama mutuamente, mas os ímpios são sempre inimigos da santidade e da verdade. Se um homem quer ser popular com todos os tipos de pessoas, ele deve desistir de seu dever para com o seu Deus.
"Ai de vós quando todos os homens falarem bem de vocês; sereis odiados de todos por causa do meu nome." O homem de mente pura não pode ser popular com o maldizente e o homem de vida impura. O homem sóbrio não pode escolher o viciado por companheiro. O homem religioso nunca deve fazer amizade com aquele, cujo lema é: "Eu não sei, e eu não me importo, e nada significa." Todo homem que escolhe deliberadamente a Deus, que escolhe o caminho estreito do dever, encontrar-se-á com algum ódio, abuso e desprezo da parte de seus irmãos descuidados. Tem sido sempre assim desde que o mundo começou, Noé e Ló foram alvo de zombaria e escárnio. Os profetas que falavam da vinda do Salvador sempre foram desconsiderados, e muitas vezes mortos. Quando o Filho de Deus veio ao mundo para trazer luz e verdade, eles disseram que ele tinha um demônio, e o penduraram num madeiro. Aqueles que primeiro seguiram seus passos santos ou eram ridicularizados como loucos, ou cruelmente torturados e mortos.
Assim tem sido com quase todos os verdadeiros reformadores na religião, ou da ciência, ou da moral pública. Eles foram chamados de ateus, ou sonhadores, e sua porção tem sido, por vezes, a prisão.
A retidão de José lhe custou o ódio de seus irmãos, custou-lhe perseguição, prisão, escravidão, mas o Senhor estava com ele. Então, se você tentar fazer o certo, você deve esperar se encontrar com a oposição, com o ridículo, talvez insultos. Alguns o chamarão de hipócrita, ou servo de ocasião, ou estraga-prazeres, porque você evita o caminho da impiedade, e busca a Igreja do seu Deus. O que importa isso? Se você tem o testemunho de uma boa consciência para com Deus, se você pode sentir que o Senhor está com você no caminho pelo qual você está indo, você saberá que é melhor sofrer perseguição com o povo de Deus do que desfrutar o salário do pecado por um certo tempo.
Eu também aprendo da história de José, que nossos problemas e desgraças muitas vezes são bênçãos disfarçadas. Deus nos leva para Si mesmo e para o Céu por caminhos diferentes. Um homem é provado pelas tentações da riqueza, outro pelas provações da pobreza. Mas, para cada cristão o caminho da fé é um caminho difícil, cheio de dificuldades e provações e obstáculos, mas sempre nos leva mais alto, mais perto de Deus. Antes que Moisés pudesse olhar as belezas da Terra Prometida, ele teve que escalar a íngreme subida do Monte Pisga, e antes que possamos ver claramente as coisas concernentes à nossa paz, e as coisas boas que Deus tem preparado para nós, devemos viajar na estrada pedregosa, e suportar as dificuldades como bons soldados de Cristo.
Em José, vemos um tipo de cada cristão. Ele foi odiado por seus irmãos porque ele amava o seu pai, e abominava a iniquidade. Então, se nós amamos o nosso Pai Celestial, haverá uma abundância de nossos irmãos na terra que irão nos odiar por isso. Para José houve a inveja de seus irmãos, o poço significava a sua própria destruição, escravidão, terrível tentação, uma falsa acusação, uma prisão. No entanto, este caminho de sofrimento, de provação, de decepção, de cativeiro, levou-o a um trono, e fez dele governador do Egito; aquele calabouço foi o trampolim para o palácio, os grilhões de ferro estavam levando José para a cadeia de ouro, e para o sinete da mão de faraó. Se José nunca tivesse sido lançado na cova ou vendido aos ismaelitas, ou preso no Egito, ele nunca poderia ter sentado à direita de faraó, e seu pai e irmãos teriam perecido pela fome. Mas essas mesmas dores abriram o caminho para a sua grandeza, e fez dele o salvador, não somente do Egito, mas da casa de seu pai.
Meus irmãos, não murmurem, porque a forma pela qual Deus lhe conduz é uma maneira áspera. O caminho de cada homem verdadeiro através da vida está manchado com sangue e marcado por lágrimas. Deus nos traz em baixas condições, como ele fez com José para ser lançado numa cova. Devemos nos encontrar com as tentações de fogo, para que a nossa fé possa ser provada como num forno, é preciso às vezes sofrer a prisão de homens e falso julgamento, ou a ignorância, ou a injustiça, mas enquanto o Senhor estiver conosco, como foi com José, não precisamos temer nenhum mal. O Senhor, que liberta os homens da prisão nos libertará, se não nesta vida, pelo menos quando a Morte, o Amigo, abrir a porta da prisão, passaremos, como Jesus, nosso Mestre, pelo caminho da tribulação para a glória que será revelada.
"Doces são os usos da adversidade;
Que, como um sapo, feio e venenoso,
não obstante usa uma jóia preciosa em sua cabeça.”
E ainda, eu aprendo da história de José, que uma mudança de fortuna muitas vezes traz uma nova tentação.
José, quando era um simples pastor entre as planícies de Canaã, e habitando entre o seu próprio povo, não foi colocado face a face com a terrível tentação que o esperava na luxuosa casa do egípcio Potifar. José nunca estivera sob tal perigo antes. Quando ele foi lançado na cova ele corria o risco de perder sua vida, mas agora ele estava em perigo de perder a sua alma; quando ele foi levado por seus irmãos para o ismaelitas ele foi vendido como escravo a inimigos, agora ele estava em perigo de ser vendido para ser escravo de maus desejos e paixões e perder a liberdade de inocência que ele nunca poderia recuperar.
Todo jovem quando sai para o mundo, deixando um silêncio, numa boa casa, talvez, para um grande cidade, e na companhia de pessoas, boas, ruins, e indiferentes, se encontrará com uma nova e mais feroz tentação do que ele jamais encontrou antes. Deixe o exemplo de José ajudá-lo a se manter impecável, imaculado pela carne, invicto pelo diabo. O Senhor estava com José em sua hora de provação, Ele estará com você também. José gritou: "Como vou fazer isso, e pecar contra Deus? "
Ah, lembrem-se disto, meus irmãos. Quando você peca, você não somente faz o mal para si mesmo e para outros, mas você peca contra Deus. José fugiu para longe da tentação; na hora da provação devemos fazer o mesmo. Fugir da má companhia, da conversa suja, da bebida forte, dos vícios de toda sorte, da visão impura, do livro e dos entretenimentos vis, afastemo-nos destas coisas como Ló fugiu das ruas da condenada e amaldiçoada Sodoma. Não se permitam procurar lugares de má fama; ou ouvir maledicências; muitos têm morrido como viciados arruinados, sem esperança, que começaram suas carreiras com um olhar sobre as fontes de suas tentações. Você não pode tocar o campo do pecado mesmo com a ponta do seu dedo, sem ser contaminado, você não pode ouvir uma palavra ruim, ou olhar para uma coisa má, sem perder algo de sua pureza. Por isso, eu digo, quando você puder, fuja da tentação, quando isso é impossível, mostrem-se heróis lutadores de Deus, na força de Deus, contra o pensamento mau e o desejo indigno.

"Bravos conquistadores! É para vocês,
essa guerra contra seus próprios afetos,
e o enorme exército dos desejos do mundo."

Ainda, a história de José nos ensina que a riqueza e prosperidade não fazem um bom homem esquecer seus amigos dos dias menos prósperos. José era um bom filho e um bom irmão, quando ele vivia a simples vida de pastor em Canaã. Ele ainda era um bom filho e irmão, quando ele se sentou no seu trono no lindo palácio egípcio, a altura vertiginosa que ele tinha galgado não tinha virado a sua cabeça, ou fez com que não se importasse com a família de onde ele viera. Ele pensou em seu pai, o velho Jacó, que estava de luto por ele entre as tendas de Canaã. Ele se lembrou e perdoou seus irmãos que haviam conspirado contra a sua vida, e lhe vendido como escravo.
Agora, irmãos, poucas pessoas podem experimentar prosperidade súbita e inesperada no caminho certo. Muitos que levavam uma boa vida numa condição humilde, foram estragados por serem transplantados para uma posição de riqueza e influência. A prosperidade tenta um homem muito duramente. Se ele é um bom homem, se o Senhor sempre estiver com ele, como foi com José, está tudo bem, senão, riqueza, posição, poder, geralmente estragam um homem, e o tornam orgulhoso, ocioso, egoísta, injusto. É uma coisa ruim para um homem quando ele se torna muito próspero e não se lembra de onde ele veio, e quando ele se envergonha de seu pai e amigos dos dias anteriores.
José, o grande governante do Egito, não teve vergonha de enviar provisões para o simples velho de cabelos brancos morador em tendas, a quem ele amou e honrou como seu pai. José, que viveu em meio aos luxos da coorte de faraó, enviou alimentos para a família faminta de sua casa.
Finalmente, aprendemos com a história da beleza e da bem-aventurança do perdão. Que imagem no Velho Testamento é mais bonita em sua comovente simplicidade do que a de José chorando pelos seus culpados, mas arrependidos irmãos, e lhes dando as boas coisas do Egito em troca das coisas más que lhe haviam dado? Nós nunca poderemos ser felizes, nós nunca poderemos estar em paz, não poderemos ser prósperos no verdadeiro sentido, a menos que perdoemos livremente todos aqueles quem nos têm ofendido.
Ao longo desta história de José, vemos a sombra de Jesus, o tipo desta compaixão divina que o levou a orar por seus assassinos, que o fez enviar as coisas boas do céu a seus irmãos que passavam fome num mundo de pecado, o que proporciona para nós, que tantas vezes pecamos contra Ele, contra a boa terra de Gósen, Sua Igreja na terra, e o melhor da terra além do "mais querido país que ansiosamente nossos corações esperam."

Tradução e adaptação de um sermão em domínio publico de Harry John Wilmot - Buxton

Harry John Wilmot - Buxton

Abra meus Olhos para que eu Possa Contemplar

Por John Piper

Slm 119:17 Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra.
Slm 119:18 Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.
Slm 119:19 Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
Slm 119:20 Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos.
Slm 119:21 Increpaste os soberbos, os malditos, que se desviam dos teus mandamentos.
Slm 119:22 Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois tenho guardado os teus testemunhos.
Slm 119:23 Assentaram-se príncipes e falaram contra mim, mas o teu servo considerou nos teus decretos.
Slm 119:24 Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros.


Trilhos paralelos no caminho de nossas almas

Quando começou o ano de 1998, o desejo de Deus para nós é que tenhamos o propósito de viajar numa ferrovia de dois trilhos em direção à santidade, ao amor, à missão e ao céu. Os dois trilhos deste trem são oração diante do trono de Deus e meditação na Palavra de Deus. Alguns de vocês podem se lembrar da segunda página do livreto de nossa Declaração missionária: a dinâmica espiritual, que afirma o seguinte:

“Unimo-nos ao Deus Pai para magnificar a supremacia de sua glória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, por apreciar tudo o que Deus é, amar tudo o que ele ama, orar por todos os seus propósitos, meditando em toda a sua palavra, sustentado por sua graça”.

Orar diante do trono de Deus e meditar na Palavra de Deus são como trilhos paralelos que capacitam o trem de nossas almas a permanecer na direção que leva à santidade e ao céu. Precisamos renovar nosso zelo por oração e meditação na Bíblia no princípio do ano. Tudo envelhece, esgota-se e enfraquece sem o reavivamento, renovação e restauração. Assim, durante a Semana de Oração, em todo ano, fixamos nossa atenção nesses atos grandiosos e preciosos para reacender nossa paixão pela oração e pela Palavra.

Três fatos para aprender do Salmo 119,18

Este ano, as duas mensagens que se encaixam na Semana de Oração procedem do Salmo 119,18: “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”. Esse versículo combina oração e a Palavra – e precisamos ver como – para que possamos combiná-las desse modo em nossas vidas e em nossa igreja. Há três fatos que aprendemos nesse versículo.

Há maravilhas na Palavra de Deus. “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”. A palavra “lei” é a Torá e significa “instrução” ou “ensino”, nesse salmo. Há fatos maravilhosos no ensino de Deus para nós. Realmente, eles são muito maravilhosos e quando você os vê concretamente, eles o mudam profundamente e tornam possíveis a santidade, o amor e missões (2 Coríntios 3,18). Por essa razão, ler, conhecer, meditar e memorizar a Palavra de Deus são tão cruciais.

O segundo fato que aprendemos nesse versículo é que ninguém pode ver essas maravilhas como são exatamente sem a ajuda sobrenatural de Deus. “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”. Se Deus não abrisse nossos olhos, não veríamos a maravilha da Palavra. Não somos naturalmente capazes de vermos a beleza espiritual. Quando lêssemos a Bíblia, sem a ajuda de Deus, a glória dele nos ensinos e eventos da Palavra seria como o sol brilhando na face de um homem cego. Não que não se pudesse construir um significado superficial para ela, mas não se pode ver a maravilha, a beleza, a glória da Palavra sem que ela conquiste seu coração.

Algo que nos leva ao terceiro fato que aprendemos nesse versículo é: precisaríamos orar a Deus por iluminação sobrenatural quando lêssemos a Bíblia. “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”. Uma vez que somos incapazes por nós mesmos de vermos a beleza espiritual e a maravilha de Deus nos ensinos e eventos da Bíblia sem a graciosa iluminação de Deus, deveríamos pedi-lo por isto: “Abri meus olhos”.

Uma verdade de três passos

Na próxima semana, planejo focar nas maravilhas da Palavra de Deus e na prática como podemos introjetá-las em nossa mente e coração. Mas, hoje focarei na oração. Desejo que possamos ver essa profunda verdade de três passos: a Palavra é fundamental para viver uma vida em direção a Deus que conduz ao céu e tem poder e sentido na terra. Não podemos mesmo ver o que a Palavra realmente é sem a ajuda sobrenatural de Deus. E, portanto, precisamos ser um povo de oração diária, e Deus faria o que quisesse para aplicar as maravilhas da Palavra em nossos corações e em nossas vidas.

Vamos tomar estes três passos, um de cada vez, e vê-los confirmados e ilustrados em outras partes da Bíblia.

1. A Palavra é fundamental para a vida de santidade

O primeiro fato é compreender a Palavra, conhecê-la e tê-la em nós como fundamento para viver uma vida de santidade, amor e poder para os propósitos de Deus.

Olhe em retrospecto para o versículo 11: “Guardo no coração vossa palavra, para não pecar contra vós”. Como então evitamos o pecado em nossas vidas? Por valorizar a Palavra de Deus em nossos corações. Quantas pessoas fazem de suas vidas um caos por não meditar, amar e memorizar a Palavra de Deus! Você quer ser santo; isto é, você quer poder para vencer o pecado e viver uma vida de piedade radical, amor sacrificial e devoção completa à causa de Cristo? Então embarque nesta estrada. Deus ordenou uma direção para a santidade e poder: e essa direção é valorizar a Bíblia em nossos corações.

Digo isso aos idosos e aos pais dos jovens. Meditem, memorizem e nutram os mandamentos, conselhos e promessas de Deus nas Escrituras. Não, não digo que isso seja fácil, especialmente quando se está idoso. Mas a maioria das coisas que são dignas de serem feitas não são fáceis. Construir uma peça de móvel fino, compor um bom poema, uma grande peça musical, preparar uma comida especial ou celebração — nenhuma dessas coisas é fácil. Mas vale a pena fazê-las. Uma vida boníssima não vale a pena ser vivida?

Talitha tem agora dois anos de idade e está começando a aprender versículos da Bíblia de cor. Ela também está aprendendo formas de oração. Por quê? Porque ter o apuro de dedicar tempo e fazer esforço para repetir sempre a Bíblia para ela? Muito simples: quando for uma adolescente, quero que ela seja piedosa, pura, santa, amável, humilde, generosa, submissa e sábia. E a Bíblia afirma, tão claro como o dia, que essas virtudes procedem da valorização da Palavra de Deus em seu coração. “Guardo no coração vossa palavra, para não pecar contra vós”.

Jesus expressa isso dessa forma em sua grande oração por nós em João 17,17: “Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade”. “Santificar” é uma palavra bíblica para a ação de fazer uma pessoa piedosa, amável, pura, virtuosa ou espiritualmente sábia. E essas virtudes desejo para mim mesmo, para meus filhos e para você. Assim, o que devemos fazer este ano? Se formos santificados pela verdade e a Palavra de Deus é a verdade, o que devemos fazer?

Se um doutor afirma: “Você está muito doente e poderá morrer por causa dessa enfermidade, mas se você tomar este remédio, ficará bem e viverá” e você se descuida em tomar o remédio. Então, vêm as desculpas: você está muito atarefado, as pílulas são grandes e difíceis de serem ingeridas, você se esquece de as tomar e permanecerá doente e poderá morrer. Da mesma forma acontece com o pecado e a imaturidade espiritual. Se você negligenciar o que Deus lhe diz, que o santificará e o fará maduro, forte e santo, então você não será maduro, forte e santo. Ler, meditar, memorizar e nutrir-se da Palavra é a direção designada por Deus para vencer o pecado e se tornar uma pessoa forte, piedosa, madura, amável e sábia.

Há maravilhas a serem vistas na Palavra que o transformarão profundamente se realmente as vir e as valorizar em si mesmo.

2. Não podemos ver sem a ajuda de Deus

O segundo fato no texto é que não somos capazes de ver essas maravilhas na Palavra exatamente como elas são sem a ajuda sobrenatural de Deus.

A razão é que somos seres caídos, corruptos e mortos em pecado e, portanto, cegos, ignorantes e insensíveis. Paulo nos descreveu desta forma em Efésios 4,18: “Têm o entendimento obscurecido.Estão alheios à vida de Deus pela ignorância em que estão, pelo endurecimento de seu coração”.

Aqui está a forma como Moisés escreveu sobre esse problema em Deuteronômio 29, 2-4: “Chamou Moisés a todo Israel e disse-lhes: Tendes visto tudo quanto o Senhor fez na terra do Egito… os sinais e grandes maravilhas. Porém, o Senhor não vos deu coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir”. Note: tendes visto..., porém, não se pode ver sem a obra sobrenatural de Deus.

Essa é a nossa situação angustiosa. Somos culpados, corruptos, insensíveis, ignorantes e cegos sem a obra de despertamento, estímulo, abrandamento, humildade, purificação, e iluminação de Deus em nossas vidas. Jamais veremos a beleza da realidade espiritual sem a iluminação de Deus. Nunca veremos a maravilha e a glória que a Palavra ensina sem que Deus abra os olhos de nossos corações e nos conceda uma percepção espiritual dessas coisas.

A razão para ensinar essa necessidade e conhecê-la é fazer-nos desesperados por Deus e famintos dele e nos levar a suplicar e clamar a Deus por essa ajuda na leitura da Bíblia.

No tópico 2, compare também: Mateus 16,17 com 11,4 e Lucas 24,45; 1 Coríntios 2,14-16; João 3,6-8; e Romanos 8,5-8.

3. Precisamos orar a Deus para que Ele nos ajude a ver

Isso nos leva ao último fato: se conhecer e valorizar a verdade da Palavra de Deus é fundamental para ser santo, amável, maduro e apegado ao céu e se nós, por natureza, não podemos ver as maravilhas da Palavra de Deus e sentir a atração de sua glória, então estamos em uma condição desesperada e necessitados orar a Deus para nos ajudar a ver. “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”.

Em outras palavras, a oração é essencial para a vida cristã, pois ela é a chave para destrancar o poder da Palavra em nossas vidas. A glória da Palavra é semelhante ao brilho do sol na face do homem cego a menos que Deus abra nossos olhos para essa glória. E, se não virmos a glória, não seremos transformados (2 Coríntios 3,18; João 17,17) e, se não somos transformados, não somos cristãos.

Em Efésios 1,18, Paulo ora deste modo: “Oro para que sejam iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento”... Em outras palavras: Ensinei a vocês essas coisas e vocês as receberam com seus sentidos externos, mas, a menos que vocês percebam a glória delas com vosso sentido espiritual (“os olhos de vosso coração”), não serão transformados. (Veja também Efésios 3,14-19; Colossenses 1,9 com 3,16). Agora, esses são os cristãos para quem ele escreve e demonstra que precisamos continuar em oração até alcançarmos o céu para que os olhos espirituais possam ver.

Sete tipos de oração para saturarmos nossa leitura bíblica

Mas visto que nosso texto é o Salmo 119,18: “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”, devemos permitir que esse salmista nos mostre como ele ora, de modo geral, a respeito da leitura da Palavra de Deus. Assim, permita-me concluir com uma pequena viagem no Salmo 119 e lhe mostrar sete tipos de oração com as quais poderá saturar sua leitura bíblica este ano.

Devemos orar assim...

Que Deus nos ensine sua Palavra. Salmo 119,12b: “Ensina-me vossos estatutos” (Veja também os versículos 33, 64b, 66, 68b, 135). O verdadeiro aprendizado da Palavra de Deus é somente possível se o próprio Deus é o mestre em todos os outros meios de ensino.
Que Deus não oculte sua Palavra de nós, Salmo 119,19b: “Não escondais de mim vossos mandamentos”. A Bíblia nos adverte do horrendo castigo ou julgamento da Palavra de Deus que será tomada de nós (Veja também o versículo 43).
Que Deus nos faça entender sua Palavra. Salmo 119,27: “Fazei-me atinar com o caminho dos teus preceitos” (versículos 34, 73b, 144b, 169). Aqui, pedimos a Deus para nos fazer compreender — a realizar o que for necessário para nos fazer entender sua Palavra.
Que Deus incline nossos corações para a Palavra, Salmo 119,36: “Inclinai-me o coração aos vossos testemunhos e não à [cobiça]”. O grande problema conosco não é primariamente nossa razão, mas nossa vontade — não temos inclinação por natureza a ler, meditar e memorizar a Palavra. Assim, precisamos orar a Deus para inclinar nossas vontades.
Que Deus nos conceda vida para obedecer à Palavra, Salmo 119,88: “Vivificai-me, segundo a vossa misericórdia, e guardarei os testemunhos oriundos de vossa boca”. Deus sabe que precisamos de vida e energia para nos dedicar à Palavra e à obediência a ela. Por conseguinte, ele pede a Deus por essa necessidade básica (Veja também o versículo 154b).
Que Deus firme nossos passos na Palavra. Salmo 119,133: “Firmai meus passos na vossa Palavra”. Somos dependentes do Senhor não apenas para compreensão e vida, mas para o desempenho na Palavra. Que ele firme essa Palavra em nossas vidas. Não podemos fazer isso com nossas próprias forças.
Que Deus nos procure quando nos afastarmos da Palavra, Salmo 119,176: “Ando errante como ovelha desgarrada; procura o vosso servo”. É extraordinário que esse homem piedoso termina esse salmo com uma confissão de pecado e a necessidade de Deus vir à procura dele e trazê-lo de volta. Para isso, também devemos orar frequentemente.
A Palavra, nosso tesouro

Concluo que, ao ingressarmos no ano de 1998 e queremos ser santos, amáveis e radicalmente compromissados com o propósito de Deus na cidade e nas nações, precisamos ser o povo que valoriza a Palavra em nossos corações, mas, mais que isso, pessoas que conhecem nossa condição desesperadora à parte de Deus e que ele designou a oração como a forma com que nossos olhos serão abertos para ver as maravilhas na Palavra e, desse modo sermos, transformados. “Desvendai meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de vossa lei”.

Quão sincero o salmista é nesses tipos de orações? Uma resposta é dada no Salmo 119,147: “Antecipo-me ao alvorecer do dia e clamo; nas vossas palavras, espero confiante”. Ele acorda cedo! A oração é a principal prioridade. Você faria da oração sua prioridade principal?
John Piper

John Piper