Analise do Soneto Fidelidade

Cerca de 428 frases e pensamentos: analise do soneto fidelidade

Soneto de Amor Verdadeiro

Amo-te tanto que lhe entrego a outro,
Sem ciúmes e sem sofrer.
Amo-te tanto que te deixo ai sorrindo,
Ainda que, este deixar, te leve a me esquecer.

Amo-te tanto que levo de ti um pedacinho,
Um sorriso uma lembrança e teu cheirinho.
Amo-te tanto, que de tanto amar,
Juro nunca mais te procurar.

Pois amar é uma coisa apenas,
É flor que brota na fenda da rocha,
E te escrevo porque te amo, de verdade...

Porquanto que, não sendo nosso amor um dilema,
Sabes que te amarei de verso em prosa,
Em liras que vão comigo; até a eternidade.

Moacir Proença Morais

"Meias palavras para dizer alguma coisa que, feita a análise fria, nada quer dizer.Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência.
Não caio na mesma vala de quem empurra a vida porque ela me empurra. Ela faz com que eu me jogue em cima de você, nem que seja para te espantar.Melhor te ver correndo pra longe do que empacado em minha vida."

--Tatiane Bernardi--

Quando nos vestimos de sinceridade,e calçamos nos pés a fidelidade, com certeza nunca perderemos o caminho, seremos
então envolvidos pelo suave perfume do amor e descansaremos
na paz que só os sábios podem desfrutar.

Dinah Fernandes

Por favor, não me analise, não fique procurando cada ponto fraco meu!
Se ninguém resiste a uma análise profunda, quanto mais eu!
Ciumenta, exigente, insegura, carente toda cheia de marcas que a vida deixou.
Veja em cada exigência um grito de carência, um pedido de amor!
Do livro "Bom dia amor!", 1990

Mirthes Mathias

SONETO 234 CONFESSIONAL

Amar, amei. Não sei se fui amado,
pois declarei amor a quem odiara
e a quem amei jamais mostrei a cara,
de medo de me ver posto de lado.

Ainda odeio quem me tem odiado:
devolvo agora aquilo que declara.
Mas quem amei não volta, e a dor não sara.
Não sobra nem a crença no passado.

Palavra voa, escrito permanece,
garante o adágio vindo do latim.
Escrito é que nem ódio, só envelhece.

Se serve de consolo, seja assim:
Amor nunca se esquece, é que nem prece.
Tomara, pois, que alguém reze por mim...

Glauco Mattoso

Soneto – O Casamento (Leia mais em keidylee.blogspot.com)

Quem chegara nesse instante?
Acabara de vez com a tempestade
Ouça meu peito delirante
Que erma toda a saudade.

Beija-me a boca palpitante
Acabe de vez com a ansiedade
Entrara meu amor, avante!
Saíra minha promiscuidade.

Parar de almejar
Você até em consciência
É beber um gole de absinto.

Meu corpo se põe a acabrunhar
Se deixo de lado a insistência
Nosso amor és todo o infinito.

Keidy Lee Jones

poemeto

de manhã cedo
na copa da mangueira
cigarra escreve um soneto


15.07.2008


* Lendo “O Guardador de águas” de Manoel de Barros

Diana Pilatti

Soneto de Expressão

Foi naquele dia
olhei pra você
e senti alegria
bem naquele dia

Foi naquele dia
que senti algo bom
era coisa estranha
bem naquele dia

Agora, um olhar
me faz suspirar
me faz delirar

Foi naquele dia
senti o destino
vindo a me tocar

Thalis Batista

SONETO DE NECESSIDADE



É imensamente preciso
Que sofra um sofrer de sangrar
Fundo, o coração conciso
Em faces de se esfacelar

É preciso, intenso castigo
Velar um ansioso não
Amar o pior inimigo
Lutar contra a saga de um cão

Que seja além de pior
De tão necessária, a dor
Há de ser tão vasta, e doer

Qual ócio. Pois que o amor
É uma coisa; e mulher
Um negócio de enlouquecer

Neilson Moreira

Não faça uma análise sintática de mim,
Pois não sou uma oração subordinada...
Sou uma oração principal, e,
Na voz ativa.

Alexandre Peixoto

SONETO DO MEU AMOR POR TODA A VIDA

Ouvi a voz dos raios e trovões
Gritavam lá no céu pelo teu nome
E a chuva que caia em tempestade
Molhava toda alma de saudade

Pairavam lá céu mil nuvens negras
E dentro carregavam só tristezas
Choravam por eu ter te conhecido
E o choro por aqui era granizo

Tirei você dos céus e dei-te a terra
Dei sóis, dei céus, dei mar e primaveras
Poemas murmurados pela espera
Dei luas, dei-te estrelas e quimeras

E dei-te o meu amor por toda a vida
Por querer e para amar-te minha querida

Adriano Hungaro

SONETO DOS BEIJOS DE CHOCOLATE

Quente língua que me beija
Que tem sabor de saudade
No fundo o sabor é doce
Tem gosto de chocolate

Tem sabor de sedução
Tem muito mais que razão
No calor do nosso beijo
Emoção e sensação

No toque de nossas bocas
O sabor de um desejo
Um tesão que nos invade
E a língua beija com arte

Os beijos são sempre doces
Têm sabor de chocolate

Adriano Hungaro

SONETO PARA AMAR-TE ETERNAMENTE, ALÉM DA VIDA

Quanta história ainda quero te contar
Quantos beijos ainda quero te selar
Quantos caminhos ainda temos que trilhar
Quanto amor ainda vamos nos doar

Nessa história divertida
Quero ter-te em minha vida
Quero ter momentos mágicos
Por pontos finais nos teus fracassos

Amar-te a todo o tempo
Dentro de mim a todo momento
Sem nenhum esquecimento

Amar-te simplesmente com alegria
Nas nossas manhãs e no fim dos dias
Amar-te eternamente, além da vida

Adriano Hungaro

SONETO DO SONHAR EM TE AMAR

Sonhar que vou te amar não é sonhar
Não é... e nem jamais será uma quimera
Sonhar que para sempre vou te amar
É como acreditar na tua primavera

E nessa infinitude dos sonhos
Indistintamente, passam-se as eras
Passa todo infinito de esperança
Passa toda a energia da matéria

E o meu sonhar em te amar
Não passa e nem se acaba
Ultrapassa a vida mais concreta
Sobrepõe-se a toda vã espera

O sonhar em te amar, não é sonhar
Não é... e nem jamais será uma quimera

Adriano Hungaro

SONETO DOS TEUS ARCO-ÍRIS

Que nunca sejam gris teus arco-íris
Que tenham muito mais que sete cores
Que tenham muito mais que amplitude
Que a vida que colorem seja doce

E doce eternamente em bons sabores
Brilhantes num jardim cheio de flores
Radiantes e refletindo sentimentos
Gravando para sempre bons momentos

E que as cores se espalhem pela terra
Perfumadas pelas lindas primaveras
Renovadas pelo amor que te espera

Tuas cores de arco-íris radiantes
Coloridas nos caminhos, cintilantes
Preciosas como os grandes diamantes

Adriano Hungaro

SONETO DO POEMA DO AMOR ETERNIZADO

Se te escrevo um verso de amor
Ele será para sempre um verso amado
E dentro de mim pode haver só dor
Mas é a dor do meu amor, não te doado

Se te desenho enfim, novo poema
Para mim há sempre nele um belo tema
Um poema de amor eternizado no infinito
O teu poema de amor sempre tão lindo

E que ecoe para sempre e por toda a vida
Na hora alegre da chegada ou
Na hora triste da fria despedida

O meu poema desenhado é para ti poema amado
Poema que te escrevo por nosso amor
Por nosso amor... para sempre eternizado!

Adriano Hungaro

SONETO DOS POEMAS MAL ESCRITOS

Quanta bobagem eu leio em teus poemas
São poemas que, para mim, não dizem nada
Eu prefiro emudecer e não escrever
Se tiver que desenhar tuas vãs palavras

Teus poemas são de fato: inexpressivos
Os teus temas quando lidos: doem ouvidos
Os teus versos são no fundo: mal escritos
E vive-los faz brotar - um mal sentido

Teus poemas são lamentos e tristezas
Lá no fim, só demonstram tua pobreza
Sem contexto, sem paixão, não têm clareza

Então veja e emudeça nas palavras
Teus poemas - mal escritos - causam náusea
Sem vernáculo, sem idéias e sem alma

Adriano Hungaro

SONETO DO AMOR NA PRIMAVERA

Dá-me todas tuas rosas nesta nova primavera
Dar-te-ei em troca muito mais do que esperas
Dar-te-ei luz, novas cores, novas eras
E meu amor, muito mais do que quimeras

Por tuas rosas, dar-te-ei a minha vida
Dar-te-ei tudo, tu serás minha querida
Para sempre a minha amada
Pela simples poesia desenhada

E nos caminhos mais floridos, dar-te-ei dias tão lindos
Entre todas tuas rosas, dar-te-ei a minha prosa
Dar-te-ei o meu estar e a razão mais exata de sonhar

Nessa nossa primavera, muito mais que tuas rosas
Dar-te-ei o meu calor, dar-te-ei todo meu ar
Dar-te-ei o meu amor, simplesmente por te amar

Adriano Hungaro

Soneto De Realidade

Ontem dormi ávida pelo hoje, por você
Imaginei muito, imaginei tanto....
Esqueci a realidade, e esse foi meu mal
Esqueci, que você era real

Encontrei-te como um sedento enfrente a água
E olhando sua face, ví um ser perfeito
Lindo e poético, como diaria...
Minhas pernas tremeram, e alí, o que faria?

Tomou-me como de súbito, era auspicioso
Meu coração batia, batia, batia...
Abri os olhos e alí estávamos

Então despertei para a realidade dos seres
Eu mulher, você homem, e essa vontade...
Depois achei melhor o sonho que a realidade.

Kellane Reis

A dor que atravessa esse espírito (Soneto)

Quinta, 06/11/2008 - 23:07 — keila Patricia

A dor que atravessa esse espírito,
Anestesiando o sentido.
É como uma espada no peito
Ferindo o coração traído.

Carregado de sofrimento
Aflito, angustiado e só,
Ultrapassando o seu domínio,
Ansioso, tenso e confuso,

Limite da razão não há
Dolorosa é a sensação.
Menti a piedade que há.

Sofrendo de dor a alma amada,
E eternizando assim o amor
Sendo que o incerto é ser amada.

Autora: Keila Patricia C. Rocha

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Keila P. C. Rocha