Analise do Soneto Fidelidade

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SONETO VII

Ardor em firme coração nascido!
Pranto por belos olhos derramado!
Incêndio em mares de água disfarçado!
Rio de neve em fogo convertido!

Tu, que em um peito abrasas escondido, (*?) Tu, que em ímpeto abrasas escondido,
Tu, que em um rosto corres desatado,
Quando fogo em cristais aprisionado,
Quando cristal em chamas derretido.

Se és fogo como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai! Que andou Amor em ti prudente.

Pois para temperar a tirania,
Como quis, que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu, parecesse a chama fria.

Gregório de Matos Guerra

SONETO PARA ELIANE

QUANDO SURGISTE EM MINHA VIDA
EU SOUBE QUE IRIA TE AMAR
SENTI QUE ÉS MINHA QUERIDA
POIS VIESTE PARA FICAR

SORRISO MEIGO E ENCANTADOR
OLHAR TERNO E PENETRANTE
CONQUISTASTE O MEU AMOR
ELE É SEU A TODO INSTANTE

LEVAREI EM MEU CORAÇÃO
LEMBRANÇAS DESTE OLHAR
SEMPRE SERÁ MINHA PAIXÃO

NÃO IMPORTA QUEM TEM RAZÃO
VIVEREI DA EMOÇÃO
QUE SINTO AO TE BEIJAR.

Araçatuba-SP, 12 Jun 2009

Valdir de Jesus BABOLIM

A analise do auto conhecimento muitas vezes nos leva a pensar em mudar, nesse momento:
Os sábios agem...
e os tolos acomodam.

Erika Braga

ULTIMO SONETO

O verdadeiro amor não morre nunca.
E é por isso que eu vivo na esperança
de unir-me a ti na imensidão profunda,
como uma chama dentro de outra chama.

Longe do sonho desta vida, juntas,
deixando a sua vestimenta humana,
as nossas almas, transformadas numa,
passarão das estrelas lacrimantes

e, insensíveis à dor universsal
que soluça no eterno movimento
dos astros, esquecidas do Passado,

poderão ser felizes para sempre.
Porque não pode ser que a vida acabe,
e seja a vida o sonho de um momento.

Martins Napoleão

Soneto do Amor Perfeito
Não há nada na vida melhor que o amar
E sentir o prazer de também ser amado
Viver minha vida pra sempre a teu lado
Sem ter que parar e nem ter que esperar

Juntar nossos votos em nosso jurar
Deixar brincar os corações apaixonados
Sem a tal incerteza do certo ou errado
Sem nenhuma ilusão a nos perturbar

Nossos corações unidos a nosso presente
Com nossos destinos fadados a sempre
Juntos viver e sonhar

E essa alegria só se faz quando agrega
Ao nosso universo a única regra:
Amar... Amar... Amar...

André Moraes

Soneto do coração

Sábio foi quem disse que o coração é involuntário,
bate quando quer, bate como um otário,
bate mais forte quando te vê,
bate somente por você.

Aperta quando estou longe,
alivia quando estou perto,
me deixa calmo como um monge,
porque perto de você está liberto.

Pelas veias segue apressado,
controlando todo meu corpo,
e meu coração ainda incontrolado.

Central do corpo, central da mente,
me entregando em emoções,
quero enterrá-lo como indigente.

Marcel Henriques

SONETO PARA ELIANE III

Às vezes quando estou sozinho
Me vejo pensando em nós dois
Relembrando teus carinhos
E os beijos que vêm depois

Depois de abraços e beijos
Que trocamos ao namorar
Aflora em nós o desejo
Desejo de nos amar

Então nos amamos com loucura
Nos entregamos sem pudor
Tudo é feito com ternura

Suportando o calor
Pois tanto tempo afastados
Só se ameniza fazendo amor.

Valdir de Jesus BABOLIM

Soneto Da Liberdade


É mais um dia de sofrimento
Estou presa e não posso me libertar
Quero livrar-me de tanto tormento
Por favor, te peço,venha me salvar.

Sou escrava das lembranças do passado
Vivo presa em um tempo que já passou
Não quero viver em um mundo isolado
A alegria se foi e só tristeza ficou.

Se já não existe mais nada
Porque ainda choro pelo o que passou?
Essa vida é mesmo bem engraçada.

Por qual motivo tem que ser assim?
Me liberte desse amor que acabou
Vou em busca da liberdade até o fim.

Jhennifer Karoline May

SONETO XVI

Como um doce a provar
Assim era o que sentia ao te abraçar
Uma doçe voz a te escutar
Quando ao meu ouvido vinha falar
E assim passei os dias com voçe
Nao havia melhor coisa a fazer
Se nao simplismente canatr
Que havia nascido pra te amar
E assim sem cometer enganos
Entre todos nossos arranjos
A ver estamos tentando
Chamando todos os anjos

Elto Santos

Soneto à Ismália de Alphonsus de Guimarães

Oh ismália, tua alma subiu do mar
como se estivesse nua,
espero que tenhas encontrado um lar
na tua tão amada lua

ela é tão bela
as vezes branca, as vezes é tão amarela
e com tamanha beleza, levou-te a insanidade.
Entendo, enxergavas mais que a realidade

assim como o olhar de um poeta
e parabéns, alcançaste tua meta:
conheceste as duas

para muitos é singular
não sei, não há como explicar
mas pra ti não é uma, são luas

Bruno Weber Bopp

Quando nos vestimos de sinceridade,e calçamos nos pés a fidelidade, com certeza nunca perderemos o caminho, seremos
então envolvidos pelo suave perfume do amor e descansaremos
na paz que só os sábios podem desfrutar.

Dinah Fernandes

SONETO 234 CONFESSIONAL

Amar, amei. Não sei se fui amado,
pois declarei amor a quem odiara
e a quem amei jamais mostrei a cara,
de medo de me ver posto de lado.

Ainda odeio quem me tem odiado:
devolvo agora aquilo que declara.
Mas quem amei não volta, e a dor não sara.
Não sobra nem a crença no passado.

Palavra voa, escrito permanece,
garante o adágio vindo do latim.
Escrito é que nem ódio, só envelhece.

Se serve de consolo, seja assim:
Amor nunca se esquece, é que nem prece.
Tomara, pois, que alguém reze por mim...

Glauco Mattoso

poemeto

de manhã cedo
na copa da mangueira
cigarra escreve um soneto


15.07.2008


* Lendo “O Guardador de águas” de Manoel de Barros

Diana Pilatti

Soneto de Expressão

Foi naquele dia
olhei pra você
e senti alegria
bem naquele dia

Foi naquele dia
que senti algo bom
era coisa estranha
bem naquele dia

Agora, um olhar
me faz suspirar
me faz delirar

Foi naquele dia
senti o destino
vindo a me tocar

Thalis Batista

SONETO DE NECESSIDADE



É imensamente preciso
Que sofra um sofrer de sangrar
Fundo, o coração conciso
Em faces de se esfacelar

É preciso, intenso castigo
Velar um ansioso não
Amar o pior inimigo
Lutar contra a saga de um cão

Que seja além de pior
De tão necessária, a dor
Há de ser tão vasta, e doer

Qual ócio. Pois que o amor
É uma coisa; e mulher
Um negócio de enlouquecer

Neilson Moreira

Não faça uma análise sintática de mim,
Pois não sou uma oração subordinada...
Sou uma oração principal, e,
Na voz ativa.

Alexandre Peixoto

SONETO DO MEU AMOR POR TODA A VIDA

Ouvi a voz dos raios e trovões
Gritavam lá no céu pelo teu nome
E a chuva que caia em tempestade
Molhava toda alma de saudade

Pairavam lá céu mil nuvens negras
E dentro carregavam só tristezas
Choravam por eu ter te conhecido
E o choro por aqui era granizo

Tirei você dos céus e dei-te a terra
Dei sóis, dei céus, dei mar e primaveras
Poemas murmurados pela espera
Dei luas, dei-te estrelas e quimeras

E dei-te o meu amor por toda a vida
Por querer e para amar-te minha querida

Adriano Hungaro

SONETO DOS BEIJOS DE CHOCOLATE

Quente língua que me beija
Que tem sabor de saudade
No fundo o sabor é doce
Tem gosto de chocolate

Tem sabor de sedução
Tem muito mais que razão
No calor do nosso beijo
Emoção e sensação

No toque de nossas bocas
O sabor de um desejo
Um tesão que nos invade
E a língua beija com arte

Os beijos são sempre doces
Têm sabor de chocolate

Adriano Hungaro

SONETO PARA AMAR-TE ETERNAMENTE, ALÉM DA VIDA

Quanta história ainda quero te contar
Quantos beijos ainda quero te selar
Quantos caminhos ainda temos que trilhar
Quanto amor ainda vamos nos doar

Nessa história divertida
Quero ter-te em minha vida
Quero ter momentos mágicos
Por pontos finais nos teus fracassos

Amar-te a todo o tempo
Dentro de mim a todo momento
Sem nenhum esquecimento

Amar-te simplesmente com alegria
Nas nossas manhãs e no fim dos dias
Amar-te eternamente, além da vida

Adriano Hungaro

SONETO DO SONHAR EM TE AMAR

Sonhar que vou te amar não é sonhar
Não é... e nem jamais será uma quimera
Sonhar que para sempre vou te amar
É como acreditar na tua primavera

E nessa infinitude dos sonhos
Indistintamente, passam-se as eras
Passa todo infinito de esperança
Passa toda a energia da matéria

E o meu sonhar em te amar
Não passa e nem se acaba
Ultrapassa a vida mais concreta
Sobrepõe-se a toda vã espera

O sonhar em te amar, não é sonhar
Não é... e nem jamais será uma quimera

Adriano Hungaro