Amor Platônico
Não existe amor mais perfeito do que o platônico recíproco.
Tati BernardiNoutros tempos houve amores platónicos, hoje há matrimónios platónicos.
George Bernard ShawO amor platónico é uma chave falsa ou uma gazua para poder penetrar na casa alheia sem ser visto.
Paolo MantegazzaAmor Platônico
Eu sou apenas alguém
ou até mesmo ninguém
talvez alguém invisível
que a admira a distância
sem a menor esperança
de um dia tornar-me visível
e você?
você é o motivo
do meu amanhecer
é a minha angustia
ao anoitecer
você é o brinquedo caro
e eu a crianca pobre
o menino solitario que quer ter o que não pode
dono de um amor sublime
mas culpado por quere-la
como quem a olha na vitrine
mas jamais podera te-la
eu sei de todas as suas tristezas
e alegrias
mas você nada sabes
nem da minha fraqueza
nem da minha covardia
nem sequer que eu existo
é como um filme banal
entre o figurante e a atriz principal
meu papel era irrelevante
para contracenar
no final.
Na física não existe amor platônico
Na física não existe amor platônico. Foi o que meu professor de física disse hoje, em uma daquelas aulas que a última coisa que você quer é estar realmente na aula. Ele estava se referindo aos elétrons, que quando são atraídos por corpos positivos ou neutros, não os rejeitam. Na física, que tudo parece ser complicado, a coisa mais impossível de se entender é simples assim. Quem dera se na vida real esse conceito fosse o mesmo, se tudo fosse uma simples equação do tipo você apaixonado + a pessoa dos seus sonhos = viveram felizes para sempre ao cubo. Mas, não existem fórmulas, não existem manuais, não existem regras quando o assunto é amor.
A verdade é que a vida é feita de exceções, e não de regras. Compreender isso leva algum tempo, talvez nunca se compreenda mesmo. Cada amor por si, é uma exceção. Ou você realmente conhece aquele típico amor Hollywoodiano? Onde o mocinho conhece a mocinha, vivem uma linda história de amor e tudo acaba com um lindo por do sol em cima de uma colina dentro de um daqueles carrões conversíveis. Não. Amor que é amor tem brigas, daquelas de jogar vasos um na cabeça do outro, tem muitas D.R’s bem na hora que o mengão entra em campo, tem aquele mau hálito quando os dois acordam, tem os almoços na casa da “sogrinha amada”, tem o dogão da esquina quando se tem somente uns três mangos no bolso pra comer. E claro, tem também a parte alucinante, a parte de subir pelas paredes pelo outro, a parte da reconciliação pós briga (uma das melhores), tem os filmes de sábado a tarde no inverno, as tardes na praia no verão, os apelidos breguérrimos que os casais insistem em se chamar e por ai vai. Vai bem longe na verdade. Cada amor é feito com uma dosagem de loucura, uma de certeza, ou então nenhuma de certeza.
O fato é que o amor é em si uma loucura. Afinal, não é coincidência demais que, a pessoa da sua vida, apareça justo na sua vida? Quero dizer, com tantos outros bares pra ela ir, tantas outras locadoras, tantos outros supermercados ou academias, a tal “pessoa certa” decide ir justo à quitanda do seu bairro comprar amoras às 08h30min da manhã de um sábado que você, por PURA coincidência, foi comprar cebola pra fazer creme acebolado pro seu sobrinho. Hãn me engana que eu gosto. Isso não é coincidência meu caro, isso se chama destino. Ah, então você deve estar pensando: lá vem de novo aquele clichê tão batidinho do destino. Ah sim, lá vem ele de novo. Eu acredito em destino, e esta tem sido uma das minhas mais fervorosas crenças. Digamos que uma das minhas respostas prediletas a tudo (e também o objeto de minha esperança).
Ok, você não acredita em destino? Então vamos aos fatos, vamos á Física. Como foi mesmo que eu disse? Na física não existe amor platônico. Tá legal, não se pode levar isso bem ao pé da letra no universo da conquista, mas vejamos pelo seguinte modo: um corpo tenta atrair o outro, e este só não se atrai se não quiser, ou seja: fica sozinho por pura opção. Pode até ser que demore um pouquinho pro corpo certo jogar seu magnetismo sobre você e te atrair, mas essa hora chega. Quando? Ah, isso só o destino sabe (é, o clichê de sempre). Eu ainda estou à espera da pessoa certa, e meu lado romântico diz sim que ele vai chegar e enroscará uma margaridinha nos meus cabelos lisos, fazendo pousar no meu rosto o sorriso de orelha a orelha. E então eu cederei meus elétrons e nós vamos viver assim, super neutros (só nessa parte), compartilhando elétrons aqui e acolá. Se na vida real, do contrário da Física, o amor platônico existe, então, também do contrário da física, na vida real existe o destino, destino que por coincidência ou não, faz com que a pessoa da sua vida, uma hora ou outra, apareça JUSTO na sua vida. ;)
kety 06/2008
Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do "apesar de". Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do "a vida é assim mesmo". Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.
Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar.
O amor platônico mais cruel que existe é aquele que está constantemente ao alcance dos olhos.
M. M. SorianoTe admiro de longe porque de perto é proibido. (Amor platônico )
Leiliane GomesAmor Platônico:
É o vicio sobre uma pessoa que não tem nada a ver com voce e que não gosta de voce, mas voce gosta dela porque ainda não encontrou ninguem melhor
O amor platônico é um castigo que a mente deve sofrer pela inocência do coração.
Leonard CebinAmor Platônico talvez seja isso...
Quem foi que disse...
Que eu não poderia te deixar para trás?
Que eu não te esqueceria?
Que eu morreria sem você?
Eu ainda não entendo como posso... Mas agora sei que posso.
Não vou mentir isso realmente me fez sofrer.
Você tentou me matar... Bem devagar... Bem sutilmente, você tentou.
Tantas promessas, tantos sonhos...
Eu vou me libertar.
De velhos hábitos.
De velhas verdades.
De velhos medos.
Eu descobri que posso viver... Que finalmente posso continuar o meu caminho.
Vou sair desse mundinho só meu e seu.
Vou viver... Sem destino...
É bem verdade que será uma vida vazia.
Mas não terei em troca que me humilhar.
Eu vou... Pra bem longe... Tão longe que eu não possa mais voltar.
Vou continuar e te deixarei para trás...
Amor platônico é quando você me olha e meu mundo para.Já o seu continua rodando...
Paty AmyEra um amor platônico. Um morava na lua, o outro em qualquer lugar do espaço que fosse distante o bastante para não poderem se tocar. Trocavam olhares apaixonados, tremiam ao som da voz do outro, suspiravam em sonhos acordados. Anos sonhando com aquele que seria o encontro de suas vidas, mas que jamais aconteceu. Talvez tenham se perdido entre uma história e outra, mas sempre voltam a se olhar, de longe e com o mesmo desejo de sempre, porque têm a mesma alma, só nasceram em lugares diferentes.
Iza MendonçaO amor platônico é como o câncer. Ou você se cura ou ele lhe mata.
Paulo Monteiro Jr.Amor platônico é uma história de amor, onde o protagonista ama sozinho; E o vilão é a pessoa que você mais ama.
Luis JuniorO amor platônico é wireless.
M. M. SorianoAmor Platônico
Amo as escondidas
Te olhando por debaixo dos cílios
Peço ajuda para as amigas
Para te amar sem você ver
As vezes acho que você me ama
Ou ao menos me adora
Talvez seja apenas alguma paranóia
para tentar me enganar
Nunca revele seu amor platônico antes de ter certeza que a outra pessoa também está bêbada
Regy RioAmores Platônicos I
Sorria. Enquanto contemplava a foto dela, sorria e se lembrava de todos aqueles momentos que passaram juntos na insana adolescência. Seus traços, sua forma, seu perfil, tão nítido, tão suave, tão sensual. Podia tocá-la. Mas não. Tratava-se apenas de um retrato dobrado e amassado que guardava na carteira.
Começou a se lembrar daqueles tempos, as loucuras e as mentiras que viviam sós pra ter o gostinho da adrenalina no sangue. E cada aventura, um registro. Uma fotografia.
Lucas, Jane e Rodrigo. Conheceram-se durante o período do curso de Publicidade e Propaganda. Não chegou a ser no primeiro dia. Jane era bastante comunicativa, conversava com todos, e quem não a conhecia, sentia-se desprezado por ela. Mas seus amigos a adoravam, seu humor era capaz de tirar qualquer pessoa da tristeza. Por traz da sua simpatia, e acima de tudo, menina-mulher. Era magra, um corpo cheio de curvas, valorizando suas pernas e seios. Olhos negros, por trás de um olhar vibrante e envolvente. Cabelos longos e negros assim como seus olhos, dando um contraste, com sua pele, rosada, de tão branca. Uma mulher de chamar atenção até mesmo das mulheres, seja por inveja ou por atração. Menina, por que seu jeito moleca, fazia com que qualquer pessoa se esquece que era tão sensual e atraente.
Conhecera Rodrigo na biblioteca da faculdade, enquanto procurava o mesmo livro que o rapaz, e que para o azar dos dois, só tinha um exemplar. Os dois então combinaram de estudar juntos o livro, assim pra não parecer injusto para nenhuma parte. Tornaram-se amigos e descobriram que tinham muito mais que a escolha da profissão em comum.
Rodrigo era um rapaz tímido, e dócil. Não conversava muito com a turma, mas aqueles que o conheciam sabiam que não se tratava de antipatia, mas sim de timidez mesmo. Este era mais pé no chão que Jane. Depois que viraram amigos, passou a corrigir mais a faladeira da menina e dar conselho para ela em quem ela deve ou não confiar. Alto e magro, chamava a atenção de todas as garotas pelo seu porte atlético, e sua postura. Porém, preferia fingir que não era com ele.
Lucas só veio a ser amigo dos dois, no semestre seguinte. Era transferido de outra faculdade já que seus pais haviam morrido em um acidente e seus parentes mais próximos moravam ali em Fernandópolis. Conheceu Rodrigo e Jane em uma festa da faculdade. No começo, a um julgamento prévio não gostou daquela menina que para ele se achava: cheia de gente ao seu redor, e ela lá debochando da mania do professor de Artes. Mas no fim da sua história ele riu das graças da garota.
_ Então você gosta de debochar do tiques dos seus professores?...- disse ele, enquanto ela pegava alguma bebida no bar.
Jane se virou e se deparou com o “garoto novo” que desde que chegara era calado e quieto, não falara sequer o nome para ninguém.
_ Porque? Consegue debochar de outra coisa mais engraçada?
_ Prazer, meu nome é Lucas. Disse estendendo a mão para a garota. Jane olhou para a mão estendida, se virou e seguiu caminhando em direção a Rodrigo. Lucas a seguiu enquanto esperava a resposta.
_ Não vai me responder? Há! Já sei! Não conversa com estranhos?
_ Jane. Meu nome é Jane. Disse em um tom arrogante.
A partir daquele momento Rodrigo e Lucas se tornaram amigos rindo das grosserias de Jane. A garota se rendeu e descobriu que os três poderiam ser grandes amigos.
Em algum dia, Jane disse que precisava ir à casa da tia no interior de Minas. Não tinha carteira de habilitação, então propôs aos amigos que a acompanhasse no carro do pai. Lucas foi de motorista, porém só na metade do caminho que os garotos descobriram que era na verdade um hotel fazenda do tio que estava de férias no Rio de Janeiro.
_Você é maluca, Jane? E ele sabe que agente está indo pra lá?- Indagou Lucas
_ H!Á... O que é? Agora vocês estão com medo? Estamos quase chegando... Eu já disse, eles estão de férias no Rio, eu tenho a chave da casa, não vão se importar se agente passar o fim de semana por lá!
Mas ainda estavam na metade do caminho quando a tempestade caiu, e fez com que o carro ficasse atolado. Foi nesse dia que Lucas observou o corpo de Jane, molhado pela chuva se esguiando para tirar o carro da lama.
Rodrigo acelerava enquanto os dois amigos empurravam o carro. Mas Lucas não conseguia tirar os olhos da camiseta molhada grudada no corpo da menina e revelando seus seios redondos e salientes por debaixo da camiseta rosada.
_ Que é? O que tá olhando?- Jane observa que o rapaz não conseguia se concentrar nas recomendações de Rodrigo ao volante - Está com vontade de ter uns? São bonitos né?
Lucas sorriu. Nessa hora se esqueceu que estavam naquela situação, na chuva, enlameados e no meio do mato sabe Deus onde. Juntou uma porção de lama do chão e jogou na garota
_Você é muito atrevida menina! Se acha demais!
_ Não vai me dizer que você não os achou bonitos? Provocou
Nessa hora, Rodrigo percebe que os companheiros de viagem não se empenhavam em ajudar a tirar o carro do buraco.
_ Ei! o que está havendo ai?
_ Eu estou dizendo aqui para a Jane que eu queria ter peitões iguais os dela!
Rodrigo caiu na brincadeira e ficaram implicando a menina
_Ai! Como eu queria... Posso ver! Ui!
Os dois rapazes imitavam homossexuais enquanto Jane se irritava com eles!
Foi nesse dia, a partir desse dia que a amizade passou a ser deixada em segundo plano. Lucas olhou Jane com outros olhos, e agora continuava a deliciar aquela fotografia, dos três amigos enlameados e molhados da chuva, e Jane tapando seis seios com o boné do amigo.
Dormiam os três juntos em motéis, quando tinham alguma festa fora da cidade para ir e o dinheiro não era suficiente para pagar o hotel; levavam um ao outro para hospitais quando estavam bêbados demais; amanheciam os três abraçados cantando alguma música sertaneja ou chorando porque qualquer um deles passava por alguma decepção amorosa. Experimentaram os três, algumas drogas, como a maconha e o extasy. Rodrigo e Lucas tiveram que pagar fiança para Jane sair da delegacia depois de dirigir embriagada e sem carta. E no fim das contas, estavam lá, sorrindo e cantando.
Mas em algum momento, Jane conheceu em uma das festas que freqüentavam, Ricardo, que a todo custo paquerou a garota até que ela se rendeu a seus encantos.
_Eu não gosto dele. È muito galinha, Jane. Depois você vai ficar falada!
_Bobeira tua, Lucas... O cara pode até ser galinha, mas é legal.. Fora que ele é lindinho né? Olha só o olhar dele!
_Beija quem você quiser, Jane. E bobeira do Lucas!
A partir do namoro com Ricardo, que Jane passou a ficar mais distante dos amigos. Não tinha mais tempo pra sair à noite, porque ia passar o fim de semana com o namorado. Não iam mais para a fazenda do tio de Jane, porque ela tinha algum jantar com o sogro e sogra.
Rodrigo e Lucas passaram a sair sozinhos, preferiam não comentar ou reclamar nada, apenas sentavam-se em algum bar da cidade e só saiam quando estivessem bêbados. Conversavam, brincavam, mas nada mais era como antes, quando tinham Jane para alegrá-los. Um dia na faculdade Jane observou a tristeza dos amigos.
_Eu não estou tendo tempo mais pra vocês, não é mesmo? Me desculpem, mas quando se está amando, não há como não querer ficar perto da pessoa... Pode deixar, eu já sei o que fazer!
E a moça combinou o dia e hora em um bar que sempre freqüentavam juntos. Lucas sorrira, finalmente tudo ia voltar ao normal, os três juntos como nos velhos tempos. Mas ao chegar lá, Lucas viu que as coisas realmente mudaram. Jane sorria ao lado de Ricardo, enquanto Rodrigo conversava ao pé do ouvido de uma garota loura e sorridente.
_Quero que conheça uma pessoa especial, Lucas! Essa é a Graziela! Ela é a irmã do Ricardo. - Disse Jane apontando para uma moça muito bonita ao seu lado - E esta é a Joice, uma amiga nossa! Dessa vez, apresentava a loura sorridente que Rodrigo quase beijava de tão perto que conversava com a moça.
Lucas se sentou e preferiu fingir que gostara da menina. Não tinha porquê não gostar, era bonita, atraente, tinha um papo legal. Naquela mesma noite, ele a levara para a cama e descobriu que sua qualidade ia muita além da sua beleza e personalidade. Mas ficaram juntos nem por uma semana, quando Lucas assumiu que gostava de outra pessoa e decidiu terminar com Graziela. Ao contrário, Rodrigo seguiu o namoro firme, com Joice.
Quando Jane ficara sabendo de Lucas, decidiu procurar o amigo. Estava na garagem tentando concertar o motor do carro.
_ Mas Lucas porque vocês não deram certo? Não sabia que gostava de outra pessoa? Quem é essa pessoa? Eu conheço? Posso ajudar?
Lucas agora olhava dentro daqueles olhos negros. Antes que respondesse, percebeu que Jane segurava um envelope, com as iniciais J & R escritas em dourado. Nessa hora se desesperou, olhou fixamente para o envelope, e seus olhos cheios de lágrimas, perguntou com voz trêmula:
_ O que... O que é isso Jane?
_ Há! Isso aqui?... Jane nem percebeu o desespero de Lucas, sorriu, mas antes que respondesse o amigo, Lucas se propôs a dizer.
_ É você Jane. Eu sou apaixonado por você!
Nessa hora, o sorriso da amiga se desfez. Cabisbaixo, Lucas começou a chorar ali mesmo na garagem da sua casa. Jane o abraçou, tentando consolar, mas o consolo virou beijo. Os dois se tocaram e se beijaram. Lucas a envolvendo como se quisesse prendê-la para todo o sempre, e esquecendo que tudo que acontecia nas suas vidas. Sentaram-se no sofá que tinha na garagem e fizeram amor ali mesmo.
Agora, estava lá, Lucas, olhando para aquela fotografia e se lembrando de tudo, de todos os momentos bons que viveram com Jane e claro, com Rodrigo.
Seu amor por Jane doía, as lembranças, o cheiro, o toque, sentia tudo isso. Mas tudo fugiu do seu pensamento, quando começou a tocar a música do casamento e ele sorrindo teve que entrar na igreja como o padrinho de casamento de Jane. Agora sim podia entender o significado de Amor Platônico.
Porque o Amor Platônico tem que ser assim? Não te conheço ainda, mais faço planos de você pra mim!
Erlan Ribeiro