Amor Confuso

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Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.

Machado de Assis

Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.

Confúcio

Eu amo desorganizado, desenvergonhado. Tenho um amor que não é fácil de compreender porque é confuso. Não controlo, não planejo, não guardo para o mês seguinte. A confusão é quase uma solidão adicional. Uma solidão emprestada. Sou daqueles que pedirá desculpa por algo que o outro nem chegou a entender, que mandará nova carta para redimir uma mágoa inventada, que estará se cobrando antes de dizer. Basta alguém me odiar que me solidarizo ao ódio. Quisera resistir mais. Mas eu faço comigo a minha pior vingança. Amar demais é o mesmo que não amar. A sobra é o mesmo que a falta. Desejava encontrar no mundo um amor igual ao meu. Se não suporto o meu próprio amor, como exigir isso?
Um dia li uma frase em Hegel: "nada de grande se faz sem paixão". Mas nada de pequeno se faz sem amor. A paixão testa, o amor prova. A paixão acelera, o amor retarda. A paixão repete o corpo, o amor cria o corpo. A paixão incrimina, o amor perdoa. A paixão convence, o amor dissuade. A paixão é desejo da vaidade, o amor é a vaidade do desejo. A paixão não pensa, o amor pesa. A paixão vasculha o que o amor descobre. A paixão não aceita testemunhas, o amor é testemunha. A paixão facilita o encontro, o amor dificulta. A paixão não se prepara, o amor demora para falar. A paixão começa rápido, o amor não termina.
Não me dou paz sequer um segundo. Medo imenso de perder as amizades, de apertar demais as palavras e estragar o suco, de ser violento com a respiração e virar asma. Até a minha insegurança é amor. O pente nos meus cabelos é faca enquanto é garfo para os demais. Sofro incompetência natural para medir a linguagem das laranjas, acredito desde pequeno que tudo o que cabe na mão me pertence. Minha lareira não dura uma noite, esqueço da reposição das achas, do envolvimento da lenha no jornal, de assoprar o fundo. Brigo com o bom senso. Ou sinto calor demais ou sinto frio demais. Uma ânsia de ser feliz maior do que a coordenação dos braços. Um arroubo de abraçar e de se repartir, de se fazer conhecer, que assusta. Parece agressivo, mas é exagerado. Conto tragédias de forma engraçada, falo de coisas engraçadas como uma tragédia. Nunca o riso ou o choro acontece quando quero. Cumprimento como se fosse uma despedida. Desço a escada de casa ao trabalho com resignação, mas subo na volta pulando os degraus. Esse sou eu: que vai pela esperança da volta.

Fabrício Carpinejar

Prefiro abrir mão de "um amor" para vê-la feliz que lutar e vê-la sofrer confusa sem saber o que fazer.

Diego Nunes

Confusão

Só queria descobrir, de que jeito você ama?
Mesmo querendo e não entendendo,eterno confuso!
Ame-me do seu jeito!
Ame-me de qualquer jeito,
Apenas ame-me!
Pois te amo do meu jeito!
Diferente, mas igual em tudo que nos tormenta!
E mesmo parecendo que tudo que eu faça,
Seja pouco pra te fazer crer e ver claramente,
Inclino a morte, antes da solidão!
Nos preocupamos em demasia com o que nos enfraquece,
e esquecemos de nos fortalecer!
Coisas grandes que nos passam despercebidas;
O que é isso então, que temos por dentro?
É tão forte quanto o sol?
É tão intenso quanto um raio de sol nascente?
É tão claro feito a água do mar?
Até onde é forte o bastante?
E se não for?
Se me levares até o céu, não me soltarás lá de cima?
Ainda assim, eu não sei; eterno confuso!
Então, tento segurar o raio de sol com as mãos,
Abraçar a onda e sentir ela passar..
Precisaria mais tempo para aprender com isso!
Mesmo tendo isso todos os dias..
Asas curtas não me tiram do chão..
Alguém precisa de um novo lugar no céu
Um novo lugar na beira da água..
Um lugar pra cair livremente
E ser catado pela brisa leve,
E ser levado por uma estrela que o leve pro começo,
Por favor, leve-nos pro começo
Leve-nos pro começo!"

Ludwig Plateau

Quando estamos confusos agimos de forma equivocada e facilmente somos influenciados por terceiros, mas o tempo é o senhor da razão e mostrará que agimos de forma errada. Sempre há tempo para revermos os nossos atos e consertarmos os nossos erros.

Mércio Franklin

Eles se cruzavam na rua, nas festas, nos encontros de amigos, em eventos públicos e outros particulares. Eles trocavam olhares, mas nunca havia um diálogo. Os olhares deles diziam tudo: Ele precisava dela, e ela precisava dele.

O Amor é confuso, Mark Hr.

É assim que funciona no amor: dois destinos nada mais são do que veredas confusas que se abraçam!

Reinaldo Ribeiro - O Poeta do Amor

O preço que se paga pelo uso ideológico da verdade nesse mundo confuso, é a cruz construída para punir os mentirosos!

Reinaldo Ribeiro - O Poeta do Amor

Algumas pessoas envelhecem e morrem confusas porque nunca foram capazes de perceber quem são seus verdadeiros inimigos!

Reinaldo Ribeiro - O Poeta do Amor

Quando falamos em amor muita coisa fica
obscura, confusa, secreta.

Rosane Marega

"De um lado o amor. Do outro a paixão. No meio a indecisão. Na cabeça a confusão.
Paixão que vira amor, amor que vira passado, passado que foi presente, presente que virou passado. Sem saber sair dessa, permaneço aqui, sem saber sair também. Não tenho conclusão, porque a conclusão ainda não foi concluída. E esse tempo que não passa, não passa porque o fiz parar, mas ele corre tão depressa e eu ando muito devagar. A vida que imita a arte, a arte que imita a vida. O céu azul, tão azul quanto o mar, o mar tão infinito, tão infinito quanto o céu. Você prefere o mar ou prefere o céu? Eu prefiro os dois. Eu prefiro Amor&Paixão!"

NadjaC.

O amor nós tráz sentimentos confusos, dores profundas, mas ao mesmo tempo nós trás a felicidade de amar, Pois só quem ama sabe e sente.

Regiane Peroso

"... isso que chamamos de amor, esse lugar confuso entre o sexo e a organização familiar..."

Sérgio, não sabia como começar - então comecei copiando essa frase aí de cima, é Caetano Veloso numa entrevista ao JB, vim lendo pelo caminho, não consegui me livrar dela.

Agora estou aqui, escrevendo para você no meu quarto antigo, que minha mãe conserva tal-e-qual, como se eu um dia fosse voltar para casa. E lá se vão - quantos mesmo? - sei lá, quinze vinte anos, qualquer coisa assim.

Chove. Faz frio. É bom estar aqui. Tão bom. Me sinto protegido. Ficamos vendo velhas fotografias, bebendo vinho e rindo muito. Meu irmão Felipe vestiu um modelinho de couro negro e saiu "para dar uma prensa numa caixa de supermercado". Márcia está tão bonita. E Rodrigo, meu sobrinho, que tem dois anos e não parece quase me desconhecer. Deixei-os vendo um filme antigo dos Beatles, Lennon repetindo "don´t let me down" - e agora percebo que meu inglês anda tão precário que não lembro se é d´ont ou don´t.

Cansado, cansado. Quase não dormi. E não consigo tirar você da cabeça. Estou te escrevendo porque não consigo tirar você da cabeça. Hesito em dizer qualquer coisa tipo me-perdoe ou qualquer coisa assim. Mas quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho. Axé.

Foi mau, ontem. Fui mau, também. Menos com você, mais comigo mesmo. Depois não consegui dormir. Me bati pela casa até quase oito da manhã. Teria telefonado para você, não fosse tão inconveniente. Acabei ligando para Grace, pedi paciência, chorei, contei, ouvi.

Não era nada com você. Ou quase nada. Estou tão desintegrado. Atravessei o resto da noite encarando minha desintegração. Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro. Farpas. Uma pressa, uma urgência.E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.

Te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo. A escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. Tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. Um retrato enorme de Virginia Woolf. E posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. Umas reproduções de Picasso. Outras de Da Vinci. Um biscuit com um pierrô tão patético. Uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. Todos os meus pedaços aqui.E você não me conhece, eu não conheço você.

Te escrevo por absoluta necessidade. Não conseguiria dormir outra vez se não te escrevesse.Zelda, há também o único romance escrito por Zelda Fitzgerald, a mulher de Scott Fitzgerald, que morreu louca, um incêndio, um hospício. Chama-se "Save me the waltz". "Reserve-me a valsa", não é lindo? Lembra o Brahma, se se dançasse no Brahma.

Please, save me the waltz.

Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. Até o último momento esperei que você me chamasse pelo telefone. Que você fosse ao aeroporto. Casablanca, última cena. Todas as cartas de amor são ridículas. Esse lugar confuso de que fala Caetano. E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti. Pedro Paulo me dizendo no ouvido "nunca vi essas luz nos seus olhos".

Eu não queria saber.Tão artificial, tão estudado. Detesto ouvir minha voz no gravador ou ver minha imagem em vídeo. Sôo falso para mim mesmo. A calma, o equilíbrio, as palavras ditas lentamente, como se escolhesse. Raramente um gesto, um tom mais espontâneo. Tão bom ator que ninguém percebe minha péssima atuação.

Você compreende tudo isso?

Pausa. Campainha. O jornal de domingo. Desço, outro chá de boldo. Um comentário de Rubens Ewald sobre Aqueles dois, diz que é excelente, fala da "dignidade e tratamento delicado dado ao tema". Lembro da crítica de Sérgio Augusto, de como fez mal por dentro. Já passou.

Quando pergunto você-compreende-tudo-isso não estou subestimando você. Ah, deus, perdoe. Não sinto agressividade nenhuma em relação a você. E gosto das tuas histórias. E gosto da tua pessoa. Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, soma-las, diminui-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.

Dormi umas três horas e acordei ouvindo Quereres, de Caetano. Repeti, várias vezes, cada vez mais alto. Ah, bruta flor do querer. Discutia tanto com Ana Cristina César, antes que ela acolhesse a morte (acertadamente? Me pergunto até hoje, nunca sei responder): nossa necessidade fresca & neurótica de elaborar sofrimentos e rejeições e amarguras e pequenos melodramas cotidianos para depois sentar Atormentado & Solitário para escrever Belos Textos Literários.

O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Você me dizia "que diferença entre você e um livro seu". Eu não sou o que escrevo ou sim, mas de muitos jeitos. Alguns estranhos.

Não há nenhum subtexto nisto que te escrevo. Não acho bonito que a gente se disperse assim, só isso. Encontre, desencontre e nada mais, nunca mais, é urbano demais - e eu nasci praticamente no campo, até os 15 anos quase no campo, céu e campo. Não sei se a gente pode continuar amigo. Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir. Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos, essa frugalidade das emoções.

Fico tomado de paixão.Há tempos não ficava.

E toda essa peste, meu amigo. O que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, "esse lugar confuso", o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida, aos 36 anos, tão pouco. Nem vivi nada ainda. E não sou sequer promíscuo. Dum romantismo não pós, mas pré todas as coisas - um romantismo que exige sexualidade e amor juntos. Nunca consegui. Uns vislumbres, visões do esplendor. Me pergunto se até a morte - será? Será amor essa carência e essa procura de amor, nunca encontrar a coisa?

Das minhas heterossexualidades, dois filhos mortos, não ficou nada. Das minhas homossexualidades, esse pânico lento e uma solidão medonha. A hora é tão grave.

Vim pegar energia. Sim. Preciso ver a terra, preciso do horizonte do pampa. Já começa a agir, meus ombros se soltaram. Olhei no espelho e aquela ruga entre as sombrancelhas se desfez.

Não quero me tornar uma pessoa pesada, frustrada, amarga. Não vou me tornar assim. Então vacilo, escorrego e a mania de perfeição virginiana e a estética libriana no dia seguinte me dizem "que vergonha, que vergonha, que vergonha".

Eu podia dizer que tinha/tínhamos bebido demais. Eu podia dizer que estava com tanto medo de vir para Porto Alegre. Eu podia contar a você dos meus últimos meses, oito, dez, doze horas por dia sobre a máquina de escrever, falando com quase ninguém. Sozinho, às vezes. Cantando também. Tudo isso, se eu te dissesse, talvez tivesse ajudado a doer menos em você.

De repente me passa pela cabeça que você pode estar detestando tudo isso e achando longo e choroso e confuso. Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir. Tento não ficar assustado com a idéia que este tempo aqui é curto, que eu vou voltar a São Paulo e que talvez não veja mais você. Sei que não fico assustado demais, e enfrento, e reconstituo os pedaços, a gente enfeita o cotidiano - tudo se ajeita. Menos a morte.

Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.

Quando te falo da idade, quando te falo do tempo, e não tivemos tempo - queria te falar de Cronos, Saturno, da volta pelo Zodíaco quando se completa 30 anos. A tua estrela é muito clara, tem sinais bons na tua testa. Compreendo teu Plutão e a Lua encarcerados na casa XII - as emoções e paixões aprisionadas -, e também Urano, todo o impulso bloqueado. Na mesma casa, a do Karma, a dos espíritos que mais sofrem, tenho também o Sol, Mercúrio e Netuno. Somos muito parecidos, de jeitos inteiramente diferentes: somos espantosamente parecidos. E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim - para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura. Perdoe a minha precariedade e as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, de segurar a maçã no escuro. Me queira bem.

Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas.Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.

Com cuidado, com carinho grande, te abraço forte e te beijo,

p.s.: Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. E amanhã tem sol.

Caio F.

"Meu amor é como as ondas...
Às vezes de tão forte chega a causar confusões".

Jardênia de Deus

A saudade é uma mistura de sentimentos. É confusão de pensamentos. É Esperança. É amor. É solidão. É um pouco de alguém em você. É um pouco de você que alguém levou. É um pedaço de um coração. É uma lagrima salgada. Ou até mesmo um sorriso sem razão.

Julia Caroline

Amor, explosão de sentimentos, confusão de mentes.

Larissa Camurça Vieira

O Amor é uma eterna confusão, de repente quando achamos que vai dar tudo certo, vem uma avalanche de dúvidas que nos faz desperdiçar grande parte de nossa vida. O que seria ideal??? Amar ou ser amado? Na verdade o perfeito é amar e ser amado. Não pense que isso é impossível. Acontece. Pode acreditar!
O problema é que a gente complica demais.
Com minha humilde experiência, descobri que o segredo para ser feliz é descomplicar.
Ama? Diga isso. E não só fale. Demonstre.
E se não for correspondido? Corra atrás, não deu? Dane-se.
Vai chorar, sofrer, se humilhar, por quê? Pra depois de um tempo, ver que era pura perca de tempo e que a vida passou e você estava ocupado demais com sua ilusão, que nem percebeu.
Talvez se desistíssemos um pouco de mantermos nosso orgulho intacto, nosso coração não estaria tão despedaçado.
Quem nunca prometeu pra si mesmo que ia mudar, que iria ter uma postura diferente e de repente se viu cometendo os mesmos erros?
Isso é normal. Todo mundo erra. Mas não vale a pena viver para corrigir erros e para tentar não cometelos. A vida é para viver com emoção, impulsão, renovação.
Como diria Chaplin: A vida é muito para ser insignificante!!

Joicy Carvalho

À procura do amor

Amor quem me diz o que é? Há tanta gente a defini-lo que estou confusa! Quem o viu? Existe? Como posso eu acreditar numa coisa que não vejo? “Feliz aquele que acredita sem ver”? Somos felizes na ilusão da existência de algo que os nossos olhos não confirmam?
Olho à minha volta, imploro aos meus olhos que descubram aquilo que toda a gente procura sem saber o que vai encontrar.
“Amo-te” diz ele, será que descobri? Volto no dia seguinte à procura naqueles olhos o que julgo ter encontrado; não está! Amor é algo que se vê e desaparece?
“Amo-vos família” diz ele, o meu coração bate, parece que encontrei o verdadeiro amor. Volto no dia seguinte à procura naquela família o que julgo ter encontrado, não está! Ele partiu para nunca mais voltar deixando a família banhada em grossas e cruéis lágrimas. Amor é algo que serve de arma para magoar o outro fragilmente apaixonado?
A minha alma está fraca, canso-me de procurar por ele, começo a acreditar que não existe, será que foi tudo inventado? Sofri por saber que o pai natal não passava de um ilusão criada pela coca-cola, será que vou-me desiludir também com o amor?
“Amo-te amiga” diz ele. Os olhos deles brilham de encantamento. Sento-me silenciosamente contemplando as palavras reconfortantes que dizem. Encontrei-o, desta vez encontrei mesmo! Sorrio. Volto no dia seguinte à procura naqueles amigos o que juro ter encontrado, não está! O amigo cansou-se da amiga deixando-a sozinha perdida no seu mundo, deixou-a sem lhe explicar se houve ali amor, deixou-a quando ela mais precisava! Amor é alguma coisa de usar e deitar fora? Amor cansa, esgota? Amor abandona o outro quando este mais precisa? Amor esquece que amou? Amor mente, engana ao ponto de dizer “amo-te” quando despreza?
Cansei-me! Procurei por todo o lado, corri tudo, tentei confirmar o inconfirmável, não vi o Amor. As lágrimas correm por mim a baixo, quem o terá inventado? Cá para mim foi uma editora de contos de fadas, deviam ter vergonha, enganar as criancinhas com o “amaram-se para sempre”.
Lamento se constatei aquilo que tu tinhas medo de constatar, Amor não passa de ilusão criada por alguém que achou divertido gozar com os outros! O quê? Não concordas? Então explica-me porquê não o vi? Agora respondes “ porque procuras-te com os olhos em vez de procurar com o coração, porque o Amor não se vê, sente-se”. Talvez, mas estou vazia de mais para sentir frio quanto mais para sentir Amor.

Inês Pinto

Algumas pessoas que amam, amam tanto e tanto que misturam tudo, todos, e tantos fatos, que nessa confusão acabam saindo da sanidade amorosa e deixando passar o que seria o melhor de sua vida e tudo que precisava, se transformar em tudo o que não devia ser.

Rossani C.