Amiga Antiga

Cerca de 1677 frases e pensamentos: Amiga Antiga

Há uma antiga noção de realidade que nos diz que os homens não passam de sonhos na mente dos Deuses. Porem o contrario é igualmente válido e os Deuses não passam de sonhos dos humanos. Acredito que o mais importante e assustador dessa questão é decidir qual será o primeiro a acordar desse sonho.

Nelson Barbosa

Sou diferente a daí? Sou romântico a moda antiga, mando flores, cartinha e ainda convido para jantar. Gasto horas ao telefone e teclando no msn. Adoro joguinhos. O jogo da conquista é tão mais gostoso quando jogado a dois. Apaixono-me rapidamente, não significa que me apego facilmente. Não acredito em amor a primeira vista. Acredito que os postos se atraem. Acredito que a perfeição não existe, o que existe apenas são diferenças que quando tiradas fortalecem uma paixão. Amar não significa doar-se inteiramente, o amor também é feito de concessões de ambas as partes. O amor verdadeiro se sobressai ante aos espinhos que crescem a sua frente. O amor verdadeiro enfrenta todas as tempestades que a vida coloca em seu caminho. O verdadeiro amor quando parte nos deixa seu legado: Amar incondicionalmente hoje e agora, pois amanhã talvez não haja tempo hábil para se amar uma vez mais. Ao seu lado eu aprendi a sorrir, aprendi o valor de abraço, aprendi o verdadeiro sentido da palavra felicidade, a qual corre em meu corpo a cada vez em que desfruto do prazer de sua companhia. Aprendi que o requinte da vida está em viver a vida e o amor de um jeito simples e intenso. Ao seu lado aprendi que os corpos são como imãs que se atraem, mas as almas quando se encontram se fundem- em uma só. Transformando-nos em um só ser, um só coração, uma só vida.

Leandro M. Cortes

Amor Eterno

Amor que nunca se acabou.
Ficou guardado como foto antiga
que se deixa dentro de um livro.

Amor que se achou
e se perdeu,
e agora se encontra de novo.

Antigo e amigo amor,
que o tempo conservou,
e sempre caminhou por perto.

Quando procurei por ele
me olhava com o mesmo carinho
daquele menino que conheci.

Me abraça,
me lembra quem fui,
me traz de volta pra casa.

Leva meus medos embora,
seca minhas lágrimas.
Cuida de mim.

Shalimar Catramby

Anjos da noite
Desde a mais antiga história
Chegam os anjos da noite
Vestidas de vermelho e preto
Tendo a vaidade como a glória

Deslumbrantes e maquiadas
Para enganar a tristeza estampada na face
Máscara embutida para aliviar o passado
Trazendo juntos aos pertences na bolsa a sua vida
Resumida em um simples retrato

Desfilam pelas ruas escuras e avenidas
Ofuscando a vista dos incautos
Trocando o corpo por dinheiro
Nem sentem mais prazer... apenas um vazio depois do triste ato

Debaixo de toda a vaidade
Um corpo frágil e cansado
Na alma com pontos negros manchados
Cada um indicando um aborto... um ser que foi desprezado.

IVAN HAUPTMAN

Sou diferente a daí? Sou romântico a moda antiga. Mando flores, cartinhas e ainda convido para jantar. Gasto horas ao telefone e teclando no msn. Adoro joguinhos, o jogo da conquista é tão mais gostoso quando jogado a dois.

Leandro M. Cortes

Quando o assunto é amor eu me torno clichê, fico a "moda antiga" , viro uma romântica descontrolável, fico até brega… do tipo que escreve cartas, faz surpresas,descreve o tamanho do seu amor o tempo todo. Quando se trata do amor eu fico besta, idiota, viajo na maionese, fico o dia inteiro no mundo da lua. Quando se trata do amor, pra mim vale tudo, até me entregar por inteiro.

Danielle Gomez

"Poesia e tecnologia... Sou moderna à moda antiga"

Marcela Tais

A Celebração Sobrenatural da Antiga Aliança

O capítulo 24 de Êxodo registra como foi instituída e formalizada a Antiga Aliança, tendo a Moisés por mediador, e tendo como base o sangue de animais aspergido sobre o povo e sobre o livro da aliança. Tal como a Nova Aliança foi instituída e formalizada quando Jesus morreu na cruz e a selou com o Seu próprio sangue.
Deus havia prometido a Abraão ser o Deus da sua descendência, a saber o Deus de Israel, e agora, o povo de Israel declara que seria o povo de Deus, mediante o cumprimento de tudo o que lhe estava sendo ordenado por Ele.
E assim foi selado o pacto, a aliança, entre Deus e Israel, e deste com Deus.
Nenhuma aliança com Deus seria feita, se não fosse pela provisão da graça, tipificada no sacrifício e no sangue que apontavam para o sacrifício de Cristo; pois Deus, santo que é, não pode, em razão da exigência da Sua justiça, fazer aliança com pecadores, mas Ele proveu o meio necessário para isto, que é o sacrifício de Jesus, que satisfez à Sua justiça, por ter Ele morrido no lugar dos pecadores.
É por isso que lemos no Novo Testamento, em Hb 9.18-26, o seguinte:
“Pelo que nem o primeiro pacto foi consagrado sem sangue; porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos novilhos e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo e aspergiu tanto o próprio livro como todo o povo, dizendo: este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós. Semelhantemente aspergiu com sangue também o tabernáculo e todos os vasos do serviço sagrado. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão no céu fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio; doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.”.
Quando foi celebrada a Antiga Aliança naquele dia memorável no Sinai, Deus fez daquela, não somente uma ocasião solene, mas também festiva e de alegria, pois convocou à Sua presença Moisés, Arão, Nadabe e Abiú, sacerdotes, filhos de Arão, e setenta anciãos de Israel, sendo que estes contemplaram ao subir o monte, a glória do Senhor somente de longe, e apenas a Moisés foi permitido se aproximar-se do Senhor.
Todos eles viram um como que calçamento de safira que resplandecia como o brilho do céu, sobre o qual se encontravam os pés do Deus de Israel. Eles entenderam que aquele pacto tinha um propósito celestial, e não era apenas para propósitos terrenos, mas para atender ao desígnio do que é divino, espiritual, celestial.
O aspecto da glória celestial não parou por aí, pois tendo o Senhor convocado a Moisés para se dirigir ao cume do monte, ele foi envolvido por uma nuvem que cobriu o Sinai, e a glória de Deus pousou sobre o seu cume, e por sete dias Moisés permaneceu envolvido por aquela nuvem, até que Deus o chamou e ele se dirigiu para o cume do monte, onde havia o aspecto da glória do Senhor como um fogo consumidor que aparecia aos israelitas que estavam no sopé do Sinai.
E Moisés permaneceu na presença de Deus por quarenta dias e quarenta noites recebendo instruções para a construção e serviço do tabernáculo.

Baseado em Êxodo 24

Silvio Dutra

O QUE É A ANTIGA ALIANÇA

A Antiga Aliança ou Antigo Testamento recebe também as seguintes designações na Bíblia: Primeira Aliança (Hb 8.7); Lei de Moisés (I Cor 9.9); Lei do Senhor (II Cr 31.3,4): Lei de Deus (Ed 7.21); Lei (Rom 3.19); Aliança da Letra (II Cor 3.6); Ministério da Morte (II Cor 3.7), e Ministério da Condenação (II Cor 3.9).
Foi celebrada por Deus com a nação de Israel quando esta foi libertada do cativeiro egípcio (cerca de 1440 aC).
A Antiga Aliança abrangia todos os israelitas em todas as gerações de Israel, de Moisés até a morte de Jesus, e por isso, possuía também um caráter essencialmente coletivo quanto às aplicações das suas promessas de bênçãos (Lev 26.3-13; Dt 7.12-26; 11.8-32; 28.1-14), e de maldições (Lev 26.14-42; Dt 11.26-28; 27.26; 28.15-68).
Apesar do caráter essencialmente coletivo daquela aliança, a mesma não excluía a responsabilidade individual de cada israelita perante Deus (Dt 24.16; Ez 18.20).
Mas, à responsabilidade pessoal, sobrepunha-se a coletiva, com vistas principalmente, à manutenção da unidade de Israel como nação separada para o serviço de Deus, e para preservá-la da idolatria e costumes pagãos das demais nações.
Daí o mandamento que proibia o casamento de israelitas com gentios.
Não porque os demais povos fossem desprezados por Deus, conforme os israelitas passaram a interpretar o mandamento, mas simplesmente para preservar Israel dos costumes das nações até que Jesus viesse e inaugurasse a Nova Aliança.
Ao dar a lei a Israel através da mediação de Moisés, firmando com a nação a chamada Antiga Aliança ou Testamento, Deus não tinha em vista forjar o legalismo no seu povo, mas forjar a justiça, o amor e a santidade, através da obediência à Sua santa vontade, expressada nos diversos mandamentos da lei.
A palavra LEI, recebe no texto da Bíblia, diferentes conotações. Por vezes, é usada com o significado do Pacto ajustado por Deus com os israelitas a partir de Moisés, ou seja, a Aliança Antiga propriamente dita.
Em outras passagens, refere-se aos cinco primeiros livros da Bíblia, ou Pentateuco, também conhecidos como livros da lei de Moisés.
Quando aparece a expressão a Lei e os Profetas, normalmente é uma referência ao conjunto das Escrituras do Velho Testamento (At 13.15), ou ao Pacto Antigo propriamente dito (Lc 16.16).
E, finalmente, em outras porções bíblicas, a palavra Lei, designa o conjunto de regulamentos e mandamentos civis, cerimoniais e morais, constantes sobretudo do Pentateuco.
Por exemplo, quando Jesus disse que não veio revogar a lei e os profetas (Mt 5.17), estava se referindo às Escrituras do Velho Testamento; e quando afirmou que a lei e os profetas haviam vigorado até João Batista (Mt 11.13; Lc 16.16), ao Pacto, à Aliança Antiga, que estava sendo substituída pela Nova.

Silvio Dutra

O QUE É A NOVA ALIANÇA

Ao instituir a Nova Aliança no seu sangue, Jesus revogou a Antiga Aliança e marcou o encerramento do período da dispensação da lei, mas não revogou, isto é, não cancelou, as Escrituras do Velho Testamento (Mt 5.17).
Essa questão não pode ser compreendida à luz de um enfoque legalista, pois nos remeteria conseqüentemente a considerar que a Antiga Aliança ainda estaria em vigor por não terem sido revogadas as Escrituras que lhe são correspondentes.
Entretanto, o Velho Testamento, incluindo os preceitos relativos à Aliança, é um testemunho da vontade de Deus e da própria revelação referente a Jesus Cristo.
Se as Escrituras dão testemunho do Senhor, como Ele as revogaria?
Se o fizesse estaria negando a Si mesmo e à obra que recebeu do Pai para realizar.
Abraão, Moisés e os profetas, falaram de Jesus. Os utensílios e ofícios do tabernáculo e do templo ensinam-nos acerca dEle, em figura.
A forma como o pecado entrou no mundo e a provisão que Deus fez para salvar o pecador ali também estão revelados.
A própria remoção do pacto antigo está revelada nas Escrituras do Velho Testamento, atestando que de fato o problema do pecado só poderia ser resolvido pela inauguração da Nova Aliança (Jer 31.31-34).
Vemos assim, a confirmação da validade das Escrituras porque por elas se testifica que o Pacto Antigo foi substituído pelo Novo, e que Jesus é o Seu Mediador, conforme nelas também se testifica (Is 42.6,7; 49.8,9).
A Nova Aliança não foi um plano emergencial concebido por Deus, por terem os israelitas violado a Antiga Aliança.
Em absoluto. Ela já estava no Seu coração desde antes da criação do mundo. E fora prometida a Abraão antes mesmo da celebração da Antiga (Gên 17.1-5), tendo sido a promessa posteriormente confirmada pelo ministério dos profetas.

“6 Eu o Senhor te chamei em justiça; tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por mediador da aliança com o povo, e luz para os gentios;
7 para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas.” (Is 42.6,7)

“6 Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra.
7 Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, e o seu Santo, ao que é desprezado dos homens, ao que é aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o verão e se levantarão, como também os príncipes, e eles te adorarão, por amor do Senhor, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu.
8 Assim diz o Senhor: No tempo aceitável te ouvi, e no dia da salvação te ajudei; e te guardarei, e te darei por pacto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas;
9 para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei; eles pastarão nos caminhos, e em todos os altos desnudados haverá o seu pasto.”(Is 49.6-9)

Paulo compreendeu melhor e mais rapidamente do que qualquer outro o caráter da Nova Aliança, que estava sendo oferecida a todos os gentios, e que os desobrigava do cumprimento minucioso das condições de culto, ritos e todos os mandamentos civis e cerimoniais da Lei de Moisés.
Um gentio não precisaria viver como um judeu, como no caso da Antiga Aliança, para que pudesse ser aceito como integrante do povo de Deus.
Jesus e nenhum dos apóstolos ensinaram contra a lei, pois fora outorgada pelo próprio Deus a Moisés para vigorar como termos da Antiga Aliança, que firmara com a nação de Israel, e para servir também de testemunho a todo o mundo gentílico, acerca do Seu caráter e da Sua vontade.
Desta forma, nem Paulo ou qualquer outro dos apóstolos ensinou contra a lei.
Eles sabiam que a justiça que é pela fé, e operante segundo a graça, passou a se manifestar com o advento de Jesus. Mas também sabiam que Deus havia salvado e justificado pela graça, mediante a fé, a muitos nos dias do Antigo Testamento.
Não foi este o caso de Abraão? A ponto de ser designado como pai dos que crêem.
Mas, a Antiga Aliança foi revogada, e suas ordenanças civis e cerimoniais já não são obrigatórias aos israelitas, com quem foi celebrada, e muito menos aos gentios, quanto ao seu cumprimento, bem como não é aplicável, à igreja, de forma específica, o seu sistema de bênçãos e maldições, ritos etc, desde a inauguração da Nova Aliança, que a revogou.

“Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João.” (Mt 11.13)

“A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.” (Lc 16.16)

“e rasgou-se ao meio o véu do santuário.” (Lc 23.45)

“9 Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça.
10 Pois na verdade, o que foi feito glorioso, não o é em comparação com a glória inexcedível.
11 Porque, se aquilo que se desvanecia era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece.” (II Cor 3.9-11)

“13 Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade,
15 isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz”, Ef 2.13-15)

“18 Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade
19 (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus.” (Hb 7.18,19)

“6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores promessas.
7 Pois, se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo.
8 Porque repreendendo-os, diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá um novo pacto.” (Hb 8.6-8)

“Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer.” (Hb 8.13)

“8 Tendo dito acima: Sacrifício e ofertas e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem neles te deleitaste (os quais se oferecem segundo a lei);
9 agora disse: Eis-me aqui para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro, para estabelecer o segundo.” (Hb 10.8,9)

A Nova Aliança é designada na Bíblia como sendo As Fiéis Misericórdias Prometidas a Davi, como se lê em Is 55.3 e Atos 13.34.

“E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” (Atos 13.34)

“Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.” (Is 55.3)

É dito no texto de Isaías (VT) que seria feita uma aliança eterna, que estaria baseada nas misericórdias fiéis que Deus havia prometido a Davi.
Trata-se portanto de uma aliança de misericórdias, e misericórdias que não falharão, porque não foram prometidas pelo homem, mas prometidas por Deus a Davi.
Esta aliança eterna, que é a Nova Aliança, que vigoraria na dispensação da graça em que temos vivido, foi prometida em várias passagens do Velho Testamento.
Davi veio a se referir a ela tanto na hora da sua morte, conforme relato de II Samuel 7.12-17, quanto no Salmo 89, nos quais afirma a segurança e estabilidade desta aliança prometida, bem como o seu caráter de livramento da condenação eterna para os aliançados, ainda que estes viessem a transgredir eventualmente os mandamentos de Deus, porque o Senhor afirmou que corrigiria os aliançados, mas que não deixaria jamais de estar aliançado com eles.
O fiador, o mediador, seria o Renovo justo que brotaria do tronco de Jessé, a saber, o Senhor Jesus, quem é Aquele que garante a eternidade da aliança.
Vejamos então, alguns textos da Bíblia que se referem à citada aliança de misericórdias, e de misericórdias fiéis que durarão para sempre, e pelas quais nossos pecados e transgressões são perdoados e esquecidos por Deus para sempre:

“12 Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino.
13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.
14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.
15 Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.
16 Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.
17 Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.” (II Samuel 7.12-17)

Esta passagem das Escrituras registra quando a promessa foi feita por Deus a Davi através do profeta Natã.

“20 Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi.
21 A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá.
22 O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade.
23 Esmagarei diante dele os seus adversários e ferirei os que o odeiam.
24 A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder.
25 Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios.
26 Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação.
27 Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.
28 Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança.
29 Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu.
30 Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos,
31 se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos,
32 então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade.
33 Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade.
34 Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram.
35 Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi?):
36 A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim.
37 Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço.” (Salmo 89.20- 37)

Nesta passagem do Salmo 89, Deus fala profeticamente acerca da aliança que faria com os crentes através de Jesus Cristo.
Note a promessa que é feita especialmente nos versos 28 a 35.

“1 São estas as últimas palavras de Davi: Palavra de Davi, filho de Jessé, palavra do homem que foi exaltado, do ungido do Deus de Jacó, do mavioso salmista de Israel.
2 O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua.
3 Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus,
4 é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva.
5 Não está assim com Deus a minha casa? Pois estabeleceu comigo uma aliança eterna, em tudo bem definida e segura. Não me fará ele prosperar toda a minha salvação e toda a minha esperança?” (II Samuel 23.1-5)

Estas foram as últimas palavras proferidas por Davi, antes de morrer, e ele foi levado pelo Espírito a falar do caráter da Nova Aliança, que seria feita com Jesus Cristo, que descenderia segundo a carne, da sua casa, da qual se diz no verso 5 que é eterna, e em tudo bem definida e segura, ou seja, ela foi planejada meticulosamente por Deus para dar a segurança da eternidade aos aliançados, a saber, aos crentes que perseveram em Jesus Cristo.

“32 E nós vos anunciamos o evangelho da promessa, feita aos pais,
33 a qual Deus nos tem cumprido, a nós, filhos deles, levantando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo: Tu és meu Filho, hoje te gerei.
34 E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” (Atos 13.34)

Este é um dos testemunhos confirmatórios do Novo Testamento de que as promessas feitas a Davi, se referiam à aliança que é feita entre Jesus Cristo e os eleitos, e Paulo afirma expressamente no verso 32, que tal promessa foi a promessa do evangelho que Deus fizera aos patriarcas de Israel, e neste caso, especificamente a Davi.
Há muitas outras referências na Bíblia a esta aliança, e também especialmente ao modo como Deus a prometeu através de Davi, dAquele que viria a descender dele no futuro, e com o qual o trono de Davi é estabelecido eternamente com todos aqueles que também viverão eternamente, por estarem aliançados ao Rei Justo que reinará com justiça pelos séculos dos séculos.

Veja por exemplo, para finalizar, a repetição da promessa através do profeta Jeremias, cerca de quatrocentos anos depois de Davi.

“14 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que cumprirei a boa palavra que proferi à casa de Israel e à casa de Judá.
15 Naqueles dias e naquele tempo, farei brotar a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra.
16 Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; ela será chamada SENHOR, Justiça Nossa.
17 Porque assim diz o SENHOR: Nunca faltará a Davi homem que se assente no trono da casa de Israel;
18 nem aos sacerdotes levitas faltará homem diante de mim, para que ofereça holocausto, queime oferta de manjares e faça sacrifício todos os dias.
19 Veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:
20 Assim diz o SENHOR: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo,
21 poder-se-á também invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono; como também com os levitas sacerdotes, meus ministros.
22 Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim tornarei incontável a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.” (Jer 33.14-22)

Estas palavras foram proferidas por Jeremias no Espírito, depois de lhe ter sido revelado qual o efeito prático de tal aliança que seria firmada conforme a promessa que Deus havia feito a Davi:

“31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jer 31.31-34)

Esta promessa é repetida em várias passagens do Novo Testamento, como por exemplo em Hebreus 8.6-13; 10.15-18.

Silvio Dutra

É que ouvir a música antiga, e sentir o sentimento enterrado, faz-me voltar aquela velha briga, entre o que é saudável e o nosso passado.

Vanessa Brunt

Peço Licença aos Deuses

Peço licença aos deuses da poesia...
Da poesia antiga e também da poesia contemporânea...
Peço permissão para entrar. Eu simples mortal perante vos poetas...
Me Contento em entrar pelos fundos.
Ou mesmo assistir-vos
Mas peço permissão aos deuses que aceitem este cavaleiro errante,este Dom Quixote moderno...
Eu peço licença...

Poeta Urbano - Junho de 2009.

Tenho um coração à moda antiga

Acredito no amor, no casamento, na fidelidade e principalmente na lealdade, para mim lealdade vale mais que fidelidade, ser leal é ser verdadeiro à essência, aos princípios, ao outro.
Quero casar, construir família, ter minha filha e uma família feliz, não estou tento alucinações surreais, estou disposta a mudar, se for preciso e a lutar se for necessário, desde que não me sinta lutando sozinha, desde que não me sinta mudando para agradar, para prender, para ser aceita ou amada.
Sou romântica, choro por bobagens e às vezes choro por tudo, ando com um conflito interno quanto a casar de novo na igreja, fazer votos. Já casei, já fiz votos eternos não cumpridos, mesmo com a declaração de nulidade referendada pela igreja católica, não me sinto preparada para casar na igreja, de véu, grinalda e votos. Nunca prometi amor às minhas amigas e as amo assim mesmo, nunca prometi lealdade e fidelidade aos próximos e me sinto fiel e leal e já prometi amor eterno a quem não conhecia intimamente, a quem não me fazia me sentir eu mesma. Está tudo tão relativo na minha cabeça, não me culpo, não me sinto apressada a decidir, sou mutante, hoje posso não me ver casando ou fazendo votos, ou colocando sobrenome de marido acrescentado ao meu sobrenome e amanhã tudo pode ser diferente, tudo pode ter um quê a mais, um desejo a mais, uma vontade a mais.

Arcise Câmara

A amizade é como o bom vinho, quanto mais antiga, mais especial e saborosa se torna.

Alexsandra Zulpo

Mais difícil do que incutir num homem uma nova idéia, é fazê-lo desistir de uma antiga.

Alexsandra Zulpo

Aqui me encontro, sentada em uma poltrona antiga, surrada, e tomando meus fiéis companheiros de caneca.Tentando traduzir pensamentos em palavras. Fecho os olhos e somente consigo ver nós dois.Por um instante, sinto que realmente posso toca-lo novamente.Estamos eu e você a sós em um banco qualquer, a noite já se pronunciava, e não era de grande importância o horário que fosse. A importância de tudo, estava refletida em meus olhos.Tais estes que somente enxergavam os teus.Por um momento, um filme que a mais de cinco anos não era repetido em minhas remotas memórias.Tal filme que se perde em minhas expectativas, estas que somente existem na mesma memória na qual guarda seu sorriso. Este sim, repetido todos os dias, para me lembrar que não importa quanto tempo passe,sempre será o mais bonito que conheci.

Emilly Westphal Damm

Alianças Antiga e Nova

“Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.” (Hebreus 8:13)
Toda vez que abrirmos as páginas do Velho Testamento, devemos sempre colocar como pano de fundo o Evangelho de Cristo, para que não tomemos ao pé da letra, como mandamento divino ordenado aos discípulos de Jesus, muitos dos preceitos da antiga dispensação, que durou de Moisés a João Batista (Mt 11.13; Lc 11.16), os quais não podem e não devem ser aplicados na nova dispensação em que estamos vivendo há cerca de dois milênios.
A Lei Antiga, determinada por Deus para vigorar em Israel, por cerca de 1440 anos prescrevia:
.morte por apedrejamento em razão de determinadas transgressões daquela Lei dada por meio de Moisés.
. como maldito de Deus deveria se anunciar a si mesmo publicamente o leproso.
. proibidos estavam vários alimentos classificados como impuros.
. sacrifícios de animais oferecidos para cobrir o pecado.
. e muitos outros preceitos civis e cerimoniais, além dos morais.
Deus, pela Lei, revelava que era o Juiz do Seu povo e ensinava ao mesmo tempo o quanto é oposto ao pecado.
Todavia, em sendo Juiz, é também pai bondoso, amoroso, misericordioso, perdoador e salvador.
E como revelou isto, já que os preceitos da Lei antiga poderiam ofuscar tais atributos relativos à Sua completa longanimidade, amor e bondade?
Ele o fez trazendo uma nova lei por meio de Cristo, para substituir a antiga.
Jer 31:31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
Jer 31:32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.
Jer 31:33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
Jer 31:34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.
Heb 8:7 Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda.

Heb 8:13 Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.

Heb 9:15 Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.

Heb 10:9 então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo.
Heb 10:10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.
A Lei da nova aliança, do novo testamento, do evangelho, da graça, pela qual se revogou a primeira, é chamada pelo apóstolo de lei régia (Tg 2.8), porque prescreve o amor ao próximo, sem qualquer tipo de condenação legal, conforme ocorria na primeira, apesar de também prescrever o amor ao próximo.
Assim, a lei do amor de Cristo não vigora pelo cumprimento de ordenanças cerimoniais e civis, como a primeira, mas simplesmente por fé, graça, misericórdia e arrependimento.
A punição dos malfeitores é designada para as autoridades civis de cada nação, conforme determinação da parte de Deus.
Não é portanto, uma característica ou atribuição do evangelho, pelo qual se oferta a libertação do espírito do jugo e condenação do pecado.
A lei do evangelho é amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo.
O amor nunca busca o mal, ou que seja do próprio interesse, não se conduz inconvenientemente, não é preconceituoso, enfim, o amor faz somente o bem ao seu semelhante.
Mat 22:35 E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou:
Mat 22:36 Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?
Mat 22:37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Mat 22:38 Este é o grande e primeiro mandamento.
Mat 22:39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Mat 22:40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

Rom 13:10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
Poderia haver uma lei melhor do que essa?
No episódio da mulher adúltera que Jesus livrou da condenação por apedrejamento, podemos constatar o quanto Ele realmente mudou a antiga lei por uma nova, porque pela antiga, ela deveria morrer apedrejada.
É por isso que é ordenado por Cristo aos cristãos, na Bíblia, que façam o convite da salvação pelo evangelho a todas as pessoas e em todos os lugares da terra.
Mar 16:15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
Este convite consiste basicamente no oferecimento gratuito que Ele está fazendo da Sua própria justiça divina, amor e misericórdia, para perdoar todos os nossos pecados e justificar a todos os que nEle crerem, de modo que sejam livrados da condenação, e para o recebimento da vida eterna.
Todavia, em havendo recusa em se ouvir a mensagem do evangelho, o próprio Cristo ordena que não haja insistência.
Luc 10:16 Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou.
Mar 6:11 Se nalgum lugar não vos receberem nem vos ouvirem, ao sairdes dali, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles.

O evangelho é o tempo da paciência, da misericórdia, da longanimidade de Deus para com todos os pecadores.
A ninguém Deus está condenando, enquanto durar esta dispensação. Ao contrário, está salvando.

João 12:47 Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.
Joã 12:48 Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.
O evangelho é a lei divina, se assim podemos nos referir a ele, na presente dispensação da graça, e esta lei de justiça oferecida para a nossa justificação e perdão, a ninguém condena.
É a rejeição do evangelho, segundo nosso Senhor Jesus Cristo, que será o motivo da condenação no último dia, como Ele o afirma em João 12.48.
João 3:16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Joã 3:17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Joã 3:18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Mar 16:15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
Mar 16:16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.

Esta nova dispensação do evangelho substituiu a chamada antiga dispensação da lei de Moisés, porque Jesus se ofereceu a si mesmo como sacrifício, em nosso lugar, para satisfazer a exigência da justiça divina.
Não é portanto do teor e essência do evangelho condenar as pessoas pelos seus maus atos e até mesmo pensamentos, porque até os próprios cristãos que fazem a oferta do evangelho também são pecadores, que foram remidos pela graça, mediante a fé em Jesus.

Aos que têm abraçado a fé no evangelho, Cristo lhes impõe a disciplina da nova aliança, pela admoestação mútua à prática do amor e das boas obras.
Outra característica do convite do evangelho é que não se deve fazer distinção de qualquer pessoa, que não deve haver preconceito de raça, religião, condição social, ou de qualquer outra natureza.
Desta forma, aqueles que têm sentimentos preconceituosos, não estão de modo algum anunciando o verdadeiro evangelho de Cristo, tal como ele se encontra registrado nas páginas da Bíblia.

Rom 3:21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;
Rom 3:22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem;porque não há distinção,
Rom 3:23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
Porque isto seria uma contradição, uma vez que não se pode conciliar preconceito com o fato de Jesus não fazer acepção, distinção de qualquer pessoa, e de igual modo, devem portanto agir aqueles que falam em Seu nome.
Por outro lado, deixar de anunciar o evangelho, em desobediência ao mandamento de Deus, para o bem eterno dos ouvintes que o receberem, por livrar o espírito da condenação eterna a ser proferida no dia do Juízo Final, seria então uma grande prova de falta de amor e de misericórdia para com nossos semelhantes, esconder deles esta mensagem, ou então adulterá-la.

Por isso é também ordenado nas Escrituras que se deve ter cautela com o ensino de falsos pastores, profetas e mestres que falam em nome de Cristo, e que se dizem cristãos, e mensageiros genuínos do evangelho, quando na verdade não são, e o fazem por motivo interesseiro e por torpe ganância.
Mat 7:16 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.
2Pe 2:1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor.
2Pe 2:2 E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade;
Mat 10:16 Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
Mat 10:17 E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas;

Mat 10:25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?

A prudência da serpente é recomendada pelo Senhor aos que se empenham na obra da pregação do evangelho, ao lado da simplicidade das pombas.
As serpentes evitam confrontos desnecessários, mas atacam quando são atacadas. Por isso o cristão deve reter apenas a prudência da serpente, e associá-la à inofensividade das pombas, que nunca atacam quando são atacadas.
Por fim, ao concluir esta breve explanação, deve ser dito que a ninguém deve ser imposto o evangelho como uma forma de obrigação a ser cumprida, e nem mesmo nas congregações de Cristo, porque Deus quer ser amado e adorado em espírito e de modo voluntário.
Ninguém deve ser condenado ou acusado por conta da religião ou costumes que tenha adotado, evidentemente, é claro, desde que não infrinjam as normas legais e os costumes de cada sociedade à qual se pertença, mas isto não é um encargo dos cristãos enquanto cristãos, mas das autoridades constituídas.
Os mensageiros do evangelho devem ser promotores da paz, e por isso é dito por Cristo que bem-aventurados são os pacificadores.
Para este propósito, da promoção da paz e do bem estar dos seus semelhantes, devem orar em favor de todos os homens.
1Tm 2:2 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens,
1Tm 2:2 em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.
1Tm 2:3 Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,
1Tm 2:4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
Devem também os cristãos serem modelos de bom comportamento e de conduta, como pais, filhos, empregados, empregadores, ou o que for.
Devem estar sujeitos às autoridades, porque conforme afirmado na Bíblia, não há autoridade genuína que não tenha sido instituída por Deus.
Rom 13:1 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.

O evangelho não é pregado por mero dever de consciência ou por obediência ao mandamento divino, mas sobretudo porque os discípulos de Jesus são movidos em amor a fazê-lo, pelo mesmo Espírito Santo que neles habita, e que também atuava em nosso Senhor Jesus Cristo.

“como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele;” (Atos 10:38)

Silvio Dutra

Uma Nova Aliança Diferente da Antiga



Devemos ter o devido cuidado ao estudarmos a Bíblia, especialmente o Antigo Testamento, nas partes relativas ao Antigo Pacto, porque ali encontramos muitas figuras de realidades que se cumpriram em Cristo, e muitos preceitos que foram revogados e alterados por Cristo com a instituição da Nova Aliança, que revogou a Antiga, de modo que não pratiquemos na dispensação da graça aquelas coisas e atitudes que eram determinadas e aceitas por Deus no Antigo Pacto, mas que de modo algum podem ser aceitas nesta nova dispensação, em que novas diretrizes foram dadas para substituírem muitas das diretrizes antigas, como por exemplo a lei do olho por olho, dente por dente; o ofício sacerdotal com a apresentação de animais em sacrifício; as guerras santas ordenadas por Deus para extermínio de povos idólatras etc.
A Nova Aliança não é ministério de morte, mas de vida. Isto é, os ministros de Deus estão encarregados de levar a vida de Cristo aos homens, e não a condenação e a morte.
Isto fica agora exclusivamente nas mãos de Deus, e a Igreja de Cristo não é mais a espada de Deus, como Israel foi no mundo antigo para exercer juízos de Deus sobre o mundo de ímpios.
Deus é o Juiz exclusivo do que se refere a tirar ou não a vida de qualquer pessoa, de modo que não deseja nenhuma cooperação da Igreja neste sentido, ao contrário, foi vedado à Igreja na presente dispensação toda e qualquer forma de juízo, e daí Cristo ter determinado que o crente a ninguém deve julgar neste sentido, porque o juízo sobre vida ou morte está agora exclusivamente nas mãos de Deus.
À Igreja cabe pregar o evangelho, e aqueles nos quais Cristo será cheiro de morte para a morte e não aroma de vida para a vida, é assunto que se encontra fora da alçada da Igreja, e que está totalmente nas mãos do Grande e único Juiz.
O dever do qual a Igreja está incumbida é o de levar a mensagem de salvação e se empenhar muito para a salvação de alguns, porque Jesus, na dispensação da graça, se empenha não em condenar os pecadores, mas salvá-los.

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Comentário do Novo Testamento:
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Silvio Dutra