Aliança de Compromisso

Cerca de 708 frases e pensamentos: Aliança de Compromisso

Quando ela colocou uma Aliança no dedo, Arracaram seu Cerebro,. =)

Jaqueline Simoes

Penso que nasci pra ser livre, mas ao mesmo tempo sei que
preciso de uma aliança.
Afinal, liberdade na vida é ter um AMOR pra se prender.

Maviane Andrade

E continuo beijando a vida
como se ela usasse uma aliança
com meu nome nos dedos…

Josane Hodniki

Casamento é mais que uma aventura ou viver pelos sentimentos. É uma aliança feita entre o casal, diante de Deus e dos homens, de viverem juntos até a morte.

Antonio Francisco

Se pra todo amor há desconfiança
Razão da desesperança
Do que foi uma aliança
Amei como criança
Não percebi tua mudança
Por fazer tanta cobrança
O amor se cansa
E perde a esperança
Talvez queira vingança
Por perder a segurança
Meu coração se lança
Amargando tantas lembranças
E pra sempre descansa

Itarcio A. L.

A Celebração Sobrenatural da Antiga Aliança

O capítulo 24 de Êxodo registra como foi instituída e formalizada a Antiga Aliança, tendo a Moisés por mediador, e tendo como base o sangue de animais aspergido sobre o povo e sobre o livro da aliança. Tal como a Nova Aliança foi instituída e formalizada quando Jesus morreu na cruz e a selou com o Seu próprio sangue.
Deus havia prometido a Abraão ser o Deus da sua descendência, a saber o Deus de Israel, e agora, o povo de Israel declara que seria o povo de Deus, mediante o cumprimento de tudo o que lhe estava sendo ordenado por Ele.
E assim foi selado o pacto, a aliança, entre Deus e Israel, e deste com Deus.
Nenhuma aliança com Deus seria feita, se não fosse pela provisão da graça, tipificada no sacrifício e no sangue que apontavam para o sacrifício de Cristo; pois Deus, santo que é, não pode, em razão da exigência da Sua justiça, fazer aliança com pecadores, mas Ele proveu o meio necessário para isto, que é o sacrifício de Jesus, que satisfez à Sua justiça, por ter Ele morrido no lugar dos pecadores.
É por isso que lemos no Novo Testamento, em Hb 9.18-26, o seguinte:
“Pelo que nem o primeiro pacto foi consagrado sem sangue; porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos novilhos e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo e aspergiu tanto o próprio livro como todo o povo, dizendo: este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós. Semelhantemente aspergiu com sangue também o tabernáculo e todos os vasos do serviço sagrado. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão no céu fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio; doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.”.
Quando foi celebrada a Antiga Aliança naquele dia memorável no Sinai, Deus fez daquela, não somente uma ocasião solene, mas também festiva e de alegria, pois convocou à Sua presença Moisés, Arão, Nadabe e Abiú, sacerdotes, filhos de Arão, e setenta anciãos de Israel, sendo que estes contemplaram ao subir o monte, a glória do Senhor somente de longe, e apenas a Moisés foi permitido se aproximar-se do Senhor.
Todos eles viram um como que calçamento de safira que resplandecia como o brilho do céu, sobre o qual se encontravam os pés do Deus de Israel. Eles entenderam que aquele pacto tinha um propósito celestial, e não era apenas para propósitos terrenos, mas para atender ao desígnio do que é divino, espiritual, celestial.
O aspecto da glória celestial não parou por aí, pois tendo o Senhor convocado a Moisés para se dirigir ao cume do monte, ele foi envolvido por uma nuvem que cobriu o Sinai, e a glória de Deus pousou sobre o seu cume, e por sete dias Moisés permaneceu envolvido por aquela nuvem, até que Deus o chamou e ele se dirigiu para o cume do monte, onde havia o aspecto da glória do Senhor como um fogo consumidor que aparecia aos israelitas que estavam no sopé do Sinai.
E Moisés permaneceu na presença de Deus por quarenta dias e quarenta noites recebendo instruções para a construção e serviço do tabernáculo.

Baseado em Êxodo 24

Silvio Dutra

Porque o Profeta Isaías Andou Nu por 3 Anos

Israel estava confiando na aliança política e militar que havia feito com o Egito e com a Etiópia, na esperança de ser livrado da dominação Assíria.
Entretanto para frustrar a esperança deles, Deus ordenou a Isaías que andasse nu por três anos, para revelar aos israelitas o que os assírios fariam aos egípcios em quem eles estavam confiando para serem livrados.
Antes de serem levados em cativeiro pelos assírios, os israelitas veriam a humilhação a que seriam submetidos os egípcios e etíopes, porque seriam desnudados pelos assírios quando fossem levados em cativeiro por eles.
Eles deveriam se converter da idolatria deles e se voltarem para o Senhor para serem livrados, e não confiarem na força dos egípcios e dos etíopes.
Mas de tal maneira estavam desviados do Senhor e com a idolatria arraigada em seus corações, que não teriam como escapar do juízo que já estava determinado contra eles, e que se daria nos dias do rei Oséias de Israel, em 722 a.C., quando o rei Ezequias se encontrava no seu quarto ano de reinado em Judá.

Baseado em Isaias 20

Silvio Dutra

Algumas vezes a aliança permanece por muito tempo,outras vezes,depois que o propósito de Deus é cumprido,a aliança pode naturalmente se desfazer-se.

Sandra de Oliveira

Por mais que os discípulos amassem jesus e o quisessem por perto,era tempo daquela aliança deixar de existir naqueles moldes (jo.16:4-7)

Sandra de Oliveira

Seu nome ficaria mais bonito dentro da minha aliança.

Mateus Lima

Deus fez uma aliança eterna
e que portanto não pode ser anulada.

E como aliança em seu caráter matrimonial
onde Ele é o esposo, e a igreja a noiva,
o que se requer então dos aliançados
é que eles sejam fiéis.

Deus sempre será fiel
porque não pode negar a si mesmo.

Todavia, os crentes, por causa do resquício
de corrupções na sua natureza,
são exortados a serem fiéis em tudo
durante a sua peregrinação terrena,
porque, tal casamento,
do Criador com a criatura,
requer isto.

Deus continuará amando
seus filhos adúlteros,
mas os sujeitará
à disciplina da aliança.

Ele não os repudiará
porque tem prometido
manter o compromisso
por toda a eternidade.

Diante de tal caráter imutável
da promessa que Ele fez,
não resta aos aliançados
senão a alternativa
de serem também fiéis,
para que vivam de modo agradável
Àquele com os quais se aliançaram
numa união de amor
indissolúvel e eterno.

Por isso há necessidade de diligência
em santificação para o crescimento
na graça e no conhecimento de Jesus,
porque esta é a única maneira
de se ter a plena certeza
da esperança da salvação.

E tal diligência não tem em vista
somente a certeza da salvação,
mas também e principalmente
conduzir a um modo de vida
digno da vocação
a que o crente foi chamado
que é pela fé e longanimidade.

A esperança da nossa salvação
é como uma âncora da nossa alma,
que a manterá segura e firme
por toda a eternidade,
porque esta âncora está firmada
no Santo dos Santos,
além do véu,
onde Jesus entrou,
e nos mantém ancorados
como o grande sumo sacerdote
da nossa fé,
de maneira que não podemos
ser movidos
da nossa união com Ele.

De modo que nada e ninguém
poderá separar o crente
do amor de Deus
que está em Cristo Jesus,
como lemos em Romanos:

“Portanto, agora
nenhuma condenação há
para os que estão em Cristo Jesus,
que não andam segundo a carne,
mas segundo o Espírito.”
Rm 8.1

Silvio Dutra

O QUE É A ANTIGA ALIANÇA

A Antiga Aliança ou Antigo Testamento recebe também as seguintes designações na Bíblia: Primeira Aliança (Hb 8.7); Lei de Moisés (I Cor 9.9); Lei do Senhor (II Cr 31.3,4): Lei de Deus (Ed 7.21); Lei (Rom 3.19); Aliança da Letra (II Cor 3.6); Ministério da Morte (II Cor 3.7), e Ministério da Condenação (II Cor 3.9).
Foi celebrada por Deus com a nação de Israel quando esta foi libertada do cativeiro egípcio (cerca de 1440 aC).
A Antiga Aliança abrangia todos os israelitas em todas as gerações de Israel, de Moisés até a morte de Jesus, e por isso, possuía também um caráter essencialmente coletivo quanto às aplicações das suas promessas de bênçãos (Lev 26.3-13; Dt 7.12-26; 11.8-32; 28.1-14), e de maldições (Lev 26.14-42; Dt 11.26-28; 27.26; 28.15-68).
Apesar do caráter essencialmente coletivo daquela aliança, a mesma não excluía a responsabilidade individual de cada israelita perante Deus (Dt 24.16; Ez 18.20).
Mas, à responsabilidade pessoal, sobrepunha-se a coletiva, com vistas principalmente, à manutenção da unidade de Israel como nação separada para o serviço de Deus, e para preservá-la da idolatria e costumes pagãos das demais nações.
Daí o mandamento que proibia o casamento de israelitas com gentios.
Não porque os demais povos fossem desprezados por Deus, conforme os israelitas passaram a interpretar o mandamento, mas simplesmente para preservar Israel dos costumes das nações até que Jesus viesse e inaugurasse a Nova Aliança.
Ao dar a lei a Israel através da mediação de Moisés, firmando com a nação a chamada Antiga Aliança ou Testamento, Deus não tinha em vista forjar o legalismo no seu povo, mas forjar a justiça, o amor e a santidade, através da obediência à Sua santa vontade, expressada nos diversos mandamentos da lei.
A palavra LEI, recebe no texto da Bíblia, diferentes conotações. Por vezes, é usada com o significado do Pacto ajustado por Deus com os israelitas a partir de Moisés, ou seja, a Aliança Antiga propriamente dita.
Em outras passagens, refere-se aos cinco primeiros livros da Bíblia, ou Pentateuco, também conhecidos como livros da lei de Moisés.
Quando aparece a expressão a Lei e os Profetas, normalmente é uma referência ao conjunto das Escrituras do Velho Testamento (At 13.15), ou ao Pacto Antigo propriamente dito (Lc 16.16).
E, finalmente, em outras porções bíblicas, a palavra Lei, designa o conjunto de regulamentos e mandamentos civis, cerimoniais e morais, constantes sobretudo do Pentateuco.
Por exemplo, quando Jesus disse que não veio revogar a lei e os profetas (Mt 5.17), estava se referindo às Escrituras do Velho Testamento; e quando afirmou que a lei e os profetas haviam vigorado até João Batista (Mt 11.13; Lc 16.16), ao Pacto, à Aliança Antiga, que estava sendo substituída pela Nova.

Silvio Dutra

O QUE É A NOVA ALIANÇA

Ao instituir a Nova Aliança no seu sangue, Jesus revogou a Antiga Aliança e marcou o encerramento do período da dispensação da lei, mas não revogou, isto é, não cancelou, as Escrituras do Velho Testamento (Mt 5.17).
Essa questão não pode ser compreendida à luz de um enfoque legalista, pois nos remeteria conseqüentemente a considerar que a Antiga Aliança ainda estaria em vigor por não terem sido revogadas as Escrituras que lhe são correspondentes.
Entretanto, o Velho Testamento, incluindo os preceitos relativos à Aliança, é um testemunho da vontade de Deus e da própria revelação referente a Jesus Cristo.
Se as Escrituras dão testemunho do Senhor, como Ele as revogaria?
Se o fizesse estaria negando a Si mesmo e à obra que recebeu do Pai para realizar.
Abraão, Moisés e os profetas, falaram de Jesus. Os utensílios e ofícios do tabernáculo e do templo ensinam-nos acerca dEle, em figura.
A forma como o pecado entrou no mundo e a provisão que Deus fez para salvar o pecador ali também estão revelados.
A própria remoção do pacto antigo está revelada nas Escrituras do Velho Testamento, atestando que de fato o problema do pecado só poderia ser resolvido pela inauguração da Nova Aliança (Jer 31.31-34).
Vemos assim, a confirmação da validade das Escrituras porque por elas se testifica que o Pacto Antigo foi substituído pelo Novo, e que Jesus é o Seu Mediador, conforme nelas também se testifica (Is 42.6,7; 49.8,9).
A Nova Aliança não foi um plano emergencial concebido por Deus, por terem os israelitas violado a Antiga Aliança.
Em absoluto. Ela já estava no Seu coração desde antes da criação do mundo. E fora prometida a Abraão antes mesmo da celebração da Antiga (Gên 17.1-5), tendo sido a promessa posteriormente confirmada pelo ministério dos profetas.

“6 Eu o Senhor te chamei em justiça; tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por mediador da aliança com o povo, e luz para os gentios;
7 para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas.” (Is 42.6,7)

“6 Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra.
7 Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, e o seu Santo, ao que é desprezado dos homens, ao que é aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o verão e se levantarão, como também os príncipes, e eles te adorarão, por amor do Senhor, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu.
8 Assim diz o Senhor: No tempo aceitável te ouvi, e no dia da salvação te ajudei; e te guardarei, e te darei por pacto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas;
9 para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei; eles pastarão nos caminhos, e em todos os altos desnudados haverá o seu pasto.”(Is 49.6-9)

Paulo compreendeu melhor e mais rapidamente do que qualquer outro o caráter da Nova Aliança, que estava sendo oferecida a todos os gentios, e que os desobrigava do cumprimento minucioso das condições de culto, ritos e todos os mandamentos civis e cerimoniais da Lei de Moisés.
Um gentio não precisaria viver como um judeu, como no caso da Antiga Aliança, para que pudesse ser aceito como integrante do povo de Deus.
Jesus e nenhum dos apóstolos ensinaram contra a lei, pois fora outorgada pelo próprio Deus a Moisés para vigorar como termos da Antiga Aliança, que firmara com a nação de Israel, e para servir também de testemunho a todo o mundo gentílico, acerca do Seu caráter e da Sua vontade.
Desta forma, nem Paulo ou qualquer outro dos apóstolos ensinou contra a lei.
Eles sabiam que a justiça que é pela fé, e operante segundo a graça, passou a se manifestar com o advento de Jesus. Mas também sabiam que Deus havia salvado e justificado pela graça, mediante a fé, a muitos nos dias do Antigo Testamento.
Não foi este o caso de Abraão? A ponto de ser designado como pai dos que crêem.
Mas, a Antiga Aliança foi revogada, e suas ordenanças civis e cerimoniais já não são obrigatórias aos israelitas, com quem foi celebrada, e muito menos aos gentios, quanto ao seu cumprimento, bem como não é aplicável, à igreja, de forma específica, o seu sistema de bênçãos e maldições, ritos etc, desde a inauguração da Nova Aliança, que a revogou.

“Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João.” (Mt 11.13)

“A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.” (Lc 16.16)

“e rasgou-se ao meio o véu do santuário.” (Lc 23.45)

“9 Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça.
10 Pois na verdade, o que foi feito glorioso, não o é em comparação com a glória inexcedível.
11 Porque, se aquilo que se desvanecia era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece.” (II Cor 3.9-11)

“13 Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade,
15 isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz”, Ef 2.13-15)

“18 Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade
19 (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus.” (Hb 7.18,19)

“6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores promessas.
7 Pois, se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo.
8 Porque repreendendo-os, diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá um novo pacto.” (Hb 8.6-8)

“Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer.” (Hb 8.13)

“8 Tendo dito acima: Sacrifício e ofertas e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem neles te deleitaste (os quais se oferecem segundo a lei);
9 agora disse: Eis-me aqui para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro, para estabelecer o segundo.” (Hb 10.8,9)

A Nova Aliança é designada na Bíblia como sendo As Fiéis Misericórdias Prometidas a Davi, como se lê em Is 55.3 e Atos 13.34.

“E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” (Atos 13.34)

“Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.” (Is 55.3)

É dito no texto de Isaías (VT) que seria feita uma aliança eterna, que estaria baseada nas misericórdias fiéis que Deus havia prometido a Davi.
Trata-se portanto de uma aliança de misericórdias, e misericórdias que não falharão, porque não foram prometidas pelo homem, mas prometidas por Deus a Davi.
Esta aliança eterna, que é a Nova Aliança, que vigoraria na dispensação da graça em que temos vivido, foi prometida em várias passagens do Velho Testamento.
Davi veio a se referir a ela tanto na hora da sua morte, conforme relato de II Samuel 7.12-17, quanto no Salmo 89, nos quais afirma a segurança e estabilidade desta aliança prometida, bem como o seu caráter de livramento da condenação eterna para os aliançados, ainda que estes viessem a transgredir eventualmente os mandamentos de Deus, porque o Senhor afirmou que corrigiria os aliançados, mas que não deixaria jamais de estar aliançado com eles.
O fiador, o mediador, seria o Renovo justo que brotaria do tronco de Jessé, a saber, o Senhor Jesus, quem é Aquele que garante a eternidade da aliança.
Vejamos então, alguns textos da Bíblia que se referem à citada aliança de misericórdias, e de misericórdias fiéis que durarão para sempre, e pelas quais nossos pecados e transgressões são perdoados e esquecidos por Deus para sempre:

“12 Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino.
13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.
14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.
15 Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.
16 Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.
17 Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.” (II Samuel 7.12-17)

Esta passagem das Escrituras registra quando a promessa foi feita por Deus a Davi através do profeta Natã.

“20 Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi.
21 A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá.
22 O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade.
23 Esmagarei diante dele os seus adversários e ferirei os que o odeiam.
24 A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder.
25 Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios.
26 Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação.
27 Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.
28 Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança.
29 Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu.
30 Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos,
31 se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos,
32 então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade.
33 Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade.
34 Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram.
35 Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi?):
36 A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim.
37 Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço.” (Salmo 89.20- 37)

Nesta passagem do Salmo 89, Deus fala profeticamente acerca da aliança que faria com os crentes através de Jesus Cristo.
Note a promessa que é feita especialmente nos versos 28 a 35.

“1 São estas as últimas palavras de Davi: Palavra de Davi, filho de Jessé, palavra do homem que foi exaltado, do ungido do Deus de Jacó, do mavioso salmista de Israel.
2 O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua.
3 Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus,
4 é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva.
5 Não está assim com Deus a minha casa? Pois estabeleceu comigo uma aliança eterna, em tudo bem definida e segura. Não me fará ele prosperar toda a minha salvação e toda a minha esperança?” (II Samuel 23.1-5)

Estas foram as últimas palavras proferidas por Davi, antes de morrer, e ele foi levado pelo Espírito a falar do caráter da Nova Aliança, que seria feita com Jesus Cristo, que descenderia segundo a carne, da sua casa, da qual se diz no verso 5 que é eterna, e em tudo bem definida e segura, ou seja, ela foi planejada meticulosamente por Deus para dar a segurança da eternidade aos aliançados, a saber, aos crentes que perseveram em Jesus Cristo.

“32 E nós vos anunciamos o evangelho da promessa, feita aos pais,
33 a qual Deus nos tem cumprido, a nós, filhos deles, levantando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo: Tu és meu Filho, hoje te gerei.
34 E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” (Atos 13.34)

Este é um dos testemunhos confirmatórios do Novo Testamento de que as promessas feitas a Davi, se referiam à aliança que é feita entre Jesus Cristo e os eleitos, e Paulo afirma expressamente no verso 32, que tal promessa foi a promessa do evangelho que Deus fizera aos patriarcas de Israel, e neste caso, especificamente a Davi.
Há muitas outras referências na Bíblia a esta aliança, e também especialmente ao modo como Deus a prometeu através de Davi, dAquele que viria a descender dele no futuro, e com o qual o trono de Davi é estabelecido eternamente com todos aqueles que também viverão eternamente, por estarem aliançados ao Rei Justo que reinará com justiça pelos séculos dos séculos.

Veja por exemplo, para finalizar, a repetição da promessa através do profeta Jeremias, cerca de quatrocentos anos depois de Davi.

“14 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que cumprirei a boa palavra que proferi à casa de Israel e à casa de Judá.
15 Naqueles dias e naquele tempo, farei brotar a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra.
16 Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; ela será chamada SENHOR, Justiça Nossa.
17 Porque assim diz o SENHOR: Nunca faltará a Davi homem que se assente no trono da casa de Israel;
18 nem aos sacerdotes levitas faltará homem diante de mim, para que ofereça holocausto, queime oferta de manjares e faça sacrifício todos os dias.
19 Veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:
20 Assim diz o SENHOR: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo,
21 poder-se-á também invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono; como também com os levitas sacerdotes, meus ministros.
22 Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim tornarei incontável a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.” (Jer 33.14-22)

Estas palavras foram proferidas por Jeremias no Espírito, depois de lhe ter sido revelado qual o efeito prático de tal aliança que seria firmada conforme a promessa que Deus havia feito a Davi:

“31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jer 31.31-34)

Esta promessa é repetida em várias passagens do Novo Testamento, como por exemplo em Hebreus 8.6-13; 10.15-18.

Silvio Dutra

Pacto de Graça e Não de Obras

A nossa salvação não é baseada
num pacto ou aliança
da Lei ou obras,
mas num pacto, ou seja,
numa aliança de pura graça.

Há uma grande linha divisória
entre apóstatas que caem
para uma perdição eterna,
e os verdadeiros crentes,
que jamais poderão cair
numa queda final.

Como Davi, eles poderão
falhar e cair,
mas jamais numa queda final
porque estão debaixo
da promessa feita por Deus
de que completaria a boa obra
que iniciou neles,
porque não podem ser movidos
da rocha inabalável
na qual estão
fundamentados e firmados
que é Cristo Jesus.

Há muitos que pensam
estarem ligados a Cristo,
e que estão trabalhando para Ele.

Eles protestarão no último dia
que profetizaram,
que realizaram milagres
e que expeliram demônios
em Seu nome,
e ouvirão a terrível sentença
dos Seus lábios
de que nunca os conheceu
por praticarem a iniqüidade.

Isto é, eles sequer foram limpos
dos seus pecados
no Seu sangue precioso,
e viveram segundo a carne,
e não debaixo da graça
do Espírito Santo.

E estes, se surpreenderão
porque no modo de pensar deles
nunca haviam apostatado da fé.

Mas dos crentes, de suas ovelhas,
nosso Senhor afirma não somente
que os conhece,
como também é conhecido por eles.

A apostasia citada pelo autor de Hebreus,
daqueles que é impossível
serem renovados para arrependimento,
e dos que são rejeitados e queimados
por Deus com um fogo destruidor,
não se refere a este cair
eventual em pecados,
mas sim, a uma queda total,
a um afastamento de Deus definitivo
que não pode ocorrer
com verdadeiros crentes.

Pedro havia negado a Cristo,
mas foi restaurado
na sua comunhão com Ele.

Davi havia perdido a alegria da salvação
e pensava até mesmo
que o Espírito Santo seria retirado dele,
mas foi igualmente restaurado
na comunhão com o Senhor,
que também lhe concedeu
graça para arrependimento.

Silvio Dutra

Casei-me com uma mulher que me jurou fidelidade e descobri que a sua aliança era primeiro com meu coração.

Helgir Girodo

A cruz é o simbolo da nova aliança. Alguns tem pavor da cruz, pois pelo que parece, ela é uma exaltação da morte de quem não está morto; mas e se for? Os costumes cristãos com crucifixos e imagens da cruz apareceram por volta do ano 370 D . C, justamente em memória da ascensão do Rei Jesus. Independente da presença de Cristo na cruz, ela sempre será um troféu para qualquer cristão. A cruz vazia representa o resplendor do Messias, mas a cruz preenchida representa a maior expressão de amor que a humanidade já viu.

Tiago Belinha

O que vc acha de aliança? Uma forma de ter confiança ou uma forma de demostrar que ama, etc...‎ Bruna Stefani

Acho que as pessoas que pensaram
Sobre os costumes matrimoniais
Eram pessoas com uma capacidade racional
Que nos tempos atuais, não existe mais

Hoje em dia aliança
Em casais de verdade
Serve para afastar outras pessoas
Mantendo a fidelidade

Quando colocamos condições
Para o uso da aliança
Seja ela, prova de amor
Estamos demonstrando desconfiança

A aliança não passa de um recado
Para ser mostrado socialmente
Que queremos só uma pessoa
De preferencia, eternamente

Claro que o mundo
Esta bagunçado
Mas tudo no mundo depende
Do valor por ti dado...

Alex Veloso

A verdadeira aliança conjugal é aquela que Deus
abençoa o acordo feito dentro da Sua palavra.

Helgir Girodo

Há Aperfeiçoamento Espiritual Eficaz na Nova Aliança

O oitavo capítulo de Hebreus é um prosseguimento dos argumentos apresentados no capitulo anterior quanto à evidente superioridade da Nova Aliança em relação à Antiga, por causa da excelência e superioridade da mediação de Cristo, conforme havia sido prometido por Deus desde o Antigo Testamento.
A razão de ser da Antiga Aliança era a Nova, porque se afirma que o fim da Lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê.
A Antiga Aliança foi instituída para nos conduzir a Cristo. Para que fôssemos instruídos acerca das coisas relativas ao Cristo prometido, que esmagaria a cabeça da serpente.
Quando a epístola aos Hebreus foi escrita, os sacerdotes de Israel ainda oficiavam no templo de Jerusalém, motivo pelo qual o seu autor afirmou que se Jesus estivesse na terra certamente não estaria no exercício do sumo sacerdócio, porque Ele havia sido rejeitado pelos judeus, especialmente pelos sacerdotes de Israel, em razão do endurecimento deles no pecado, e também porque não havia sido designado como eles, para ser sacerdote segundo a ordem de Arão, conforme eles haviam sido constituídos pela Lei dada a Moisés.
E Jesus não havia sido designado para exercer Seu ofício sumo sacerdotal na terra, mas no céu, porque não é sacerdote de um templo terreno, mas do tabernáculo celestial.
Ele é o rei e sacerdote eterno da graça e da verdade, é o rei de um reino que é sobretudo espiritual e invisível, e não de um ofício temporal que estava destinado por Deus a desaparecer, uma vez tendo sido cumprido o propósito para o qual Ele o havia instituído, até que Cristo viesse, e inaugurasse a aliança prometida desde o velho testamento, e que estava sendo aguardada por sucessivas gerações de pessoas piedosas, especialmente de Israel.
Nunca foi do propósito de Deus manter a Antiga Aliança em vigência para sempre até a volta de Cristo.
Ao contrário, Ele havia falado pela boca dos profetas do Velho Testamento que faria uma Nova Aliança para vigorar no lugar da Antiga, por meio de Jesus Cristo.
Tal promessa é citada em Jeremias 31.31-35; e o autor de Hebreus transcreveu os termos usados pelo profeta nos versos finais do oitavo capítulo de sua epístola, para demonstrar aos cristãos Hebreus que era por causa desta aliança que os seus pecados passados eram inteiramente perdoados e esquecidos por Deus.
Ainda que os judeus tivessem recusado a reconhecer a revogação da Antiga Aliança, o culto deles no templo estava prestes a desaparecer, conforme efetivamente ocorreu em 70 d.C., quando os romanos expulsaram os judeus da Palestina e destruíram o templo, deixando apenas de pé o que conhecemos hoje por Muro das Lamentações.
A destruição do templo, e a expulsão dos judeus comprovaram para todos, que de fato uma Nova Aliança foi inaugurada no lugar da Antiga, conforme prometido desde os profetas.
E assim, este oitavo capítulo começa a descrever quais eram as bases diferentes do sumo-sacerdócio de Cristo da ordem de Melquisedeque, em relação ao sacerdócio dos levitas no Antigo Pacto, que vigorou no período do Antigo Testamento.
E este sumo-sacerdócio do Senhor foi designado pelo Pai, para que os pecados das pessoas que constituiriam o seu povo, fossem efetivamente perdoados, de forma a se dotar todos os aliançados de um novo coração criado e habitado pelo Espírito Santo.
Isto jamais poderia ser feito mediante as bases da Antiga Aliança, ou Lei, como também é chamada, e por isso é declarada a sua fraqueza e inutilidade para o cumprimento deste propósito eterno de Deus, de dar vida eterna por meio da graça e mediante a fé.

Silvio Dutra